‘Ciro não contribuiu para nossa derrota’, afirma Manuela D’Ávila em 1ª entrevista após 2º turno

Vice da chapa do petista Fernando Haddad, derrotada no segundo turno da disputa presidencial deste ano, Manuela D’Ávila (PCdoB) reconheceu ao Jornal O Globo que os partidos de esquerda subestimaram o potencial eleitoral do então candidato Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno.

A deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, em sua primeira entrevista após o segundo turno, disse que a campanha petista conseguiu estabelecer uma forte conexão com as ruas na reta final da corrida ao Planalto, mas considera que tanto ela quando Haddad deveriam ter retomado a campanha de rua mais cedo após o primeiro turno.

Manuela é mãe de uma menina de dois anos, que viajou com ela a 19 estados durante o processo eleitoral. Nos primeiros compromissos de campanha, ainda amamentava. Ela diz que sua maior contribuição nas eleições foi “mostrar que as mulheres que são mães podem ocupar os espaços públicos”.

Confira abaixo a entrevista de Manuela D’Ávila ao Jornal O Globo na íntegra:

Qual é o balanço da eleição?

Foi um processo cheio de particularidades. Teve um desfecho de uma mobilização social muito impressionante, muito bonita. O engajamento de pessoas sem nenhum partido, que nunca tinham se engajado, em defesa de causas muito valiosas, como a democracia e a liberdade. O resultado tem relação com muitos fatores. Lá atrás, em novembro do ano passado, já defendíamos, no PCdoB, uma união de esquerda mais ampla. No final, o desfecho popular foi a construção da unidade que nós não conseguimos fazer nos partidos. Fiz um esforço lá atrás muito grande, dizendo que a unidade não era uma bandeira, que deveria se materializar na prática. E na prática a única que deixou de ser candidata fui eu, o que várias vezes foi criticado de forma machista dizendo que foi um gesto de submissão.

Por que não foi possível construir uma frente ampla de partidos de esquerda?

Os partidos têm as suas posições, que não são incorretas, são as que melhor representam o conjunto da sua militância, mas não tinham a avaliação exata do perigo que representava o adversário. Vários partidos subestimaram a hipótese de o Bolsonaro ir para o segundo turno. Esse nunca foi o meu caso. Eu, desde 2014, voltei para Porto Alegre muito por causa disso. Já percebia que havia uma mudança no tecido social, e que essa mudança teria impactos no processo eleitoral. Há bastante tempo eu dizia que o Bolsonaro era um candidato bastante forte. Quando tu faz essa avaliação, é mais fácil tirar as consequências dela. Se tu acha que esse cenário não é o mais provável, é mais fácil cometer o erro de lançar candidatura e achar que a unidade não é algo tão importante.

Quais foram os principais erros da chapa?

O erro geral foi subestimar o esquema de difusão de mensagens falsas pela internet e o incremento do uso do WhatsApp. Foi um erro não imaginar que esse mecanismo teria um impacto tão intenso na sociedade. Havia a ideia de que as eleições seriam como todas de 1989 para cá. Especialmente na comunicação, que era o formato de grandes partidos, tempo de TV e campanha de rua. Teve quem apostou em TV e partidos, e quem apostou em rua e Internet. O Ciro teve uma internet exemplar. Teve pouquíssimo tempo de TV, mas, mesmo assim, conseguia reverberar suas ideias. Ele não tinha essa guerrilha do submundo, da baixaria, dos milhões de reais que financiam os boatos.

A senhora enxerga erros do PT nesse processo?

Qual a chapa que representava mais renovação do que a nossa? Uma chapa representada por uma mulher com uma trajetória construída sozinha no movimento social e por um professor, que não é um político tradicional. E a questão da temporalidade do lançamento da candidatura do Haddad entra num campo de hipóteses que não têm como serem aferidas. Porque a força do presidente Lula é real, ele era o primeiro colocado nas pesquisas até o dia 17 (de setembro), até ser oficialmente retirado. E a transferência deu certo, nós chegamos ao segundo turno. Muitos diziam que nós não chegaríamos a quatro pontos. O resultado foi positivo.

O quanto a figura do Lula preso prejudicou?

A rejeição do Haddad cresceu em função de uma campanha difamatória que sofremos pela internet, que envolveu milhares e milhares de pessoas. Avaliar a partir de programas de TV o que foi feito, o que foi dito, é não perceber o que aconteceu no processo eleitoral. A TV contou tão pouco que nosso adversário não teve a hombridade de debater e isso não pesou contra ele. Atribuo a rejeição às mentiram bárbaras que foram pregadas. Às vezes tenho a impressão de que as pessoas não têm noção da amplificação que tem uma mentira na internet: 70 perfis que publicaram notícias falsas sobre mim foram compartilhados 300 mil vezes e somam 13 milhões de visualizações. A gente está falando de uma audiência gigantesca.

