Ciro dispara críticas contra superministros

Ao tecer duras críticas às escolhas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para os ministérios, o candidato derrotado ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes (PDT), caracterizou a relação entre Paulo Guedes, futuro superministro de Economia, e Sérgio Moro, que ocupará o superministério da Justiça e Segurança Pública, como “filho de jabuti com macaco prego”.

“A gente não sabe o que é que vem da cabeça do Paulo Guedes e do Sérgio Moro arbitrado pelo Bolsonaro”, reforçou. Na opinião dele, o presidente eleito agirá como uma “espécie de relações públicas do governo”, enquanto está “feudalizando” o governo em superministérios “com funções absolutamente estanques”.

Ciro também criticou a maneira como as relações exteriores estão sendo tratadas pelo governo de transição. “É um negócio de doido. Com nove dias, já tem conflito com o Mercosul, conflito com a China e conflito com o mundo árabe”, citou. Ele disse não ver qual o objetivo de mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém e caracterizou de “pirado” o chanceler indicado por Bolsonaro. “Simples e puro despreparo, loucuras”, definiu.

As afirmações foram feitas ontem durante palestra de encerramento da semana de workshops PfoR Ceará: Aprendizados e Novos Desafios, realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), em parceria com o Banco Mundial, no Centro de Eventos.

Mesmo com todas as críticas, Ciro afirmou estar torcendo para que tudo funcione para o novo governo. “É claro que eu torço, quero que dê certo, mas não é provável”, aponta. Para ele, contudo, a eleição do capitão reformado não representa uma ruptura democrática, o que ele define como “o terror que o PT espalhou”. “Não houve nenhuma ruptura com a democracia. Cabe vigiar, porque democracia não é um regime de concessão, é um regime de conquista”, ressaltou.

Um dos nomes centrais de uma frente de oposição ao governo Bolsonaro, o pedetista afirma que não há intenção de isolar o PT, mas que a “meta é não deixar que o PT dê o tom da sua atitude desastrada, antinacional, antipública”.

Sobre uma possível candidatura, Ciro diz acreditar ainda ser muito cedo. “Para quem conhece o Brasil como eu conheço, 2022 está tão longe, tão improvável, tão cheio de improbabilidade, impossibilidades e possibilidades”, afirma.

O momento, segundo ele, é de “parar para pensar e fazer reflexões mais internas para entender como é que o pensamento progressista brasileiro se vulnerou ou vulnerou a sociedade civil brasileira a tal ponto para entrar uma coisa tão estranha quanto é o Bolsonaro”.

“Tosco”

Ciro afirmou que o governo de Jair Bolsonaro se baseia em um “direitismo tosco, rude”. “O que nós estamos assistindo é uma agenda retrospectiva aos piores e mais obscuros tempos da Idade Média”.

“Nunca nos agradou o distanciamento com o Tasso”

Sobre a aproximação entre o senador eleito Cid Gomes (PDT) e Tasso Jereissati (PSDB) visando à eleição para a presidência do Senado Federal, Ciro Gomes (PDT) afirmou que “nunca nos agradou o distanciamento com o Tasso”.

Para ele, a articulação entre os dois políticos cearenses, que estarão juntos na Casa a partir de 2019, “não é uma questão do Ceará, mas uma questão nacional”. Ele elogiou o tucano, afirmando se tratar de “um cara sério, um cara de nível”, embora “tenha visões diferentes das nossas”.

Cid Gomes havia dito ao O POVO, no último dia 21 de novembro, que Tasso Jereissati “atenderia a esse perfil” para a presidência do Senado, mas que o PSDB “precisaria querer”. Já o tucano reconheceu diálogo com Cid Gomes, também durante a última semana. “Tivemos uma longa conversa (há duas semanas). Acho que a articulação dele tem sentido”, disse o senador.

Ciro Gomes afirmou também que é um momento oportuno para unir forças com outros políticos que tenham “responsabilidade com o país independente das nossas percepções e diferenças”. O candidato derrotado à presidência afirmou estar fazendo articulações com ex-presidenciáveis.

