Candidaturas têm desempenho fraco apesar de recursos

Em um arranjo partidário, uma só candidata a deputada estadual no Ceará, novata em eleições, recebeu mais de R$ 200 mil do Fundo Eleitoral. O dinheiro, parte da cota a ser destinada a candidaturas femininas por determinação da Justiça Eleitoral, porém, pagou despesas da campanha não só dela, mas do presidente do partido, também candidato, e de outros postulantes da legenda. O resultado da candidata nas urnas foi inversamente proporcional ao expressivo valor supostamente investido na candidatura pela direção nacional: inferior a mil votos. Ficou longe do necessário para brigar por uma das 46 vagas da Assembleia Legislativa.

O caso, da postulante neófita que não quis se identificar, é um dentre vários outros que indicam o mau uso de recursos públicos para o financiamento de campanhas no Ceará em 2018. Na primeira eleição com financiamento público, a partir da aprovação do Fundo Eleitoral de cerca de R$ 1,7 bilhão para os partidos custearem suas campanhas de acordo com critérios próprios, nem sempre o dinheiro público reverteu-se em voto.

Os 53 candidatos a deputados federais que obtiveram menos de mil votos no Estado receberam, juntos, mais de R$ 570 mil em recursos públicos dos partidos, seja por meio dos comandos estaduais ou nacionais. Isso significa que cada voto custou, em média, R$ 22,95 às legendas. Para se ter uma dimensão, o deputado federal mais votado desta eleição, Capitão Wagner (PROS), desembolsou R$ 0,72 de sua sigla para cada voto que obteve. Se considerado apenas o Fundo Eleitoral, são apenas R$ 0,39 por voto.

Câmara

Há casos de doações que se destacam entre os candidatos à Câmara Federal. Rosa Martins (PROS), por exemplo, contou com R$ 60 mil do comando nacional da sigla. Ela, entretanto, conseguiu apenas 926 votos, o que representa quase R$ 64 por voto. Moema (PSDB), primeira mulher a eleger-se deputada federal pelo Ceará, obteve apenas 648 votos, apesar dos R$ 100 mil que sua legenda lhe garantiu.

O PSDB foi um dos poucos partidos que não estabeleceram a reeleição como um dos critérios para distribuir recursos. De acordo com resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), candidaturas femininas receberam 30% dos recursos, como determina a lei, enquanto as candidaturas proporcionais masculinas obtiveram 23,33%, mesma parcela dada aos que disputaram cargos majoritários. Já o PROS priorizou a eleição para deputados federais em razão da cláusula de desempenho.

Em entrevista, Moema frisou que os recursos são legais. “Não há dinheiro de cueca”, declarou. A candidata disse que todos os valores foram distribuídos a partir de critérios estabelecidos pela sigla, e indicou que a história dela com o PSDB influenciou no montante que recebeu. “Você está conversando com uma ex-constituinte, uma ex-deputada federal, que foi da direção do partido a vida inteira”.

No PROS, Débora Ribeiro, candidata a deputada estadual, também recebeu recursos vultosos. Foram mais de R$ 270 mil para a campanha, que obteve 47 sufrágios.

De acordo com o presidente estadual do PROS, Capitão Wagner, no caso de Débora, a decisão de aportar esse montante não foi dele, mas da direção nacional. Já Rosa Martins, que concorreu a deputada federal, foi uma aposta que acabou não se concretizando. “Tínhamos a expectativa de que ela alcançaria ao menos cinco mil votos”, declarou. Capitão Wagner defende que, nas próximas eleições, a decisão sobre como alocar os recursos seja das direções estaduais.

Investigações

O Diário do Nordeste tentou contato com as candidatas do PROS. Membros do partido, entretanto, disseram que só poderiam compartilhar os contatos com a autorização delas. Comprometendo-se a tentar entrar em contato com as ex-postulantes, as ligações não foram retornadas.

