Deputado Roberto Mesquita desiste de disputar a reeleição e apoiará Erika Amorim

O deputado estadual Roberto Mesquita, recentemente filiado ao PROS, um dos principais adversários do governador Camilo Santana (PT),  desistiu de disputar um novo mandato de deputado estadual. Ele não explicou as razões de sua decisão, mas já acertou transferir alguns dos seus colégios eleitorais, no Interior, para outros candidatos.

Dois desses colégios já teriam sido acertados com o prefeito de Caucaia, Naumi Amorim, para melhorar a situação eleitoral de sua mulher, candidata a deputado estadual, Érika Amorim.  São os colégios de Pentecostes e Apuiarés.

Há dias o deputado não participa das sessões ordinárias da Assembleia, onde é assíduo na tribuna, sempre com pronunciamentos críticos ao Governo do Estado.  Ele durante um certo tempo foi ligado ao conselheiro do TCE, em disponibilidade, Domingos Filho, quando este era oposição ao Governo Camilo Santana.

Roberto Mesquita, antes de ser eleito deputado estadual, foi vereador de Fortaleza.

Com informações: Edison Silva

Saiba como ficaram as chapas para a disputa para as eleições de deputado estadual e federal no Ceará

Sobretudo na base governista, a definição das chapas que disputarão as eleições para deputado estadual e deputado federal foi uma das composições mais complicadas. As negociações envolvem cálculos complicados sobre estimativas de votos. Cada partido quer um modelo em que emplaque o maior número de candidatos possível. Num megabloco, como na base de Camilo Santana (PT), é difícil conciliar as ambições.

No modelo proporcional, os votos são computados para a coligação. Quanto mais votos tiver o conjunto dos partidos aliados, mais cadeiras ocupa no Poder Legislativo. As vagas são preenchidas conforme a ordem de votação. Os partidos querem estar aliados a siglas com votos o bastante para ajudar a eleger mais gente aliança, mas não com voto demais, a ponto de esse partido levar todas as vagas da coligação, ou quase isso.

Nas últimas semanas, as conversas tentaram acomodar o potencial eleitoral de cada partido, a força dos puxadores de voto e as chances de eleger mais ou menos candidatos. Confira o resultado das composições.

Coligações para Deputado Estadual

Governistas

Chapa Estadual 1: PT, PV e PSB

Chapa Estadual 2: PDT , PP , PR , DEM e PRP

Chapa Estadual 3: PPS, PRTB e PPL

Chapa Estadual 4: PTB e PC do B

Chapa Pura 1: PMN

Chapa Pura 2: Patriotas

Chapa MDB: MDB, PSD, PRB, Podemos, Avante, PHS, PSC e Solidariedade

Oposição

Chapa Pura: PSDB 

Chapa Pura: Pros 

Chapa PSL e DC

Chapa Rede 

Chapa Psol e PCB

Chapa PSTU 

Chapa PCO

Coligações para Deputado Federal

Governistas
Chapa Federal 1: PT, PP, PV, PR, PC do B e PMN

Chapa Federal 2: PDT , PTB, DEM, PSB, PPL, PRP

Chapa Federal 3: Patriotas , PPS e PRTB

Chapa MDB: MDB, PSD, PRB, Podemos, Avante, PHS, PSC e Solidariedade

Oposição

Chapa Pura: PSDB

Chapa Pura: Pros

Chapa PSL e DC

Chapa Rede

Chapa Psol e PCB

Chapa PSTU

Chapa PCO

Com informações: Blog de Política O Povo

Mesmo sem título, Lia Gomes, irmã de Ciro, diz estar otimista sobre candidatura

Sob risco de ser impedida de concorrer na primeira eleição que tenta disputar, Lia Ferreira Gomes (PDT) afirmou que irá basear sua defesa em exemplos de políticos do Maranhão e do Rio Grande do Norte. A irmã de Ciro Gomes e Cid Gomes não fez cadastramento biométrico e, por isso, deve ter o título de eleitor cancelado.

Sobral, cidade onde ela vota, teve cadastramento biométrico obrigatório nestas eleições e o prazo para regularização do documento foi dia 9 de maio. Segundo Lia, a situação não a preocupa. Ela afirma haver casos em outros estados nos quais políticos não puderam votar, mas tiveram suas candidaturas validadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Ela diz que tomou conhecimento dos casos após pesquisas com advogados. “Estou bastante otimista, Estou nem pensando muito nisso”.

