Para Joaquim Barbosa, Bolsonaro é o que há de pior entre os presidenciáveis

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa tem criticado de forma contundente o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL). Barbosa é taxativo: Bolsonaro é, de longe, o que há de pior entre os presidenciáveis.
O ex-ministro chegou lançar pré-candidatura a presidente, mas desistiu antes mesmo de oficializar a candidatura.
Com informações: Coluna Radar, da Veja.

‘Brasileiro precisa se vacinar contra o momento fascista’, diz Ciro

Após esclarecimentos da ex-esposa Patrícia Pillar, o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse, na tarde desta sexta-feira (21/9), que o brasileiro precisa “se vacinar” nesses últimos 15 dias antes das eleições, porque ocorrerão todo tipo de “molecagem” e “canalhice”.  Ele atribuiu as notícias falsas ao “momento fascista” no qual vive a sociedade, representada por Jair Bolsonaro (PSL).
“As mulheres e mais pobres vão salvar nosso país do precipício do militarismo e fascismo. Minha ex-mulher, de quem sou separado e me transformei em melhor amigo, foi desrespeitada e nada tinha a ver com política. Vou me vingar disso protegendo o povo brasileiro, especialmente as mulheres contra o fascismo que o Bolsonaro representa”, criticou.
Ao lado do governador do Distrito Federal e candidato à reeleição, Rodrigo Rollemberg (PSB), Ciro caminhou pela área central do Núcleo Bandeirante. Antes de fazer um pronunciamento para os militantes que estavam no local, criticou o alto índice de violência contra as mulheres, a falta de representatividade delas no poder e a segurança pública do país.
“A maior homenagem que deve fazer as mulheres é dividir o poder com elas. A injustiça contra a mulher está se agravando. Por isso, se eu for eleito, metade dos meus ministérios serão dados a mulheres”, disse. E completou: “Me sinto envergonhado com o alto número de estupros registrado no último ano. O Estado tem que garantir que as medidas de proteção sejam executadas imediatamente pelo escrivão ou pelo delegado. Essa é a mudança na lei que vou fazer, além de aumentar a pena de feminicídio”.
O presidenciável afirmou que ainda que criará novas creches de tempo integral para que as mulheres mais pobres tenham onde deixar os filhos e ir trabalhar. “O país tem que garantir aquilo que está na regra: Mulher que faz o mesmo trabalho de homem tem que receber o mesmo salário. É preciso avançar e apoiá-las na luta pela vida. Eu vou aumentar o número de creches para crianças de 0 a 5 anos para garantir que elas deixem as crianças nos melhores cuidados para tentarem ganhar a vida”.
Ciro faz maratona no Nordeste: 5 estados em 2 dias
O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, volta ao Nordeste neste fim de semana em uma maratona de agendas com a missão de barrar o avanço do adversário Fernando Haddad (PT) sobre os eleitores da região. São cinco estados da região a serem visitados em dois dias: no sábado (22), Ciro visitará Salvador (BA) e a cidade de João Câmara (RN). No domingo (23), é a vez de Teresina (PI), Timon (MA) e Recife (PE).

Com informações: Correio Braziliense

Pesquisa Ibope: Bolsonaro, 28%; Haddad, 19%; Ciro, 11%; Alckmin, 7%; Marina, 6%

O Ibope divulgou nesta terça-feira (18) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre domingo (16) e terça-feira (18).

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 28%

Fernando Haddad (PT): 19%

Ciro Gomes (PDT): 11%

Geraldo Alckmin (PSDB): 7%

Marina Silva (Rede): 6%

Alvaro Dias (Podemos): 2%

João Amoêdo (Novo): 2%

Henrique Meirelles (MDB): 2%

Cabo Daciolo (Patriota): 1%

Vera Lúcia (PSTU): 0%

Guilherme Boulos (PSOL): 0%

João Goulart Filho (PPL): 0%

Eymael (DC): 0%

Branco/nulos: 14%

Não sabe/não respondeu: 7%

Evolução da Intenção de voto

Rejeição

Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.

