Nove ônibus são incendiados e prédios públicos alvejados a tiros em Fortaleza

Enquanto as atenções de parte de Fortaleza estão voltadas para eventos artísticos, musicais e religiosos, na noite desta sexta-feira, 27, ações criminosas  ocorrem em diferentes bairros da cidade. Ao todo, nove ônibus foram incendiados e prédios públicos alvejados a tiro. O jornal O POVO apurou que as ações criminosas são em retaliação ao confronto entre policiais e criminosos, em Amontada, no interior do Ceará, nessa quinta-feira, 26.
Na Sapiranga, três veículos foram incendiados entre às 16h30min e às 18 horas. Testemunhas contaram que, na rua Evilázio Almeida Miranda, homens invadiram um ônibus e arremessaram um pneu em chamas, que logo consumiu todo o automóvel, que estava estacionado, sem pessoas dentro.
A poucos metros dali, na estreita rua Olyntho Arruda, próximo à Lagoa do Coité outro ônibus foi incendiado por criminosos, os quais o pararam, com ordens de que passageiros descessem. Na rua Olegário Memória, a equipe de reportagem encontrou o terceiro veículo sendo rebocado.
No local estava uma equipe móvel da Polícia Militar, com sete agentes. Um deles, sem se identificar, informou que o provável motivo das ações criminosas, ligadas à facções, é de retaliação à troca de tiros entre policiais e criminosos, em Amontada, nessa quinta. Na ocasião, três suspeitos de integrar organização criminosa foram mortos, entre eles um dos líderes.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ônibus foram incendiados nos bairros: Parque São José; Parque Dois Irmãos; Bela Vista; e Parque Estrela, em Horizonte.
Informações dão conta de que houve ações ainda na avenida Bernardo Manuel e na rua Urucutuba, no Bom Jardim, totalizando nove ataques.
Segundo a SSPDS, tentativas de incêndio a ônibus foram frustadas na avenida Maestro Lisboa e nos bairros Álvaro Weyne e Jacarecanga.
Na Serrinha, a Regional IV da prefeitura foi alvejada a tiros. De acordo com vigilantes, seis disparos foram efetuados e dois coquetéis molotov arremessados contra o prédio. Os agentes, no entanto, contiveram as chamas.
A Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (Sesec), no Vila União, assim como uma agência dos Correios e da Caixa Econômica Federal, na avenida Francisco Sá, também foram alvos de tiros.
Com informações: O Povo

PF cumpre mandados na segunda fase da Operação Vereda

A segunda fase da Operação Vereda está sendo deflagrada, nesta sexta-feira, pela Polícia Federal. A investigação teve por objetivo desarticular organização criminosa formada por policiais civis lotados na Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) do Ceará. Segundo a assessoria de imprensa da PF, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e quatro ordens de afastamento das funções. Os mandados judiciais foram expedidos pela 32ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Ceará após a conclusão do inquérito policial e recebimento da denúncia.

Foram mobilizados 50 policiais federais para o cumprimento dos mandados em Fortaleza e Caucaia (RMF) e Belém (PA). A execução das medidas contou ainda com a participação de policiais da Controladoria-Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD).

A investigação teve início a partir de apuração sobre a comercialização ilegal de anabolizantes provenientes da Europa, elucidando a participação dos policiais civis em extorsões praticadas contra o principal investigado, culminando na revelação de fortes indícios de cometimento de outros crimes.

Os acusados foram indiciados e denunciados, na medida de suas participações, por extorsão, roubo, receptação tortura, organização criminosa, embaraço à investigação de organização criminosa, tráfico de drogas, abuso de autoridade, usurpação da função pública, favorecimento pessoal e violação de domicílio.

Detalhe – A operação foi batizada de “Vereda” em alusão ao livre arbítrio que levou os integrantes da quadrilha, à sombra da condição policial, para a prática delitiva de crimes diversos.

Com informações: Eliomar de Lima

Umari: Vereador é preso sob suspeita de abuso sexual

O vereador e médico Valmir Costa Gonçalves, de 46 anos, foi preso nesta terça-feira (24), em Umari, 323 km de Fortaleza, sob suspeita de abuso sexual contra uma paciente, durante um plantão na cidade.

