Camilo Santana nega crise após críticas de Cid Gomes ao PT

O governador Camilo Santana (PT) negou que o bate-boca de seu aliado, o senador eleito Cid Gomes (PDT), com militantes petistas, durante evento de apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT), nesta segunda-feira (15), em Fortaleza, tenha provocado uma crise entre os dois partidos no Estado.

Ao fazer o pronunciamento de abertura do evento, Cid, irmão de Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial, disse que, se a legenda petista não fizer um mea culpa no segundo turno, será “bem feito perder a eleição”. Petistas que estavam no evento reagiram e houve uma troca de insultos com o senador, depois que ele chamou um militante de “babaca”.

Na manhã desta terça-feira (16), Camilo, no entanto, colocou panos frios sobre a situação. Ele evitou falar em crise entre o seu partido e o PDT, comandado pelos irmãos Ferreira Gomes, no Estado, aliados históricos aqui.

“O que eu já tinha (para falar), eu já falei até a nível nacional. Agora, não é momento para isso, o momento agora é pensar no país, não é pensar no partido, não é pensar, individualmente em ninguém. E eu não quero amanhã ser cobrado, nem ser omisso, diante do grave momento que o Brasil está vivendo”.

O governador reeleito já defendeu publicamente que o PT deve fazer uma autocrítica. Em junho deste ano, semanas antes do ex-presidente Lula – preso em Curitiba há mais de quatro meses após condenação no caso do tríplex – ter o seu pedido de registro de candidatura julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Camilo afirmou que, caso o petista fosse impedido de concorrer ao pleito, o PT deveria apoiar a candidatura de Ciro Gomes.

Ao ser questionado se foi um erro de estratégia do PT não apoiar Ciro no primeiro turno, uma vez que Haddad aparece com 41% das intenções de voto, de acordo com pesquisa IBOPE, divulgada, nesta segunda, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), com 59%, o governador se limitou a dizer que não vai discutir isso agora e que o foco é “trabalhar” no segundo turno em prol de Haddad. Para ele, a candidatura de Bolsonaro é um “desastre” para o Brasil.

“O que está em jogo aí não é PT, não é partido, não é A ou B, o que está em jogo é o Brasil e, na minha opinião, um desastre para o Brasil, o Bolsonaro. Primeiro, porque ele é antidemocrático, é reacionário, discrimina as pessoas. Respeito o direito de todo mundo votar livremente escolher os seus candidatos, mas é importante nesse momento a população fazer uma reflexão. Eu não quero que meus filhos tenham um presidente onde o símbolo dele é mostrar uma arma”, frisou.

