Vice-prefeito de Apuiarés é preso em “Operação 10%” do MPCE

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio da Promotoria de Justiça de Apuiarés, deflagrou, na manhã desta segunda-feira (10/12), a “Operação 10%”, que resultou na prisão do vice-prefeito do Município de Apuiarés, Antonio Abidias Ferreira de Abreu, e do ex-chefe de gabinete dele, o empresário Raimundo Nonato Alves Soares. Os mandados de prisões foram expedidos pelo juiz de Direito Caio Lima Barroso, sendo na modalidade preventiva para Antonio Abidias, e temporária para Raimundo Nonato.

De acordo com a investigação da Promotoria, o vice-prefeito, exercendo o cargo de prefeito interino por 180 dias, exigiu de José Darlan o percentual de 10% do valor do contrato de prestação de serviços de limpeza urbana que o empresário tinha com a Prefeitura, o que correspondia a cerca de R$ 9 mil por mês. A referida quantia era paga com o intuito de manutenção do contrato e a entrega do dinheiro era feita em Fortaleza, no restaurante do sogro do empresário.

“Quando Abidias não podia buscar as quantias, ele mandava o seu então chefe de gabinete, Raimundo Nonato, vulgo Edmundo, ir ao encontro do empresário em Fortaleza. Nota-se a audácia de Abidias no esquema, pois, mesmo em condições de interino, exercendo o cargo por 180 dias, já estava fortemente envolvido em esquemas de corrupção, angariando propinas”, detalha o promotor de Justiça Jairo Pequeno Neto, que comandou a Operação. O promotor ressalta, ainda, que o MPCE seguirá com as investigações a fim de desmontar todo e qualquer esquema de corrupção no âmbito das Prefeituras das respectivas comarcas de atuação.

A Operação 10% é um desdobramento da Operação Malabares, também coordenada pelo promotor de Justiça Jairo Pequeno Neto. Na época, o MPCE descortinou um esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários no município de Apuiarés. Em depoimento coletado na época, o empresário José Darlan Pereira Barreto apresentou novas informações acerca de um outro esquema de corrupção que estava instalado no município de Apuiarés, o que culminou na Operação 10%.

Na foto, o prefeito Abidias Ferreira (de boné) recebe a propina do empresário José Darlan, em restaurante na Avenida José Bastos, em Fortaleza.

 

Com informações: ASCOM do Ministério Público do Estado do Ceará

Novo secretariado estadual e Mesa da Assembleia

Uma notícia sobre reunião do governador Camilo Santana com assessores, neste domingo (09), motivou uma onda especulativa na própria base governista, tamanha é a expectativa dos políticos quanto a escolha do próximo secretariado do governador e sua posição em relação à eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia, ainda no primeiro dia do mês de fevereiro, quando os deputados tomarão posse.

Eles só ficaram mais calmos quando o governador publicou a informação, à tarde, sobre a investigação dos crimes ocorridos no Município de Milagres, na madrugada da última sexta (07), o motivo da reunião. O governador, realmente, já começou a conversar com deputados sobre a eleição dos novos dirigentes da Assembleia. Quatro ou cinco parlamentares já foram ouvidos no início da semana passada. Os encontros foram interrompidos por conta do compromisso de Camilo, em Brasília.

Não há qualquer informação oficial sobre a escolha de secretários estaduais para o próximo Governo, a começar no dia primeiro de janeiro próximo, mas são muitas as especulações, notadamente entre os deputados estaduais e  federais, tanto por conta do interesse de alguns de compor o Governo, quanto pelo aproveitamento de suplentes, na verdade os mais ansiosos.

Com informações: Edison Silva

Suspeita envolvendo amigo dos Bolsonaros é prática bem conhecida no Ceará

A prática é velha e bem conhecida da política cearense: o parlamentar preenche suas vagas de assessores com assessores que não assessoram pouco ou coisa nenhuma. Geralmente, cabos eleitorais. Paus mandados. Antes, um acordo. Para ganhar a mamata, o “aspone” repassa para o parlamentar uma parte do salário que recebe para não trabalhar ou trabalhar muito pouco. Aqui, a coisa recebeu o singelo batismo de “dobradinha”. No último caso conhecido, o ex-vereador Leonelzinho Alencar (foto acima) acabou com uma condenação de mais de 11 anos.