Após reunião para discutir com a ex-presidenciável Marina Silva (REDE) para discutir a oposição ao governo Bolsonaro no começo de novembro, ele afirmou também ter entrado em contato com Geraldo Alckmin (PSDB), mas não deu maiores detalhes.

 

Com informações: O Povo 

Acordo de novos limites entre municípios deve ser votado ainda este ano na Assembleia Legislativa

Novos acordos para modificar os limites territoriais dos municípios cearenses estão sendo assinados. Esta semana, o acordo foi firmado entre os chefes Executivos de Pacatuba, Carlomano Marques (MDB), e de Maracanaú, Firmo Camurça (PSDB). Os termos devem ser votados ainda este ano na Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE), conforme a deputada Fernanda Pessoa (PSDB).

A ação é fruto do projeto Atlas de Divisas Municipais Georreferenciadas, que foi celebrado em 2009 e previsto para ser encerrado este ano. O acerto entre as prefeituras conta com acordo entre a AL-CE, o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cento e vinte e oito (128) municípios cearenses entraram no estudo de redefinição dos limites. Até esta quarta-feira, 24, pelo menos 45 termos de ajuste envolvendo 64 municípios do Estado

Segundo Fernanda Pessoa, que tem atuado como “conciliadora” entre representantes das localidades, a falta de definição dos limites territoriais causa problemas a moradores e gestores.

Como exemplo, a parlamentar citou a duplicidade nas contas de luz, água, Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), telefone, além de imprecisões nas áreas de abrangência de equipamentos públicos, como escolas e postos de saúde.

A avenida Nova Fortaleza, no bairro Planalto Ayrton Senna, fica perto do limite entre Maracanaú e a Capital. Questionados em qual cidade a via estava localizada, os moradores informaram não saber ao certo. “Nos disseram que aqui era Fortaleza, mas até hoje não temos certeza”, relatou a moradora Luiza de Carvalho.

A administradora diz que a conta de energia é cobrada pelo município de Maracanaú, enquanto o boleto de água tem endereço de Fortaleza. Além disso, ela ressalta que a via possui dois Cadastros de Endereço Postal (CEP). Há também duplicidade no atendimento de escolas, postos de saúde e transporte coletivo.

Washington Rodrigues, que também mora na avenida, contou que um dos vizinhos precisou de atendimento médico, mas houve problema para que fosse identificado o local para envio da ambulância. “Pedimos socorro ao Samu. Quando passávamos o CEP de Fortaleza, eles não conseguiam localizar. Precisamos esperar bastante até que identificassem o endereço”, relata.

Após a assinatura, o termo segue para a Assembleia Legislativa, onde será votado para que vire lei. O presidente da Comissão de Criação de Novos Municípios da AL-CE, reuniu-se nessa quarta-feira, 24, com representantes do IBGE e Ipece para tratar questões relacionadas ao ajuste de novos limites dos municípios.

Por telefone, a parlamentar disse que é necessário resolver a questão até o fim do ano, período previsto para o término do projeto.

 

Com informações: O Povo

Ceará gera 4,6 mil vagas de trabalho com carteira assinada em agosto de 2018, das quais 3,2 mil no interior

Os dados mais recentes, de agosto de 2018, mostram que foram criadas no Ceará 4.661 vagas de trabalho com carteira assinada, sendo o interior responsável por 3.295 e a Região Metropolitana de Fortaleza por 1.366 vagas. Com o resultado, o Estado ocupou a quarta posição no Nordeste e a oitava no Brasil na geração de empregos. O acumulado de empregos com carteira assinada até agosto de 2018, quando totalizou 15.175 postos, representou um crescimento de 1,35% sobre o estoque de empregos celetistas observado no Estado em dezembro de 2017.

O resultado em agosto de 2018 é bem diferente do saldo acumulado negativo de empregos observado no mesmo período do ano anterior (-5.217 postos de trabalho), refletindo uma recuperação do mercado de trabalho cearense. Os dados estão no Enfoque Econômico nº 200 – Desempenho do Emprego Celetista Cearense – Agosto de 2018, que acaba de ser publicado Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Ceará.

