‘Bolsonaro não tem um projeto para o país’, afirma Luciano Huck

O apresentador e empresário Luciano Huck diz não enxergar nas propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro “um projeto de país”. Embora afirme que Bolsonaro “não enganou ninguém” durante a eleição e defenda um voto de confiança no futuro presidente, Huck cobra um plano de redução da desigualdade para o País “não ficar andando de lado para sempre”.

O apresentador já admitiu que não tem mais como sair da “caixinha” da política, onde entrou quando passou a ser cotado como um potencial “outsider” na disputa presidencial deste ano. Após muitas especulações, ele não aceitou entrar na arena eleitoral.

Nesta entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Huck admite que centro está convergindo para um novo partido e comenta as acusações contra o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O apresentador e empresário Luciano Huck diz não enxergar nas propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro “um projeto de País”. Embora afirme que Bolsonaro “não enganou ninguém” durante a eleição e defenda um voto de confiança no futuro presidente, Huck cobra um plano de redução da desigualdade para o País “não ficar andando de lado para sempre”.

O apresentador já admitiu que não tem mais como sair da “caixinha” da política, onde entrou quando passou a ser cotado como um potencial “outsider” na disputa presidencial deste ano. Após muitas especulações, ele não aceitou entrar na arena eleitoral. Nesta entrevista ao Estado, Huck admite que centro está convergindo para um novo partido e comenta as acusações contra o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista recente ao Estado, você disse que não conseguiria mais voltar “para a caixinha que estava”. Qual será seu próximo passo na política? Vai se filiar a algum partido?

Minhas intenções não mudaram. Minhas movimentações nesse último ano e meio nunca foram um projeto político, pessoal, uma coisa personalista no sentido de algo que eu estivesse fazendo ao meu favor. Desde o começo foi uma convocação geracional. E eu acho que ela segue sendo assim. Estou há 19 anos viajando o País muito intensamente – de todos os cantos e todos os recortes. Isso ninguém tira de mim. Você pode fazer mestrado em Harvard, mas isso você não vai aprender. E o que me incomoda, há algum tempo e de maneira bem franca, é a desigualdade que a gente tem no País. Então se a gente não tiver um projeto claro e bem desenhado de redução de desigualdades esse País vai ficar andando de lado pra sempre. Acho super legal as iniciativas do terceiro setor e de filantropia. Por outro lado, só quem vai ter o poder, de fato, de reduzir a desigualdade no País é o Estado. Quem toca o Estado é a política.

O tema da desigualdade passou ao largo na última campanha…

Acho que ficou muito claro nessa eleição que as pessoas estavam sedentas por coisas novas. Acho que o Bolsonaro é a cristalização, a materialização desse inconformismo, dessa descrença da política como um todo. Mérito dele. Está eleito presidente. Mas eu não enxerguei na campanha como um todo, de todos os candidatos, e sigo não enxergando, um projeto de País. Eu não consigo ver. A gente fica discutindo aqui a fiação e o encanamento, mas não as reformas estruturais necessárias, que todos concordam, e que são necessárias para o País não quebrar. Mas são discussões de calculista. Não enxergo qual é o projeto de País. E nas agendas que dependem da crença pessoal do Bolsonaro, ele também não está mentindo. A chancelaria, por exemplo, eu posso não concordar. A educação, que quando ele chegou a aventar o nome do Mozart (Neves Ramos), eu disse “caramba bicho!” eu vou festejar o Bolsonaro… Mas, não, ele foi para um caminho que é o que ele pensa.

Não enxerga um projeto de País no futuro governo Bolsonaro?

A gente vive em uma democracia. Ele ganhou a eleição. A eleição está ganha. Ele vai fazer o governo dele com as coisas que ele acredita. Eu acho de verdade que, nesse momento, não é para fazer oposição. Eu acho que a gente tem que dar um voto de confiança para quem ganhou. A beleza da democracia é que a votação é individual, mas a responsabilidade pelo resultado é coletiva. Ele ganhou a eleição legitimamente. Não é hora de fazer oposição. É hora de ter diálogo, é hora de conversar. Não acho que o Bolsonaro enganou ninguém. Ele está fazendo exatamente o que falou que ele ia fazer. A equipe econômica é uma equipe extremamente competente, liberal, com uma cabeça boa, comprometida e com nomes muito bons, começando pelo Paulo (Guedes) de quem eu tenho muito respeito e gosto.

Mas você vê no Bolsonaro um projeto de País?

Eu acho que não. E não estou falando isso como uma coisa negativa. Acho que ele não teve nem tempo. Ele ganhou a eleição agarrado no cangote, com 7 segundos de televisão, sem dinheiro… Ganhou na raça e na marra. Eu não acho que ele tenha um projeto de País, mas as pautas com as quais ele ganhou a eleição, ele vai poder atuar. O Sérgio Moro, de quem eu gosto e tenho muito respeito, acho que ele tem várias funções nesse governo. Primeiro, para quem colocava em xeque a democracia, sob o ponto de vista das coisas que o Bolsonaro disse no passado… o Sérgio Moro é um legalista. Quando você põe um legalista como ministro da Justiça com o poder que ele tem, está claro que as leis serão seguidas. E do outro lado, uma agenda liberal na economia que ele pode fazer virar realidade. Precisa de uma agenda eficiente por um lado, mas ela tem que ser afetiva. Se você não tiver uma agenda social muito focada, com prioridades claras, o País vai continuar sendo desigual. A redução de desigualdade é um problema enorme e de solução complexa. Precisa ser prioridade, mas acho que não vai ser nesse caso.

