Primeira pesquisa do 2º turno mostra Bolsonaro com 54% e Haddad com 46%

Pesquisa divulgada pela Revista Veja na tarde desta quarta-feira, a primeira do segundo turno, traz o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) com 54% das intenções de votos válidos. Já Fernando Haddad tem 46%. O levantamento foi feito pelo instituto Ideia Big Data.
De acordo com a publicação, a pesquisa ouviu 2.036 eleitores das cinco regiões do país entre a última segunda e esta quarta-feira. A margem de erro é de 2,67% pontos percentuais para mais ou para menos. O número de registro no TSE é BR-09687/2018.
Bolsonaro obteve no primeiro turno 46,03% do eleitorado (ou 49,2 milhões de votos) e Haddad teve 29,28% dos votos válidos (31,3 milhões de votos). Se forem considerados todos os entrevistados, Bolsonaro tem 48% das intenções dos eleitores, enquanto Haddad tem 41%. Votos brancos e nulos somam 7%, enquanto indecisos ou que não responderam atingiram 4%.
Com Informações: Ceará Agora / Revista Veja

Datafolha – Bolsonaro e Haddad polarizam pesquisa, mas Ciro segue vencendo em todos os cenários de segundo turno

O Jornal Nacional divulgou na noite de ontem os números da mais nova pesquisa Datafolha, realizada entre a quarta-feira (26) e esta sexta-feira (28), com nove mil eleitores de 236 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com confiabilidade de 95%.

Pela pesquisa, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad dificilmente deixarão de disputar o segundo turno, com 28 pontos percentuais para Bolsonaro, o mesmo percentual da última pesquisa, e 22 pontos para Haddad, num crescimento de seis pontos, em relação á última pesquisa.

Ciro Gomes perdeu dois pontos percentuais, mas segue em terceiro com 11 pontos. Depois aparecem Geraldo Alckmin (10%), Marina (5%), Amoêdo (3%), Álvaro Dias (2%), Meirelles (2%), Daciolo, Boulos e Vera, 1% cada. Emayel e João Goulard não pontuaram. Brancos e nulos somam 10%, enquanto os que não souberam ou opinar ou não responderam somam 5%.

Na rejeição, Bolsonaro aparece com 46%, ao subir três pontos; Haddad passou de 20% para 32% e Ciro passou de 21% para 22%.

Na simulação de segundo turno, Ciro Gomes segue vencendo em todos os cenários: 48% x 38% Bolsonaro; 41% x 35% Haddad; 42% x 36% Alckmin. Bolsonaro e Haddad aparecem em empate, com 39% cada.

Com informações: Eliomar de Lima

Ceará: Saúde preocupa mais que Segurança

O problema que mais aflige a mulheres e homens cearenses, de todas as idades e escolaridades, na Capital e no Interior, segundo pesquisa feita pelo Ibope, desta semana, é o da Saúde. 73% dos entrevistados apontaram-na como um dos “maiores problemas”, bem mais preocupante que o da Segurança, apontada por 54% dos abordados pelos pesquisadores.

No Governo passado, de Cid Gomes (PDT), a promessa era de fazer da Saúde o melhor serviço público do Estado, com a construção de hospitais regionais, policlínicas e outros equipamentos. Parte das obras planejadas realmente foi concluída.

O atendimento, porém, deixa muito a desejar. O governador Camilo Santana (PT) não admite a dificuldade na extensão apontada, embora reconheça dificuldades pontuais, como a falta de profissionais especializados em alguns dos equipamentos próprios no Interior, onde, realmente, os serviços foram estendidos, embora não na extensão reclamada, sobretudo nos centros populacionais de menor densidade, obrigando deslocamentos de pacientes carentes a cidades polos, assim como para a própria Capital, onde sempre há filas intermináveis, causando demoras no atendimento.

A tendência é de agravamento. Os recursos estão ficando mais escassos, embora o Estado cumpra a obrigação constitucional de investir, na área, o percentual de 12% do seu Orçamento. Os recursos do Sistema Único de Saúde não são suficientes para o custeio dos serviços reclamados pela população, sempre crescente, por razões várias, principalmente em face dos preços cobrados pelos planos de saúde, obrigando a migração de pacientes para o serviço público.

A rede hospitalar e ambulatorial do Ceará cresceu bem menos, nos últimos anos, em comparação com os anteriores. O grande Hospital da Região Metropolitana de Fortaleza, projetado para o Município de Maracanaú, embora fazendo parte de uma das Parcerias Público-Privadas programadas pelo Estado, não saiu do papel.

Ele deveria servir, também, para desafogar o IJF, que, mesmo com sua ampliação em curso, não será suficiente para atender, na sua especialidade, a traumatologia, pacientes de todo o Estado do Ceará, e até da vizinhança.

Drogas

A Segurança, embora deixe apavorada toda a população, informada constantemente de inúmeros homicídios, latrocínios, roubos, furtos e outros crimes, está em segundo lugar na lista dos problemas mais graves apontados pela população. 54% dos cearenses apontaram-na como a segunda preocupação. A maior parte deles é residente na Capital e Região Metropolitana de Fortaleza. O governador, falando sobre essa questão, ressalta os investimentos e o aumento do contingente policial, vaticinando, inclusive, que ao fim de um segundo mandato, se conquistar, a Segurança como exemplo para o Brasil.

Tomara. Seja ele quem for o próximo governante, terá de estancar essa violência que, já agora, de certa forma está aprisionando a sociedade, e deixando em pânico as famílias. Atrelada à Segurança está o problema das drogas. 31% dos entrevistados, na Capital e no Interior, registraram suas preocupações com a disseminação e os efeitos maléficos por elas produzidos. Todas as políticas públicas, quer sejam de repressão ou esclarecimentos dos prejuízos que elas causam, estão sendo insuficientes.

A Educação pública foi citada como problema para um universo de 40% dos cearenses que os pesquisados representavam. Reconheça-se o crescimento que o Estado do Ceará teve, nos últimos anos, na qualidade do ensino básico, ao ponto de ter 77 das suas escolas dentre as 100 melhores do País. Mas a escola pública ainda deixa muito a desejar. Como a Saúde, a escola pública recebeu muitos novos alunos egressos dos colégios privados em razão da queda nas condições econômicas de inúmeras famílias brasileiras em razão das dificuldades econômicas, geradoras de desempregos e de defasagens salariais. É um contingente de pessoas bem mais exigente com a qualidade de ensino.

Com informações: Edison Silva