Ciro e Haddad vão disputar o comando da crítica ao governo

O resultado das urnas fez surgir uma aparente ruptura entre partidos da esquerda que se colocam, agora, como oposição a Jair Bolsonaro. Apesar de terem em comum um posicionamento contrário ao do presidente eleito, PT e PDT tendem a não ficar lado a lado a partir de 2019. “Não quero fazer campanha para o PT nunca mais”, disse, ontem, a principal liderança pedetista, o candidato derrotado no primeiro turno, Ciro Gomes, dando o direcionamento do novo momento.

Ciro e Fernando Haddad, segundo e terceiro colocados na disputa ao Planalto, respectivamente, aparecem como os líderes de um movimento crítico ao próximo governo neste momento em quem ainda não se sabe como se posicionarão lideranças de centro-direita.

O clima turbulento entre petistas e pedetistas foi iniciado no Ceará com o tom crítico do senador eleito Cid Gomes com relação à candidatura do PT e tende a se tornar mais evidente nos próximos meses.

A ressaca da derrota no comitê petista em Fortaleza, ontem, após a confirmação do revés nas urnas, deu o tom do novo capítulo da relação. José Guimarães, o coordenador da campanha de Haddad no Ceará, falou de “página virada” em relação ao PDT. “Esperávamos que ele (Ciro) estivesse conosco, mas se não esteve. Ele que pague”, declarou em entrevista no diretório estadual do partido.

Para ele, o fato de Ciro não ter apoiado Haddad explicitamente foi um fato menor. “Tivemos no Ceará mais de 71% dos votos. É uma grande vitória. Não tenho que reclamar de nada. Até porque o povo do Ceará deu a resposta”, declara. O Ceará foi o único estado onde Ciro venceu a disputa presidencial no 1º turno.

Em discurso, ele citou que os partidos de esquerda saem fortes para fazer a oposição. O PDT não foi citado.

Mais cedo, Ciro voltou a sinalizar críticas ao PT. “Essa confrontação miúda vem destruindo a economia brasileira e agravando dramaticamente a condição social do povo mais pobre. Eu atravessei esse quadro todo porque acredito que o Brasil precisa desesperadamente desarmar essa bomba”, disse.

Guimarães, entretanto, afirma que não apenas Haddad saiu legitimado para liderar a oposição. Ao PT também foi dada essa missão. “O PT sai forte e vai se reconstruir, recompor-se para liderar a oposição política a Bolsonaro”, declara. “Quem diz que o PT está morto, que não quer mais conviver com o PT, está dando um tiro no pé”, rebate. Ele afirma que na próxima terça-feira, 30, a Executiva Nacional do partido deverá chamar todos os partidos de esquerda para discutir estratégias.

Para ele, o partido não sobreviveu apenas no Nordeste. “Fomos bem em vários Estados do Norte e também do Sudeste”, declarou, ao apostar que Bolsonaro terá a maior oposição política.

Outro contexto

Apesar do distanciamento nacional, a aliança que dá sustentação ao governador Camilo Santana segue intacta. Ciro deu demonstração de que tem “muito orgulho do Camilo, ele vem crescendo muito como governante, como liderança. Ninguém pode crescer raiz na política, o caudilhismo só leva o Brasil para trás”.

Já o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, presidente do PDT na Capital, afirmou que na Capital as circunstâncias são outras, mas não descartou que pode haver alguma mudança.

O presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT), afirmou que a relação com o petista Camilo Santana seguirá sendo a mesma, visto que ele é aliado do grupo liderado no Ceará pelos Ferreira Gomes.

Cid Gomes também se posicionou contrário à aliança com o Partido dos Trabalhadores, a partir do próximo ano. Segundo ele, a campanha no segundo turno primou mais pela negação, pela contestação e pelo medo. “O Brasil passa por um momento muito complicado de sua história e a gente perdeu a oportunidade de se aprofundar mais nessas questões”.