Em pautas como flexibilizar o estatuto de desarmamento, Escola sem Partido e meio ambiente, há risco de retrocesso?

Vejo risco de retrocesso. Na educação, vejo. A evolução que a gente teve nos últimos 20 anos no Brasil chegou em um nível tão bacana que você pega todos que estudam a educação hoje está tudo meio em um consenso, os discursos estão meio parecidos. Todo mundo sabe os nossos problemas. O nosso problema hoje é o de subir o sarrafo da qualidade. Hoje em dia é qualificar e avaliar professor, é combater evasão escolar, é você fazer alfabetização no tempo correto, é você transformar a escola no epicentro da cidade e da sociedade. Está todo mundo nesse caminho. Agora, a cabeça que o Bolsonaro colocou ali… Para mim, discutir escola sem partido agora é uma bobagem tão grande.

Como tem lidado com o Fla-Flu da política?

Tem que ter meio tom. Mas o meio tom não tem que ser um partido político, do tipo temos que fazer um partido de centro…Eu realmente não tô nessa página. É muito mais fácil eu ficar na televisão fazendo o meu programa e ganhando o meu dinheiro do que estar aqui falando desses assuntos com você. Isso aqui é exatamente fora da minha zona de conforto. O que está acontecendo comigo é que eu não quero me politizar porque eu não quero ser político. Eu quero ser um cidadão atuante que, de fato, vai contribuir para um novo ciclo para o País – trazendo gente, curando gente, trazendo ideias, rodando o mundo, encontrando soluções. Eu quero rodar o Brasil e poder criar um ímã potente para atrair gente afim de fazer diferente. As lideranças, naturalmente, vão aparecer. Dentro desse contexto, que não é simples, eu não estou preocupando se é de direita ou de esquerda. Eu quero ver as boas ideias. No final das contas é sobre como a gente melhora a vida das pessoas, como a gente reduz desigualdade, como que a gente melhora a questão das favelas, como a gente distribui renda, como a gente inclui a dona Maria Inajá, uma analfabeta funcional com 6 filhos, para além do Bolsa Família, como é que os filhos dela podem ter um futuro… A discussão de como a gente pode ter um País menos desigual… e não quer dizer que o rico tem que ficar mais pobre, não, eu só quero que quem esteja embaixo tenha um nível de decência pelo menos . Eu vou chutar com as duas pernas, acho que tem boas cabeças dos dois lados. Eu não estou muito preocupado em tomar um lado não. O meu lado é o lado que faz bem para o País, que faz bem para todo mundo. Eu sou capaz de criticar o que eu não concordo na agenda do Bolsonaro e capaz de apoiar as coisas que acho que são positivas para o País.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse recentemente que é preciso criar um centro radical; políticos como o Paulo Hartung têm liderado conversas…Esse é o seu campo político?

Tenho conversado muito com o Paulo. E eu acho que o que ele fez no Espírito Santo é uma referência importante de gestão pública para o Brasil. O Hartung tem essa característica de não levantar bandeiras e de querer juntar gente boa. O presidente Fernando Henrique, como sempre, é alguém muito lúcido. Acho que essa reorganização partidária vai ser necessária, por causa da cláusula de barreira, por causa de uma série de coisas que estão acontecendo. Eu acho que o centro vai sim se organizar…

Em um novo partido?

Eu acho que sim. Está convergindo pra isso. Os dois maiores ativos que os partidos pequenos tinham para sobreviver era tempo de televisão e Fundo Partidário. Eles perderam.

Os partidos tradicionais fracassaram?

Eu acho que sim. Tem um ciclo partidário que acabou. Você vê pela renovação. O partido do presidente que até ontem era um partido pequeno, hoje tem 52 deputados. Você tem o PT, merecidamente, que perdeu sua relevância. O PSDB não soube dar poder as suas novas lideranças e se colocar de um jeito atuante e reto nas discussões dos últimos anos…

Mantém relações com Aécio Neves?

Não falei mais com o Aécio desde que as acusações que recaem sobre ele vieram à tona. Não me orgulho, nem celebro isso, mas julguei que era o melhor a fazer neste momento. Ao longo das últimas décadas ele teve um papel inegavelmente relevante na política brasileira, no Congresso, em Minas e no Brasil, a ponto de ter tido mais de 50 milhões de votos nas eleições de 2014. No âmbito pessoal, também estivemos próximos. Por isso e por desconhecer e sequer imaginar, fiquei bastante surpreso e decepcionado com os fatos que vieram à tona. Agora cabe a ele provar sua inocência e ao tempo cicatrizar as feridas. Apanhei muito publicamente por erros que nada têm a ver comigo.

