Para Joaquim Barbosa, Bolsonaro é o que há de pior entre os presidenciáveis

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa tem criticado de forma contundente o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL). Barbosa é taxativo: Bolsonaro é, de longe, o que há de pior entre os presidenciáveis.
O ex-ministro chegou lançar pré-candidatura a presidente, mas desistiu antes mesmo de oficializar a candidatura.
Com informações: Coluna Radar, da Veja.

Maranhão: O estado esquecido pelos presidenciáveis na corrida eleitoral

Com 4,5 milhões de eleitores, o estado do Maranhão caiu no esquecimento dos candidatos à Presidência da República. Nenhum dos 13 postulantes ao cargo de chefe do Executivo visitou o estado até agora, com mais de um mês de campanha. Ciro Gomes (PDT) chegou a ir à região, mas acabou cancelando a agenda por conta do ataque contra o deputado Jair Bolsonaro, que concorre no pleito pelo PSL. Assim como em outros estados do Nordeste, no Maranhão, Lula mantém a força, apesar do crescimento do número de eleitores que optam por candidatos de outros partidos.

O petista Fernando Haddad foi ao estado em 24 do mês passado. No entanto, na ocasião, ainda concorria como vice-presidente e não chegou a detalhar propostas para o estado em um eventual governo do PT. A coordenação da campanha “O Povo Feliz de Novo”, que inclui PT, PCdoB e Pros, informou que as “próximas agendas da campanha estão em formatação” e não confirmou a pretensão de visitar a região nas próximas duas semanas, tempo que falta para o dia da votação em primeiro turno.

A pesquisadora Ananda Marques, mestre em ciências políticas pela Universidade Federal do Piauí, que há três anos acompanha a política maranhense, destaca que o estado registra pouca disputa, por conta da fidelidade dos eleitores aos governos petistas. “Vivemos um período de transição no Maranhão. A família Sarney, que por muitos anos manteve o poder no estado, é uma força política em decadência. Agora quem lidera as pesquisas de intenções de voto é o atual governador, Flávio Dino (PCdoB), que tem o apoio do PT. Eu acredito que esse cenário, de certa forma definido, afasta os demais candidatos”, afirmou.

Ananda destaca, no entanto, que apesar da influência de Lula sobre os eleitores maranhenses, Jair Bolsonaro tem angariado fatia considerável da população. “Temos um fenômeno curioso aqui no estado. Tem uma quantidade considerável de eleitores que vota no Flávio Dino, que tem uma agenda de esquerda, e, para presidente, pretende votar no Bolsonaro. Ou seja, existe uma perspectiva de pensamentos diferentes para os governo local e nacional”, completou.

Cancelamento

O candidato Ciro Gomes havia marcado passeata no bairro do Anjo da Guarda, em São Luís, em 7 de setembro. No entanto, acabou cancelando os compromissos após o atentado à faca contra Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora (MG). Ele seria o único candidato a visitar o estado.
Procurada pela reportagem, a coordenação da campanha do pedetista informou que ele visitará o Maranhão amanhã. Ele deve cumprir agenda na cidade de Timon, a partir das 11h.
Com informações: Correio Braziliense

A duas semanas das eleições, 6 governadores podem vencer no 1º turno. Camilo Santana está na lista

A exatos 15 dias do primeiro turno das eleições deste ano, dez candidatos aos governos estaduais têm chances de serem eleitos já nesta primeira fase da disputa, sendo que seis deles já ocupam o cargo de governador e buscam a reeleição. É o caso, por exemplo, do governador Camilo Santana (PT), que tenta a reeleição no pleito de outubro.

O levantamento do Portal Uol Notícias, foi feito com base nas pesquisas mais recentes divulgadas pelos institutos Ibope (para cada estado) e Datafolha (fez apenas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e Pernambuco). Além da intenção de votos total, foram analisados os percentuais de votos válidos.

Além de Camilo, os outros cinco governadores que lideram com folga as pesquisas e podem ser reeleitos, são: Renan Filho (MDB), em Alagoas; Rui Costa (PT), na Bahia; Flávio Dino (PCdoB), no Maranhão; Wellington Dias (PT), no Piauí; e Mauro Carlesse (PHS), no Tocantins.