Os resultados foram:

Bolsonaro: 42%

Haddad: 29%

Marina: 26%

Alckmin: 20%

Ciro: 19%

Meirelles: 12%

Cabo Daciolo: 11%

Eymael: 11%

Boulos: 10%

Alvaro Dias: 10%

Vera: 9%

Amoêdo: 9%

João Goulart Filho: 8%

Poderia votar em todos: 2%

Não sabe/não respondeu: 9%

Com infomações: G1

Pesquisa BTG Pactual – Jair Bolsonaro lidera e Haddad e Ciro aparecem tecnicamente empatados

Pesquisa de intenção de votos divulgada na madrugada desta segunda-feira pelo banco BTG Pactual em parceria com o Instituto FSB mostra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, consolidando sua liderança na corrida ao Palácio do Planalto.

Bolsonaro aparece com 33% das intenções de voto, subindo três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, divulgado uma semana antes. A intenção medida é a estimulada, quando o nome dos candidatos é citado.

Em segundo, aparece Fernando Haddad (PT) com 16%, vindo em seguida Ciro Gomes (PDT) com 14%. Geraldo Alckmin aparece com 6% Marina Silva, com 5%. João Amoêdo (Novo) marcou 4%, Alvaro Dias (Podemos, 2%, Henrique Meirelles (MDB) vem com 2%. O Cabo Daciolo (Patriota) marcou 1%, enquanto outros candidatos pontuaram 1%. Brancos/nulo  marcou 2%. Ninguém/Nenhum vem com 9%; não sabe em quem votar marca 4% e não respondeu aparece com 1%.

As entrevistas foram feitas por telefone nos dias 15 e 16 de setembro. A pesquisa foi registrada  com o número BR-06478/2018 junto ao Tribunal Superior Eleitoral.

Com informações: Eliomar de Lima

Datafolha: Bolsonaro lidera, com Ciro e Haddad empatados em segundo lugar

O Instituto Datafolha divulgou na noite desta sexta-feira (14/9) mais uma pesquisa de intenção de voto para presidente da República. O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, mantém a liderança, com 26 %. Em relação à última pesquisa, ele cresceu dois pontos percentuais. Encomendado pela Rede Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo, o levantamento foi feito entre quinta e sexta-feira, com 2.820 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no Tribunal Superior Eleitoral é o BR-05596/2018.
Em segundo lugar, aparecem empatados Ciro Gomes, do PDT, e Fernando Haddad (PT), com 13%. Na sequência, aparecem Geraldo Alckmin, do PSDB, com 9% e Marina Silva, da Rede, com, 8%. Alckmin está empatado com Ciro e Haddad no limite da margem de erro da pesquisa. Brancos e nulos baixaram de 15% para 13%. “Não sabe/não respondeu”: 6%.
Outros candidatos pontuaram na pesquisa: Álvaro Dias (Podemos), João Amôedo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) estão com 3%. Guilherme Boulous (PSol), Vera Lúcia (PSTU) e Cabo Daciolo (Patriota) têm 1%. João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram.
Rejeição

A pesquisa do Datafolha também mediu o índice de rejeição dos candidatos. Bolsonaro também lidera essa lista, com 44% de eleitores afirmando que não votariam nele em hipótese alguma. Em seguida, vêm Marina (30%), Haddad (26%), Alckmin (25%), Ciro (21%), Vera Lúcia (19%), Cabo Daciolo (18%), Eymael (17%), Boulos (17%), Meirelles (17%), Alvaro Dias  ( 16%), João Goulart Filho (14%), Amoêdo (15%), Rejeita todos/não votaria em nenhum (4%), Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum (2%).
Pelo Twitter, o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, enfatizou na quinta-feira (13/9) que a pesquisa contemplaria “possíveis reflexos emocionais da nova cirurgia de Bolsonaro”, feita na quarta-feira. Além disso, este foi o primeiro levantamento do Datafolha após o PT oficializar a candidatura do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, no lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, barrado pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa.
Confira o desempenho dos candidatos em relação à última pesquisa Datafolha:
Jair Bolsonaro (PSL): 24% para 26
Ciro Gomes (PDT): 13% para 13%
Marina Silva (Rede): 11% para 8
Geraldo Alckmin (PSDB): 10% para 9
Fernando Haddad (PT): 9% para 13%
Álvaro Dias (Podemos): 3% para 3%
João Amôedo (Novo): 3% para 3%
Henrique Meirelles (MDB): 3% para 3%
Guilherme Boulous (Psol): 1% para 1%
Vera Lúcia (PSTU): 1% para 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 1% para 1%