O PT foi muito cobrado por fazer a autocrítica pelos erros cometidos, o que não aconteceu.

O (governador do Maranhão) Flávio Dino falou uma vez que autocrítica é algo que se faz na prática. E vários pontos foram incorporados pelo programa de governo. Um deles, que conversei com Haddad, era a ausência de incorporação de mecanismos de controle pelas estatais, mecanismos que existem nos ministérios. Isso na prática é uma autocrítica.

O que deveria ter sido feito diferente?

Avalio que a frente ampla deveria ter sido construída. Fiz o que estava ao meu alcance para isso. Acredito que nós, no segundo turno, vimos que havia muita vontade do povo brasileiro de se engajar no processo eleitoral a nosso favor, mas isso aconteceu sobretudo nos últimos dez dias. Acho que a gente poderia ter ido para a rua ainda antes.

O PDT tem dito que não estará ao lado de PT e já começa a se movimentar para 2022.

A primeira coisa que temos que fazer é ouvir o recado das ruas, dos brasileiros e brasileiras que estiveram conosco especialmente no segundo turno. Quero estar com eles. Fazer a disputa de 2022 ou de qualquer coisa que o valha ou de hegemonismo de um partido sobre esse processo é não compreender a necessidade de estarmos unidos para garantir que as liberdades individuais sejam garantidas e a Constituição, resguardada. Todas as outras questões são menores.

O Ciro contribuiu para a derrota de Haddad?

O Ciro teve uma participação brilhante no primeiro turno e ele foi quem viabilizou também, com seu elevado percentual de votos, o segundo turno. Ciro não contribuiu para nossa derrota. Ele contribuiu para a existência do segundo turno com a campanha que fez até o último dia em alta intensidade. Ele cometeu um equívoco em não se envolver no segundo turno.

Na reta final, Mano Brown disse que o PT perdeu a conexão com as ruas. Concorda?

Sim. Não o PT, o foco no PT é errado. Vários segmentos do setor democrático e progressista se descolaram, e a maior parte dos que votaram escolheu o nosso adversário. Não há prova maior do que o resultado das urnas. Se estivéssemos, como campo político, mais próximos da população, isso teria sido mais difícil de acontecer. Claro que a crítica do Brown é válida. Tanto que ele fala explicitamente da comunicação. Se você pensa a campanha a partir da TV e hoje um youtuber tem uma influência maior do que qualquer apresentador de televisão, tem uma dessintonia.

A esquerda vai ter que passar por uma correção de rumos?

A reta final do segundo turno já corrigiu o nosso rumo. É esse o rumo que temos que manter. De muita unidade popular, de uma militância na rua, ouvindo as pessoas, conversando. O movimento de virada de votos foi isso. Um movimento de humildade, de ir, de ouvir, de estabelecer laços, de ser mais compreensivo, de ouvir sobre os equívocos. A reta final para mim é a nossa nova posição.

Qual deve ser o papel do Haddad agora?

Ele vai voltar a dar aula, é o que ele faz, é o que ele fez quando saiu da prefeitura de São Paulo. Mas ele é o grande líder da oposição do Brasil hoje. Esse é o lugar em que a sociedade o colocou. Não sei como ele vai ocupar, não conversei com ele sobre isso. Ele voltou para São Paulo e voltei para Porto Alegre para marcar a banca do meu mestrado.

E a senhora?

Estou terminando o mestrado. Terminei durante a campanha, entreguei minha dissertação no dia do debate da Record, 30 de setembro. Agora só tenho que marcar a banca. Mas vou continuar militando, é o que faço a minha vida toda. Vou trabalhar na área de políticas públicas, sou jornalista, e vou continuar militando. O Brasil precisa que nos organizemos para dar um salto na nossa democracia.

A senhora manifesta muita preocupação com a disseminação de fake news.

Em 2015, vivi o que são as redes de mentira e já alertava que existiam grupos com financiamento não declarado, por não se tratarem de partidos, que construíam essas mentiras potencializadas pelas redes sociais. Para mim, tem um episódio que foi muito emblemático. Minha filha nasceu em agosto de 2015. Antes disso, viajei com meu marido para ele finalizar um disco e pedi uma licença atípica na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul – era uma licença em que eu tinha todos os dias (de salário) descontados. Eu estava grávida. E, por alguma razão, inventaram que eu tinha feito o enxoval em Miami. Eu não conheço Miami. Achei graça. Quando me dei conta, nas redes sociais o debate que começou é se eu tinha direito de fazer um enxoval em Miami ou não. Ou seja: a mentira deu lugar a um debate de pós-verdade.

E a senhora não conseguiu desmentir essa informação?

