Jaques Wagner: “Ciro era a melhor estratégia para ganhar a eleição”

Coordenador da campanha de Fernando Haddad à Presidência, o ex-governador da Bahia e senador eleito Jaques Wagner afirmou, nessa segunda-feira (15), que a melhor estratégia para uma vitória na corrida presidencial seria o lançamento de Ciro Gomes (PDT) ao Palácio do Planalto.

Repetindo ser defensor de alternância de poder e do fim da reeleição, Wagner fez essa avaliação ao comentar uma proposta da senadora Katia Abreu que sugeriu a substituição de Haddad por Ciro Gomes para garantir a eleição.

Wagner disse que esse era um assunto superado, mas ressaltou sempre ter defendido um acordo com Ciro.

Questionado, então, se essa seria a melhor estratégia para o campo de esquerda, Wagner concordou, sob o argumento de que a campanha de Jair Bolsonaro se resume ao ataque ao PT.

“O que eles têm a dizer? É anti-PT. É anti-PT”. Embora reconheça que o PT está estigmatizado, segundo suas próprias palavras, Wagner disse ter esperança de que o medo de Bolsonaro derrube resistências a Haddad neste segundo turno.

“Se as pessoas tiverem mais medo dele do que raiva do PT, podem votar no Haddad. Não precisa amar o PT”. Wagner disse ainda ter esperança de uma declaração de apoio mais contundente de Ciro: “Não vou jogar a toalha. Ele pode enviar um live de onde ele estiver”, disse o ex-governador em referência ao fato de Ciro estar na Europa.

Wagner acrescentou: “Alguém me disse que ele voltaria antes e anunciaria o apoio mais contundente”. Segundo Wagner, Haddad defende a amplitude das alianças como saída para a situação.

Com informações: O Estado Ceará

Guimarães: ‘Cid nos tratou de forma desrespeitosa’

O deputado federal José Guimarães (PT), coordenador da campanha de Fernando Haddad no Ceará, reagiu à explosão crítica contra o PT que o senador eleito Cid Gomes teve ontem à noite. Para Guimarães, a atitude de Cid, irmão de Ciro Gomes, “foi desrespeitosa”.

“Lamento profundamente a forma desrespeitosa como fomos tratados pelo senador Cid Gomes (o senador que o PT apoiou) ao criticar o PT em um momento inadequado e que só contribuiu para gerar desconfiança e incertezas da nossa vitória”, afirmou.

Com informações: BR18

Cai número de deputados eleitos com votos próprios em 2018

A quantidade de eleitos e reeleitos que não precisaram dos votos da legenda partidária ou da coligação para atingir o objetivo eleitoral diminuiu em 2018 na comparação com as duas últimas eleições. Este ano, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), foram 27 os que tiveram êxito nas urnas nessas condições, enquanto em 2014 foram 35, queda de, aproximadamente, 22,8%. Os eleitos com voto próprio em 2010 alcançaram 36.

Na lista dos mais votados, 19 são novatos. Nesse grupo há quatro mulheres e 15 homens. Entre os oito reeleitos, todos também são homens. Com votação expressiva esse grupo também ajudou outros nomes de suas coligações a entrarem na Câmara Federal.

Se não houver mudança na legislação, esta foi a última eleição em que as coligações são permitidas para as eleições proporcionais – deputado federal e estadual, além de vereador, cuja vaga é disputada em eleições municipais. Isso porque o Congresso aprovou no ano passado a Emenda Constitucional (EC) 97/17 proibindo este tipo de aliança a partir de 2020.

Partidos

Ainda segundo o Diap, entre os eleitos com votos próprios em 2018, um terço (9), são de partidos de esquerda, centro-esquerda e centro. São três do PT; três do PSB; um do PV; um do PSOL; e um do PROS. Os outros dois terços (18) são de centro-direita e direita. São sete do PSL; três do PSD; dois do PR; e um, respectivamente, do PSC, do PRB, do Avante; do DEM; do Novo; e do PMN.

