Ciro diz que é ‘doce de coco’ e que não elevará o tom

Um dia após o primeiro debate presidencial na TV, o candidato do PDT, Ciro Gomes, disse que não pretende subir o tom para ter mais visibilidade na disputa. A estratégia, segundo ele, é seguir enfatizando as propostas de sua campanha.

— Acho que o povo brasileiro está tão sofrido, machucado, descrente, que temos que ser muito respeitosos, cuidadosos, delicados. É o que vou procurar fazer — disse a jornalistas, após evento promovido pela ONG Todos Pela Educação, nesta sexta-feira. — Ontem consegui ser duro, em certos momentos, mas sem levantar a voz, sem ser grosseiro. Não precisa ser. Esse monstro que criaram ao meu redor, da minha imagem, não guarda a menor coerência da minha vida. Sou um doce de coco, pode acreditar nisso — afirmou.

Ciro disse que sempre foi “paz e amor”, mas que, ao mesmo tempo, sabe brigar e que não está na luta política para “alisar”, pois não faz parte da máfia, na qual vigora “a lei do silêncio”.
— Então, eu não falo do teu rabo de palha e você não fala do meu. E eu não pertenço à máfia. Então o Ciro é ‘bocão’ — disse.

Na sequência, citou alguns dos políticos que já denunciou por malfeitos, como o ex-deputado Eduardo Cunha, o presidente Michel Temer, e o senador Eunício Oliveira, com quem seu irmão e coordenador de campanha, Cid Gomes, firmou uma aliança informal no Ceará.

Ciro nega que tenha tido uma repercussão tímida no debate, mas a avaliação interna de sua equipe é de que o formato o desfavoreceu. Estes assessores admitem que outros oponentes, como o tucano Geraldo Alckmin e a candidata da Rede, Marina Silva, tiveram mais visibilidade por terem tido mais oportunidades de falar ao eleitor.

No debate, Ciro prometeu tirar 63 milhões de brasileiros que estão com o nome sujo no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Questionado sobre como irá fazê-lo, explicou:

— Trata-se de entender o volume da dívida, que humilha 63 milhões de pessoas. De descontar do volume dessa dívida, com a mediação poderosa de um governo que sabe o que faz, de descontar todos os desaforos, como juros sobre juros, correção monetária, multas, entre outros, e refinanciar o que sobrar — afirmou.

Segundo Ciro, ao fazer isso, a dívida média por cidadão é de R$ 1,4 mil, o que seria factível de negociar mediante ações como o afrouxamento dos compulsórios dos bancos.

— Essa é a questão: quando é para rico é muito rápido e simples e quando é para pobre, todo mundo quer botar defeito.

Durante a sua exposição, Ciro criticou fortemente a emenda 95, do chamado teto de gastos, aprovada pelo governo de Temer, e que ele comparou a um “torniquete de pescoço”. Segundo Ciro, o próximo presidente do Brasil “será derrubado em seis meses” diante da falta de condições de governar, caso não revogue a proposta.

— O baronato financeiro vai pedir o meu fígado na eleição — disse, em referência às críticas que têm feito à medida e aos elevados ganhos dos bancos com juros. — Nosso problema é conflito distributivo, porque a gente gasta muito com despesas financeiras — complementou.

Programa de Governo mais detalhado

De acordo com o coordenador de campanha de Ciro, Nelson Marconi, uma versão mais detalhada de seu programa de governo, que contempla 12 áreas, será divulgada no site do candidato até a próxima segunda-feira, dia 13.

A ênfase será a área econômica, mais especificamente sobre a meta de criação de 2 milhões de empregos no primeiro ano de governo. O programa também tratará de reformas, como a da Previdência, e explicará o projeto de Ciro de fortalecimento da indústria e da infraestrutura nacional.
— Serão diretrizes gerais e abertas à discussão com os setores envolvidos em cada uma das áreas — diz Marconi.

Com informações: Ceará Agora / O Globo

Primeiro debate presidencial tem tom morno e poucos ataques

Em um primeiro debate morno, promovido pela Bandeirantes, os candidatos à Presidência evitaram, com algumas exceções, ataques diretos e trazer temas polêmicos à tona na noite desta quinta (9).

Presidenciáveis como Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) não foram confrontados com seus pontos fracos, como o escândalo da Dersa, no caso do ex-governador de São Paulo, ou o temperamento explosivo do ex-governador do Ceará.

A ausência de Lula, preso em Curitiba por corrupção e lavagem de dinheiro, contribuiu para um embate menos caloroso. Nesse cenário, Guilherme Boulos, do PSOL, tentou assumir o papel de porta-voz da esquerda e se apresentou como “do partido de Marielle Franco”, vereadora assassinada no Rio de Janeiro em março.