Pois é. A dobradinha tem a cara do caso que envolve nada menos que nove assessores de Flávio Bolsonaro, que era deputado estadual no Rio de Janeiro e se elegeu senador nas últimas eleições. O fato é que não houve até aqui nenhuma explicação razoável para as transferências e a movimentação financeira na conta do ex-policial que servia como “segurança” do deputado Flávio. A coisa toda foi parar no colo do futuro morador do Palácio do Planalto com a informação de que R$ 24 mil foram depositados na conta da futura primeira dama.

É óbvio: a transferência de parcela do salário de funcionários de um parlamentar para o titular do mandato constitui crime. É por essa suspeita que o Ministério Público Federal tende a entrar no imbróglio. Caso o órgão determine a abertura de um inquérito policial, esqueletos podem sair do armário. Afinal, todos os envolvidos, incluindo os “aspones”, serão convidados a dar explicações.

 

Com informações: Fábio Campos

Interlocutores de Bolsonaro defendem explicação convincente sobre ex-assessor citado pelo Coaf

Integrantes do governo de transição, e interlocutores do presidente eleito Jair Bolsonaro, já não escondem mais a preocupação com os desdobramentos do caso da movimentação bancária atípica de Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), apontada em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Esse desconforto é maior principalmente entre os interlocutores da área militar do futuro governo. Para esse grupo, é necessária uma explicação convincente para encerrar o caso.

Há forte contrariedade com o silêncio prolongado de Fabrício Queiroz, que ainda não se pronunciou desde que o caso foi noticiado, na quinta-feira (6). A percepção é que isso pode causar desgaste precoce na imagem do próprio Bolsonaro, que tem sido questionado constantemente pelo episódio.

“Uma coisa é a justificativa jurídica para o Ministério Público; outra coisa é uma resposta imediata para a sociedade.

Caso contrário, haverá desgaste político”, disse um integrante da equipe de transição.

De forma reservada, existe desconforto até mesmo com a resposta de Bolsonaro, que disse que os R$ 24 mil depositados por Fabrício na conta de sua esposa, Michelle Bolsonaro, eram pagamento de uma dívida.

Segundo outro interlocutor, o presidente eleito deveria mostrar todos os registros bancários do dinheiro emprestado para Fabrício Queiroz ao longo dos anos. “Como tem o registro do Coaf do dinheiro de volta, é preciso mostrar o registro do dinheiro que foi para o ex-assessor”, ressaltou.

A avaliação dessa fonte é que quando a justificativa é simples, ela tem que ser imediata. “O tempo da política não permite demora para uma explicação que seja convincente”, reforçou esse interlocutor.

Outra preocupação na equipe de transição é com o racha na bancada do PSL, como mostrou recentemente o vazamento de conversas entre deputados eleitos pelo WhatsApp.

Isso porque já começa a dar um sinal externo de divisão, o que fragiliza muito a estratégia de governabilidade no Congresso da futura gestão. “É preciso que o próprio Bolsonaro assuma o comando”,

 

Com informações: Gerson Camarotti

Bolsonaro decola para Brasília, onde será diplomado pelo TSE à tarde

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, decolou por volta das 10h30 desta segunda-feira, 10, da Base Aérea do Galeão em direção a Brasília. Ele embarcou na aeronave acompanhado do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, da mulher, Michelle Bolsonaro, do filho Carlos Bolsonaro e da filha Laura, entre outros assessores e familiares. Às 16h, Bolsonaro participa da cerimônia de diplomação, ao lado do vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Continua depois da publicidade

Bolsonaro permanece até quarta-feira na capital federal. Na terça-feira, tem agenda prevista com representantes de bombeiros e policiais militares pela manhã. A tarde, se encontra com o governador eleito de Santa Catarina, Comandante Moisés (PSL), e com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e a bancada do PSD.

O encontro com a bancada do PSL deve ocorrer apenas na quarta-feira, dia 12. A expectativa é que até lá os deputados tenham se alinhado e que Bolsonaro não precise interferir diretamente para “pacificar” os parlamentares eleitos.