A maioria, nesse segundo grupo, é de policiais, líderes evangélicos, parentes de políticos ou líderes de movimentos liberais como o MBL (Movimento Brasil Livre). “[Eles] Foram eleitos na esteira do que está se convencionando chamar de bolsonarismo, que surpreendeu a todos na reta final da campanha, que se encerrou no último dia 7 de outubro” avaliam os analistas do Diap.

Mais votado

Em números absolutos, o campeão nacional é o deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que obteve 1.843.735 votos. Filho do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), o deputado é escrivão da Polícia Federal e vai assumir seu segundo mandato.

No quesito proporcionalidade, o grande campeão de votos é o estreante João Campos. Filho do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos e bisneto do ex-governador Miguel Arraes. Campos, com apenas 23 anos, recebeu 10,63% dos votos válidos. Foram 460.387 votos.

Saiba quem são os eleitos com votos próprios em 2018

1) Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) – 1.843.735 – reeleito – escrivão de polícia federal

2) Joice Hasselmamm (PSL-SP) – 1.078.666 J – primeira eleição – jornalista

3) Celso Russomano (PR-SP) – 521.728 – reeleito – bacharel em direito, jornalista e empresário

4) Kim Kataguiri (DEM-SP) – 465.310 – primeira eleição – ativista digital e conferencista

5) João Campos (PSB-PE) – 460.387 – primeira eleição – engenheiro

6) Tiririca (PR-SP) – 453.855 reeleito – artista circense e humorista

7) Marcel Van Hattem (Novo-RS) – 349.855 – primeira eleição – cientista político e jornalista

8) Helio Fernando Barbosa Lopes (PSL-RJ) – 345.234 – primeira eleição – subtenente do Exército

9) Marcelo Freixo (PSol) – 342.491 – primeira eleição – professor

10) Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) – 323.264 – primeira eleição – PM e técnico em enfermagem

11) Sargento Fahur (PSD-PR) – 314.963 – primeira eleição – PM (Rotam)

12) Capitão Wagner (Pros-CE) – 303.593 – primeira eleição – PM

13) Delegado Waldir (PSL-GO) – 274.406 – reeleito – delegado de polícia civil

14) Felipe Francischini (PSL-PR) – 241.537 – primeira eleição – advogado

15) Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) – 230.008 – reeleito – empresário

16) Alessandro Molon (PSB-RJ) – 227.914 – reeleito – advogado e professor universitário

17) Gleisi Hoffmann (PT-PR) – 212.513 – primeira eleição – advogada

18) Celio Studart (PV-CE) – 208.854 – primeira eleição – advogado

19) Carlos Jordy (PSL-RJ) – 204.048 – primeira eleição – servidor público federal

20) Flordelis (PSD-RJ) – 196.959 – primeira eleição – administradora

21) Josimar Maranhãozinho (PR-MA) – 195.768 – primeira eleição – empresário

22) Reginaldo Lopes (PT-MG) – 194.332 – reeleito – economista

23) Marília Arraes (PT-PE) – 193.108 – primeira eleição – advogada

24) Eduardo Braide (PMN-MA) – 189.843- primeira eleição – advogado

25) Otto Alencar Filho (PSD-BA) – 185.428 – primeira eleição – administrador

26) JHC (PSB-AL) – 178.645 – reeleito – empresário

27) André Ferreira (PSC-PE) – 175.834 – primeira eleição – bacharel em turismo

 

Com informações: Agência Brasil

Com 207 deputados, Centrão perde força, mas será indispensável para próximo presidente

A insatisfação dos brasileiros com a política impôs a maior renovação desde a redemocratização brasileira, em 1986, na Câmara dos Deputados no primeiro turno das eleições deste ano. Partidos tradicionais perderam espaço e emergiram novas forças. As mudanças foram profundas, mas será inescapável ao próximo presidente, seja Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT), negociar com legendas que apoiaram todos os governos desde a redemocratização.