Cenários do segundo turno, Ciro Gomes é o único que vence todos os adversários
Marina 43% x 39% Bolsonaro (branco/nulo: 16%; não sabe: 2%)
Ciro 40% x 34% Alckmin (branco/nulo: 23%; não sabe: 3%)
Alckmin 41% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 19%; não sabe: 2%)
Alckmin 39% x 36% Marina (branco/nulo: 23%; não sabe: 2%)
Ciro 45% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 2%)
Alckmin 40% x 32% Haddad (branco/nulo: 25%; não sabe: 3%)
Bolsonaro 41% x 40% Haddad (branco/nulo: 17%; não sabe: 2%)
Ciro 44% x 32% Marina (branco/nulo: 22%; não sabe: 2%)
Marina 39% x 34% Haddad (branco/nulo: 25%; não sabe: 2%)
Ciro 45% x 27% Haddad (branco/nulo: 25%; não sabe: 2%)
Com informações: Correio Braziliense

Rachado, comando da campanha de Bolsonaro repensa os próximos passos

A cirurgia de emergência de Jair Bolsonaro (PSL) na noite de quarta-feira levou os aliados a reavaliarem as estratégias de campanha durante o período de internação do presidenciável. No grupo, apesar da torcida pela definição da corrida eleitoral ainda no primeiro turno, a preocupação é com a segunda etapa do pleito. Primeiro, pelos altos índices de rejeição do deputado federal. Depois, pela possibilidade de ele permanecer no hospital por um período maior do que o previsto inicialmente. Em meio ao debate interno, fica exposta a divisão dos correligionários mais próximos do capitão reformado do Exército.

A dificuldade é sobre como fazer uma campanha intensa com o presidenciável no hospital, longe das ruas e dos debates, decisivos no segundo turno, pois colocam frente a frente os dois candidatos restantes na disputa. “É claro que é uma preocupação, mas essa campanha é tão insólita que deixar o púlpito vazio ou mesmo fazer transmissões de vídeo-conferências do hospital pode criar uma simpatia única e arrasadora em favor de Bolsonaro”, afirma um dos integrantes da tropa de estrategistas de Bolsonaro, que defende a não substituição do presidenciável por um aliado, por exemplo, o vice na chapa, general Hamilton Mourão.

Em São Paulo, na frente do hospital Albert Einstein — onde Bolsonaro está internado —, o coordenador da campanha, Major Olímpio, disse que a ausência do presidenciável dificulta grandes atos de rua. “Não temos essa capacidade de levar milhares de pessoas às ruas, como é característica e força de Jair, mas vamos levar a mensagem”, diz Olímpio, fazendo referência a ele mesmo, a Mourão e ao filho de Bolsonaro, Eduardo. O deputado chegou a defender a participação do general para substituir o parlamentar na campanha, o que revela desacordos em relação à estratégia a ser seguida.

Recuperação

A prorrogação do tempo de internação de Bolsonaro leva os aliados a centrarem esforços em São Paulo na tentativa de aumentar os percentuais de votos. “É preciso avaliar se os índices se manterão. Afinal, o candidato pode ter tirado o máximo de proveito da exposição da facada na mídia”, avalia Jairo Nicolau, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Uma coisa é faltar a um debate no primeiro turno, com vários candidatos, pois isso não deve afetar os atuais índices de Bolsonaro. Mas, no segundo turno, isso pode ser bem diferente.”

O questionamento principal dos estrategistas é quanto tempo Bolsonaro terá de recuperação e como buscar atrair votos neste momento. Aliados do PRTB, legenda de Mourão, defendem que a campanha seja vocalizada por outros protagonistas, como o próprio vice. Filhos do presidenciável refutam a possibilidade, mas ainda avaliam como representá-lo. “Está difícil para a família fazer campanha, porque a cada momento há um fato novo. Por causa de um atentado contra o meu pai, a gente tem de se readaptar”, declarou Flávio Bolsonaro, que concorre a uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro.

A divisão entre aliados do PRTB e PSL é ruim e pode até provocar a regressão dos resultados obtidos por Bolsonaro, observa o cientista político Eurico Figueiredo, professor e diretor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF). Por esse motivo, ele acredita que a melhor estratégia é deixar Bolsonaro “falar por si”, ainda que do hospital. “O efeito que poderia ter do ataque se esgotou, mas a exposição na mídia pode acabar levando-os a concluir que a ausência dele é, também, uma presença. Ela cria uma esperança de desejo que pode atrair uma parcela de indecisos”, ponderou.

