Cartão de confirmação do Enem 2018 será divulgado na segunda

Os 5,5 milhões de estudantes que estão com a inscrição confirmada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vão poder checar seu local de provas nesta segunda-feira (22). Essa é a data em que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai liberar o acesso ao cartão de confirmação do Enem 2018.

As provas acontecem nos dias 4 e 11 de novembro, dois domingos consecutivos.

Veja abaixo as perguntas e respostas sobre o cartão de confirmação:

Para que serve o cartão de confirmação?

É o documento que confirma a inscrição de cada candidato no Enem, e traz os detalhes sobre o local de provas. Além do nome da rua e número do edifício, o cartão também informa, por exemplo, o número da sala em que cada estudante fará o exame.

Como posso acessar o cartão de confirmação?

Apenas pela internet. O cartão de confirmação ficará disponível para consulta a partir de segunda pelo site https://enem.inep.gov.br/participante/.

O acesso é individual, ou seja, é preciso inserir os dados pessoais e a senha para poder verificar o local de provas.

Preciso levar o cartão de confirmação no dia do Enem?

O Inep afirma que não é obrigatório apresentar o cartão de confirmação no dia do exame, mas ele recomenda que todos os candidatos imprimam e levem o documento, porque ele facilita o acesso às informações e evitar confusões com o endereço e os horários da prova.

Veja o modelo do cartão de confirmação do Enem 2017 — Foto: Reprodução/Inep
Modelo do cartão de confirmação do Enem 2017 — Foto: Reprodução/Inep

Com informações: G1 Ceará

Dia é de definições para os candidatos à Presidência da República

O dia hoje (18) deve ser de definições para os dois candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). É esperada para a tarde a avaliação de uma junta médica sobre o estado de saúde de Bolsonaro. A partir desses exames, o candidato do PSL disse que decidirá sobre sua participação em debates e viagens para fora do Rio de Janeiro.

Depois do ataque que sofreu em 6 de setembro, quando levou uma facada na barriga, Bolsonaro está com uma colostomia, o que exige cuidados e mais atenção em situações de aglomeração de pessoas e eventual tumulto. Nos últimos dias, o candidato indicou que pode participar de dois debates até o segundo turno das eleições.

Haddad tem cobrado a participação do adversário nos debates. Segundo ele, quer “olhar olho no olho” de Bolsonaro. A junta médica deve ir ao Rio, na casa do candidato do PSL, como fez na semana passada. São médicos que o acompanharam no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O candidato do PT tem encontro, em São Paulo, com o grupo denominado Juristas pela Democracia, que reúne magistrados que apoiam seu nome neste segundo turno. Ao longo do dia, ele ainda tem conversas com grupos de defesa dos animais e concede entrevistas exclusivas para emissoras de rádio e televisão.

Haddad deve ir amanhã (19) ao Rio e no fim de semana ao Nordeste. Os locais do Nordeste ainda vão ser definidos, mas ele deve escolher o Piauí, a Bahia e o Maranhão, onde os governadores são aliados do PT.

 

com informações: O Estado/ Ceará

Haddad reconhece que PT cometeu erros e promete mudanças

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, admitiu ontem (18) erros cometidos pelos governos petistas e afirmou que, se eleito, vai eliminar, por exemplo, a desoneração das empresas. “Eu acho correto que a gente reconheça erros”, disse em entrevista exclusiva ao SBT.

Na entrevista, Haddad tentou suavizar as críticas de Cid Gomes – que durante reunião esta semana, disse que o PT cometeu erros estratégicos. O petista atribuiu a reação de Cid, que é irmão de Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência derrotado no último dia 7, ao “calor da emoção” e afirmou que ele gravou um vídeo em seu apoio.

Haddad acrescentou que houve erros, nos últimos dois anos do governo de Dilma Rousseff, como a desoneração de impostos das empresas. “Irei eliminar as desonerações das empresas”, disse o candidato sem entrar em detalhes. O candidato negou que, neste segundo turno, evite associar sua imagem à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao vermelho, cor que caracteriza o PT, substituído por verde e amarelo. “A gente muda um pouco no segundo turno.”

Haddad elogiou a atuação do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, responsável pela condução dos processos da Lava Jato. Porém, ressaltou: houve equívocos, como a sentença relacionada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense, por corrupção e lavagem de dinheiro.

“Em geral, ele [Sérgio Moro] ajudou”, afirmou o presidenciável. “Há reparos a fazer”, acrescentou. “O saldo é positivo”.

