Eclipse com ‘lua de sangue’ poderá ser visto nesta sexta em Fortaleza

O planeta Terra vai passar pelo mais longo eclipse lunar do século nesta sexta-feira (27). Será 1h42 de fase total – quando o satélite ficará inteiro “escurinho” – acompanhado de um fenômeno chamado “Lua de sangue”. Moradores de Fortaleza poderão apreciar o fenômeno da orla da capital.

O eclipse lunar total vai ser o mais longo do século. Começa às 16h30, mas a Lua não terá nascido no Brasil ainda. A partir das 17h15 ela aparece no Recife, a capital brasileira com mais tempo para admirar a fase total, que termina às 18h13 minutos. A parcial, quando a Lua está só um pedaço coberta pela sombra, ocorre até 19h19 e poderá ser vista em todo o país.

O litoral nordestino será uma das melhores regiões do país para visualizar a ocultação da Lua, a partir das 17h36. De acordo com o astrônomo Dennis Weaver, o fenômeno, que em outros países deve durar 103 minutos, em Fortaleza não terá todo esse tempo de visibilidade, já que a Lua vai “nascer” após o início do eclipse. Para admirar o fenômeno, o ideal é ir para lugares com horizonte leste, onde seja possível observar o encontro com o mar ou com a serra.

“Por volta das 18h13, se você estiver em um local como a beira-mar, em Fortaleza, vai ser possível observar o eclipse com maior intensidade. É interessante também buscar locais onde não existam obstáculos entre o seu ponto de visão e o horizonte. Locais mais escuros também proporcionam uma visão mais intensa”, explica.

Eclipse Lunar

O eclipse lunar ocorre quando o Sol, o planeta Terra e a Lua ficam alinhados, com a Terra entre o Sol e a Lua. Com isso, a Terra projeta atrás de si uma sombra e a Lua, ao passar pela sombra, fica escurecida. O eclipse da Lua ocorre sempre quando a Lua está na fase de Lua cheia.

Como a órbita da Lua em volta da Terra tem uma inclinação em relação à órbita da Terra (eclíptica) em volta do Sol, isso impede que um eclipse lunar ocorra todas as vezes em que a lua está na fase cheia. Na maioria das vezes, quando temos Lua cheia, ela passa por cima ou por baixo da sombra da Terra devido a essa inclinação da órbita.

Para que o eclipse da Lua ocorra, é necessário que quando se der a fase de Lua cheia, o satélite esteja no mesmo plano – ou muito aproximado – da eclíptica, para que a Lua possa entrar na região da sombra da Terra.

Lua de Sangue

O eclipse lunar, que dá à Lua um tom avermelhado, é provocado pelos mesmos fatores que fazem o céu ser azul. No eclipse, Sol, Terra e Lua ficarão alinhados, e a Terra bloqueará a passagem dos raios solares até o satélite. A forma como as cores são “desviadas” ao passar pela atmosfera e a posição dos astros criarão o tom vermelho.

O fenômento da Lua de Sangue (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Para entender a “Lua de sangue” é importante saber como os raios solares se comportam na atmosfera. A luz solar é a soma de todas as cores. Quando essa luz chega na camada de ar da Terra, cada cor se espalha de uma forma. Vale lembrar da sequência de cores do arco-íris:

  • violeta
  • anil
  • azul
  • verde
  • amarelo
  • laranja
  • vermelho

Nessa escala, quanto mais perto do violeta, mais se espalha na atmosfera. Quanto mais perto do vermelho, menos se espalha.

Por isso, quando estamos na Terra e olhamos para cima o céu é azul. A cor azul se “espalhou” por toda a atmosfera. A percepção dos nossos olhos também influencia. Temos mais facilidade para perceber o azul e o verde. Por isso, o céu é azul para nós. Nesse caso, tem a ver com a nossa fisiologia também.

Nesta sexta-feira, durante o eclipse, a lua de sangue acontecerá assim:

  1. A Terra vai bloquear os raios do Sol
  2. Alguns deles passarão pela atmosfera
  3. A cor azul se espalhará na camada de ar da Terra
  4. E os raios vermelhos, que se espalham menos, passarão
  5. A Lua refletirá então esses raios e ficará “de sangue”

Com informações: G1 Ceará

 

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