O chamado Centrão — PP, PR, PSD, PRB, PTB, PROS, SD e PSC — e o MDB, siglas que formaram a base dos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer, perderam 15% de suas bancadas, de 244 para 207 deputados. Juntos, no entanto, esses partidos ainda representam uma força indispensável.

Quando somados aos 52 deputados eleitos pelo PSL de Bolsonaro ou aos 56 eleitos pelo PT de Haddad, têm votos suficientes para garantir maioria ao futuro governo na aprovação de projetos de lei na Câmara. Para dispensar o Centrão, tanto o PSL quanto o PT precisariam negociar com partidos de campos políticos antagônicos aos seus, o que reduziria as chances de sucesso.

“O fiel da balança serão sempre os grandes partidos. Perderam poder, mas têm votos e articulação”, analisa o cientista político Leandro Machado, um dos fundadores do movimento de renovação política Agora!. Para emendar a Constituição, a exigência de votos é maior, de 308 deputados. Se quiserem cumprir as promessas de reformas, Bolsonaro e Haddad terão de reorganizar e ampliar os respectivos campos políticos. Na esquerda, o petista poderia contar com PSB, PDT e PCdoB. Com os votos do Centrão, alcançaria o quórum necessário. Já Bolsonaro teria de recorrer à centro-direita, DEM, PSDB, PPS e ao estreante NOVO.

Além da aritmética, porém, na busca por governabilidade os dois lados vão enfrentar fortes dificuldades e cobranças do eleitor. O cientista político Octávio Amorim Neto, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, da FGV, lembra o fato de Bolsonaro dizer que pretende dispensar instrumentos clássicos para ter maioria no Congresso.

O candidato já anunciou que reduzirá o número de ministérios e preencherá o primeiro escalão sem indicações políticas e com militares — que, desde o governo Temer, vêm recuperando o protagonismo político e a presença na mesa de decisões do Executivo.

Cotado para a chefia da Casa Civil, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) defende negociações individuais com parlamentares, no “varejo”, ignorando o colégio de líderes. O cientista político diz que a redução e o aumento de ministérios são cíclicos.

“O presidencialismo de coalizão tem sido tratado como a causa de nossos males. Mas dar a um partido um ministério em troca de apoio não é necessariamente sinônimo de corrupção ou de clientelismo. É um acordo típico em qualquer democracia multipartidária”, afirma Amorim, que compara a estratégia do candidato àquela usada por Fernando Collor, em 1990. “Collor reduziu o número de ministérios, e depois teve que ir aumentando para sobreviver. E, ao fim e ao cabo, não sobreviveu”.

O Centrão e o Centro

Presidente do DEM, o prefeito de Salvador, ACM Neto, que declarou voto em Bolsonaro, acha que o futuro eleito terá de ter responsabilidade de compor um governo de qualidade e com respaldo da sociedade. Só depois, afirma, deverá procurar os políticos. “Sem isso, cairá nos mesmos erros que os demais cometeram”.

Hoje, uma das vantagens de Haddad sobre Bolsonaro na hora de formar um governo, destaca Amorim, é ter base social mais ampla. Mas a forma de relacionamento, com movimentos e entidades, assinala o cientista político, terá de ser diferente daquela mantida pelo PT de Lula e Dilma. “Não se trata apenas de cooptar os movimentos sociais”, pondera.

Nos últimos governos, a relação entre Planalto e Congresso foi lastreada pela liberação de verbas. O uso de recursos orçamentários, porém, pode se chocar com a ortodoxia do economista Paulo Guedes, provável ministro da Fazenda em eventual governo Bolsonaro.

Numa administração petista, avalia Amorim, Haddad poderia ser tentado a repetir o padrão da era Lula, que se aliou à direita usando cargos e emendas. Corre o risco de esbarrar numa direita em processo de mudança, e mais ideológica. A eleição mostrou uma reação do eleitor a esse tipo de barganha com dinheiro público. Para o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), que encerra seu 11º mandato e perdeu a eleição para o Senado, o Centrão se sobrepôs ao chamado centro democrático, que perdeu votos, por causa das opções do Executivo.