 

Com informações: Diário do Nordeste

STF analisará se Bolsonaro, na condição de réu, pode assumir Presidência

A ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou durante entrevista coletiva na noite deste domingo, 28, que tratará como prioridade as ações contra as campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O candidato do PSL venceu as eleições e deve assumir a Presidência do Brasil no dia 1º de janeiro. Weber disse ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar se Bolsonaro pode assumir o cargo, por ser réu.
Bolsonaro é réu por responder a ação penal no STF por ter dito que Maria do Rosário, deputada federal do Partido dos Trabalhadores, “não merecia ser estuprada”. Sobre o suposto esquema de divulgação de fake news financiado por empresários para beneficiar a campanha de Jair, Rosa afirmou que deve “esperar que os fatos aconteçam”. Ela garantiu que a Justiça Eleitoral dará a devida resposta ao caso.
Ao menos cinco ações foram abertas na última semana contra as candidaturas de Bolsonaro e de Haddad. Nas ações, os candidatos se acusam de abuso de poder econômico na campanha eleitoral e pedem um a inelegibilidade do outro.
A ministra não tem previsão para a apreciação dos processos que envolvem as chapas concorrentes do segundo turno das eleições. Rosa Weber disse que as investigações têm um período de “instrução probatória” e o corregedor irá perceber necessidade de provas que definirão maior ou menor necessidade de tempo.
Com informações: O Povo

Discreta, 1ª Dama Michelle Bolsonaro tem família nascida em Crateús

Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, 36 anos, nasceu em Ceilândia, no Distrito Federal, mas tem um pé no Ceará. O pai da futura primeira-dama do País, Vicente de Paulo Reinaldo, chamado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de “Paulo Negão”, é natural de Crateús. Familiares lembram que, na década de 1970, ele e os três irmãos deixaram o Interior cearense rumo à Brasília, para tentar a vida.

Foi lá que Paulo conheceu a mulher que daria luz à Michelle. Em Crateús, terra natal dele, a primeira-dama eleita tem duas tias-avós e dois tios-avôs, além de outros parentes espalhados pelo Interior do Estado e por Fortaleza.

A última vez que “Paulo Negão” esteve no Ceará foi no ano passado, para visitar o pai – avô de Michelle – que estava doente. Já a futura primeira-dama esteve na capital cearense em 2016. Segundo aliados, estava nos planos dela acompanhar o marido na agenda de campanha que Bolsonaro cumpriria no Estado, no último dia 20 de setembro, mas, após atentado sofrido pelo marido, a vinda do clã teve que ser adiada.

Filha de cearense

No Distrito Federal, Michelle era secretária parlamentar na Câmara Federal, onde conheceu o deputado Jair Bolsonaro, que viria a ser o seu futuro marido. Depois, passou a trabalhar no gabinete dele, mas foi exonerada em 2008, após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir o nepotismo nos Três Poderes.

Depois das bênçãos do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, sobre a união dos dois, o casal foi morar em um condomínio de mansões, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com a filha, a Laura, de oito anos.

Michelle Bolsonaro é vista por amigos como uma mulher “simples” e “discreta” no jeito de se vestir. Ela gosta de usar sapatilhas, jeans e camisetas básicas. Em um dos vídeos de campanha gravados por Bolsonaro, aparece traduzindo o discurso dele para Libras, já que é especializada na língua.

A esposa do presidente eleito é conhecida, também, por ser uma mulher dedicada à Igreja. Michelle costuma frequentar os cultos aos domingos, mas também curte passear em shoppings e gosta de ir para a cozinha.

 

Com informações: Diário do Nordeste

Em nota, Ciro Gomes deseja sorte a Bolsonaro e diz que fará oposição com ‘decência’

O candidato do PDT derrotado no primeiro turno das eleições, Ciro Gomes, divulgou uma nota nesta segunda-feira (29) na qual desejou boa sorte ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele também postou o texto no Twitter.

Após a derrota no primeiro turno – ele ficou em terceiro lugar com 12% dos votos –. Ciro Gomes viajou para a Europa e voltou na véspera do segundo turno. O partido dele, o PDT, anunciou “apoio crítico” a Fernando Haddad (PT). Ao desembarcar, ele não fez o anúncio de apoio esperado por Haddad, mas pediu voto pela democracia, contra a intolerância e pelo pluralismo.

Na nota divulgada nesta segunda-feira, Ciro disse que cabe a um “democrata verdadeiro” reconhecer o resultado das urnas.