Para Haddad, a condenação deveria ser considerada somente depois da decisão em última instância. “Aqueles que foram condenados, têm de pagar”, afirmou o candidato, sem mencionar nomes nem situações específicas.

O candidato confirmou que busca apoio político e que já conversou com várias pessoas. Segundo ele, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está em uma situação delicada porque entre os integrantes do PSDB há aqueles que não se manifestaram sobre o segundo turno.

“Ele [Fernando Henrique Cardoso] é uma pessoa com quem tenho uma relação antiga, cordial e respeitosa”, disse, lembrando que busca apoio entre todos aqueles que “lutaram pela democracia e contra ditadura”.

Haddad lamentou, mais uma vez, a utilização de fake news vinculadas a ele e suas propostas. Ex-ministro da Educação, ele destacou que na sua gestão foram implementados programas que permitiram o ingresso de jovens de baixa renda na universidade, com o ProUni e Fies sem fiador. Também ressaltou a ampliação de universidades federais e escolas técnicas no país.

Segundo o candidato, a equipe do adversário troca o miolo dos livros que ele escreveu ou contribuiu, incluindo trechos que não correspondem a verdade.

 

Com informações: Agência Brasil

Com a perspectiva de vitória de Bolsonaro, militares discutem novo comando

Com a perspectiva de vitória do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), os militares começam a fazer as apostas para as trocas de comando nas Forças Armadas. O que está em jogo são as substituições do almirante Eduardo Ferreira, da Marinha, do brigadeiro Nivaldo Rossato, da Aeronáutica, e do general Eduardo Villas Bôas, do Exército. Os três tomaram posse em abril de 2015, logo depois que a presidente Dilma Rousseff assumiu o segundo mandato.

No Exército, a expectativa é de que Bolsonaro, caso eleito, siga a tradição, interrompida por Dilma, de chamar o general mais antigo para assumir o comando. A partir dessa regra não escrita, quem assumirá o cargo será Edson Leal Pujol, atual chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia da força. Nascido em Dom Pedrito (RS), Pujol tem 63 anos e foi o primeiro da turma na Academia Militar das Agulhas Negras, a Aman, em 1977. Em 2013, foi nomeado comandante da Força de Paz na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah). O oficial recebeu elogios do então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Na sequência dos favoritos, por antiguidade, estão os generais Paulo Humberto, chefe do Estado Maior do Exército; Mauro Cid, chefe do Departamento de Educação e Cultura; e Carlos Barcellos, do Comando Militar do Norte. Todos os quatro oficiais são da turma de Bolsonaro na Academia das Agulhas Negras, no fim da década de 1970, e têm mantido conversas com o deputado sobre as diretrizes para um eventual governo, segundo fontes militares. O presidenciável, como se sabe, não foi promovido além da patente de capitão, optando pela candidatura ao cargo de vereador, na eleição de 1988.

Defesa

O atual comandante do Exército, general Villas Bôas, sofre com uma doença degenerativa, mas decidiu permanecer no cargo até a troca de comando. Até o momento, Bolsonaro definiu como ministro da Defesa do eventual futuro governo o general Augusto Heleno. O vice do presidenciável é outro oficial da mais alta patente, o general Hamilton Mourão, mas ele tem mantido conversas com os generais Oswaldo Teixeira, para a área de transportes, e Ribeiro Souto, para Educação e Ciência. Das três forças, a que tem mantido mais distância dos movimentos políticos do deputado é a Marinha.
Com informações: Correio Braziliense

Centrão reage a investida do PSL de Bolsonaro na Câmara

A disputa pelo comando da Câmara está causando atritos entre o PSL do deputado Jair Bolsonaro (RJ), líder nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, e o bloco conhecido como Centrão, fiel da balança nas votações da Casa. Dirigentes do grupo formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade dizem que, se Bolsonaro for eleito e quiser “atropelar” o centro, enfrentará forte oposição desde o início do mandato.

Na tentativa de amenizar o mal-estar, o senador eleito Major Olímpio, presidente do PSL paulista, afirmou que o assunto não está sendo objeto de discussão. “O importante é ter um alinhamento que dê solidez ao futuro governo”, afirmou ele.

Na véspera, porém, Olímpio havia confirmado à reportagem a disposição do PSL para indicar o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), filho do capitão reformado do Exército, à cadeira hoje ocupada por Rodrigo Maia (DEM-RJ). A defesa da indicação foi feita pelo general Roberto Sebastião Peternelli Júnior, coordenador das candidaturas de militares das Forças Armadas e deputado eleito.