Foi ele, inclusive, que protagonizou um dos únicos confrontos em que o tom das acusações se elevou. Boulos questionou Jair Bolsonaro (PSL) sobre a funcionária de seu gabinete Walderice Santos da Conceição, que, segundo mostrou a Folha de S. Paulo, trabalha num comércio de açaí em Angra dos Reis, onde o deputado federal tem uma casa.

“Quando a Folha de S.Paulo foi lá, ela estava de férias. Ela é essa senhora, humilde, trabalhadora”, disse Bolsonaro.

Ao ser questionado por Boulos se ele não tinha vergonha de manter uma “funcionária fantasma” e de ter auxílio moradia da Câmara mesmo tendo imóvel em Brasília, Bolsonaro respondeu que teria vergonha se “tivesse invadindo as casas dos outros”, numa provocação ao líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

“E não vim pra cá bater boca com um cidadão desqualificado como esse aí”, completou Bolsonaro, encerrando sua fala antes do tempo.

Além de Boulos, o Cabo Daciolo (Patriota) também destoou do clima mais ameno, atirando sobre praticamente todos os opositores.

Dos 13 candidatos à Presidência definidos nas convenções, apenas oito participaram do debate: além de Bolsonaro, Alckmin, Ciro, Boulos e Daciolo, foram convidados Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB).

Todos se enquadram na determinação da lei eleitoral de que devem ser convidados candidatos de partidos ou coligações que tenham pelo menos cinco congressistas.

O outro seria Lula. O PT chegou a pedir à Justiça que ele fosse autorizado a participar via videoconferência. Com o pedido negado, o partido resolveu fazer um debate paralelo, com o vice e potencial titular da chapa, Fernando Haddad.

Alckmin e Bolsonaro

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi o mais demandado pelos opositores mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto, que evitaram Bolsonaro.

Marina, por exemplo, pressionou o ex-governador de São Paulo por sua aliança com o chamado “centrão” (DEM, PP, PR, PRB e SD).

“O sr. diz que é candidato à Presidência porque quer mudar o Brasil. No entanto, fez aliança com o centrão, que é a base de sustentação do governo Temer. […] O sr. acha que isso é fazer mudança?”, questionou a candidata da Rede.

Ciro, por sua vez, disse que a reforma trabalhista, defendida no debate por Alckmin como “necessária”, “foi um erro” e “introduziu muita insegurança” no país. “Essa selvageria nunca fez nenhum país do mundo prosperar”, afirmou o candidato do PDT.

Questionado em temas como violência contra a mulher e segurança pública, Bolsonaro manteve posições como a defesa da castração química para estupradores e um referendo para facilitar a venda de armas aos “cidadãos de bem”.

“A violência só cresce no Brasil devido a uma equivocada política de direitos humanos. […] O cidadão de bem, esse foi desarmado. O bandido continua bem armado.”

Alvaro Dias foi um dos que mais tratou do tema da Lava Jato, dizendo que a operação “deve ser institucionalizada” como política de combate à corrupção, e citando novamente o juiz Sergio Moro como seu futuro ministro da Justiça. Segundo a assessoria da Bandeirantes, o debate teve pico de 7,5 pontos de audiência, segundo o Ibope, e média de 6,1 pontos na Grande São Paulo. Cada ponto representa 71.855 casas ou 201.061 telespectadores.

Com informações: O Estado/Ceará

Band inicia embate entre presidenciáveis; confira as datas de sabatinas e debates

Os debates entre os candidatos nas Eleições 2018 iniciam amanhã, às 22 horas, na Band. Mediado por Ricardo Boeachat, o encontro recebe os presidenciáveis Geraldo Alckmin, Marina Silva, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Guilherme Boulos, Álvaro Dias, Cabo Daciolo e Henrique Meirelles. De acordo com as regras da emissora, o formato do debate prevê 60 confrontos diretos entre os concorrentes, além de perguntas do público e de jornalistas.

Cerca de 120 profissionais da imprensa foram credenciados para o debate, incluindo correspondentes da China, Japão, Estados Unidos e agências internacionais. Esta será a primeira sabatinada para a campanha que, oficialmente, inicia no dia 16 de agosto. Outros oito veículos de comunicação e emissoras abrem espaço para os candidatos apresentarem suas propostas. 

Confira os dias:

09/08 – Band
17/08 – RedeTV
27/08 – Rádio Jovem Pan
09/09 – TV gazeta
19/09 – VEJA
20/09 – TV Aparecida
26/09 – SBT
30/09 – Record TV
04/10 – Rede Globo

Com informações: Focus

Confira o tempo na propaganda da TV dos candidatos a presidente

Com a definição das coligações para a campanha eleitoral deste ano, o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, acabou abiscoitando o maior tempo de TV que outros cinco rivais somados (Lula, Henrique Meirelles, Alvaro Dias, Ciro Gomes e Marina Silva).

