Discreta, 1ª Dama Michelle Bolsonaro tem família nascida em Crateús

Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, 36 anos, nasceu em Ceilândia, no Distrito Federal, mas tem um pé no Ceará. O pai da futura primeira-dama do País, Vicente de Paulo Reinaldo, chamado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de “Paulo Negão”, é natural de Crateús. Familiares lembram que, na década de 1970, ele e os três irmãos deixaram o Interior cearense rumo à Brasília, para tentar a vida.

Foi lá que Paulo conheceu a mulher que daria luz à Michelle. Em Crateús, terra natal dele, a primeira-dama eleita tem duas tias-avós e dois tios-avôs, além de outros parentes espalhados pelo Interior do Estado e por Fortaleza.

A última vez que “Paulo Negão” esteve no Ceará foi no ano passado, para visitar o pai – avô de Michelle – que estava doente. Já a futura primeira-dama esteve na capital cearense em 2016. Segundo aliados, estava nos planos dela acompanhar o marido na agenda de campanha que Bolsonaro cumpriria no Estado, no último dia 20 de setembro, mas, após atentado sofrido pelo marido, a vinda do clã teve que ser adiada.

Filha de cearense

No Distrito Federal, Michelle era secretária parlamentar na Câmara Federal, onde conheceu o deputado Jair Bolsonaro, que viria a ser o seu futuro marido. Depois, passou a trabalhar no gabinete dele, mas foi exonerada em 2008, após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir o nepotismo nos Três Poderes.

Depois das bênçãos do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, sobre a união dos dois, o casal foi morar em um condomínio de mansões, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com a filha, a Laura, de oito anos.

Michelle Bolsonaro é vista por amigos como uma mulher “simples” e “discreta” no jeito de se vestir. Ela gosta de usar sapatilhas, jeans e camisetas básicas. Em um dos vídeos de campanha gravados por Bolsonaro, aparece traduzindo o discurso dele para Libras, já que é especializada na língua.

A esposa do presidente eleito é conhecida, também, por ser uma mulher dedicada à Igreja. Michelle costuma frequentar os cultos aos domingos, mas também curte passear em shoppings e gosta de ir para a cozinha.

 

Com informações: Diário do Nordeste

Em nota, Ciro Gomes deseja sorte a Bolsonaro e diz que fará oposição com ‘decência’

O candidato do PDT derrotado no primeiro turno das eleições, Ciro Gomes, divulgou uma nota nesta segunda-feira (29) na qual desejou boa sorte ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele também postou o texto no Twitter.

Após a derrota no primeiro turno – ele ficou em terceiro lugar com 12% dos votos –. Ciro Gomes viajou para a Europa e voltou na véspera do segundo turno. O partido dele, o PDT, anunciou “apoio crítico” a Fernando Haddad (PT). Ao desembarcar, ele não fez o anúncio de apoio esperado por Haddad, mas pediu voto pela democracia, contra a intolerância e pelo pluralismo.

Na nota divulgada nesta segunda-feira, Ciro disse que cabe a um “democrata verdadeiro” reconhecer o resultado das urnas.

“Para mim, que cultivo a correção de conduta, impõe-se, também, desejar boa sorte ao presidente eleito Jair Bolsonaro para que ele possa fazer o melhor pela sofrida nação brasileira”, escreveu Ciro.

O candidato derrotado do PDT disse também que fará oposição com “dentro do marco da decência e do espírito público”.

“Essa oposição que nasce, não se confunde com forças que só defendem a democracia ao sabor de seus interesses mesquinhos ou crescentemente inescrupulosos ou mesmo despudoradamente criminosos”, afirmou Ciro.

Ele disse ainda que Bolsonaro tem obrigação de respeitar o “conjunto da nação”, inclusive as minorias e aqueles que forem críticos do governo.