Com informações: Diário do Nordeste

Em resposta a Camilo Santana, Eduardo Girão aponta incoerência do governador

Após declarações em que Camilo Santana (PT) avaliou que Eduardo Girão (Pros) já “começou errado” sua caminhada na política, o recém eleito senador afirmou que Camilo tem criado “incoerência entre discurso e prática”. Na nota, Girão aponta que mesmo sendo do PT, partido que apoia a candidatura de Fernando Haddad à presidência da República, Camilo apoiou Ciro Gomes (PDT) e construiu aliança informal com Eunício Oliveira (MDB), “que apoiava Haddad enquanto o partido lançava nacionalmente o Henrique Meirelles”. Para ele, as afirmações de Camilo não fazem sentido e aparentam “ser mera tentativa de se esquivar de problemas reais no estado do Ceará”.
Eduardo Girão esclarece que, em seu caso, ele teve liberdade total do partido e da coligação para decidir quem apoiaria nacionalmente, tanto que Capitão Wagner, líder do Pros no Ceará, apoiou Jair Bolsonaro desde a pré-campanha. “Incoerência seria eu, que tanto luto por renovação política no Brasil, pelo avanço da Lava Jato, do combate à corrupção e pela ética na política, apoiar o PT, símbolo maior de corrupção na política do País. Incoerência seria apoiar um candidato que tem denúncias de corrupção e é orientado por um ex-presidente condenado”, disse o empresário, em alusão ao ex-presidente Lula.
Ao fim da nota, Girão lamenta a postura “derrotista” do governador, que afirmou que o Ceará teria perdido com a eleição de Eduardo Girão ao invés de Eunício Oliveira, a quem ele apoiava informalmente. Eduardo Girão afirma não acreditar que o “Ceará precise de autoridades que desistam de seus representantes tão cedo, antes de qualquer tentativa de diálogo”.
“Da minha parte, o Estado e o Governador podem ter certeza que encontrarão um representante aberto a ajudar no que for possível para melhorar a vida do povo.”
Confira a íntegra da nota enviada pela assessoria de Eduardo Girão:
“Me parece que quem está criando incoerência entre discurso e prática é o próprio governador. Ele é do PT, que apoia nacionalmente a candidatura de Haddad à presidência da República, mas apoiou Ciro Gomes do PDT aqui no Ceará, e ainda construiu uma aliança informal com o emedebista Eunício Oliveira, que apoiava Haddad enquanto o partido lançava nacionalmente o Henrique Meirelles. No meu caso, houve liberdade total do partido e da coligação para decidir a quem apoiar nacionalmente – tanto que o presidente do PROS no Ceará, Capitão Wagner, também apoiou Jair Bolsonaro, desde a pré-campanha. Isso foi nossa condição para entrar no partido. É uma retórica que não faz sentido, e aparenta ser mera tentativa de se esquivar de problemas reais no Estado do Ceará.
Incoerência seria eu, que tanto luto por renovação política no Brasil, pelo avanço da Lava Jato, do combate à corrupção e pela ética na política, apoiar o PT, símbolo maior de corrupção na política do País. Incoerência seria apoiar um candidato que tem denúncias de corrupção e é orientado por um ex-presidente condenado.
Lamento muito a postura derrotista do governador, que já decreta, tão facilmente, que ‘o Ceará perdeu’ com minha eleição. Não acredito que o Ceará precise de autoridades que desistam de seus representantes tão cedo, antes de qualquer tentativa de diálogo. Da minha parte, o Estado e o Governador podem ter certeza que encontrarão um representante aberto a ajudar no que for possível para melhorar a vida do povo.” 
Com informações: Blog de Política O Povo

“Ele já começou errado, a meu ver”, diz Camilo Santana sobre Eduardo Girão

O governador reeleito Camilo Santana (PT) afirmou nesta segunda-feira, 8, em entrevista ao programa CETV, da TV Verdes Mares, que o candidato eleito ao Senado Federal, Eduardo Girão (Pros), já “começou errado” sua caminhada na política.

“Primeiro, o partido dele apoia o Haddad (nacionalmente). Segundo, se ele prega tanto a paz, como ele defende o candidato que mais estimula a violência, as armas neste País?”, questionou. Se referiu ainda a Bolsonaro (PSL) como candidato que, em 27 anos de Câmara dos Deputados, não fez nada.

Ele afirmou, entretanto, que dialogará com todos os senadores eleitos no Ceará, inclusive Girão. “A responsabilidade dele agora é ajudar o Ceará, que não fique só no discurso”.

Camilo se disse surpreso com a derrota do aliado Eunício Oliveira (MDB). Ele destacou a alta possibilidade que o emedebista  teria, se fosse eleito, de voltar a presidir o Senado. Segundo Camilo, a reeleição de Eunício ajudaria muito o Ceará, já que quem preside o Congresso tem muita influência. “Acho que o Ceará perdeu”, opinou.

Procurada, a assessoria de comunicação do ex-presidente do Fortaleza Esporte Clube disse que o consultará sobre uma resposta ou não ao comentário do governador.

Com informações: O Povo

Confira o resultado final das eleições no Ceará

GOVERNADOR

Candidato Votação % Válidos
CAMILO (PT) 3.457.556  (79,96%)
GENERAL THEOPHILO (PSDB) 488.438 (11,30%)
HÉLIO GÓIS (PSL) 282.456 (6,53%)
AILTON LOPES (Psol) 90.611 (2,10%)
GONZAGA (PSTU) 5.060 (0,12%)
MIKAELTON CARANTINO (PCO)* Indeferido 0 (0,00%)
Total de eleitores 6.342.532
Abstenção 1.099.042
Comparecimento 5.243.490
Brancos 246.430
Nulos 672.939
Votos válidos 4.324.121

