Camilo reúne secretariado e diz que novo governo terá mudanças

O governador Camilo Santana, eleito para o segundo governo em 2019, afirmou que pretende fazer mudanças para “garantir melhores resultados para a população cearense” em 2019. Ele se reuniu na manhã desta terça-feira, 30, com todo o secretariado do governo a fim de avaliar e fazer um balanço de ações e projetos aplicados durante seu último ano do primeiro mandato. Camilo também falou à imprensa que a relação que deve manter com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) é de diálogo, buscando conseguir investimentos para o Estado.
“A eleição terminou, o importante agora é pensar no Brasil e no Ceará. Estarei sempre na luta em defesa do meu Estado, do meu povo do Ceará, isso eu não abro mão de forma alguma”, declarou. “A importância, ao meu ver, é que o Brasil possa retomar o seu crescimento, com diálogo, respeitar a democracia e a constituição, que é o que o novo presidente sinalizou nos seus pronunciamentos depois de eleito”, complementou.
Na reunião, o governador afirmou que vai priorizar algumas ações até o fim do ano, como obras nas áreas da saúde, educação e estradas que precisam ser concluídas. Ele disse também que as contas estão equilibradas no final do ano e que tem havido um crescimento de investimentos comparado ao ano passado. “Se Deus quiser vamos acabar o ano como acabamos os últimos anos, com as contas fechadas”, projetou.
Com informações: O Povo

Quase metade da bancada federal do CE será oposição em 2019

Alguns partidos que compõem a bancada cearense no Congresso Nacional eleita para 2019 já iniciam articulações para definir posicionamento quanto ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). PDT e PT já delimitaram que serão oposição e buscam hegemonia junto aos oposicionistas, mas lideranças cearenses das duas legendas ainda avaliam como ficará a aliança local. Outros parlamentares aguardam orientação partidária.

Liderança do PT no Ceará, o deputado federal José Guimarães defende que o governo eleito deve preservar relações pelo bem maior dos cearenses. Para ele, o Nordeste não pode ser prejudicado, uma vez que existem projetos que precisam ser concluídos.

“Vamos atuar na oposição e impedir a votação de propostas que prejudiquem o Ceará e os direitos das pessoas”, disse. Ele sustenta que o PT tem legitimidade para representar a oposição, visto os 47 milhões de votos recebidos pelo presidenciável Fernando Haddad no segundo turno, além de ter eleito a maior bancada na Câmara dos Deputados e quatro governadores.

“A população deu ao PT o direito de representá-la como oposição. Quem não foi ao segundo turno, não o foi porque o povo quis assim”, afirmou, em alusão à derrota de Ciro Gomes (PDT).

Presidente estadual do PDT, o deputado federal André Figueiredo opina que o “hegemonismo do PT levou o Bolsonaro à vitória”. Segundo ele, o PDT fará uma junção com forças democráticas do PSB, PCdoB e PSOL para apresentar alternativas ao governo de Bolsonaro.

“Temos clareza da nossa responsabilidade com o Brasil e vamos trabalhar para que os direitos do povo brasileiro não sejam retirados. Vamos trabalhar no sentido de que os 22 deputados federais e os três senadores evitem que um mal maior seja dado ao nosso Estado”, argumentou.

O senador eleito Cid Gomes (PDT), por sua vez, afirma que não fará uma oposição a Bolsonaro “do quanto pior, melhor”. “Vamos ter postura de denúncia, de colocar a boca no trombone quando tiver alguma coisa equivocada para que possa ser transformada em acerto”, aponta. Ele destaca que tentará transformar projetos em medidas que sejam benéficas para a maioria do povo brasileiro.

Indefinição

Apesar de as duas siglas se colocarem como protagonistas da futura oposição, alguns partidos, porém, ainda não traçaram posição quanto ao governo de Jair Bolsonaro, o que deve ser definido nesta semana. O PP, por exemplo, vai definir situação amanhã, assim como o Patriotas (Patri).

Deputados eleitos para primeiro mandato, AJ Albuquerque (PP) e Mano Júnior (Patri) ainda não sabem que posicionamento terão em Brasília a partir de 2019. No Ceará, eles fazem parte da base de apoio a Camilo Santana.

Outro caso que chama atenção é o do deputado federal eleito Dr. Jaziel (PR). Ele e a esposa, a deputada Silvana Oliveira (PR), são da base de Camilo e declararam voto em Bolsonaro. Jaziel afirmou que será “um elo” entre o governador e o presidente eleito. “As disputas já passaram e agora somos Ceará e Brasil”, disse.