“Que não pense o senhor presidente eleito, nem de longe, em violar o respeito que deve ao conjunto da nação, independentemente de configurarem minorias ou grupos sociais críticos às suas posturas. Só assim merecerá o respeito à autoridade que adquiriu nas eleições”, completou Ciro.

Acompanhe a nota na íntegra:

Com informações: G1 Ceará

Bolsonaro desembarca amanhã em Brasília

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se prepara para desembarcar amanhã (30), pela manhã, em Brasília em um voo comercial. A informação foi confirmada por aliados à Agência Brasil. Como fez no primeiro turno, Bolsonaro evitou utilizar jatinhos particulares, viajando sempre em voos de carreira.

Em Brasília, ele dará início aos trabalhos do governo de transição, quando as equipes dele e do presidente Michel Temer sentarão para analisar os principais detalhes da estrutura administrativa federal.

Acompanhado de agentes da PF e da mulher, o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, vota  na Escola na Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, no Rio de Janeiro.
Bolsonaro irá a Brasília nesta terça-feira (Arquivo/Tania Rêgo/Agência Brasil)
O presidente eleito deve passar o dia de hoje em casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

O local foi usado como o quartel-general da campanha ao longo dos últimos dias e cenário de muitas das declarações reportadas ao povo ao longo da disputa eleitoral.

Aliados e amigos de Bolsonaro vêm tentando, nos últimos dias, convencê-lo a permanecer no Rio de Janeiro esta semana para descansar, sob a argumentação de que terá dias de muito trabalho pela frente.

O presidente eleito já confirmou o nome de quatro ministros: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Fazenda), General Heleno (Defesa) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).

A expectativa é que todo o primeiro escalão já esteja definido em novembro.

Além disso, 50 nomes serão indicados para o governo de transição quando o grupo deve traçar as primeiras estratégias a partir do que Bolsonaro apontar como prioridade.

Em dezembro, provavelmente ele se ausentará desse trabalho por alguns dias para a cirurgia de retirada da bolsa de colostomia que tem usado desde que sofreu um atentado a faca em Juiz de Fora durante a campanha do primeiro turno.

 