Ela disse que o engano se deu porque, no último dia de cadastramento, olhou sua situação no site do TRE-CE, que apontou como regular. Ela diz, inclusive, que printou a tela, mas não sabe se poderá usar como argumento, uma vez que o registro foi feito quando ela ainda estava em conformidade com o prazo.

Se a candidatura for impugnada, Lia afirma que recorrerá todas as vezes que tiver direito. De todo modo, diz, marcará presença nos palanques dos irmãos, Ciro e Cid Gomes, candidatos à Presidência da República e ao Senado Federal, respectivamente. “Além de irmã, sou fã do trabalho deles”.

Procurado, o TRE-CE informou que não pode se posicionar sobre a questão até que exista definição sobre a situação de Lia.
Com informações: O Povo

Candidato a deputado estadual terá forte apoio em Caucaia

Nesta terça-feira (7/8) uma das lideranças mais atuantes em campanha eleitoral em Caucaia, Messias Lima, anunciou em sua rede social apoio irrestrito ao jovem empreendedor Pablo Rolim (Patriota) para uma vaga na Assembleia Legislativa do Ceará.

Conforme Messias desde a manhã do último sábado (4/8), quando foi homologada a candidatura de Pablo Rolim que também foi oficializado a parceria. “Assumirei a coordenação da campanha de Pablo em nossa cidade”, anuncia.

Messias Lima é conhecido por seu trabalho incansável no meio político do município. Já apoiou grandes nomes da política caucaiense. Experiente e conhecido como batalhador é um profundo conhecedor da busca pelos votos. “A partir de agora fazemos parte de um novo grupo político em Caucaia, com cerca de 50 lideranças comunitárias caucaienses que estão se organizando em torno dessa candidatura para participarem ativamente da vida política de Caucaia, somando forças para que tenhamos uma cidade melhor, mais justa e com mais participação popular”, afirma.

Sobre o candidato Pablo Rolim, Messias afirma que “acreditamos que por sua juventude, garra, conhecimento, currículo e trajetória, seja a figura promissora que precisamos na política cearense”, ressalta. “Pablo tem o compromisso comigo e com essas lideranças para ajudar o município de Caucaia, agregando novos valores ao desenvolvimento político da cidade e consequentemente do Ceará”, destaca.

Analisa seu novo posicionamento político como um grupo independente. “Não faremos distinção entre situação ou oposição”, explica Messias.

Com informações: Jangada Online

Partidos cuidam da burocracia para o registro das coligações e candidaturas

Após o fim do período de convenções partidárias, encerrado, ontem, os partidos trabalham para organizar a burocracia exigida pela Justiça Eleitoral para o registro das coligações majoritárias para governador e senador e as coligações proporcionais para deputado federal e deputado estadual. Eles têm até o próximo dia 15 de agosto para registrar as suas candidaturas junto à Justiça Eleitoral.

A coligação em torno da disputa à reeleição do governador Camilo Santana (PT), da vice-governadora, Izolda Cela (PDT), e do candidato ao Senado, o ex-governador, Cid Gomes (PDT), foi formada com 16 partidos: PT, PP, PSB, PR, PTB, DEM, PDT, PCdoB, PPS, PRP, PV e PMN, PPL, Patriota, PRTB e PMB.

Já para as eleições proporcionais de deputado federal e deputado estadual, seguindo a “verticalização”, esses partidos se dividem em vários blocos. Para a disputa na Câmara Federal, o grupo governista estuda fazer três coligações. Uma com o Patriota, PPS e PRTB. Outra entre PDT, PTB, DEM, PSB, PPL e PRP. E uma última com PT, PP, PV, PR, PCdoB e PMN.

Para a disputa de vagas na Assembleia Legislativa, entre os partidos da base governista, o Patriota e o PMN deverão lançar chapa pura de candidatos e outros 4 blocos devem concorrer. Um deles formado com PPS, PRTB e PPL. Outro com PT, PV e PSB. Um terceiro com PDT, PP, PR, DEM e PRP e outra composição entre PTB e PCdoB.

Há ainda uma outra coligação majoritária com outros oito partidos da base governista, tendo como candidato à reeleição o senador, Eunício Oliveira (MDB). São eles: MDB, PSD, PSC, PHS, PRB, Podemos, Avante e Solidariedade. Essa coligação conta apenas com um candidato ao Senado, no caso, Eunício, que é apoiado pelo governador.