No sábado, dia 8, Bolsonaro chegou a dizer que atuaria para acalmar os ânimos depois que os desentendimentos em um grupo de WhatsApp se tornaram públicos, na semana passada. No domingo, porém, assumiu um discurso menos intervencionista.

Também na quarta-feira, o presidente eleito encontra as bancadas do DEM, do PP e do PSB em reuniões distintas, além do governador eleito do Rio Grande do Sul, o tucano Eduardo Leite. Todos os encontros acontecem à tarde, após almoço da turma de 1977 da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), no Clube do Exército.

A assessoria de Bolsonaro não divulgou agenda para o restante da semana. É esperado que ele vá a São Paulo para um nova consulta médica na quinta-feira. Na sexta-feira, 14, está previsto o lançamento de um novo submarino da Marinha. O evento, em Itaguaí (RJ), deverá ter a presença também do presidente Michel Temer.

 

Com informações: O Estado de Minas

‘Bolsonaro não tem um projeto para o país’, afirma Luciano Huck

O apresentador e empresário Luciano Huck diz não enxergar nas propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro “um projeto de país”. Embora afirme que Bolsonaro “não enganou ninguém” durante a eleição e defenda um voto de confiança no futuro presidente, Huck cobra um plano de redução da desigualdade para o País “não ficar andando de lado para sempre”.

O apresentador já admitiu que não tem mais como sair da “caixinha” da política, onde entrou quando passou a ser cotado como um potencial “outsider” na disputa presidencial deste ano. Após muitas especulações, ele não aceitou entrar na arena eleitoral.

Nesta entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Huck admite que centro está convergindo para um novo partido e comenta as acusações contra o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O apresentador e empresário Luciano Huck diz não enxergar nas propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro “um projeto de País”. Embora afirme que Bolsonaro “não enganou ninguém” durante a eleição e defenda um voto de confiança no futuro presidente, Huck cobra um plano de redução da desigualdade para o País “não ficar andando de lado para sempre”.

O apresentador já admitiu que não tem mais como sair da “caixinha” da política, onde entrou quando passou a ser cotado como um potencial “outsider” na disputa presidencial deste ano. Após muitas especulações, ele não aceitou entrar na arena eleitoral. Nesta entrevista ao Estado, Huck admite que centro está convergindo para um novo partido e comenta as acusações contra o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista recente ao Estado, você disse que não conseguiria mais voltar “para a caixinha que estava”. Qual será seu próximo passo na política? Vai se filiar a algum partido?

Minhas intenções não mudaram. Minhas movimentações nesse último ano e meio nunca foram um projeto político, pessoal, uma coisa personalista no sentido de algo que eu estivesse fazendo ao meu favor. Desde o começo foi uma convocação geracional. E eu acho que ela segue sendo assim. Estou há 19 anos viajando o País muito intensamente – de todos os cantos e todos os recortes. Isso ninguém tira de mim. Você pode fazer mestrado em Harvard, mas isso você não vai aprender. E o que me incomoda, há algum tempo e de maneira bem franca, é a desigualdade que a gente tem no País. Então se a gente não tiver um projeto claro e bem desenhado de redução de desigualdades esse País vai ficar andando de lado pra sempre. Acho super legal as iniciativas do terceiro setor e de filantropia. Por outro lado, só quem vai ter o poder, de fato, de reduzir a desigualdade no País é o Estado. Quem toca o Estado é a política.

O tema da desigualdade passou ao largo na última campanha…

Acho que ficou muito claro nessa eleição que as pessoas estavam sedentas por coisas novas. Acho que o Bolsonaro é a cristalização, a materialização desse inconformismo, dessa descrença da política como um todo. Mérito dele. Está eleito presidente. Mas eu não enxerguei na campanha como um todo, de todos os candidatos, e sigo não enxergando, um projeto de País. Eu não consigo ver. A gente fica discutindo aqui a fiação e o encanamento, mas não as reformas estruturais necessárias, que todos concordam, e que são necessárias para o País não quebrar. Mas são discussões de calculista. Não enxergo qual é o projeto de País. E nas agendas que dependem da crença pessoal do Bolsonaro, ele também não está mentindo. A chancelaria, por exemplo, eu posso não concordar. A educação, que quando ele chegou a aventar o nome do Mozart (Neves Ramos), eu disse “caramba bicho!” eu vou festejar o Bolsonaro… Mas, não, ele foi para um caminho que é o que ele pensa.

