André diz que PT foi “irresponsável e safado” ao afirmar que PDT pediu cargos para apoiar Haddad

O presidente estadual do PDT, André Figueiredo, aumentou ainda mais a sua zanga (pra não dizer repugnância) para com o PT. Trata-se de uma reação ao que, segundo o Estadão, “petistas graúdos” relataram à jornalista Andreza Matais que o PDT teria pedido a Casa Civil, o Planejamento, o BNB, a presidência do Senado para Cid Gomes e mais um ministério para Carlos Lupi em troca do apoio à candidatura de Fernando Haddad.

Leiam a seguir o que André, que foi ministro das Comunicações de Dilma Rousseff (PT), disse ao Focus.jor  a respeito: É o PT sendo PT, né? Nunca aconteceu. A gente não ia pedir nem sequer a vaga de porteiro do Palácio do Planalto. Estamos assumindo a responsabilidade de não pregar a neutralidade por conta de que a eleição de Bolsonaro será uma tragédia. O PT cada vez mais mostra realmente a sua verdadeira face. Espalhar essa notícia absolutamente… é… eu não sei nem o termo que utilize. Irresponsável, safado. Isso mostra bem a índole de alguns que fazem o PT. Se entregassem todo o Ministério o PDT não aceitaria. O PDT tem outro projeto, que não é do PT. Todas essas colocações apenas mostram o que realmente esse partido fez com o Brasil e que leva o País aos braços de Bolsonaro. Lamento muito ver essas notícias colocadas na imprensa. O PDT não exigiu a vaga de porteiro da garagem do Palácio do Planalto para declarar apoio crítico. Se viesse todo o ministério o PDT não aceitaria porque o nosso projeto é bem diferente do projeto do PT.

Ciro não sobe no palanque de Haddad, sai de férias e PDT projeta seu nome para 2022

Ao sair do encontro do PDT que definiu “apoio crítico” do partido a Fernando Haddad (PDT), o presidente nacional da sigla, Carlos Luppi, reafirmou que o projeto é lançar a candidatura de Ciro Gomes nas eleições presidenciais de 2022. Segundo o presidente do PDT, “a partir de agora”, o partido “está decidindo lançar a candidatura Ciro 12 em 2022”.

Ciro não quis falar com a imprensa na saída do encontro do PDT. Segundo uma fonte, a ideia é não se expor para não ligar seu nome ao de Fernando Haddad, ratificando a posição de independência do pedetista. Lupi informou que Ciro não fará campanha para Haddad e não subirá no palanque do petista. Para ficar ainda mais distante da disputa do segundo turno, Ciro planeja sair de férias com a família e só retornar ao Brasil para a votação do segundo turno.

Com informações: Fábio Campos/Focus

Proposta de Bolsonaro de pagar 13º no Bolsa Família é de senador petista

Apresentada por Jair Bolsonaro (PSL) como uma ideia do seu vice, Hamilton Mourão, a proposta que institui o pagamento de 13ª parcela para beneficiários do Bolsa Família não apenas já existe, como é de autoria de um parlamentar do PT.

Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou o projeto de lei 256/2017 em 9 de setembro do ano passado. A partir daí, a medida passou a tramitar na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE).

Antes, porém, Marina Silva (Rede) já havia apresentado a proposta durante as eleições de 2014.

Em vídeo gravado com os deputados federais eleitos Dayane Pimentel (PSL-BA) e Heitor Freire (PSL-CE) e divulgado na terça-feira passada, Bolsonaro promete conceder a 13ª mensalidade do Bolsa Família.

O presidenciável então informa que havia sido procurado por Mourão, que submeteu a novidade ao assessor econômico Paulo Guedes.

“Essa despesa a mais”, afirma o candidato, “nós vamos tirar combatendo a fraude nesse programa, que, para muita gente, é essencial”.

No mesmo vídeo, o ex-militar se defende de acusações segundo as quais ele iria eliminar o programa assistencial criado nos governos do PT.

“Falar de tirar o Bolsa Família é um ato de desumanidade”, critica o postulante do PSL. “Pelo contrário. Vamos fortalecer e dar pra quem necessita. Nordeste, aquele abraço.”

Em declaração recente a uma plateia de empresários na CDL de Uruguaiana (RS), Mourão chegou a dizer que o 13º salário, previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas, era uma “jabuticaba”.

O vice foi desautorizado por Bolsonaro no mesmo dia. Pelo Twitter, o candidato criticou o companheiro de chapa e garantiu a manutenção do direito.