O MDB foi vetado da coligação majoritária de Camilo, em razão da candidatura à Presidência da República de seu principal aliado, Ciro Gomes (PDT), que faz oposição ao MDB. E os partidos dessa coligação deverão marchar juntos na disputa proporcional.

Enquanto isso, no campo adversário da disputa ao Governo do Estado, a coligação do candidato, general Guilherme Theophilo, é formada pelo seu partido, o PSDB, e o PROS, cada partido com um candidato ao Senado. Pelo PROS, o empresário Luis Eduardo Girão, e pelo PSDB, a ex-presidente da Associação dos Médicos do Estado, Mayra Pinheiro.

Para as eleições de vagas no Legislativo Estadual e no Legislativo Federal, o PROS e o PSDB vão lançar cada um uma chapa pura de candidatos, sem coligação com outros partidos.

Já o PSOL, que lançou o candidato a governador, Ailton Lopes, se coligou com o PCB na disputa majoritária, assim como nas eleições proporcionais marcharão juntos. O PSL, com o candidato a governador do Estado, Hélio Gois, está na disputa majoritária “sozinho”, diferente da eleição proporcional, em que aparece coligado com o DC. O outro candidato a governador do Estado, Francisco Gonzaga, do PSTU, não compõe aliança com outros partidos na majoritária e na proporcional e disputará sem coligação.

Com informações: Edison Silva

Candidatos ainda não sabem como serão as coligações

Na véspera do último dia para realização das convenções partidárias, quando são homologadas as candidaturas e coligações, inúmeros candidatos à Câmara dos Deputados e ao Legislativo estadual ainda não sabem como se darão as alianças de que irão participar na disputa deste ano, assim como o senador Eunício Oliveira (MDB), candidato à reeleição, cuja luta resultou infrutífera quanto a ter o seu nome na mesma chapa do governador Camilo Santana (PT).

Eunício oficializa sua candidatura à reeleição neste sábado, rejeitado por integrantes do PDT e do PT, as duas principais agremiações sustentadoras da postulação de Camilo a continuar governador por mais até quatro anos.

Cid Gomes (PDT), que tem a palavra final no acerto das coligações, como do seu feitio, deixou para o último momento a decisão. O secretário chefe da Casa Civil do Governo, Nelson Martins, e o presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque, fizeram os contatos preliminares com os candidatos, sondando o sentimento e desejo deles sobre as coligações pretendidas.

Foram preliminares para nortear a decisão de Cid. Ele até agora só resolveu a questão da aliança majoritária, quando descartou a participação do MDB na chapa, da qual faz parte com Camilo e Izolda Cela. O MDB também está fora da proporcional em que estiverem PDT e PT.

A falta de um segundo nome para disputar o Senado, na chapa de Camilo, ao lado de Cid, nada tem a ver com o discurso equivocado, de alguns, de ter sido tal decisão acordada com Eunício, para facilitar sua reeleição. Os liderados dos irmãos Cid e Ciro não receberão recomendação para votar em Eunício. Ao contrário, por certo.

As declarações recentes de Lia Ferreira Gomes, a única irmã, pedindo para o cearense não votar no 15, o número do MDB, somadas aos reiterados e veementes discursos contra o senador, proferidos por Ciro, são uma demonstração de ser Eunício, no momento, o primeiro adversário a ser combatido.

Rejeição

Apesar dessa situação, realmente crítica, Eunício não tem, pelo menos aparentemente, fortes concorrentes fora do esquema do Governo. Os seus adversários poderão crescer por conta da rejeição que ele sofre de parte de governistas e, também, por algumas inabilidades suas desde quando passou a ser oposição às lideranças do grupo que controla a administração estadual, a exatos quatro anos.

Os correligionários de quando ele foi oposição, a partir de sua candidatura ao Governo do Estado, em 2014, não guardam boas memórias daqueles momentos, por isso não nutrem qualquer desejo de sufragar o seu nome, o que o obriga a despender mais esforços e recursos para mudar essa realidade.

Legalmente, todos os candidatos deverão estar com suas situações regularizadas até o próximo domingo, mas nunca a lei é cumprida como está posta. O tempo entre o fim do prazo das convenções e o do pedido de registro das candidaturas e coligações à Justiça Eleitoral tem sido usado para arrematar acordos.
Desse modo, algumas situações novas poderão ocorrer até o dia 15 de agosto, limite para a apresentação pelos partidos das suas relações de candidatos e das alianças firmadas para as eleições majoritárias e proporcionais.