SENADO

Candidato Votação % Válidos
CID GOMES (PDT) 3.228.533 (41,62%)
EDUARDO GIRÃO (PROS) 1.325.786 (17,09%)
EUNÍCIO (MDB) 1.313.793 (16,93%)
DRA. MAYRA (PSDB) 882.019 (11,37%)
PASTOR PEDRO RIBEIRO (PSL) 334.561 (4,31%)
ANNA KARINA (PSOL) 316.922 (4,09%)
DR MÁRCIO PINHEIRO (PSL) 183.949 (2,37%)
PASTOR SIMÕES (PSOL) 150.644 (1,94%)
JOÃO SARAIVA (REDE) 21.654 (0,28%)
ROBERT BURNS (PTC) *Indeferido 0 (0,00%)
ALEXANDRE BARROSO (PCO) *Indeferido 0 (0,00%)
Brancos 853.822 (8,14%)
Nulos 1.849.607 (17,64%)
Anulados 25.690 (0,24%)

PRESIDENTE

Candidato Votação % Válidos
CIRO GOMES (PDT) 1.998.597 (40,95%)
FERNANDO HADDAD (PT) 1.616.492 (33,12%)
JAIR BOLSONARO (PSL) 1.061.075 (21,74%)
CABO DACIOLO (PATRI) 54.786 (1,12%)
GERALDO ALCKMIN (PSDB) 53.157 (1,09%)
HENRIQUE MEIRELLES (MDB) 27.902 (0,57%)
JOÃO AMOÊDO (NOVO) 23.198 (0,48%)
MARINA SILVA (REDE) 18.071 (0,37%)
GUILHERME BOULOS (PSOL) 15.103 (0,31%)
ALVARO DIAS (PODE) 8.142 (0,17%)
VERA (PSTU) 1.563 (0,03%)
EYMAEL (DC) 1.261 (0,03%)
JOÃO GOULART FILHO (PPL) 808 (0,02%)
Brancos 111.881 (2,13%)
Nulos 252.676 (4,82%)
Votos válidos 4.880.155 (93,05%)

Com informações: O Povo

Tasso rebate críticas de Camilo e acusa petista de “falsidade” e “deslealdade”

O senador tucano Tasso Jereissati rebateu nesta quarta-feira as críticas do governador Camilo Santana (PT), a quem acusa de “falsidade” e “deslealdade”.

Durante debate entre os candidatos ao Governo do Estado realizado ontem pela TV Verdes Mares, Camilo, que disputa a reeleição, disse que Tasso “não me ajudou objetivamente com nenhum investimento para o Estado do Ceará ao longo dos três anos e nove meses em que sou governador”.

Por nota, Tasso afirma ter considerado “lamentável a atitude do governador Camilo ao referir-se à atuação dos senadores do Ceará”.

O tucano prossegue: “Em relação à minha pessoa, o governador revelou falsidade. Em relação ao senador José Pimentel, seu companheiro de partido, revelou deslealdade”.

O parlamentar então relata que, desde 2015, recebeu Camilo “por inúmeras vezes em meu gabinete, sendo absolutamente solidário a todos os seus pleitos em relação ao Ceará”.

“Ao mesmo tempo”, continua, “sou testemunha da atuação do senador Pimentel, que igualmente se mostrou inteiramente comprometido com tais interesses e projetos”.

Ex-governador do Ceará, Tasso acrescenta ainda que a atitude do petista no debate, o último entre os candidatos ao Abolição, “revela uma fraqueza de caráter com o objetivo de defender uma aliança inexplicável”.

O senador se refere indiretamente ao companheiro de casa legislativa Eunício Oliveira, do MDB, candidato à reeleição.

Na mesma nota, o tucano diz que a “leviandade das afirmações do governador me obriga a trazer a público conversas particulares que mantivemos”.

Nessas conversas com o chefe do Executivo do Ceará, escreve Tasso, Camilo, “pessoalmente, me relatava que um outro senador do Ceará, seu então adversário e agora aliado, em tudo tentava obstaculizar projetos do interesse do Ceará, apenas para prejudicar seu governo”.

Aliado a Tasso e Capitão Wagner em 2014, Eunício enfrentou Camilo na corrida pelo Governo, mas foi derrotado no segundo turno.

O emedebista já vinha ensaiando reaproximação com o petista desde o fim do ano passado.

Na convenção que lançou Eunício ao Senado, no início de agosto, Camilo declarou que o presidente do Congresso “era o meu candidato”.