Como você vê a prisão do ex-presidente Lula e todo o processo que envolve ele e o PT?

Eu fico muito triste em ver uma figura como o Lula, que teve a relevância mundial do Lula, que teve uma agenda social ativa e que se materializou em vários projetos que melhoraram a vida das pessoas, preso. Mas tá claro, também, por outro lado, que ele não está preso por acaso. Ele está preso por provas muito relevantes e contundentes do que o PT não só aparelhou o Estado como criou uma rede de corrupção para sustentar um projeto político em que muita gente enriqueceu. Não sei se foi o caso do ex-presidente, mas muita gente. Ficou claro que o PT instalou uma quadrilha que assaltou os cofres públicos, que assaltou o erário. Os fins não justificam os meios. Por mais que o PT tenha tido uma agenda social com um olhar importante, isso não significa que você possa roubar o Estado.

Qual a avaliação sobre o resultados dos movimentos de renovação é qual é o passo seguinte?

No Renova a gente fez uma boa reflexão pós-eleição. A gente teve 120 candidaturas no final e elegemos 17 (deputados e senadores). Passada a eleição, a gente viu que tinha uma gama grande de deputados que chegariam pela primeira vez no Congresso, que não sabem como aquilo funciona…Fizemos uma parceria com o Insper para fazer um curso de conhecimento parlamentar. A gente abriu 70 vagas, não teve nenhum deputado que a gente ligou que não topou. Esse curso vai ser a primeira vez que você vai ter deputados eleitos indo para uma sala de aula antes de ir para o Congresso. O papel do Renova: a gente elegeu deputados aliados super alinhados com Bolsonaro e até lideranças indígenas. A formação da liderança independente da sua ideologia e algo super rico. As lideranças naturalmente vão aparecer. O Renova vai ter um papel importante na eleição municipal daqui dois anos. Vai ser importante essa bancada da renovação. A gente articulou uma bancada parlamentar de GovTech, que é liderada pelo deputado (Marcelo) Calero (ex-ministro da Cultura), já com 10, 12 deputados…E essa frente parlamentar essa disposta a contribuir com a agenda que a gente curou. O Agora! que foi um movimento muito horizontal, a gente tá mudando um pouco o enfoque dele para que ele seja um Hub de boas práticas, o lugar que a gente possa fazer a construção dessa agenda de país.

E em relação a Joaquim Barbosa e Marina Silva…

Eu não estive com o Joaquim. Eu gosto muito do Joaquim.Tive boas conversas com ele ao longo da vida, mas não tive com o Joaquim no pós-eleição. Mas é um nome que tem que estar. Quem está próximo do Agora! com a gente é o Armínio (Fraga), (Paulo) Hartung… Alguns nomes que eu gosto e estão se aproximando, mas que vão funcionar como conselho consultivo. A Marina foi pra mim, a pessoa física, foi um presente que a vida me deu nesse período eleitoral. É uma mulher muito correta, muito elegante, muito altruísta, com convicções modernas. A Marina tem um papel importante no Brasil como um todo. Agora, acho que ela não acredita muito em partido. Até que a rede não se estruturou como o partido, era uma rede de gente que pensava parecido…Agora, o Roberto Freire está de volta sentado no PPS disposto a reorganizar, a mudar de nome…O Roberto, o PPS foi, sem dúvida, o partido que mais se abriu para os movimentos cívicos de renovação. Ele entendeu que ali o PPS beberia de novos ares.Os movimentos cívicos tem que respeitar o Roberto nesse sentido, que entendeu e se abriu para a renovação.

Está preparado para daqui a quatro anos ser indagado sobre uma candidatura à Presidência?

Vai ter um projeto de País desenhado. Tenho certeza que lideranças que vão aparecer…

Mas agora todas as suas opiniões serão vistas do ponto de vista da política…

Eu sou muito curioso. Acho que a televisão que eu faço foi apontar soluções para o Brasil. Quando você começa a pensar políticas públicas é algo muito desafiador. Eu realmente quero tentar contribuir da maneira mais intensa possível que eu puder. Para que quando a gente tiver 70 anos, a gente possa olhar para o lado e ver um País menos desigual. E essa contribuição é um ciclo de aprendizado intenso que eu estou me propondo, dedicando tempo de ouvir, ler, trocar ideia, descobrir, encontrar gente, curar gente…Tem tanta gente competente afim de contribuir e que tem sido um aprendizado muito grande.

 

Com informações: O Estado de S. Paulo.

Perícia identifica oito dos 14 mortos durante tentativa de assalto a bancos em Milagres; seis são reféns

A Secretaria da Seguraça Pública do Ceará confirmou a identificação de 8 das 14 pessoas mortas após um tiroteio entre policiais e criminosos durante uma tentativa de assalto a dois bancos na cidade de Milagres, interior do estado. Das 14 vítimas do tiroteio, seis eram reféns e outras oito são suspeitos de participação da quadrilha que tentou roubar as agências. Três criminosos foram presos.

