Camilo Santana vai subir no palanque de Ciro Gomes no próximo sábado?

Definida a data de lançamento da candidatura de Ciro Gomes (PDT) em Fortaleza (sábado, dia 18), a pergunta que ronda a cabeça de petistas e pedetistas no Ceará é uma só: aliado do presidenciável, o governador Camilo Santana (PT) vai subir no palanque de Ciro?

Convidado a participar do encontro, que reúne a cúpula do PDT nacional e estadual, além dos irmãos Cid, Ciro e Ivo Gomes, Camilo pode encarar uma saia-justa nos próximos dias.

Se se negar a tomar parte na agenda cirista, deixará de prestar apoio ao grupo responsável pela sua eleição ao Governo do Estado em 2014.

Caso atenda ao chamado do PDT e compareça ao evento, entretanto, o petista vai de encontro às diretrizes da legenda da qual faz parte, indiretamente demonstrando que pode estar ao lado do candidato pedetista.

Duas semanas atrás, no dia 4 de agosto, o PT lançou, em ato oficial em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o nome da sigla na corrida eleitoral. Do PT, Camilo foi o único chefe de Executivo estadual a não estar presente.

No mesmo dia e horário, o governador declarava voto em Eunício Oliveira na convenção do senador em Fortaleza – o emedebista, que se reaproximou do governismo, concorre à reeleição.

No dia seguinte, 5/8, em discurso na convenção da coligação oficial que tem PT e PDT entre seus componentes, Camilo não faria qualquer menção a Lula. Os irmãos Ferreira Gomes faltaram ao evento.

No Ceará, os dois partidos tentam encontrar um meio termo para a campanha presidencial, já que defendem duas candidaturas diferentes, mas dispõem de um único palanque – o de Camilo.

Internamente, o PT pressiona o governador para que ele se manifeste publicamente e se declare eleitor de Lula, postura que Camilo tem evitado nas últimas semanas.

Em entrevista na semana passada, o deputado federal José Guimarães (PT) disse que o partido “não abrirá mão do apoio do governador ao candidato nacional” da agremiação.

O parlamentar defendeu que Camilo terá de fazer as “mediações” necessárias para que Lula ou o indicado para substituí-lo na disputa não fique sem palanque no Ceará.

O encontro do próximo sábado é a largada oficial da campanha de Ciro num estado cujo eleitorado vota majoritariamente em Lula.

No último evento do PDT na Capital, exatamente um mês atrás, dia 13/7, foi Camilo quem desfalcou o time dos aliados, que se reuniram no Pirata Bar.

O prazo final para registro das candidaturas é quarta-feira desta semana. A partir de quinta, dia 16, os partidos e candidatos estão liberados para pedir diretamente o voto do eleitor.

Com informações: Blog de Política O Povo

Fernando Haddad diz que espera estar junto com Ciro no segundo turno

O candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, afirmou que espera estar junto com Ciro Gomes, candidato a presidente da República pelo PDT, no segundo turno. Foi o que ele disse nesta segunda-feira durante entrevista concedida ao programa O POVO no Rádio, apresentado pelo jornalista Luiz Viana.

Haddad, que pode virar o candidato ao Planalto caso Lula não tenha registro acatado pela Justiça Eleitoral, elogiou Ciro, definindo-se como “amigo”, lembrando que com ele foi ministro do Governo Lula: Haddad na pasta da Educação e Ciro como titular da Integração Nacional.

“Ciro é um grande amigo e tenho certeza que vamos estar juntos  no segundo turno”, disse Haddad.

Bom lembrar que essa dupla sempre foi cogitada por Camilo Santana (PT). Em várias entrevistas, o governador defendeu a candidatura de Ciro para presidente tendo Haddad como candidato a vice.