Procurado para comentar a fiscalização do uso do Fundo Eleitoral neste ano, o Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) informou que há seis casos relacionados ao uso de recursos públicos nas campanhas em investigação. Nenhum dos três procuradores auxiliares do órgão, contudo, se dispôs a dar entrevista até o fechamento desta matéria.

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Com informações: Diário do Nordeste

Roseno precisou de votos de outros quatro candidatos do Psol para ser eleito

Reeleito para novo mandato na Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Renato Roseno (Psol) precisou de votos da legenda do partido e de outros quatro correligionários para obter vitória na eleição deste ano.
Com cerca de 4,6 milhões de votos válidos gerais para a vaga no Estado, o quociente eleitoral mínimo para a eleição de um deputado estadual no Ceará ficou em 99,3 mil votos. Com 74.174 sufrágios, Roseno ficou “devendo” cerca de 25,2 mil votos para garantir a eleição. Ou seja, mesmo entre os mais votados do Estado, o deputado corria risco de não obter vaga.
Sem coligação, o Psol conseguiu o número mínimo para a eleição do deputado com os votos dos correligionários Ari Areia (11,3 mil), Nestor Bezerra (3,2 mil), Alexandre Mapurunga (3,1 mil) e Lucas Moreira (2,7 mil), além dos 5,7 mil votos diretos na legenda.
Durante a campanha deste ano, chapa do Psol para vagas no Legislativo mostrou grande convergência de ideias, com os candidatos adotando uma série de pautas progressistas. Roseno, por exemplo, focou campanha em combate à violência envolvendo jovens nas periferias do Estado, enquanto Ari Areia debateu mais pautas ligadas a segmentos LGBT.
Com informações: O Povo

Erika visita Câmara Municipal de Caucaia e agradece os 86 mil “votos de esperança”

Em sua primeira aparição pública depois do resultado da eleição, a deputada estadual eleita Erika Amorim visitou a Câmara Municipal de Caucaia nesta quinta-feira (11/10). A convite dos parlamentares, ela participou da 54ª sessão ordinária e agradeceu os “86.320 votos de esperança” que recebeu em 170 municípios do Ceará.

Erika foi a deputada estadual mais votada do Estado, a deputada estadual mais votada da história de Caucaia, a segunda deputada estadual mais votada da história do Ceará e a deputada estadual mais votada da coligação a qual pertencia. No ranking geral, foi a sétima com mais eleitores.

Candidata de primeira viagem, a primeira-dama dos caucaienses ficou à frente de nomes que tentavam a reeleição e de lideranças conhecidas do eleitorado. “A gente não constrói nada sozinho. Muitas pessoas se uniram a nós nessa caminhada e muitas nos fortaleceram em oração. Por isso, essa vitória não é só minha. É de todos nós. E eu quero retribuir com dada dia dos quatro anos do meu mandato com muito foco e muito trabalho”, declarou.

Ela comemorou o desempenho em Caucaia, onde conseguiu votos suficientes para eleger-se. Foram 42.982 apoios. “Saí de algumas comunidades de coração dilacerado. É muita responsabilidade porque essas pessoas nos veem como uma esperança. Mas Caucaia agora tem um prefeito que ama a cidade, uma deputada eleita em casa e um deputado federal (Domingos Neto) amigo. Juntos, com vontade de resolver, a gente vai ter dias melhores”, pontuou Erika.

A trajetória da deputada eleita foi enaltecida por todos os 13 vereadores em plenário. “Sua votação expressiva é fruto de um trabalho. Nada vem à toa. Vossa Excelência sempre foi uma primeira-dama ativa. Desejo que some ainda mais forças ao prefeito para melhorar nosso município”, disse a presidente da Câmara, vereadora Natécia Campos.

Muitos parlamentares destacaram a eleição de Erika como a abertura de um importante canal de diálogo de Caucaia com o Governo do Estado. “Sua vitória é uma vitória do povo”, afirmou o vice-presidente do Legislativo, vereador Mersinho. “A senhora colocou os pés no chão e foi em busca de voto. Não se acovardou e vai ser a voz das pessoas que hoje não têm voz no parlamento estadual”, acrescentou o líder do Governo na Casa, vereador Fábio Herlândio.