A concessão de 13º para cadastrados no Bolsa Família já havia causado polêmica ao entrar na campanha eleitoral deste ano.

Em Pernambuco, os candidatos Armando Monteiro (PTB) e Paulo Câmara (PSB), que disputavam o Governo do Estado, expuseram a proposta em seus programas como se fosse deles.

Câmara, atual governador, acabou reeleito ainda no primeiro turno.

Com informações: Blog de Política O Povo

Jair Bolsonaro não virá ao Ceará no segundo turno da campanha

O presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL, não virá ao Ceará durante  a campanha neste segundo turno das eleições à Presidência da República. A informação foi repassada pelo presidente deu seu partido no Estado, Heitor Freire. Já o petista Fernando Haddad, de acordo com lideranças da legenda, tem o Nordeste como principal local de campanha nos próximos dias, além de Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Segundo informou Freire,  Bolsonaro não virá ao Estado, pois depende de avaliação médica para ser liberado para a campanha, o que acontecerá somente na próxima semana.  O presidenciável já cancelou algumas agendas de campanha, como por exemplo, participação em debates políticos. Durante o primeiro turno, ele também não veio ao Ceará, visto que sofreu atentado à faca durante caminhada em Minas Gerais.

No primeiro turno, a vinda do candidato estava marcada para o fim de setembro, o que não aconteceu. A última vez em que ele esteve no Ceará foi no final de junho, ainda no período de pré-campanha. Heitor Freire brincou, dizendo que o presidenciável virá ao Estado, provavelmente, em novembro “após vencer as eleições presidenciais”. “Lembrando que o Ceará tem um lugar especial no coração do Bolsonaro devido à família de sua esposa, que é do Estado. O Ceará terá um olhar diferenciado por ele quando for presidente”, disse.

Com o objetivo de atrair o maior número de votos para Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), aliados dos presidenciáveis estão se articulando, no Ceará, em eventos que terão início já na próxima semana. O governador Camilo Santana marcou para a segunda-feira, à noite, uma reunião com todos os candidatos de sua coligação eleitos, para agradecer os votos recebidos, mas, principalmente, fazer chamamento a todos em prol da candidatura de Haddad.

Camilo quer aproveitar a popularidade e o bom desempenho nas urnas para atrair o maior número de eleitores ao candidato do Partido dos Trabalhadores.  Por outro lado, os aliados de Bolsonaro, em sua maioria membros do PSL e PROS, estão se articulando para que o candidato tenha maior representatividade no Ceará, a partir dos próximos dias.

Heitor Freire, que preside o PSL do Ceará, esteve nos últimos dias no Rio de Janeiro com o capitão da reserva, e tinha como ideia principal agendar visita de Bolsonaro ao Ceará neste segundo turno das eleições.  Outro que esteve com Bolsonaro foi o deputado federal eleito, Capitão Wagner. O deputado confirmou que alguns tucanos cearenses devem apoiar o candidato do PSL, como é o caso de Roberto Pessoa, eleito deputado federal.

Leonardo Araújo, do MDB também deve apoiar Bolsonaro, ainda que o MDB tenha defendido neutralidade de seus filiados. Como não há verticalização que obrigue que os membros de partidos no Estado fiquem obrigados a votar de acordo com a determinação da executiva nacional, muitos políticos devem apoiar as candidaturas do PT e PSL, de acordo com a consciência de cada um.

Com informações: Diário do Nordeste

Partido de Ciro Gomes anuncia apoio a Haddad contra “derrocada da democracia”

Está definido mais um apoio ao candidato do PT, Fernando Haddad. O maior detentor de votos além dos dois candidatos no segundo turno, o PDT de Ciro Gomes anunciou na tarte dessa quarta-feira, 10, um “apoio crítico” ao petista no segundo turno.

O apoio era quase certo, já que o presidenciável Ciro Gomes havia falado, logo após a apuração dos votos confirmar disputa em segundo turno, que não apoiaria Jair Bolsonaro (PSL) – a quem se referiu durante a campanha como “Hitlerzinho tropical”.

Já o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou no mesmo dia que o partido “jamais” apoiaria o capitão da reserva. No primeiro turno, Ciro recebeu mais de 13 milhões de votos e foi terceiro colocado no pleito.

Confira a nota divulgada pelo PDT em seu site:

A Executiva Nacional do PDT reunida nesta quarta-feira na sede nacional do partido, em Brasília, declara seu apoio crítico à candidatura de Fernando Haddad para evitar a vitória das forças mais reacionárias e atrasadas do Brasil e a derrocada da Democracia.