Com informações: Eliomar de Lima

Ciro investirá nas redes sociais e nos espaços de aliados

O candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, com menos tempo de TV que esperava, vai investir nas redes sociais para alcançar o público jovem. O postulante também participará das inserções de candidaturas ao Governo do Estado, Senado e Câmara Federal para compensar os 38 segundos que terá de propaganda eleitoral durante a campanha.
As informações foram repassadas pelo coordenador do programa econômico da campanha do pedetista, Mauro Filho, que é candidato a deputado federal pelo Ceará. Segundo ele, o candidato a presidente terá recursos para poder viajar pelo País apresentando suas propostas e aproveitará também as atividades dos outros candidatos pedetistas para se apresentar à população.
“O jovem está nas redes sociais, e o Ciro começou desde segunda-feira passada a utilizar mais essas ferramentas. Elas serão um espaço de muita relação com a juventude, que vai compreender que ele é o único com capacidade de retirar o Brasil dessa crise”.
Questionado sobre o temperamento do postulante, que poderia ter contribuído para perdas de alianças consideráveis, como as do PSB e Centrão, o coordenador da campanha de Ciro disse que não há pobre que reclame da postura do candidato.
“Quem está com medo é o rico. O Ciro não aceita corrupção, não aceita o toma lá, dá cá. O Ciro não tem ato de gestão pela língua ou pelo temperamento. Na realidade, ele é o único com boas características, e a única que querem increpar é que ele é temperamental”.
Segundo ele, de acordo com pesquisas qualitativas, o povo exige que o futuro presidente incorpore a experiência, conhecimento e estatura moral para recompor a confiança junto à população. “Somente um candidato consegue incorporar tudo isso, que é o ex-prefeito, ex-governador e ex-ministro da Fazenda, Ciro Gomes. Ele é quem tem um programa com foco principal na gestão de emprego”, disse.

Ele destacou ainda que o presidenciável deve apresentar nos próximos dias um programa que vai permitir que ao menos 63 milhões de brasileiros tenham seus nomes retirados do sistema SPC e Serasa. O economista não quis adiantar como o presidenciável implementaria tal projeto, mas afirmou que tal medida será de extrema importância para trazer de volta ao mercado de trabalho aquele trabalhador que não tem como pagar as contas em dia devido o desemprego.
Questionado sobre o ainda pouco conhecimento do eleitorado com o candidato cearense, Mauro Filho disse que isso só deve acontecer depois do início da campanha eleitoral, quando o eleitorado, enfim, estará atento aos postulantes que se apresentaram para o pleito deste ano. “A população agora quer é pagar suas contas, viver a vida dela. Isso só vai começar a partir do dia 16 de agosto”, defendeu.
Ainda de acordo com ele, nos últimos três anos o Brasil vem enfrentando uma crise econômica séria, e que o Ceará tem passado por este momento sendo um dos estados menos afetados. “Dos 27 estados, eu diria que pelo menos 20 não têm um centavo para investimento, não paga fornecedores e nem servidores. Como é o caso do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e Rio de Janeiro”.
Segundo disse, o Ceará conseguiu se organizar para ter recursos para investir em estradas, Areninhas, escolas em dois turnos e construir novas estradas, no programa “Ceará de Ponta a Ponta”.
“Hoje, o Ceará é o que mais investe em todos os estados. Isso significa aproximadamente R$ 2,6 bilhões nas mais diversas áreas. Onde você imaginar, o governador terá obra para quando chegar em determinado Município fazer a prestação de contas que se espera”, destacou Mauro Filho.

Com informações: Edison Silva

Em sabatina, Ciro diz que adversários querem decidir eleição nos gabinetes ou em celas

Candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, afirmou nessa segunda-feira, 6, que adversários que o isolaram na disputa eleitoral querem decidir a eleição de dentro de gabinetes e celas, limitando seu tempo de televisão a apenas 33 segundos – Ciro só conseguiu apoio do nanico partido Avante.

