Bolsonaro liga para Silvio Santos durante o Teleton

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou que tem intenção de fazer com que todos vivam bem e em harmonia no Brasil. Segundo ele, é preciso “transformar o nosso país” em um local onde todos consigam conviver mais felizes. O esforço, de acordo com Bolsonaro, é conjunto de todos aqueles que contribuem para o governo eleito.

— Tem como transformar o nosso país. Mas não só habitável, mas (um lugar em) que as pessoas possam viver em harmonia e mais felizes.

Bolsonaro surpreendeu neste sábado (10) à noite o empresário Silvio Santos, que conduzia o Teleton, uma campanha do SBT em favor de ajuda financeira para a Associação Brasileira de Assistência para a Criança Brasileira (AACB). O presidente eleito ligou direto para o apresentador para pedir doações.

— Sou um fã teu. Tenho acompanhado o Teleton à medida do possível, realmente há um reconhecimento muito grande por parte da sociedade. A grande contribuição não é minha. É pedir, respeitosamente, para quem votou em mim ou não, mas é fã do Silvio Santos, que faça uma doação que seja de R$ 5.

Por pouco mais de seis minutos, Silvio Santos conversou, por telefone ao vivo, com Bolsonaro. Silvio se mostrou contente pela vitória de Bolsonaro e pelas primeiras medidas anunciadas por ele, como presidente eleito., principalmente à escolha do juiz federal Sergio Moro para o Ministério da Justiça (que agregará a Segurança Pública e parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf). O dono do SBT ainda desejou que Bolsonaro fique por 8 anos no poder e seja sucedido por Sérgio Moro. O patrão desejou ao juiz também 8 anos de governo.

— O mérito é dele (Sergio Moro), de atacar o crime organizado. O homem que nos deu esperança de viver em um país sem corrupção ou com menos corrupção e que possa atacar o crime organizado —, acrescentou o presidente eleito.

Silvio Santos agradeceu a Bolsonaro e fez questão de dizer que não o conhece pessoalmente, mas tem uma impressão positiva sobre ele.

— A impressão que eu tenho é que é um carioca risonho e brincalhão —, disse o apresentador do SBT. O empresário afirmou ainda que foi a primeira vez que um presidente da República ligou para ele durante o Teleton e pediu que Bolsonaro não anunciasse publicamente o valor da sua doação.

— É a primeira vez que um presidente me dá este prazer e teve a gentileza de ligar para mim. Gostaria de parabenizá-lo, sei que o Brasil não é um peso leve —, completou Silvio Santos.

Veja o vídeo

Com informações: Zero Hora

Jornais são barrados na primeira coletiva de imprensa de Bolsonaro eleito

Os jornais impressos foram barrados da primeira coletiva do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), na tarde desta quinta-feira, 1º, em sua casa na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em uma lista regulada por uma policial federal na porta do condomínio, Bolsonaro só permitiu que emissoras de TV (menos a TV Brasil), algumas rádios e dois sites entrassem. O Estado, a Folha de S. Paulo, O Globo e as agências internacionais não puderam passar da guarita do condomínio.

O credenciamento foi feito pelo assessor Tercio Arnaud Tomaz, funcionário da campanha de Bolsonaro, mas lotado no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PSC), na Câmara do Rio, com o salário de R$ 3.641. Carlos está licenciado do parlamento desde agosto deste ano. Por mensagens pelo Whatsapp, Tercio respondeu aos jornalistas dos veículos barrados que eles não poderiam entrar “por questões de espaço”. Pelo menos 20 repórteres e suas equipes entraram no local. Bolsonaro tem usado sua casa para receber grupos de parlamentares e apoiadores.

Quando jornalistas que participaram da coletiva lhe perguntaram por que alguns veículos tinham sido barrados, Bolsonaro respondeu que “não sei quem marcou isso (coletiva)” e que não mandou restringir ninguém. Desde o episódio da facada, Bolsonaro não tem concedido entrevistas a jornais impressos e privilegiado meios eletrônicos, como emissoras de televisão e rádio.

 

Com informações: Diário do Nordeste

Núcleo militar de Bolsonaro quer metade dos cargos na transição

Os diferentes grupos que assessoraram o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), durante a campanha começaram a definir a equipe que atuará na transição do governo. O chamado “grupo de Brasília”, comandado pelos generais da reserva Augusto Heleno e Oswaldo Ferreira, já submeteu uma lista de 25 nomes ao deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que deve coordenar a transição.