Ao todo, segundo levantamento com base em estudo de analistas do banco BTG Pactual, Alckmin terá direito a 6 minutos e 3 segundos de tempo de TV em cada bloco de propaganda, cujo tempo total é de 12 minutos e 30 segundos.

Juntos, Lula (PT), Henrique Meirelles (MDB), Alvaro Dias (Pode), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) terão direito a 5 minutos e 7 segundos.

Tempo na propaganda

Geraldo Alckmin (PSDB, PP, PTB, PSD, SD, PRB, DEM, PPS, PR): 6min3seg

Lula (PT, PCdoB, PROS, PCO): 2min7seg

Henrique Meirelles (MDB, PHS): 1min38seg

Alvaro Dias (Pode, PSC, PRP, PTC): 33seg

Ciro Gomes (PDT, Avante): 33seg

Marina Silva (Rede, PV): 16seg

Com informações: Eliomar de Lima

Em sabatina, Ciro diz que adversários querem decidir eleição nos gabinetes ou em celas

Candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, afirmou nessa segunda-feira, 6, que adversários que o isolaram na disputa eleitoral querem decidir a eleição de dentro de gabinetes e celas, limitando seu tempo de televisão a apenas 33 segundos – Ciro só conseguiu apoio do nanico partido Avante.

“Querem resolver a eleição nos gabinetes ou em celas, o que é até pior em certos aspectos”, afirmou, em crítica velada à aliança do Centrão (DEM, PP, PR, PRB e SD) com Geraldo Alckmin (PSDB) e às articulações promovidas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que PSB e PC do B não aderissem à sua campanha.

Após mais de uma hora de sabatina com empresários ligados à Coalizão pela Construção, coletivo de entidades que representam o setor, Ciro fez críticas nominais a seus adversários. Aos jornalistas, disse que o PT fez aliança de neutralidade do PSB por medo e acusou Lula de agir diretamente para levar o Centrão para Alckmin.

“O Lula trabalhou para o Valdemar Costa Neto [comandante do PR] ir para o Alckmin. O Lula trabalhou para o PR ir para o Alckmin. E eu me recusei a conversar com o Valdemar por razões antigas. Tá tudo certo. Eu só acho que é um erro grave. E não é nobre, mas ninguém precisa ser nobre. E pegou mal pra cacete. O que é, afinal de contas? É tirar o meu direito de falar uns segundinhos a mais”, afirmou.

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) também foi alvo de críticas por se esquivar de perguntas sobre economia. O candidato de direita foi convidado, porém não participou do evento. “No Brasil, iniciou-se de um tempo para cá, a apologia da ignorância. Porque isso dá uma certa afinidade com o nosso povo. Virou um atributo. ‘Sei de nada não, vou chamar o posto Ipiranga’”, ironizou Ciro Gomes.

Ciro também justificou sua aliança com a senadora Kátia Abreu (PDT), oficializada como sua vice, que, aliás, ele chamou de vice-presidenta. Ela foi ministra da Agricultura do governo Dilma Rousseff e era ligada a pautas conservadoras.

“Duvido que tenha um petista que tenha sido mais heroico e mais sacrificado do que a Kátia Abreu foi, com decência e fidelidade à democracia, ao Brasil e a [ex-presidente] Dilma [Rousseff], ao PT. Ela foi expulsa do partido [MDB] pelos quadrilheiros golpistas porque foi fiel [na época do impeachment]”, disse Ciro Gomes.

Aos empresários da construção, falou de quatro pontos que pretende atacar caso seja eleito: os colapsos do crescimento e fiscal, o endividamento do empresariado e o desequilíbrio da balança comercial brasileira.

O presidenciável criticou a concentração de bancos no país, comparando com o número em países como os Estados Unidos. “No Brasil, de forma absolutamente irresponsável, permitimos ao longo dos últimos 15 anos que 85% das transações financeiras do país se concentrem em cinco bancos, dois dos quais estatais [Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal], que participam do cartel”, afirmou.

O candidato disse também que Banco do Brasil e Caixa têm que ser forçados a competir com outras instituições financeiras e criticou qualquer possibilidade de privatizar os bancos estatais. Ao contrário do que aconteceu em sabatina da Confederação Nacional da Indústria (CNI), quando foi vaiado, há pouco mais de um mês, desta vez Ciro foi aplaudido pelos empresários.

O candidato criticou o que considera abusos regulatórios e, para exemplificar, disse que um “garoto do Ministério Público” dita as regras e que órgãos de fiscalização como o Tribunal de Contas da União (TCU) “tem mais engenheiro que os órgãos de execução, só para botar defeito no trabalho dos outros”.