Nunca ninguém parou para me perguntar se eu tinha feito. Não conheço Miami. Aquilo foi emblemático. Logo depois que a Laura nasceu, ela tinha dois meses, eu tava num show do meu marido e uma mulher me agrediu e acabou agredindo minha filha, que estava presa a mim. A mulher me bateu perguntando se eu tinha comprado o sling (pano com o qual a mãe amarra o bebê em seu corpo) em Miami. Eu tinha que ter comprado em Cuba, porque eu era comunista. Aí me dei conta de que, primeiro, existia alguém que financiava a amplificação da mentira. Porque não existe isso, de um país inteiro debater a falsa compra de um falso enxoval feita numa cidade que eu sequer conheço. Isso não acontece de graça. E, segundo, que o ódio das redes foi para as ruas, porque, se alguém tem coragem de bater num bebê de dois meses… Ali me dei conta da estrutura.

Como foi disputar a eleição com um bebê?

Foi lindo o nível de afeto que a campanha promoveu. Recebi declarações de mulheres, mães, o tempo inteiro. Isso foi muito forte e estimulante. Quando comecei a fazer a minha pré-campanha, a Laura ainda era amamentada e eu não sabia como ia ser, e tinha que levá-la comigo. E muitos questionavam: como assim, ela vai com a criança? Tenho uma filha de dois anos, e não aceito mudar como a educo. Foi algo que, no início, era uma imposição minha, em função da necessidade. E teve uma transformação. A primeira vez que vi isso foi quando desci no aeroporto, em Minas, e a Jô Moraes tinha organizado uma comitiva mirim. Todos os militantes que tinham filhos da idade da Laura levaram os filhos para acompanharem a agenda do dia inteiro. Foi a cena mais emocionante, porque vi que tinha virado um disco. E talvez tenha sido o que de mais importante fiz nesse processo eleitoral: mostrar que as mulheres que são mães podem ocupar os espaços públicos. Porque os espaços públicos nos são tirados quando somos mães de crianças. Por outro lado, por causa dela, mais me impactava a violência que eu sofria.

Qual foi o pior momento da campanha?

Não consigo compreender que tipo de gente faz uma mãe com uma criança no colo ter medo, como alguém consegue gritar com uma mulher com uma criança no colo. O pior momento de toda a eleição foi um dia em que eu estava num hotel em São Paulo tomando café com a Laura e uma mulher começou a gritar coisas horrorosas para mim, e achei que ela ia me bater. E eu não conseguia responder, fiquei com o meu corpo na frente do corpinho dela, com medo de que a mulher batesse nela. E quando a mulher foi embora, eu não sabia o que fazer, pensei em chamar a polícia, pensei no circuito de câmera para identificá-la, porque tinha uma menor junto. E a Laura só me abraçou e falou: “o pão de queijo desse hotel é o melhor de todos, mamãe, fica tranquila”. Faço política desde os 16 anos e nunca vi as pessoas se odiarem tanto por pensarem diferente. Nunca vivi isso. E muito menos com aquilo que é o mais sagrado, que é a maternidade. Então a dor e a delícia de ser quem sou foi isso.

Teve que repensar sua segurança?

Esta foi a sétima eleição que disputei. Nunca tinha mudado a minha rotina. Ando muito a pé em Porto Alegre, quase não dirijo, faço feira toda semana, inclusive com a Laura, nunca deixei de fazer. E nessa reta final da campanha, pela primeira vez na vida, comecei a andar com segurança o tempo inteiro. E fiz pela minha segurança, pela Laura e pelo Guilherme, meu enteado de 15 anos. Quem é político e tem visibilidade não tem como tirar a camiseta ou o adesivo. A gente é o adesivo. Comecei a andar mais de carro, a andar menos sozinha e passei a andar com o pessoal que trabalha comigo. Mudei bastante. Fui obrigada a fazer porque o nível de violência e beligerância que tomou conta da sociedade brasileira foi muito grande.

O que a senhora espera do governo Bolsonaro?

Torço e desejo profundamente que ele cumpra, e que zelemos todos juntos, pelo texto da Constituição, que é o uniu o povo brasileiro depois de anos muito difíceis que vivemos. É por isso que vou trabalhar.

O que achou do fato de o juiz Sergio Moro ter aceitado o convite para o Ministério da Justiça?

Ao aceitar o convite para ser ministro da Justiça, Sergio Moro decide finalmente tirar a toga para fazer política.

Em 2022 você e Haddad reeditarão essa chapa para a Presidência?

Não sei, vou ser uma quarentona em 2022. Torço para que a gente consiga ter comigo, com Haddad, com Ciro, com Boulos e com centenas de novas lideranças que o Brasil tem um campo mais amplo. Seguirei sendo uma batalhadora dessa ideia: para mim a unidade é o caminho da vitória do povo, sempre.