Deixar o púlpito dedicado a Bolsonaro livre nos debates também tende a fazer parte da estratégia. Por esse motivo, a ausência nas ruas pode não ser totalmente desvantajosa, destaca o cientista político Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília (UnB). “O próprio boletim médico dele se torna uma estratégia de campanha”, analisa.

Manter a exposição de Bolsonaro ajuda a se consolidar no segundo turno, mas a estratégia terá que ser reavaliada na etapa final. Afinal, o quadro ainda é “muito grave”, embora estável, declarou ontem Flávio. A maior preocupação, destacou, é com o risco de infecções, uma vez que a cirurgia foi “bastante invasiva”. As próximas 72 horas são as mais delicadas, explica o médico Alfredo Guarischi, cirurgião geral e membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC).

De hoje a 8 de outubro, quando se inicia o segundo turno, são 25 dias. Em duas semanas, Bolsonaro pode estar em casa. Tempo suficiente para manter os holofotes, mas incertos para estar apto a retomar as atividades de campanha, adverte Guarischi. “É improvável fixar um prazo delimitado. Um médico prudente deve ser cauteloso quanto a prazos”, pondera.

Com informações: Correio Braziliense

Internação de Bolsonaro imobiliza sua campanha

Uma segunda cirurgia no intestino tornou a recuperação de Jair Bolsonaro mais demorada e deixou em suspense a campanha do candidato do PSL à Presidência. A cúpula da campanha bolsonarista está virtualmente paralisada e às cegas, sem a orientação do presidenciável, que lidera as pesquisas de intenção de voto. O maior receio é de que uma internação mais longa consolide uma imagem de fragilidade do deputado.
A operação de emergência, realizada na noite de quarta-feira, 12, pode impor limitações que se estenderão até mesmo ao período pós-eleitoral. Segundo médicos especialistas ouvidos pela reportagem, se não houver complicações, ele só estaria plenamente recuperado em um prazo de 4 a 6 meses. Isso porque Bolsonaro terá de passar por uma terceira cirurgia.
Aliados próximos do candidato admitem que as decisões finais na campanha quase sempre cabiam ao candidato. Sua internação no Hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo, contudo, deverá se estender por no mínimo dez dias. Bolsonaro foi esfaqueado no abdome há oito dias durante uma agenda em Juiz de Fora (MG).
Após duas cirurgias, o candidato precisou voltar para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mal consegue falar. Praticamente só os parentes têm acesso ao presidenciável.
Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, cirurgião-chefe da equipe médica de Bolsonaro, afirmou que o presidenciável ficará internado por um período de 10 a 15 dias, caso não ocorra nenhuma outra complicação. A estimativa, portanto, foi ampliada em relação à previsão inicial dos especialistas, que, na data do atentado, afirmaram que o tempo médio de internação em casos do tipo é de uma semana a dez dias.
Uma das dificuldades enfrentadas pela campanha é a falta de dinheiro. Ela impossibilita a contratação de pesquisas de opinião pública. Assim, a cúpula da candidatura não sabe qual será o efeito no eleitorado do ataque – e não tem segurança para agir.
Um dos pontos em discussão é a imagem de um Bolsonaro frágil, por causa da internação. Geralmente, o deputado é associado a posições de força e à defesa de bandeiras polêmicas, como a liberação do porte de armas para todos os cidadãos.
Filhos
A campanha se ressente da falta de Bolsonaro nas ruas. Ele tinha para estes dias vasta agenda no Nordeste, cancelada. Os filhos do presidenciável dividiram tarefas. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e seu irmão, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), foram para Brasília no início da semana.
Reuniram-se com policiais federais para saber das investigações do ataque. Depois, voltaram para seus Estados – Eduardo faz campanha por São Paulo e Flávio tenta o Senado pelo Rio. Vereador na capital fluminense, o outro filho do presidenciável, Carlos Bolsonaro, ficou com o pai, no hospital.
O acesso ao deputado no hospital foi restringido. O candidato a vice na chapa de Bolsonaro, Hamilton Mourão, já tinha se posicionado contra a entrada de aliados no quarto do candidato para fazer vídeos. O general da reserva passou a semana pedindo “cautela”.
Mourão também deixou claro que a campanha de “vitimização” tinha saturado e era preciso focar no debate de propostas. Com presença nas entrevistas e sabatinas bem avaliada por aliados, Mourão é a aposta do grupo de generais da reserva do Exército para minimizar a ausência do candidato ao Planalto no período de internação.
Restrições
As lesões causadas pela facada e a necessidade de duas operações fazem com que haja riscos de novas obstruções intestinais e infecções. O quadro delicado indica que, mesmo após as eleições, Bolsonaro ainda poderá ter restrições alimentares, dificuldades para andar, náuseas e outros desconfortos digestivos. Isso deve atrapalhar agendas públicas, viagens e corpo a corpo com simpatizantes.
A cicatrização interna (das lesões do intestino) dura, em média, 10 dias, mas a externa (da pele) só é considerada completa depois de três meses. “Pode haver rigidez na região da cicatrização. Mesmo que esteja andando, será mais devagar”, disse o professor de cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Sergio Mies.
“Com um mês, o paciente já é liberado para as atividades corriqueiras, mas existem restrições da convalescência. Não dá para ser carregado, subir em carro de som”, afirmou o professor de gastroenterologia cirúrgica Alberto Goldenberg, da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Bolsonaro ainda terá de se acostumar a conviver com a bolsa coletora de fezes, colocada após a realização da colostomia. “É preciso esvaziá-la várias vezes ao dia. Muitos evitam viagem de avião, por exemplo”, disse Mies. Mas, segundo os especialistas, há produtos mais modernos que facilitam a vida do paciente na troca da bolsa. “A presença da bolsa em si não impede o paciente de fazer atividade física, trabalhar, namorar”, afirmou o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atuí.
De acordo com os médicos, a retirada da bolsa, em média, ocorre de dois a três meses após a primeira cirurgia, o que seria próximo de uma eventual posse como presidente. Quando há infecções na recuperação, esse prazo é ampliado.