Afirmou que, eleito, fará uma série de mudanças nas leis de improbidade, das licitações, de desapropriações e na estrutura de órgãos de controle. Ciro prometeu “passar uma lupa” nas despesas de estado e nos R$ 354 bilhões de renúncia fiscal. Se comprometeu também a levar a taxa de câmbio a um patamar estimulante.

O presidenciável criticou o pensamento de estimular a economia através do consumo. “Não podemos mais acreditar que o consumo vai fazer o país crescer.” Ciro também criticou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), afirmando que ele “jogou no lixo” a oportunidade de reformar o país.

Com informações: Ceará Agora / Folha de São Paulo

Eleição presidencial terá o maior número de candidatos em 29 anos

As convenções partidárias confirmaram 13 candidatos à Presidência da República – o segundo maior número desde 1989, quando foram 22 concorrentes, já que o comunicador Silvio Santos teve a candidatura impugnada. Neste período, somente o PSDB e o PT disputaram todas as eleições presidenciais com candidatos próprios.

Partido com maior número de filiados – 2,4 milhões -, o MDB não tinha candidatura própria há quatro eleições. Depois que o ex-governador de São Paulo e ex-presidente do partido, Orestes Quércia, ficou em quarto lugar na disputa de 1994, o MDB transitou entre chapas do PSDB e do PT – legendas que monopolizaram as eleições desde aquele ano.

Após o lançamento do Plano Real, o tucano Fernando Henrique Cardoso venceu a eleição no primeiro turno em 1994, com 54,3% dos votos. Naquele ano, o cardiologista Eneas Carneiro (morto em 2007), conhecido pelo discurso agressivo e o bordão “meu nome é Eneas”, surpreendeu o país conquistando cerca de 4,6 milhões de votos, mais do que Quércia e do que o pedetista Leonel Brizola (morto em 2004).

Em 1998, Fernando Henrique Cardoso foi reeleito, novamente vencendo no primeiro turno, com 53% dos votos. Naquele ano, 12 candidatos participaram da eleição presidencial. As eleições de 2002 marcaram o começo da hegemonia do PT: foram quatro vitórias seguidas, todas contra o PSDB.

Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito e reeleito em 2002 e 2006. Depois, Dilma Rousseff conquistou o Palácio do Planalto em 2010 e foi reeleita em 2014, mas não completou o mandato.

Nas quatro últimas eleições presidenciais, a decisão veio no segundo turno.

Saiba quem são os candidatos a presidente nas eleições 2018:

Álvaro Dias (Podemos) 

O senador Álvaro Dias foi escolhido pelos convencionais do Podemos para ser candidato à Presidência da República. A candidatura do parlamentar pelo Paraná foi oficializada em Curitiba, durante convenção nacional do partido. Na primeira fala como candidato, Álvaro Dias anunciou que, se eleito, vai convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser ministro da Justiça, e repetiu a promessa de “refundar a República”.

Ele vai compor a chapa com o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, cujo partido, o PSC, havia decidido lançar candidatura própria à Presidência, mas desistiu em favor de uma aliança com o Podemos. Além do PSC, fazem parte da coligação até agora os partidos PTC e PRP.

Podemos confirma Álvaro Dias como candidato a presidente da República, nas eleições de 2018
Podemos confirma Álvaro Dias candidato a presidente da República – Direitos reservados

Cabo Daciolo (Patriota)

A convenção nacional do Patriota oficializou a candidatura do deputado federal Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, o Cabo Daciolo. O evento ocorreu no município de Barrinha, no interior de São Paulo. O candidato foi escolhido por unanimidade. A candidata a vice é Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido. Ela é pedagoga com 23 anos de experiência e atua na rede pública de ensino do Distrito Federal.

Daciolo defende mais investimentos em educação e segurança por considerar áreas essenciais para o crescimento do país. Em discurso durante a convenção, Daciolo se posicionou contrário à legalização do aborto e à ideologia de gênero.

Cabo Daciolo é confirmado como candidato do Patriota nas eleições 2018
Cabo Daciolo é o candidato do Patriota em 2018 – Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Ciro Gomes (PDT)

O PDT confirmou, no dia 20 de julho, a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido. A chapa é composta com a senadora Kátia Abreu (PDT-TO).

Esta é a terceira vez que Ciro Gomes será candidato à Presidência da República: em 1998 e 2002, ele concorreu pelo PPS. Natural de Pindamonhangaba (SP), construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador do estado, eleito em 1990. Renunciou ao cargo de governador, em 1994, para assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época. Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo do ex-presidente Lula. Tem 60 anos e quatro filhos.