Valmir Costa foi encaminhado para a Delegacia Municipal do Cedro, onde ficará à disposição da Justiça durante a conclusão das investigações.

A ação foi realizada pela Polícia Civil de Ipaumirim, que cumpriu mandato de prisão temporária expedida pela Justiça. A prisão tem o prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período, visando preservar a continuidade das investigações.

O médico Valmir Costa Gonçalves (PSD) foi o terceiro vereador mais votado no Município de Aurora, com 1.280 votos (7,72% dos votos válidos), nas eleições de 2016. Ele cumpre mandato até 2020. Na Câmara, é relator da Comissão de Orçamento e Finanças e membro da Comissão de Justiça e Redação.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, (SSPDS), se pronunciou sobre o caso, confira abaixo:

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informa, por meio da Delegacia Municipal de Ipaumirim, que cumpriu na manhã desta terça-feira (24) mandado de prisão temporária expedida pelo juizado de Umari em desfavor do médico e político Valmir Costa Gonçalves (46), sem antecedentes criminais, suspeito de estupro de vulnerável. O crime teria ocorrido, no último dia 11 de julho deste ano (2018), no município de Umari – Área Integrada de Segurança 21 (AIS 21). Informações preliminares da investigação policial apontaram que o suspeito teria praticado o crime durante um de seus plantões e dentro da unidade hospitalar onde ele é diretor, contra uma criança de sexo feminino de 11 anos de idade.

A prisão tem prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período. Mais detalhes sobre o crime não podem ser repassados para não atrapalhar o andamento do inquérito policial e para preservar a imagem da vítima. O suspeito foi encaminhado para a Delegacia Municipal do Cedro, onde ficará à disposição da Justiça durante a conclusão das investigações”.

Com informações: CNews

‘Não foi uma fatalidade’, diz viúva de homem morto em acidente no Beach Park

A viúva do radialista Ricardo José Hilário Silva, morto ao cair em um brinquedo do Beach Park, na segunda-feira (16), afirmou ao Fantástico que a tragédia na Grande Fortaleza “não foi uma fatalidade”. “Uma tremenda irresponsabilidade, uma falta de insegurança”, disse Luciane Cristina da Silva. Ela estava com a filha do casal, uma menina de 8 anos, quando o acidente aconteceu.

Luciane contou que ela, o marido e a filha esperavam juntos para descer na atração Vainkará. No entanto, Ricardo se separou delas porque foi convidado para ocupar o lugar que faltava no grupo que iria à frente.

Cada boia comportava quatro pessoas. Ricardo, então, completaria o grupo que estava prestes a descer.

“Falaram para o meu marido: ‘Você pode vir com a gente?’. Aí, o Ricardo falou: ‘Então ‘tá’, vou com vocês'”, narrou Luciane. Ela e a menina desceriam na boia seguinte, apenas segundos depois.

Segundo ela, ninguém perguntou sobre o peso dos participantes. Nenhuma boia poderia, de acordo com exigência do próprio Beach Park, ultrapassar os 320 quilogramas somando o peso dos quatro ocupantes. O G1 apurou que, na boia de Ricardo, esse valor havia sido ultrapassado.

A viúva afirmou só ter percebido o acidente depois que terminou a descida na atração. Luciene relatou que foi alertada por um funcionário do Beach Park já na piscina ao final do brinquedo.

Ricardo morreu na hora, de traumatismo craniano associado a trauma na coluna. Ele foi enterrado na quarta-feira (18) em Sorocaba (SP), cidade onde morava.

Desde o acidente, o brinquedo está interditado. O Beach Park, em respeito à família, não funcionou no dia seguinte à tragédia. O parque também retirou a placa que indicava o nome da atração. A perícia que vai determinar as causas do acidente deve ficar pronta em um mês.

‘Um marido dedicado’

Luciene contou que era a terceira vez do casal em Fortaleza: uma na lua de mel dos dois e a outra quando a filha ainda era um bebê. Eles já haviam visitado o Beach Park. “[Desta vez], a gente foi pela minha filha, para que ela aproveitasse”, disse.