As outras indicações, serão feitas pela equipe econômica da campanha, que teve o economista e futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, à frente, e pelo núcleo político. Heleno já foi anunciado como futuro ministro da Defesa por Bolsonaro, enquanto Ferreira deverá ocupar alguma pasta na área de infraestrutura.

O grupo chefiado pelos militares será responsável pela transição em áreas como saúde, segurança, infraestrutura, trabalho, meio ambiente, internacional, justiça e defesa. Entre os nomes indicados estão o do professor universitário Paulo Coutinho, para a área de ciência e tecnologia; do diretor do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) Alexandre Ywata, para meio ambiente; do consultor e coronel da reserva do Corpo de Bombeiros Luiz Blumm, para saúde e defesa; e do tenente-coronel dos Bombeiros Paulo Roberto, para a educação.

São pessoas que já vinham se reunindo em um hotel em Brasília para assessorar a campanha de Bolsonaro – alguns em contato direto com o então candidato -, municiando estudos e projetos tocados pelo grupo de generais.

Embora longe do núcleo mais próximo do candidato, o grupo formado pelo militares foi um dos pilares da campanha que elegeu Bolsonaro, dando respaldo para propostas em áreas como infraestrutura. A ideia é que eles tomem pé da situação de cada ministério e comandem os grupos temáticos que atuarão no centro de transição, montado no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.

Coordenador da transição e já confirmado como futuro chefe da Casa Civil, Lorenzoni dará a palavra final sobre a lista dos nomes que ocuparão os 50 cargos disponíveis para a equipe de transição, com salários que variam de R$ 2 mil a R$ 16 mil.

Os membros da equipe de transição devem tomar posse dois dias após serem indicados e ficam no cargo de forma temporária até dez dias após a posse do novo presidente da República. Antes de assumir, passarão pelo crivo da área jurídica do Palácio do Planalto, que vai verificar se existe algum tipo de impedimento para nomeação em cargo público.

Nesta segunda-feira, 29, em entrevista no Palácio do Planalto, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que aguarda Lorenzoni para uma reunião nesta quarta-feira, 31, em Brasília. Ele afirmou que o CCBB está pronto para receber a equipe de transição, assim que ela for indicada. “O espaço para a transição já está perfeitamente instalado com móveis, computadores, recepção de prédio, segurança da Polícia Federal”, disse. Padilha não descartou a possibilidade de a Força Nacional reforçar a segurança do prédio.

No local, estão disponíveis 22 gabinetes para a equipe de transição, incluindo as duas salas especiais para o presidente e o vice-presidente eleitos, em áreas reservadas. Também serão oferecidas 78 posições de trabalho.

Com 50 cargos disponíveis, a projeção da campanha é de que mais pessoas trabalhem como voluntários – são esperados cerca de 300 integrantes. Serão nomeados apenas aqueles que precisam deixar outras funções no governo ou são peças-chave nas equipes. Os próprios generais da reserva, como Heleno e Ferreira, não deverão receber cargos na transição oficialmente.

Pastas

Em paralelo, os assessores aguardam decisões que caberão ao próprio presidente eleito, como o número efetivo de ministérios que serão mantidos. De acordo com fontes, a tendência hoje é de que Bolsonaro mantenha separado os ministérios dos Transportes e de Minas e Energia. O candidato chegou a dizer que as pastas seriam fundidas em um Ministério de Infraestrutura, mas a avaliação agora é de que isso dificultaria o dia a dia das áreas.

Também hoje a expectativa é de que Bolsonaro não una os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, como chegou a anunciar. O próprio presidente eleito disse na semana passada que a proposta pode ser revista.

O grupo de Brasília também prepara as prioridades para os cem primeiros dias do próximo presidente. Na área de infraestrutura, por exemplo, a primeira ação será concluir obras como a da BR-163 e fazer estudos sobre a viabilidade de todas as obras paralisadas no governo.

 

Com informações: Correio Braziliense / O Estado de S. Paulo.