“As relações com o Congresso dependerão do comportamento do presidente da República. Se houver conduta austera, sem loteamento, poderá se restabelecer o ‘centro temático’. Se o governo se compuser com a cooptação de parlamentares com cargos e com a administração orçamentária, o Centrão sobreviverá. Não existe Centrão sem a cumplicidade do Executivo”.

A cara do novo Congresso está sujeita ainda à reorganização partidária que deve ser provocada pelos efeitos da cláusula de barreira, que excluirá algumas legendas. “Se Bolsonaro ganhar, os pequenos partidos devem migrar para o PSL. Será um partido enorme e disforme. E o restante entrará no sistema de cooptação, de adesão. Seja quem for o vencedor, haverá problema. Esse modelo se exauriu”, prevê o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Com informações: Ceará Agora / Jornal O Globo

FHC diz sofrer pressões do PSDB para não apoiar Haddad

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirma estar sofrendo grande pressão do PSDB para não apoiar o candidato petista à presidência, Fernando Haddad. A pressão, segundo informa o jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo, viria especialmente dos tucanos ainda em disputa nos estados, temerosos do fardo de carregar o PT.

Numa conversa que teve no fim da semana passada, FH elogiou Fernando Haddad, dizendo que gosta dele, mas se disse magoado com o PT por já ter ido depor duas vezes na defesa de Lula e não receber nenhum aceno em retorno por parte dos petistas.

FHC disse, abertamente, que cabe ao PT se esforçar para ter seu apoio, e que uma frente com outras personalidades faria a diferença. Citou especificamente Joaquim Barbosa.

Com informações: Eliomar de Lima

Não reeleitos, dirigentes de partidos têm comando ameaçado no Ceará

O resultado das eleições deste ano pode provocar novos arranjos dentro de alguns partidos no Ceará. Isso porque ao menos seis deputados que comandam legendas no Estado perderam força depois de não conseguirem renovar seus mandatos. Agora, ainda como dirigentes, eles têm como desafio manter a liderança sobre os filiados.

O Partido da República (PR), presidido pela deputada federal Gorete Pereira, que não foi reeleita, deve virar alvo de disputa entre a dirigente e o único deputado federal eleito pelo partido no Ceará, Jaziel Pereira.

“Quero que o Jaziel fique com o PR, porque quero o que é justo. Tenho certeza que a Gorete fará parte de algum cargo importante tanto no Estado como no próprio Governo Federal. Quero dar essa cara extremamente feliz e conservadora ao PR”, afirma a deputada estadual reeleita Silvana Oliveira, esposa de Jaziel. Ele, por sua vez, diz que os dois vão procurar o presidente nacional do PR, Valdemar Costa Neto, para tratar do assunto.

Confiança

Silvana frisa que não “tripudia” de Gorete Pereira, mas lembra do momento em que a parlamentar também disputou a presidência do PR, no início deste ano, com o então presidente de honra de legenda, Roberto Pessoa, eleito deputado federal. Gorete levou o PR para a base governista, enquanto Pessoa queria manter a sigla na oposição.

Já Gorete Pereira considera “difícil” ser retirada do comando do PR. “Tenho mais de 20 anos nesse partido. Não vai ser ela (Silvana), que está acabando de chegar ao partido, que vai conseguir. A Silvana e o marido são deputados de segmentos religiosos. O partido precisa ser plural, não é de segmento, e confio muito no meu partido por ser uma pessoa muito ligada ao presidente nacional”, afirma Gorete, confiante.

Presidente do DC no Ceará, o deputado estadual Ely Aguiar diz que deixou a sigla “à disposição” da direção nacional. “Não sei se o partido vai aceitar, mas a minha decisão é de ficar no partido até o último dia do meu mandato. O partido não atingiu a cláusula de desempenho. Não atingindo, fica pouco atraente, porque não terá espaço na mídia, não terá verba para a sua manutenção”, justifica.