De acordo com a pesquisa Ibope mais recente para o Governo, o governador tem 69% das intenções de voto ante 7% do General Theophilo, do PSDB.

Com informações: Blog Política de O Povo

Camilo sobe o tom contra Tasso: “nunca ajudou em nada”

O governador Camilo Santana (PT) subiu o tom contra o senador Tasso Jereissati (PSDB) no último debate realizado pela TV Verdes Mares, na noite de ontem. Questionado pelo candidato General Theophilo (PSDB) sobre a ampla aliança, composta por 24 partidos, o petista afirmou que procurou todos os senadores para ajudar o Estado, mas que o único de quem não recebeu retorno foi o tucano.

“Nunca ajudou em nada no período em que eu estou no Governo”, disparou o governador Camilo.

Em resposta, o militar reformado contra-atacou argumentando que o senador do PSDB “levou” o governador para conhecer todos os ministros da gestão do presidente Michel Temer (MDB) e que ajudaram o Ceará.

A declaração do governador foi uma das mais fortes em relação ao senador. Ainda em 2016, em agendas conjuntas, Tasso chegou a afirmar que o petista tinha um “jeitão de tucano”.

O principal questionamento do primeiro bloco do debate foi a mudança de lado do senador Eunício Oliveira (MDB), que em 2014 disputou a cadeira de chefe do Palácio da Abolição, mas que agora segue ao lado do governo estadual.

Camilo também teve que responder às críticas do candidato Ailton Lopes (Psol) em relação ao apoio do petista ao presidente do Congresso Nacional. “Não faço política com ódio. Procurei todos os senadores, deputados. O Estado sofre muitos problemas. O Eunício ajudou a destravar recursos”, respondeu o governador.

Colocando o chefe do Executivo estadual no centro das críticas, o candidato do PSDB apontou ainda o agrupamento de partidos em torno do Governo e condenou a troca de apoio por cargos na gestão. “É o toma lá dá cá. É o balcão de negócios”, criticou o tucano ao relembrar que o senador Eunício doou R$ 600 mil à campanha do PT.

O segundo bloco foi marcado pelos temas de saneamento básico, turismo e meio ambiente. O governador, que lidera as pesquisas de intenção de voto, foi o alvo mais uma vez. O candidato Ailton Lopes (Psol) criticou a política ambiental e de saneamento básico do Governo. “O Ceará é o quarto Estado do Nordeste com esgoto a céu aberto. Por isso que a gente precisa entender que (os avanços) passa pela coleta de lixo”, cobrou o psolista.

Um dos pontos altos do debate foi a troca de farpas entre Hélio Gois (PSL) e general Theophilo (PSDB). O professor universitário afirmou que o general não era um militar “raiz” porque estava ligado ao socialismo e era a favor do desarmamento. “Um militar raiz não apoiaria Alckmin, e sim Bolsonaro”, disse.

Em resposta, o tucano chamou o adversário de “garoto” e disse que ele não sabia o que estava dizendo. “Tome vergonha. Vem querer falar de militar raiz para um general de quatro estrelas?”, retrucou. Classificando o adversário como “lunático”, e que falava “asneiras”, o tucano disse sentir “vergonha” de ter Hélio como adversário na corrida ao Palácio da Abolição.

Bastidores

Pré-debate

Militantes dos candidatos ao Governo do Estado ficaram do lado de fora da emissora. Bandeiras do Camilo e do General tomavam conta do local.

Entre as bandeiras favoráveis ao petista, a relação do governador era feita com o presidenciável Ciro Gomes (PDT), e não com Fernando Haddad (PT), adversário do cearense.

O governador Camilo Santana (PT) foi o último candidato a chegar ao debate. O petista chegou dirigindo o próprio veículo ao lado da vice-governadora Izolda Cela (PDT).