A tentativa de roubo aconteceu na madrugada desta sexta-feira (7), no Centro de Milagres. De acordo com a Secretaria de Segurança, durante a tentativa de furto cinco criminosos foram baleados nas proximidades das agências e morreram. Outros dois homens foram atingidos por disparos de arma de fogo e foram encaminhados a unidades de saúde da região, mas não resistiram aos ferimentos e morreram no hospital. Um oitavo suspeito foi localizado no município de Barro, no interior do Ceará, onde entrou em confronto com policiais militares, e também faleceu.

A quadrilha levou seis pessoas como reféns, de duas famílias, até o centro de Milagres, onde ficam as agências do Banco do Brasil e Bradesco. Durante o confronto policial, os seis reféns foram baleados e morreram. Destas seis, cinco são os membros de uma família de Serra Talhada (PE) e um de uma família natural de Brejo Santo. Os corpos das cinco pessoas estão sendo sepultados em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco.

Criminosos fizeram reféns em direção a bancos em Milagres — Foto: Arte/G1

Os reféns mortos são:

  • João Batista Campos Magalhães (49), natural de Serra Talhada (PE);
  • Vinícius de Souza Magalhães (14), natural de São Paulo (SP); filho de João Batista;
  • Cícero Tenório dos Santos, 60 anos, natural de Maceió (AL) ;
  • Claudineide Campos de Souza, 41 anos, natural de São José do Belomonte (PE) – mulher de Cícero Tenório;
  • Gustavo Tenório dos Santos, 13 anos, natural São Paulo (SP), filho de Claudineide e Cìcero;
  • Francisca Edneide da Cruz Santos (49), natural de Brejo Santo (CE).

Os suspeitos mortos são:

  • Mackson Junior Serafim da Silva, 26 anos, natural de Capela (SE),
  • Lucas Torquato Loiola Reis, 18 anos, natural de Delmiro Gouveia (AL).
Ida a Juazeiro do Norte
De acordo com familiares, João Batista e o filho Vinícius de Souza tinham ido a Juazeiro do Norte, no Ceará, por volta 21h30, buscar os três parentes que estavam vindo de São Paulo para passar os festejos de fim de ano em Pernambuco. O voo deles chegou na cidade às 23h.
Quando o empresário voltava para Serra Talhada passou pelo local onde estava acontecendo a tentativa de assalto. Os criminosos tomaram o carro e fizeram o empresário, o adolescente e as três pessoas vindas de São Paulo de reféns, conforme informaram os familiares.

O núcleo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), em Juazeiro do Norte, para onde os corpos foram levados, até as 8h deste sábado, ainda ainda não havia divulgado a identificação das outras pessoas mortas no confronto. A Polícia Civil vai ouvir o depoimento dos detidos para tentar identificar o restante da quadrilha, de acordo com a Polícia Militar de Milagres.

Após o ocorrido, a segurança na cidade Milagres foi reforçada. Agentes do Grupo de Ações Táticas Especial (Gate), do Comando Tático Rural (Cotar), da Força Tática (FT) e do Batalhão de Divisas realizam buscas na região para tentar localizar os outros assaltantes que fugiram após a ação. Equipes da Delegacia de Furtos e Roubos (DRF) e do Departamento de Polícia do Interior Sul (DPI Sul) também colaboram com os trabalhos de investigação.

Madrugada de terror

A quadrilha que tentou assaltar os dois bancos usou um caminhão para bloquear a rodovia BR-116, na altura do quilômetro 495, e fazer reféns. Com isso eles entraram na cidade e trocaram tiros com a polícia. Veja como ocorreu a tentativa de assalto que resultou nas 14 mortes

  • Por volta de 21h30, uma família sai de Serra Talhada, em Pernambuco, para pegar familiares que viajavam de São Paulo para Juazeiro do Norte, no Ceará. João Batista foi junto com o filho, Vinícius, para receber a cunhada, Cleoneide; o marido dela, Cícero Bertolone; e o filho do casal, Gustavo
  • Uma segunda família, de Brejo Santo, no Ceará, também segue a aeroporto de Juazeiro do Norte para receber familiar
  • As duas famílias saem juntas, em dois veículos, de Juazeiro do Norte de volta as suas respectivas cidades, uma para Serra Talhada e outra para Brejo Santo
  • Na BR-116, na altura da ponte sobre o riacho Tamandu, que dá acesso à cidade de Milagres, e trecho em comum de ambas as famílias, criminosos usam um caminhão bloqueando a estrada e faz as duas famílias reféns
  • Oito pessoas, das duas famílias, são levadas como reféns até o centro de Milagres, onde ficam as agências do Banco do Brasil e Bradesco
  • Durante o crime, o pai de um homem identificado como Genário, de Brejo Santo, passa mal, e o filho pede para que ele cuide do pai; ambos são liberados pelos criminosos. A irmã de Genário, Francisca Edenice, continua como refém dos criminosos
  • Os cinco membros da família de Serra Talhada continuam como reféns
  • Policiais militares chegam ao local do crime e trocam tiros com os criminosos. Catorze pessoas morrem, sendo pelo menos seis reféns e pelo menos seis criminosos. Destas seis, cinco são os membros da família de Serra Talhada (PE) e um da família de Brejo Santo.

