Novo concurso para Polícia Civil do Ceará terá 1.496 vagas

O Governo do Estado anunciou novo concurso para Polícia Civil com 1.496 vagas para delegados, inspetores e escrivães. Ainda não foi divulgada data de publicação do edital.

Durante pronunciamento em sua página no Facebook, Camilo Santana afirmou que o concurso deve ser realizado ainda neste ano. “Vamos chegar a quase dobrar o efetivo da Polícia Civil com esse novo concurso”, afirmou o governador.

No último mês de junho, 646 novos agentes da Polícia Civil foram nomeados no estado. Foram 86 delegados, 188 escrivães e 372 inspetores de polícia. Os agentes foram aprovados na segunda turma do Curso de Formação para a Polícia Civil.

Com informações: G1 Ceará

Camilo promete formação de policiais de “alta performance” para combater facções no Ceará

Candidato à reeleição, o governador do Ceará Camilo Santana (PT) promete criar tropa de policiais civis e militares de “alta performance” para o enfrentamento das facções criminosas no Estado.

A proposta é parte do conjunto de diretrizes apresentado pelo petista ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ato de registro de sua candidatura, nesta segunda-feira.

O documento, anexado ao cadastro do postulante como “Propostas”, reúne tópicos que vão subsidiar a elaboração do plano de governo para um eventual novo mandato.

Dividido em eixos temáticos sob o título de “Estado criativo, inovador e transformador”, ele agrupa ideias de aperfeiçoamento de políticas já implementadas pelo Executivo, mas também ações que representam novidade.

É o caso da proposta de número 11 do eixo “Ceará Pacífico”, mesmo nome do programa já executado pelo Governo Estadual.

Nela, o documento da chapa governista apresenta a linha geral da medida específica para a área da segurança: “Formação de policiais militares e civis de alta performance para atuar de forma estratégica no combate ao crime organizado, em especial ao tráfico de drogas e às facções criminosas”.

De acordo com o texto de abertura do programa de Camilo, esse documento, parte fundamental da formatação do plano de governo, “irá nortear, de forma responsável e transparente, o desenvolvimento do Ceará nos próximos quatro anos”.

“Daí a importância de diretrizes respaldadas na compreensão dos desafios a serem enfrentados por nosso Estado”, informa.

Defendida por Camilo, a proposta é um trunfo do governador em meio a índices de violência que, mesmo em queda nos últimos meses, ainda impõem desafio imenso ao gestor e desgaste certo durante a disputa eleitoral como fator a ser explorado pelos adversários.

Na corrida ao Abolição, o principal oponente do governador é o candidato tucano General Theophilo, que, aliado ao deputado estadual Capitão Wagner (Pros), tem explorado o tema da segurança em suas críticas a Camilo.

A proposta de aperfeiçoamento da formação do policiamento, direcionando parte da tropa para o combate às facções criminosas, é também uma resposta do governador às últimas chacinas no Ceará. Apenas em 2018, foram seis chacinas e 44 mortos no Estado.

A dois dias do fim do prazo legal, apenas três dos seis candidatos ao Governo do Estado haviam se registrado no TSE: além de Camilo e Theophilo, o advogado e professor universitário Hélio Gois, do PSL.

Dos três postulantes, só o tucano ainda não apresentou um conjunto de propostas junto com os dados de patrimônio.

Aliado do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no Ceará, Gois dividiu seu programa de governo em cinco capítulos.

 

Com informações: Blog de Política O Povo

Começa a funcionar o comitê de Camilo Santana

O jornalista Chagas Vieira deixou o seu posto na equipe de comunicação do governador Camilo Santana, no Palácio da Abolição, nesta segunda-feira. Ele já na próxima quinta-feira estará instalado no comitê de campanha à reeleição do governador.

Chagas trabalhou na campanha de Camilo, em 2014, permaneceu ao lado do governador desde o início do Governo, em janeiro de 2015, e agora volta a fazer o que fez na disputa passada, por sua competência deveras reconhecida, assim como pelo seu comportamento ético, e as relações respeitosas com os colegas.

Com informações: Edison Silva

Camilo Santana vai subir no palanque de Ciro Gomes no próximo sábado?

Definida a data de lançamento da candidatura de Ciro Gomes (PDT) em Fortaleza (sábado, dia 18), a pergunta que ronda a cabeça de petistas e pedetistas no Ceará é uma só: aliado do presidenciável, o governador Camilo Santana (PT) vai subir no palanque de Ciro?

