Especulação sobre a eleição da Mesa Diretora da Assembleia

O pacote de mensagens do governador Camilo Santana chegado ontem à Assembleia Legislativa, só mereceu alguns comentários por conta da provocação dos jornalistas. As conversas dominantes, mesmo com algumas reservas, ficaram por conta dos novos encontros que o governador teve com deputados, onde, também, tratou da eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia, a acontecer no primeiro dia de fevereiro do próximo ano.

Os deputados só queriam saber o que disseram os colegas que foram abordados pelo governador sobre suas preferências quanto ao próximo presidente da Casa. Três nomes do PDT estão no páreo: o atual presidente, Zezinho Albuquerque, Tin Gomes,  vice-presidente da Assembleia, e o líder do Governo, Evandro Leitão. Nenhum dos três ainda foi chamado pelo governador.

Além de falar sobre a eleição dos novos dirigentes da Assembleia, o governador fala das dificuldades da administração, talvez buscando sensibilizar os seus aliados para a necessidade de votação das matérias que ele ontem mandou para o Legislativo. Nenhum deputado tomou conhecimento, antecipado, das propostas lidas no expediente da sessão ordinária da manhã.

 

Com informações: Edison Silva

Três senadores e três deputados federais são alvos de operação da PF

A Polícia Federal e o Ministério Público cumpriram na manhã de hoje (11) 24 mandados de busca e apreensão, assim como 48 intimações para oitivas no Distrito Federal, em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e na Bahia, além de Mato Grosso do Sul, do Tocantins e Amapá. São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Os alvos foram três senadores do PSDB e DEM, além do mesmo número de deputados do Solidariedade, PDT e PTB.

A PF no Distrito Federal confirmou a Operação Ross. No total,  200 homens trabalharam na ação, que investiga o recebimento de vantagens indevidas por parte dos parlamentares no período de 2014 a 2017.

A Operação Ross é um desdobramento da Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017. Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam R$ 100 milhões.

Alvos

Os alvos são o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a irmã dele, Andrea Neves, e o primo Frederico Pacheco de Medeiros. Também estão na mira os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e José Agripino Maia (DEM-RN). A Operação Ross investiga também os deputados Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Benito Gama (PTB-BA) e Cristiane Brasil (PTB-RJ).

Os mandados de busca e apreensão foram autorizados a partir do inquérito 4.519, relatado pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Denúncias

A operação se baseia em informações de empresários, que teriam relatado a promotores a emissão de notas fiscais frias. Há denúncias, que estão sob investigação, sobre a suposta compra de apoio político do Solidariedade, e que empresários teriam ajudado com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.

Nome

O nome da Operação Ross é referência ao explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo, na Antártida, fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sendo investigadas.

 

Com informações: Agência Brasil

Ministério Público Federal pede cassação de Sérgio Aguiar

Marido da prefeita de Camocim, Sérgio Aguiar é acusado de ter se beneficiado eleitoralmente de contratações temporárias feitas neste ano pela prefeitura

O Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) entrou com pedido de cassação do deputado estadual Sérgio Aguiar (PDT), pré-candidato à presidência da Assembleia. Em representação na Justiça Eleitoral, o parlamentar é acusado de ter se beneficiado eleitoralmente de contratações temporárias feitas neste ano pela prefeitura de Camocim, berço político de Aguiar.

Na ação, a gestão da prefeita Mônica Aguiar (PDT) – esposa de Sérgio – é acusada de aumentar “vertiginosamente” o número de contratos temporários neste ano, havendo ainda indícios de que estes servidores teriam sido constrangidos a colaborar com a campanha do deputado. Em um dos casos, número de professores temporários cresceu mais de dez vezes em dois meses.

“Também servem de indícios para a prática de conduta vedada a curta duração dos contratos celebrados, com início nos meses de julho/agosto de 2018 e encerramento previsto para dezembro, pouco tempo após ao encerramento das eleições”, diz a ação, que destaca que as contratações muitas vezes abasteciam programas com caráter “eleitoreiro”.

