PT registra candidatura de Lula e tem até 17 de setembro para trocar candidato

Agora que levou a cabo o plano de formalizar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, o PT terá no máximo até 17 de setembro para substituir a cabeça de chapa. O PT protocolou na tarde desta quarta-feira, 15, o pedido de registro de candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), inaugurando assim os prazos legais nos quais a Justiça Eleitoral irá se pronunciar sobre sua elegibilidade.

Uma vez formalizado o registro, o TSE tem até 18 de agosto para publicar o edital de candidaturas. Com a publicação, começa o prazo de cinco dias para que o Ministério Público ou um adversário entre com um processo de impugnação do registro. Membros da Corte, inclusive a presidente Rosa Weber, declararam que é possível um ministro indeferir “de ofício”, ou seja, sem ter sido provocado por um pedido de impugnação, o que encurta esse período.

Encerrado o prazo de impugnação, notifica-se a candidatura impugnada, que tem sete dias para a defesa. Há casos em que se exige produção de provas por mais quatro dias. Depois isso, devem ser apresentadas alegações finais em cinco dias. O relator da ação tem então um período de três dias para tomar uma decisão. Se for individual, cabe recurso a um colegiado do TSE. O relator pode optar também por levar o caso diretamente ao plenário.

O PT fala que, conforme a jurisprudência do Tribunal, o registro da candidatura deve ser julgado por volta de 10 de setembro, mas já se especula a possibilidade de o TSE definir a situação antes do início do horário eleitoral no rádio e na TV, que começa em 31 de agosto.

O TSE tem até 17 de setembro para julgar as candidaturas que tenham o registro contestado, mesma data em que se encerra o prazo final para que os partidos peçam a substituição de candidatos.

Com informações: Isto É/Agência O Estado

Camilo Santana vai subir no palanque de Ciro Gomes no próximo sábado?

Definida a data de lançamento da candidatura de Ciro Gomes (PDT) em Fortaleza (sábado, dia 18), a pergunta que ronda a cabeça de petistas e pedetistas no Ceará é uma só: aliado do presidenciável, o governador Camilo Santana (PT) vai subir no palanque de Ciro?

Convidado a participar do encontro, que reúne a cúpula do PDT nacional e estadual, além dos irmãos Cid, Ciro e Ivo Gomes, Camilo pode encarar uma saia-justa nos próximos dias.

Se se negar a tomar parte na agenda cirista, deixará de prestar apoio ao grupo responsável pela sua eleição ao Governo do Estado em 2014.

Caso atenda ao chamado do PDT e compareça ao evento, entretanto, o petista vai de encontro às diretrizes da legenda da qual faz parte, indiretamente demonstrando que pode estar ao lado do candidato pedetista.

Duas semanas atrás, no dia 4 de agosto, o PT lançou, em ato oficial em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o nome da sigla na corrida eleitoral. Do PT, Camilo foi o único chefe de Executivo estadual a não estar presente.

No mesmo dia e horário, o governador declarava voto em Eunício Oliveira na convenção do senador em Fortaleza – o emedebista, que se reaproximou do governismo, concorre à reeleição.

No dia seguinte, 5/8, em discurso na convenção da coligação oficial que tem PT e PDT entre seus componentes, Camilo não faria qualquer menção a Lula. Os irmãos Ferreira Gomes faltaram ao evento.

No Ceará, os dois partidos tentam encontrar um meio termo para a campanha presidencial, já que defendem duas candidaturas diferentes, mas dispõem de um único palanque – o de Camilo.

Internamente, o PT pressiona o governador para que ele se manifeste publicamente e se declare eleitor de Lula, postura que Camilo tem evitado nas últimas semanas.

Em entrevista na semana passada, o deputado federal José Guimarães (PT) disse que o partido “não abrirá mão do apoio do governador ao candidato nacional” da agremiação.

O parlamentar defendeu que Camilo terá de fazer as “mediações” necessárias para que Lula ou o indicado para substituí-lo na disputa não fique sem palanque no Ceará.