“Querem resolver a eleição nos gabinetes ou em celas, o que é até pior em certos aspectos”, afirmou, em crítica velada à aliança do Centrão (DEM, PP, PR, PRB e SD) com Geraldo Alckmin (PSDB) e às articulações promovidas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que PSB e PC do B não aderissem à sua campanha.

Após mais de uma hora de sabatina com empresários ligados à Coalizão pela Construção, coletivo de entidades que representam o setor, Ciro fez críticas nominais a seus adversários. Aos jornalistas, disse que o PT fez aliança de neutralidade do PSB por medo e acusou Lula de agir diretamente para levar o Centrão para Alckmin.

“O Lula trabalhou para o Valdemar Costa Neto [comandante do PR] ir para o Alckmin. O Lula trabalhou para o PR ir para o Alckmin. E eu me recusei a conversar com o Valdemar por razões antigas. Tá tudo certo. Eu só acho que é um erro grave. E não é nobre, mas ninguém precisa ser nobre. E pegou mal pra cacete. O que é, afinal de contas? É tirar o meu direito de falar uns segundinhos a mais”, afirmou.

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) também foi alvo de críticas por se esquivar de perguntas sobre economia. O candidato de direita foi convidado, porém não participou do evento. “No Brasil, iniciou-se de um tempo para cá, a apologia da ignorância. Porque isso dá uma certa afinidade com o nosso povo. Virou um atributo. ‘Sei de nada não, vou chamar o posto Ipiranga’”, ironizou Ciro Gomes.

Ciro também justificou sua aliança com a senadora Kátia Abreu (PDT), oficializada como sua vice, que, aliás, ele chamou de vice-presidenta. Ela foi ministra da Agricultura do governo Dilma Rousseff e era ligada a pautas conservadoras.

“Duvido que tenha um petista que tenha sido mais heroico e mais sacrificado do que a Kátia Abreu foi, com decência e fidelidade à democracia, ao Brasil e a [ex-presidente] Dilma [Rousseff], ao PT. Ela foi expulsa do partido [MDB] pelos quadrilheiros golpistas porque foi fiel [na época do impeachment]”, disse Ciro Gomes.

Aos empresários da construção, falou de quatro pontos que pretende atacar caso seja eleito: os colapsos do crescimento e fiscal, o endividamento do empresariado e o desequilíbrio da balança comercial brasileira.

O presidenciável criticou a concentração de bancos no país, comparando com o número em países como os Estados Unidos. “No Brasil, de forma absolutamente irresponsável, permitimos ao longo dos últimos 15 anos que 85% das transações financeiras do país se concentrem em cinco bancos, dois dos quais estatais [Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal], que participam do cartel”, afirmou.

O candidato disse também que Banco do Brasil e Caixa têm que ser forçados a competir com outras instituições financeiras e criticou qualquer possibilidade de privatizar os bancos estatais. Ao contrário do que aconteceu em sabatina da Confederação Nacional da Indústria (CNI), quando foi vaiado, há pouco mais de um mês, desta vez Ciro foi aplaudido pelos empresários.

O candidato criticou o que considera abusos regulatórios e, para exemplificar, disse que um “garoto do Ministério Público” dita as regras e que órgãos de fiscalização como o Tribunal de Contas da União (TCU) “tem mais engenheiro que os órgãos de execução, só para botar defeito no trabalho dos outros”.

Afirmou que, eleito, fará uma série de mudanças nas leis de improbidade, das licitações, de desapropriações e na estrutura de órgãos de controle. Ciro prometeu “passar uma lupa” nas despesas de estado e nos R$ 354 bilhões de renúncia fiscal. Se comprometeu também a levar a taxa de câmbio a um patamar estimulante.

O presidenciável criticou o pensamento de estimular a economia através do consumo. “Não podemos mais acreditar que o consumo vai fazer o país crescer.” Ciro também criticou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), afirmando que ele “jogou no lixo” a oportunidade de reformar o país.