Até quem não esteve ao lado de Erika na campanha parabenizou-a pela votação histórica. Somados, os três principais concorrentes dela no pleito não chegaram a metade dos votos alcançados pela candidata. “Vossa Excelência é a prova viva de que todo trabalho bem feito é recompensado”, declarou o vereador Neto do Planalto.

 

Com informações: Bruno de Castro

Futuros ex-deputados traçam planos e esperam lugar no governo

Enquanto alguns deputados cearenses que não obtiveram êxito nas urnas neste ano ainda amargam a derrota, sentenciada no último domingo (7), outros já traçam planos sobre o que farão após a conclusão do atual mandato. Na Assembleia Legislativa, onde novatos ocuparão 17 das 46 cadeiras a partir de 2019, parlamentares da base governista que perderam a disputa estão na expectativa de serem chamados para ocupar cargos na segunda gestão do Governo Camilo Santana (PT).

A deputada estadual Rachel Marques (PT) foi uma das que perderam a disputa por cadeira na Câmara dos Deputados. Ela, que só foi efetivada na Assembleia após a saída de deputados eleitos prefeitos, em 2016, atribuiu a derrota ao cenário político. “Em relação ao crescimento de pessoas ligadas ao (Jair) Bolsonaro, que nunca tiveram uma atuação política. Isso é um fenômeno que ocorreu nessas eleições, inclusive, (afetou a eleição) de deputado federal”.

Sobre o futuro, Rachel não descarta ser chamada para assumir eventuais funções no governo estadual. “Não tivemos nenhuma conversa com o governador, nem com a Executiva do PT, mas é algo possível. Venho com a experiência de ter sido gestora na Companhia Docas do Ceará”, menciona. A petista, porém, ainda trabalha com a possibilidade de ocupar uma cadeira no Legislativo Federal. “O partido poderá discutir se algum parlamentar poderia ir para secretaria e eu assumo (cadeira) na Câmara Federal. Isso ocorria muito na Assembleia”.

Ocupando até o fim deste ano o quarto mandato na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Lucílvio Girão (PP), por sua vez, afirmou que não conseguiu se reeleger devido ao acirramento da disputa na região de Maranguape, sua terra natal.

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“Foram oito (candidatos) pesados, fora os que vêm de fora. Eu caí por dois mil votos. Só que sou o primeiro suplente da coligação grande, vamos estar no rodízio e vou entrar direto (na Assembleia)”, disse o parlamentar, confiante sobre ser efetivado na próxima legislatura. Isso porque ele aposta que deputados eleitos na sua coligação deverão ser escalados para o governo. “Toda vida chamam. Se (eu) não entrar, a gente vai continuar a profissão de médico, que eu nunca abandonei”.

Internet

O deputado Ely Aguiar (DC) concorreu ao quarto mandato, mas considerou que um dos motivos de não ter sido bem-sucedido nas urnas foi a falta de investimento em redes sociais durante a campanha. “É possível ser eleito se souber usar a rede social. O maior exemplo disso é o Bolsonaro, que não participou de nenhum debate”.

Ele também reclama, contudo, do “rolo compressor” de candidatos apadrinhados pela máquina pública, “com uma estrutura jamais vista”. Segundo Aguiar, tais candidatos teriam “engolido” os votos dele em colégios eleitorais. “Tanto é que eu tive só dois mil votos na minha cidade. Antes, tive sete mil”, comparou.

Agora, sem a chance de voltar para novo mandato no Legislativo, Ely, que é jornalista por formação e apresentador de programas de TV, disse que ficará “à disposição do mercado da comunicação”. Ele, que também é servidor público, disse que aproveitará para solicitar a aposentadoria parlamentar. Pelas regras da Assembleia Legislativa, todo deputado efetivado que tiver, no mínimo, 20 anos de contribuição e 15 anos de contribuição de outro sistema público pode ter direito à aposentadoria, que corresponde a 80% das contribuições pagas pelos parlamentares.