Presidente da AL não acredita em prejuízos para o Ceará no Governo Bolsonaro

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), afirmou, nesta terça-feira (30), que não há o que temer com relação à eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência da República. Segundo Zezinho, a democracia brasileira seguirá “funcionando perfeitamente” e os projetos apresentados pelo futuro presidente precisarão ser aprovados pelo Congresso Nacional.

Ao comentar sobre as expectativas de investimento do Governo Federal para o próximo ano, o deputado afirmou que o Ceará é um estado “privilegiado”, com as contas em dia e a tendência é de continuidade dos investimentos no Estado.

“Nós vamos continuar com os mesmos investimentos, vamos continuar com a folha em dia. O que nós queremos é o que o Ceará tem de direito”, frisou.

Zezinho destacou que, para aprovar os projetos para o País, Bolsonaro terá que ter o apoio da maioria dos parlamentares na Câmara e no Senado. Neste sentido, o pedetista disse acreditar que os senadores e deputados cearenses eleitos irão “defender os interesses do povo cearense” na esfera federal.

As declarações do presidente da Assembleia corroboram com a fala do governador Camilo Santana que, nesta terça-feira, afirmou que irá buscar o “diálogo” com o presidente eleito Jair Bolsonaro, a fim de estabelecer uma “relação institucional” com a União.

 

Com informações: Diário do Nordeste

Quase metade da bancada federal do CE será oposição em 2019

Alguns partidos que compõem a bancada cearense no Congresso Nacional eleita para 2019 já iniciam articulações para definir posicionamento quanto ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). PDT e PT já delimitaram que serão oposição e buscam hegemonia junto aos oposicionistas, mas lideranças cearenses das duas legendas ainda avaliam como ficará a aliança local. Outros parlamentares aguardam orientação partidária.

Liderança do PT no Ceará, o deputado federal José Guimarães defende que o governo eleito deve preservar relações pelo bem maior dos cearenses. Para ele, o Nordeste não pode ser prejudicado, uma vez que existem projetos que precisam ser concluídos.

“Vamos atuar na oposição e impedir a votação de propostas que prejudiquem o Ceará e os direitos das pessoas”, disse. Ele sustenta que o PT tem legitimidade para representar a oposição, visto os 47 milhões de votos recebidos pelo presidenciável Fernando Haddad no segundo turno, além de ter eleito a maior bancada na Câmara dos Deputados e quatro governadores.

“A população deu ao PT o direito de representá-la como oposição. Quem não foi ao segundo turno, não o foi porque o povo quis assim”, afirmou, em alusão à derrota de Ciro Gomes (PDT).

Presidente estadual do PDT, o deputado federal André Figueiredo opina que o “hegemonismo do PT levou o Bolsonaro à vitória”. Segundo ele, o PDT fará uma junção com forças democráticas do PSB, PCdoB e PSOL para apresentar alternativas ao governo de Bolsonaro.

“Temos clareza da nossa responsabilidade com o Brasil e vamos trabalhar para que os direitos do povo brasileiro não sejam retirados. Vamos trabalhar no sentido de que os 22 deputados federais e os três senadores evitem que um mal maior seja dado ao nosso Estado”, argumentou.

O senador eleito Cid Gomes (PDT), por sua vez, afirma que não fará uma oposição a Bolsonaro “do quanto pior, melhor”. “Vamos ter postura de denúncia, de colocar a boca no trombone quando tiver alguma coisa equivocada para que possa ser transformada em acerto”, aponta. Ele destaca que tentará transformar projetos em medidas que sejam benéficas para a maioria do povo brasileiro.

Indefinição

Apesar de as duas siglas se colocarem como protagonistas da futura oposição, alguns partidos, porém, ainda não traçaram posição quanto ao governo de Jair Bolsonaro, o que deve ser definido nesta semana. O PP, por exemplo, vai definir situação amanhã, assim como o Patriotas (Patri).

Deputados eleitos para primeiro mandato, AJ Albuquerque (PP) e Mano Júnior (Patri) ainda não sabem que posicionamento terão em Brasília a partir de 2019. No Ceará, eles fazem parte da base de apoio a Camilo Santana.

Outro caso que chama atenção é o do deputado federal eleito Dr. Jaziel (PR). Ele e a esposa, a deputada Silvana Oliveira (PR), são da base de Camilo e declararam voto em Bolsonaro. Jaziel afirmou que será “um elo” entre o governador e o presidente eleito. “As disputas já passaram e agora somos Ceará e Brasil”, disse.