 

Com informações: Ceará Agora / O Globo

Ciro e Haddad vão disputar o comando da crítica ao governo

O resultado das urnas fez surgir uma aparente ruptura entre partidos da esquerda que se colocam, agora, como oposição a Jair Bolsonaro. Apesar de terem em comum um posicionamento contrário ao do presidente eleito, PT e PDT tendem a não ficar lado a lado a partir de 2019. “Não quero fazer campanha para o PT nunca mais”, disse, ontem, a principal liderança pedetista, o candidato derrotado no primeiro turno, Ciro Gomes, dando o direcionamento do novo momento.

Ciro e Fernando Haddad, segundo e terceiro colocados na disputa ao Planalto, respectivamente, aparecem como os líderes de um movimento crítico ao próximo governo neste momento em quem ainda não se sabe como se posicionarão lideranças de centro-direita.

O clima turbulento entre petistas e pedetistas foi iniciado no Ceará com o tom crítico do senador eleito Cid Gomes com relação à candidatura do PT e tende a se tornar mais evidente nos próximos meses.

A ressaca da derrota no comitê petista em Fortaleza, ontem, após a confirmação do revés nas urnas, deu o tom do novo capítulo da relação. José Guimarães, o coordenador da campanha de Haddad no Ceará, falou de “página virada” em relação ao PDT. “Esperávamos que ele (Ciro) estivesse conosco, mas se não esteve. Ele que pague”, declarou em entrevista no diretório estadual do partido.

Para ele, o fato de Ciro não ter apoiado Haddad explicitamente foi um fato menor. “Tivemos no Ceará mais de 71% dos votos. É uma grande vitória. Não tenho que reclamar de nada. Até porque o povo do Ceará deu a resposta”, declara. O Ceará foi o único estado onde Ciro venceu a disputa presidencial no 1º turno.

Em discurso, ele citou que os partidos de esquerda saem fortes para fazer a oposição. O PDT não foi citado.

Mais cedo, Ciro voltou a sinalizar críticas ao PT. “Essa confrontação miúda vem destruindo a economia brasileira e agravando dramaticamente a condição social do povo mais pobre. Eu atravessei esse quadro todo porque acredito que o Brasil precisa desesperadamente desarmar essa bomba”, disse.

Guimarães, entretanto, afirma que não apenas Haddad saiu legitimado para liderar a oposição. Ao PT também foi dada essa missão. “O PT sai forte e vai se reconstruir, recompor-se para liderar a oposição política a Bolsonaro”, declara. “Quem diz que o PT está morto, que não quer mais conviver com o PT, está dando um tiro no pé”, rebate. Ele afirma que na próxima terça-feira, 30, a Executiva Nacional do partido deverá chamar todos os partidos de esquerda para discutir estratégias.

Para ele, o partido não sobreviveu apenas no Nordeste. “Fomos bem em vários Estados do Norte e também do Sudeste”, declarou, ao apostar que Bolsonaro terá a maior oposição política.

Outro contexto

Apesar do distanciamento nacional, a aliança que dá sustentação ao governador Camilo Santana segue intacta. Ciro deu demonstração de que tem “muito orgulho do Camilo, ele vem crescendo muito como governante, como liderança. Ninguém pode crescer raiz na política, o caudilhismo só leva o Brasil para trás”.

Já o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, presidente do PDT na Capital, afirmou que na Capital as circunstâncias são outras, mas não descartou que pode haver alguma mudança.

O presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT), afirmou que a relação com o petista Camilo Santana seguirá sendo a mesma, visto que ele é aliado do grupo liderado no Ceará pelos Ferreira Gomes.

Cid Gomes também se posicionou contrário à aliança com o Partido dos Trabalhadores, a partir do próximo ano. Segundo ele, a campanha no segundo turno primou mais pela negação, pela contestação e pelo medo. “O Brasil passa por um momento muito complicado de sua história e a gente perdeu a oportunidade de se aprofundar mais nessas questões”.

 

Com informações: Diário do Nordeste

STF analisará se Bolsonaro, na condição de réu, pode assumir Presidência

A ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou durante entrevista coletiva na noite deste domingo, 28, que tratará como prioridade as ações contra as campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O candidato do PSL venceu as eleições e deve assumir a Presidência do Brasil no dia 1º de janeiro. Weber disse ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar se Bolsonaro pode assumir o cargo, por ser réu.
Bolsonaro é réu por responder a ação penal no STF por ter dito que Maria do Rosário, deputada federal do Partido dos Trabalhadores, “não merecia ser estuprada”. Sobre o suposto esquema de divulgação de fake news financiado por empresários para beneficiar a campanha de Jair, Rosa afirmou que deve “esperar que os fatos aconteçam”. Ela garantiu que a Justiça Eleitoral dará a devida resposta ao caso.
Ao menos cinco ações foram abertas na última semana contra as candidaturas de Bolsonaro e de Haddad. Nas ações, os candidatos se acusam de abuso de poder econômico na campanha eleitoral e pedem um a inelegibilidade do outro.
A ministra não tem previsão para a apreciação dos processos que envolvem as chapas concorrentes do segundo turno das eleições. Rosa Weber disse que as investigações têm um período de “instrução probatória” e o corregedor irá perceber necessidade de provas que definirão maior ou menor necessidade de tempo.
Com informações: O Povo