Convidado a participar do encontro, que reúne a cúpula do PDT nacional e estadual, além dos irmãos Cid, Ciro e Ivo Gomes, Camilo pode encarar uma saia-justa nos próximos dias.

Se se negar a tomar parte na agenda cirista, deixará de prestar apoio ao grupo responsável pela sua eleição ao Governo do Estado em 2014.

Caso atenda ao chamado do PDT e compareça ao evento, entretanto, o petista vai de encontro às diretrizes da legenda da qual faz parte, indiretamente demonstrando que pode estar ao lado do candidato pedetista.

Duas semanas atrás, no dia 4 de agosto, o PT lançou, em ato oficial em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o nome da sigla na corrida eleitoral. Do PT, Camilo foi o único chefe de Executivo estadual a não estar presente.

No mesmo dia e horário, o governador declarava voto em Eunício Oliveira na convenção do senador em Fortaleza – o emedebista, que se reaproximou do governismo, concorre à reeleição.

No dia seguinte, 5/8, em discurso na convenção da coligação oficial que tem PT e PDT entre seus componentes, Camilo não faria qualquer menção a Lula. Os irmãos Ferreira Gomes faltaram ao evento.

No Ceará, os dois partidos tentam encontrar um meio termo para a campanha presidencial, já que defendem duas candidaturas diferentes, mas dispõem de um único palanque – o de Camilo.

Internamente, o PT pressiona o governador para que ele se manifeste publicamente e se declare eleitor de Lula, postura que Camilo tem evitado nas últimas semanas.

Em entrevista na semana passada, o deputado federal José Guimarães (PT) disse que o partido “não abrirá mão do apoio do governador ao candidato nacional” da agremiação.

O parlamentar defendeu que Camilo terá de fazer as “mediações” necessárias para que Lula ou o indicado para substituí-lo na disputa não fique sem palanque no Ceará.

O encontro do próximo sábado é a largada oficial da campanha de Ciro num estado cujo eleitorado vota majoritariamente em Lula.

No último evento do PDT na Capital, exatamente um mês atrás, dia 13/7, foi Camilo quem desfalcou o time dos aliados, que se reuniram no Pirata Bar.

O prazo final para registro das candidaturas é quarta-feira desta semana. A partir de quinta, dia 16, os partidos e candidatos estão liberados para pedir diretamente o voto do eleitor.

Com informações: Blog de Política O Povo

Governo e Prefeitura de Fortaleza estudam redução de tributos

Enquanto a economia nacional mostra sinais de baixa recuperação, a Prefeitura de Fortaleza e o Governo do Estado estudam a elaboração de um plano de desenvolvimento a fim de alavancar a capacidade competitiva das empresas instaladas na Cidade, assim como atrair novas companhias. Entre as medidas estão desoneração de setores e desburocratização.

Os segmentos beneficiados serão turismo, entretenimento e base tecnológica, confecção e design de moda. “Engloba ações de incentivo fiscal e desburocratização dos negócios. Queremos fazer isso de maneira integrada com o Estado”, destacou Cláudio Ricardo Gomes, presidente da Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação de Fortaleza (Citinova). Segundo ele, as ações se somam ao programa Fortaleza Competitiva – apresentado no ano passado pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT) e que trata de incentivos e regulamentações, parcerias público-privadas (PPPs), desburocratização e mercado de trabalho.

A expectativa é de entrega em seis meses. “Estamos discutindo. A primeira ação é criar o plano. Vamos conceder um prazo razoável, com detalhamento das ações e sua execução. Um projeto dessa envergadura demanda uns seis meses”, estimou.

O escopo de desonerações e desburocratização é mais amplo. Assim definiu João Marcos Maia, titular da Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz). O projeto também irá atuar com a simplificação e as desobrigações fiscais, tributárias, ambientais e sanitárias. “Nesse primeiro momento, estamos realizando o debate das travas que impedem o desenvolvimento econômico de Fortaleza. Criaremos um ponto de convergência entre as áreas para as políticas e incentivos fiscais do Estado e do Município”, disse.

Perguntado sobre a arrecadação para 2018, João Marcos assegurou que ela se encontra “dentro do previsto”. “Vamos encerrar o ano sem muitas dificuldades. Estamos nos preparando para 2019 que ainda é uma incógnita”, avaliou.