O encontro do próximo sábado é a largada oficial da campanha de Ciro num estado cujo eleitorado vota majoritariamente em Lula.

No último evento do PDT na Capital, exatamente um mês atrás, dia 13/7, foi Camilo quem desfalcou o time dos aliados, que se reuniram no Pirata Bar.

O prazo final para registro das candidaturas é quarta-feira desta semana. A partir de quinta, dia 16, os partidos e candidatos estão liberados para pedir diretamente o voto do eleitor.

Com informações: Blog de Política O Povo

Fernando Haddad diz que espera estar junto com Ciro no segundo turno

O candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, afirmou que espera estar junto com Ciro Gomes, candidato a presidente da República pelo PDT, no segundo turno. Foi o que ele disse nesta segunda-feira durante entrevista concedida ao programa O POVO no Rádio, apresentado pelo jornalista Luiz Viana.

Haddad, que pode virar o candidato ao Planalto caso Lula não tenha registro acatado pela Justiça Eleitoral, elogiou Ciro, definindo-se como “amigo”, lembrando que com ele foi ministro do Governo Lula: Haddad na pasta da Educação e Ciro como titular da Integração Nacional.

“Ciro é um grande amigo e tenho certeza que vamos estar juntos  no segundo turno”, disse Haddad.

Bom lembrar que essa dupla sempre foi cogitada por Camilo Santana (PT). Em várias entrevistas, o governador defendeu a candidatura de Ciro para presidente tendo Haddad como candidato a vice.

Com informações: Eliomar de Lima

Nelson Martins coordena campanha de Camilo

O secretário da Casa Civil do Governo do Estado, Nelson Martins, vai coordenar a campanha à reeleição do governador Camilo Santana (PT), informou o presidente em exercício do PT no Ceará, o deputado Moisés Braz. Segundo ele, o governador, na campanha, deve estar somente em palanques da candidatura presidencial do PT.

O presidente estadual do PDT, o deputado federal André Figueiredo, disse que a sigla pedetista é parceira do governador Camilo Santana e terá papel de “parceria” na campanha. “Ainda estamos trabalhando nisso, mas quem define a coordenação é o Nelson (Martins)”, disse ele, quando questionado sobre a participação de Cid e Ciro Gomes na campanha de Camilo.

Para André Figueiredo, no pleito deste ano, não há necessidade de que Ciro e Camilo Santana estejam atrelados no Ceará, até porque tanto PT quanto PDT têm candidaturas colocadas ao Palácio do Planalto.

“O que o Camilo tem a ver com o Ciro? O Camilo é do PT. O Ciro vai fazer a campanha dele, e não do PT. Temos que ver como o Camilo vai se portar, mas as duas candidaturas não necessariamente precisam andar juntas”.

O comitê central da campanha de Camilo Santana será montado no mesmo espaço em que funcionaram os comitês de campanha de Cid Gomes ao Governo do Estado, em 2010, e de Roberto Cláudio à Prefeitura de Fortaleza, em 2012 e 2016. Foi lá também que, em 2014, a militância do petista trabalhou durante a campanha.

O espaço, na Avenida Sebastião de Abreu, no Cocó, recebe atividades a partir de 16 de agosto. Já o comitê da campanha presidencial do PT será instalado na Avenida da Universidade, no Benfica. Nelson Martins deve se licenciar do cargo na Casa Civil para se dedicar à campanha de Camilo, informou Moisés Braz.

Com informações: Edison Silva

PT define Haddad como vice de Lula na disputa eleitoral e fecha com PCdoB

O PT oficializou, na noite deste domingo, 5, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como candidato a vice-presidente na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. A composição da chapa, no entanto, ainda pode mudar, porque o partido fechou uma aliança com o PCdoB, convidando a deputada gaúcha Manuela D’Ávila para ser a vice após a Justiça Eleitoral definir a situação de Lula na disputa. A parlamentar ainda não respondeu oficialmente se aceita o convite.