Discreta, 1ª Dama Michelle Bolsonaro tem família nascida em Crateús

Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, 36 anos, nasceu em Ceilândia, no Distrito Federal, mas tem um pé no Ceará. O pai da futura primeira-dama do País, Vicente de Paulo Reinaldo, chamado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de “Paulo Negão”, é natural de Crateús. Familiares lembram que, na década de 1970, ele e os três irmãos deixaram o Interior cearense rumo à Brasília, para tentar a vida.

Foi lá que Paulo conheceu a mulher que daria luz à Michelle. Em Crateús, terra natal dele, a primeira-dama eleita tem duas tias-avós e dois tios-avôs, além de outros parentes espalhados pelo Interior do Estado e por Fortaleza.

A última vez que “Paulo Negão” esteve no Ceará foi no ano passado, para visitar o pai – avô de Michelle – que estava doente. Já a futura primeira-dama esteve na capital cearense em 2016. Segundo aliados, estava nos planos dela acompanhar o marido na agenda de campanha que Bolsonaro cumpriria no Estado, no último dia 20 de setembro, mas, após atentado sofrido pelo marido, a vinda do clã teve que ser adiada.

Filha de cearense

No Distrito Federal, Michelle era secretária parlamentar na Câmara Federal, onde conheceu o deputado Jair Bolsonaro, que viria a ser o seu futuro marido. Depois, passou a trabalhar no gabinete dele, mas foi exonerada em 2008, após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir o nepotismo nos Três Poderes.

Depois das bênçãos do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, sobre a união dos dois, o casal foi morar em um condomínio de mansões, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com a filha, a Laura, de oito anos.

Michelle Bolsonaro é vista por amigos como uma mulher “simples” e “discreta” no jeito de se vestir. Ela gosta de usar sapatilhas, jeans e camisetas básicas. Em um dos vídeos de campanha gravados por Bolsonaro, aparece traduzindo o discurso dele para Libras, já que é especializada na língua.

A esposa do presidente eleito é conhecida, também, por ser uma mulher dedicada à Igreja. Michelle costuma frequentar os cultos aos domingos, mas também curte passear em shoppings e gosta de ir para a cozinha.

 

Com informações: Diário do Nordeste

Em nota, Ciro Gomes deseja sorte a Bolsonaro e diz que fará oposição com ‘decência’

O candidato do PDT derrotado no primeiro turno das eleições, Ciro Gomes, divulgou uma nota nesta segunda-feira (29) na qual desejou boa sorte ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele também postou o texto no Twitter.

Após a derrota no primeiro turno – ele ficou em terceiro lugar com 12% dos votos –. Ciro Gomes viajou para a Europa e voltou na véspera do segundo turno. O partido dele, o PDT, anunciou “apoio crítico” a Fernando Haddad (PT). Ao desembarcar, ele não fez o anúncio de apoio esperado por Haddad, mas pediu voto pela democracia, contra a intolerância e pelo pluralismo.

Na nota divulgada nesta segunda-feira, Ciro disse que cabe a um “democrata verdadeiro” reconhecer o resultado das urnas.

“Para mim, que cultivo a correção de conduta, impõe-se, também, desejar boa sorte ao presidente eleito Jair Bolsonaro para que ele possa fazer o melhor pela sofrida nação brasileira”, escreveu Ciro.

O candidato derrotado do PDT disse também que fará oposição com “dentro do marco da decência e do espírito público”.

“Essa oposição que nasce, não se confunde com forças que só defendem a democracia ao sabor de seus interesses mesquinhos ou crescentemente inescrupulosos ou mesmo despudoradamente criminosos”, afirmou Ciro.

Ele disse ainda que Bolsonaro tem obrigação de respeitar o “conjunto da nação”, inclusive as minorias e aqueles que forem críticos do governo.

“Que não pense o senhor presidente eleito, nem de longe, em violar o respeito que deve ao conjunto da nação, independentemente de configurarem minorias ou grupos sociais críticos às suas posturas. Só assim merecerá o respeito à autoridade que adquiriu nas eleições”, completou Ciro.

Acompanhe a nota na íntegra:

Com informações: G1 Ceará

Bolsonaro desembarca amanhã em Brasília

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se prepara para desembarcar amanhã (30), pela manhã, em Brasília em um voo comercial. A informação foi confirmada por aliados à Agência Brasil. Como fez no primeiro turno, Bolsonaro evitou utilizar jatinhos particulares, viajando sempre em voos de carreira.