Com informações: O Povo

Camilo Santana participa de debate e destaca resultados positivos de sua gestão no Ceará

Na noite desta quinta-feira (27), o governador Camilo Santana participou de debate com outros postulantes ao Governo do Ceará realizado pelo Grupo de Comunicação O Povo. Durante o programa, exibido por televisão,  rádio e redes sociais, Camilo reforçou os avanços conquistados pelo Estado nos últimos três anos e meio, através de políticas públicas destinadas a melhorar a qualidade de vida da população.
Foram debatidos na ocasião temas importantes como Segurança Pública, Educação, Saúde e Emprego. Para cada um, o governador que busca reeleição destacou as diversas ações em andamento e com resultados positivos que são destaque nacional.
Na Educação, Camilo Santana lembrou que índice do Ministério da Educação indicou este ano que o Estado tem 82 escolas públicas entre as 100 melhores do Brasil. Também citou os avanços na Saúde, com construção de hospitais, policlínicas e UPAs. Para responder sobre o que tem sido feito na Segurança Pública, enfatizou a contratação de profissionais do setor, implantação de sistema de videomonitoramento e políticas de prevenção. Sobre a geração de empregos, citou atuação compromissada do Governo com a capacitação e atração de mais investidores para o Ceará. “O Ceará hoje é referência de gestão pública em todo o país”, afirmou.
Nas suas considerações finais, Camilo agradeceu o povo cearense por ter confiado a ele a responsabilidade de ser governador e pediu apoio para continuar fortalecendo o Ceará em todos os setores.
“Nós temos um projeto. Sabemos como fazer. É um projeto que tem gerado oportunidades para as pessoas e proporcionado um Ceará cada vez mais forte”.
Em entrevista fora do estúdio, Camilo defendeu a relevância de se realizar o embate entre candidatos de forma franca e aberta diante da população. “Esse debate é muito importante, faz parte da democracia. É um momento em que os eleitores podem observar o perfil e propostas de cada candidato e escolher quem irá conduzir Governo do Ceará pelos próximos quatro anos”.

PDT e PT definem voto em Cid Gomes para o Senado e liberam filiados para escolher 2º postulante

Duas das principais legendas que dão sustentação à coligação encabeçada pelo governador Camilo Santana, o PT e o PDT definiram voto no candidato Cid Gomes (PDT) para o Senado e liberaram os filiados para votarem no postulante de sua preferência para a segunda vaga em disputa. Isso faz com que muitos membros da base aliada optem por nomes que não fazem parte do bloco governista.

De acordo com pesquisa Ibope encomendada pela TV Verdes Mares, divulgada pelo Diário do Nordeste na segunda-feira, 24, as intenções de voto em branco ou nulo são de 12% para a primeira vaga e 21% para a segunda. Cid Gomes soma 64% das intenções de voto e Eunício Oliveira (MDB), em segundo lugar, tem 39%. Eduardo Girão (PROS) vem depois, com 10%, seguido por Dra. Mayra (PDSB), com 9%. Os demais postulantes alcançam até 3%.

O presidente estadual do PDT, deputado federal André Figueiredo, afirmou ao Diário que o partido não indicou voto para a segunda vaga ao Senado. “Não existe definição sobre quem será a segunda vaga e está todo mundo liberado”, ressaltou.

O presidenciável Ciro Gomes (PDT), em entrevista ao Diário em agosto passado, informou que seu candidato ao Senado era o irmão, Cid Gomes, e que estaria em busca de outro nome para a segunda vaga. O pedetista ainda não definiu o segundo voto ao Senado, mas não seguirá orientação de Camilo, que apoia a reeleição de Eunício.

Com informações: Diário do Nordeste

Camilo assume compromisso de fazer da Polícia Civil a melhor do Brasil

O bairro Serviluz, em Fortaleza, recebeu a visita do governador Camilo Santana nesta quinta-feira  (27). Ao lado de centenas de militantes, populares e candidatos à Assembleia Legislativa e Câmara Federal, Camilo caminhou por ruas, ocasião em que recebeu apoio e ouviu anseios da população.
Enquanto caminhava, o governador assumiu o compromisso de fazer da Polícia Civil cearense a melhor do Brasil. “Para isso, nós fizemos concurso público aumentando o efetivo em 42% nesses três anos, lancei novo edital com quase 1500 vagas já para esse ano. A primeira coisa que a gente precisa fazer é fortalecer o efetivo da Polícia Civil para garantir o resultado da suas ações”.
Depois, conforme ressaltou Camilo, é a ampliação das delegacias 24 horas.  “Nós praticamente dobramos nesses últimos três anos o número de delegacias 24 horas no Ceará. Porque é fundamental que a delegacia esteja aberta de manhã, de tarde, a noite, no final de semana e feriado. Essa era uma reclamação da comunidade e da própria polícia que precisava se deslocar de madrugada para outra cidade onde tivesse uma delegacia aberta, de plantão”.
Integração
Outro compromisso do governador está na integração das polícias. “Estamos trabalhando as chamadas Unidades Integradas de Segurança (Unisegs), e, com o Laboratório Integrado de Segurança Pública, com o Centro Integrado de Inteligência do Nordeste aqui no Ceará, isso vai possibilitar que a Polícia Civil possa cumprir o seu papel muito mais efetivo. A polícia do Ceará tem dado resposta importante nos últimos anos, mas é importante fortalecer. O meu plano é fazer da Polícia Civil do Ceará a melhor Polícia Civil do Brasil e essa é a minha determinação”.