Haddad, visto como um “plano B” do PT para substituir Lula na disputa, foi apresentado como um “vice tampão” para representar o ex-presidente na campanha, enquanto a condição jurídica de Lula não é definida.

O acordo com o PCdoB garantiu ao partido que Manuela será a vice do PT independentemente de quem for a cabeça de chapa, em caso de impugnação do ex-presidente. Haddad ficará no posto de vice para cumprir exigência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fazer campanha para Lula no País e representar o ex-presidente nos debates e entrevistas que participar.

Inicialmente, o PT queria manter a vaga de vice em aberto até o registro da candidatura, em 15 de agosto. Técnicos do TSE, no entanto, informaram que a coligação e a chapa precisariam ser definidas até este domingo. A comunicação ao tribunal foi feita cinco minutos antes da meia-noite.

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), classificou a situação como mais uma tentativa de barrar a candidatura de Lula, preso e condenado na Lava Jato. “É uma ação que foi feita exatamente para se colocar mais um obstáculo na candidatura do presidente Lula, uma intervenção da Justiça Eleitoral”, disse a dirigente. Ela reiterou que o partido manterá a candidatura de Lula “até as últimas consequências” e registrará seu nome como candidato no dia 15 de agosto.

Carta

Para oficializar a escolha, a Executiva do PT recebeu uma carta de Lula indicando Haddad como vice e pedindo que o partido insistisse na aliança com o PCdoB e no convite para Manuela ser vice. Na mensagem, Lula disse que Haddad seria o melhor nome para defender suas ideias. O ex-governador da Bahia Jaques Wagner, sondado anteriormente, fez chegar ao PT que não gostaria de ser indicado como vice.

Com a decisão tomada e a negociação com o PCdoB amarrada, os dirigentes petistas tentaram fazer chegar a Lula o resultado do acordo, mas, devido ao horário em que o ex-presidente está autorizado a receber recados na Polícia Federal em Curitiba, não deu tempo. A notícia da aliança com o PCdoB deve chegar ao ex-presidente na manhã desta segunda-feira, 6.

Em seu discurso, Haddad disse que será “um prazer” andar pelo País defendendo as ideias do ex-presidente. Ele ressaltou que os programas de governo do PT e do PCdoB “só têm coisas em comum” e serão compatibilizados. O ex-prefeito e ex-ministro de Lula classificou a coligação, que também integra PROS e PCO, como uma “grande aliança para resgatar o País”.

Já a presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, afirmou que o convite para Manuela ser vice “honra” o partido e que a legenda defendeu a união da esquerda nas eleições desde o começo, tendo tido sucesso na “unidade que foi possível.” Ela lamentou que a aliança não tenha sido mais ampla. O partido conversou também com o PDT, que lançou Ciro Gomes como candidato. “Vamos fazer o bom combate e com debate de ideias e vamos ganhar a quinta eleição consecutiva”, disse a dirigente.

Manuela D’Ávila, no entanto, ainda não respondeu oficialmente se aceita ser vice do PT. A assessoria de imprensa da deputada gaúcha disse que ela não se manifestaria no momento.

Com informações: Isto É / Estadão

Todas as chapas estão definidas para as eleições no Ceará; veja os candidatos a Governo e Senado

A dois dias para o fim dos prazo para realização de convenções no Ceará, as chapas estão com candidatos definidos tanto para a disputa ao Governo do Estado quanto para o Senado. Agora, as legendas têm até o próximo dia 15 de agosto para registrar oficialmente os nomes escolhidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A legislação eleitoral prevê que os magistrados definam até o próximo dia 17 de setembro a validade de tais propostas.

PT-PDT

Cid Gomes, Camilo Santana e Izolda Cela

A convenção do PT ocorre na data limite para realização do evento. Contudo, conforme adiantou o blog do jornalista Eliomar de Lima, a chapa liderada por Camilo Santana (PT) será dividida com a atual vice-governadora, Izolda Cela (PDT). Ambos devem apoiar o companheiro de clã político e ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT). O segundo nome defendido pela dupla é motivo de impasse. Desde o ano passado, o petista se aproximou de Eunício Oliveira (MDB), que busca a reeleição. Contudo, a aliança é vista com maus olhos por companheiros do próprio partido. Ainda assim, o partido decidiu não apresentar nome para o cargo legislativo e o apoio ao candidato emedebista deve ocorrer informalmente.