Indefinição

Deputado estadual reeleito, Audic Mota (PSB) acredita que o partido deve passar por uma “oxigenada” no Ceará. Além dele, a legenda elegeu no Estado um deputado federal, Denis Bezerra, mas não reelegeu o atual presidente estadual, o deputado Odorico Monteiro.

“Certamente, essa estrutura partidária vai ter que ser repactuada, como vários outros partidos vão passar por isso, em função da grande renovação, mas são cenas dos próximos capítulos. Vai depender muito da conjuntura nacional também”, avalia Mota. Já Odorico Monteiro não atendeu às ligações da reportagem.

O presidente estadual do Avante, deputado federal Cabo Sabino, também não conseguiu se reeleger. Ele, no entanto, diz que continuará no comando da sigla, “buscando gente nova, pessoas que queiram participar de uma política nova”, argumenta.

Adail Carneiro, presidente estadual do Podemos, também não foi reeleito deputado federal. Ao ser questionado sobre o futuro no partido, diz apenas que está “apolítico” neste momento. O deputado federal Ronaldo Martins, dirigente do PRB no Estado, também não foi reeleito. Ele não atendeu às ligações.

Com informações: Diário do Nordeste

Empresários e profissionais liberais são maioria na nova Câmara

Dois terços dos 513 deputados federais eleitos e reeleitos no último domingo (7) são empresários e profissionais liberais, segundo levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Os demais dividem-se entre assalariados e profissionais de atividades diversas, como ator, humorista, sacerdote e pastor evangélico, além de estudantes.

Conforme o levantamento, 133 eleitos se declararam empresários, porém ainda há 14 produtores do setor de agronegócio e sete comerciantes. Segundo o Diap, esse grupo tende a ser maior, porque “um advogado, dono de um grande escritório de advocacia, embora possa viver dos dividendos de seu negócio, prefere se apresentar como profissional liberal do que como empresário”.

 O plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6433/13, que permite ao delegado de polícia adotar medidas de urgência para proteger mulheres vítimas de agressão.
Plenário da Câmara – Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

Entre os profissionais liberais estão advogados e graduados em Direito, médicos, economistas, administradores, jornalistas, engenheiros, enfermeiros, corretores, contadores, médicos veterinários e agrônomos. Nessa categoria, com cerca de 200 deputados, estão os profissionais cuja renda é proveniente do trabalho sem vínculo empregatício.

No terceiro grupo estão os assalariados – professores, servidores públicos, policiais e bancários -, além dos que exercem atividades de natureza diversa, como pastores, sacerdotes, celebridades, humoristas, apresentadores de TV, atores e cantores. Na categoria celebridades, além do ator Alexandre Frota (PSL-SP) e do humorista Tiririca (PR-SP), estão o ativista e conferencista Kim Kataguiri (DEM-SP) e o cantor de pagode Igor Kannario (PHS-BA).

O levantamento mostra que 20 deputados eleitos declararam atividades ligadas à religião – 15 pastores evangélicos, dois sacerdotes, um frade franciscano, um teólogo e um ministro do evangelho. No grupo dos religiosos encontram-se Padre João (PT-MG), Sóstenes (DEM-RJ), Frei Anastácio (PT-PB) e Paulo Freire Costa (PR-SP). Os deputados eleitos Léo Motta (PSL-MG) e Olival Marques (DEM-PA) apresentam-se como cantores gospel.

Na nova Câmara haverá 26 professores, 26 servidores públicos e 32 militares, policiais e bombeiros. Três deputados eleitos se identificaram como políticos: o tucano Lucas Redecker, atualmente na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, João Daniel (PT-SE) e André Abdon (PP-AP), já exercendo mandato na Câmara.

Algumas categorias, como apresentador de TV, agente administrativo, comunicólogo, gerente, gestor público, industriário, motorista, pescador, escritor e promotor de Justiça, elegeram apenas um representante. Na Bahia, um dos deputados eleitos foi o pescador Raimundo Costa (PRP), presidente da Federação da Pesca do estado. Sergipe elegeu o motorista Valdevan Noventa (PSC), o Acre, a magistrada Vanda Milani (SD), e Minas Gerais, a escritora e professora universitária Margarida Salomão (PT-MG).