Brasília: PDT confirma Ciro Gomes como candidato à Presidência da República em  convenção nacional que reuniu filiados do partido. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
PDT confirma Ciro Gomes como candidato à Presidência – Marcelo Camargo/Agência Brasil
Geraldo Alckmin (PSDB)

Em convenção nacional realizada na capital federal, o PSDB confirmou, nesse sábado (4), a candidatura do presidente do partido e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República nas eleições de outubro. Dos 290 votantes, 288 aprovaram a candidatura de Alckmin. Houve um voto contra e uma abstenção. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice na chapa.

No primeiro discurso como candidato, Alckmin disse que quer ser presidente para unir o país e recuperar a “dignidade roubada” dos brasileiros. Ele defendeu a reforma política, a diminuição do tamanho do Estado e a simplificação tributária para destravar a economia.

Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, lança Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República.
PSDB lança Geraldo Alckmin como candidato à Presidência – José Cruz/Agência Brasil
Guilherme Boulos (PSOL)

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores SemTeto (MTST), Guilherme Boulos, foi lançado, no dia 21 de julho, como candidato à Presidência da República pelo PSOL, na convenção nacional em São Paulo. Também foi homologado o nome de Sônia Guajajara, representante do povo indígena, para vice-presidente.

Boulos destacou que irá defender temas que pertencem aos princípios do partido, como o direito ao aborto e à desmilitarização da polícia.

O  PSOL confirmou a candidatura de Guilherme Boulos à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido
PSOL confirma a candidatura de Guilherme Boulos à Presidência – Rovena Rosa/Ag. Brasil
Henrique Meirelles (MDB)

O MDB confirmou, no dia 2 de agosto, o nome de Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, como candidato à Presidência da República. O partido informou que Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, será o vice na chapa.

Henrique Meirelles destacou como prioridades investimentos em infraestrutura, para diminuir as distâncias no país, além de saúde e segurança pública. O presidenciável também prometeu reforçar o Bolsa Família. Para gerar empregos, Meirelles disse que pretende resgatar a política econômica, atrair investimentos e fazer as reformas para que o país cresça 4% ao ano.

O ex-ministro Henrique Meirelles durante convenção Nacional do MDB em Brasília.
MDB confirmou candidatura de Henrique Meirelles – Antonio Cruz/Agência Brasil
Jair Bolsonaro (PSL)

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63 anos, foi confirmado, no dia 22 de julho, como o candidato à Presidência da República nas eleições deste ano pelo PSL. O vice é o general Hamilton Mourão, do PRTB.

Na convenção, Bolsonaro adiantou que, se eleito, quer excluir o ministério das Cidades e fundir pastas como Fazenda e Planejamento, assim como Agricultura e Meio Ambiente. O candidato prometeu ainda privatizar estatais.

PSL lança candidatura de Jair Bolsonaro  à presidência da República.
PSL lança Jair Bolsonaro à Presidência da República – Fernando Frazão/Ag. Brasil
João Amoêdo (Partido Novo)

João Dionisio Amoêdo foi oficializado candidato à Presidência da República pelo Partido Novo durante convenção na capital paulista, no dia 4 de agosto. O cientista político Christian Lohbauer foi escolhido como candidato à vice-presidente. Entre as principais propostas de Amoêdo estão equilibrar as contas públicas, acabar com privilégios de determinadas categorias profissionais, melhorar a educação básica e atuar fortemente na segurança. O presidenciável também é favorável à revisão do Estatuto do Desarmamento.

João Amoêdo disse que quer levar renovação à política e mudar o Brasil. O presidenciável defendeu a privatização de empresas estatais.

Partido Novo confirma João Amoêdo como candidato a presidente
Novo confirma João Amoêdo como candidato a presidente – Rovena Rosa/Ag. Brasil
João Goulart Filho (PPL)

O PPL lançou, no dia 5 de agosto, João Goulart Filho como candidato à Presidência da República. Ele é filho do ex-presidente João Goulart, o Jango, que teve mandato presidencial, de 1961 a 1964, interrompido pela golpe militar. É a primeira vez que João Goulart Filho concorre ao cargo.

O candidato a vice é Léo Alves, professor da Universidade Católica de Brasília. Algumas propostas do candidato são a redução drástica dos juros da dívida pública para dar condições ao Estado de investir no desenvolvimento social, o resgate da soberania, o controle das remessas de lucros das empresas estrangeiras e a revisão do conceito de segurança nacional.

PPL lança João Goulart Filho a candidato a presidente nas eleições de 2018
João Goulart Filho concorrerá a presidente pelo PPL – PPL/Direitos reservados

José Maria Eymael (DC)

O partido Democracia Cristã (DC) confirmou, no dia 28 de julho, durante convenção na capital paulista, a candidatura de José Maria Eymael à Presidência da República, nas eleições de outubro, e do pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa como vice-presidente.