Com informações: Agência Brasil

Saiba quem é Jair Messias Bolsonaro, o 38º presidente do Brasil

Desde os tempos que fazia campanha para vereador, montado em uma motocicleta para ganhar tempo e economizar, ainda no distante ano de 1988, o novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), tinha a ideia fixa de chegar ao Palácio do Planalto. Por mais que os aliados mais próximos duvidassem, e até mesmo menosprezassem o plano, ele nunca desistiu e guardou para si a escolha do melhor momento para se lançar de uma vez no maior de todos os desafios. A decisão foi tomada logo depois de conquistar o sétimo mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro, há quatro anos.
Nascido em Campinas (SP), há 63 anos, Jair Messias Bolsonaro é filho de pais de ascendência italiana. Casou-se três vezes. A primeira esposa foi Rogéria Nantes Nunes Braga, com quem teve Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro. Com Ana Cristina Valle, a segunda esposa, Bolsonaro ficou por dez anos. Com ela, teve o quarto filho, Jair Renan, hoje com 20 anos. A atual esposa é Michele de Paula Firmo Reinaldo, com quem se casou em 2007, em cerimônia celebrada por Silas Malafaia, e teve única menina entre os filhos, Laura, de sete anos.
Formado pela Academia Militar das Agulhas Negras do Exército, Bolsonaro atuou em grupos de paraquedismo e artilharia a partir de 1977. A primeira incursão pela política veio em 1986, quando publicou um artigo na revista Veja, defendendo o aumento dos salários dos militares.
A partir daí, sempre com apoio de integrantes da tropa, foi eleito vereador e, depois, deputado federal, cargo que ocupou por 28 anos. Ao longo desse período procurou os holofotes a partir de controversas, algumas odiosas para parte dos eleitores. Numa delas tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal, por injúria racial e incitação ao estupro. Em 2014, o presidente eleito disse a uma parlamentar do PT que ela não merecia ser estuprada porque ele a considerava “muito feia”.
Bolsonaro deixa a farda em busca da política antes de uma qualificação mais refinada, por isso sempre foi visto com reservas por oficiais mais graduados, principalmente das outras duas forças, com a Marinha. “É um erro misturar militares com política, isso vai acabar se voltando contra nós mesmos, porque passaremos a ser confundidos com os próprios políticos”, disse, um oficial de alta patente das Forças Armadas, que preferiu não se identificar.
Família na política
Dos cinco filhos, três são políticos de carreira, apoiados no lastro político do pai. O primeiro a se aventurar como parlamentar foi Carlos Bolsonaro, que se elegeu vereador do Rio de Janeiro em 2000, aos 17 anos de idade, e hoje, aos 32, exerce o quarto mandato na Câmara Municipal carioca. Flávio Bolsonaro é senador eleito do Rio de Janeiro com mais de 4,3 milhões de votos e, antes disso, foi deputado estadual e se candidatou a prefeito da capital fluminense. Caçula do primeiro casamento, Eduardo Bolsonaro se reelegeu como o deputado federal mais votado da história, com mais de 1,8 milhão de votos em São Paulo.
Nos 28 anos no Congresso, Jair Bolsonaro se caracterizou pela plataforma conservadora e estatizante nas votações da casa, em contramão à política econômica apresentada durante a campanha. Apresentou 150 projetos e aprovou apenas dois: um que estendia o benefício de isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para bens de informática e outro que autorizava o uso da chamada “pílula do câncer” — a fosfoetanolamina sintética.
Na carreira política, o capitão reformado trocou de partido nove vezes. Esteve no Partido da Democracia Cristã (PDC); no Partido Republicano Progressista (PRP); no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); no Partido da Frente Liberal (PFL); no Partido Progressista (PP), por duas vezes; no Partido Social Cristão (PSC) e, por fim, no Partido Social Liberal (PSL). As mudanças de legenda ficaram mais evidentes nos últimos três anos, onde o capitão da reserva buscava uma base para lançar sua candidatura ao Planalto.
Declarações
Marcado pelo discurso espontâneo, fez, por exemplo, declarações consideradas ofensivas e discriminatórias contra negros e quilombolas. Em 11 de setembro, o STF julgou Bolsonaro por acusação de racismo — inocentando-o por um placar de 3 a 2 na primeira turma. Publicamente, se opôs às ações afirmativas, como a adoção de cotas étnicas para o ensino superior.
Demonstrou também ser contrário às leis de proteção ao público LGBT. Como deputado, combateu sem trégua, em 2011, quando Fernando Haddad (PT) era ministro da Educação, o que chamou de “kit gay” — um material didático contra homofobia que seria distribuído pelo governo para as escolas públicas.
Bolsonaro sempre se insurgiu ainda contra a proteção que os direitos humanos conferem aos que estão sob custódia do Estado. Já disse ser a favor da pena de morte e contra o Estatuto do Desarmamento. Condena a descriminalização das drogas e quer que o cidadão comum possa se armar, em legítima defesa, contra ação de bandidos. Esse foi o seu principal recado aos eleitores na área de segurança.
Durante a campanha, seu discurso foi se tornando mais moderado. Teve inclusive que enviar carta ao STF para prestigiar a Corte depois que seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SL), apareceu em vídeo dizendo que “bastava um cabo e soldado para fechar o STF”. Jair Bolsonaro condenou a violência entre eleitores e conclamou os brasileiros à pacificação.
Atentado
Com apenas oito segundos de propaganda eleitoral, o candidato e seus filhos, que costumam criticar a imprensa, usaram as redes sociais intensamente e terminaram acusados pelos adversários de liderarem a produção de fake news nessas eleições. Denúncia sobre o uso impulsionado de mensagens em aplicativos, supostamente pago por empresários pró-Bolsonaro, está sendo investigada pela Justiça Eleitoral.
Pelas redes, detalharam até o estado de saúde de Bolsonaro quando esteve hospitalizado durante o primeiro turno, alvo de atentado a faca — algo que nunca aconteceu a presidenciáveis em campanha, após a redemocratização no Brasil. Ferido em 6 de setembro quando participava de ato público em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou 22 dias internado, recuperando-se de uma hemorragia e de duas cirurgias no intestino.
Ele foi atacado pelo desempregado Adélio Bispo — que hoje é réu por “atentado pessoal por inconformismo político”. Nos últimos dias de campanha, Bolsonaro, que votou com colete à prova de bala e forte esquema de segurança, voltou a dizer que não acredita que Adélio agiu sozinho.
Eleições 2018
Neste pleito, o presidente-eleito declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter um patrimônio total no valor de R$ 2,3 milhões. São cinco casas que somam pouco mais de R$ 1,5 milhão — incluindo o endereço na Praia da Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde os apoiadores comemoram a vitória — , três veículos automotores, que, juntos, valem R$ 280 mil, além de aplicações bancárias, caderneta de poupança e ações na bolsa de valores.
Os militares do Exército, entraram de cabeça na campanha no segundo turno. A torcida dos oficiais da Força ao longo dia de ontem era de que Bolsonaro ganhasse, mas não conseguisse uma maioria esmagadora, a ponto de ganhar uma hegemonia entre a população. “Isso será bom para a democracia, não tenha dúvidas”, disse um oficial.
Bolsonaro assume a Presidência em 1º de janeiro com uma bancada forte, não apenas do PSL, mas também de partidos que inevitavelmente vão aderir ao projeto do Planalto. A questão é que o número de votos do petista Haddad deve mobilizar a oposição a projetos relacionados ao meio ambiente e segurança pública, neste último caso o tão propagado fim do Estatuto do Desarmamento. O estica e puxa no Congresso e a continuidade da polarização deverá ser a tônica do novo governo.
Com informações: Correio Braziliense