Também de fora

Além de Ely Aguiar, outros três deputados estaduais ficam de fora da Assembleia a partir do ano que vem. Ontem, no retorno das atividades da Casa, após o recesso parlamentar aprovado para as duas últimas semanas de campanha, a deputada Bethrose (PP) não compareceu à sessão plenária. Nas palavras de um aliado, ela, na verdade, “nunca esteve na relação” dos eventuais reeleitos, por conta da votação “baixa” obtida em 2014, com 31.666 votos.

O deputado Carlos Matos (PSDB) também não foi para a Assembleia, ontem, e nem deve ir ao longo desta semana. Interlocutores dizem que o tucano estava “certo” de que conquistaria a reeleição, quando foi surpreendido com o resultado. Mário Hélio (Patriota) foi outro que não marcou presença nas atividades. Ele era suplente em 2014 e só conquistou a vaga de titular com a saída dos parlamentares eleitos prefeitos, em 2016.

 

Com informações: Diário do Nordeste 

Famílias com tradição na política se perpetuam no Legislativo

Os novos nomes na Assembleia Legislativa e na bancada cearense na Câmara dos Deputados não são, em alguns casos, tão novos assim. Dentre os eleitos no último domingo (7), pelo menos sete dos 17 novatos que ocuparão cadeiras na Assembleia vêm de famílias já envolvidas na política. O mesmo vale para seis dos novos 13 deputados federais.

No Legislativo estadual, o destaque é Érika Amorim (PSD), esposa do prefeito de Caucaia, Naumi Amorim (PMB), sétima candidata mais votada, com mais de 86 mil sufrágios. Ela, entretanto, não está sozinha. Marcos Sobreira (PDT), filho da deputada estadual Mirian Sobreira, também foi eleito pela primeira vez. A mãe, ex-primeira-dama e ex-secretária em Iguatu, desistiu de concorrer à reeleição.

Patrícia Aguiar (PSD) é outro nome nessa lista: ex-prefeita de Tauá, ela é mãe do deputado federal Domingos Neto (PSD) e esposa de Domingos Filho (PSD), ex-deputado estadual e conselheiro em disponibilidade do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE), que abandonou a disputa após ter a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).

Nelinho (PSDB), por sua vez, é filho de Raimundo Freitas, ex-prefeito de Russas; e Romeu Aldigueri (PDT), ex-prefeito de Granja, é primo do deputado estadual Gony Arruda (PSD), apesar de os dois não serem do mesmo grupo político na cidade.

O governador Camilo Santana (PT) também conseguiu emplacar um nome na Casa para 2019. O cunhado do petista, Fernando Santana, que perdeu a disputa pela Prefeitura de Barbalha em 2016, obteve 95 mil votos e foi o quarto mais votado.

Câmara

Na bancada federal, Mauro Filho (PDT), quinto mais votado com 157 mil votos, além da longa carreira como Secretário da Fazenda, tem uma família de tradição política: seu pai, Mauro Benevides (MDB), foi senador, chegando a ser primeiro vice-presidente da Constituinte de 1988. Já Eduardo Bismarck (PDT) é filho do prefeito de Aracati, Bismarck Maia (PDT), enquanto Pedro Bezerra (PTB) é filho do prefeito de Juazeiro do Norte, Arnon Bezerra (PTB). Dr. Jaziel (PR) é casado com a deputada estadual Dra. Silvana (MDB).

Parlamentares de famílias políticas não são novidade. Na atual legislatura, há vários, como Sérgio Aguiar (PDT), filho do ex-deputado estadual e conselheiro em disponibilidade do TCE Chico Aguiar, Fernanda Pessoa (PSDB), filha do ex-prefeito de Maracanaú e deputado federal eleito Roberto Pessoa (PSDB), e Aderlânia Noronha (SD), esposa do deputado federal reeleito Genecias Noronha (SD).