Com informações: G1 Ceará

‘Não é a política que vai mudar esta nação, é a igreja’, diz Damares Alves

Pastora e advogada, Damares Alves é conhecida no meio evangélico por ser crítica à chamada “ideologia de gênero” e ao feminismo. Também já disse que é a igreja evangélica, e não a política, que “vai mudar a nação”. Nas palestras disponíveis na internet ou nas entrevistas que costuma conceder a sites, ela costuma criticar ainda a “guerra” entre homens e mulheres.

Damares Alves foi confirmada nesta quinta-feira, 6, como futura ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo Jair Bolsonaro.

“As feministas promovem uma guerra entre homens e mulheres. Me preocupo com a ausência da mulher de casa. Hoje, a mulher tem estado muito fora de casa. (Me preocupam) funções que a mulher tinha no passado, principalmente em relação às crianças”, afirmou em entrevista a um veículo identificado como Expresso Nacional. “Eu costumo brincar o seguinte: como eu gostaria de ficar em casa, toda tarde, numa rede, me balançando, e meu marido ralando muito para me sustentar e me encher de joias e presente. Esse seria o padrão ideal da sociedade. Mas, infelizmente, não é possível, temos de ir para o mercado de trabalho.”

Na mesma entrevista, ela chama a ideologia de gênero de “morte”. Desconhecida entre movimentos de direitos humanos ou de mulheres, Damares está na política há três anos. Desde 2015, ela ocupa o cargo de auxiliar parlamentar júnior, cuja remuneração é, atualmente, de R$ 5.488,95, sem os descontos, e está lotada no gabinete do senador Magno Malta.

Lagoinha

Pastora voluntária na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), uma comunidade evangélica que reúne cerca de 30 mil pessoas na capital mineira, Damares costuma reunir 6 mil pessoas nos cultos que ministra na cidade. “A visão dela é dentro dos princípios bíblicos”, diz o assessor parlamentar Ricardo Coutinho, que há trinta anos frequenta a igreja. A futura ministra é contra o aborto e defende a chamada Escola Sem Partido.

“Damares tem forte atuação na área da proteção à criança e adolescente. Em seus cultos, afirma ter sido violentada aos seis anos de idade por um integrante da igreja que frequentava. “Isso a impediu de ter filhos”, afirma o pastor Washington Sá. Em suas aparições públicas, Damares aborda ainda a questão indígena. A futura auxiliar de Bolsonaro apoia a atuação de missionários que trabalham em aldeias tentando acolher crianças banidas de tribos por terem nascido com algum tipo de deficiência.”

Em uma pregação de 2013 na Igreja Primeira Batista, em Campo Grande (MS), ela afirmou que é a igreja evangélica que “vai mudar a nação”, não a política. Além disso, disse que não é verdade que o aborto é questão de saúde pública, como defendem especialistas, e que “ninguém nasce gay”. Reservou a parte final de sua palestra para criticar frontalmente o infanticídio indígena.

“Naquele dia, Deus renovou nossas forças. Porque Deus nos disse que não são os deputados que vão mudar essa nação, não é o governo que vai mudar essa nação, não é a política que vai mudar essa nação, que é a Igreja Evangélica, quando clama. É a igreja evangélica, quando se levanta, que muda a nação”, disse a futura ministra.

 

Com informações: O Estado de Minas

Corrupção: 13 prefeitos cearenses foram afastados nos últimos 3 anos por ações do MP

Nos últimos três anos, ações da Procuradoria de Justiça dos Crimes contra a Administração Pública (PROCAP), do Ministério Público Estadual, levaram ao afastamento de treze prefeitos cearenses. O balanço foi apresentado em coletiva nesta sexta-feira (7). Quatro afastamentos ocorreram só neste ano, nas operações Cascalho do Mar II e III, em Paracuru, que afastou o prefeito Ribeiro (PSDB); Abelha Rainha II em Jati, que levou ao afastamento da prefeita Maria de Jesus Diniz Nogueira (PSD);  Fiel da Balança, em Quixadá, que afastou Ilário Marques (PT) de suas funções; e Abre Alas, em Aracoiaba, que levou à cassação de Antônio Cláudio Pinheiro (PSDB).

Segundo a procuradora Vanja Fontenele (foto acima), coordenadora da PROCAP, há no momento 70 investigações em curso. “Durante esse período, nós estamos intensificando o trabalho de prevenção, que é o mais importante, muito mais do que o de repressão, com as investigações. O balanço que se faz desse período todo, de 2016 pra cá, é que infelizmente nossos gestores precisam deixar a prática de delitos que realmente onerem os cofres públicos e retirem da população o acesso aos serviços básicos”, afirmou.