Os outros candidatos que sairiam vitoriosos já em 7 de outubro, segundo as pesquisas, são Renato Casagrande (PSB), no Espírito Santo; Helder Barbalho (MDB), no Pará; Ratinho Júnior (PSD); no Paraná; e Ronaldo Caiado (DEM), em Goiás. Nesse cenário, o Nordeste é a região que mais concentra candidatos que podem ser eleitos já no primeiro turno – são eles Renan Filho, Rui Costa, Dino, Dias e o próprio Camilo.

Em todo o Brasil, 20 dos atuais 27 governadores buscam um segundo mandato, mas só metade deles aparece na frente nas pesquisas e despontam com boas chances de continuar no poder – alguns enfrentam dificuldades até em alcançar votos suficientes para chegar ao segundo turno.

As disputas

Nordeste

Em Alagoas, Renan Filho deve se reeleger com facilidade no primeiro turno. Ele apareceu com 65% das intenções de voto no Ibope divulgado em 20 de setembro – a primeira pesquisa após a desistência de Fernando Collor de Mello (PTC) da disputa. O emedebista é apoiado pelo PT. O segundo colocado foi Josan Leite (PSL), do partido do presidenciável Jair Bolsonaro, com 5%. Brancos, nulos e não souberam/não responderam somaram 26%.

Aqui no Ceará, o atual governador Camilo Santana também lidera com folga: o petista apareceu com 64% das intenções de voto na pesquisa divulgada em 16 de agosto. Em seguida, vem General Theophilo (PSDB), com 4%. Outros adversários têm até 2% das menções. Na segunda-feira, 24, o Ibope deve divulgar uma nova pesquisa.

O também petista Rui Costa, que concorre à reeleição na Bahia, é mais um candidato que aparece disparado à frente na disputa e deve se reeleger facilmente. Ele teve 60% das intenções de voto na pesquisa Ibope divulgada no dia 18 de setembro. O segundo colocado, José Ronaldo (DEM), teve apenas 7%. Demais concorrentes pontuam até 2%. Brancos, nulos e não souberam/não responderam, 27%.

Mais um governador petista que tem chances de se reeleger no primeiro turno é Wellington Dias, no Piauí. Ele teve 46% das intenções de voto no Ibope de 20 de setembro. Dr. Pessoa (Dr. Zezim), do Solidariedade, foi o segundo com 19%. Brancos, nulos e não souberam/não responderam somaram 14%.

No Maranhão, Flávio Dino foi de 43%, na pesquisa divulgada em 22 de agosto, para 49% no levantamento do dia 19 de setembro. Com esse número, ele venceria no primeiro turno sua principal rival, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que foi de 34% para 32%. Dino é apoiado pelo PT. No último levantamento, brancos, nulos e indecisos somaram 12%.

Norte

Helder Barbalho, filho do senador e ex-governador do Pará Jader Barbalho (MDB), deve ganhar a disputa pelo governo do estado no primeiro turno. O candidato teve 47% das intenções de voto na pesquisa do dia 17 de setembro. Márcio Miranda (DEM), apoiado pelo PSDB do governador Simão Jatene, teve 15%. O senador Paulo Rocha (PT) tem 13%. Brancos, nulos e não souberam/não responderam somaram 21%.

No Tocantins, o atual governador Mauro Carlesse, do PHS, teve 50% das intenções de voto em pesquisa divulgada em 21 de setembro. Carlos Amastha (PSB), que forma coligação com MDB e PSDB, teve 28%. Os demais candidatos tiveram até 7% das menções. Brancos, nulos e indecisos somaram 11%.

Sudeste

No Espírito Santo, o governador Paulo Hartung (MDB) optou por não disputar a reeleição. O ex-governador Renato Casagrande (PSB) lidera com muita folga, com 59% segundo pesquisa divulgada em 8 de setembro, e deve vencer no primeiro turno. Rose de Freitas (Podemos) teve 11% e Manato (PSL), 6%. Brancos, nulos e indecisos somaram 19%.