Bruno Pedrosa (PP), por sua vez, é filho do ex-deputado estadual Vanderley Pedrosa (PTB). Julinho (PDT) também é filho de político: o pai, Júlio Cesar Costa, foi prefeito de Maracanaú. O mesmo acontece com Bruno Gonçalves (Patri), filho de Acilon Gonçalves (Patri), atual prefeito de Eusébio, dentre outros exemplos.

Guilherme Landim (PDT) reconhece que o nome do pai – Wellington Landim, que foi prefeito de Brejo Santo e deputado estadual por 16 anos, chegando até mesmo a presidir a Casa -, com certeza ajudou a chegar à vitória. “Meu pai foi uma referência”, afirma.

Ele declara, entretanto, que seus oito anos a frente da Prefeitura de Brejo Santo também tiveram relevância no desempenho nas urnas, já que sua gestão chegou a ser premiada nacionalmente. “Tudo isso me deu uma condição aqui no Cariri para voltarmos a ter uma voz na Assembleia”, diz. Guilherme Landim afirma que, mesmo com a tradição da família, pode reivindicar-se como “renovação”.

Trajetória própria

Antônio José Albuquerque (PP), eleito deputado federal, usa argumentos semelhantes. “Já tive experiência, cargo publico, fiz história da minha cidade (Massapê, da qual foi prefeito)”, declara, defendendo que seu pai – o presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque (PDT) – é apenas um elemento na equação. “Já tenho uma história dentro da política do Ceará”, afirma, ressaltando que integra o grupo político dos ex-governadores Cid e Ciro Gomes (PDT).

Para ele, o desejo de renovação também contribuiu para a eleição. Para Antônio José, era a vontade do povo brasileiro livrar-se de nomes que ocupavam o Legislativo há décadas. “Também entrei nessa onda de renovação”, destaca.

Opinião

Velha política, mas nem tanto

Ao olharmos os resultados eleitorais para o Legislativo, percebemos que a rede política estruturada através de relações familiares ainda consegue obter dividendos eleitorais. Essa dimensão da política tradicional é recorrente na estruturação da carreira política e na perpetuação de grupos políticos por um longo período de tempo, atravessando inclusive décadas. Podemos citar como exemplo paradigmático, a continuidade dos Távoras na política cearense. Outro aspecto observado é que essa intersecção entre família e política é reprodutora de uma ordem patriarcal. A presença feminina na política institucional e seu sucesso eleitoral resultam, em grande parte, da influência masculina familiar.

Raulino Pessoa Júnior
Cientista político (Urca)

Com informações: Diário do Nordeste

Casal evangélico ganha mandatos com votos também da esquerda

Um casal comemorou muito ao final da apuração dos votos no Ceará. Ou melhor, orou e agradeceu a Deus.

A deputada estadual Dra. Silvana (PR), aquela que fez pregações contra o feminismo, a ideologia de gênero e em defesa da família, obteve a reeleição graças ao apoio evangélico e do seu trabalho como médica, segundo assessores.

Com ela, foi eleito o seu marido, o Dr. Jaziel, para a Câmara dos Deputados. Ele contou com o respaldo evangélico, mas votações como as de Célio Studart (PV) e de Luizianne Lins e José Guimarães , estes do PT que o casal não tolera, ajudaram a puxar mais um nome da coligação.

Eis a turma da esquerda ajudando, como diria a Bíblia, a manter esse cordão não de três, mas de duas dobras na política.

Com informações: Eliomar de Lima

Conheça a nova composição da Assembleia Legislativa do Ceará

O PDT conquistou 18 das 46 vagas da Assembleia Legislativa do Ceará e tornou-se o partido com mais cadeiras no Legislativo cearense a partir de 2019. A segunda legenda que conseguiu mais deputados na eleição deste domingo (7) no Ceará foi o MDB, com quatro cadeiras.

O PDT aumenta o seu número de cadeiras, de 12 para 18; já o MDB mantém quatro deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Ceará.