Governador: Camilo Santana (PT)
Vice-governadora: Izolda Cela (PDT)
Senador: Cid Gomes (PDT)   *Senador: Eunício Oliveira (MDB) * Aliança informal

PSDB-Pros

Emília com General Theophilo e Tasso. (Foto: reprodução/Facebook)

A oposição ao atual governador Camilo Santana traz a aliança firmada entre o PSDB e o Pros. Sob liderança do general Guilherme Theophilo (PSDB), a chapa ao Governo do Estado terá como candidata a vice a vereadora de Caucaia Emília Pessoa (PSDB). A aliança entre as duas legendas também traz nomes ao Senado Federal. O empresário Eduardo Girão (Pros) e a médica Mayra Pinheiro (PSDB) foram confirmados como candidatos no último domingo, 29.

Governador: Guilherme Theophilo (PSDB)
Vice-governadora: Emília Pessoa (PSDB)
Senador: Eduardo Girão (Pros)
Senador: Mayra Pinheiro (PSDB)

Psol-PCB

Ailton Lopes (Foto: Divulgação)

Escolhido no último sábado, 28, como candidato ao Governo do Estado, o bancário Ailton Lopes (Psol) irá formar chapa com a a militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Raquel Lima, ligada a movimentos de ocupação. A aliança também terá candidatos das duas siglas em busca de vaga no Senado. Estarão na corrida o pastor protestante, militante de direitos da infância e adolescência e do movimento negro, Jamieson Simões (Psol), e pela professora Anna Karina (Psol).

Governador: Ailton Lopes (Psol)
Vice-governadora: Raquel Lima (PCB)
Senador: Jamieson Simões (Psol)
Senador: Anna Karina (Psol)

PSL

Confirmado como nome do PSL na disputa ao Governo do Estado, o advogado e professor universitário Hélio Góis (PSL) terá como vice a também advogada Ninon Tauchmann (PSL). A chapa pura terá ainda dois candidatos na disputa ao Senado, o pastor Pedro Ribeiro (PSL) e o médico Márcio Pinheiro (PSL).

Governador: Hélio Góis (PSL)
Vice-governadora: Ninon Tauchmann (PSL)
Senador: Pedro Ribeiro (PSL)
Senador: Márcio Pinheiro (PSL)

PSTU

Novamente tentando chegar ao Palácio da Abolição, o operário Francisco Gonzaga (PSTU) terá como vice Reginaldo Araújo (PSTU). A chapa pura também definiu Geraldo Magela (PSTU) como nome a disputar cadeira no Senado.

Governador: Francisco Gonzaga (PSTU)
Vice-governadora: Reginaldo Araújo (PSTU)
Senador: Geraldo Magela (PSTU)

Rede

A sigla não deve apresentar candidato ao Governo do Estado. Já para o Senado, o ambientalista João Saraiva (Rede) será homologado no evento.

Senador: João Saraiva (Rede)

Com informações: Igor Cavalcante/Blog de Política O Povo

Luizianne apresenta recurso por candidatura do PT ao Senado

A deputada federal Luizianne Lins, membro da Executiva Nacional do PT, assinou, junto com demais integrantes do partido no Ceará, um recurso que será apresentado nesta quinta-feira, 2, ao Diretório Nacional da legenda, em São Paulo, contra a decisão do PT local de não aprovar candidatura ao Senado.

Entre os argumentos redigidos no documento, estão a alta popularidade do ex-presidente no Ceará, e por isso a necessidade de um palanque, a crítica em relação aos interesses estritamente locais, em razão da negativa pela manutenção da vaga da sigla no Senado, e o apoio indireto ao senador Eunício Oliveira (MDB).