Com informações: Ceará Agora / Folha de São Paulo

PDT, MDB e Pros definem suplentes para o Senado; PSDB deve confirmar na quarta-feira, 8

A maioria dos partidos já definiu os suplentes que integrarão a chapa que concorrerá ao Senado Federal. PDT, MDB e Pros já têm nomes escolhidos para a disputa. O PSDB ainda deve escolher até quarta-feira, 8.

Como suplentes de Cid Gomes, o PDT indicou Prisco Bezerra e Julio Ventura. Bezerra é irmão do prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio. Ele foi sugerido pelo partido. Ventura é empresário e ex-secretário do Governo e da Prefeitura e amigo pessoal de Cid Gomes.

Para a suplência de Eunício Oliveira (MDB), que busca a reeleição, foram escolhidos Gaudêncio Lucena (MDB) e Edmilson Souza (PSD). Gaudêncio é empresário e ex-vice-prefeito de Fortaleza. Edmilson também é empresário e preside o PSD em Tauá.

Eduardo Girão (Pros) terá como suplentes o coronel reformado da Polícia Militar Plauto Lima (Pros) e Dr. Guimarães (Pros), que pertence à sigla na cidade de Sobral.

Com informações: Blog de Política O Povo

Após desistências de apoios, Ciro fala em ‘rasteira’ e ‘punhalada pelas costas’

Com tom de desabafo, o candidato do PDT à sucessão presidencial, Ciro Gomes, criticou nesta segunda-feira (6) o PT e o PSDB e acusou as estruturas políticas tradicionais de darem “rasteira” e “punhalada pelas costas”.

Em anúncio da senadora Kátia Abreu como sua candidata a vice-presidente, ele atacou a “confrontação amesquinhada” dos dois partidos que, desde a disputa presidencial de 1994, polarizam a corrida ao Palácio do Planalto.

“É só fuxico, é só tratativa de gabinete, é só conchavo, é só rasteira, é só punhalada pelas costas. Porque a base moral da falta de escrúpulo na política é a mesma base moral de quem tem falta de escrúpulo diante do dinheiro publico”, disse.

No mês passado, após semanas de negociações, os partidos do chamado centrão desistiram de apoiar o presidenciável para anunciar aliança com Geraldo Alckmin, do PSDB. Em uma articulação conduzida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PSB, que estava prestes a fechar com o PDT, decidiu no domingo (5) ficar neutro na disputa presidencial.

“Curioso”
Para Ciro, é curioso que as estruturas tradicionais de poder não estejam apoiando os candidatos à sucessão de Michel Temer mais bem colocados nas pesquisas de intenções de voto, como Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede) e ele. “É muito curioso que, neste momento, um candidato elegível, que está à frente nas pesquisas, está sozinho. O segundo lugar também está sozinho. E o terceiro a mesma coisa. Você vai encontrar lá no final as estruturas todas ao redor de uma confrontação que tem feito muito mal ao Brasil. Essa confrontação amesquinhada do PT e do PSDB”,disse.

Jogadas
Para ele, parece que as estruturas tradicionais “não aprenderam nada” e desrespeitam de forma acintosa “a mínima regra de palavra dada é para ser cumprida”. Segundo ele, elas fazem jogadas dentro de gabinetes, sem incluir a população. “Estão jogando cartas e excluindo da população candidaturas como a de Marília Arraes, em Pernambuco, e Marcio Lacerda, em Minas Gerais. Dois anos depois que as pessoas, estimuladas pelos seus partidos, foram se preparando”, ressaltou.

Acordo
Em um acordo entre PT e PSB, as duas candidaturas ao governo estadual foram rifadas pelas cúpulas nacionais das siglas, o que gerou protestos e reações nos diretórios regionais. “Se eu não tenho escrúpulo para te dar minha palavra e cumprir, por que, diante de uma montanha de dinheiro difusamente pertencente ao povo, eu vou deixar de roubar? Isso é o que está na base do apodrecimento e isso é um fim de ciclo que vamos apontar para o povo”, afirmou.