Na ação, o procurador eleitoral auxiliar do Ceará, Samuel Arruda, pede que o parlamentar tenha o diploma de deputado cassado e fique inelegível até 2026, além de multa em até R$ 393 mil. Caso o julgamento ocorra antes da diplomação, marcada para ocorrer entre 15 e 19 de dezembro, o MPF pede que seja cassado o registro de candidatura de Aguiar.

“Interesses políticos”

Em entrevista Sérgio Aguiar afirmou que a denúncia que baseou a representação tem motivação “política” e foi movida por membros da oposição da cidade, liderada pelo ex-prefeito Chico Vaulino. Segundo ele, as contratações registradas neste ano não tinham “viés político” e seguiam leis aprovadas pela Câmara Municipal de Camocim.

Ele rejeita ainda que as contratações tenham tido impacto na eleição, destacando que tem recebido votações crescentes em Camocim desde 2006, quando foi eleito para a Assembleia pela 1ª vez. Na eleição deste ano, Aguiar foi o 3º deputado estadual mais votado do Ceará, com mais de 100,9 mil votos. “Não tenho nenhuma preocupação com essa acusação”.

O MPF, no entanto, destaca o impacto da votação de Sérgio Aguiar em Camocim em sua eleição. Disputando com mais de 600 opções de deputados estaduais, o parlamentar conseguiu lá mais de 17,2 mil votos, 54% de todos os votos do município. “É possível constatar que o ilícito resultou em desequilíbrio entre os concorrentes”, afirma a matéria.

Além da cassação de Sérgio Aguiar, o MPF pede ainda que a prefeita de Camocim seja condenada a pagar multa de R$ 393 mil. A representação segue denúncia de quatro vereadores de Camocim, Juliano Abreu Cruz, Júlio Cesar Sotero, Edvanilson Oliveira de Sousa e Ismael Jorge Gomes, apresentada ao órgão.

 

Com informações: Revista Camocim

Três nomes ganham força para presidir a AL-CE

Entre os cotados para presidir a Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE) a partir do ano que vem, três nomes ganharam força nas últimas semanas: os deputados estaduais Evandro Leitão, Tin Gomes e o atual chefe da Casa, Zezinho Albuquerque – todos do PDT, partido com a maior bancada.

A cerca de dois meses da eleição, marcada para 1º de fevereiro de 2019, os postulantes já trabalham articulação com os parlamentares para se cacifarem na corrida pela chefia da mesa.

Nessas negociações, dois pré-candidatos reuniriam mais condições para chegar ao comando da Assembleia: Tin, que teria bom trânsito entre os colegas; e o próprio Zezinho, pelo capital construído ao longo de três mandatos na presidência.

A longa permanência nesse posto, no entanto, é definida como um entrave aos planos do pedetista. Em conversa com a reportagem, Zezinho disse que as discussões ainda estão se iniciando.

“Precisamos conversar muito com os presidentes de partidos, o governador, saber qual o pensamento de cada um”, respondeu o deputado. “Estou procurando amigos, lideranças, pra ver se o melhor é eu continuar. Não há nada definido.”

Nessa briga silenciosa, deputados ouvidos pela reportagem apontaram vantagem para Tin. “O governador disse que acolheria o nome consensualmente indicado pela Assembleia”, falou um deles. “O Tin é o que tem mais proximidade entre a gente. É o mais simpático aos deputados.”

Uma parlamentar ressalvou ainda que, para que Zezinho retirasse seu nome da disputa pela presidência da AL-CE, teria de ser compensado. “E seria uma recompensa alta”, sugeriu, em seguida acrescentando que o pedetista poderia assumir uma secretaria no segundo mandato de Camilo. “Tudo depende da conversa”, resumiu.

Tin admite que tem procurado deputados para tratar sobre a sua candidatura e que a reação “tem sido muito receptiva”. Segundo ele, o mais importante é chegar a um nome que represente não apenas o PDT, mas a maioria da Casa.

“A intenção é evitar divisão, como aconteceu naquela outra vez”, enfatizou, referindo-se à última eleição, quando a postulação do deputado Sérgio Aguiar (PDT) contra Zezinho abriu uma crise na base que teria como efeito direto a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) pela AL.