Apesar de estados e municípios do País enxugarem gastos e manterem os orçamentos de maneira austera, a criação do plano integrado não gera prejuízo à economia cearense. É o que afirmou o economista Henrique Marinho, membro do Conselho Federal de Economia (Cofecon). “Trata-se de um atrativo para as empresas. Tributando menos ou priorizando a desburocratização, você ganha mais com a atração de novas empresas. Não significa que ele vai arrecadar menos. Quanto mais eliminar a questão da burocracia, por exemplo, menor será o custo para uma companhia se instalar, gerar renda e emprego”, explicou.

Com informações: Eliomar de Lima

Eunício Oliveira diz que votará em Cid Gomes e Camilo Santana

O senador Eunício Oliveira (MDB) disse, nesta sexta-feira, 10, que votará em Cid Gomes para o Senado e em Camilo Santana para o Governo do Ceará. “E, obviamente, pedindo para votar também em Eunício Oliveira”. O político também falou de reunião que teve com prefeitos e vereadores do Ceará pedindo que todos votem nele, no governador e no pedetista.

Segundo Oliveira, a parceria entre ex e atual governador “deu certo” para ajudar o estado. “Cid tem um grande trabalho feito na questão da educação, no desenvolvimento desse estado. Camilo deu sequência ao seu trabalho”.

O senador relembrou que a parceria já rendeu cerca de R$ 10 bilhões para o Ceará – entre repasses e empréstimos -, que devem ser aplicados em várias áreas que “precisa desenvolver” no Estado.

A fala do senador vem dois dias após Cid ter dito, em entrevista à Tribuna Band News, que recomendará voto em Eunício “em homenagem ao Camilo e levando em conta o interesse maior do Ceará e do povo do Estado”.

A ausência do PT na disputa da vaga deu a Cid e Eunício a possibilidade de composição de aliança informal. Assim, o político de Lavras da Mangabeira ganhou campo para aproximação.

Com informações: Blog de Política O Povo

Camilo é pressionado por Cid Gomes e PT sobre eleição presidencial

Dois dias depois de o candidato ao Senado Cid Gomes (PDT) defender que Camilo Santana (PT) se mantenha neutro no seu palanque à reeleição no Ceará, o deputado federal José Guimarães avisa: o PT “não vai abrir mão do apoio do governador ao candidato nacional” à Presidência.

Em entrevista o parlamentar disse que, seja com Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba e potencialmente inelegível, seja o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, indicado vice, o chefe do Executivo estadual é parte da campanha da sigla.

“Nosso palanque no Ceará é Lula ou Haddad, Camilo e os candidatos proporcionais”, respondeu Guimarães. “É claro que vamos sentar com o governador para conversar. Camilo é do ’13’, é do PT, não tem como fazer separação (de palanques). Ele tem que fazer as mediações políticas.”

O deputado se refere à dificuldade de equacionar um impasse dentro da ampla aliança formada por Camilo em torno de sua reeleição.

Somando ao todo 24 partidos, entre eles o PDT do presidenciável Ciro Gomes, terceiro lugar nas pesquisas nos cenários sem Lula, o bloco agrupa eleitores lulistas e ciristas.

À Rádio Tribuna Band News na última quarta-feira, Cid deu a senha do que espera do governador ao defender que o petista tenha “postura de magistrado e o palanque dele trate da campanha no estado do Ceará”.

E acrescentou: “Aí eu vou cuidar da campanha do Ciro e o PT vai trabalhar, fora do palanque do Camilo, a campanha do candidato do PT”.

A fala do ex-governador explicita uma cláusula do acordo governista: a depender do PDT, o palanque de Camilo não será usado para a defesa da candidatura de Lula nem da de Ciro.

Internamente, todavia, o PT pressiona para que Camilo se manifeste publicamente e se declare eleitor de Lula, atitude que o governador tem reservado apenas aos espaços do partido.

Fora das instâncias partidárias, o petista tem evitado qualquer menção ao ex-presidente. No sábado da convenção que oficializou em São Paulo o nome de Lula na corrida ao Planalto, por exemplo, Camilo estava em Fortaleza ao lado do senador Eunício Oliveira, que concorre à reeleição.

Diferentemente do governador, o emedebista fez largo uso das referências a Lula, chegando a comparar a própria trajetória com a do candidato do PT.

No dia seguinte, um domingo, em evento oficial do PT/PDT ao qual Cid faltaria alegando estar com enxaqueca, Camilo também se esquivou de apontar preferência por Lula ou Ciro na disputa.