“Para mim, que cultivo a correção de conduta, impõe-se, também, desejar boa sorte ao presidente eleito Jair Bolsonaro para que ele possa fazer o melhor pela sofrida nação brasileira”, escreveu Ciro.

O candidato derrotado do PDT disse também que fará oposição com “dentro do marco da decência e do espírito público”.

“Essa oposição que nasce, não se confunde com forças que só defendem a democracia ao sabor de seus interesses mesquinhos ou crescentemente inescrupulosos ou mesmo despudoradamente criminosos”, afirmou Ciro.

Ele disse ainda que Bolsonaro tem obrigação de respeitar o “conjunto da nação”, inclusive as minorias e aqueles que forem críticos do governo.

“Que não pense o senhor presidente eleito, nem de longe, em violar o respeito que deve ao conjunto da nação, independentemente de configurarem minorias ou grupos sociais críticos às suas posturas. Só assim merecerá o respeito à autoridade que adquiriu nas eleições”, completou Ciro.

Acompanhe a nota na íntegra:

Com informações: G1 Ceará

Bolsonaro desembarca amanhã em Brasília

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se prepara para desembarcar amanhã (30), pela manhã, em Brasília em um voo comercial. A informação foi confirmada por aliados à Agência Brasil. Como fez no primeiro turno, Bolsonaro evitou utilizar jatinhos particulares, viajando sempre em voos de carreira.

Em Brasília, ele dará início aos trabalhos do governo de transição, quando as equipes dele e do presidente Michel Temer sentarão para analisar os principais detalhes da estrutura administrativa federal.

Acompanhado de agentes da PF e da mulher, o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, vota  na Escola na Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, no Rio de Janeiro.
Bolsonaro irá a Brasília nesta terça-feira (Arquivo/Tania Rêgo/Agência Brasil)
O presidente eleito deve passar o dia de hoje em casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

O local foi usado como o quartel-general da campanha ao longo dos últimos dias e cenário de muitas das declarações reportadas ao povo ao longo da disputa eleitoral.

Aliados e amigos de Bolsonaro vêm tentando, nos últimos dias, convencê-lo a permanecer no Rio de Janeiro esta semana para descansar, sob a argumentação de que terá dias de muito trabalho pela frente.

O presidente eleito já confirmou o nome de quatro ministros: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Fazenda), General Heleno (Defesa) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).

A expectativa é que todo o primeiro escalão já esteja definido em novembro.

Além disso, 50 nomes serão indicados para o governo de transição quando o grupo deve traçar as primeiras estratégias a partir do que Bolsonaro apontar como prioridade.

Em dezembro, provavelmente ele se ausentará desse trabalho por alguns dias para a cirurgia de retirada da bolsa de colostomia que tem usado desde que sofreu um atentado a faca em Juiz de Fora durante a campanha do primeiro turno.

 