Com informações: O Estado de S. Paulo.

Bolsonaro evolui bem após nova cirurgia, diz boletim médico

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) voltou a ser admitido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Albert Einstein, na capital paulista, onde evolui bem após passar por nova cirurgia, diz boletim médico divulgado na manhã de hoje (13).

Bolsonaro tinha recebido alta da UTI na última terça-feira (11), mas precisou passar por cirurgia de urgência na noite de ontem.

Durante a quarta-feira, o candidato apresentou distensão abdominal progressiva sugerindo o diagnóstico de obstrução intestinal – diagnóstico confirmado por tomografia computadorizada.

Ele foi levado para a cirurgia de urgência onde foram desfeitas as aderências do intestino e liberado o ponto de obstrução. Os médicos cuidaram também de um extravasamento de secreção intestinal em uma das suturas realizadas anteriormente para correção dos ferimentos intestinais.

De acordo com o boletim, esse tipo de complicação é mais frequente em incidentes como o de Bolsonaro do que em cirurgias programadas. Foi realizada limpeza abdominal num procedimento que durou duas horas.

O deputado Major Olímpio (PSL) informou que a evolução do candidato é positiva. Segundo ele, Bolsonaro acordou hoje às 4h da manhã da sedação da cirurgia. “Foi feita a desobstrução, as suturas onde havia extravasamento, inclusive, de material, que estava provocando a dor, o inchaço, as náuseas. A nossa expectativa é de melhoras”, disse. Não há prognóstico sobre tempo de recuperação do candidato.

Com informações: Agência Brasil

Quase 1 milhão de mulheres se reúnem em grupo de rede social contra Bolsonaro

As notificações não param de surgir na tela: 9 administradoras e 50 moderadoras se desdobram para gerenciar o grupo fechado Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, no Facebook. São mais de 10 mil pedidos por minuto. Criado em 30 de agosto, a página teve uma explosão, com 600 mil novas usuárias, entre os dias 9 e 10 de setembro: já são quase 800 mil membros até o momento.

“Até o final da semana seremos 1 milhão. Nós vamos decidir essa eleição, vamos fazer história, a imprensa internacional falará de nós e nunca mais nenhum outro político ousará menosprezar a figura feminina”, escreveu uma das administradoras na página.