Com informações: Blog de Política O Povo

Bolsonaro não é liberado por médicos para ir a debate e Haddad se dispõe a ir à enfermaria

O candidato a presidente Jair Bolsonaro passou por avaliação médica na manhã desta quarta-feira, 10, e não liberado para fazer campanha nem para participar de debates.

No Twitter, o adversário Fernando Haddad (PT) se dispôs a ir até a enfermaria.O candidato a presidente Jair Bolsonaro passou por avaliação médica na manhã desta quarta-feira, 10, e não liberado para fazer campanha nem para participar de debates. O primeiro estava marcado para esta quinta-feira, 11, na Band. No Twitter, o adversário Fernando Haddad (PT) se dispôs a ir até a enfermaria.

“Vamos fazer uma campanha propositiva e demarcar as diferenças entre projetos. Agora, meu adversário precisa participar dos debates. Eu estou disposto a ir até uma enfermaria se for preciso para debater o Brasil. Ninguém pode ser eleito sem apresentar as suas propostas ao povo”.

Bolsonaro só deverá participar dos debates na Rede Record e TV Globo

Após avaliação médica na manhã desta quarta-feira, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) só foi liberado para campanha e debates televisivos a partir do dia 18.

O capitão da reserva, que enfrenta Fernando Haddad no segundo turno, foi alvo de atentado no dia 6 de setembro, durante atividade em Juiz de Fora (MG).

Com o veto, Bolsonaro só deve estar livre para ir aos dois últimos debates do segundo turno, realizados pela Rede Record, no dia 21 de outubro, e pela TV Globo, no dia 26/10.

Agendado para amanhã, o encontro na Bandeirantes abriria a temporada de debates entre os dois presidenciáveis na etapa final das eleições.

A emissora estava preparada inclusive para a possibilidade de realizar o debate no Rio de Janeiro, para facilitar o deslocamento de Bolsonaro – os estúdios da empresa ficam em São Paulo.

Dos seis debates previstos na corrida presidencial, Bolsonaro faltará a quatro.

Ao todo, incluindo o primeiro turno da campanha, o candidato do PSL só participou de dois encontros entre os candidatos à Presidência: na RedeTV! e na TV Bandeirantes, que abriu a série em 10 de agosto.

Confira a grade de debates com os presidenciáveis no segundo turno na TV:

11 de outubro – 22h – Band

14 de outubro – 19h30 – TV Gazeta/ Estadão

15 de outubro – 22h – RedeTV

17 de outubro – SBT/ Folha

21 de outubro – 22h – TV Record

26 de outubro – 21h30 – Rede Globo

Com informações: Blog de Política O Povo

Primeira pesquisa do 2º turno mostra Bolsonaro com 54% e Haddad com 46%

Pesquisa divulgada pela Revista Veja na tarde desta quarta-feira, a primeira do segundo turno, traz o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) com 54% das intenções de votos válidos. Já Fernando Haddad tem 46%. O levantamento foi feito pelo instituto Ideia Big Data.
De acordo com a publicação, a pesquisa ouviu 2.036 eleitores das cinco regiões do país entre a última segunda e esta quarta-feira. A margem de erro é de 2,67% pontos percentuais para mais ou para menos. O número de registro no TSE é BR-09687/2018.
Bolsonaro obteve no primeiro turno 46,03% do eleitorado (ou 49,2 milhões de votos) e Haddad teve 29,28% dos votos válidos (31,3 milhões de votos). Se forem considerados todos os entrevistados, Bolsonaro tem 48% das intenções dos eleitores, enquanto Haddad tem 41%. Votos brancos e nulos somam 7%, enquanto indecisos ou que não responderam atingiram 4%.
Com Informações: Ceará Agora / Revista Veja

MPF investiga Guedes, economista de Bolsonaro, por suspeita de fraude em fundos

O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília abriu Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para investigar o economista Paulo Guedes, conselheiro econômico do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Chamado de “Posto Ipiranga” pelo presidenciável e indicado como ministro da Fazenda em caso de vitória de Bolsonaro, Guedes é suspeito de cometer crimes de gestão fraudulenta e temerária à frente de fundos de investimentos (FIPs) que receberam R$ 1 bilhão, entre 2009 e 2013, de fundos de pensão ligados a empresas públicas. Também será apurada a emissão e negociação de títulos imobiliários sem lastros ou garantias.