Não enxerga um projeto de País no futuro governo Bolsonaro?

A gente vive em uma democracia. Ele ganhou a eleição. A eleição está ganha. Ele vai fazer o governo dele com as coisas que ele acredita. Eu acho de verdade que, nesse momento, não é para fazer oposição. Eu acho que a gente tem que dar um voto de confiança para quem ganhou. A beleza da democracia é que a votação é individual, mas a responsabilidade pelo resultado é coletiva. Ele ganhou a eleição legitimamente. Não é hora de fazer oposição. É hora de ter diálogo, é hora de conversar. Não acho que o Bolsonaro enganou ninguém. Ele está fazendo exatamente o que falou que ele ia fazer. A equipe econômica é uma equipe extremamente competente, liberal, com uma cabeça boa, comprometida e com nomes muito bons, começando pelo Paulo (Guedes) de quem eu tenho muito respeito e gosto.

Mas você vê no Bolsonaro um projeto de País?

Eu acho que não. E não estou falando isso como uma coisa negativa. Acho que ele não teve nem tempo. Ele ganhou a eleição agarrado no cangote, com 7 segundos de televisão, sem dinheiro… Ganhou na raça e na marra. Eu não acho que ele tenha um projeto de País, mas as pautas com as quais ele ganhou a eleição, ele vai poder atuar. O Sérgio Moro, de quem eu gosto e tenho muito respeito, acho que ele tem várias funções nesse governo. Primeiro, para quem colocava em xeque a democracia, sob o ponto de vista das coisas que o Bolsonaro disse no passado… o Sérgio Moro é um legalista. Quando você põe um legalista como ministro da Justiça com o poder que ele tem, está claro que as leis serão seguidas. E do outro lado, uma agenda liberal na economia que ele pode fazer virar realidade. Precisa de uma agenda eficiente por um lado, mas ela tem que ser afetiva. Se você não tiver uma agenda social muito focada, com prioridades claras, o País vai continuar sendo desigual. A redução de desigualdade é um problema enorme e de solução complexa. Precisa ser prioridade, mas acho que não vai ser nesse caso.

Em pautas como flexibilizar o estatuto de desarmamento, Escola sem Partido e meio ambiente, há risco de retrocesso?

Vejo risco de retrocesso. Na educação, vejo. A evolução que a gente teve nos últimos 20 anos no Brasil chegou em um nível tão bacana que você pega todos que estudam a educação hoje está tudo meio em um consenso, os discursos estão meio parecidos. Todo mundo sabe os nossos problemas. O nosso problema hoje é o de subir o sarrafo da qualidade. Hoje em dia é qualificar e avaliar professor, é combater evasão escolar, é você fazer alfabetização no tempo correto, é você transformar a escola no epicentro da cidade e da sociedade. Está todo mundo nesse caminho. Agora, a cabeça que o Bolsonaro colocou ali… Para mim, discutir escola sem partido agora é uma bobagem tão grande.

Como tem lidado com o Fla-Flu da política?

Tem que ter meio tom. Mas o meio tom não tem que ser um partido político, do tipo temos que fazer um partido de centro…Eu realmente não tô nessa página. É muito mais fácil eu ficar na televisão fazendo o meu programa e ganhando o meu dinheiro do que estar aqui falando desses assuntos com você. Isso aqui é exatamente fora da minha zona de conforto. O que está acontecendo comigo é que eu não quero me politizar porque eu não quero ser político. Eu quero ser um cidadão atuante que, de fato, vai contribuir para um novo ciclo para o País – trazendo gente, curando gente, trazendo ideias, rodando o mundo, encontrando soluções. Eu quero rodar o Brasil e poder criar um ímã potente para atrair gente afim de fazer diferente. As lideranças, naturalmente, vão aparecer. Dentro desse contexto, que não é simples, eu não estou preocupando se é de direita ou de esquerda. Eu quero ver as boas ideias. No final das contas é sobre como a gente melhora a vida das pessoas, como a gente reduz desigualdade, como que a gente melhora a questão das favelas, como a gente distribui renda, como a gente inclui a dona Maria Inajá, uma analfabeta funcional com 6 filhos, para além do Bolsa Família, como é que os filhos dela podem ter um futuro… A discussão de como a gente pode ter um País menos desigual… e não quer dizer que o rico tem que ficar mais pobre, não, eu só quero que quem esteja embaixo tenha um nível de decência pelo menos . Eu vou chutar com as duas pernas, acho que tem boas cabeças dos dois lados. Eu não estou muito preocupado em tomar um lado não. O meu lado é o lado que faz bem para o País, que faz bem para todo mundo. Eu sou capaz de criticar o que eu não concordo na agenda do Bolsonaro e capaz de apoiar as coisas que acho que são positivas para o País.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse recentemente que é preciso criar um centro radical; políticos como o Paulo Hartung têm liderado conversas…Esse é o seu campo político?

