Cearense especialista em energia integra equipe de transição de Bolsonaro

A equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) conta com a participação de um cearense especialista em energia, que atualmente mora nos Estados Unidos. Em entrevista, Luciano Irineu de Castro Filho informou que foi convidado pelo próprio futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, braço direito do militar reformado, e já participa de reuniões em Brasília com o restante do grupo, para o alinhamento das ações durante a troca de comando. Luciano foi um dos primeiros nomes anunciados para a equipe de Bolsonaro, que pode chegar a 50 integrantes.

O convite para auxiliar no processo de transição surgiu de uma apresentação que fez para Guedes sobre os problemas do setor de energia e as possíveis soluções. Com uma série de pesquisas e trabalhos realizados nos Estados Unidos, Espanha, Colômbia e Brasil, Luciano foi chamado por um integrante da campanha presidencial. “Ele gostou (Paulo Guedes) e me convidou para integrar a equipe, apontando-me o responsável por esta área”, conta o especialista.

Luciano de Castro será o responsável por preparar a transição para o novo governo na área de energia, mapeando as fragilidades e as estratégias para evolução do setor. Alguns nomes da equipe transitória devem permanecer atuando junto ao Palácio do Planalto. O engenheiro acredita que definições devem sair nas próximas semanas e não descarta permanecer ao lado de Paulo Guedes. “É possível sim, mas será uma decisão do presidente, no seu momento oportuno”, afirma.

Bairro José Walter

Luciano de Castro nasceu na capital cearense, quando a família morava no bairro José Walter, até se mudar para o município de Cascavel. Estudou sete anos no Colégio Militar de Fortaleza e foi o primeiro cearense a representar o Brasil em uma Olimpíada Internacional de Matemática, na China, em 1990. Engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), serviu por cinco anos no Comando da Aeronáutica, fez mestrado e doutorado em economia matemática no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).

Fora do Brasil

A saída do Brasil aconteceu após os cinco anos obrigatórios na Força Aérea Brasileira (FAB), quando pediu demissão para seguir carreira acadêmica. “Fui primeiro professor visitante na Universidad Carlos III de Madrid. Depois, consegui ir para o mercado acadêmico nos Estados Unidos. Em 2007, recebi ofertas dos departamentos de economia da University of Illinois e da Pennsylvania State University, e acabei optando pela primeira”, diz.

Em 2009, recebeu oferta para lecionar na University of Pennsylvania e na Northwestern University (Kellog School of Management) e optou pela última. Cinco anos depois, migrou para a University of Iowa como professor associado no Departamento de Economia na University of Iowa, onde está até hoje.

 

Com informações: Diário do Nordeste

Eunício quer deixar boa herança para o CE no Orçamento da União de 2019

O presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB), que, nesta quarta-feira, 7, participa, em Fortaleza, da solenidade de assinatura da ordem de serviço para retomada das obras do Metrô, quer deixar uma boa herança no Orçamento da União de 2019 para o Estado do Ceará.

A lista de prioridades, com as bênçãos do Governador Camilo Santana (PT), tem as obras do Cinturão das Águas, Anel Viário de Fortaleza, transposição de águas do Rio São Francisco e, também, a manutenção da rede de saúde, principalmente, dos hospitais regionais do Sertão Central (Quixeramobim), Cariri (Juazeiro do Norte) e Norte (Sobral).

O Orçamento da União para o próximo ano será aprovado pelo Congresso Nacional até o dia 22 de dezembro. A proposta foi enviada pelo presidente Michel Temer, mas, antes de ser apreciada em plenário, terá uma atenção especial da equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro. Caberá, porém, aos atuais deputados federais e senadores – muitos ficarão sem mandatos a partir de fevereiro, a aprovação do Orçamento.

A interlocução entre o Congresso Nacional e o presidente eleito Jair Bolsonaro começa, nesta quarta-feira, com uma reunião do senador Eunício Oliveira com o economista Paulo Guedes, principal nome da equipe do sucessor de Michel Temer. Eunício e Guedes conversarão sobre o trâmite da proposta orçamentária, especialmente, quanto ao tempo necessário para a equipe do novo presidente da República encaminhar sugestões e pedidos de prioridade.

Os 22 deputados federais e os três senadores do Ceará já trabalham, também, na definição das emendas individuais e de bancada a serem apresentar ao Orçamento da União de 2019. O senador Eunício Oliveira  e o governador Camilo Santana  conversaram sobre as prioridades que o Governo do Estado tem para o próximo ano no Orçamento do Governo Federal. Camilo tem mobilizado deputados federais aliados sobre a importância do Estado do Ceará garantir uma boa fatia de recursos da União em 2019.

 

Com informações: Ceará Agora

Pacote apoiado por Moro contraria Bolsonaro ao propor CGU autônoma

O pacote anticorrupção apresentado pelo juiz Sergio Moro como guia de sua futura gestão à frente do Ministério da Justiça defende o reforço da independência da Controladoria-Geral da União, apontando em direção contrária à indicada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.

Ao convidar Moro para o ministério na semana passada, Bolsonaro sugeriu que ele poderia incorporar a CGU, principal órgão de controle interno do governo, ampliando seus poderes como ministro.

A subordinação da CGU ao futuro ministro da Justiça é tratada como incerta pela equipe de Bolsonaro. Moro, que promete detalhar seus planos em entrevista coletiva nesta terça-feira (6), em Curitiba, tem dito que a ideia ainda está em estudos.

Organizado pela Transparência Internacional em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, o pacote que o juiz analisa inclui projeto de lei para definir melhor as atribuições da CGU e mantê-la subordinada à Presidência da República, com autonomia para vigiar outros ministérios.

Em 2015, a então presidente Dilma Rousseff (PT) cogitou transferir a CGU para a Justiça e recuou após protestos dos funcionários do órgão. Na semana passada, o sindicato da categoria se manifestou contra a fusão sugerida por Bolsonaro.

 

Com informações: Eliomar de Lima