Apoio reafirmado

“Camilo provou imensa habilidade política ao se aproximar de Eunício Oliveira (MDB). Não terá dificuldade com Bolsonaro. Apoiei o Camilo e continuo apoiando, mais do que nunca”, afirmou Jaziel.

Já o senador eleito Eduardo Girão (PROS) afirma que fará oposição ao governo de Camilo Santana de forma responsável, buscando ajudar naquilo que for melhor para o Ceará. No entanto, ele defende que o Estado precisa se readequar. “Vou torcer por essa reflexão por parte do Governo do Ceará para que ele possa estar dentro de uma administração de vanguarda, que privilegie técnicos”, finalizou.

Como se posicionará a bancada do Ceará

Apoiadores de Bolsonaro 

Capitão Wagner (Pros)

Roberto Pessoa (PSDB)

Dr. Jaziel (PR)

Heitor Freire (PSL)

Moses Rodrigues (MDB)

Vaidon Oliveira (Pros)

Eduardo Girão (PROS) – Senador

Oposição a Bolsonaro  

Luizianne (PT)

Guimarães (PT)

Idilvan (PDT)

Mauro Filho (PDT)

Robério Monteiro (PDT)

André Figueiredo (PDT)

Leônidas Cristino (PDT)

Eduardo Bismarck (PDT)

José Airton (PT)

Denis Bezerra (PSB)

Pedro Bezerra (PTB)

Cid Gomes (PDT) – Senador

Aguardam definição partidária  

AJ Albuquerque (PP)

Júnior Mano (Patriotas)

Domingos Neto (PSD)

Não declararam  

Tasso Jereissati (PSDB) – Senador

Célio Studart (PV)

Genecias Noronha (SD)

 

Com informações: Diário do Nordeste

Zezinho Albuquerque a estrela da confraternização de Camilo Santana

Festejado,  Zezinho Albuquerque recebeu o agradecimento do governador Camilo Santana e do senador eleito Cid Gomes pela postura na sucessão estadual. Zezinho aceitou a divisão partidária de desistir do seu nome na chapa como vice da Camilo para abrir caminho para Izolda Cela.
Zezinho Albuquerque também abriu mão de colégios eleitorais para ajudar seus colegas de partido e de outras legendas aliadas. “Fica a imagem de um homem integrado ao projeto”, disse Cid Gomes.
Com informações: Roberto Moreira

Ceará receberá nova fábrica de turbinas eólicas

O Governo do Ceará oficializou acordo com a Vestas, empresa multinacional do ramo de Energias Renováveis, para construção de fábrica dedicada à construção de turbinas eólicas no Estado. A parceria foi selada por meio de um Memorando de Entendimento, assinado pelo governador Camilo Santana e pelo presidente do grupo privado, Rogério Zampronha, nesta segunda-feira (22). A Vestas fabricará em solo cearense a turbina V150-4.2 MW™, a mais moderna do mundo e que já é produzida em outros países, colocando o Ceará como pioneiro no fornecimento do produto no Brasil.

Também participaram do momento o secretário do Desenvolvimento Econômico, César Augusto Ribeiro, o secretário-chefe da Casa Civil, Nelson Martins, o secretário da Infraestrutura, Lucio Gomes, e o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Eduardo Neves.

Camilo Santana afirmou que o investimento representa mais um passo do Ceará na criação de um Estado mais desenvolvido e que abrange o campo das oportunidades para a população. “Agradeço ao presidente da Vestas pela oportunidade de trazer mais esse investimento para o Ceará. A empresa traz a fabricação de turbinas, o que gerará mais empregos para os cearenses e crescimento para todo o Estado. Estamos muito felizes. Em nome de toda a equipe do Governo agradeço por acreditarem no Ceará.” O governador adiantou que o novo empreendimento deverá ser inaugurado no fim de 2019.

 

Para o presidente da Vestas, Rogério Zampronha, ter o Ceará como sede da mais nova fábrica da empresa foi “escolha natural”. “O fato do Ceará contar com facilidades logísticas excepcionais, qualidade de mão de obra realmente muito boa e estar próximo a projetos de geração eólica, além do governo que fomenta um ambiente muito favorável aos negócios, nos trouxe até aqui. No Estado serão feitos os nossos novos investimentos”.