Entre os fundos de pensão que repassaram valores aos FIPs administrados por Guedes estão a Funcef, da Caixa, Postalis, dos Correios, Previ, do Banco do Brasil e BNDESPar, este fundo de investimento do BNDES. À época dos fatos apurados, os fundos eram geridos por pessoas indicadas pelo PT e PMDB.

A investigação foi aberta com base em relatórios da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) que apontam indícios de fraudes nos aportes feitos pelos fundos de pensão em dois fundos de investimentos criados pela BR Educacional Gestora de Ativos, empresa de Paulo Guedes. A investigação é conduzida pela força-tarefa Greenfield, responsável por apurar desvios nos principais fundos de pensão do País.

Segundo os relatórios da Previc, os aportes nos FIPs podem ter gerado ganho excessivo a Guedes. Em um dos FIPs, que recebeu cerca de R$ 400 milhões, Guedes ganhou 1,75% sobre o valor aportado pelos fundos de pensão logo após o investimento.

Esse mesmo FIP, segundo a Previc, aplicou os valores recebidos dos fundos de pensão em uma empresa: a HSM Educacional, que era controlada pelo próprio Guedes.

A Previc também viu indício de irregularidades no fato de a HSM Educacional, logo após receber os valores, ter adquirido de uma empresa argentina 100% da companhia HSM Brasil, voltada a projetos educacionais e palestras. Como não era uma empresa listada na Bolsa, o investimento foi feito tendo como base um laudo produzido por outra empresa.

Mesmo com laudo apontando a viabilidade do investimento, a empresa que recebeu o aporte registrou prejuízo, principalmente, por causa da remuneração de palestrantes. Somente com o pagamento desse tipo de serviço, entre 2011 e 2012, a empresa gastou R$ 11,9 milhões. Na mesma época, Guedes viajou o País realizando palestras. O MPF quer descobrir se ele recebeu parte desses valores.

Procurado, Paulo Guedes não respondeu aos contatos da reportagem.

Com informações: Correio Braziliense

Nova marca da campanha de Haddad troca vermelho por verde e amarelo e tira nome de Lula

Principal articulador da campanha de Fernando Haddad (PT) no 2º turno, o senador eleito Jacques Wagner (PT-BA) defende que a candidatura petista adote tom mais conciliador na nova etapa da disputa. Afirmando que agora o foco é Haddad e não Lula (PT), Wagner defendeu inclusive uso do verde e amarelo na campanha, no lugar do vermelho do PT.

“A bandeira do Brasil é de todos nós. A gente não pode entregar graciosamente para eles o que é um símbolo do país”, disse Wagner, em entrevista ao jornalista Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo.

“No 1º turno, ficou claro que o Haddad era o candidato do Lula. Agora temos que mostrar quem ele é: um professor bem formado, que já foi prefeito de São Paulo e recebeu prêmios de boa gestão”, afirma.

Dizendo acreditar em uma virada, o senador eleito criticou o rival Jair Bolsonaro (PSL) por “discurso de ódio” e “baixarias”. “Bolsonaro é um cara inteligente, mas usa sua inteligência para o mal. Acaba liderando monstros que não tinham coragem de externar o preconceito (…) eu, que sou judeu, posso falar disso”, disse Wagner ao jornal carioca.

Logo na segunda-feira após as eleições, lideranças do PT de todo o País destacaram a importância de Haddad buscar tom conciliador no 2º turno, buscando derrotados na primeira etapa como Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede). Neste sentido, Jacques Wagner tenta costurar uma “frente democrática” contra Bolsonaro, não descartando nem o PSDB.

“É uma coincidência negativa da História que, em vez de ficarem juntos, PT e PSDB tenham polarizado um com o outro. Foram as melhores forças que surgiram no período democrático”, disse Jacques Wagner.

Com informações: Blog de Política O Povo

Bancadas da bíblia e ruralista saem da eleição enfraquecidas; bancada da “bala” cresce

Conhecidos por formar grande base com o objetivo de defender temas específicos, as bancadas evangélica e ruralista diminuíram após o resultado das últimas eleições com importantes membros não conseguindo reeleição.

Grupo parlamentar que também tem muitos representantes, a bancada da bala não conseguiu reeleger muitos congressistas, mas com a eleição recorde do PSL, partido de Jair Bolsonaro, vários nomes pró-liberação de armas ingressam no Congresso em 2019.

Desses, quem mais perdeu foi a bancada evangélica, que dos 82 deputados só conseguiu reeleger 37, 45% do total. O levantamento foi realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Quem também viu a quantidade de deputados diminuir foi a bancada ruralista. A diferença importante é que alguns dos principais nomes não conseguiram ser reeleitos em seus estados. Dos 179 integrantes da bancada, 97 foram eleitos para novo mandato, cerca de 55% do total.