Com informações: Agência Brasil

Boletos vencidos a partir de R$ 100 podem ser pagos em qualquer banco

A partir de amanhã (13), os boletos com valor a partir de R$ 100, mesmo vencidos, poderão ser pagos em qualquer banco. A medida faz parte da nova plataforma de cobrança da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que começou a ser implementada em julho do ano passado.

Para serem aceitos pela rede bancária, em qualquer canal de atendimento, os dados do boleto precisam estar registrados na plataforma. Segundo a Febraban, os clientes que tiverem boletos não registrados na Nova Plataforma, rejeitados pelos bancos, devem procurar o beneficiário, que é o emissor do boleto, para quitar o débito.

O novo sistema permite o pagamento em qualquer banco, independentemente do canal de atendimento usado pelo consumidor, inclusive após o vencimento, sem risco de erros nos cálculos de multas e encargos. Além disso, segundo a Febraban, o sistema traz mais segurança para a compensação de boletos, identificando tentativas de fraude, e evita o pagamento, por engano, de algum boleto já pago.

As mudanças estão sendo feitas de forma escalonada, tendo sido iniciada com a permissão para quitação de boletos acima de R$ 50 mil. Entretanto, em junho deste ano, após  dificuldades de clientes para pagar boletos, a Febraban alterou o cronograma.

A previsão inicial era que a partir de 21 de julho deste ano fossem incluídos os boletos com valores a partir de R$ 0,01. A expectativa era de que em 22 de setembro o processo tivesse sido concluído, com a inclusão dos boletos de cartão de crédito e de doações, entre outros. Pelo novo cronograma, os boletos a partir de R$ 0,01 serão incluídos a partir do próximo dia 27 e os boletos de cartões de crédito, doações, entre outros, no dia 10 de novembro de 2018.

Segundo a Febraban, apesar de o sistema passar a processar documentos de menor valor, com volume maior, os bancos não preveem dificuldade na realização dos pagamentos, com base nos testes feitos nas fases anteriores. Com a inclusão e processamento desses boletos no sistema, a Nova Plataforma terá incorporado cerca de 3 bilhões de documentos – aproximadamente 75% do total emitido anualmente no país. Nas próximas fases, serão incorporados 1 bilhão de boletos de pagamento.

A Febraban lembra que a nova plataforma é resultado de uma exigência do Banco Central, com incorporação de dados obrigatórios, como CPF ou CNPJ do emissor, data de vencimento, valor, além do nome e número do CPF ou CNPJ do pagador.

Com informações: Agência Brasil

Proposta de Bolsonaro de pagar 13º no Bolsa Família é de senador petista

Apresentada por Jair Bolsonaro (PSL) como uma ideia do seu vice, Hamilton Mourão, a proposta que institui o pagamento de 13ª parcela para beneficiários do Bolsa Família não apenas já existe, como é de autoria de um parlamentar do PT.

Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou o projeto de lei 256/2017 em 9 de setembro do ano passado. A partir daí, a medida passou a tramitar na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE).

Antes, porém, Marina Silva (Rede) já havia apresentado a proposta durante as eleições de 2014.

Em vídeo gravado com os deputados federais eleitos Dayane Pimentel (PSL-BA) e Heitor Freire (PSL-CE) e divulgado na terça-feira passada, Bolsonaro promete conceder a 13ª mensalidade do Bolsa Família.

O presidenciável então informa que havia sido procurado por Mourão, que submeteu a novidade ao assessor econômico Paulo Guedes.

“Essa despesa a mais”, afirma o candidato, “nós vamos tirar combatendo a fraude nesse programa, que, para muita gente, é essencial”.

No mesmo vídeo, o ex-militar se defende de acusações segundo as quais ele iria eliminar o programa assistencial criado nos governos do PT.