Camilo tem maior número de votos válidos desde 1986

A pesquisa do Ibope, divulgada, nesta semana, mostra que o governador Camilo Santana (PT), candidato à reeleição, tem o maior percentual de aceitação popular ao Governo do Estado desde as eleições de 1986, quando começa, sob a liderança do hoje senador Tasso Jereissati, um novo ciclo de poder no Ceará. Camilo, de acordo com os números do Ibope, soma 69% das intenções de voto, ficando, em segundo lugar, o general Theophilo Gaspar (PSDB), com 7%. Camilo chega a 86% dos votos válidos, o maior índice alcançado por um candidato ao Governo do Estado na história política do Ceará.

Entre os postulantes a governador que mais somaram votos válidos nos últimos 32 anos, está o então candidato do PSDB, Tasso Jereissati que, em 1998, ganhou a eleição com 62,72% dos votos. O adversário Gonzaga Mota, do PMDB, ficou em segundo lugar com 21,92%. Em 2006, Cid Gomes, candidato do PSB, conquistou, com 62,38% dos votos, o Governo do Estado na disputa contra Lúcio Alcântara, do PSDB. Lúcio, que era governador, recebeu 33,87% dos votos. O apoio dos irmãos Cid e Ciro Gomes e o isolamento da oposição, que tem apenas o PSDB e o PROS, garantem a folgada liderança de Camilo Santana.

Das oito eleições ao Governo do Estado realizadas entre 1986 e 2018, em apenas duas (2002 e 2014) houve segundo turno. Em 2002, com o apoio do grupo liderado pelo hoje senador Tasso Jereissati, Lúcio Alcântara ganhou no segundo turno contra José Airton Cirilo. O resultado final das urnas apresentou Lúcio com 50,03% dos votos e José Airton, com 49,96%. O petista nadou de braçada na popularidade do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com o slogan Lula lá, José Airton cá, José Airton por pouco não quebrou a hegemonia política tassista.

O segundo turno na disputa ao Governo do Estado voltou a acontecer nas eleições de 2014. De um lado, os irmãos Cid e Ciro com a candidatura de Camilo Santana. Do outro, o recém-oposicionista Eunício Oliveira (PMDB) que se aliou ao PSDB de Tasso Jereissati. Tasso conquistou a vaga de senador, enquanto, no segundo turno, Eunício perdeu a eleição com 46,65%. Camilo venceu o pleito com 53,35% dos votos e, hoje, é candidato à reeleição com uma larga vantagem em relação ao principal adversário, o tucano General Theophilo. Em 2018, Camilo e Eunício estão no mesmo palanque.

O resultado da última pesquisa do Ibope mostra, ainda, um quadro desanimador para a oposição: nunca a oposição esteve tão fraca na eleição de governador nas oito eleições realizadas entre 1986 e 2018. Se comparado o resultado final das eleições entre os principais candidatos a governador, o general Theophilo apresenta o menor percentual de votos em três décadas e meia da disputa para governador. O tucano tem apenas 7% dos votos, de acordo com o Ibope. Em 1986, Adauto Bezerra, na briga contra Tasso, somou 30,01% dos votos válidos, ocupando o segundo lugar na votação ao Governo do Estado. Doze anos depois e tendo Tasso mais uma vez como candidato – dessa vez com a reeleição, o segundo colocado, em 1998, foi o candidato do PMDB, Gonzaga Mota, que recebeu 21,92% dos votos. Tasso garantiu a reeleição com 62,72% de apoio dos eleitores.

Com informações: Ceará Agora