Desde a última segunda-feira, Camilo tem recebido os deputados da base  para diálogos. Na próxima semana, o governador tem reunião acertada com o presidente estadual do PSD e deputado federal, Domingos Neto. Na pauta, está o espaço que a legenda pode vir a ter no novo desenho do secretariado do petista.

Atual presidente da sigla, Neto vai ceder o comando do PSD no Ceará para o pai, Domingos Filho.

Tentamos contato com o deputado Evandro Leitão, mas não obtivemos retorno.

 

Com informações: O Povo

Antônio Henrique é eleito presidente da Câmara de Fortaleza

A Câmara Municipal de Fortaleza escolheu, na manhã desta segunda-feira (03), a composição da nova Mesa Diretora que comandará os trabalhos da Casa pelos próximos dois anos. O pedetista Antônio Henrique foi escolhido presidente da Mesa. Ele foi nome de consenso entre membros do PDT, partido com maior representatividade no Legislativo  da Capital cearense.

A nova Mesa Diretora foi eleita com 42 votos favoráveis e somente uma abstenção, neste caso de Márcio Martins, do PROS. A Mesa, a partir de 2019, será formada por Antônio Henrique na presidência, Adail Júnir (PDT) na vice-presidência, Raimundo Filho (PRTB) como segundo vice-presidente e Gardel Rolim (PPL) na terceira vice-presidência. Idalmir Feitosa (PR) será o primeiro-secretário,  Zier Férrer (PDT) será o segundo-secretário e a vereadora Bá, do PTC, a terceira-secretária.

 

Com informações: Diário do Nordeste

Salmito reúne bancada do PDT e oficializa nome de Antonio Henrique como candidato

O PDT oficializou na noite desta quinta-feira (29) três nomes para a eleição da próxima Mesa Diretora da Câmara Municipal de Fortaleza, que ocorrerá na segunda-feira (3). Em reunião com o atual presidente do Legislativo de Fortaleza, o deputado estadual eleito Salmito, a bancada definiu o vereador Antonio Henrique como candidato à presidência, Adail Junior como primeiro vice-presidente e Zier Férrer como segundo secretário.

Pela manhã, Salmito e o prefeito Roberto Cláudio se reuniram no Paço Municipal, onde discutiram o processo da sucessão da Câmara Municipal. Roberto Cláudio participou do processo na condição de presidente municipal do PDT, a maior bancada do Legislativo de Fortaleza, com 11 cadeiras.

Após o anúncio da candidatura de Antonio Henrique, Salmito destacou a maturidade dos vereadores no processo sucessório da Casa e destacou a experiência do candidato à presidência para os próximos dois anos, quando Antonio Henrique já exerce seu terceiro mandato e recentemente conduziu a Regional III.

Já Antonio Henrique ressaltou a gestão Salmito, nos últimos quatro anos, diante do resgate da imagem da Câmara Municipal, por meio de um trabalho pautado na seriedade, no compromisso com a coisa pública e na promoção da cidadania.

Com informações: Eliomar de Lima

“Ou me esquece, ou me convida para jantar”, diz Ciro sobre Haddad

O candidato derrotado à presidência da República, Ciro Gomes (PDT), disse, em entrevista concedida ao Valor Econômico, que ainda não conversou com o também derrotado Fernando Haddad (PT) após a eleição. Esta foi a primeira entrevista de Ciro após cirurgia na próstata à qual foi submetido.

Questionado sobre a relação com o petista, disse ser “excelente”, apesar de não saber se restaram ou não mágoas no petista em razão do comportamento pouco participativo na campanha do segundo turno. “Não misturo pessoalidades com meus adversários, todos eu cumprimento.”.

Em seguida, mencionou entrevista à Folha de S. Paulo em que o petista “falando de mim toda hora”. “Desse jeito, ele tem de me esquecer. Ou me esquece, ou me convida pra jantar!”.

Na entrevista referida, a primeira depois da derrota, Haddad fala que Ciro não soube fazer a coalizão com o PT, vista por ele como a única que o levaria à vitória.