Essa situação, de não se ter, no final do tempo, a clareza de como se portarão os partidos e quem são os candidatos nas eleições para a escolha dos representantes do povo, em dois dos três estamentos do poder, não deixa de ser esdrúxula, de maus presságios para as atuações dos que a ela estão subjugados.

Os principais atores da eleição bem que poderiam, evitando o constrangimento que experimentam em sequer saber responder com quem estarão coligados, demonstrar para os eleitores que no exercício dos seus respectivos mandatos terão autonomia de votar e decidir visando o bem-estar social e em respeito à dignidade do cargo.

Fragilizada

Sem a perspectiva de grandes mudanças no quadro de candidatos até aqui apontados, não erra quem afirmar estar o governador Camilo Santana numa situação deveras confortável, repetindo os feitos de Tasso Jereissati (PSDB) e Cid Gomes (PDT), quando disputaram as reeleições em 1998 e em 2010, respectivamente. Ambos reelegeram-se no primeiro turno do pleito. A oposição cearense, na disputa deste ano, apresenta-se, lamentavelmente, mais débil ainda, portanto, sem força para estabelecer uma efetiva concorrência.

Também para a eleição dos deputados, pouco sobrará para os adversários do esquema do Governo. Os partidos, de um modo geral, não investem em renovação e muito menos atuam em períodos não eleitoral. Eles não formam quadros. O novo, que surge para participar de disputas por mandatos, é resultado de investimentos próprios em ações comunitárias, ao estilo do velho assistencialismo.

Com informações: Edison Silva

Itapajé: Aparição pública de Dimas e Hilson ao lado de Leonardo Araújo alimentam especulações de que os prefeitos poderão apoiá-lo

Na tarde da última sexta-feira, dia 27, o deputado estadual Leonardo Araújo (MDB), esteve juntamente com sete prefeitos, entre eles o gestor de Uruburetama, Hilson Paiva, e o prefeito de Itapajé, Dimas Cruz, em uma audiência com o governador Camilo Santana em sua Residência Oficial. Na pauta da reunião o assunto principal foi a eleição deste ano.

A aparição pública em conjunto deu margem às especulações de que Dimas Cruz e Hilson Paiva pudessem vir a apoiar Leonardo Araújo em sua tentativa de reeleição. Apesar disso, o prefeito de Itapajé ainda não se manifestou oficialmente sobre seus posicionamentos políticos nas eleições vindouras.

Até bem pouco tempo a população dava como certo o apoio do gestor itapajeense ao deputado estadual Carlos Felipe (PCdoB). O parlamentar tem alocado alguns recursos para o município, inclusive as verbas para a reconstrução da Praça do Povão, obra atualmente em andamento, foram conquistadas através do mandato de Felipe.

Sem qualquer vinculo político com o município de Itapajé, o deputado Leonardo Araújo é um estranho para a maioria da população de nossa terra. O temor de muitos que acompanham com um olhar mais crítico a vida política de nossa terra é de que o engodo enfiado goela abaixo da população itapajeense nas eleições de 2014 se repita. No pleito daquele ano o ex-prefeito Padre Marques conclamou seus eleitores a votar no candidato a deputado estadual Joaquim Noronha. O ‘forasteiro’ obteve mais de cinco mil votos no município e tão rápido como surgiu, desapareceu. Noronha, em quase quatro anos em nada contribuiu com o povo de Itapajé. Foram, literalmente, milhares de votos jogados no lixo.

Leonardo Araújo nas eleições anteriores não conquistou vaga direta na Assembleia. Na condição de suplente só assumiu uma cadeira definitiva no parlamento estadual depois que o então deputado estadual Carlomano Marques foi eleito, em 2016, prefeito de Pacatuba.

Hoje defensor ferrenho do Governo Camilo Santana, Araújo já teve discurso completamente distinto. Até bem pouco tempo atrás, o parlamentar era um crítico contumaz da gestão estadual. Em julho de 2017 Araújo trocou acusações com sua colega de legenda, deputada Silvana Oliveira (MDB) por não concordar com a aproximação da deputada com Camilo Santana.

Na ocasião Leonardo acusou a colega de ter sido ‘cooptada” pelo governo e pediu ao partido, o então PMDB, a expulsão de Silvana por ela estar alinhada com Santana. Mas como a política é “dinâmica”, hoje é Araújo faz questão de ser fotografado ao lado de Camilo e de ser identificado como aliado e amigo.