Bolsonaro vence em 16 unidades da Federação, Haddad em 11

Com 55,13% dos votos válidos, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) ganhou em 15 estados e no Distrito Federal. O oponente, o candidato do PT, Fernando Haddad, liderou em 11 estados.

Por ordem alfabética, Bolsonaro venceu no Acre, no Amapá, no Amazonas, no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Goiás, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em Rondônia, em Roraima, em Santa Catarina e em São Paulo.

As unidades da Federação onde Bolsonaro obteve os melhores resultados foram Acre (77,22%), Santa Catarina (75,92%), Rondônia (72,18%), Roraima (71,55%) e Distrito Federal (69,99%).

Haddad venceu em Alagoas, na Bahia, no Ceará, no Maranhão, na Paraíba, em Pernambuco, no Piauí, no Rio Grande do Norte, no Sergipe, no Pará e no Tocantins. As maiores vantagens foram registradas no Piauí (77,05%), no Maranhão (73,26%), na Bahia (72,69%) e no Ceará (71,11%).

Bolsonaro venceu em quatro das cinco regiões: Norte (51,9%), Centro-Oeste (66,55%), Sul (68,27%) e Sudeste (65,37%). Haddad venceu somente no Nordeste, com 69,69% dos votos válidos. No exterior, Bolsonaro obteve 70,98%, contra 29,02% de Haddad.