O radialista Fábio Cardoso de Oliveira afirmou que o amigo Ricardo estava feliz por conseguir viajar com a filha. “Tudo o que ele falava era ao redor da filha dele”, relembrou.

Ocupante relatou tragédia: ‘filme de terror’

O comerciante Tarcísio Pontes, que descia junto com Ricardo, contou que a boia virou em uma das rampas do escorregador. O radialista bateu a cabeça no começo de um túnel do brinquedo, disseram os relatos.

“Eu percebi que o Ricardo tinha desmaiado, que ele não estava consciente. Peguei ele e o coloquei no meu peito, e aí veio uma onda mais forte, levando a gente até a piscina”, relatou.

Tarcísio ainda está abalado com o acidente. “Todo momento estou me lembrando disso, de tentar salvar ele e não conseguir ter êxito”, disse.

Parque e fabricante respondem

Em nota, o Beach Park disse que “as autoridades e as perícias vão esclarecer se a boia foi utilizada conforme limite de segurança. Além disso, a empresa assegurou que foram feitos cem testes oficiais antes da liberação do brinquedo.

O Beach Park também afirmou que “segue os protocolos de segurança e as recomendações do fabricante”, e que “seus funcionários avaliam a altura e o peso dos usuários”. O parque mantém sinalizações indicativas no acesso aos brinquedos.

A fabricante do brinquedo, a empresa canadense Proslide, afirmou que a morte de Ricardo “foi a única fatalidade com um usuário em uma das milhares de instalações” da companhia “no mundo”.

Veja como é o brinquedo

Altura: 29,5 metros

Comprimento: 159 metros

Quantidade máxima de pessoas na boia: quatro, segundo a assessoria do parque

Peso máximo por boia: 320 kg, segundo a assessoria do parque

Duração do trajeto: de 30 a 40 segundos

Recomendação de segurança: manter-se segurando as alças da boia

 

Com informações: G1 Ceará

Itapajé: Um dia após festejar 159 anos, Município é presenteado com a implantação do BPRAIO

Quase oito anos após ter sido contemplado com a implantação do Ronda do Quarteirão, o município de Itapajé voltou a experimentar  outro momento de grande importância na área da segurança publica. Isso por que na manhã deste sábado, 21, o município recebeu uma base permanente do BPRaio e um centro de videomonitoramento.

Este investimento, nunca antes visto na historia do município, traz para Itapajé 37 novos policiais, 16 motos, dois carros e pelo menos 8 câmeras de alta tecnologia instaladas em pontos estratégicos na sede da cidade.

A sede do batalhão, que também vai abrigar o Policiamento Ostensivo Geral, é o prédio onde antes funcionava a Secretaria de infra Estrutura. O local foi cedido pela prefeitura para o estado que realizou as obras de adequação.

Assim como na época da chegada do Ronda, a população ficou extremamente feliz e com uma sensação de que a onda de insegurança irá, no mínimo, diminuir nos próximos dias.

A O Raio chegou exatamente um dia depois do aniversario de 159 anos de emancipação politica do município e, por tanto, foi recebido com um grande e importante presente para toda a população.

O evento contou com a Presença do Secretário de Segurança Pública André Costa, Comandante Geral da PM no Estado, Cel. Viana;  Comandante do CPI Norte, Cel. Gilvandro, Comandante do Batalhão de Itapipoca, Cel. Raulino, além do Tenente Gaudêncio, que interinamente está à frente da PM de Itapajé e a Dra. Rogeria, delegada do Município. O Prefeito Dimas Cruz, vereadores e secretários municipais se somaram as autoridades militares na inauguração.

Com informações: Clésio Marques/Maikon Rios

OAB cobra investigação rigorosa sobre assassinato de advogados em Caucaia

A Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE) encaminhou nesta quarta-feira (18) à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e Ministério Público Estadual solicitação para apuração e investigação rigorosa dos casos recentes referentes ao assassinato de dois advogados nas últimas semanas, em Caucaia, na Grande Fortaleza.