Centro-Oeste

Em Goiás, em comparação entre levantamentos divulgados em 17 de agosto e 21 de setembro, o senador Ronaldo Caiado, do DEM, subiu de 36% para 47% das intenções de voto e pode ser eleito já no dia 7 de outubro. O atual governador Zé Eliton (PSDB) teve apenas 13%. Daniel Vilela (MDB) apareceu em seguida, com 12%. Demais adversários tiveram até 5% das menções. Brancos, nulos e indecisos somaram 21%. Sul

O deputado federal Ratinho Junior, do PSD, também tem chances de se eleger governador no primeiro turno no Paraná. Pesquisa Ibope divulgada em 5 de setembro trouxe o candidato com 42% das intenções de voto –muito à frente da atual governadora Cida Borghetti (PP), que apareceu com 13%. João Arruda (MDB) teve 6% e Doutor Rosinha (PT), 4%. Outros candidatos não ultrapassaram 1%. Brancos, nulos e indecisos somaram 30%.

Ex-vices, governadores ‘tampão’ vão mal

Três governadores ‘tampão’, isto é, que eram vices e assumiram após a desincompatibilização dos antigos governadores, não conseguem decolar nas pesquisas e correm risco de sequer chegar ao segundo turno. É a situação de Zé Eliton, em Goiás, que ocupou o cargo de vice por pouco mais de 7 anos, e assumiu o governo quando Marconi Perrillo (PSDB) passou a disputar uma vaga para o Senado. É o mesmo caso de Cida Borghetti, que assumiu o comando do Palácio do Iguaçu após a saída de Beto Richa (PSDB). O tucano também deixou o governo para concorrer ao Senado. Ele acabou preso por acusações de corrupção no início de setembro e foi solto dias depois por uma liminar concedida pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

A coligação de Cida tenta derrubar a candidatura de Richa da chapa. Já em São Paulo, Márcio França (PSB), ex-vice do agora candidato à presidência Geraldo Alckmin (PSDB), figura com 9% de intenção de votos no Ibope, longe dos 24% de Paulo Skaf (MDB) e dos 23% do ex-prefeito da capital João Doria (PSDB), que aparecem empatados tecnicamente e devem disputar o segundo turno. No Datafolha, França figura com 11%, bem distante de Doria (26%) e Skaf (22%).

Com informações: Ceará Agora / Uol 

Pessimismo e ataques darão o tom das duas últimas semanas de campanha

O brasileiro vai às urnas em exatos 15 dias, porém, mais da metade dos eleitores está pessimista com as eleições. Segundo as últimas pesquisas, 53% dos cidadãos acreditam que faltam bons candidatos ou refutam a ideia de que as mudanças na economia serão positivas. Foi uma campanha diferente até aqui. Pela primeira vez, por exemplo, o financiamento privado não apareceu como componente na corrida. A população também enxergou a importância de um candidato a vice-presidente. Nas cinco primeiras semanas, os 13 postulantes viajaram 197 mil quilômetros por todo o Brasil. E se dedicarão mais ao corpo a corpo e, principalmente, aos ataques. Afinal, eles nem podem ser presos a partir de hoje, de acordo com a legislação, a não ser em flagrante delito.

A polarização entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), que podem disputar o segundo turno, aumentou os ataques no front. Mas também fez com que o segundo pelotão — composto por Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) — buscasse alternativas para a sobrevivência. O clima de desconstrução faz com que a campanha repita os contornos de 2014, quando petistas venceram tucanos.

Internado há duas semanas, Bolsonaro foi o primeiro a partir para o ataque nesta reta final. Gravou um vídeo no quarto do hospital Albert Einstein, em São Paulo, levantando a possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas para beneficiar o PT. Embora a internet tenha se rendido aos ataques do capitão, Haddad ignorou as declarações do adversário e preferiu arregaçar as mangas para o PSDB. Tentou reduzir o fracasso do governo de Dilma Rousseff (PT), creditando as dificuldades ao impeachment, comandado pelo partido de Alckmin no Congresso Nacional.

Geraldo Alckmin tem respondido às investidas de Haddad e à histórica desavença com Bolsonaro. Diz que se um dos dois ganhar, o Brasil corre o risco de se transformar numa “nova Venezuela”. Ciro, que resiste em terceiro lugar, mantém o discurso crítico sobre a equipe de Jair Bolsonaro, direcionando-as especialmente ao general Hamilton Mourão (PSL), a quem chama de “jumento de carga”. Sem se distanciar dos ataques ao PT, diz ter recusado o papel de vice de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), missão cumprida por Fernando Haddad.