Em Brasília, ele dará início aos trabalhos do governo de transição, quando as equipes dele e do presidente Michel Temer sentarão para analisar os principais detalhes da estrutura administrativa federal.

Acompanhado de agentes da PF e da mulher, o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, vota  na Escola na Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, no Rio de Janeiro.
Bolsonaro irá a Brasília nesta terça-feira (Arquivo/Tania Rêgo/Agência Brasil)
O presidente eleito deve passar o dia de hoje em casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

O local foi usado como o quartel-general da campanha ao longo dos últimos dias e cenário de muitas das declarações reportadas ao povo ao longo da disputa eleitoral.

Aliados e amigos de Bolsonaro vêm tentando, nos últimos dias, convencê-lo a permanecer no Rio de Janeiro esta semana para descansar, sob a argumentação de que terá dias de muito trabalho pela frente.

O presidente eleito já confirmou o nome de quatro ministros: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Fazenda), General Heleno (Defesa) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).

A expectativa é que todo o primeiro escalão já esteja definido em novembro.

Além disso, 50 nomes serão indicados para o governo de transição quando o grupo deve traçar as primeiras estratégias a partir do que Bolsonaro apontar como prioridade.

Em dezembro, provavelmente ele se ausentará desse trabalho por alguns dias para a cirurgia de retirada da bolsa de colostomia que tem usado desde que sofreu um atentado a faca em Juiz de Fora durante a campanha do primeiro turno.

 