 

Com informações: Agência Brasil

Jair Bolsonaro é eleito presidente com 57,8 milhões de votos

Candidato pelo PSL, capitão reformado do Exército derrotou o petista Fernando Haddad no 2° turno e vai governar o Brasil pelos próximos 4 anos.
Resultado Final  do 2º TURNO
1. Jair Bolsonaro – PSL ELEITO – 55,13% – 57.797.466 votos

2. Fernando Haddad – PT -44,87% – 47.040.859 votos

Total de Votos Válidos – 104.838.325  – (90,43%)
Total de Votos – Incluindo Brancos e Nulos – 115.933.004
Brancos – 2.486.591 – (2,14%)
Nulos – 8.608.088 – (7,43%)
Abstenções
31.371.417 – (21,30%)
Quando somamos Abstenções, Brancos, Nulos e a votação de Haddad, chegamos ao incrível número de 89.506.955 (oitenta e nove milhões, quinhentos e seis mil, novecentos e cinquenta e cinco) eleitores que não encontrou em Bolsonaro uma representatividade pessoal.
Com informações: G1

Ciro Gomes vai gravar vídeo de apoio a Haddad, diz presidente do PDT

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse nesta sexta-feira, 26, que Ciro Gomes irá gravar um vídeo no qual vai declarar voto e um apoio mais enfático ao presidenciável do PT, Fernando Haddad. Lupi evitou garantir, no entanto, que Haddad e Ciro irão se encontrar ou que haverá tempo para que eles façam um ato público juntos.
“Ele (Ciro) já declarou (voto no Haddad), vai reforçar isso. Eu estou indo para o Ceará para conversar com o Ciro para saber como vamos fazer, mas que a gente vai fazer, vai. Não sei dá tempo para isso (fazer ato público ou subir no palanque), mas para a rede social nós vamos gravar um vídeo sobre isso”, disse Lupi.
Segundo Lupi, os pedidos para um gesto enfático de Ciro têm sido feitos pelo próprio Haddad. “Falei com o Haddad na quarta-feira e ele me apelou muito por uma posição mais firme em torno da candidatura dele. E eu já fiz várias ações, fiz pronunciamento, fiz essa ação contra esse fake news do Bolsonaro, mas agora o mais importante é o Ciro pela candidatura que ele representa”, contou.
Ciro retorna ao Brasil nesta sexta-feira, após passar quase todo o segundo turno de férias pela Europa. Desde que deixou o Brasil, lideranças do PT passaram a pedir que ele retornasse e participasse, de forma mais explícita, da campanha de Haddad.
Mais cedo, Haddad fez um novo aceno ao pedetista, durante coletiva de imprensa em João Pessoa (PB). “Eu sempre espero o melhor das pessoas, e eu sei que o Ciro tem muita coisa boa dentro dele”, disse. “Eu acredito que ele vai, agora chegando no Ceará, fazer um gesto importante pelo Brasil. Ele sabe que não é por mim, é pelo Brasil que fará esse gesto”, complementou.
Não está confirmado ainda se Haddad irá até o Ceará para se encontrar com Ciro. Uma das razões é que o próprio presidenciável espera uma declaração “dura” do pedetista.
“Tenho maturidade suficiente para entender o comportamento das pessoas, e na política você sempre tem que ter postura de acolhida, sobretudo com quem pensa parecido com você. O Ciro é meu companheiro de longa data. Tenho certeza que ele vai fazer uma fala dura nesta reta final e nós vamos vencer juntos”, disse o candidato do PT, em entrevista por telefone à Rádio Super Notícia, de Minas Gerais.
Com informações: Correio Braziliense

Camarotti: Ciro Gomes falará contra Bolsonaro, mas não a favor do PT

Ao chegar esta noite em Fortaleza, depois de viagem pela Europa, o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) não deve atender aos apelos do Partido dos Trabalhadores (PT) em se posicionar publicamente, de forma contundente, em favor do candidato à Presidência Fernando Haddad.

Segundo interlocutores, Ciro Gomes falará contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL), contra o que tem classificado de “fascismo” e a favor da democracia.

Esse fala será feita ainda nesta sexta-feira (26), na chegada ao aeroporto de Fortaleza, para um grupo de militantes que devem recepcionar Ciro no local.