O secretário César Ribeiro lembrou que o grupo Vestas já tem fábrica construída no Ceará, e optou por expandir os negócios na região exatamente pelos avanços que o Governo do Ceará tem conquistado nos últimos anos. “Graças a ambiência que temos criado, as referências em Educação Básica, o nível de transparência, situação fiscal, logística, um grande hub logístico no Brasil direto para o mundo, todo ambiente favorável, o governador anuncia com o presidente da Vesta mais um importante empreendimento para o Estado. Isso mostra todo o engajamento. Essa nova instalação trará mais desenvolvimento e reforçará o Ceará como celeiro de grandes oportunidades”.

Com informações: ASCOM do Governo do Estado do Ceará

Presidenciável Fernando Haddad participa de caminhada no Centro de Fortaleza

O Presidenciável Fernando Haddad (PT), participou de caminhada com militantes na manhã deste sábado, 20, no Centro da Capital cearense. Além de apoiadores, o ato conta com a presença de lideranças políticas como o vereador Guilherme Sampaio (PT), e do ex-vereador João Alfredo (PSOL), em seguida todos estarão reunidos em prol da candidatura do petista que acontecerá na Praça do Ferreira.
Os manifestantes que acompanham o candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) já estão reunidos na Praça do Ferreira na Capital cearense. Neste momento militantes que defendem a candidatura do petista estão discursando.
(Foto: Mateus Dantas/ O POVO)
A primeira a subir no palanque foi Gleisi Hoffmann, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT). Além de palavras de ordem, a ex-senadora chamou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) de covarde e medroso por não comparecer a nenhum debate.
Além de Hoffmann, o ex-candidato à Presidência Guilherme Boulos (Psol), a vice-governadora do Estado Izolda Cela e o deputado federal reeleito José Guimarães também estão no palco. Metade da praça já está ocupada por militantes.
Em discurso aos militantes e apoiadores o candidato à Presidência da República, Fernando Haddad (PT) relembrou quando veio ao Ceará como Ministro da Educação para a inauguração da Universidade Regional do Cariri (Urca) e Unilab. Haddad exaltou o trabalho desenvolvido pelo governador reeleto Camilo Santana (PT) e pela vice-governadora Izolda Cela. O Presidenciável encerrou o discurso criticando a ausência de Jair Bolsonaro (PSL) nos debates, frisando a falta de coragem que o candidato tem de não falar sobre as mentiras espalhadas por “Fake News”. O Petista citou a abertura do processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a contratação de pacotes de mensagens em massa para prejudicar sua candidatura.
Com informações: O Povo

Camilo descarta rompimento com Cid: “sem possibilidade de acontecer”

O governador Camilo Santana (PT) descartou nesta quarta-feira (17), durante compromisso em Brasília, um rompimento com o senador eleito e padrinho político Cid Gomes, após as declarações do aliado ao Partido dos Trabalhadores durante ato pró-Fernando Haddad promovido em Fortaleza no início da semana. Para o petista, que também se diz crítico a algumas posturas da legenda, as manifestações representaram um “momento de desabafo”.

“Eu vejo sem possibilidade de isso acontecer. O PDT é um aliado nosso no Ceará. O PDT me apoiou no Estado do Ceará, somos aliados. O PDT teve um candidato a nível nacional, que foi o Ciro Gomes, que concorreu com o candidato do PT”, disse Santana. “Problemas sempre existem e existirão. Ali foi um momento de desabafo do ex-governador Cid Gomes. A nossa preocupação agora é com o País, é com o futuro do Brasil e dos brasileiros. Eu considero essa hipótese afastada”, completou.

Camilo Santana afirmou que, assim como Cid Gomes, já deu declarações que repercutiram nacionalmente para que a direção do PT reconheça alguns erros que, segundo ele, foram cometidos. “Sugeri inclusive isso à direção nacional. Essa é minha opinião há muito tempo”, frisou.

Com informações: Diário do Nordeste

Governo do Ceará assina convênio de US$ 70 milhões com o BID

Pelo segundo ano consecutivo, o Estado do Ceará foi reconhecido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como um dos destaques do país em gestão fazendária e transparência fiscal. Na manhã desta quarta-feira (17), em Brasília, o governador Camilo Santana assinou, na sede do BID, a linha de crédito para o Programa de Modernização da Gestão Fiscal no Brasil (Profisco II), no valor de US$ 70 milhões (cerca de R$ 260 milhões) – o Governo do Ceará entra com contrapartida de US$ 7 milhões.