Na área econômica, as diretrizes gerais de governo do DC incluem política macroeconômica orientada para diminuição do custo do crédito ao setor produtivo, apoio e incentivo ao turismo e a valorização do agronegócio com ações de governo específicas, que ainda não foram divulgadas, e apoio aos pequenos e médios produtores rurais.

Convenção Nacionald do Partido Social Democrata Cristão lança Eymael como seu nome para a disputa pela Presidência da República
DC lança Eymael candidato a Presidência – Bruno Murashima/DC/Direitos Reservados
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A convenção nacional do PT escolheu, por aclamação, no dia 4 de agosto, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para ser o candidato à Presidência da República. O encontro também homologou o apoio do PCO e do PROS à candidatura do PT. O vice é o petista Fernando Haddad, que foi ministro da Educação e prefeito de São Paulo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso em Curitiba, desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância no caso do triplex de Guarujá. O ator Sérgio Mamberti leu, na convenção, uma carta escrita por Lula, onde ele afirmou que “querem fazer uma eleição presidencial de cartas marcadas, excluindo o nome que está à frente na preferência popular em todas as pesquisas”.

Convenção Nacional do PT para lançamento da candidatura de Lula para presidente, na Casa de Portugal.
PT escolheu Lula para candidato a presidente – Rovena Rosa/Agência Brasil
Marina Silva (Rede)

A primeira convenção nacional da Rede Sustentabilidade confirmou, por aclamação, no dia 4 de agosto, o nome Marina Silva como candidata da sigla à Presidência da República. O candidato à vice na chapa, o médico sanitarista, Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV), também foi apresentado oficialmente no encontro.

A presidenciável prometeu uma campanha limpa, sem notícias falsas e sem destruir biografias. Se comprometeu com as reformas da Previdência, tributária e política, que acabe com a reeleição e incentive candidaturas independentes. Se eleita, Marina também disse que pretende fazer uma revisão dos “pontos draconianos” da reforma trabalhista que, segundo ela, seriam feitas a partir de um diálogo com o Congresso.

Marina Silva e Eduardo Jorge participam de convenção da REDE (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Marina Silva é candidata a presidente pela Rede  – Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil
Vera Lúcia (PSTU)

Em convenção nacional, o PSTU oficializou, no dia 20 de julho, a candidatura de Vera Lúcia à Presidência da República e de Hertz Dias como vice na chapa. A escolha foi feita por aclamação pelos filiados ao partido presentes na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na zona leste da capital paulista.

De acordo com Vera Lúcia, o plano de governo prevê reforma agrária, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e um plano de obras públicas para atender as necessidades da classe trabalhadora.

O PSTU decidiu que não fará nenhuma coligação para a disputa presidencial, nem alianças nas eleições estaduais.

Vera Lúcia do PSTU
Vera Lúcia é a candidata do PSTU – Romerito Pontes/Direitos Reservados
Com informações: Agência Brasil

Líder do PSB descarta candidatura própria e fala em apoio a Ciro Gomes

Líder do PSB na Câmara, o deputado Tadeu Alencar (PE) disse que a legenda adotou uma posição que participará do meio político que apresente a linha de pensamento progressista, de centro-esquerda. Com isso, ele declara que a própria candidatura está descartada. Segundo ele, o partido apoiará o candidato à presidência que mais acumular força nesse campo político-ideológico.

O parlamentar ainda afirmou que o PSB condiciona aliança com o presidenciável Ciro Gomes, do PDT, à adesão de outras legendas de esquerda à candidatura dele. Segundo o líder do PSB, uma possível aliança com Ciro pode ser discutida por meio de uma reunião do campo progressista e democrático em torno do pedetista.

Tadeu Alencar vê o possível apoio a Ciro Gomes como um ‘quadro político de expressão, com coragem cívica invejável, além de já ter integrado o PSB’. A posição do partido ainda deve ser oficializada, pois há quem defenda uma aliança com o PT.

Sobre a aliança do Centrão, bloco de partidos como PP, PR e PRB, que decidiram apoiar Geraldo Alckmin, do PSDB, Tadeu Alencar afirma que a decisão deve ter deixado Bolsonaro, candidato pelo PSL, “em desamparo e em perfeito abandono.”

Com informações: Roberto Moreira

Eleição será a mais difícil da história, diz presidente do Ibope

Não se preocupe se você não tem ideia do que vai acontecer em outubro. Até quem vive de fazer previsões anda perdido com a corrida presidencial. “Será a eleição mais difícil da história do Brasil”, afirma o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro. No instituto desde 1971, ele se diz impressionado com o desinteresse pelo voto. “A população está enojada com a política. Nunca vi o eleitor tão frio e desmotivado”.