Caso se confirma ainda o apoio de Hilson Paiva, prefeito de Uruburetama ao deputado, Araújo estará fazendo péssimo negócio. Hilson Paiva é envolvido em escândalos sexuais, acusado de estupros e malversação de recursos públicos. Sua esposa, Graça Paiva, consegue ser igual ou pior, foi condenada em segunda instância a 14 anos de prisão por crimes contra a administração pública e é provável que acompanhe as eleições privada de liberdade. Na última semana o Ministério Público determinou que a primeira-dama fosse proibida de entrar na Prefeitura de Uruburetama. Hilson e Graça parecem ter um “toque de Midas às avessas”, tudo no que tocam perece.

Com informações: Blog do Mardem

Apenas 6 deputados estaduais são de oposição no Ceará

A Assembleia Legislativa cearense é composta de 46 deputados estaduais, mas apenas seis fazem oposição ao Governo de Camilo Santana: Roberto Mesquita (PROS), Fernanda Pessoa (PSDB), Carlos Matos (PSDB), Capitão Wagner (PROS), Heitor Férrer (Solidariedade SD) e Renato Roseno (PSOL).

O deputado Heitor Férrer é, dos seis relacionados, o que mais faz discursos no plenário da Assembleia criticando ações do Governo do Estado, porém, o seu partido é da base do governador Camilo Santana,  e vai estar na coligação que defende a reeleição do governador. Heitor, porém, diz que está liberado pela direção do seu partido para manter sua posição oposicionistas.

Com informações: Edison Silva

Camilo reúne deputados e prefeitos na residência oficial e em hotel

Os deputados estaduais ligados ao Governo do Estado estão sendo chamados para uma reunião, amanhã, com o governador Camilo Santana, na residência oficial, no início da noite. Alguns dos convocados não foram informados da pauta do encontro, mas admitem que seja para a discussão de questões relacionadas às coligações partidárias, tema de grande preocupação da maioria deles.

Hoje, o governador reunirá prefeitos, o objetivo também deve ser eleições, mas diferentemente das questões a serem tratadas com os deputados, pois os prefeitos são apenas apoiadores dos candidatos do Governo ao Legislativo e ao Executivo. Camilo deve renovar o pedido de apoio para ele e seus correligionários. O encontro com os prefeitos é no auditório do Hotel Praia Centro.

Depois dos encontros de hoje e amanhã, outras reuniões acontecerão com os mesmos prefeitos e deputados, mas desta vez com o ex-governador Cid Gomes, hoje em São Paulo, tratando da campanha presidencial de Ciro Gomes, e da preparação da convenção nacional do PDT, na próxima sexta-feira.

Nos próximos encontros com Cid, os deputados já tratarão dos detalhes das alianças que serão formadas para a disputa proporcional.