Sem interesse

Marina tenta reverter a queda dizendo que o povo brasileiro “não merece a violência de Bolsonaro”, nem o “rouba, mas faz” dos petistas. A candidata da Rede, que chegou a ocupar o segundo lugar durante a pré-campanha, viu os números despencarem depois que a candidatura de Lula foi impugnada pela Justiça Eleitoral e parte dos votos dele acabaram transferidos para Haddad. As críticas colaboram para índices divulgados na última pesquisa Datafolha, que ouviu brasileiros acima de 18 anos nas 27 capitais do Brasil. O estudo aponta que 53% dos eleitores estão pessimistas sobre as eleições de 7 de outubro. Também revela que 25% dos votantes — que são 147 milhões no total, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — não têm o menor interesse no pleito.

“Estamos, basicamente, no meio de uma campanha curta. A grande questão, agora, é o segundo turno. Com Bolsonaro e Haddad despontando, petistas vão a campo em busca de força para o partido ao mesmo tempo em que os antipetistas tentam convencer a população a migrar para a direita. Declarações polêmicas, como a história da volta da CPMF e da tarifa única no Imposto de Renda, podem atrapalhar o militar. São coisas que afetam diretamente o dia a dia do cidadão”, detalha o cientista político Ivan Ervolino.

Pior cenário

O especialista garante que a polarização é o pior cenário. “Pensando na eleição como um todo, essa disputa ideológica não é um bom sinal para o país, já que o eleitor está desanimado e não tem informações suficientes sobre os candidatos. A gente já esperava essa história dos ataques, uma vez que a campanha é curta e sem muito dinheiro”, detalha Ervolino.

Para Bruno Reis, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a tática usada pelo PT e pelo PSDB em 2014 é exatamente a mesma que estamos vendo agora. “Agora, é tudo ou nada. Os caras partiram para a desconstrução dos adversários. Dilma (Rousseff) e Aécio (Neves) se implodiram em um toma lá, dá cá sobre programas sociais e estruturas de governo dividida entre ricos e pobres.”

O cientista político diz que, em um mundo ideal, os eleitores precisariam pesquisar melhor os candidatos e parar de pressionar artistas nas redes sociais. “É uma tática esquerdista essa coisa de vincular um político a uma celebridade. Os partidos com esse viés sempre tentaram se escorar em grandes nomes da música, da cultura, para ter maior penetração. O jeito certo para escolher o voto não é esse. O jeito certo é pesquisar. Ler planos de governo, ir atrás do passado desses caras. Existem vários aplicativos e sites gratuitos que fazem todo esse trabalho para nós. O que precisamos fazer é nos interessar por eles.”
Com informações: Correio Braziliense

‘Brasileiro precisa se vacinar contra o momento fascista’, diz Ciro

Após esclarecimentos da ex-esposa Patrícia Pillar, o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse, na tarde desta sexta-feira (21/9), que o brasileiro precisa “se vacinar” nesses últimos 15 dias antes das eleições, porque ocorrerão todo tipo de “molecagem” e “canalhice”.  Ele atribuiu as notícias falsas ao “momento fascista” no qual vive a sociedade, representada por Jair Bolsonaro (PSL).
“As mulheres e mais pobres vão salvar nosso país do precipício do militarismo e fascismo. Minha ex-mulher, de quem sou separado e me transformei em melhor amigo, foi desrespeitada e nada tinha a ver com política. Vou me vingar disso protegendo o povo brasileiro, especialmente as mulheres contra o fascismo que o Bolsonaro representa”, criticou.
Ao lado do governador do Distrito Federal e candidato à reeleição, Rodrigo Rollemberg (PSB), Ciro caminhou pela área central do Núcleo Bandeirante. Antes de fazer um pronunciamento para os militantes que estavam no local, criticou o alto índice de violência contra as mulheres, a falta de representatividade delas no poder e a segurança pública do país.
“A maior homenagem que deve fazer as mulheres é dividir o poder com elas. A injustiça contra a mulher está se agravando. Por isso, se eu for eleito, metade dos meus ministérios serão dados a mulheres”, disse. E completou: “Me sinto envergonhado com o alto número de estupros registrado no último ano. O Estado tem que garantir que as medidas de proteção sejam executadas imediatamente pelo escrivão ou pelo delegado. Essa é a mudança na lei que vou fazer, além de aumentar a pena de feminicídio”.
O presidenciável afirmou que ainda que criará novas creches de tempo integral para que as mulheres mais pobres tenham onde deixar os filhos e ir trabalhar. “O país tem que garantir aquilo que está na regra: Mulher que faz o mesmo trabalho de homem tem que receber o mesmo salário. É preciso avançar e apoiá-las na luta pela vida. Eu vou aumentar o número de creches para crianças de 0 a 5 anos para garantir que elas deixem as crianças nos melhores cuidados para tentarem ganhar a vida”.
Ciro faz maratona no Nordeste: 5 estados em 2 dias
O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, volta ao Nordeste neste fim de semana em uma maratona de agendas com a missão de barrar o avanço do adversário Fernando Haddad (PT) sobre os eleitores da região. São cinco estados da região a serem visitados em dois dias: no sábado (22), Ciro visitará Salvador (BA) e a cidade de João Câmara (RN). No domingo (23), é a vez de Teresina (PI), Timon (MA) e Recife (PE).