Apoio reafirmado

“Camilo provou imensa habilidade política ao se aproximar de Eunício Oliveira (MDB). Não terá dificuldade com Bolsonaro. Apoiei o Camilo e continuo apoiando, mais do que nunca”, afirmou Jaziel.

Já o senador eleito Eduardo Girão (PROS) afirma que fará oposição ao governo de Camilo Santana de forma responsável, buscando ajudar naquilo que for melhor para o Ceará. No entanto, ele defende que o Estado precisa se readequar. “Vou torcer por essa reflexão por parte do Governo do Ceará para que ele possa estar dentro de uma administração de vanguarda, que privilegie técnicos”, finalizou.

Como se posicionará a bancada do Ceará

Apoiadores de Bolsonaro 

Capitão Wagner (Pros)

Roberto Pessoa (PSDB)

Dr. Jaziel (PR)

Heitor Freire (PSL)

Moses Rodrigues (MDB)

Vaidon Oliveira (Pros)

Eduardo Girão (PROS) – Senador

Oposição a Bolsonaro  

Luizianne (PT)

Guimarães (PT)

Idilvan (PDT)

Mauro Filho (PDT)

Robério Monteiro (PDT)

André Figueiredo (PDT)

Leônidas Cristino (PDT)

Eduardo Bismarck (PDT)

José Airton (PT)

Denis Bezerra (PSB)

Pedro Bezerra (PTB)

Cid Gomes (PDT) – Senador

Aguardam definição partidária  

AJ Albuquerque (PP)

Júnior Mano (Patriotas)

Domingos Neto (PSD)

Não declararam  

Tasso Jereissati (PSDB) – Senador

Célio Studart (PV)

Genecias Noronha (SD)

 

Com informações: Diário do Nordeste

Moro não descarta aceitar convite para participar de Governo Bolsonaro

O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, não descarta a possibilidade de aceitar um convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para o Ministério da Justiça e aceitaria de bom grado a indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em entrevista a emissoras de TV nessa segunda-feira, 29, Bolsonaro afirmou que vai convidar Moro para ocupar uma vaga no Supremo ou em seu corpo de ministros. A interlocutores, Moro afirma que a vantagem de integrar a equipe do presidente eleito seria afastar o temor de alguns setores da sociedade de algum tipo de quebra do Estado Democrático de Direito.

A escolha do Ministério da Justiça o levaria para Brasília antes, já que a primeira vaga na Suprema Corte será aberta em 2020, quando o ministro Celso de Mello completa 75 anos.

Apesar de não manifestar preferência em relação a Bolsonaro durante a campanha eleitoral, Moro afirmava a interlocutores que a volta do PT ao poder seria inaceitável – para ele, seria como corroborar o esquema de corrupção desmontado pela Lava-Jato. Além disso, criticava a possibilidade de um eventual governo de Fernando Haddad adotar medidas para controle do Judiciário e da mídia.

Moro também via pontos positivos na campanha de Bolsonaro, como a promessa de não lotear os ministérios. Mesmo diante da notícia de que grandes empresas poderiam ter financiado disparos em massa de Whatsapp para o candidato do PSL, manteve a convicção de que o caso poderia ser um erro da campanha, mas não corrupção, já que Bolsonaro poderia não saber do apoio dos empresários feito por fora da campanha oficial.

O juiz da Lava-Jato também diz ter ficado bem impressionado com a atuação do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro da Casa Civil, durante a tramitação das dez medidas anti-corrupção, proposta pelo Ministério Público Federal (MPF). Argumenta que, mesmo diante da pressão dos demais parlamentares, manteve boa parte do projeto original — embora tenha incluído a possibilidade de juízes e membros do Ministério Público serem denunciados por crime de responsabilidade em caso de abuso de poder.

Em entrevista, Bolsonaro disse que ainda não procurou o magistrado, mas ressaltou que quer agendar a conversa em breve. Pelo menos duas vagas no STF serão abertas nos quatro anos de mandato do capitão da reserva, com as aposentadorias compulsórias dos ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello.