Estilo
Criticado pela verborragia, Ciro disse que agora tem evitado usar “palavra mais azeda” ao criticar o estabelecimento de taxas de juros por instituições financeiras. Ele já foi alertado pelo irmão, Cid Gomes, a usar menos palavrões em discurso públicos. “É preciso entrar forte para combater esse cartel e fazer a taxa de juros se acomodar a um mínimo de compostura, que não é mais irracionalidade econômica, é falta de compostura, para não dizer uma palavra mais azeda, porque agora eu sou o futuro presidente do Brasil, não sou mais um particular”, disse.

Vice
Em seu primeiro pronunciamento oficial desde a sua confirmação na chapa presidencial, Kátia Abreu disse que o desafio será talvez o maior de sua vida. Ela disse que antes mesmo de mudar do MDB para o PDT já tinha escolhido Ciro como seu candidato a presidente e afirmou que será uma vice-presidente disciplinada, como Marco Maciel. Ele ocupou o posto durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. “Nós gostaríamos de ter alianças com outros partidos, mas não foi possível e eu não fujo a luta”, disse. “Faremos uma campanha sem atacar as pessoas, sem ficar procurando a vida pregressa”, garantiu.

Com informações:Política com K / Folha de São Paulo

 

Ciro escolhe Kátia Abreu como candidata a vice

O candidato do PDT ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes, escolheu a senadora Kátia Abreu (TO) como candidata a vice-presidente.

O anúncio oficial será feito na manhã desta segunda-feira (6), na sede nacional do PDT, em Brasília.

Com apenas o apoio de um partido em sua coligação, o nanico Avante, Ciro optou por uma solução caseira, já que a senadora trocou o MDB pelo PDT em abril.

Com a decisão de ser candidata a vice, ela abre mão da disputa ao governo de Tocantins. Segundo o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, a escolha deveu-se à representatividade da senadora no Centro-Oeste e ao seu perfil combativo. “Ela é uma mulher de honra e que foi firme contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff”, disse.

A opção também deveu-se à interlocução da senadora junto ao setor ruralista. Ela foi por anos presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura).

Com informações: Folha de São Paulo

PT fecha acordo com PSB e impõe nova derrota a Ciro Gomes

A três dias do fim do prazo das convenções partidárias, o PT fechou acordo com o PSB ontem e isolou ainda mais o presidenciável Ciro Gomes (PDT) na corrida ao Palácio do Planalto.

Aprovado por 17 votos a 8 em encontro do PT em Brasília, o acerto estabelece apoio mútuo das duas siglas em alguns estados, entre eles Pernambuco e Minas Gerais, e a garantia de que os pessebistas vão se manter neutros nas eleições presidenciais.

Depois de perder o apoio do “centrão” (DEM, PR, PP, SD e PRB), que decidiu se coligar ao candidato tucano Geraldo Alckmin, Ciro vinha negociando com dirigentes do PSB, considerado vital para os planos do cearense.

Sozinho, o ex-ministro tem pouco mais de 30 segundos na propaganda política eleitoral na rádio e TV. O movimento do PT, contudo, jogou um balde de água fria nessas articulações, impondo o maior revés à campanha do pedetista até agora.

Para atrair o PSB e neutralizar a sigla, afastando-a das investidas de Ciro, a cúpula petista apostou alto. Pela resolução aprovada na reunião da executiva nacional, a legenda também se comprometeu em retirar a candidatura da vereadora petista Marília Arraes ao Governo de Pernambuco e em formalizar apoio ao PSB em outras três disputas estaduais: no Amazonas, no Amapá e na Paraíba.

Em troca, o PSB recuou na postulação do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda, que estava na briga pelo Governo de Minas Gerais contra o atual chefe do Executivo mineiro Fernando Pimentel (PT), que concorre à reeleição.