Durante escala que fez na cidade de Lisboa, em Portugal, Ciro deixou claro que não vai manifestar apoio mais contundente a Fernando Haddad neste segundo turno. Com isso, ele deve seguir a mesma linha adotada após a conclusão do primeiro turno, quando o PDT anunciou “apoio crítico” ao candidato do PT.

Na semana passada, em evento da militância petista em Fortaleza, o irmão de Ciro, o senador eleito Cid Gomes (PDT), cobrou “mea culpa” do PT e responsabilizou a legenda por ter criado Bolsonaro.

O grupo mais próximo de Ciro no PDT demonstra desconforto com a expectativa criada pelo PT de receber apoio contundente do ex-presidenciável, o que não deve se confirmar.

 

Com informações: Blog do Camarotti

Haddad vai seguir em busca do apoio de Ciro Gomes até domingo

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (25), em Recife, que tem feito todos os acenos possíveis para que Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado no primeiro turno, declare apoio à sua candidatura. No último dia 7, Ciro disse que não votaria em Bolsonaro, mas em seguida viajou para a Europa e não chegou a participar da campanha de Haddad. Ele retorna ao país hoje (26). O PDT, partido de Ciro, declarou “apoio crítico” à candidatura de Haddad, também sem participar de atos de campanha do petista.

“Vou continuar fazendo aceno porque boto o país acima de tudo. Temos que ter humildade, tem que partir de mim o exemplo, esses gestos, para demonstrar que vamos fazer um governo amplo, de unidade nacional, democrático e popular, que vai ter que tomar medidas, mas sempre olhando quem mais precisa do Estado”, afirmou Haddad. O presidenciável disse ainda que conversou novamente com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e pediu para que eles compartilhem o que chamou de “momento da virada” nas eleições.

O petista também comentou outros apoios recebidos nos últimos dias, como os da candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (Rede), do ex-presidente nacional do PSDB Alberto Goldman e do senador eleito por Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB). “Essas pessoas se vêem obrigadas a demonstrar, por gestos, esse risco que estamos correndo. Eles sabem o que representa o Jair Bolsonaro, saído do porão da ditadura, uma pessoa que enaltece a tortura, a violência, em todo o discurso”, criticou Haddad.

O presidenciável também fez um apelo pelo voto dos indecisos e voltou a direcionar críticas ao adversário: “Entre erros e acertos, nossos governos mudaram a vida de dezenas de milhões de pessoas. Vamos corrigir os erros e manter os acertos. Agora o que eles querem é transformar acerto em erro. O Bolsonaro já se comprometeu com a política econômica do Temer. Por acaso está dando certo a política econômica do Temer? Antes da eleição ele já convidou o DEM para o governo. É o caminho do desastre”.

Nordeste

Após conceder entrevista à imprensa, Fernando Haddad participou de um comício na Pátio do Carmo, no centro do Recife. Ele estava acompanhado da esposa, Ana Estela, do senador Humberto Costa (PT-PE), além do governador de Pernambuco, o aliado Paulo Câmara e o prefeito da capital do estado, Geraldo Júlio, ambos do PSB.

Durante seu discurso aos apoiadores, Haddad comentou o resultado da pesquisa do Instituto Datafolha, divulgado na mesma noite e afirmou estar confiante em uma virada. “No Datafolha, em três dias, a distância entre nós caiu seis pontos. O Bolsonaro disse no domingo que vai varrer a oposição. Pois ele não vai ter oposição porque ele não vai ser governo. Nós vamos virar”, disse. Segundo o levantamento, considerando os votos válidos, Bolsonaro tem 56% da preferência, enquanto Haddad aparece com 44%. No levantamento anterior, os candidatos tinham 59% e 41%, respectivamente.