As articulações do PSL irritaram o Centrão, uma vez que a maioria do bloco apoia a recondução de Maia à presidência da Câmara. Além disso, o deputado Capitão Augusto (PR-SP), que integra o grupo, também quer lançar sua candidatura e nesta quarta-feira, 17, foi até a residência oficial de Maia para comunicar a decisão.

“Estou trabalhando alinhado com o Bolsonaro e pretendo disputar com Maia”, disse Capitão Augusto, que em dezembro comandará a Frente Parlamentar da Segurança Pública. “O Eduardo tem 32 anos, não pode assumir, por causa da linha sucessória da Presidência. Mas quem vai decidir isso no PSL é o zero um”, completou, numa referência à expressão militar usada por Bolsonaro.

A intenção manifestada pelo candidato do PSL de, se eleito, chamar bancadas parlamentares, e não partidos, para negociações políticas também vem sendo alvo de críticas do Centrão, que apoiou Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno da corrida presidencial.

“A culpa de o Fernando Haddad, do PT, ter ido para o segundo turno com Bolsonaro é nossa, do Centrão, porque deveríamos ter apoiado Ciro Gomes (PDT), e não Alckmin”, disse o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), presidente do Solidariedade. “Com o tempo de TV que o bloco tinha, haveria chance de levar Ciro para o segundo turno, mas fomos voto vencido. Agora, vamos ver o que vai acontecer.”

‘Afoiteza’

No Rio, Major Olímpio e o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) jogaram água na fervura política que opôs o PSL e o Centrão. “Alguns têm um pouco menos de experiência, um pouco mais de afoiteza”, afirmou Olímpio, sem citar o general Peternelli Júnior. “Mas não está na cabeça do Bolsonaro, nem na direção do PSL, tampouco da coordenação geral da campanha, discutir como será a direção das Casas, como será a ocupação do espaço. Primeiro, temos de ganhar a eleição. Só depois, isso vai ser construído.”

Anunciado por Bolsonaro como futuro ministro da Casa Civil, em caso de triunfo do PSL nas urnas, Onyx foi na mesma linha. “Qualquer coisa em relação ao Congresso só será discutida do Natal para frente. Nós temos de ter humildade, pé no chão”, comentou.

Ao dizer que, pelos planos do PSL, o partido ficará com a presidência da Câmara por ter a maior bancada eleita, apesar de estar atrás do PT, Peternelli Júnior também afirmou que, pelo mesmo critério, o MDB deve continuar presidindo o Senado.

Até agora, o candidato do partido para a sucessão de Eunício Oliveira (CE), que não foi reeleito, é o senador Renan Calheiros (AL). “Não dá para ampliar a linha de atrito. É preciso buscar a conciliação e acho que terei participação na escolha desse candidato”, afirmou Eunício.

Com informações: O Estado de Minas / O Estado de S. Paulo.

Públicos de Ceará e Fortaleza superam – e muito – médias das Séries A e B do Campeonato Brasileiro

 

Com 15 jogos realizados como mandante na Série B do Campeonato Brasileiro, o Fortaleza tem média de 22.273 pagantes, liderando com folga o ranking da competição. Em segundo lugar, com uma diferença enorme, está o CSA, média de 8.643 pagantes. A média de público da Segundona é muito baixa. São apenas 4560 torcedores por partida. O Fortaleza, portanto, tem praticamente cinco vezes mais público do que a média da competição, marcada basicamente por jogos com baixíssima taxa de ocupação nos estádios.

 

Na Série A, o Ceará detém a sexta melhor média após ter atuado 15 vezes em casa. São 23.295 pagantes por jogo. O Alvinegro, que chegou a mandar jogos no PV mas depois retornou ao Castelão, perde apenas para Flamengo, São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Internacional. A média da primeira divisão do Campeonato Brasileiro é de 18.551 torcedores por partida. Assim, o Ceará tem quase cinco mil torcedores a mais por encontro do que a média registrada na competição.

 

Com informações: Blog Futebol do Povo

 

 

Ministro confirma Centro Integrado de Inteligência da PF para Fortaleza

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, confirmou, nesta quarta-feira, durante reunião, em Brasília, com o governador Camilo Santana (PT) e o senador Eunício Oliveira (MDB), a instalação do primeiro Centro Integrado de Inteligência da Polícia Federal em Fortaleza. De acordo com o ministro, o equipamento é fundamental para o enfrentamento da criminalidade no Nordeste e terá seu processo de instalação iniciado após o período eleitoral.