Questionado sobre o seu voto, o governador indicou os dois grandes cartazes que ladeavam o palco principal da convenção: de um lado, havia a imagem de Ciro. Do outro, a de Lula. Entre um e outro, a de Camilo.

“Vamos conviver com esse problema político”, admitiu Guimarães. De acordo com o deputado, “é legítimo que o PT faça a campanha do Lula e que o PDT faça a do Ciro. Não vamos prejudicar o governador. Vamos sentar e discutir”.

Com informações: O Povo

Nelson Martins coordena campanha de Camilo

O secretário da Casa Civil do Governo do Estado, Nelson Martins, vai coordenar a campanha à reeleição do governador Camilo Santana (PT), informou o presidente em exercício do PT no Ceará, o deputado Moisés Braz. Segundo ele, o governador, na campanha, deve estar somente em palanques da candidatura presidencial do PT.

O presidente estadual do PDT, o deputado federal André Figueiredo, disse que a sigla pedetista é parceira do governador Camilo Santana e terá papel de “parceria” na campanha. “Ainda estamos trabalhando nisso, mas quem define a coordenação é o Nelson (Martins)”, disse ele, quando questionado sobre a participação de Cid e Ciro Gomes na campanha de Camilo.

Para André Figueiredo, no pleito deste ano, não há necessidade de que Ciro e Camilo Santana estejam atrelados no Ceará, até porque tanto PT quanto PDT têm candidaturas colocadas ao Palácio do Planalto.

“O que o Camilo tem a ver com o Ciro? O Camilo é do PT. O Ciro vai fazer a campanha dele, e não do PT. Temos que ver como o Camilo vai se portar, mas as duas candidaturas não necessariamente precisam andar juntas”.

O comitê central da campanha de Camilo Santana será montado no mesmo espaço em que funcionaram os comitês de campanha de Cid Gomes ao Governo do Estado, em 2010, e de Roberto Cláudio à Prefeitura de Fortaleza, em 2012 e 2016. Foi lá também que, em 2014, a militância do petista trabalhou durante a campanha.

O espaço, na Avenida Sebastião de Abreu, no Cocó, recebe atividades a partir de 16 de agosto. Já o comitê da campanha presidencial do PT será instalado na Avenida da Universidade, no Benfica. Nelson Martins deve se licenciar do cargo na Casa Civil para se dedicar à campanha de Camilo, informou Moisés Braz.

Com informações: Edison Silva

Cid Gomes: “Eu recomendarei voto no Eunício em homenagem ao Camilo!”

O ex-governador Cid Gomes (PDT) disse, nesta quarta-feira, que chancelou o apoio que o governador Camilo Santana (PT) deu à reeleição do senador Eunício Oliveira (MDB). Cid, que disputará a outra vaga de senador, deixou claro que teve todo cuidado para que esse respaldo não se transformasse em acordo oficial. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Tribuna BandNews.

“Eu recomendarei voto no Eunício em homenagem ao governador Camilo”, completou Cid Gomes.

Lembrado que seu irmão, o candidato a presidente Ciro Gomes sempre bate em Eunício, qualificando-o de picareta, Cid ressalvou: “O Ciro fala o que pensa. Isso é uma virtude!” Ele deixou claro que Ciro tem sua posição de denunciar o MDB como “um símbolo para denunciar o problema da fisiologia e do achaque na política brasileira”. Ressalvou, porém, que não existe pessoa 100 por cento boa ou 100 por cento má.

Indagado sobre Eunício Oliveira, apontado como golpista e se esse apoio ao emedebista não seria contradição, Cid reafirmou: teve cuidado para essa aliança não se materializar oficialmente.

Deixou claro Cid Gomes que o governador Camilo Santana sempre governou com total autonomia e plenitude e que só deu opinião quando procurado por ele. Considerou que o apoio de Camilo e do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), a Eunício se deve ao fato de que o emedebista ajudou a liberar recursos para um Estado que vivia em situação de boicote por parte do governo federal, pois tratado “a pão e água suja”.

“Camilo exerce na plenitude o seu governo e nunca dei opinião sobre nada que não tenha sido consultado e procurado. Uma das opiniões que o Camilo e o Roberto Cláudio me pediram foi essa: tá tudo ok com projeto em Brasília, mas tem que falar com o senador. Eles foram lá, conversaram com ele e ele disse que se sentia no dever de, como cearense, ajudar, mas disse: iria ajudar a quem iria lhe derrotar?” Segundo Cid, o emedebista deixou claro também que estaria na oposição se o senador Tasso Jereissati (PSDB) fosse candidato a governador e se não o fosse, não estaria com Tasso.