Com informações: Agência Brasil

Saiba quem é Jair Messias Bolsonaro, o 38º presidente do Brasil

Desde os tempos que fazia campanha para vereador, montado em uma motocicleta para ganhar tempo e economizar, ainda no distante ano de 1988, o novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), tinha a ideia fixa de chegar ao Palácio do Planalto. Por mais que os aliados mais próximos duvidassem, e até mesmo menosprezassem o plano, ele nunca desistiu e guardou para si a escolha do melhor momento para se lançar de uma vez no maior de todos os desafios. A decisão foi tomada logo depois de conquistar o sétimo mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro, há quatro anos.
Nascido em Campinas (SP), há 63 anos, Jair Messias Bolsonaro é filho de pais de ascendência italiana. Casou-se três vezes. A primeira esposa foi Rogéria Nantes Nunes Braga, com quem teve Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro. Com Ana Cristina Valle, a segunda esposa, Bolsonaro ficou por dez anos. Com ela, teve o quarto filho, Jair Renan, hoje com 20 anos. A atual esposa é Michele de Paula Firmo Reinaldo, com quem se casou em 2007, em cerimônia celebrada por Silas Malafaia, e teve única menina entre os filhos, Laura, de sete anos.
Formado pela Academia Militar das Agulhas Negras do Exército, Bolsonaro atuou em grupos de paraquedismo e artilharia a partir de 1977. A primeira incursão pela política veio em 1986, quando publicou um artigo na revista Veja, defendendo o aumento dos salários dos militares.
A partir daí, sempre com apoio de integrantes da tropa, foi eleito vereador e, depois, deputado federal, cargo que ocupou por 28 anos. Ao longo desse período procurou os holofotes a partir de controversas, algumas odiosas para parte dos eleitores. Numa delas tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal, por injúria racial e incitação ao estupro. Em 2014, o presidente eleito disse a uma parlamentar do PT que ela não merecia ser estuprada porque ele a considerava “muito feia”.
Bolsonaro deixa a farda em busca da política antes de uma qualificação mais refinada, por isso sempre foi visto com reservas por oficiais mais graduados, principalmente das outras duas forças, com a Marinha. “É um erro misturar militares com política, isso vai acabar se voltando contra nós mesmos, porque passaremos a ser confundidos com os próprios políticos”, disse, um oficial de alta patente das Forças Armadas, que preferiu não se identificar.
Família na política
Dos cinco filhos, três são políticos de carreira, apoiados no lastro político do pai. O primeiro a se aventurar como parlamentar foi Carlos Bolsonaro, que se elegeu vereador do Rio de Janeiro em 2000, aos 17 anos de idade, e hoje, aos 32, exerce o quarto mandato na Câmara Municipal carioca. Flávio Bolsonaro é senador eleito do Rio de Janeiro com mais de 4,3 milhões de votos e, antes disso, foi deputado estadual e se candidatou a prefeito da capital fluminense. Caçula do primeiro casamento, Eduardo Bolsonaro se reelegeu como o deputado federal mais votado da história, com mais de 1,8 milhão de votos em São Paulo.
Nos 28 anos no Congresso, Jair Bolsonaro se caracterizou pela plataforma conservadora e estatizante nas votações da casa, em contramão à política econômica apresentada durante a campanha. Apresentou 150 projetos e aprovou apenas dois: um que estendia o benefício de isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para bens de informática e outro que autorizava o uso da chamada “pílula do câncer” — a fosfoetanolamina sintética.
Na carreira política, o capitão reformado trocou de partido nove vezes. Esteve no Partido da Democracia Cristã (PDC); no Partido Republicano Progressista (PRP); no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); no Partido da Frente Liberal (PFL); no Partido Progressista (PP), por duas vezes; no Partido Social Cristão (PSC) e, por fim, no Partido Social Liberal (PSL). As mudanças de legenda ficaram mais evidentes nos últimos três anos, onde o capitão da reserva buscava uma base para lançar sua candidatura ao Planalto.
Declarações
Marcado pelo discurso espontâneo, fez, por exemplo, declarações consideradas ofensivas e discriminatórias contra negros e quilombolas. Em 11 de setembro, o STF julgou Bolsonaro por acusação de racismo — inocentando-o por um placar de 3 a 2 na primeira turma. Publicamente, se opôs às ações afirmativas, como a adoção de cotas étnicas para o ensino superior.
Demonstrou também ser contrário às leis de proteção ao público LGBT. Como deputado, combateu sem trégua, em 2011, quando Fernando Haddad (PT) era ministro da Educação, o que chamou de “kit gay” — um material didático contra homofobia que seria distribuído pelo governo para as escolas públicas.
Bolsonaro sempre se insurgiu ainda contra a proteção que os direitos humanos conferem aos que estão sob custódia do Estado. Já disse ser a favor da pena de morte e contra o Estatuto do Desarmamento. Condena a descriminalização das drogas e quer que o cidadão comum possa se armar, em legítima defesa, contra ação de bandidos. Esse foi o seu principal recado aos eleitores na área de segurança.
Durante a campanha, seu discurso foi se tornando mais moderado. Teve inclusive que enviar carta ao STF para prestigiar a Corte depois que seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SL), apareceu em vídeo dizendo que “bastava um cabo e soldado para fechar o STF”. Jair Bolsonaro condenou a violência entre eleitores e conclamou os brasileiros à pacificação.
Atentado
Com apenas oito segundos de propaganda eleitoral, o candidato e seus filhos, que costumam criticar a imprensa, usaram as redes sociais intensamente e terminaram acusados pelos adversários de liderarem a produção de fake news nessas eleições. Denúncia sobre o uso impulsionado de mensagens em aplicativos, supostamente pago por empresários pró-Bolsonaro, está sendo investigada pela Justiça Eleitoral.
Pelas redes, detalharam até o estado de saúde de Bolsonaro quando esteve hospitalizado durante o primeiro turno, alvo de atentado a faca — algo que nunca aconteceu a presidenciáveis em campanha, após a redemocratização no Brasil. Ferido em 6 de setembro quando participava de ato público em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou 22 dias internado, recuperando-se de uma hemorragia e de duas cirurgias no intestino.
Ele foi atacado pelo desempregado Adélio Bispo — que hoje é réu por “atentado pessoal por inconformismo político”. Nos últimos dias de campanha, Bolsonaro, que votou com colete à prova de bala e forte esquema de segurança, voltou a dizer que não acredita que Adélio agiu sozinho.
Eleições 2018
Neste pleito, o presidente-eleito declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter um patrimônio total no valor de R$ 2,3 milhões. São cinco casas que somam pouco mais de R$ 1,5 milhão — incluindo o endereço na Praia da Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde os apoiadores comemoram a vitória — , três veículos automotores, que, juntos, valem R$ 280 mil, além de aplicações bancárias, caderneta de poupança e ações na bolsa de valores.
Os militares do Exército, entraram de cabeça na campanha no segundo turno. A torcida dos oficiais da Força ao longo dia de ontem era de que Bolsonaro ganhasse, mas não conseguisse uma maioria esmagadora, a ponto de ganhar uma hegemonia entre a população. “Isso será bom para a democracia, não tenha dúvidas”, disse um oficial.
Bolsonaro assume a Presidência em 1º de janeiro com uma bancada forte, não apenas do PSL, mas também de partidos que inevitavelmente vão aderir ao projeto do Planalto. A questão é que o número de votos do petista Haddad deve mobilizar a oposição a projetos relacionados ao meio ambiente e segurança pública, neste último caso o tão propagado fim do Estatuto do Desarmamento. O estica e puxa no Congresso e a continuidade da polarização deverá ser a tônica do novo governo.
Com informações: Correio Braziliense