O ministro informou que a Medida Provisória 840/18, que está na pauta para ser votada pelo Congresso, viabiliza a criação do Ministério da Segurança Pública, o funcionamento do Centro Integrado de Segurança em Fortaleza, a execução do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) como também assegura recursos para a construção de dois presídios no Ceará, demanda também apresentada por Eunício e pelo governador Camilo Santana. Eunício prometeu acelerar a aprovação da MP no Senado.

Com informações: Eliomar de Lima

Cid Gomes vai ao TSE para impedir que Bolsonaro use seu discurso na TV

O senador eleito pelo PDT no Ceará, Cid Gomes, recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na noite desta terça-feira (16) contra o uso de sua imagem no programa eleitoral de Jair Bolsonaro (PSL).

O rival de Fernando Haddad (PT) na disputa presidencial levou ao ar na noite desta terça o desabafo que Cid fez contra petistas na segunda-feira (15).

A defesa de Cid, irmão de Ciro Gomes (PDT), diz que Bolsonaro lançou mão de “ardiloso artifício para tentar repassar à população fatos que não condizem com a realidade”.

Os advogados do pedetista alegam que a campanha do capitão reformado infringiu a lei eleitoral porque não poderia transmitir propaganda com a imagem de candidato que pertence a partido que declarou apoio a outro.

Os representantes de Cid ainda afirmam que a campanha de Bolsonaro tenta “criar, artificialmente, estados mentais na população, na nítida tentativa de induzir o eleitorado à erro” e anexa à peça reportagens em que Cid declara voto no petista no segundo turno.

“A adoção desse tipo de publicidade, direcionando à classe menos informada ideia falsa, ou pelo menos incompleta, que poderá levar milhares de brasileiros à erro, tudo com o claro intuito de angariar, mesmo que de forma vil, o voto da população mais carente, deve ser reprovada!”

Na ação ao TSE, a defesa de Cid ainda reclama que a propaganda de Bolsonaro foi editada de modo a cortar trechos do discurso do senador eleito em que ele faz elogios a Haddad.

O programa do candidato do PSL começa com a voz de um locutor que diz: “Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita”. Em seguida, a peça exibe trechos do discurso do pedetista em evento de apoio a Haddad, no qual ele diz que os petistas precisam fazer um “mea culpa” porque fizeram “muita besteira”.

As imagens veiculadas pela equipe de Bolsonaro ainda exibem cena em que, diante da reação negativa da plateia, o pedetista diz: “É assim? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir os erros que cometeram, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição”.

Em outro momento, em resposta à reação da plateia que começou a gritar o nome de Lula, Cid protestou: “O Lula está preso, babaca. O Lula está preso. E vai fazer o que? Isso é o PT, e o PT desse jeito merece perder. Babaca, vai perder a eleição”.
A campanha de Bolsonaro pretende repetir a peça nesta quarta (17).

Com informações: Diário do Nordeste

Barcelona quer se afastar de Ronaldinho por causa de Bolsonaro, diz jornal

O jornal Diário Sport, da Catalunha, publicou nesta terça-feira que o Barcelona deverá impor restrições a Ronaldinho Gaúcho após demonstração de apoio do jogador à eleição de Jair Bolsonaro (PSL) a presidente. Segundo a publicação, a ideia do clube é se afastar da imagem do jogador, hoje embaixador do Barcelona.

A polêmica ocorreu após Ronaldinho publicar nas redes sociais uma foto utilizando uma camisa da seleção brasileira com o número 17, o mesmo de Bolsonaro. “Por um Brasil melhor, desejo paz, segurança e alguém que nos devolva a alegria. Eu escolhi viver no Brasil, e quero um Brasil melhor para todos!”, disse o jogador.

Uma das estrelas da campanha vitoriosa do Barcelona na Champions League de 2006, Ronaldinho Gaúcho mantém status de um dos maiores jogadores da história do clube. Em fevereiro de 2017, o prestígio de Ronaldinho com a torcida o rendeu indicação de embaixador do Barcelona, função que exerce com participação de eventos e jogos amistosos.

Apesar de rumores circularem nas redes sociais, ainda não há confirmação oficial sobre se o Barcelona irá revogar ou não o status de embaixador de Ronaldinho Gaúcho.