Só do ano passado para cá, o Centro de Apoio Operacional da Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (CAODPP), que auxilia a atuação funcional do MP junto aos órgãos de execução, moveu 130 ações judiciais, sendo 117 ações civis públicas por improbidade administrativa e 13 ações em defesa do patrimônio público, além de 1125 ações extrajudiciais, tratando de atos de improbidade administrativa, irregularidades em obras públicas, uso indevido de bens públicos, entre outros expedientes.

Coordenador do Centro, o promotor Helder Ximenes aponta a leniência com a corrupção como uma questão endêmica no Brasil. “A experiência mostra que independente de partido, independente de governante, independente de pessoas, existem entidades, empresas constituídas  formalmente ou organizações criminosas semelhantes a empresas, que atuam permanentemente, não importa quem esteja na administração ou eleito, visando ao desvio de recursos públicos”, reconhece.

Segundo ele, a superação da corrupção enquanto problema estrutural passa por um trabalho contínuo de educação da população.

“Existem trabalhos preventivos, projetos do Ministério Público Estadual, do Ministério Publico Federal, da Controladoria Geral da União, de várias escolas de gestão pública, voltados para as crianças, nos colégios,  para fomentar nessas crianças, que são necessariamente nosso futuro, a mudança de cultura”, disse.

Corrupção Zero

Além de membros da PROCAP e do CAODPP,  participaram da coletiva na sede do MPCE representantes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF) e do Núcleo de Investigação Criminal (NUINC) , que também divulgaram números relativos aos últimos três anos, em ações que integram a campanha Corrupção Zero.

 

Com informações: Diário do Nordeste

Guimarães sofre pressão da Executiva Nacional para permanecer na Câmara. Petista recebeu convite para Secretariado de Camilo

Integrantes da Executiva Nacional do PT querem que o deputado José Nobre Guimarães, reeleito, neste ano, para o quarto mandato consecutivo, permaneça em Brasília e não assuma cargo no primeiro escalão do Governo do Estado. A cúpula nacional considera que Guimarães continuará cumprindo importante papel na Câmara, principalmente, com o novo ciclo de poder que começa a partir de primeiro de janeiro de 2029.

Guimarães recebeu convite do Governador Camilo Santana e ficaria com a Secretaria do Desenvolvimento Agrário.

Experiente e com fama de bom articulador, Guimarães acha que, mesmo com todas as adversidades, chegou a hora de um voo mais alto e o cargo de secretário o daria visibilidade para sonhar com uma vaga majoritária na sucessão de Camilo. A Secretaria de Desenvolvimento Agrário seria o melhor caminho para 2022 – seja no sonho de entrar na chapa majoritária ou mesmo tentar a reeleição com menos dificuldades.

A fonte secou. O Guimarães precisa renovar as bases, trabalhar para consolidar a votação que recebeu nas eleições deste ano e, em 2022, a realidade, sem Governo Federal, será outra. A reeleição deste ano, com os mais de 173 mil votos, ainda foi capitalizada pela herança dos Governos Lula e Dilma. A Secretaria o daria fôlego, avalia um pedetista, que acompanha de perto os bastidores do Palácio da Abolição. Se Guimarães aceitar assumir o cargo de secretário, a primeira suplente à Câmara Federal, Gorete Pereira (PR), assumirá o mandato logo no início de 2019.

 

Com informações: Ceará Agora

Caucaia: Música e emoção marcam a abertura do Natal do Renascimento

As vozes dos corais e os sons dos instrumentos musicais contagiaram o público presente na Praça da Matriz durante a abertura do Natal do Renascimento na noite desta sexta-feira (7/12). O evento foi promovido pela Prefeitura de Caucaia, sob o comando da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SDS).

A programação iniciou com apresentações da Orquestra Soure. Em seguida, as vozes do coral de idosos encantou o público. O grupo de balé infantil levou alegria ao auto de Natal. As apresentações musicais de crianças e alunos da Escola de Ensino Infantil e Ensino Fundamental (EEIEF) Nair Guerra também emocionaram as pessoas, além da Banda Chiquita Braga. Com muitos aplausos, o Papai Noel recebeu a chave da cidade.

Representando o prefeito Naumi Amorim, o titular da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, Paulo Guerra, destacou a dedicação de todos para realizar a abertura do Natal do Renascimento. “É um misto de alegria e certeza de que a maioria das crianças aprecia este momento. Vivenciamos e celebramos as bênçãos neste momento propício à união”.

Para secretária de Educação, Camila Bezerra, é importante a participação dos alunos das escolas municipais que se dedicaram e prestigiaram a noite. “Pensamos nas boas ações, nos momentos de reflexões, e desejamos que eles não sejam manifestados apenas no Natal, mas todos os dias” observou.

Já para dona Lenir de Oliveira Miranda, moradora do Parque Soledade, a festa representa um momento especial para as crianças. “A comunidade precisa de momentos como este. O Natal traz uma nova esperança para todos os caucaienses”.