Com informações: Edison Silva

Dobradinhas dos deputados não respeitam os partidos

Deputados estaduais e federais apostam nas “dobradinhas” em alguns municípios do Estado para atraírem o maior número de votos possíveis no pleito deste ano. No entanto, a questão ideológica nem sempre é levada em consideração, visto que em muitas das vezes há lideranças locais que defendem postulações que são antagônicas do ponto de vista político e partidário.
Para se ter uma ideia, a deputada Fernanda Pessoa (PSDB), que na maioria dos municípios estará em palanques ao lado do pai, o pré-candidato a deputado federal Roberto Pessoa (PSDB), também estará ao lado do petista Zé Airton Cirilo, este filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). A parlamentar explicou ao Diário do Nordeste que a “dobrada” com o petista acontecerá nos municípios de Icapuí e Aracati.
A tucana também terá dobradinha com o deputado federal Moses Rodrigues, em Aratuba. Segundo disse, isso acontece porque esses parlamentares são lideranças com expressiva votação nessas bases eleitorais. “É a primeira vez que eu faço dobradinha com o Zé Airton, mas na maioria dos locais eu estarei ao lado do meu pai. O Zé Airton é líder naquela região”, explicou.
A deputada Rachel Marques (PT), apesar de participar de “dobradinhas”, em sua maioria com pré-candidaturas petistas, também estará “dobrando” com Osmar Baquit (PDT), em Quixadá”, e com o deputado do PSOL, Renato Roseno, nos municípios de Santa Quitéria e Sobral. Segundo ela, isso deve acontecer por conta de setoriais do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MST), que devem apoiar o socialista e a petista.
O PSOL, ao longo de sua existência, sempre esteve ao lado apenas de partidos mais à esquerda, como PCB e PSTU. No entanto, desta vez, um parlamentar da legenda fará “dobradinha” com um petista. “Essa é uma definição dos movimentos que vão apoiar nossas candidaturas e nós estamos juntos em algumas atividades. Em outras brigadas estaremos com o deputado Elmano de Freitas, mas em determinados assentamos o MST fez a opção de apoiar Rachel Marques e Renato”, explicou.
Roseno, por outro lado, negou que estivesse “dobrando” com Rachel Marques em alguns municípios, destacando que o que acontece é um apoio em comum do MST. Questionado se reuniões e participação conjunta em eventos poderiam acontecer durante a campanha, ele disse não saber responder. “Nós do PSOL, em geral, fazemos campanhas com candidatos do PSOL, e os candidatos do PT fazem o mesmo. Nunca conversei sobre isso com a deputada”, justificou.
Outro caso semelhante é do deputado Roberto Mesquita (PROS), que participará de eventos de campanhas com o pré-candidato a deputado federal, Capitão Wagner (PROS). No entanto, em algumas cidades a “dobradinha” será com Mauro Filho, da base governista. Isso acontece porque a liderança local, apesar de ser aliada do governador Camilo Santana, apoiará o oposicionista
Há deputados, no entanto, que dizem que não estarão se alinhando a pré-candidaturas a federal e trabalharão de forma isolada, como é o caso do deputado Walter Cavalcante (MDB). Segundo ele, a sua decisão leva em conta que a maioria dos nomes que se apresentaram tem pautas que vão de encontro aos dogmas da igreja. Já Heitor Férrer (SD) salientou que também deve peregrinar os municípios que representa sozinho, sem acompanhamento de um postulante à Câmara Federal.
Dedé Teixeira (PT) deve “dobrar” com os pré-candidatos Odorico Monteiro, do PSB, José Nobre Guimarães (PT), Rachel Marques, do PT, e Robério Monteiro, do PDT. No entanto, seu voto será dado ao petista José Guimarães. Totonho Lopes, Mauro Filho, Zé Airton Cirilo e André Figueiredo estarão em palanques junto com o líder do Governo Camilo na Assembleia, deputado Evandro Leitão (PDT).
“Tenho parcerias com diversos candidatos a deputado federal. Geralmente, eu levo em consideração a conjuntura política das localidades onde tenho grupos. Eles fazem pareceria com algum deputado federal e criam parcerias onde a gente termina se aproximando”, disse Leitão.
José Sarto (PDT) também disse deixar a liderança local à vontade para apoiar qualquer nome a deputado federal, visto que o que geralmente acontece é a ida do postulante à Câmara Federal vai para Brasília e o estadual é quem tem maior proximidade com o eleitor. “Lá em Várzea Alegre o prefeito vota no Domingos Neto (PSD), aí tem o Guimarães em Potengi e Paramoti. Em Acopiara é outra pessoa, em Pacoti é o Odorico Monteiro, em Amontada o Zé Airton. Em Itaitinga a Gorete Pereira e na Paraipaba o Macedão (PP)”.
Geralmente o pedetista leva em consideração as orientações de Ciro Gomes e Roberto Cláudio, ambos do PDT, e por isso, em Fortaleza sua “dobradinha” tende a ser com Mosiah Torgan (PDT), filho do vice-prefeito de Fortaleza, Moroni Torgan (DEM). “Geralmente deixo as lideranças livres porque não quero assumir compromisso com candidatura, porque as vezes eles não correspondem e depois vem tudo para cima de mim. Mas quando possível, participo de todos os eventos”.
Em muitos municípios do Estado, Osmar Baquit terá como “dobradinhas” os pré-candidatos a deputado federal Rachel Marques e Mauro Filho, ambos da base governista de Camilo. No entanto, em Piquet Carneiro, a possibilidade é de proximidade com Danilo Forte, do PSDB. O deputado Elmano de Freitas (PT), na maior parte dos municípios onde estará, vai “dobrar” com a pré-candidata à reeleição Luizianne Lins.
Para manter coerência com definição partidária, Capitão Wagner, esse pré-candidato a deputado federal pelo PROS, terá “dobradinhas”, em sua maioria, com militares, comerciantes, médicos e médicos, a maioria do PROS para a disputa estadual. Ele também deve estar alinhado com Carlos Matos (PSDB) em pontos específicos do Estado.

Com informações: Edison Silva