Ceará registra primeira morte por chikungunya em 2018, diz Secretaria da Saúde

O Ceará registrou a primeira morte por febre chikungunya em 2018, de acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado com dados relativos até 9 de setembro. Este ano foram confirmados 1.194 casos da doença em todo o estado, dos quais 485 foram em Fortaleza, o que representa 41% do total.

De acordo com o boletim, os municípios com maior número de casos registrados são Caucaia (205), Quixadá (90), Quixeramobim (37), Pedra Branca (24), Maranguape (17) e Maracanaú (17). A morte ocorreu em Fortaleza.

Em 2017, o Ceará teve 99.984 casos de febre chikungunya confirmados, dos quais, 57.435 em Fortaleza (57,4%). Cento e sessenta e duas pessoas morreram, no estado em decorrência da doença no ano passado, 129 na capital. O número de casos de chikungunya registrado no estado representou 66,1% do total de casos de todo o país.

Chikungunya

Transmitida pelo mesmo vetor da dengue e da zika – o mosquito Aedes Aegypti – a chikungunya causa dores terríveis não apenas durante os dias em que o vírus está circulando no corpo da pessoa que o contraiu, mas por muito tempo depois da “cura”. Em seus primeiros dez dias, os sintomas costumam ser febre, fortes dores e inchaço nas articulações dos pés e das mãos.

Em alguns casos, ocorrem também manchas vermelhas no corpo. Mas mesmo com o fim da viremia – período em que o vírus circula no sangue – a dor e o inchaço causados pela doença podem retornar ou permanecer durante cerca de três meses.

De acordo com especialistas, em cerca de 40% dos casos, os sintomas tornam-se crônicos e podem permanecer por anos. Entre as sequelas da doença, são apontadas inflamação crônica nas juntas, dormência nos membros, câimbras e dificuldades de caminhar, doenças reumatoides, como a artrite. Além disso, também pode desestabilizar doenças cardíacas, problemas renais e diabetes.

Com informações: G1 Ceará

Fortaleza e 10 cidades do Ceará não atingem meta de vacinação contra sarampo e pólio

A três dias do término da campanha nacional de vacinação, onze municípios do Ceará – incluindo Fortaleza – não atingiram a meta de vacinar, pelo menos, 95% das crianças contra o sarampo e a poliomielite. A capital Fortaleza registra coberturas baixas, com menos de 85% das crianças vacinadas. Em todo o estado, foram aplicadas mais de 983.968 mil doses das duas vacinas.

De acordo com o Ministério da Saúde, além de Fortaleza, os municípios cearenses de Aiuaba, Arneiroz, Cariús, Ipueiras, Itatira, Orós, Potengi, Quixerê, Tauá e Umari, precisam reforçar a vacinação neste tempo restante.

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, destaca a importância da mobilização de toda a sociedade para atingir a meta de vacinação. “A campanha termina na próxima sexta-feira (14). A vacina é a forma mais eficaz de proteger nossas crianças contra doenças já eliminadas no país”, ressalta.

Dados preliminares do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização, alimentado pelos estados, apontam que o estado do Ceará vacinou 96,65 do público-alvo contra a pólio e 96,60% contra o sarampo.

Sarampo e poliomielite

A média nacional de vacinação está em 94%. Foram aplicadas em todo país cerca de 20,8 milhões de doses das vacinas (10,4 milhões de cada vacina). Onze estados e mais de 4 mil (72%) municípios atingiram a meta. Mas cerca de 1.500 cidades ainda devem buscar alternativas para vacinar 95% do público-alvo.

Na faixa etária de 3 e 4 anos, a cobertura vacinal está acima da meta, com 96,95% e 95,44%, respectivamente. A maior preocupação é com faixa de um ano de idade, cuja cobertura ainda está em 85,45%.

O sarampo e a poliomielite são doenças infectocontagiosas que podem resultar em complicações graves para as crianças, além de levar até a casos de morte.

Cidades do Ceará com cobertura vacinal abaixo de 95%

Cidade Cobertura Poliomielite Cobertura Sarampo
Fortaleza 86,9 87,4
Aiuaba 70,6 70,6
Arneiroz 91,2 91,2
Cariús 86,9 86,8
Ipueiras 94,8 94,1
Itatira 92,5 92,1
Orós 87,3 87,3
Potengi 69,1 69,1
Quixeré 92,2 92,2
Tauá 90,7 90,7
Umari 83,0 83,0

Caucaia: Casos de dengue e chikungunya caem 92%

Os casos de arboviroses em Caucaia em 2018 são quase 13 vezes menores em um comparativo com o mesmo período do ano passado. Até a 30ª semana epidemiológica deste ano, foram confirmados apenas 431 casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti no município: 239 de dengue e 192 de chikungunya.

Já em 2017, a cidade tinha confirmado 5.350 casos: 750 de dengue e 4.600 de chikungunya. A redução é de 92%, de acordo com o boletim da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Outro dado divulgado esta semana pelo órgão também apresentou resultados positivos. Conforme o último Levantamento de Índice Rápido (Lira), realizado entre os dias 27 e 31 de agosto, Caucaia registrou o índice de infestação predial de 2.2%.

Na pesquisa, foram inspecionados 5.519 imóveis em 40 bairros da zona urbana. Esse dado sinaliza redução de mais da metade da infestação do mosquito no município, visto que a coleta anterior, feita em abril, apurou o índice de 4.9%, o que representava situação de alto risco.

“Esses números representam a força-tarefa das equipes do Núcleo de Controle de Endemias e Zoonoses e o apoio da população na luta para combater o mosquito”, avalia o prefeito Naumi Amorim.

Com informações: ASCOM da Prefeitura de Caucaia