Indagado por um ouvinte, por meio da produção do programa, se daria seu voto a Eunício Oliveira, Cid Gomes reagiu: “Não me faça pergunta difícil”. E completou: “O voto é secreto!”

Cid ainda explicou o porquê de sua ausência da convenção que homologou seu nome como candidato ao Senado: crise de enxaqueca que, inclusive, já o levou a se consultar até no Exterior.

Com informações: Eliomar de Lima

Cid e Ciro faltam a convenção que homologou aliança para reeleição de Camilo

Em um ginásio lotado, duas ausências foram fortemente sentidas durante convenção de PT e PDT para homologar a chapa majoritária composta por Camilo Santana (governador, candidato à reeleição), Izolda Cela (vice-governadora) e Cid Gomes (para uma das vagas de senador). Dois dos principais nomes do PDT, Cid e Ciro Gomes não prestigiaram o evento.

Considerado nomes de peso da coligação “Com a Força do Povo”, os irmãos Cid e Ciro Gomes, candidatos ao Senado e à Presidência da República, respectivamente, pelo PDT, não participaram do mais importante evento eleitoral cearense deste ano até aqui.

Nos bastidores, a ausência repercutiu como uma possível reação a aliança informa de Camilo e Eunício Oliveira (MDB). No sábado, Camilo participou da convenção que homologou a candidatura e Eunício e chegou a declarar voto no emedebista. Neste domingo, no entanto, Eunício não também não compareceu ao ato.

Divisão
A eleição para o Senado mostra uma divisão poucas vezes vista em aliança. As siglas foram divididas entre “quem vai com Cid e quem fica com Eunício”. As parcerias já estão definidas. Apoiarão a reeleição de Eunício Oliveira: PSD, PRB, Podemos, Avante, PHS, PSC e Solidariedade. Todos as demais legendas da maior coligação da história do Ceará ficarão com Cid.

Discurso
Durante 17 minutos, Camilo discursou para a plateia. Fez uma espécie de balanço e poucas críticas indiretas aos adversários. Sobre os aliados, não chegou nem a citar Eunício mas rasgou elogios a Cid e a quem chamou de “maior homem público da história do Ceará”, emendando não ter dúvidas de que “o Cid no Senado será muito importante pra construir o projeto em curso aqui.”

Lula ou Ciro
Outra saia justa foi a presença de dois candidatos à Presidência da República no material de campanha da convenção. Lula e Ciro apareceram nos banners da chapa governista. Juntos e separados. Na fachada e no palco do ginásio que sediou a convenção. O ex-presidente não foi citado nos discursos de Camilo e Izolda. O pedetista também não.

Mas, após o  evento, a vice-governadora confirmou que tem divergências com Camilo e que vota em Ciro. “No filtro geral, nós [Izolda e Camilo] temos grandes convergências. Convergências que superam qualquer questão relacionada às dinâmicas e configurações partidárias, que são normais. De maneira nenhuma desprezo o legado do ex-presidente Lula, a quem respeito. Mas neste momento, dadas as condições, é a voz do Ciro que considero importante para vencer forças retrógradas que tentam ocupar espaços de poder”, disse a vice-governadora.

Proporcionais 
Sobre a composição para a disputa proporcional, duas querelas impediram de acontecer, até a convenção, o esperado anúncio das coligações. Ambas as pendências referem-se à aliança para eleger deputados federais. Uma delas é com quem o PP fica: com PT ou PDT. A outra é a discordância do PT de compor chapa com PSB. Conforme Nelson Martins, o coordenador de campanha de Camilo Santana, os petistas entendem que os socialistas têm dois candidatos a deputado federal com enorme potencial de votos. Isso poderia tirar uma vaga do PT na Câmara.

Enxaqueca
As articulações estão a cargo de Cid Gomes e, segundo Nelson, para a eleição de deputados estaduais, alguns martelos já foram batidos. As dificuldades de chegar a acordo, no entanto, teriam tirado Cid da convenção deste domingo. “O Cid passou até de madrugada construindo as coligações pros deputados, que ainda nem conseguiram resolver. Tá complicado resolver, mas nós vamos resolver. Ele [Cid] mandou mensagem três e meia da manhã e amanheceu com uma enxaqueca danada”, explicou Camilo.

Com informações: Bruno de Castro / Política com K