Haddad segue em agenda pelo Nordeste durante esta sexta-feira. Pela manhã, participa de uma caminhada no centro de João Pessoa. À tarde, embarca para Salvador onde terá um encontro, a partir das 16h, com artistas, no bairro de Ondina e depois também faz uma caminhada na região. Às 20h, participa da última sabatina antes das eleições, na TVE da Bahia, com transmissão simultânea pela Rádio Educadora da Bahia e redes sociais.

 

Com informações: O Estada de Minas

‘Homofobia de Bolsonaro é da boca para fora’, diz Regina Duarte

Tão logo postou uma foto ao lado do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), a atriz Regina Duarte viu sua página no Instagram ganhar 300 mil seguidores em apenas quatro dias. Nas ruas, é festejada e cumprimentada, tornando-se um dos raros nomes da classe artística a abraçar a candidatura bolsonarista. “Ele tem uma alma democrática”, garante Regina, que interpreta as declarações consideradas homofóbicas e racistas do candidato como frutos de um homem com um “humor brincalhão típico dos anos 1950, que faz brincadeiras homofóbicas, mas que são da boca pra fora, coisas de uma cultura envelhecida, ultrapassada”.

A situação é diferente da vivida por ela em 2002, quando foi muito criticada ao revelar seu temor pela primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. “Eu estava completamente alienada, pois o Lula já havia ganhado”, afirma. “Não me arrependo, mas, se pudesse voltar no tempo, teria me informado melhor sobre o que estava acontecendo naquele momento. O País queria o Lula e fui dar a cara a tapa à toa.”

Veja os principais trechos da entrevista, concedida no apartamento da atriz, na região dos Jardins, em São Paulo.

Quando você se sentiu à vontade para falar de Bolsonaro?

Foi há uns dois ou três meses. Eu estava “no armário”, e meu filho mais novo começou a me contestar: já que sempre fui uma pessoa democrática, aberta, justa, como eu podia me fechar no conceito de que Bolsonaro é bruto, tosco, ignorante, violento. “Você já chegou perto dele?” Respondi: “Não preciso me aproximar, sinto que é o candidato da raiva, da impotência, do ódio, contra a corrupção e não quero votar no emissário da raiva”. Mas, quando conheci o Bolsonaro pessoalmente, encontrei um cara doce, um homem dos anos 1950, como meu pai, e que faz brincadeiras homofóbicas, mas é da boca pra fora, um jeito masculino que vem desde Monteiro Lobato, que chamava o brasileiro de preguiçoso e que dizia que lugar de negro é na cozinha. Eu tinha algumas opções de voto, como o (Geraldo) Alckmin e o (João) Amoêdo, mas, nesse momento, me caíram fichas inacreditáveis, como as omissões do PSDB. Foi tudo ficando muito feio. Quantos equívocos, quantos enganos! Foi quando notei o tamanho da adesão desse país ao Bolsonaro e pensei: eu sou esse país, eu sou a namoradinha desse país.

Bolsonaro passa a imagem de ser truculento quando o assunto é homossexualidade, feminismo, quando fala sobre índios e nega efeitos negativos da ditadura.

São imagens montadas, pois mostram a reação dele, mas não a de quem provocou a reação. É unilateral. Quando souberam que ele ia se candidatar, começaram a editar todas as gravações e também a provocá-lo para que reagisse a seu estilo, que é brincalhão, machão. Daí fica a imagem de um homem tosco, bruto. Acredito que 80% dessas reações eram brincadeiras dele: você manda uma porrada e ele devolve outra. O homem com quem conversei durante 65 minutos quer chegar lá democraticamente, seguindo todas as regras das nossas instituições. Ele não estudou filosofia, mas o importante é seu preparo para nos proteger da roubalheira descarada. Bolsonaro é fruto do País, é resultado dos erros monstruosos do PT e da falta de mea-culpa.

Você abriu uma porta para outros artistas ao defender abertamente o Bolsonaro?

