Roberto Pessoa trabalha para comandar PSDB no Ceará

Espremido nas urnas, com menos governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais, o PSDB começa a redefinir o futuro e, no novo cenário, o governador eleito de São Paulo, João Doria, herdará o comando nacional da agremiação. A eleição para renovação do Diretório Nacional do PSDB está marcada para o mês de maio de 2019.

Após a eleição nacional, os diretórios estaduais também passarão por mudanças e, no Ceará, o ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, único deputado federal eleito pelo PSDB, trabalha para dirigir a sigla. Hoje, o PSDB tem como presidente regional o ex-deputado estadual Francini Guedes, ligado ao senador Tasso Jereissati.

Com pouco mais de  um ano filiado ao PSDB, Roberto Pessoa passa, a partir de 2019, a ser o único representante tucano do Ceará na Câmara Federal e, por essa razão, ganha holofotes para conquistar a Presidência da Executiva Regional do partido. Dois outros deputados federais – Danilo Forte e Raimundo Gomes de Matos, concorreram à reeleição, mas não obtiveram êxito nas urnas.

O PSDB terá, a partir de primeiro de fevereiro do próximo ano, menos deputados federais e senadores. A bancada na Câmara Federal que, em 2015, tenha 54 parlamentares fica, a partir de 2019, com 29 integrantes. O PSDB também emagrece no Senado, passando dos atuais 12 senadores para 9. Mesmo com apenas 9 senadores, o PSDB tem, hoje, o senador Tasso Jereissati como opção à sucessão de Eunício Oliveira (MDB). Tasso tem, porém, chances remotas para chegar ao comando do Senado.

Quanto ao comando nacional do partido, o  governador eleito de São Paulo, João Doria, deu um passo importante para assumir o controle do PSDB nacional e alinhar o partido à base de apoio ao futuro presidente Jair Bolsonaro (PSL). Após um período de distanciamento e ruídos na relação, Doria almoçou com Geraldo Alckmin e teve com ele uma conversa reservada de duas horas em um tradicional restaurante da capital paulista. Derrotado na disputa presidencial, Alckmin sinalizou que não vai oferecer resistência ao avanço de Doria e deve deixar a presidência do PSDB em maio, quando será rea lizada uma convenção da legenda.

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