“Se tivesse falado isso lá atrás, soaria oportunista. Pretendo sim (convidar Moro) não só para o Supremo, como quem sabe até para o Ministério da Justiça. Pretendo conversar com ele, saber se há interesse e, se houver interesse da parte dele, com toda certeza será uma pessoa de extrema importância em um governo como o nosso”, disse Bolsonaro.

Com informações: Ceará Agora / O Globo

Bolsonaro sinaliza intenção de nomear Sérgio Moro como ministro da Justiça

Em sua primeira entrevista após ser eleito presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) manifestou o desejo de convidar o juiz federal Sérgio Moro para assumir o Ministério da Justiça. Moro foi o responsável por pedir a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Questionado sobre a possibilidade de nomear Moro para o Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro foi além: “pretendo sim, não só para o STF, mas quem sabe, até para o Ministério da Justiça. Se houver interesse da parte dele será uma pessoa da extrema importância”, disse o presidente eleito à TV Record.
Ainda sobre seu ministério, Bolsonaro reafirmou os três nomes que já estão confirmados (Onix Lorenzoni na Casa Civil, Paulo Guedes na nova pasta da Economia e o general Augusto Heleno na Defesa) e disse que a indicação do astronauta Marcos Pontes para a Ciência e Tecnologia estava “por detalhes”.
Em relação ao STF, o presidente eleito afirmou que sua ideia de nomear 11 ministros “ficou no passado”. “Tem que ver o contexto, o momento em que isso foi dito. Eu pensei que era uma maneira de ter um tribunal isento, mas percebi que estava embarcando em uma ideia equivocada”, disse. “Conversarei com o presidente do STF e tenho certeza que teremos uma convivência extremamente harmônica”, acrescentou.
Polêmicas 
Na entrevista, o capitão reformado falou ainda de algumas propostas polêmicas que ele apresentou durante a campanha, como a revisão do estatuto do desarmamento: “tem que respeitar a vontade popular, que no governo PT foi desrespeitada”. O presidente eleito falou em conceder a posse definitiva para os cidadãos, a fim de evitar o que ele chamou de “IPVA das armas” e defendeu também uma flexibilização no porte de armas. “Por que um caminhoneiro não pode ter arma de fogo?”, questionou. “Com isso, aliado ao excludente de ilicitude, a bandidagem vai diminuir. Se tiver alguém furtando seu estepe, ele vai dar um exemplo para a bandidagem. Vai atirar, mas não vai responder. Vai diminuir a violência no Brasil, com toda certeza”, completou.
Questionado sobre se, com a posse, as armas não poderiam ser levadas para as ruas, o presidente eleito afirmou que, “se for pensar dessa forma, vamos probir de dirigir um carro”: “Quem tem arma vai ser responsabilizado por ela”. Bolsonaro também foi contundente a respeito de outro tema, cujas suas opiniões são polêmicas: o Movimento dos Trabalhadores Ruras Sem Terra (MST). Segundo ele, as ações do movimento serão tipificadas como “terrorismo”: “Movimento social que invade, que depreda, como é o MST, não tem que conversar”.
Em relação a uma declaração de que “as minorias teriam que se curvar”, o presidente eleito questionou “quais os direitos de tal minoria?”. “Somos todos iguais”, arrematou.
Sobre o vice da chapa, general Mourão, Bolsonaro descartou a possibilidade de ele ser um “vice decorativo” — expressão que ganhou força ao ser usada por Michel Temer ao se referir à sua relação com a então presidente Dilma Rousseff. “Falei que ele é general, eu sou capitão, mas nós dois somos soldados do Brasil”, disse, em meio a elogios e esclarecendo que faltava a Mourão “a malícia para conversar com a imprensa”. “Mais do que um vice, ele será um conselheiro nosso. O Brasil pode ter certeza de que tem um vice ao meu lado que quer o bem do país”, acrescentou.
Relação com o Congresso
O presidente eleito abriu a entrevista dizendo que a “oposição é sempre bem-vinda”, mas que espera não enfrentar uma “oposição pela oposição”. “Vamos governar para 208 milhões de pessoas, não apenas para quem votou em mim. O Brasil está mergulhado na mais profunda crise ética, moral e econômica e não vai ser uma pessoa ou partido que vai mudar essa situação. Precisamos de todos”, afirmou.
Bolsonaro disse ainda que não pretende interferir na eleição para a Presidência da Câmara e que chegou a pedir a seu partido, o PSL, que tenha “humildade” e aceite deixar o cargo com outras siglas, a fim de facilitar a negociação com a Casa. Deputado por 28 anos, o presidente eleito também criticou os líderes partidários que se comportam, por vezes, como “líderes sindicais” e afirmou que, se for preciso, pedirá apoio “individualmente” a cada deputado. Sobre os candidatos derrotados na eleição presidencial, Bolsonaro disse “estar pronto para conversar com qualquer um deles”.
Economia
Uma das prioridades do novo governo, segundo Bolsonaro, será o corte de gastos. O presidente eleito falou em diminuir ministérios, cargos em comissão, gastos com cartões corporativos e viagens em aviões da Força Aérea Brasileira e disse que prentende “governar pelo exemplo”.
As privatizações foram outro tema tratado na entrevista. Bolsonaro afirmou que sua prioridade serão as estatais deficitárias — incluindo a TV que “dá traço ou zero em audiência” (ele não especificou, contudo, se falava da NBR ou de toda a Empresa Brasil de Comunicação). “Se não for função do Estado, vamos, com responsabilidade, partir para a privatização”, disse o presidente, que ainda defendeu o teto de gastos.
Em relação ao comércio exterior, Bolsonaro destacou a conversa que teve com os presidente estrangeiros — todas “protocolares” — e reafirmou as declarações de Paulo Guedes em relação ao Mercosul: “Queremos dar a devida estatura a ele. Temos que nos livrar de algumas amarras”.
Com informações: Correio Braziliense