Bolsonaro vence em 16 unidades da Federação, Haddad em 11

Com 55,13% dos votos válidos, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) ganhou em 15 estados e no Distrito Federal. O oponente, o candidato do PT, Fernando Haddad, liderou em 11 estados.

Por ordem alfabética, Bolsonaro venceu no Acre, no Amapá, no Amazonas, no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Goiás, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em Rondônia, em Roraima, em Santa Catarina e em São Paulo.

As unidades da Federação onde Bolsonaro obteve os melhores resultados foram Acre (77,22%), Santa Catarina (75,92%), Rondônia (72,18%), Roraima (71,55%) e Distrito Federal (69,99%).

Haddad venceu em Alagoas, na Bahia, no Ceará, no Maranhão, na Paraíba, em Pernambuco, no Piauí, no Rio Grande do Norte, no Sergipe, no Pará e no Tocantins. As maiores vantagens foram registradas no Piauí (77,05%), no Maranhão (73,26%), na Bahia (72,69%) e no Ceará (71,11%).

Bolsonaro venceu em quatro das cinco regiões: Norte (51,9%), Centro-Oeste (66,55%), Sul (68,27%) e Sudeste (65,37%). Haddad venceu somente no Nordeste, com 69,69% dos votos válidos. No exterior, Bolsonaro obteve 70,98%, contra 29,02% de Haddad.

 

Com informações: Agência Brasil

Jair Bolsonaro é eleito presidente com 57,8 milhões de votos

Candidato pelo PSL, capitão reformado do Exército derrotou o petista Fernando Haddad no 2° turno e vai governar o Brasil pelos próximos 4 anos.
Resultado Final  do 2º TURNO
1. Jair Bolsonaro – PSL ELEITO – 55,13% – 57.797.466 votos

2. Fernando Haddad – PT -44,87% – 47.040.859 votos

Total de Votos Válidos – 104.838.325  – (90,43%)
Total de Votos – Incluindo Brancos e Nulos – 115.933.004
Brancos – 2.486.591 – (2,14%)
Nulos – 8.608.088 – (7,43%)
Abstenções
31.371.417 – (21,30%)
Quando somamos Abstenções, Brancos, Nulos e a votação de Haddad, chegamos ao incrível número de 89.506.955 (oitenta e nove milhões, quinhentos e seis mil, novecentos e cinquenta e cinco) eleitores que não encontrou em Bolsonaro uma representatividade pessoal.
Com informações: G1