Segundo o representante do BID no Brasil, Hugo Flores Timoran, o Estado foi, pelo segundo ano seguido, a primeira unidade da federação a assinar o Profisco, o que coloca o Ceará como exemplo de gestão fiscal.

O governador Camilo Santana reforçou a parceria com o banco em várias áreas e o empenho do Ceará em sua gestão fiscal. “O BID é um grande parceiro do Ceará. Temos convênios na área da saúde, para a construção de estradas, na ação social. Agora, mais uma vez, o estado é tido como exemplo de gestão fiscal. Mesmo em um momento difícil do País, fizemos uma gestão equilibrada e fomos o estado que mais fez investimento público no Brasil (13,9% da receita corrente líquida)”, disse Camilo Santana, durante a assinatura do convênio.

Para assinar o Profisco II, o Estado do Ceará atendeu novamente aos critérios colocados pelo BID, como estar adimplente com as obrigações tributárias, não ter endividamento comprometido em mais de duas vezes a Receita Corrente Líquida e ter cumprido os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), entre outras.

A linha de crédito para o Profisco II tem como objetivo contribuir para o aperfeiçoamento da gestão fazendária, da transparência fiscal, da administração tributária, da administração financeira e do gasto público, fortalecendo da modernização da gestão fiscal, contábil, financeira e patrimonial. “Com a assinatura do convênio, nosso estado fica ainda mais forte nessa área e continua se destacando no país”, afirmou o governador Camilo Santana.

Com informações: ASCOM do Governo do Estado do Ceará

Ministro confirma Centro Integrado de Inteligência da PF para Fortaleza

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, confirmou, nesta quarta-feira, durante reunião, em Brasília, com o governador Camilo Santana (PT) e o senador Eunício Oliveira (MDB), a instalação do primeiro Centro Integrado de Inteligência da Polícia Federal em Fortaleza. De acordo com o ministro, o equipamento é fundamental para o enfrentamento da criminalidade no Nordeste e terá seu processo de instalação iniciado após o período eleitoral.

O ministro informou que a Medida Provisória 840/18, que está na pauta para ser votada pelo Congresso, viabiliza a criação do Ministério da Segurança Pública, o funcionamento do Centro Integrado de Segurança em Fortaleza, a execução do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) como também assegura recursos para a construção de dois presídios no Ceará, demanda também apresentada por Eunício e pelo governador Camilo Santana. Eunício prometeu acelerar a aprovação da MP no Senado.

Com informações: Eliomar de Lima

Camilo Santana nega crise após críticas de Cid Gomes ao PT

O governador Camilo Santana (PT) negou que o bate-boca de seu aliado, o senador eleito Cid Gomes (PDT), com militantes petistas, durante evento de apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT), nesta segunda-feira (15), em Fortaleza, tenha provocado uma crise entre os dois partidos no Estado.

Ao fazer o pronunciamento de abertura do evento, Cid, irmão de Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial, disse que, se a legenda petista não fizer um mea culpa no segundo turno, será “bem feito perder a eleição”. Petistas que estavam no evento reagiram e houve uma troca de insultos com o senador, depois que ele chamou um militante de “babaca”.

Na manhã desta terça-feira (16), Camilo, no entanto, colocou panos frios sobre a situação. Ele evitou falar em crise entre o seu partido e o PDT, comandado pelos irmãos Ferreira Gomes, no Estado, aliados históricos aqui.

“O que eu já tinha (para falar), eu já falei até a nível nacional. Agora, não é momento para isso, o momento agora é pensar no país, não é pensar no partido, não é pensar, individualmente em ninguém. E eu não quero amanhã ser cobrado, nem ser omisso, diante do grave momento que o Brasil está vivendo”.

O governador reeleito já defendeu publicamente que o PT deve fazer uma autocrítica. Em junho deste ano, semanas antes do ex-presidente Lula – preso em Curitiba há mais de quatro meses após condenação no caso do tríplex – ter o seu pedido de registro de candidatura julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Camilo afirmou que, caso o petista fosse impedido de concorrer ao pleito, o PT deveria apoiar a candidatura de Ciro Gomes.