“Não se trata só de defender as prerrogativas da advocacia com a garantia indispensável ao exercício profissional, se trata de defender a vida. Vamos acompanhar as investigações e cobrar a apuração dos fatos, bem como a punição dos criminosos”, afirmou Marcelo Mota, presidente da OAB-CE.

Os Casos

Nesta terça-feira (17), advogado Renato Jorge Rocha Bezerra Filho, de 35 anos, foi assassinado na própria casa, no Bairro Parque Soledade, em Caucaia. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o corpo foi encontrado com as mãos amarradas e manchas de tiros no quintal do imóvel. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime na tentativa de identificar os envolvidos.

Em 10 de julho, o advogado e ex-vereador Francisco Erivaldo Rodrigues, de 53 anos, estava dentro do próprio escritório quando foi surpreendido por bandidos. Os homens dispararam contra Francisco Erivaldo, que morreu na hora.

A Delegacia Metropolitana de Caucaia informou que abriu procedimentos para investigar os assassinatos. A polícia, contudo, não deu detalhes sobre as motivações dos crimes.

Com informações: G1 Ceará

Perícia aponta excesso de peso em boia que virou com radialista no Beach Park, diz jornal

A boia que virou no toboágua Vainkará, do parque aquático Beach Park, vitimando o radialista paulista Ricardo José Hilário da Silva, 43, estava com carga superior à indicada para o brinquedo. Conforme informações do jornal Estadão atribuídas à perícia, ao todo, o grupo de quatro pessoas somava 395 quilos, enquanto o ideal era de até 320 quilos, uma sobrecarga de 23,4%.

No momento do acidente, desciam no equipamento Tarcísio Pontes, pesando 105 quilos, Mateus Sena, com 110 quilos, e Michele Laverde, com 90 quilos. A reportagem aponta ainda que a vítima também pesava 90 quilos. Além do falecimento de Ricardo, o acidente deixou a mulher com ferimentos nos braços e nos seios.

O paulista sofreu traumatismo craniano no momento da queda. Segundo testemunhas ouvidas, a boia desceu em alta velocidade pelo toboágua e virou próximo ao fim do trajeto. O brinquedo, inaugurado no último sábado, 14, com a presença de famosos, tinha aviso sobre a capacidade máxima de carga, contudo, o peso dos usuários das boias não era verificado no momento do embarque, acusam os usuários.

Em nota divulgada à imprensa, a administração do parque informou que a equipe de segurança aquática realizou o atendimento de forma imediata, mas não foi suficiente. “O Beach Park lamenta profundamente o ocorrido e está dando todo o apoio, suporte e atenção para a família”, informou. O empreendimento afirmou ainda que o brinquedo passou por dois anos e meio de desenvolvimento, implantação e testes do “Vainkará”.

Beach Park reabre com movimento intenso e público cauteloso

Esta quarta-feira, 18, foi dia de céu limpo, sol forte e grandes filas no Beach Park. O complexo aquático reabriu após um dia fechado, em função da morte do jornalista Ricardo José Hilário da Silva, de 43 anos, que morreu nesta segunda, 16, ao descer o “Vainkará”.

Fila na bilheteria do Beach Park

Desde os pórticos de entrada do parque, muita movimentação. Às 11 horas, horário de abertura dos portões, comércio e bilheterias tinham movimento intenso. Além de quem já havia comprado os ingressos antecipadamente, muita gente adquiria o bilhete na hora.

Elza Santana, militar carioca que passa férias com a família no Ceará, relatou cuidado extra em deixar os filhos de 7 e 12 anos brincarem. “Depois do acidente, a gente fica apreensiva porque pode acontecer de novo. A gente proibiu a ida aos brinquedos mais radicais”, diz ela, que já conhecia o parque de outras viagens.

Turista de São Paulo, a advogada Andréa Abreu foi acompanhada da mãe e do filho de 7 anos. A família passa uma semana no Ceará. Ela disse não ter tido preocupações, mesmo após o acidente no parque aquático. “Foi uma fatalidade mesmo. Evitamos os brinquedos de maior altura e velocidade por conta da idade do meu filho, mas apesar do ocorrido o passeio está sendo agradável”, detalha.