Segundo a reportagem, outro que deve sofrer sanções é Rivaldo, que também revelou voto no candidato do PSL e participa ativamente dos jogos “Legends”, em que ex-jogadores de sucesso do clube disputam partidas pelo mundo, representando o Barcelona.

Polarização em campo

Desde o início da campanha eleitoral deste ano, diversos jogadores de grande expressão têm se metido em controvérsias por conta da declaração de apoio a candidatos à Presidência. Um dos casos mais polêmicos envolve o volante do Palmeiras Felipe Melo, que chegou a dedicar gol em uma partida do Brasileirão a Jair Bolsonaro.

Do outro lado, chamou atenção gesto político do zagueiro Paulo André (Atlético-PR), que “boicotou” ato do clube em alusão à candidatura de Bolsonaro. Enquanto titulares do Furacão vestiram uma camisa amarela com os dizeres “vamos todos juntos por amor ao Brasil” em uma partida do Brasileirão, o jogador vestiu um casaco preto do clube.

Com informações: Blog de Política O Povo

Guerra perdida contra a disseminação de fake news nas eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não conseguiu segurar a onda de notícias falsas nas eleições deste ano. A avaliação interna dos ministros da Corte é que a guerra contra as fake news foi perdida. Esse cenário ficou evidente com a quantidade de notícias inverídicas que circularam no último dia 7, quando 117 milhões de brasileiros foram às urnas no primeio turno de votação. Uma videoconferência realizada ontem com representantes do WhatsApp revelou que a situação é ainda mais séria, pois os dirigentes do aplicativo disseram que não é possível controlar as mensagens que circulam entre os usuários.

A boataria que se espalha na rede atingiu até a presidente do Tribunal, ministra Rosa Weber. Em uma mensagem enviada à Corte por meio de uma rede social, um internauta afirma que o candidato “Jair Bolsonaro já está eleito” e que haverá reações se isso não se confirmar no resultado da apuração. “Espero que a senhora fique de olho. E só um aviso, com todo respeito”, diz um trecho da mensagem. A Polícia Federal vai abrir inquérito para investigar o caso.

Essa é a primeira vez que a ministra Rosa Weber é citada diretamente em uma mensagem intimidatória enviada ao TSE. Inicialmente, a PF vai avaliar se o perfil do internauta que mandou o texto descreve um cidadão real ou se as informações foram inventadas para confundir as autoridades. Notícias falsas relacionadas a uma suposta paralisação dos caminhoneiros em reação ao resultado da votação tem se espalhando com intensidades nas redes sociais. Os casos revelam o fracasso da Corte e das autoridades em combater as chamadas fake news, que se espalham com mais força durante o período eleitoral.

O aplicativo WhatsApp é o preferido de quem cria ou repassa informações inverídicas relacionadas à política. Ontem, após a videoconferência entre integrantes do Conselho Consultivo do TSE e representantes da empresa, o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Medeiros, falou da impossibilidade de combater, principalmente, as informações compartilhadas pelo aplicativo. “Eles se propuseram a oferecer para o TSE algumas ferramentas que não estão disponíveis ao usuário. Mas disseram que o sigilo das mensagens compartilhadas entre os usuários é tão sagrado que nem mesmo eles têm acesso. A própria configuração do WhatsApp torna difícil implantar outras ferramentas usadas em outras redes sociais, como a checagem dos fatos”, disse.

Professor e pesquisador em comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina, Nilson Lage diz que o fenômeno das fake news tem afetado todos os países. Aconteceu na eleição americana, que elegeu Donald Trump, e na votação do Brexit, que levou a Inglaterra a deixar a União Europeia. No Brasil, houve a criação e o fortalecimento da chamada indústria da falsificação da informação. “Tornou-se mesmo uma indústria, importada dos EUA, e que gera muito dinheiro”, explica.

Lage, no entanto, acredita que o Judiciário brasileiro tem sido omisso no combate às notícias falsas. Para ele, quando interfere, o TSE atua no sentido de retirar conteúdo de todos os lados para se mostrar imparcial. “O TSE havia anunciado uma campanha contra as fake news, mas não fez nada. Tem se mantido omisso. A interferência dele, quando ocorre, é pontual”, critica o estudioso.

Para o professor, há uma cumplicidade em lidar com as notícias falsas de toda a sociedade. Assim, parece que o Estado não sabe como lidar com a situação. “Isso é algo que sempre existiu, mas que atinge agora uma dimensão inimaginável, pelos mecanismos que temos hoje”.

 

Com informações: Correio Braziliense

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