 

Com informações: ASCOM da Prefeitura de Caucaia

TRE inaugurará o Fórum Eleitoral de Maracanaú

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira, e o vice-presidente e corregedor, desembargador Haroldo Correia de Oliveira Máximo, vão inaugurar, na próxima terça-feira, 11/12, às 14h, o novo Fórum Eleitoral do município de Maracanaú, que abrange duas Zonas (104ª e 122ª).

A solenidade contará ainda com a presença do diretor-geral do TRE-CE, Hugo Pereira Filho; do secretário de administração do tribunal, Sérgio Coelho, de servidores da Justiça Eleitoral e de autoridades locais.

A nova unidade é moderna e adequada ao desenvolvimento das atividades eleitorais, contando com salas dos juízes, de audiências, de administração e de atendimento, bem como arquivo, copa, almoxarifado e banheiros para servidores e eleitores.

O novo Fórum Eleitoral de Maracanaú é localizado na Av. 1, nº 57 – Conjunto Jereissati I, no edifício Business Place, Torre 2, Pavimento Térreo.

 

Com informações: ASCOM do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará

Três nomes ganham força para presidir a AL-CE

Entre os cotados para presidir a Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE) a partir do ano que vem, três nomes ganharam força nas últimas semanas: os deputados estaduais Evandro Leitão, Tin Gomes e o atual chefe da Casa, Zezinho Albuquerque – todos do PDT, partido com a maior bancada.

A cerca de dois meses da eleição, marcada para 1º de fevereiro de 2019, os postulantes já trabalham articulação com os parlamentares para se cacifarem na corrida pela chefia da mesa.

Nessas negociações, dois pré-candidatos reuniriam mais condições para chegar ao comando da Assembleia: Tin, que teria bom trânsito entre os colegas; e o próprio Zezinho, pelo capital construído ao longo de três mandatos na presidência.

A longa permanência nesse posto, no entanto, é definida como um entrave aos planos do pedetista. Em conversa com a reportagem, Zezinho disse que as discussões ainda estão se iniciando.

“Precisamos conversar muito com os presidentes de partidos, o governador, saber qual o pensamento de cada um”, respondeu o deputado. “Estou procurando amigos, lideranças, pra ver se o melhor é eu continuar. Não há nada definido.”

Nessa briga silenciosa, deputados ouvidos pela reportagem apontaram vantagem para Tin. “O governador disse que acolheria o nome consensualmente indicado pela Assembleia”, falou um deles. “O Tin é o que tem mais proximidade entre a gente. É o mais simpático aos deputados.”

Uma parlamentar ressalvou ainda que, para que Zezinho retirasse seu nome da disputa pela presidência da AL-CE, teria de ser compensado. “E seria uma recompensa alta”, sugeriu, em seguida acrescentando que o pedetista poderia assumir uma secretaria no segundo mandato de Camilo. “Tudo depende da conversa”, resumiu.

Tin admite que tem procurado deputados para tratar sobre a sua candidatura e que a reação “tem sido muito receptiva”. Segundo ele, o mais importante é chegar a um nome que represente não apenas o PDT, mas a maioria da Casa.

“A intenção é evitar divisão, como aconteceu naquela outra vez”, enfatizou, referindo-se à última eleição, quando a postulação do deputado Sérgio Aguiar (PDT) contra Zezinho abriu uma crise na base que teria como efeito direto a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) pela AL.

Desde a última segunda-feira, Camilo tem recebido os deputados da base  para diálogos. Na próxima semana, o governador tem reunião acertada com o presidente estadual do PSD e deputado federal, Domingos Neto. Na pauta, está o espaço que a legenda pode vir a ter no novo desenho do secretariado do petista.

Atual presidente da sigla, Neto vai ceder o comando do PSD no Ceará para o pai, Domingos Filho.

Tentamos contato com o deputado Evandro Leitão, mas não obtivemos retorno.

 

Com informações: O Povo

Diplomação: Última etapa do processo eleitoral. Dia 10 em Brasília, e 19 no Ceará

No próximo dia 10 de dezembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará a sessão solene de diplomação do presidente da República eleito em 2018, Jair Bolsonaro, e de seu vice, general Hamilton Mourão. Na ocasião, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, entregará a ambos os respectivos diplomas eleitorais, documentos que os habilitarão a tomar posse para exercer os mandatos para os quais foram eleitos pela maioria dos brasileiros no pleito geral deste ano.

No Ceará, a diplomação dos eleitos acontecerá no próximo dia 19, no Centro do Eventos, segundo definição dos integrantes do  Tribunal Regional Eleitoral. Serão diplomados o governador Camilo Santana (PT) e a vice Izolda Cela (PDT), os senadores Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (PROS), 22 deputados federais e 46 deputados estaduais. A posse do governador e da vice-governadora acontecerá no dia primeiro de janeiro, enquanto a dos senadores, deputados federais e estaduais será no dia primeiro de fevereiro.

De acordo com o Glossário Eleitoral, a diplomação é o ato por meio do qual a Justiça Eleitoral, com a entrega dos diplomas devidamente assinados, atesta quem são, efetivamente, os eleitos e seus suplentes. É somente a partir da diplomação que os candidatos se tornam aptos a tomar posse no cargo para o qual foram eleitos.