De Fortaleza, a microempresária Karine Almeida, 32, revela costume em visitar o parque. Já foi outras dezenas de vezes. Nesta quarta, estava acompanhada do esposo e de amiga turista de Alagoas. “Já não quero ir nesses brinquedos (arriscados). Costumo vir a cada dois ou três meses, mas hoje, tô assim, apreensiva”, frisa Karine.

Equipamento

O Vainkará permanece interditado até conclusão da perícia e reparos necessários. Na manhã desta quarta, a placa com o nome do brinquedo havia sido removida e os acessos permaneciam bloqueados.

Nos demais brinquedos, o movimento era intenso. Nas proximidades, visitantes apontavam dedos ao toboágua, reforçando: “Foi aqui, o acidente”.

No Insano, o toboágua mais alto do parque, com 41 metros, alguns pareciam mais amedrontados. Dupla de atores performava, convidando à aventura no brinquedo. A aceitação parecia pequena e eles continuavam a perguntar: “Quem quer descer no Insano, agora?”.

Vítima

A Perícia Forense do Estado liberou o corpo de Ricardo na manhã desta terça. O turista era locutor e radialista e apresentava programa matinal na Rádio Nova Brasil FM. Ele deixa uma filha de 8 anos.

Mais conhecido como Ricardo Hill, ele teve passagens por grandes emissoras paulistas, como Metropolitana FM 98.5, Jovem Pan FM 100.9, Transamérica FM 100.1 e na Rádio Cidade FM 96.9. Trabalhou ainda em Sorocaba, Piracicaba e Indaiatuba. A Band FM 106.7 publicou nota de pesar, em página oficial do Facebook:

O Beach Park esclarece que está totalmente dedicado ao suporte à família de Ricardo José Hilário da Silva e apoiando as investigações dos órgãos responsáveis pela perícia.

Com informações: O Povo

Beach Park afirma que brinquedo teve dois anos e meio de desenvolvimento, implantação e testes

O Beach Park lançou nova nota na tarde desta terça-feira, 17, explicando pontos da perícia sobre a morte de turista em toboágua. O jornalista Ricardo José Hilário da Silva, de 43 anos, morreu nessa segunda, 16, ao descer o “Vainkará”, brinquedo inaugurado três dias antes.

Levantamentos periciais iniciais reforçaram que a boia que levava Ricardo e outras três pessoas virou ao fim do percurso, dentro do toboágua. “É completamente equivocada a informação de que a boia ultrapassou a barreira de contenção do brinquedo e que os visitantes tenham sido arremessados”, informou o Beach Park.

O parque mencionou ainda os dois anos e meio de desenvolvimento, implantação e testes do “Vainkará”. O brinquedo foi interditado até conclusão da perícia. O parque fechou nesta terça. A Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur) vai conduzir as investigações.

 Vítima

A Perícia Forense do Estado liberou o corpo de Ricardo na manhã desta terça. O turista era locutor e radialista e apresentava programa matinal na Rádio Nova Brasil FM. Ele deixa uma filha de 8 anos.

Com informações: O Povo

Corpo de turista que morreu em parque aquático é liberado pela perícia

A Perícia Forense do Estado do Ceará liberou na manhã desta terça-feira, 17, o corpo de Ricardo José Hilário da Silva, que morreu nessa segunda-feira, 16, quando estava em um brinquedo do parque aquático Beach Park, em Aquiraz. Segundo testemunha, a boia na qual ele estava com mais três pessoas subiu mais alto do que o esperado em uma das curvas da atração e caiu virada. José Hilário teve traumatismo craniano e morreu ainda no local.

O turista de São Paulo tinha 43 anos, era radialista e apresentava programa matinal na Rádio Nova Brasil FM. De acordo com testemunhas, a boia que Ricardo utilizava ia mais rápido do que outras que passavam pelo brinquedo chamado Vainkará, inaugurado no último sábado, 14. O brinquedo foi interditado pela perícia na tarde de segunda-feira. A diretoria do Beach Park afirmou que, em respeito às famílias, o parque ficou fechado nesta terça-feira.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o caso será investigado pela Delegacia Metropolitana de Eusébio. A delegacia especializada em Proteção ao Turista (Deprotur) também esteve no local e apura os acontecimentos.