JN: Bolsonaro adota discurso conciliador, mas ataca a Folha de S. Paulo

Em entrevista de tom ameno, diferente daquela feita na campanha presidencial, Jair Bolsonaro adotou discurso conciliador no Jornal Nacional. Ele voltou a afirmar que a Constituição será sua “bíblia na terra” e, ao ser provocado por William Bonner, pediu uma chance aos que não votaram nele. “Estamos no mesmo barco. Se não sairmos dessa crise moral, ética e econômica, todos nós sentiremos as consequências”.

O tom só mudou quando foi questionado sobre declaração feita enquanto candidato, de que a Folha de S. Paulo tinha que deixar de existir. Ele recuou: “Não tinha que deixar de existir”. Mas também atacou ao dizer que o jornal foi fonte de “fake news” sobre sua campanha. “Imprensa que se comportar dessa maneira, não terá propaganda do governo”. Ante insistência dos âncoras, que saíram em defesa da Folha, a classificando como “séria”, Bolsonaro concluiu: “esse jornal já deixou de existir”.

Questionado sobre casos de agressões a homossexuais, ele disse que qualquer agressão deve ser punida. “Se for por motivos como esse, tem que ter a pena agravada”. Ele também minimizou frase dita por telefone e transmitida em ato na avenida Paulista de que os “marginais vermelhos serão banidos da nossa pátria”. “Foi um discurso inflamado e obviamente me referia à cúpula do PT e do PSOL”. E se comparou a Guilherme Bolos (PSOL): “ele também disse que ia invadir a minha casa”.

 

Com informações: Focus

Ciro e Haddad vão disputar o comando da crítica ao governo

O resultado das urnas fez surgir uma aparente ruptura entre partidos da esquerda que se colocam, agora, como oposição a Jair Bolsonaro. Apesar de terem em comum um posicionamento contrário ao do presidente eleito, PT e PDT tendem a não ficar lado a lado a partir de 2019. “Não quero fazer campanha para o PT nunca mais”, disse, ontem, a principal liderança pedetista, o candidato derrotado no primeiro turno, Ciro Gomes, dando o direcionamento do novo momento.

Ciro e Fernando Haddad, segundo e terceiro colocados na disputa ao Planalto, respectivamente, aparecem como os líderes de um movimento crítico ao próximo governo neste momento em quem ainda não se sabe como se posicionarão lideranças de centro-direita.

O clima turbulento entre petistas e pedetistas foi iniciado no Ceará com o tom crítico do senador eleito Cid Gomes com relação à candidatura do PT e tende a se tornar mais evidente nos próximos meses.