Com informações: Correio Braziliense

Fã de Xuxa passa mal e morre após encontrá-la em aeroporto

Um fã da apresentadora Xuxa Meneghel faleceu logo após encontrá-la no aeroporto, contou a Rainha dos Baixinhos. Segundo ela, o episódio aconteceu na noite desta quarta-feira, 19, em Buenos Aires, na Argentina. Hernan Mondagron aguardava a chegada de Xuxa no saguão quando teve um mal-estar. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu, informou a apresentadora.
“Quando deixei de fazer o programa na Argentina, eu fiquei dias com a carinha de Hernan Mondragon na minha cabeça. Sempre que me via era emoção pura. Hoje na chegada do aeroporto ele se emocionou tanto que passou mal e inacreditavelmente se foi. Meu coração está apertado por não poder fazer nada pra tê-lo ao meu lado. Me desculpe”, escreveu Xuxa em uma publicação no Instagram.
De acordo com o portal UOL, Hernan sofria com problemas cardíacos. Em suas redes sociais, ele sempre se apresentava como um fã ativo da apresentadora e sempre fazia questão de visitá-la quando ela ia para Argentina.
Com informações: O Povo

Fábio Campos comenta pesquisa Datafolha: Ninguém deu checkmate em ninguém

Por Fábio Campos

A seguir, comento em pontos os resultados da pesquisa Datafolha:

– As diferenças numéricas entre Ibope e Datafolha são pequenas mas de grande efeito político.

-Em ambas, Bolsonaro aparece com 28%.

-O fundamental na comparação entre os dois institutos está na briga pela segunda colocação. No Ibope, Ciro com 11% contra 13% do Datafolha. Já Haddad com 19% no Ibope e 16% no Datafolha.

-Resultante do Datafolha: Ciro em empate técnico com Haddad e totalmente dentro da briga pela segunda colocação.

-Mais que isso: pelo Ibope, um crescimento estrondoso de Haddad com um salto de 11 pontos. Pelo Datafolha, um crescimento bem mais tímido. Entre o dia 14 e o dia 19, o petista subiu só três pontos percentuais (de 13% para 16%).

– O mais correto sempre é comparar os números de um mesmo instituto. Então, considerando o Datafolha, o retrato foi o seguinte:

Bolsonaro de 26% para 28%
Haddad de 13% para 16%
Ciro de 13% para 13%
Alckmin de 9% para 9%
Marina de 8% para 7%
Branco/nulo/nenhum de 13% para 12%

-Atentem para um ponto do Datafolha: Ciro Gomes é o candidato que se mostra com maior capacidade de ser o beneficiário da mudança de voto dos eleitores. É o líder nesse quesito com 15% contra 13% de Marina.

-Com algum grau de certeza, pode-se afirmar que Bolsonaro é o único nome certo no segundo turno. Sua votação parece consolidada. Afinal, tem 24% de menções espontâneas.

-No entanto, sua rejeição de 43% o mantém como presa relativamente fácil de ser abatida no segundo turno.

-Também muito relevante no Datafolha é a excelente condição de Ciro em um possível segundo turno. Caso a disputa fosse hoje, o pedetista venceria todos os concorrentes.

-Ciro mostra-se resistente. Não cai, porém não cresce. Esta com 13%, permaneceu com 13%. Portanto, uma posição ainda perigosa diante da proximidade de Alckmin (9%), que se apresenta estagnado, diga-se, mas ainda com tempo (embora não seja tendência) de se beneficiar de fatos novos que mudem o ponto de vista do eleitorado de posições flutuantes.