O texto de apresentação do coletivo diz:

“Grupo destinado a união das mulheres de todo o Brasil (e as que moram fora do Brasil) contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato Jair Bolsonaro e seus eleitores. Acreditamos que este cenário, que em princípio nos atormenta pelas ameaças as nossas conquistas e direitos, é uma grande oportunidade para nos reconhecer como mulheres. Esta é uma grande oportunidade de união! De reconhecimento da nossa força! O reconhecimento da força da união de nós mulheres pode direcionar o futuro deste país! Bem-vindas aquelas que se identificam com o crescimento deste movimento”.

As motivações para criar o grupo são ideológicas. “Não recebemos pagamento ou comissão para estar aqui, estamos trabalhando duro porque acreditamos num propósito viável e importante para nós mulheres”, afirmou outra moderadora.

Entre os depoimentos compartilhados no grupo, há relatos dos mais diversos perfis: mulheres de direita, mas que não concordam com as ideias de Jair Bolsonaro, e de esquerda, que combatem com veemência o discurso violento propagado pelo candidato do PSL.

Uma delas afirmou: “Sou esposa de um coronel do Exército e esse Bolsonaro não nos representa. Ele não tolera as minorias e somos pais de um filho autista. Ele trata deficientes, mulheres, negros, homossexuais com deboche e desprezo”.

O grupo tem regras como a proibição do discurso de ódio e da exposição das mulheres membro. Apoiadores de Bolsonaro criaram uma versão falsa do grupo para confundir as participantes. Trata-se do Mulheres Unidas Contra Bolsonaro (reserva).

O eleitorado feminino será pedra no meio do caminho para o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro. Segundo pesquisa Datafolhadivulgada nessa segunda-feira (10/9), ele possui 17% da intenção de voto do eleitorado feminino e é rejeitado por 49% delas. Nenhum outro candidato tem tanta discrepância em porcentagem de eleitores por gêneros.

Com informações: UOL

Bolsonaro precisará de cirurgia para reconstruir trânsito intestinal

Internado há três dias em São Paulo, o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, precisará passar por uma nova cirurgia de grande porte, “posteriormente”, para reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia, feita em função de lesões graves no intestino grosso e delgado, informou boletim médico do Hospital Albert Einstein, divulgado hoje (10).

A nota não informa em que momento essa cirurgia será feita. De acordo o boletim médico, Bolsonaro permanece sem sinais de infecção, recebendo o suporte clínico, fisioterapia respiratória e motora e alimentação exclusivamente endovenosa.

Bolsonaro foi atingido por uma faca na região abdominal na última quinta-feira (6), quando participava de uma atividade de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. Segundo o hospital, quatro dias após o ferimento, o estado do candidato ainda é grave e ele permanece em terapia intensiva.

“O paciente permanece ainda com sonda gástrica aberta e com paralisia intestinal que ocorre habitualmente depois de grandes cirurgias e traumas abdominais. Ontem, havia uma movimentação intestinal ainda incipiente e que persiste do mesmo modo hoje”, diz o boletim médico.

Equipe

Fazem parte da equipe médica do candidato o cirurgião Antônio Luiz Macedo, o clínico e cardiologista Leandro Echenique e o diretor-superintendente do hospital, Miguel Cendoroglo.

Bolsonaro foi transferido para o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, onde deu entrada por volta das 10h45 de sexta-feira (7). Ele saiu da Santa Casa de Juiz de Fora (MG), onde recebeu os primeiros atendimentos após a facada, e passou por cirurgia. O candidato foi transferido para São Paulo a pedido da família.

Histórico

O candidato recebeu uma facada no abdômen desferida por Adélio Bispo de Oliveira. Bolsonaro foi operado para estancar uma hemorragia em veia abdominal, teve o intestino delgado costurado e parte do intestino grosso retirada. Ele também foi submetido a uma colostomia e, em até dois meses, terá de ser operado novamente.

O autor do ataque a Bolsonaro foi preso pela Polícia Militar da cidade. A Polícia Federal (PF), responsável pela segurança do candidato, abriu inquérito para investigar o caso. No sábado (8), Adélio Bispo foi transferido, pela PF, para a penitenciária federal de segurança máxima de Campo Grande (MT).

Com informações: Agência Brasil