A ressaca da derrota no comitê petista em Fortaleza, ontem, após a confirmação do revés nas urnas, deu o tom do novo capítulo da relação. José Guimarães, o coordenador da campanha de Haddad no Ceará, falou de “página virada” em relação ao PDT. “Esperávamos que ele (Ciro) estivesse conosco, mas se não esteve. Ele que pague”, declarou em entrevista no diretório estadual do partido.

Para ele, o fato de Ciro não ter apoiado Haddad explicitamente foi um fato menor. “Tivemos no Ceará mais de 71% dos votos. É uma grande vitória. Não tenho que reclamar de nada. Até porque o povo do Ceará deu a resposta”, declara. O Ceará foi o único estado onde Ciro venceu a disputa presidencial no 1º turno.

Em discurso, ele citou que os partidos de esquerda saem fortes para fazer a oposição. O PDT não foi citado.

Mais cedo, Ciro voltou a sinalizar críticas ao PT. “Essa confrontação miúda vem destruindo a economia brasileira e agravando dramaticamente a condição social do povo mais pobre. Eu atravessei esse quadro todo porque acredito que o Brasil precisa desesperadamente desarmar essa bomba”, disse.

Guimarães, entretanto, afirma que não apenas Haddad saiu legitimado para liderar a oposição. Ao PT também foi dada essa missão. “O PT sai forte e vai se reconstruir, recompor-se para liderar a oposição política a Bolsonaro”, declara. “Quem diz que o PT está morto, que não quer mais conviver com o PT, está dando um tiro no pé”, rebate. Ele afirma que na próxima terça-feira, 30, a Executiva Nacional do partido deverá chamar todos os partidos de esquerda para discutir estratégias.

Para ele, o partido não sobreviveu apenas no Nordeste. “Fomos bem em vários Estados do Norte e também do Sudeste”, declarou, ao apostar que Bolsonaro terá a maior oposição política.

Outro contexto

Apesar do distanciamento nacional, a aliança que dá sustentação ao governador Camilo Santana segue intacta. Ciro deu demonstração de que tem “muito orgulho do Camilo, ele vem crescendo muito como governante, como liderança. Ninguém pode crescer raiz na política, o caudilhismo só leva o Brasil para trás”.

Já o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, presidente do PDT na Capital, afirmou que na Capital as circunstâncias são outras, mas não descartou que pode haver alguma mudança.

O presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT), afirmou que a relação com o petista Camilo Santana seguirá sendo a mesma, visto que ele é aliado do grupo liderado no Ceará pelos Ferreira Gomes.

Cid Gomes também se posicionou contrário à aliança com o Partido dos Trabalhadores, a partir do próximo ano. Segundo ele, a campanha no segundo turno primou mais pela negação, pela contestação e pelo medo. “O Brasil passa por um momento muito complicado de sua história e a gente perdeu a oportunidade de se aprofundar mais nessas questões”.

 

Com informações: Diário do Nordeste

STF analisará se Bolsonaro, na condição de réu, pode assumir Presidência

A ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou durante entrevista coletiva na noite deste domingo, 28, que tratará como prioridade as ações contra as campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O candidato do PSL venceu as eleições e deve assumir a Presidência do Brasil no dia 1º de janeiro. Weber disse ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar se Bolsonaro pode assumir o cargo, por ser réu.
Bolsonaro é réu por responder a ação penal no STF por ter dito que Maria do Rosário, deputada federal do Partido dos Trabalhadores, “não merecia ser estuprada”. Sobre o suposto esquema de divulgação de fake news financiado por empresários para beneficiar a campanha de Jair, Rosa afirmou que deve “esperar que os fatos aconteçam”. Ela garantiu que a Justiça Eleitoral dará a devida resposta ao caso.
Ao menos cinco ações foram abertas na última semana contra as candidaturas de Bolsonaro e de Haddad. Nas ações, os candidatos se acusam de abuso de poder econômico na campanha eleitoral e pedem um a inelegibilidade do outro.
A ministra não tem previsão para a apreciação dos processos que envolvem as chapas concorrentes do segundo turno das eleições. Rosa Weber disse que as investigações têm um período de “instrução probatória” e o corregedor irá perceber necessidade de provas que definirão maior ou menor necessidade de tempo.
Com informações: O Povo