O Ibope começou a sondar os eleitores há um ano e dois meses. Segundo Montenegro, o quadro permaneceu imóvel “como água parada”. “Ninguém sobe nem desce, porque os candidatos não emocionam”, avalia. “Pode ser que 70 milhões de brasileiros não votem para presidente. A população está decretando por conta própria o fim do voto obrigatório”.

Apesar da indefinição, Montenegro arrisca alguns palpites. Ele aposta que o atual líder da disputa, Jair Bolsonaro, não se elegerá presidente. “Ele perde para qualquer um no segundo turno”, sentencia. “O voto do Bolsonaro não é ideológico de direita. É como o voto nulo, no Enéas ou no Tiririca”.

O mago das pesquisas duvida que Marina Silva chegue ao segundo turno. “O que ela tem hoje é recall das últimas eleições. Quando o horário eleitoral começar, isso se esfacela. Ela vai sumir”, afirma, referindo-se aos 8 segundos da Rede na TV. Ele diz que Ciro Gomes corre o mesmo risco, caso não consiga fechar alianças. “Mas o maior adversário do Ciro é ele mesmo”, ironiza, referindo-se à língua solta do pedetista.

Para o presidente do Ibope, o desempenho de Geraldo Alckmin ainda é um enigma. “Há um cansaço brutal com o PSDB. O caso do Aécio Neves foi quase um tiro de misericórdia”, afirma. “O Alckmin tem currículo. A dúvida é saber o que vai prevalecer: o desgaste da velha política ou o que ele fez em São Paulo”.

Montenegro aposta que o PT lançará Jaques Wagner, e não Fernando Haddad, mas duvida do potencial de transferência de votos do ex-presidente Lula. Em 2010, ele também declarou que o petista não elegeria um poste. Quebrou a cara com a vitória de Dilma Rousseff. “O PT pegou no meu pé, e com razão”, reconhece, oito anos depois. “Mas o Lula preso é diferente do Lula daquela época”, observa.

Com informações: Edison Silva

“Não sou psiquiatra. A gente vai conversar com doido?”, diz Bolsonaro sobre ataques de Ciro

O pré-candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro(PSL) disse que não vai fugir de debates e não vai trocar ataques com o adversário Ciro Gomes (PDT). Em entrevista coletiva, Bolsonaro falou ainda que pretende vencer as eleições em primeiro turno, criticou o casamento entre pessoas do mesmo sexo e fez brincadeira com a própria sexualidade.

O ex-capitão do Exército cumpriu agenda em Fortaleza nesta quinta-feira (28). Durante a visita, foi acompanhado por centenas de apoiadores desde o aeroporto, comandou atos públicos e teve reunião com líderes partidários.

Nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, pelo portal G1, mostrou, sem considerar Lula na disputa, Bolsonaro com 17% das intenções de voto, contra 13% de Marina Silva (Rede), 8% de Ciro Gomes (PDT) e 6% de Geraldo Alckmin (6%).

O deputado federal do Rio de Janeiro disse não acreditar em pesquisas eleitorais. “Minha pesquisa é quando ando no Brasil, quando desço no aeroporto. Apesar de o Supremo (Tribunal Federal) ter derrubado minha lei do voto impresso, a gente vai até o fim, tenho fé que estamos fazendo a coisa certa”, afirmou.

Para ele, “não vai ter segundo turno”. Ainda assim, afirma que participará de debates com adversários e negou ter dito que não participaria.

Questionado sobre estratégias contra os adversário, Bolsonaro desconversou. “Não é vencer Marina ou Ciro, é conseguir, através da verdade, o apoio e o voto do eleitor”, disse.

Ele também não quis dar detalhes sobre alianças para a campanha e disse não se importar com o tempo de propaganda no rádio e na TV. Questionado sobre o que faria com 8 segundos de propaganda, ele, em referência ao já falecido fundador do Prona, Enéas Carneiro, disse que imitará o bordão “Meu nome é Enéas”, dizendo apenas: “Meu nome é Jair Bolsonaro 17”.

Ciro Gomes
Com temperamento que já lhe rendeu processos no Supremo por desentendimentos com outros parlamentares, Bolsonaro se esquiva de rebater as críticas do ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes.

“Não sou psiquiatra. A gente vai conversar com doido? Ele está falando palavrão a meu respeito. Aí (diz que) vai me desnudar, vai me botar no chão. É uma disputa política ou é vestibular?”, rebateu, arrancando risos da plateia.

Gêneros
Questionado sobre a formação de seu ministério em relação a participação de homens e mulheres, Bolsonaro disse que não interessa a ele qual será a composição, mas sim se as pessoas “darão conta”. “Não estou preocupado com isso”, afirmou.

“Pretendemos ter 15 ministros. Se forem todos gay, macho, fêmea, negro, branco, não interessa, quero que deem conta do recado. Você sabe se eu sou gay? Você tem certeza se eu não sou gay?”, disse.