O ex-ministro da Educação disse que o filósofo Mangabeira Unger, um dos mentores intelectuais do ex-governador do Ceará, afirmou que Ciro não poderia dar continuidade ao lulismo,  nem receber o “bastão” do ex-presidente. Na conversa, Haddad também diz que o PDT é um partido de esquerda, “pero no mucho”.

Sobre o futuro do PT, Ciro projetou que, enquanto a “grande tese” for a campanha Lula Livre, a sigla irá definhar. Entretanto, ressaltou que é um partido importante, que tem base.

Bolsonaro

Ainda na conversa com o Valor Econômico, o pedetista disse que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), não representa uma ruptura democrática. Avaliou este argumento como incitação petista ao terror. Apesar disso, não amenizou o tom ao falar do militar. “Eu o considero, como já falei na campanha, uma cédula de 3 reais. Ele é qualquer coisa e é nada”.

 

Com informações: O Povo

Ciro Gomes recebe alta após cirurgia na próstata em hospital de SP

O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes, que disputou as eleições presidenciais pelo PDT, recebeu alta médica do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, nesta quinta-feira (22) depois de ter sido submetido a uma cirurgia na próstata segunda-feira (19), para tratamento do crescimento benigno da glândula.

Em nota divulgada na quarta-feira em sua conta no Instagram, Ciro Gomes diz que “o procedimento, realizado pelo dr. Miguel Srourgi, transcorreu com normalidade”.

Durante a campanha eleitoral, Ciro Gomes precisou fazer um procedimento cirúrgico também no Sírio-Libanês. No dia 25 de setembro, Ciro foi “submetido a uma intervenção cirúrgica de menor porte com cauterização das áreas hemorrágicas”. O procedimento foi endoscópico, sem corte, e durou 30 minutos.

Na época, o hospital divulgou o boletim médico afirmando que “no futuro, talvez torne-se necessária novas avaliações para se evitar repetição de episódios semelhantes”.

 

Com informações: G1

Ciro Gomes passa por cirurgia na próstata em SP

O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes, que disputou as eleições presidenciais pelo PDT, realizou na última segunda-feira (19), no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, uma cirurgia na próstata para tratamento do crescimento benigno da glândula.

Em nota em sua conta no Instagram, Ciro Gomes diz que “o procedimento, realizado pelo dr. Miguel Srourgi, transcorreu com normalidade”.

Ciro Gomes deve receber alta até o final desta semana, segundo a nota.

Ciro Gomes divulgou nota sobre sua cirurgia— Foto: Instagram/Ciro Gomes

Cirurgia durante a campanha

Durante a campanha eleitoral, Ciro Gomes precisou fazer um procedimento cirúrgico também no Sírio-Libanês. No dia 25 de setembro, Ciro foi “submetido a uma intervenção cirúrgica de menor porte com cauterização das áreas hemorrágicas”. O procedimento foi endoscópico, sem corte, e durou 30 minutos.

Na época, o hospital divulgou o boletim médico afirmando que “no futuro, talvez torne-se necessária novas avaliações para se evitar repetição de episódios semelhantes”.

Com informações: G1 Ceará

Ciro Gomes diz que Bolsonaro não representa risco à democracia

Seguindo o posicionamento que adotou desde o fim do primeiro turno das eleições deste ano, Ciro Gomes (PDT) voltou a se contrapor ao PT durante palestra para investidores da XP, na semana passada. Segundo a revista Veja, o pedetista repetiu o discurso de que ele e seu partido, diferente dos petistas, não farão uma “oposição raivosa” ao próximo governo.

Ainda de acordo com a publicação, durante sua participação na palestra, Ciro Gomes teria dito que o presidente eleito, Jair Bolsonaro(PSL), “não representa risco à democracia”, pois, segundo ele, “falta vontade do capitão e porque não haveria meios para se aplicar um golpe à essa altura do campeonato”.

Em entrevista para o jornal Estado de S. Paulo, nesta segunda-feira (19), o senador eleito Cid Gomes (PDT), irmão de Ciro, já havia afirmado o PDT irá fazer uma oposição “programática” ao novo governo e que se o PT quiser se juntar a eles, terá que fazer uma “revisão” de sua postura histórica como oposição sistemática.

Com informações: Diário do Nordeste

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