De acordo com o estudo, elaborado pelo analista de Políticas Públicas Alexsandre Lira Cavalcante, que contou com a colaboração do estagiário Heitor Gabriel Silva Monteiro, Fortaleza foi o município que mais contratou no mês de Agosto de 2018 (+1.294 postos), puxado pelas atividades de ensino; comércio varejista; transportes e comunicação. Foi seguido por Várzea Alegre, com 337 postos; Sobral, com 290 postos; Granja, com 276; Limoeiro do Norte, com 221; Juazeiro do Norte (217); Icapuí (205); Iguatu (165); Aracati (151) e Maranguape (125).

Os municípios que apresentaram menores saldos negativos foram Aquiraz, com -110 postos, resultado devido à atividade de alojamento e alimentação; Maracanaú (-80 postos), consequência das demissões na indústria mecânica, de vestuário e atividades imobiliárias e mobiliárias e serviços técnicos. Seguido por Senador Pompeu (-47 postos), resultado influenciado pela indústria de calçados. O trabalho tem como fonte dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho para o mês de Agosto de 2018.

O documento também traz a informação sobre a dinâmica da geração de empregos com carteira assinada para o acumulado do ano e até o mês em análise nos últimos nove anos. O acumulado até agosto de 2018 foi o primeiro positivo da série ajustada desde o agravamento da crise em 2015, assim é possível observar um encerramento do ciclo recessivo das contratações celetistas e o início de um ciclo de crescimento dessas. Pelos movimentos da série histórica, espera-se um maior ritmo de contratações nos meses restantes do segundo semestre.

O Enfoque Econômico nº 200 mostra ainda que sete das oito atividades apresentaram saldos positivos de empregos em agosto de 2018 no Ceará com exceção de SIUP. A maior contribuição foi novamente dada pelo setor de Serviços (+1.517 vagas), puxada pela atividade de ensino, seguido pelo Comércio (+1.056 vagas) e pela agropecuária (+950 vagas) para citar as três maiores. O Brasil, em agosto deste ano, apresentou um saldo positivo, entre admissões e desligamentos, de 110.431 postos de trabalho. O setor de Serviços foi responsável por 60 por cento do saldo mensal (66.256 vínculos), puxado pelas atividades de ensino e comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviços técnicos. Somente a atividade da agropecuária registrou saldo negativo (-3.349 vagas).

 

Com informações: ASCOM do Governo do Estado do Ceará

Eusébio, Aquiraz, São Gonçalo, Sobral e Fortaleza são destaques em ranking do Anuário e Ipece

O Anuário do Ceará 2018-2019 foi lançado na noite desta quinta-feira, 21. O evento marcou a abertura do Festival Vida&Arte, que acontece até o dia 24, no Centro de Eventos do Ceará.

A edição traz informações essenciais para quem quer conhecer profundamente o Estado, dos pontos de vista econômico, político e social. É um guia para estudantes, pesquisadores, investidores, empresários e interessados na realidade cearense.

A editora-executiva do Anuário, Joelma Leal, destaca que a principal novidade desta edição é pesquisa exclusiva do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). O Índice Comparativo de Gestão Municipal (ICGM), gerado a partir da análise integrada de seis indicadores, mensura aspectos relativos à gestão fiscal, planejamento, transparência, resultado e eficiência.

“A partir desses dados, a gente tem o ranking dos 20 melhores e 20 piores municípios, nos critérios, dentre as 184 cidades cearenses. Um capítulo especial ainda homenageia os 90 anos do O POVO, completados no dia 7 de janeiro”, frisou Joelma.

A formulação dos pesquisadores tem como objetivo fornecer subsídios para o aperfeiçoamento e planejamento da gestão pública.

O editor-chefe do Anuário, Jocélio Leal, antecipou as gestões com melhor desempenho, durante discurso no lançamento: Eusébio, Aquiraz, São Gonçalo do Amarante, Sobral e Fortaleza.

“Entregamos hoje aos cearenses um novo parâmetro para a medição de gestões municipais. A parceria com o Ipece é um novo marco editorial de extrema importância”, disse Jocélio, acentuando a participação do economista Cláudio Ferreira Lima, consultor editorial da publicação.