Com informações: O Povo

Aquiraz: Turista morre em acidente no Beach Park (Atualização)

Um turista de Sorocaba morreu nesta segunda-feira (16) ao cair de um brinquedo no Beach Park, parque aquático em Aquiraz, na Grande Fortaleza. Ricardo José Hilário Silva, 43 anos, estava em uma boia com mais três pessoas no “Vainkará”, atração que havia sido inaugurada no fim de semana. Na última curva do toboágua antes da chegada à piscina no solo, a boia passou da altura de parede lateral de contenção, e os quatro caíram.

Em nota, o Beach Park lamentou a morte do turista, que trabalhava como radialista em Sorocaba. “A equipe de segurança aquática realizou o atendimento de forma imediata, mas infelizmente o visitante foi a óbito. O Beach Park lamenta profundamente o ocorrido e está dando todo o apoio, suporte e atenção para a família.”

G1 conversou com duas pessoas que estiveram na boia e sobreviveram ao acidente. Eles afirmaram que Ricardo José caiu de cabeça no chão. “No momento em que a boia saiu, ele [Ricardo] estava mais à direita na parte mais alta da boia. E ele também caiu de cabeça, por isso sofreu mais”, afirma o turista Mateus Sena, de São Paulo, que estava na mesma boia que a vítima.

Até 320 quilos pro grupo

Um deles afirmou que uma placa alerta para o peso máximo das quatro pessoas somadas, que não pode ultrapassar 320 quilos.

“Nós tínhamos pessoas de grande porte físico e na hora de descer na boia não avaliaram e não alertaram a gente sobre o risco, parecia que estava tudo ok, tinham que ter alertado sobre o risco”, afirma Mateus Sena. A namorada de Sena, que também desceu no “Vainkará” no momento do acidente, sofreu “um forte impacto no peito e no braço” e está “bastante abalada, em choque”.

“Ele [Ricardo José] caiu do meu lado, desmaiou na hora. Segurei ele, mas a água foi me puxando, fui levantando ele pra não engolir água. Os salva-vidas demoraram pra chegar e ajudar”, relembra Tarcísio Pontes, 44 anos, turista de Mato Grosso.

O turista se diz “abalado emocionalmente”, e reclama que não recebeu atendimento do parque. “Pedi atendimento, pra pelo menos medir a pressão, mas eles falaram que não tinham equipamento. O atendimento foi péssimo. Estou emocionalmente abalado, tive que tomar calmante”, detalha.

Mateus Sena e Tarcísio Pontes afirmaram ao G1 que sofreram abalo emocional, mas não tiveram ferimentos físicos.

De acordo com a divulgação do brinquedo, o “Vainkará” proporciona várias descidas ao longo de 150 metros de percurso; a primeira queda é íngreme e faz com que a boia encontre uma grande onda. “Em uma sequência rápida uma segunda onda deixa o Vainkará mais radical, com sensação de gravidade zero”, registra a descrição do brinquedo.

Após o acidente, o parque encerrou as atividades da atração, que só voltará a abrir após a apuração pericial que será realizada pelos órgãos competentes na investigação das causas do acidente. “Em respeito a família”, o parque não funcionará nesta terça-feira (17), informou o empreendimento.

Descida com quatro pessoas

“Vainkará” 25 metros de altura e percurso de 150 metros (Foto: Eduardo Tchao/TV Globo)

Conforme as normas do “Vainkará”, quatro pessoas devem descer no toboágua de 25 metros e 140 metros de percurso de altura ao mesmo tempo. Mateus Sena, que estava com a namorada, conheceu a vítima, Ricardo José, e um outro turista, Tarcísio Pontes. “A gente se conheceu na fila e combinamos de ir nós quatro, outras duas pessoas da família [de Ricardo José] viaram na descida seguinte, com outras duas pessoas”, conta Mateus Sena.