Estratégia de Ciro mira 2022 – Por Paulo César Norões

Quem conhece política sabe que nada é por acaso. Se Ciro Gomes estabelece que vai dar apenas ‘apoio crítico’ a Fernando Haddad, pode ter certeza de que existe uma razão por trás. Uma razão política, claro. Ciro sabe que não pode se omitir numa disputa como essa, em razão da polarização entre esquerda e direita. Mas, sabe também que não será fácil para o petista tirar a diferença. E aí vem a pergunta: por que ele vai se matar por um partido que fez tudo o que pôde para inviabilizar sua candidatura? Por esse ângulo, o tal ‘apoio crítico’ está de bom tamanho. O PT não fez tanta questão de ter candidato próprio? Pois que trate de elegê-lo. Se o quadro atual se mantiver e Haddad perder a eleição, o pedetista comprova que estava certo e fica em posição confortável para liderar uma frente de esquerda de oposição ao governo Bolsonaro, já de olho em 2022.

Afinado

O gesto de Ciro não foi isolado. Ato contínuo o irmão Ivo, prefeito de Sobral, se posicionou em seu perfil no Facebook. “#EleNão e oposição a quem quer que vença as eleições. Embora haja um mal maior, nenhum dos dois projetos serve ao Brasil”, escreveu Ivo Gomes. Mais direto, impossível.

#HaddadSim

Já Camilo Santana tem razões de sobra para querer a vitória de Haddad. Além de petista como ele, a chance do governador ser prestigiado por um eventual governo de Bolsonaro é mínima. O próprio candidato do PSL já deixou claro que vai dar preferência aos aliados.

Encontro

Camilo reúne na noite de segunda-feira (15), no Marina Park, prefeitos, deputados, vereadores, apoiadores e lideranças políticas em geral e de movimentos sociais. Vai agradecer o apoio à sua reeleição e convocar a todos para a campanha de Haddad, no Ceará.

Com informações: Paulo César Norões

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