Os três deputados mais bem posicionados foram André Fernandes (PSL) com 109.742 votos; Queiroz Filho (PDT), com 103.943 votos; e Sérgio Aguiar (PDT) que obteve 100.922.

Confira abaixo a relação dos candidatos eleitos.

  1. André Fernandes (PSL) – 2,40% (109.742)
  2. Queiroz Filho (PDT) – 2,27% (103.943)
  3. Sérgio Aguiar (PDT) – 2,21% (100.925) Reeleito
  4. Fernando Santana (PT) – 2,09% (95.665)
  5. Salmito (PDT) – 2,00% (91.293)
  6. Romeu Aldigueri (PDT) – 1,95% (89.060)
  7. Érika Amorim (PSD) – 1,89% (86.320)
  8. Moisés Braz (PT) – 1,83% (83.489) Reeleito
  9. Evandro Leitão (PDT) – 1,83% (83.486) Reeleito
  10. Guilherme Landim (PDT) – 1,82% (83.215)
  11. Dr. Bruno Gonçalves (Patriotas) – 1,81% (82.515) Reeleito
  12. Danniel Oliveira (MDB) – 1,78% (81.395) Reeleito
  13. Zezinho Albuquerque (PDT) – 1,74% (79.489) Reeleito
  14. Renato Roseno (Psol) – 1,62% (74.174) Reeleito
  15. Dr. Sarto (PDT) – 1,51% (68.937) Reeleito
  16. Elmano Freitas (PT) – 1,50% (68.594) Reeleito
  17. Augusta Brito (PCdoB) – 1,47% (67.251) Reeleito
  18. Marcos Sobreira (PDT) – 1,47% (67.012)
  19. Aderlania Noronha (Solidariedade) – 1,44% (66.053) Reeleito
  20. Leonardo Araújo (MDB) – 1,42% (64.781) Reeleito
  21. Vitor Valim (Pros) – 1,39% (63.642)
  22. Agenor Neto (MDB) – 1,35% (61.543) Reeleito
  23. Dra. Silvana (PR) – 1,34% (61.244) Reeleito
  24. Patrícia Aguiar (PSD) – 1,32% (60.270)
  25. Fernanda Pessoa (PSDB) – 1,27% (58.275) Reeleito
  26. João Jaime (DEM) – 1,24% (56.661) Reeleito
  27. Heitor Férrer (Solidariedade) – 1,19% (54.532) Reeleito
  28. Osmar Baquit (PDT) – 1,16% (53.114) Reeleito
  29. Tin Gomes (PDT) – 1,16% (53.050) Reeleito
  30. Jeová Mota (PDT) – 1,14% (52.299) Reeleito
  31. Nezinho Farias (PDT) – 1,08% (49.482)
  32. Antônio Granja (PDT) – 1,08% (49.148) Reeleito
  33. Fernando Hugo (PP) – 1,07% (49.111) Reeleito
  34. Audic Mota (PSB) – 1,07% (49.056) Reeleito
  35. Bruno Pedrosa (PP) – 1,07%% (48.927) Reeleito
  36. Leonardo Pinheiro (PP) – 1,07% (48.713) Reeleito
  37. David Durand (PRB) 1,00% (45.795) Reeleito
  38. Nelinho (PSDB) – 0,94% (42.779)
  39. Dr. Carlos Felipe (PCdoB) – 0,79% (35.898) Reeleito
  40. Walter Cavalcante (MDB) – 0,73% (33.160) Reeleito
  41. Apóstolo Luiz Henrique (Patriotas) – 0,68% (31.130)
  42. Acrísio Sena (PT) – 0,61% (27.842)
  43. Delegado Cavalcante (PSL) – 0,59% (27.112)
  44. Julinho (PPS) – 0,56% (25.769)
  45. Nizo (Patriotas) – 0,54% (24.759)
  46. Soldado Noelio (Pros) – 0,54% (24.591)

Com informações: G1 Ceará

Assembleia Legislativa terá ao menos 21,7% de renovação

Com parlamentares trilhando novos caminhos, a Assembleia Legislativa do Ceará passará por uma renovação mínima de 21,7% da bancada para a próxima legislatura. O levantamento não leva em consideração a mudança natural que acontece com o resultado das urnas e o ingresso de novos nomes. Dos 46 deputados em exercício, seis desistiram de participar do pleito e quatro buscarão vaga na Câmara dos Deputados. Os outros 36 querem reeleição.