Ciro Gomes vai gravar vídeo de apoio a Haddad, diz presidente do PDT

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse nesta sexta-feira, 26, que Ciro Gomes irá gravar um vídeo no qual vai declarar voto e um apoio mais enfático ao presidenciável do PT, Fernando Haddad. Lupi evitou garantir, no entanto, que Haddad e Ciro irão se encontrar ou que haverá tempo para que eles façam um ato público juntos.
“Ele (Ciro) já declarou (voto no Haddad), vai reforçar isso. Eu estou indo para o Ceará para conversar com o Ciro para saber como vamos fazer, mas que a gente vai fazer, vai. Não sei dá tempo para isso (fazer ato público ou subir no palanque), mas para a rede social nós vamos gravar um vídeo sobre isso”, disse Lupi.
Segundo Lupi, os pedidos para um gesto enfático de Ciro têm sido feitos pelo próprio Haddad. “Falei com o Haddad na quarta-feira e ele me apelou muito por uma posição mais firme em torno da candidatura dele. E eu já fiz várias ações, fiz pronunciamento, fiz essa ação contra esse fake news do Bolsonaro, mas agora o mais importante é o Ciro pela candidatura que ele representa”, contou.
Ciro retorna ao Brasil nesta sexta-feira, após passar quase todo o segundo turno de férias pela Europa. Desde que deixou o Brasil, lideranças do PT passaram a pedir que ele retornasse e participasse, de forma mais explícita, da campanha de Haddad.
Mais cedo, Haddad fez um novo aceno ao pedetista, durante coletiva de imprensa em João Pessoa (PB). “Eu sempre espero o melhor das pessoas, e eu sei que o Ciro tem muita coisa boa dentro dele”, disse. “Eu acredito que ele vai, agora chegando no Ceará, fazer um gesto importante pelo Brasil. Ele sabe que não é por mim, é pelo Brasil que fará esse gesto”, complementou.
Não está confirmado ainda se Haddad irá até o Ceará para se encontrar com Ciro. Uma das razões é que o próprio presidenciável espera uma declaração “dura” do pedetista.
“Tenho maturidade suficiente para entender o comportamento das pessoas, e na política você sempre tem que ter postura de acolhida, sobretudo com quem pensa parecido com você. O Ciro é meu companheiro de longa data. Tenho certeza que ele vai fazer uma fala dura nesta reta final e nós vamos vencer juntos”, disse o candidato do PT, em entrevista por telefone à Rádio Super Notícia, de Minas Gerais.
Com informações: Correio Braziliense

Camarotti: Ciro Gomes falará contra Bolsonaro, mas não a favor do PT

Ao chegar esta noite em Fortaleza, depois de viagem pela Europa, o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) não deve atender aos apelos do Partido dos Trabalhadores (PT) em se posicionar publicamente, de forma contundente, em favor do candidato à Presidência Fernando Haddad.

Segundo interlocutores, Ciro Gomes falará contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL), contra o que tem classificado de “fascismo” e a favor da democracia.

Esse fala será feita ainda nesta sexta-feira (26), na chegada ao aeroporto de Fortaleza, para um grupo de militantes que devem recepcionar Ciro no local.

Durante escala que fez na cidade de Lisboa, em Portugal, Ciro deixou claro que não vai manifestar apoio mais contundente a Fernando Haddad neste segundo turno. Com isso, ele deve seguir a mesma linha adotada após a conclusão do primeiro turno, quando o PDT anunciou “apoio crítico” ao candidato do PT.

Na semana passada, em evento da militância petista em Fortaleza, o irmão de Ciro, o senador eleito Cid Gomes (PDT), cobrou “mea culpa” do PT e responsabilizou a legenda por ter criado Bolsonaro.

O grupo mais próximo de Ciro no PDT demonstra desconforto com a expectativa criada pelo PT de receber apoio contundente do ex-presidenciável, o que não deve se confirmar.

 

Com informações: Blog do Camarotti