Com informações: O Povo

Combater a extrema pobreza é lutar pelo Brasil

Em meio à letargia econômica e social pela qual passa o País, o Ceará segue avançando em segmentos que impactam diretamente na qualidade de vida da nossa população, sobretudo daquela parcela que mais merece cuidado e atenção do poder público, que é a mais carente.

A notícia mais importante vem da área social: no ano passado, 24.887 pessoas saíram da extrema pobreza no Ceará, o que representa redução de 3,57% no contingente da população com renda de até R$ 85,00 por mês, segundo dados do IBGE analisados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). O Ceará foi o único Estado do Nordeste a apresentar melhorias nesses indicadores, enquanto no País, apenas cinco unidades da Federação conseguiram reduzir a extrema pobreza.

Esses resultados são frutos da liderança do Governador Camilo Santana e do consequente trabalho do secretariado, como também do forte empenho e ações desenvolvidas pela equipe da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) – pasta que tivemos a honra de gerir por quase cinco anos –, municípios e organizações da sociedade civil parceiras. Focada em resultados e com o objetivo maior de garantir a melhoria da vida dos mais pobres, nossa administração permitiu otimizar a gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), dentre outros projetos e programas de capacitação profissional e de melhoria da renda familiar, assegurando os direitos sociais dos cidadãos cearenses.

Muito ainda há que se fazer, a começar por garantirmos, pelo menos, 1% do Orçamento Geral da União ao Sistema Único de Assistência Social com a aprovação da PEC do SUAS e assegurarmos a manutenção, sem cortes pelo Governo Federal, dos recursos para os serviços socioassistênciais e demais programas sociais e de segurança alimentar e nutricional, além da manutenção do Bolsa Família, para quem dela necessitar. Cuidar das pessoas, das que mais precisam, não é apenas ação política e ato de solidariedade, é, atitude, é um princípio, é, assegurar direitos.

Josbertini Clementino
josbertini@uol.com.br
Administrador e ex-secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social.

Ceará reduz extrema pobreza em 2017; Brasil e Nordeste registram alta

O Ceará foi o único estado da região Nordeste a reduzir a extrema pobreza em 2017, em relação ao ano anterior. Nesse período, o número de pessoas que vivia com até R$ 85 diminuiu 3,57%, o que significa que aproximadamente 25 mil pessoas deixaram essa faixa de renda. No Brasil, o aumento foi de 13,95%, passando de 8,7 milhões de pessoas em 2016 para 10,1 milhões no ano passado. Os indicadores foram calculados a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O percentual de pessoas com rendimento até R$ 85 cresceu 13,95% no Brasil e 17,50% no Nordeste. Já o Ceará foi o único estado do nordeste brasileiro que reduziu a extrema pobreza”, destacou o governador Camilo Santana nesta terça-feira (22), na transmissão ao vivo via Facebook.

No Nordeste, os estados que apresentaram os piores resultados foram Piauí (36,36%), Bahia (31,58%) e Sergipe (28,38%).

No País, o Ceará foi um dos cinco estados a reduzir a extrema pobreza – os demais foram: Rondônia (-13,64%), Amapá (-10,77%), Tocantins (-6,82%) e Santa Catarina (-6,67%).

Regiões

Do ponto de vista regional, o maior aumento da extrema pobreza em 2017 foi registrado no Sul (22,22%). No entanto essa região tem a menor proporção de pessoas extremamente pobres do País. As regiões que possuem mais pessoas nessa faixa de renda, Nordeste e Norte, nessa ordem, apresentaram as seguintes variações: 17,5% e 11,29%. No Centro-Oeste o aumento foi de 18,18% e, no Sudeste, de 11,54%.

O analista de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Jimmy Lima de Oliveira, afirma que o resultado é fruto da situação econômica do Estado. “Acreditamos que a boa situação fiscal e a manutenção dos investimentos públicos, inclusive na área social, impactam diretamente nesses índices. Agora, vamos investigar qual renda teve maior peso”, afirma o técnico que é um dos responsáveis pelo estudo “Extrema pobreza: uma análise comparativa dos estados brasileiros no período recente”, divulgado ontem pelo Ipece.