A lista de seis nomes é composta por Gony Arruda (PP), Mirian Sobreira (PDT), Roberto Mesquita, (Pros), Joaquim Noronha (PRP), Odilon Aguiar (PSD) e o suplente em exercício, Manoel Santana (PT).

A desistência mais recente foi de Gony Arruda. O parlamentar exerce quinto mandato consecutivo, desde que foi eleito em 1998. Contatado, ele se recusou a comentar o motivo da desistência. Pelo Facebook, entretanto, no último dia 15, falou sobre a força que influente liderança municipal tem na consolidação ou não da preferência popular, sobretudo na reta final da campanha. “Como é de conhecimento público a perda que eu tive de aliados políticos em algumas cidades nas últimas semanas, fica, portanto, difícil a minha campanha”, explicou.

Odilon Aguiar (PSD) disse que não participará do pleito por motivos pessoais e declarou apoio à candidatura de Domingo Filho (PSD). “Estava na hora de ele voltar para a política”, acrescentou. Entretanto, o ex-presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) teve registro barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE), e saiu da disputa para apoiar a esposa, Patrícia Aguiar (PSD), para o cargo de deputada estadual.

Já Roberto Mesquita diz entender que a política tem que ser renovada. No terceiro mandato, afirma estar deixando o cargo com a cabeça erguida por ter “cumprido meu papel”. No entanto, destaca que segue na vida política, sem especificar de que modo. Sem mandato, projeta, dará atenção à família.

Alegando problemas de saúde, Mirian Sobreira foi uma das primeiras a anunciar que não tentaria reeleição. A sigla chegou a registrá-la para concorrer a uma vaga na Câmara do Deputados, mas a candidatura não avançou. Ela lançou o filho, Marcos Sobreira (PDT), para a disputa de uma vaga na Assembleia Legislativa.

O deputado Joaquim Noronha não atendeu as ligações durante a tarde de ontem. O mesmo ocorreu com Manoel Santana. Ele ainda foi contatado por e-mail enviado às 15h56min.

Além dos desistentes, há quatro políticos que desejam trilhar novos rumos eleitorais. Rachel Marques (PT), Robério Monteiro (PDT), Tomaz Holanda (PPS) e Capitão Wagner (Pros) desistiram da reeleição para tentar vaga na Câmara dos Deputados.

As siglas mais atingidas pelas mudanças foram Pros, PDT e PT que deixam de ter dois parlamentares, cada, tentando reeleição na Assembleia.

Nas eleições passadas, em 2014, houve renovação de 52,1% dos parlamentares estaduais. Dos 46 deputados, apenas 22 foram reeleitos. Já a bancada feminina acumulou crescimento de 40%, passando de cinco para sete.

Com informações: O Povo

 

Deputados fazem as contas dos votos para as suas eleições

Nos últimos dias de campanha, deputados estaduais candidatos à reeleição aumentam as incursões nos municípios onde são votados, ao mesmo tempo que calculam os votos necessários para continuarem com os mandatos. Nas contas de alguns da base governista, eles precisarão alcançar, no mínimo, 45 mil votos, para se manterem “no páreo” e disputar uma vaga na Assembleia Legislativa dentro de suas coligações. Já entre as siglas pequenas, a “linha de corte” estipulada é menor, ainda assim, com a apatia do eleitorado em geral, todos são unânimes em dizer que a estratégia nessa reta final da campanha é intensificar o corpo a corpo.