Com informações: Agência Brasil

Saiba quem é Jair Messias Bolsonaro, o 38º presidente do Brasil

Desde os tempos que fazia campanha para vereador, montado em uma motocicleta para ganhar tempo e economizar, ainda no distante ano de 1988, o novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), tinha a ideia fixa de chegar ao Palácio do Planalto. Por mais que os aliados mais próximos duvidassem, e até mesmo menosprezassem o plano, ele nunca desistiu e guardou para si a escolha do melhor momento para se lançar de uma vez no maior de todos os desafios. A decisão foi tomada logo depois de conquistar o sétimo mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro, há quatro anos.
Nascido em Campinas (SP), há 63 anos, Jair Messias Bolsonaro é filho de pais de ascendência italiana. Casou-se três vezes. A primeira esposa foi Rogéria Nantes Nunes Braga, com quem teve Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro. Com Ana Cristina Valle, a segunda esposa, Bolsonaro ficou por dez anos. Com ela, teve o quarto filho, Jair Renan, hoje com 20 anos. A atual esposa é Michele de Paula Firmo Reinaldo, com quem se casou em 2007, em cerimônia celebrada por Silas Malafaia, e teve única menina entre os filhos, Laura, de sete anos.
Formado pela Academia Militar das Agulhas Negras do Exército, Bolsonaro atuou em grupos de paraquedismo e artilharia a partir de 1977. A primeira incursão pela política veio em 1986, quando publicou um artigo na revista Veja, defendendo o aumento dos salários dos militares.
A partir daí, sempre com apoio de integrantes da tropa, foi eleito vereador e, depois, deputado federal, cargo que ocupou por 28 anos. Ao longo desse período procurou os holofotes a partir de controversas, algumas odiosas para parte dos eleitores. Numa delas tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal, por injúria racial e incitação ao estupro. Em 2014, o presidente eleito disse a uma parlamentar do PT que ela não merecia ser estuprada porque ele a considerava “muito feia”.
Bolsonaro deixa a farda em busca da política antes de uma qualificação mais refinada, por isso sempre foi visto com reservas por oficiais mais graduados, principalmente das outras duas forças, com a Marinha. “É um erro misturar militares com política, isso vai acabar se voltando contra nós mesmos, porque passaremos a ser confundidos com os próprios políticos”, disse, um oficial de alta patente das Forças Armadas, que preferiu não se identificar.
Família na política
Dos cinco filhos, três são políticos de carreira, apoiados no lastro político do pai. O primeiro a se aventurar como parlamentar foi Carlos Bolsonaro, que se elegeu vereador do Rio de Janeiro em 2000, aos 17 anos de idade, e hoje, aos 32, exerce o quarto mandato na Câmara Municipal carioca. Flávio Bolsonaro é senador eleito do Rio de Janeiro com mais de 4,3 milhões de votos e, antes disso, foi deputado estadual e se candidatou a prefeito da capital fluminense. Caçula do primeiro casamento, Eduardo Bolsonaro se reelegeu como o deputado federal mais votado da história, com mais de 1,8 milhão de votos em São Paulo.
Nos 28 anos no Congresso, Jair Bolsonaro se caracterizou pela plataforma conservadora e estatizante nas votações da casa, em contramão à política econômica apresentada durante a campanha. Apresentou 150 projetos e aprovou apenas dois: um que estendia o benefício de isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para bens de informática e outro que autorizava o uso da chamada “pílula do câncer” — a fosfoetanolamina sintética.
Na carreira política, o capitão reformado trocou de partido nove vezes. Esteve no Partido da Democracia Cristã (PDC); no Partido Republicano Progressista (PRP); no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); no Partido da Frente Liberal (PFL); no Partido Progressista (PP), por duas vezes; no Partido Social Cristão (PSC) e, por fim, no Partido Social Liberal (PSL). As mudanças de legenda ficaram mais evidentes nos últimos três anos, onde o capitão da reserva buscava uma base para lançar sua candidatura ao Planalto.
Declarações
Marcado pelo discurso espontâneo, fez, por exemplo, declarações consideradas ofensivas e discriminatórias contra negros e quilombolas. Em 11 de setembro, o STF julgou Bolsonaro por acusação de racismo — inocentando-o por um placar de 3 a 2 na primeira turma. Publicamente, se opôs às ações afirmativas, como a adoção de cotas étnicas para o ensino superior.
Demonstrou também ser contrário às leis de proteção ao público LGBT. Como deputado, combateu sem trégua, em 2011, quando Fernando Haddad (PT) era ministro da Educação, o que chamou de “kit gay” — um material didático contra homofobia que seria distribuído pelo governo para as escolas públicas.
Bolsonaro sempre se insurgiu ainda contra a proteção que os direitos humanos conferem aos que estão sob custódia do Estado. Já disse ser a favor da pena de morte e contra o Estatuto do Desarmamento. Condena a descriminalização das drogas e quer que o cidadão comum possa se armar, em legítima defesa, contra ação de bandidos. Esse foi o seu principal recado aos eleitores na área de segurança.
Durante a campanha, seu discurso foi se tornando mais moderado. Teve inclusive que enviar carta ao STF para prestigiar a Corte depois que seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SL), apareceu em vídeo dizendo que “bastava um cabo e soldado para fechar o STF”. Jair Bolsonaro condenou a violência entre eleitores e conclamou os brasileiros à pacificação.
Atentado
Com apenas oito segundos de propaganda eleitoral, o candidato e seus filhos, que costumam criticar a imprensa, usaram as redes sociais intensamente e terminaram acusados pelos adversários de liderarem a produção de fake news nessas eleições. Denúncia sobre o uso impulsionado de mensagens em aplicativos, supostamente pago por empresários pró-Bolsonaro, está sendo investigada pela Justiça Eleitoral.
Pelas redes, detalharam até o estado de saúde de Bolsonaro quando esteve hospitalizado durante o primeiro turno, alvo de atentado a faca — algo que nunca aconteceu a presidenciáveis em campanha, após a redemocratização no Brasil. Ferido em 6 de setembro quando participava de ato público em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou 22 dias internado, recuperando-se de uma hemorragia e de duas cirurgias no intestino.
Ele foi atacado pelo desempregado Adélio Bispo — que hoje é réu por “atentado pessoal por inconformismo político”. Nos últimos dias de campanha, Bolsonaro, que votou com colete à prova de bala e forte esquema de segurança, voltou a dizer que não acredita que Adélio agiu sozinho.
Eleições 2018
Neste pleito, o presidente-eleito declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter um patrimônio total no valor de R$ 2,3 milhões. São cinco casas que somam pouco mais de R$ 1,5 milhão — incluindo o endereço na Praia da Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde os apoiadores comemoram a vitória — , três veículos automotores, que, juntos, valem R$ 280 mil, além de aplicações bancárias, caderneta de poupança e ações na bolsa de valores.
Os militares do Exército, entraram de cabeça na campanha no segundo turno. A torcida dos oficiais da Força ao longo dia de ontem era de que Bolsonaro ganhasse, mas não conseguisse uma maioria esmagadora, a ponto de ganhar uma hegemonia entre a população. “Isso será bom para a democracia, não tenha dúvidas”, disse um oficial.
Bolsonaro assume a Presidência em 1º de janeiro com uma bancada forte, não apenas do PSL, mas também de partidos que inevitavelmente vão aderir ao projeto do Planalto. A questão é que o número de votos do petista Haddad deve mobilizar a oposição a projetos relacionados ao meio ambiente e segurança pública, neste último caso o tão propagado fim do Estatuto do Desarmamento. O estica e puxa no Congresso e a continuidade da polarização deverá ser a tônica do novo governo.
Com informações: Correio Braziliense

Bolsonaro vence em 16 unidades da Federação, Haddad em 11

Com 55,13% dos votos válidos, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) ganhou em 15 estados e no Distrito Federal. O oponente, o candidato do PT, Fernando Haddad, liderou em 11 estados.