Tenho conversado muito com o Paulo. E eu acho que o que ele fez no Espírito Santo é uma referência importante de gestão pública para o Brasil. O Hartung tem essa característica de não levantar bandeiras e de querer juntar gente boa. O presidente Fernando Henrique, como sempre, é alguém muito lúcido. Acho que essa reorganização partidária vai ser necessária, por causa da cláusula de barreira, por causa de uma série de coisas que estão acontecendo. Eu acho que o centro vai sim se organizar…

Em um novo partido?

Eu acho que sim. Está convergindo pra isso. Os dois maiores ativos que os partidos pequenos tinham para sobreviver era tempo de televisão e Fundo Partidário. Eles perderam.

Os partidos tradicionais fracassaram?

Eu acho que sim. Tem um ciclo partidário que acabou. Você vê pela renovação. O partido do presidente que até ontem era um partido pequeno, hoje tem 52 deputados. Você tem o PT, merecidamente, que perdeu sua relevância. O PSDB não soube dar poder as suas novas lideranças e se colocar de um jeito atuante e reto nas discussões dos últimos anos…

Mantém relações com Aécio Neves?

Não falei mais com o Aécio desde que as acusações que recaem sobre ele vieram à tona. Não me orgulho, nem celebro isso, mas julguei que era o melhor a fazer neste momento. Ao longo das últimas décadas ele teve um papel inegavelmente relevante na política brasileira, no Congresso, em Minas e no Brasil, a ponto de ter tido mais de 50 milhões de votos nas eleições de 2014. No âmbito pessoal, também estivemos próximos. Por isso e por desconhecer e sequer imaginar, fiquei bastante surpreso e decepcionado com os fatos que vieram à tona. Agora cabe a ele provar sua inocência e ao tempo cicatrizar as feridas. Apanhei muito publicamente por erros que nada têm a ver comigo.

Como você vê a prisão do ex-presidente Lula e todo o processo que envolve ele e o PT?

Eu fico muito triste em ver uma figura como o Lula, que teve a relevância mundial do Lula, que teve uma agenda social ativa e que se materializou em vários projetos que melhoraram a vida das pessoas, preso. Mas tá claro, também, por outro lado, que ele não está preso por acaso. Ele está preso por provas muito relevantes e contundentes do que o PT não só aparelhou o Estado como criou uma rede de corrupção para sustentar um projeto político em que muita gente enriqueceu. Não sei se foi o caso do ex-presidente, mas muita gente. Ficou claro que o PT instalou uma quadrilha que assaltou os cofres públicos, que assaltou o erário. Os fins não justificam os meios. Por mais que o PT tenha tido uma agenda social com um olhar importante, isso não significa que você possa roubar o Estado.

Qual a avaliação sobre o resultados dos movimentos de renovação é qual é o passo seguinte?