O diploma é confeccionado e emitido pela Justiça Eleitoral após o encerramento da eleição com a confirmação do resultado das urnas. O documento legaliza, portanto, a posse do candidato no cargo para o qual concorreu e foi eleito, e o legitima a representar a população da circunscrição eleitoral pela qual foi escolhido.

Como dispõe o parágrafo único do art. 215 da Lei nº 4.737/1965 (Código Eleitoral), as seguintes informações deverão constar nos diplomas: o nome do candidato; a indicação da legenda do partido político ou da coligação pela qual o candidato concorreu; o cargo para o qual foi eleito ou a sua classificação como suplente; e, facultativamente, outros dados a critério da Justiça Eleitoral. O documento emitido deverá apresentar código de autenticidade gerado pelo Sistema de Candidaturas após o registro da diplomação.

A sessão de diplomação

A sessão solene de diplomação deve ocorrer até o dia 19 de dezembro do ano da eleição, após a análise das prestações de contas dos candidatos eleitos, porém antes do início do recesso forense, que vai de 20 de dezembro a 6 de janeiro.

A cerimônia é realizada pelo órgão eleitoral competente. Os candidatos eleitos aos cargos de presidente e vice-presidente da República receberão diplomas assinados pelo presidente do TSE. Os eleitos aos demais cargos federais, estaduais e distritais, assim como os vices e suplentes, receberão diplomas assinados pelos presidentes do respectivos tribunais regionais eleitorais.

Por sua vez, nas eleições municipais, a competência para realizar a diplomação é da Junta Eleitoral (se houver mais de uma junta no município, será aquela presidida pelo juiz mais antigo), e o diploma é assinado pelo juiz-presidente.

Conforme explica o assessor-chefe substituto de Cerimonial do TSE, Diego Silva de Oliveira, a entrega dos diplomas aos eleitos marca não só a abertura de prazos importantes para a Justiça Eleitoral – como o início do prazo para o ajuizamento de ações de impugnação da diplomação e de impugnação do mandato eletivo –, mas também o encerramento dos trabalhos da Justiça Eleitoral relativos à eleição recém-concluída.

“A sessão solene de diplomação é o coroamento do trabalho da Justiça Eleitoral. Após a diplomação, temos o sentimento de dever cumprido. É um evento que, quando realizado com êxito, nos deixa muito felizes e satisfeitos. A partir daí, a Justiça Eleitoral cumpriu a sua função de conduzir todo o processo eleitoral brasileiro e pode passar a responsabilidade para os poderes competentes pela cerimônia de posse dos eleitos”, destaca.

 

Com informações: Edison Silva / TSE

Alcides Santos: De estádio a centro de excelência

O bucolismo do Estádio Alcides Santos, que tanto abrigou torcedores em suas arquibancadas ao longo de um século de história do clube, fará parte de um passado romântico do Fortaleza. O clube apresentou na tarde de ontem, o projeto que irá revirar o Pici de ponta cabeça tirando-lhe a aura do xodó da torcida, para transformá-lo em um centro de excelência do futebol.

O plano é ousado, pois vai causar surpresa a quem conhece o Alcides Santos no formato que hoje existe. Grande parte das arquibancadas será retirada. Será uma troca de concreto por grama. Onde há arquibancada vazia de torcedores, haverá novos campos de treinamento.

Três campos

Serão três campos integrados, com maior visibilidade interna entre os setores e os campos, de tal modo que a comissão técnica terá um Raio X do que acontece em cada um.

Os alojamentos Otoni Diniz e Ribamar Bezerra vão ceder lugar a um hotel moderno, com refeitório capaz de acolher 120 a 130 pessoas. Cada espaço é integrado a outro, como a academia – cujos novos equipamentos chegam em janeiro – é acoplada à fisioterapia.

“Temos que entender que o Estádio Alcides Santos não tinha mais como crescer e por isso tínhamos que tornar o local mais adaptado à preparação da equipe”, disse o diretor de patrimônio, Rodrigo Monteiro, que apresentou a maquete do centro de excelência junto com o segundo vice-presidente, Rolim Machado.

Tudo isso foi um pedido do técnico Rogério Ceni que, com os dirigentes e o arquiteto Darcy Pessoa, visitaram vários clubes, entre eles, São Paulo, Palmeiras, Atlético/PR, para ver como era o centro de excelência de cada um deles. “O Projeto da obra do centro de excelência está todo pronto, agora nos resta executar, buscando parcerias comerciais”, disse o 2º vice-presidente, Rolim Machado. O centro de excelência será construído entre quatro a oito meses, mas quando o Leão estrear na Série A, 70% das obras já terão sido concluídas.

Derley

O volante Derley é mais um atleta que renova contrato com o Fortaleza. Antes, havia sido o atacante Éderson. Enquanto isso, o Projeto Leão 100 homenageou na tarde de ontem, o volante Erandir, ídolo do clube nas Séries B e A.

 

Com informações: Diário do Nordeste