Por ordem alfabética, Bolsonaro venceu no Acre, no Amapá, no Amazonas, no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Goiás, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em Rondônia, em Roraima, em Santa Catarina e em São Paulo.

As unidades da Federação onde Bolsonaro obteve os melhores resultados foram Acre (77,22%), Santa Catarina (75,92%), Rondônia (72,18%), Roraima (71,55%) e Distrito Federal (69,99%).

Haddad venceu em Alagoas, na Bahia, no Ceará, no Maranhão, na Paraíba, em Pernambuco, no Piauí, no Rio Grande do Norte, no Sergipe, no Pará e no Tocantins. As maiores vantagens foram registradas no Piauí (77,05%), no Maranhão (73,26%), na Bahia (72,69%) e no Ceará (71,11%).

Bolsonaro venceu em quatro das cinco regiões: Norte (51,9%), Centro-Oeste (66,55%), Sul (68,27%) e Sudeste (65,37%). Haddad venceu somente no Nordeste, com 69,69% dos votos válidos. No exterior, Bolsonaro obteve 70,98%, contra 29,02% de Haddad.

 

Com informações: Agência Brasil

Jair Bolsonaro é eleito presidente com 57,8 milhões de votos

Candidato pelo PSL, capitão reformado do Exército derrotou o petista Fernando Haddad no 2° turno e vai governar o Brasil pelos próximos 4 anos.
Resultado Final  do 2º TURNO
1. Jair Bolsonaro – PSL ELEITO – 55,13% – 57.797.466 votos

2. Fernando Haddad – PT -44,87% – 47.040.859 votos

Total de Votos Válidos – 104.838.325  – (90,43%)
Total de Votos – Incluindo Brancos e Nulos – 115.933.004
Brancos – 2.486.591 – (2,14%)
Nulos – 8.608.088 – (7,43%)
Abstenções
31.371.417 – (21,30%)
Quando somamos Abstenções, Brancos, Nulos e a votação de Haddad, chegamos ao incrível número de 89.506.955 (oitenta e nove milhões, quinhentos e seis mil, novecentos e cinquenta e cinco) eleitores que não encontrou em Bolsonaro uma representatividade pessoal.
Com informações: G1

Ciro Gomes vai gravar vídeo de apoio a Haddad, diz presidente do PDT

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse nesta sexta-feira, 26, que Ciro Gomes irá gravar um vídeo no qual vai declarar voto e um apoio mais enfático ao presidenciável do PT, Fernando Haddad. Lupi evitou garantir, no entanto, que Haddad e Ciro irão se encontrar ou que haverá tempo para que eles façam um ato público juntos.
“Ele (Ciro) já declarou (voto no Haddad), vai reforçar isso. Eu estou indo para o Ceará para conversar com o Ciro para saber como vamos fazer, mas que a gente vai fazer, vai. Não sei dá tempo para isso (fazer ato público ou subir no palanque), mas para a rede social nós vamos gravar um vídeo sobre isso”, disse Lupi.
Segundo Lupi, os pedidos para um gesto enfático de Ciro têm sido feitos pelo próprio Haddad. “Falei com o Haddad na quarta-feira e ele me apelou muito por uma posição mais firme em torno da candidatura dele. E eu já fiz várias ações, fiz pronunciamento, fiz essa ação contra esse fake news do Bolsonaro, mas agora o mais importante é o Ciro pela candidatura que ele representa”, contou.
Ciro retorna ao Brasil nesta sexta-feira, após passar quase todo o segundo turno de férias pela Europa. Desde que deixou o Brasil, lideranças do PT passaram a pedir que ele retornasse e participasse, de forma mais explícita, da campanha de Haddad.
Mais cedo, Haddad fez um novo aceno ao pedetista, durante coletiva de imprensa em João Pessoa (PB). “Eu sempre espero o melhor das pessoas, e eu sei que o Ciro tem muita coisa boa dentro dele”, disse. “Eu acredito que ele vai, agora chegando no Ceará, fazer um gesto importante pelo Brasil. Ele sabe que não é por mim, é pelo Brasil que fará esse gesto”, complementou.
Não está confirmado ainda se Haddad irá até o Ceará para se encontrar com Ciro. Uma das razões é que o próprio presidenciável espera uma declaração “dura” do pedetista.
“Tenho maturidade suficiente para entender o comportamento das pessoas, e na política você sempre tem que ter postura de acolhida, sobretudo com quem pensa parecido com você. O Ciro é meu companheiro de longa data. Tenho certeza que ele vai fazer uma fala dura nesta reta final e nós vamos vencer juntos”, disse o candidato do PT, em entrevista por telefone à Rádio Super Notícia, de Minas Gerais.
Com informações: Correio Braziliense