No Renova a gente fez uma boa reflexão pós-eleição. A gente teve 120 candidaturas no final e elegemos 17 (deputados e senadores). Passada a eleição, a gente viu que tinha uma gama grande de deputados que chegariam pela primeira vez no Congresso, que não sabem como aquilo funciona…Fizemos uma parceria com o Insper para fazer um curso de conhecimento parlamentar. A gente abriu 70 vagas, não teve nenhum deputado que a gente ligou que não topou. Esse curso vai ser a primeira vez que você vai ter deputados eleitos indo para uma sala de aula antes de ir para o Congresso. O papel do Renova: a gente elegeu deputados aliados super alinhados com Bolsonaro e até lideranças indígenas. A formação da liderança independente da sua ideologia e algo super rico. As lideranças naturalmente vão aparecer. O Renova vai ter um papel importante na eleição municipal daqui dois anos. Vai ser importante essa bancada da renovação. A gente articulou uma bancada parlamentar de GovTech, que é liderada pelo deputado (Marcelo) Calero (ex-ministro da Cultura), já com 10, 12 deputados…E essa frente parlamentar essa disposta a contribuir com a agenda que a gente curou. O Agora! que foi um movimento muito horizontal, a gente tá mudando um pouco o enfoque dele para que ele seja um Hub de boas práticas, o lugar que a gente possa fazer a construção dessa agenda de país.

E em relação a Joaquim Barbosa e Marina Silva…

Eu não estive com o Joaquim. Eu gosto muito do Joaquim.Tive boas conversas com ele ao longo da vida, mas não tive com o Joaquim no pós-eleição. Mas é um nome que tem que estar. Quem está próximo do Agora! com a gente é o Armínio (Fraga), (Paulo) Hartung… Alguns nomes que eu gosto e estão se aproximando, mas que vão funcionar como conselho consultivo. A Marina foi pra mim, a pessoa física, foi um presente que a vida me deu nesse período eleitoral. É uma mulher muito correta, muito elegante, muito altruísta, com convicções modernas. A Marina tem um papel importante no Brasil como um todo. Agora, acho que ela não acredita muito em partido. Até que a rede não se estruturou como o partido, era uma rede de gente que pensava parecido…Agora, o Roberto Freire está de volta sentado no PPS disposto a reorganizar, a mudar de nome…O Roberto, o PPS foi, sem dúvida, o partido que mais se abriu para os movimentos cívicos de renovação. Ele entendeu que ali o PPS beberia de novos ares.Os movimentos cívicos tem que respeitar o Roberto nesse sentido, que entendeu e se abriu para a renovação.

Está preparado para daqui a quatro anos ser indagado sobre uma candidatura à Presidência?

Vai ter um projeto de País desenhado. Tenho certeza que lideranças que vão aparecer…

Mas agora todas as suas opiniões serão vistas do ponto de vista da política…

Eu sou muito curioso. Acho que a televisão que eu faço foi apontar soluções para o Brasil. Quando você começa a pensar políticas públicas é algo muito desafiador. Eu realmente quero tentar contribuir da maneira mais intensa possível que eu puder. Para que quando a gente tiver 70 anos, a gente possa olhar para o lado e ver um País menos desigual. E essa contribuição é um ciclo de aprendizado intenso que eu estou me propondo, dedicando tempo de ouvir, ler, trocar ideia, descobrir, encontrar gente, curar gente…Tem tanta gente competente afim de contribuir e que tem sido um aprendizado muito grande.

 

Com informações: O Estado de S. Paulo.

‘Não é a política que vai mudar esta nação, é a igreja’, diz Damares Alves

Pastora e advogada, Damares Alves é conhecida no meio evangélico por ser crítica à chamada “ideologia de gênero” e ao feminismo. Também já disse que é a igreja evangélica, e não a política, que “vai mudar a nação”. Nas palestras disponíveis na internet ou nas entrevistas que costuma conceder a sites, ela costuma criticar ainda a “guerra” entre homens e mulheres.

Damares Alves foi confirmada nesta quinta-feira, 6, como futura ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo Jair Bolsonaro.

“As feministas promovem uma guerra entre homens e mulheres. Me preocupo com a ausência da mulher de casa. Hoje, a mulher tem estado muito fora de casa. (Me preocupam) funções que a mulher tinha no passado, principalmente em relação às crianças”, afirmou em entrevista a um veículo identificado como Expresso Nacional. “Eu costumo brincar o seguinte: como eu gostaria de ficar em casa, toda tarde, numa rede, me balançando, e meu marido ralando muito para me sustentar e me encher de joias e presente. Esse seria o padrão ideal da sociedade. Mas, infelizmente, não é possível, temos de ir para o mercado de trabalho.”