“Falar de tirar o Bolsa Família é um ato de desumanidade”, critica o postulante do PSL. “Pelo contrário. Vamos fortalecer e dar pra quem necessita. Nordeste, aquele abraço.”

Em declaração recente a uma plateia de empresários na CDL de Uruguaiana (RS), Mourão chegou a dizer que o 13º salário, previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas, era uma “jabuticaba”.

O vice foi desautorizado por Bolsonaro no mesmo dia. Pelo Twitter, o candidato criticou o companheiro de chapa e garantiu a manutenção do direito.

A concessão de 13º para cadastrados no Bolsa Família já havia causado polêmica ao entrar na campanha eleitoral deste ano.

Em Pernambuco, os candidatos Armando Monteiro (PTB) e Paulo Câmara (PSB), que disputavam o Governo do Estado, expuseram a proposta em seus programas como se fosse deles.

Câmara, atual governador, acabou reeleito ainda no primeiro turno.

Com informações: Blog de Política O Povo

Jair Bolsonaro não virá ao Ceará no segundo turno da campanha

O presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL, não virá ao Ceará durante  a campanha neste segundo turno das eleições à Presidência da República. A informação foi repassada pelo presidente deu seu partido no Estado, Heitor Freire. Já o petista Fernando Haddad, de acordo com lideranças da legenda, tem o Nordeste como principal local de campanha nos próximos dias, além de Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Segundo informou Freire,  Bolsonaro não virá ao Estado, pois depende de avaliação médica para ser liberado para a campanha, o que acontecerá somente na próxima semana.  O presidenciável já cancelou algumas agendas de campanha, como por exemplo, participação em debates políticos. Durante o primeiro turno, ele também não veio ao Ceará, visto que sofreu atentado à faca durante caminhada em Minas Gerais.

No primeiro turno, a vinda do candidato estava marcada para o fim de setembro, o que não aconteceu. A última vez em que ele esteve no Ceará foi no final de junho, ainda no período de pré-campanha. Heitor Freire brincou, dizendo que o presidenciável virá ao Estado, provavelmente, em novembro “após vencer as eleições presidenciais”. “Lembrando que o Ceará tem um lugar especial no coração do Bolsonaro devido à família de sua esposa, que é do Estado. O Ceará terá um olhar diferenciado por ele quando for presidente”, disse.

Com o objetivo de atrair o maior número de votos para Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), aliados dos presidenciáveis estão se articulando, no Ceará, em eventos que terão início já na próxima semana. O governador Camilo Santana marcou para a segunda-feira, à noite, uma reunião com todos os candidatos de sua coligação eleitos, para agradecer os votos recebidos, mas, principalmente, fazer chamamento a todos em prol da candidatura de Haddad.

Camilo quer aproveitar a popularidade e o bom desempenho nas urnas para atrair o maior número de eleitores ao candidato do Partido dos Trabalhadores.  Por outro lado, os aliados de Bolsonaro, em sua maioria membros do PSL e PROS, estão se articulando para que o candidato tenha maior representatividade no Ceará, a partir dos próximos dias.

Heitor Freire, que preside o PSL do Ceará, esteve nos últimos dias no Rio de Janeiro com o capitão da reserva, e tinha como ideia principal agendar visita de Bolsonaro ao Ceará neste segundo turno das eleições.  Outro que esteve com Bolsonaro foi o deputado federal eleito, Capitão Wagner. O deputado confirmou que alguns tucanos cearenses devem apoiar o candidato do PSL, como é o caso de Roberto Pessoa, eleito deputado federal.

Leonardo Araújo, do MDB também deve apoiar Bolsonaro, ainda que o MDB tenha defendido neutralidade de seus filiados. Como não há verticalização que obrigue que os membros de partidos no Estado fiquem obrigados a votar de acordo com a determinação da executiva nacional, muitos políticos devem apoiar as candidaturas do PT e PSL, de acordo com a consciência de cada um.

Com informações: Diário do Nordeste