Com informações: Focus

Incertezas da disputa eleitoral podem provocar surpresas nas pesquisas

Quem acha que o quadro eleitoral está consolidado é melhor apertar os cintos e se preparar para as turbulências. Vários fatores sugerem possibilidade de mudança no quadro de intenções de votos revelados pelas pesquisas até o primeiro turno, em 7 de outubro.

“Quando olharmos para esta eleição daqui a muitos anos, a principal marca será a incerteza”, afirma Paulo Calmon, diretor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (Ipol/UnB). O cientista Bruno Wanderley Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), vai na mesma linha: “É uma eleição atípica, que ocorre sob o signo da revolta, devido à crise econômica e à Lava-Jato”.

A mudança esteve presente em 2014, apesar de a disputa da época ter menos candidatos de peso e uma polarização mais clara. Há quatro anos, a candidata Marina Silva, então no PSB, seguia confortavelmente em direção ao segundo turno. Tinha 29% da preferência do eleitor na pesquisa do Ibope que saiu a campo entre 20 e 22 de setembro. Inicialmente na vaga de vice, ela foi alçada à cabeça da chapa após a morte de Eduardo Campos, em 13 de agosto. A candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), apresentava 38%. Aécio Neves (PSDB) estava em terceiro lugar, bem abaixo de Marina, com 19% (Leia quadro). No levantamento do Datafolha realizado próximo à data, os números eram próximos: Dilma tinha 37%; Marina, 30%; e Aécio, 17%.

Aécio subiu progressivamente nos levantamentos seguintes. Só apareceu à frente de Marina na véspera do pleito, mas com apenas entre dois a três pontos percentuais à frente dela, dependendo da pesquisa. Nas urnas, ficou com mais de 12 pontos de vantagem. É verdade que a queda de Marina havia se configurado alguns dias antes. Ela chegou a empatar com Dilma na virada de agosto para setembro. A partir de então, caiu progressivamente. Aécio conquistou esses eleitores, mas não de imediato.

Para Calmon, do Ipol/UnB, nem mesmo os votos consolidados são garantia de que a pessoa ficará com o candidato até a urna. A pergunta feita pelos institutos é se a pessoa tem certeza da escolha ou se pode alterá-la. “O problema é que isso é subjetivo. O eleitor tem aquela opinião de acordo com as informações de que dispõe, mas isso pode mudar”, assinala. Os votos consolidados são mais fortes nos casos de Jair Bolsonaro (PSL), com 75% entre os que o apoiam, e Fernando Haddad (PT), com 72%. Ciro Gomes (PSB) tem 45%; Alckmin, 39%; e Marina, 38%.

Prazo

Analistas chamam a atenção para o fato de que muitas pessoas tomam a decisão de voto nos últimos dias da campanha, mas a mudança começa a despontar com alguma antecedência. Portanto, qualquer virada precisa se configurar nos próximos dias.

Quem teria mais chances de crescer é Alckmin, por toda a estrutura de campanha, incluindo tempo de tevê, partidos políticos que o apoiam e dinheiro do fundo partidário. “Esse movimento, porém, já deveria ter se iniciado para que tivesse força”, diz o cientista político Murilo Aragão, da consultoria Arko Advice. Ele limita as possibilidades de mudanças no quadro eleitoral a algum grande erro que venha a ser cometido por um candidato ou à revelação de algum grande escândalo sobre um deles. Estima em 80% as chances de Bolsonaro estar no segundo turno. Para Haddad, são 60%. Restam chances para os outros, portanto, ainda que baixas.

Para Reis, da UFMG, é preciso que a reação da campanha tucana dê sinais de vida nos próximos dias. “O espaço vai se fechando”, diz. “Uma virada a favor de Alckmin é uma possibilidade teórica. Seria viável, caso os partidos do Centrão se empenhassem na campanha em favor dele, mas não é o que está se desenhando”.

Marina tem poucas chances de crescer, segundo os analistas. As possibilidades para Ciro são um pouco maiores, mas também vistas com cautela. “Caso Haddad tivesse demorado a crescer, ele poderia ter ocupado o espaço do PT, mas não é o que aconteceu”, destaca Aragão, da Arko Advice. Calmon vê limitação de crescimento forte entre os candidatos que têm hoje 3% das intenções, como Alvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB). “Nesses casos, teria de haver um movimento tectônico muito forte para que fossem alçados ao primeiro pelotão a esta altura”.