Na mesma entrevista, ela chama a ideologia de gênero de “morte”. Desconhecida entre movimentos de direitos humanos ou de mulheres, Damares está na política há três anos. Desde 2015, ela ocupa o cargo de auxiliar parlamentar júnior, cuja remuneração é, atualmente, de R$ 5.488,95, sem os descontos, e está lotada no gabinete do senador Magno Malta.

Lagoinha

Pastora voluntária na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), uma comunidade evangélica que reúne cerca de 30 mil pessoas na capital mineira, Damares costuma reunir 6 mil pessoas nos cultos que ministra na cidade. “A visão dela é dentro dos princípios bíblicos”, diz o assessor parlamentar Ricardo Coutinho, que há trinta anos frequenta a igreja. A futura ministra é contra o aborto e defende a chamada Escola Sem Partido.

“Damares tem forte atuação na área da proteção à criança e adolescente. Em seus cultos, afirma ter sido violentada aos seis anos de idade por um integrante da igreja que frequentava. “Isso a impediu de ter filhos”, afirma o pastor Washington Sá. Em suas aparições públicas, Damares aborda ainda a questão indígena. A futura auxiliar de Bolsonaro apoia a atuação de missionários que trabalham em aldeias tentando acolher crianças banidas de tribos por terem nascido com algum tipo de deficiência.”

Em uma pregação de 2013 na Igreja Primeira Batista, em Campo Grande (MS), ela afirmou que é a igreja evangélica que “vai mudar a nação”, não a política. Além disso, disse que não é verdade que o aborto é questão de saúde pública, como defendem especialistas, e que “ninguém nasce gay”. Reservou a parte final de sua palestra para criticar frontalmente o infanticídio indígena.

“Naquele dia, Deus renovou nossas forças. Porque Deus nos disse que não são os deputados que vão mudar essa nação, não é o governo que vai mudar essa nação, não é a política que vai mudar essa nação, que é a Igreja Evangélica, quando clama. É a igreja evangélica, quando se levanta, que muda a nação”, disse a futura ministra.

 

Com informações: O Estado de Minas

Corrupção: 13 prefeitos cearenses foram afastados nos últimos 3 anos por ações do MP

Nos últimos três anos, ações da Procuradoria de Justiça dos Crimes contra a Administração Pública (PROCAP), do Ministério Público Estadual, levaram ao afastamento de treze prefeitos cearenses. O balanço foi apresentado em coletiva nesta sexta-feira (7). Quatro afastamentos ocorreram só neste ano, nas operações Cascalho do Mar II e III, em Paracuru, que afastou o prefeito Ribeiro (PSDB); Abelha Rainha II em Jati, que levou ao afastamento da prefeita Maria de Jesus Diniz Nogueira (PSD);  Fiel da Balança, em Quixadá, que afastou Ilário Marques (PT) de suas funções; e Abre Alas, em Aracoiaba, que levou à cassação de Antônio Cláudio Pinheiro (PSDB).

Segundo a procuradora Vanja Fontenele (foto acima), coordenadora da PROCAP, há no momento 70 investigações em curso. “Durante esse período, nós estamos intensificando o trabalho de prevenção, que é o mais importante, muito mais do que o de repressão, com as investigações. O balanço que se faz desse período todo, de 2016 pra cá, é que infelizmente nossos gestores precisam deixar a prática de delitos que realmente onerem os cofres públicos e retirem da população o acesso aos serviços básicos”, afirmou.

Só do ano passado para cá, o Centro de Apoio Operacional da Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (CAODPP), que auxilia a atuação funcional do MP junto aos órgãos de execução, moveu 130 ações judiciais, sendo 117 ações civis públicas por improbidade administrativa e 13 ações em defesa do patrimônio público, além de 1125 ações extrajudiciais, tratando de atos de improbidade administrativa, irregularidades em obras públicas, uso indevido de bens públicos, entre outros expedientes.

Coordenador do Centro, o promotor Helder Ximenes aponta a leniência com a corrupção como uma questão endêmica no Brasil. “A experiência mostra que independente de partido, independente de governante, independente de pessoas, existem entidades, empresas constituídas  formalmente ou organizações criminosas semelhantes a empresas, que atuam permanentemente, não importa quem esteja na administração ou eleito, visando ao desvio de recursos públicos”, reconhece.