Pelas redes sociais, Lacerda disse que havia recebido a notícia da retirada de sua candidatura com “indignação, perplexidade, revolta e desprezo”. Para compensá-lo, o PSB ainda chegou a oferecer a vaga de candidato ao Senado na chapa de Pimentel, mas ele a recusou.

Em coletiva transmitida pelo Facebook, Marília Arraes afirmou ontem que “respeitava a decisão da Executiva Nacional” petista, mas que “não concorda e vai recorrer”. Ainda nessa quarta, um recurso foi apresentado pela pré-candidata ao partido, que deve apreciá-lo amanhã. Hoje, a executiva do PT em Pernambuco tem encontro para oficializar ou rejeitar a candidatura própria.

Em entrevista o deputado federal pelo Ceará José Guimarães (PT) disse que a tratativa selada entre PT e PSB “foi a construção possível” no esforço de reaglutinar o “campo progressista” em torno da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência.

“A esquerda precisa se reunificar”, respondeu o parlamentar. “Não vai dar para unificar tudo agora, mas unifica uma parcela. Esse gesto que fizemos sinaliza para esse caminho.”

De acordo com Guimarães, o partido espera agora que o PCdoB também faça parte da composição. “Temos até o dia 15 para isso (negociar com os comunistas). O diálogo continua.”

Deputado federal por Minas e um dos defensores da aliança com Ciro, Júlio Delgado (PSB) admitiu ontem que, feito o acerto com o PT, o “partido vai caminhar naturalmente para a neutralidade” nas eleições e liberar os diretórios estaduais.

À reportagem, a deputada estadual em Pernambuco Teresa Leitão (PT) lamentou a costura que resultou no acordo entre as duas agremiações. “Essa decisão é muito prejudicial ao fortalecimento do PT e não traz nada para a candidatura de Lula. Ao contrário, atrapalha”, criticou.

Com informações: O Povo

Izolda Cela permanecerá como vice de Camilo Santana

Nada de mudança na posição de vice da chapa pró-reeleição do governador Camilo Santana.

A professora Izolda Cela, ex-secretária estadual da Educação, continuará nessa condição. Fontes do PDT asseguram ainda que a foto dela ao lado do governador já está até feita e será uma das peças da decoração que o partido vai expor durante a convenção de domingo, no Ginásio da Faculdade Ari de Sá.

Discreta, Izolda foi, aos poucos, ganhando não só a confiança do governador, mas de toda a equipe e de lideranças dos partidos aliados. Camilo sempre deu a entender que gostaria de manter essa parceria.

Em entrevista, ele chegou a dizer que a manutenção de Izola na vice será algo “natural”.

Com informações: Eliomar de Lima

Líder do PSB descarta candidatura própria e fala em apoio a Ciro Gomes

Líder do PSB na Câmara, o deputado Tadeu Alencar (PE) disse que a legenda adotou uma posição que participará do meio político que apresente a linha de pensamento progressista, de centro-esquerda. Com isso, ele declara que a própria candidatura está descartada. Segundo ele, o partido apoiará o candidato à presidência que mais acumular força nesse campo político-ideológico.

O parlamentar ainda afirmou que o PSB condiciona aliança com o presidenciável Ciro Gomes, do PDT, à adesão de outras legendas de esquerda à candidatura dele. Segundo o líder do PSB, uma possível aliança com Ciro pode ser discutida por meio de uma reunião do campo progressista e democrático em torno do pedetista.

Tadeu Alencar vê o possível apoio a Ciro Gomes como um ‘quadro político de expressão, com coragem cívica invejável, além de já ter integrado o PSB’. A posição do partido ainda deve ser oficializada, pois há quem defenda uma aliança com o PT.

Sobre a aliança do Centrão, bloco de partidos como PP, PR e PRB, que decidiram apoiar Geraldo Alckmin, do PSDB, Tadeu Alencar afirma que a decisão deve ter deixado Bolsonaro, candidato pelo PSL, “em desamparo e em perfeito abandono.”

Com informações: Roberto Moreira