Ao ser questionado se foi um erro de estratégia do PT não apoiar Ciro no primeiro turno, uma vez que Haddad aparece com 41% das intenções de voto, de acordo com pesquisa IBOPE, divulgada, nesta segunda, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), com 59%, o governador se limitou a dizer que não vai discutir isso agora e que o foco é “trabalhar” no segundo turno em prol de Haddad. Para ele, a candidatura de Bolsonaro é um “desastre” para o Brasil.

“O que está em jogo aí não é PT, não é partido, não é A ou B, o que está em jogo é o Brasil e, na minha opinião, um desastre para o Brasil, o Bolsonaro. Primeiro, porque ele é antidemocrático, é reacionário, discrimina as pessoas. Respeito o direito de todo mundo votar livremente escolher os seus candidatos, mas é importante nesse momento a população fazer uma reflexão. Eu não quero que meus filhos tenham um presidente onde o símbolo dele é mostrar uma arma”, frisou.

Com informações: Diário do Nordeste

Em resposta a Camilo Santana, Eduardo Girão aponta incoerência do governador

Após declarações em que Camilo Santana (PT) avaliou que Eduardo Girão (Pros) já “começou errado” sua caminhada na política, o recém eleito senador afirmou que Camilo tem criado “incoerência entre discurso e prática”. Na nota, Girão aponta que mesmo sendo do PT, partido que apoia a candidatura de Fernando Haddad à presidência da República, Camilo apoiou Ciro Gomes (PDT) e construiu aliança informal com Eunício Oliveira (MDB), “que apoiava Haddad enquanto o partido lançava nacionalmente o Henrique Meirelles”. Para ele, as afirmações de Camilo não fazem sentido e aparentam “ser mera tentativa de se esquivar de problemas reais no estado do Ceará”.
Eduardo Girão esclarece que, em seu caso, ele teve liberdade total do partido e da coligação para decidir quem apoiaria nacionalmente, tanto que Capitão Wagner, líder do Pros no Ceará, apoiou Jair Bolsonaro desde a pré-campanha. “Incoerência seria eu, que tanto luto por renovação política no Brasil, pelo avanço da Lava Jato, do combate à corrupção e pela ética na política, apoiar o PT, símbolo maior de corrupção na política do País. Incoerência seria apoiar um candidato que tem denúncias de corrupção e é orientado por um ex-presidente condenado”, disse o empresário, em alusão ao ex-presidente Lula.
Ao fim da nota, Girão lamenta a postura “derrotista” do governador, que afirmou que o Ceará teria perdido com a eleição de Eduardo Girão ao invés de Eunício Oliveira, a quem ele apoiava informalmente. Eduardo Girão afirma não acreditar que o “Ceará precise de autoridades que desistam de seus representantes tão cedo, antes de qualquer tentativa de diálogo”.
“Da minha parte, o Estado e o Governador podem ter certeza que encontrarão um representante aberto a ajudar no que for possível para melhorar a vida do povo.”
Confira a íntegra da nota enviada pela assessoria de Eduardo Girão:
“Me parece que quem está criando incoerência entre discurso e prática é o próprio governador. Ele é do PT, que apoia nacionalmente a candidatura de Haddad à presidência da República, mas apoiou Ciro Gomes do PDT aqui no Ceará, e ainda construiu uma aliança informal com o emedebista Eunício Oliveira, que apoiava Haddad enquanto o partido lançava nacionalmente o Henrique Meirelles. No meu caso, houve liberdade total do partido e da coligação para decidir a quem apoiar nacionalmente – tanto que o presidente do PROS no Ceará, Capitão Wagner, também apoiou Jair Bolsonaro, desde a pré-campanha. Isso foi nossa condição para entrar no partido. É uma retórica que não faz sentido, e aparenta ser mera tentativa de se esquivar de problemas reais no Estado do Ceará.
Incoerência seria eu, que tanto luto por renovação política no Brasil, pelo avanço da Lava Jato, do combate à corrupção e pela ética na política, apoiar o PT, símbolo maior de corrupção na política do País. Incoerência seria apoiar um candidato que tem denúncias de corrupção e é orientado por um ex-presidente condenado.
Lamento muito a postura derrotista do governador, que já decreta, tão facilmente, que ‘o Ceará perdeu’ com minha eleição. Não acredito que o Ceará precise de autoridades que desistam de seus representantes tão cedo, antes de qualquer tentativa de diálogo. Da minha parte, o Estado e o Governador podem ter certeza que encontrarão um representante aberto a ajudar no que for possível para melhorar a vida do povo.” 
Com informações: Blog de Política O Povo