Ciro contesta números

Ciro Gomes, que segundo o Ibope tem 11% das intenções de voto e no Datafolha tem 13%, publicou no Twitter um vídeo contestando o resultado da pesquisa. Segundo o candidato, levantamentos internos do PDT, que não podem ser divulgadas, “dão números completamente diferentes”. “Eu quero lembrar o que aconteceu na reta final das últimas eleições, as de 2014, quando as pesquisas davam um quadro completamente diferente do resultado verdadeiro que saiu depois”, argumentou o candidato.
Com informações: Correio Braziliense

PSB vai ao Supremo para evitar cancelamento de títulos sem biometria

O PSB entrou ontem (19) com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar o cancelamento dos títulos de eleitores que não realizaram o cadastramento por biometria em todo o país. Segundo os advogados do partido, cerca de 4 milhões de eleitores não poderão votar nas eleições de outubro porque não cumpriram o prazo de recadastramento.

Segundo a legenda, as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que disciplinaram o cancelamento do título, como penalidade ao eleitor que não realizou o cadastro biométrico obrigatório dentro do prazo, são inconstitucionais porque resultaram no indevido cerceamento do direito de votar.

Na avaliação do partido, “tudo indica que a maioria dos eleitores privados do direito ao voto é de cidadãos humildes” e que não tiveram acesso à informação para cumprir a formalidade.

“Os prováveis mais de 4 milhões de títulos eleitorais cancelados representam a totalidade de eleitores de estados como Goiás e Maranhão. Equivalem à soma do total de eleitores dos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Para ilustrar a magnitude do volume de eleitores excluídos das próximas eleições, convém recordar que a diferença de votos entre os candidatos a presidente da República no 2º turno das últimas eleições gerais foi de menos de 3,5 milhões de votos”, argumenta o PSB.

Nas eleições de outubro, o cadastramento biométrico foi obrigatório para eleitores de cerca de 2,8 mil municípios. O objetivo da Justiça Eleitoral com a biometria é prevenir fraudes, já que o cadastro limita a intervenção humana no processo eleitoral.

A expectativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é de que toda a população brasileira esteja cadastrada até 2022. Atualmente, mais de 81 milhões de eleitores já fizeram o cadastro biométrico e 10 estados já completaram o cadastramento de seus eleitores.

De acordo com dados atualizados do TSE, 5,5 milhões de títulos foram cancelados pela falta de recadastro biométrico.

Com informações: Agência Brasil

Datafolha: Bolsonaro é líder; Haddad e Ciro empatam tecnicamente em 2º

O Instituto Datafolha divulgou na madrugada desta quinta-feira (20/9) uma nova pesquisa de intenção de voto para presidente da República. Jair Bolsonaro (PSL) segue na liderança, com 28%. Em segundo lugar, aparece Fernando Haddad (PT), que cresceu três pontos e chegou a 16%. O candidato petista continua tecnicamente empatado com Ciro Gomes (PDT), que ficou com 13%.
No levantamento, encomendado pela Rede Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo, foram ouvidas 8.601 pessoas, de 323 municípios entre os dias 18 e 19. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o nível de confiança é de 95% e o número de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-06919/2018.
O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem quase metade do tempo de TV, está estagnado na pesquisa, com 9%. O tucano aparece empatado com Marina Silva (Rede), que agora tem 7% das intenções de voto.
Rejeição
O instituto também mediu a rejeição dos candidatos. Jair Bolsonaro lidera, com 43% dos eleitores dizendo que não votariam nele em hipótese alguma. Ele é seguido por Haddad, com 29%.
2º Turno
As simulações do Datafolha para segundo turno mostram que Ciro é o único candidato que venceria todos os rivais. Ele bateria Bolsonaro com 45% e com vantagem de seis pontos. Nos outros cenários, Bolsonaro empata com Haddad, Alckmin e Marina.
Mudança de Voto
No conjunto do eleitorado, 40% dizem que podem mudar o voto. Entre eles, 15% indicam Ciro como segunda opção, 13% apontam Marina, 12% optam por Haddad e Alckmin e 11% indicam Bolsonaro.
Com informações: Correio Braziliense