Segundo ele, a superação da corrupção enquanto problema estrutural passa por um trabalho contínuo de educação da população.

“Existem trabalhos preventivos, projetos do Ministério Público Estadual, do Ministério Publico Federal, da Controladoria Geral da União, de várias escolas de gestão pública, voltados para as crianças, nos colégios,  para fomentar nessas crianças, que são necessariamente nosso futuro, a mudança de cultura”, disse.

Corrupção Zero

Além de membros da PROCAP e do CAODPP,  participaram da coletiva na sede do MPCE representantes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF) e do Núcleo de Investigação Criminal (NUINC) , que também divulgaram números relativos aos últimos três anos, em ações que integram a campanha Corrupção Zero.

 

Com informações: Diário do Nordeste

Guimarães sofre pressão da Executiva Nacional para permanecer na Câmara. Petista recebeu convite para Secretariado de Camilo

Integrantes da Executiva Nacional do PT querem que o deputado José Nobre Guimarães, reeleito, neste ano, para o quarto mandato consecutivo, permaneça em Brasília e não assuma cargo no primeiro escalão do Governo do Estado. A cúpula nacional considera que Guimarães continuará cumprindo importante papel na Câmara, principalmente, com o novo ciclo de poder que começa a partir de primeiro de janeiro de 2029.

Guimarães recebeu convite do Governador Camilo Santana e ficaria com a Secretaria do Desenvolvimento Agrário.

Experiente e com fama de bom articulador, Guimarães acha que, mesmo com todas as adversidades, chegou a hora de um voo mais alto e o cargo de secretário o daria visibilidade para sonhar com uma vaga majoritária na sucessão de Camilo. A Secretaria de Desenvolvimento Agrário seria o melhor caminho para 2022 – seja no sonho de entrar na chapa majoritária ou mesmo tentar a reeleição com menos dificuldades.

A fonte secou. O Guimarães precisa renovar as bases, trabalhar para consolidar a votação que recebeu nas eleições deste ano e, em 2022, a realidade, sem Governo Federal, será outra. A reeleição deste ano, com os mais de 173 mil votos, ainda foi capitalizada pela herança dos Governos Lula e Dilma. A Secretaria o daria fôlego, avalia um pedetista, que acompanha de perto os bastidores do Palácio da Abolição. Se Guimarães aceitar assumir o cargo de secretário, a primeira suplente à Câmara Federal, Gorete Pereira (PR), assumirá o mandato logo no início de 2019.

 

Com informações: Ceará Agora

Caucaia: Música e emoção marcam a abertura do Natal do Renascimento

As vozes dos corais e os sons dos instrumentos musicais contagiaram o público presente na Praça da Matriz durante a abertura do Natal do Renascimento na noite desta sexta-feira (7/12). O evento foi promovido pela Prefeitura de Caucaia, sob o comando da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SDS).

A programação iniciou com apresentações da Orquestra Soure. Em seguida, as vozes do coral de idosos encantou o público. O grupo de balé infantil levou alegria ao auto de Natal. As apresentações musicais de crianças e alunos da Escola de Ensino Infantil e Ensino Fundamental (EEIEF) Nair Guerra também emocionaram as pessoas, além da Banda Chiquita Braga. Com muitos aplausos, o Papai Noel recebeu a chave da cidade.

Representando o prefeito Naumi Amorim, o titular da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, Paulo Guerra, destacou a dedicação de todos para realizar a abertura do Natal do Renascimento. “É um misto de alegria e certeza de que a maioria das crianças aprecia este momento. Vivenciamos e celebramos as bênçãos neste momento propício à união”.

Para secretária de Educação, Camila Bezerra, é importante a participação dos alunos das escolas municipais que se dedicaram e prestigiaram a noite. “Pensamos nas boas ações, nos momentos de reflexões, e desejamos que eles não sejam manifestados apenas no Natal, mas todos os dias” observou.

Já para dona Lenir de Oliveira Miranda, moradora do Parque Soledade, a festa representa um momento especial para as crianças. “A comunidade precisa de momentos como este. O Natal traz uma nova esperança para todos os caucaienses”.

 

Com informações: ASCOM da Prefeitura de Caucaia