“Não interessa”, respondeu um repórter. Bolsonaro elogiou e disse que essa era a resposta que dava às pessoas.

“Mas o senhor é (gay)?”, perguntou outra jornalista. Bolsonaro respondeu: “Você é lésbica? Eu não sou, quem sabe talvez um dia”, completou a jornalista.

Tentando descontrair a plateia, ele disse ainda que “isso é uma forma que a esquerda usa para nos dividir”.

Apesar das brincadeiras, ele voltou a dizer que é contra tratar de sexualidade nas escolas, o que chamou de “ideologia de gênero”. Disse ainda que o “ativismo gay tentou criminalizar o padre e o pastor que não quisessem realizar o casamento” e defendeu que a Constituição estabelece como casamento a junção de um homem com uma mulher.

Com informações: Tribuna do Ceará

Filiados no Ceará querem liberdade em relação às candidaturas nacionais

Em um cenário nacional com diversas pré-candidaturas colocadas à Presidência da República, lideranças partidárias locais estão defendendo a liberação de suas agremiações de vinculações nacionais para votarem de acordo com o interesse local. No palanque do governador Camilo Santana (PT), pré-candidato à reeleição, por exemplo, são várias as legendas com nomes postulando a cadeira principal do Palácio do Planalto.

Presidente do Avante, o deputado federal Cabo Sabino já avisou que os filiados do partido estão liberados para votar em qualquer um dos candidatos ao Governo do Estado. Apesar de ser militar e eleitor do pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), que também é militar, Sabino não se coloca como eleitor do general Guilherme Theophilo, do PSDB, nem de Camilo Santana.

“O Avante tem liberdade para trabalhar no Estado e aqui vamos apoiar a candidatura do Jair Bolsonaro. Não vamos coligar com um lado e nem com outro”, disse ele, destacando que o partido não estará apoiando, oficialmente, nenhuma das pré-candidaturas colocadas para o Governo do Estado.

Até o momento, seu partido tem 25 pré-candidaturas a deputado estadual e 11 a deputado federal, sendo que outros militares podem se somar a estes números. “Nossos pré-candidatos estão liberados para votar em quem quiserem para o Governo do Estado, mas em nível de Governo Federal todos votam no Bolsonaro”. No Ceará, além do Avante, PSL e PROS também apoiarão a provável candidatura do presidenciável Bolsonaro.

Além da questão nacional, algumas agremiações cearenses ainda têm dificuldades internas a contornar, caso do Solidariedade (SD). O presidente do partido, deputado Genecias Noronha, acertou aliança com o governador Camilo Santana, mas o deputado Heitor Férrer (SD), por exemplo, é um dissidente dentro do Solidariedade. Ele é um dos mais destacados opositores do Governo Camilo e já acertou apoio ao candidato do PSDB ao Governo do Estado, general Guilherme Theophilo.

“Já tenho entendimento com o (presidente estadual do SD) Genecias de me liberar com relação à candidatura ao Governo do Estado, o que não deixa de ser uma postura de cordialidade dele. Não voto no Camilo e nem no grupo dos (irmãos Ciro e Cid) Ferreira Gomes”, frisou. Em nível federal, Férrer afirmou que não vota em partidos que estejam coligados com o Partido dos Trabalhadores (PT).

Fechado

O deputado João Jaime (DEM) disse que a situação nacional está complicada, visto que o quadro é o de maior fragmentação desde o pleito de 1989. No entanto, ele ressaltou que chegará um momento em que o eleitor ficará mais atento para tomar novo rumo. “O que vemos hoje são preferências, mas a grande maioria ainda não parou para analisar em quem vai votar. Os partidos também estão aguardando isso para tomarem uma decisão”.

No caso do DEM do Ceará, segundo João Jaime, há uma total liberdade para que a legenda faça a coligação que quiser para formar sua bancada, atualmente composta por um deputado federal e um estadual. “Para a disputa a presidente, se o DEM tiver candidato, o que acho improvável, neste momento, vamos seguir orientação do partido”, disse o parlamentar.

George Valentim (PCdoB) lembrou que o partido está firmado com a pré-candidatura da deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, porém, ressaltou que existem outras forças de esquerda que representam o projeto nacional do PCdoB, como as de Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL) e de Lula, pelo PT. Em nível estadual, a legenda segue fechada com Camilo Santana, do Partido dos Trabalhadores.

Ely Aguiar (DC) disse que a única conversa que teve até o momento foi com o senador Tasso Jereissati, do PSDB, porém, ressaltou que não há nada fechado para o pleito. “Estamos esperando, porque não vai ser uma decisão unilateral”, disse.

Com informações: Edison Silva