Há três meses, quando as coligações, inclusive do grupo governista, ainda não tinham sido oficializadas, parlamentares dos principais partidos de sustentação do governo Camilo Santana já projetavam que precisariam alcançar uma média de 40 mil votos, considerada alta por eles, para serem reeleitos na Assembleia. Agora, diante de um quadro próximo do real, eles projetam um “teto” maior de, no mínimo, 45 mil votos, em razão dos candidatos “fortes” na coligação, que prometem atrair grande número de votos.

O deputado Evandro Leitão (PDT), líder do governo na Casa, vai além e diz que trabalha com uma “linha de corte” de 50 mil votos que ele e outros candidatos dentro da coligação com o PP, DEM e PR, precisarão alcançar para disputar uma cadeira na chapa. Ele frisa que nessa reta final da campanha, no entanto, vai intensificar a consolidação dos seus apoiamentos nos municípios.

“Eu acho que a renovação aqui (na Assembleia) será em torno de 30%. Toda e qualquer eleição, independente de qualquer conjuntura, sempre terá o (apelo pelo) novo, a mudança, é algo muito forte no ser humano, ele tem uma vontade sempre do novo, em qualquer processo. A minha avaliação é que esse trabalho dos últimos dias é um trabalho de consolidação, na realidade, eu sempre digo que na eleição você tá celebrando um trabalho que você fez durante quase 4 anos”.

O deputado Leonardo Pinheiro (PP), por outro lado, frisa que demais candidatos da sua coligação são “fortes”, o que faz aumentar o número de votos a ser atingido para concorrer a uma cadeira. O parlamentar é um dos que não obteve êxito na disputa de 2014, ficando na primeira suplência da coligação governista e só foi efetivado após a morte do ex-deputado Wellington Landim.

Na coligação formada pelo DC e PSL, a projeção do deputado estadual, Ely Aguiar, que preside o Democracia Cristã, é de que os candidatos obtenham, no mínimo, 25 mil votos para concorrer a uma vaga nas eleições proporcionais. O primeiro objetivo, segundo ele, é alcançar o quociente eleitoral, que é o resultado da divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras na Assembleia, depois com o total de votos recebidos pela coligação, que serão divididos pelo quociente eleitoral, obter um resultado que, pelo menos, garanta duas cadeiras para eles.

“Quem chegar aos 25 mil votos tem chance dentro dessa coligação, que é uma coligação pequena, independente e o cálculo que nós fazemos é o cálculo para atingir o quociente pra fazer dois (deputados), enfrentando a desproporcionalidade (com outros partidos), que é muito grande”.
Com informações: Edison Silva

Gony Arruda desiste de sua candidatura

O deputado estadual Gony Arruda (PP) desistiu de sua candidatura de reeleição ao legislativo estadual. Ele não tentará seu sexto mandato, encerrando assim sua carreira politica sem ser candidato. Filiado ao PP – Partido Progressista, ele deverá apoiar um candidato de outro partido, Tim  Gomes do PDT.
A questão é: qual colégio ele oferecerá ao seu apoiado? Em Granja, sua votação já estava bastante reduzida, praticamente esgotada, contando apenas com  o apoio de um vereador, e este mesmo não tem pedido segredo em declarar que só iria votar em Gony em consideração a memória de seu pai, o saudoso Esmerino Arruda, mas que logo após a eleição iria aderir ao grupo de Romeu Aldigueri, por acreditar em suas propostas para o Município e região.
Em Frecheirinha, Carleone, ex-prefeito, deverá apoiar Daniel Oliveira. Em Moraújo o apoio poderá ir para Zezinho Albuquerque. Nas outras cidades –  poucas, por sinal – a tendência é que as lideranças politicas apoiem outros candidatos que não seja o indicado de Gony.
Gony ganhou de seus pais um mandato estadual muito jovem. Foram 20 (vinte) anos que  passaram  despercebido, sem grande relevância para a região e até mesmo para o seu município, Granja. Aos poucos foi definhando, perdendo apoio em toda a Região Norte do Estado, chegando a onde chegou: de  melancólica retirada, sem fazer falta alguma.

Com informações: Carlos Jardel/Revista Camocim