Alguém me falou que eu estou fazendo muito artista sair do armário, o voto envergonhado. Hoje, se tivesse de dizer alguma coisa para a juventude, usaria minha experiência do depoimento de 2002, quando disse ter medo do Lula. Eu estava completamente alienada, pois o Lula já havia ganhado a eleição. Aí fui botar a cara na TV, feito uma tonta, para falar de um sentimento, de uma intuição tão particular. Não me arrependo, mas, se pudesse voltar no tempo, teria me informado melhor sobre o que estava acontecendo naquele momento. O País queria o Lula e fui dar a cara a tapa à toa.

Qual deveria ser o primeiro passo do novo governante?

Resolver a impunidade, que é inadmissível, pois não se acaba com a violência em um país de impunidade. Meu filho perguntou por que eu estava novamente me envolvendo com política. Respondi que era por ele, pelos filhos dele e por todos nós. Não quero angariar votos para o Bolsonaro, até porque ele não precisa. Mas porque quero ficar com a consciência em paz, ao gritar em nome dos sem voz, dos milhões de brasileiros humilhados por não poderem dar um berro de dor e indignação. É como assinar um cheque em branco. Mas prefiro um cheque em branco da esperança.

Zé de Abreu critica apoio de Regina Duarte a Bolsonaro: ‘Não é admissível’

Atores e atrizes brasileiros estão em pé de guerra, assim como boa parte do país, por causa do segundo turno das eleições presidenciais, entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).
Depois de a atriz Regina Duarte visitar Bolsonaro e postar uma foto, José de Abreu criticou a colega, no Twitter.
“Nossos colegas, @reginaduarte, sejam artistas, técnicos, gays, lésbicas ou heteros, estamos APAVORADOS com o advento do fascismo. Ninguém mais trabalha sossegado com essa ameaça de trevas sobre nossas almas sensíveis. Não é admissível um colega de tantos anos não respeitar isso!”, escreveu o intérprete de Dodô em Segundo sol.
Essa não é a primeira vez que José de Abreu e Regina Duarte discordam nas redes sociais com relação às eleições. Ela postou no Instagram uma crítica ao ex-presidente Lula e ao PT, citando o valor da bolsa-prediário. O ator não perdoou e disse que Regina estava “esquecida” de casos de corrupção e que ela teria, inclusive, dificuldade em decorar texto.
“Oi, colega Regina. Bolsa-presidiário existe desde 1991. Sei que você é meio esquecida, não consegue decorar texto há muitos anos (inaugurou o uso de ponto eletrônico para atores na Globo), mas ‘dar um Google’ evitaria de você passar fake news do fascista que você apoia”, disse o post dele.
Patrícia Pillar 
A atriz Patrícia Pillar lamentou o apoio declarado por Regina ao capitão reformado. Ela comentou a foto que a atriz postou com o candiato no Instagram: “Com toda a admiração e respeito que tenho por você, Regina Duarte, faço a minha ponderação: de antemão, te digo que nunca fui petista, e que a minha preocupação é com o Brasil. Administrar um país tão complexo como o nosso não é fácil e muitos erros foram cometidos. Mas você acha que a solução neste momento é votar em um candidato que nunca administrou uma rua sequer? Que se apresenta como o ‘salvador da Pátria’, mas não tem o menor conhecimento sobre economia, saúde e educação? A apologia à violência que ele prega nos trará ainda mais violência. Violência esta que já pode ser sentida hoje em nossas ruas. Falo aqui principalmente das minorias, pretos, pobres, LGBTIs, índios etc”. Um governo ruim que pode ser trocado em 4 anos, mas a destruição do nosso tecido social poderá levar décadas. Pense nisso com carinho.”
Luana Piovani
Alguns artistas, como a atriz Luana Piovani, têm evitado declarar o voto, mas não escondem a decepção entre ter que escolher entre Haddad e Bolsonaro. Luana postou vários stories no Instagram dizendo-se em dúvida, mas deixando claro que em Bolsonaro ela não vota.
Com informações: Correio Braziliense