Reforço importante para a bancada do ruralista será o ex-ministro da Agricultura e agora deputado federal eleito por Mato Grosso, Neri Geller (PP).

Diferente das demais bancadas que saíram das eleições enfraquecidas, a bancada da bala se reforçou. Apesar de perder alguns nomes, como o do cearense Cabo Sabino (Avante) e do presidente da Frente Parlamentar da Segurança, Alberto Fraga (DEM) – que disputou o governo do Distrito Federal e foi derrotado -, a frente passou por renovação recebendo a partir de 2019 nomes eleitos pelo PSL.

A sigla, que tem Jair Bolsonaro seu principal nome, aumentou sua bancada na Câmara em mais de cinco vezes. Até este ano, a bancada do PSL tinha nove deputados e para o próximo ano foram eleitos 52 nomes. Militares eleitos congressistas em 2018 também devem fazer parte do grupo parlamentar.

 

Com informações: Blog de Política O Povo

PT convida Ciro para campanha de Haddad

Para tentar atrair o apoio de Ciro Gomes (PDT), que terminou as eleições em terceiro lugar, com 12% dos votos, o PT propôs ao ex-governador do Ceará integrar o comando da campanha de Fernando Haddad.

O petista enfrenta no segundo turno o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), que obteve 46% dos votos válidos no último domingo ante 29% de Haddad e larga com vantagem na etapa final da disputa.

O convite a Ciro foi feito às vésperas de reunião do PDT que deve anunciar a posição do partido no segundo turno presidencial.

O CANDIDATO se reuniu com governadores do PT DIVULGAÇÃO
Haddad se reuniu com governadores do PT

O senador eleito pela Bahia e novo articulador político da candidatura de Haddad, Jaques Wagner, ligou pessoalmente para o pedetista na última na segunda-feira para tratar de apoio na briga pelo Planalto.

A cúpula do PDT se encontra hoje em Brasília, com a participação de Ciro e de outros dirigentes. Presidente da legenda, Carlos Lupi já declarou que a sigla brizolista deve firmar um “apoio crítico” ao PT.

Ontem, Haddad fez novo aceno a Ciro ao garantir que poderia adotar pontos do programa do ex-candidato, como o que facilita o financiamento de dívidas, batizado popularmente de “SPCiro”.

Em coletiva de imprensa transmitida pelas redes sociais nessa terça, o petista voltou a afirmar que as diretrizes dos planos de governo de Ciro e do PT “são as mesmas” e que não há grandes divergências entre os dois projetos de País.

“Nós defendemos a soberania popular, nacional, e eles também. Não há muita dificuldade em dar um passo adiante”, disse Haddad.

O presidenciável então acrescentou: “Aproveito aqui para mandar um abraço ao Ciro, um democrata que se comprometeu em lutar contra o fascismo”.

As declarações foram dadas logo depois de encontro fechado entre o ex-prefeito de São Paulo e o grupo de governadores do Nordeste reeleitos no primeiro turno.

Participaram da reunião de estratégia os correligionários Camilo Santana (Ceará), Wellington Dias (Piauí) e Rui Costa (Bahia), do PT, e o comunista Flávio Dino (PCdoB), chefe do Executivo do Maranhão.

Defensor de mais flexibilidade na campanha de Haddad a fim de acomodar o maior número de aliados, Camilo afirmou que irá conversar com Ciro sobre eventual apoio ainda nesta semana.

“Pelo que conheço do Ciro, um homem que sabe o momento difícil que o Brasil está vivendo, acredito que ele irá se posicionar”, respondeu.

Eleito com 79% dos votos, o maior percentual do Brasil, o governador cearense assinalou ainda que o Brasil precisa de diálogo.

“No Ceará, demos um exemplo disso: convidar todos os segmentos para discutir. Tive voto de pessoas que jamais votariam no PT, mas votaram em mim.”

Camilo destacou também a necessidade de que Haddad faça uma autocrítica em relação aos erros do partido nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, e de Dilma Rousseff, apeada do poder em 2016.

“O governo da presidenta Dilma teve muitos erros na área econômica”, avaliou. “É preciso superar. Coloquei lá atrás que o PT precisa se reinventar e buscar suas origens nas bases sociais, das quais se distanciou a partir do momento em que foi para o poder.”

Com informações: O Povo