“Não podemos esquecer que o MDB de Temer, principal articulador do golpe juntamente com Eduardo Cunha, conspirou com o PSDB e executou o plano que derrubou o governo legítimo da nossa presidenta Dilma Rousseff, com voto favorável do senador Eunício Oliveira”, diz trecho do documento.

A decisão de não lançar nome do partido ao Senado, acaba abrindo caminho para reeleição do presidente do Congresso Nacional. Na base de Camilo Santana (PT) o assunto já é pacificado. O governador contra-argumenta a movimentação de reversão da decisão local em âmbito nacional ao ressaltar a decisão “democrática” que os delegados do PT no Ceará enfrentaram a situação.

“Todo mundo tem direito de questionar. Foi uma decisão tomada de forma muito democrática. 75% dos delegados estaduais aprovaram a resolução. Espero que a decisão da maioria democraticamente decidiu seja mantida”, declarou o petista.

De acordo com a deputada Luizianne, a estratégia recursal tem base em um entendimento nacional do partido de manter as vagas já ocupadas pela legenda. “Nesse recurso a gente vai estar recorrendo à instância do Diretório Nacional se possível ao Encontro Nacional que será no sábado, 4, para rever a decisão e lançar um candidato ao Senado do Partido dos Trabalhadores”, disse.

“E nós fazemos isso porque acreditamos que o partido não pode diminuir de tamanho. Nós temos uma vaga já de Senado, ocupada pelo José Pimentel, e acreditamos que essa vaga não pode sair do PT porque a orientação da Executiva do PT é nenhuma vaga a menos, e, além disso, que a gente amplie a possibilidade os espaços do PT na Câmara e no Senado”, acrescentou a ex-prefeita.

Com informações: Wagner Mendes / O Povo

PT fecha acordo com PSB e impõe nova derrota a Ciro Gomes

A três dias do fim do prazo das convenções partidárias, o PT fechou acordo com o PSB ontem e isolou ainda mais o presidenciável Ciro Gomes (PDT) na corrida ao Palácio do Planalto.

Aprovado por 17 votos a 8 em encontro do PT em Brasília, o acerto estabelece apoio mútuo das duas siglas em alguns estados, entre eles Pernambuco e Minas Gerais, e a garantia de que os pessebistas vão se manter neutros nas eleições presidenciais.

Depois de perder o apoio do “centrão” (DEM, PR, PP, SD e PRB), que decidiu se coligar ao candidato tucano Geraldo Alckmin, Ciro vinha negociando com dirigentes do PSB, considerado vital para os planos do cearense.

Sozinho, o ex-ministro tem pouco mais de 30 segundos na propaganda política eleitoral na rádio e TV. O movimento do PT, contudo, jogou um balde de água fria nessas articulações, impondo o maior revés à campanha do pedetista até agora.

Para atrair o PSB e neutralizar a sigla, afastando-a das investidas de Ciro, a cúpula petista apostou alto. Pela resolução aprovada na reunião da executiva nacional, a legenda também se comprometeu em retirar a candidatura da vereadora petista Marília Arraes ao Governo de Pernambuco e em formalizar apoio ao PSB em outras três disputas estaduais: no Amazonas, no Amapá e na Paraíba.

Em troca, o PSB recuou na postulação do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda, que estava na briga pelo Governo de Minas Gerais contra o atual chefe do Executivo mineiro Fernando Pimentel (PT), que concorre à reeleição.

Pelas redes sociais, Lacerda disse que havia recebido a notícia da retirada de sua candidatura com “indignação, perplexidade, revolta e desprezo”. Para compensá-lo, o PSB ainda chegou a oferecer a vaga de candidato ao Senado na chapa de Pimentel, mas ele a recusou.

Em coletiva transmitida pelo Facebook, Marília Arraes afirmou ontem que “respeitava a decisão da Executiva Nacional” petista, mas que “não concorda e vai recorrer”. Ainda nessa quarta, um recurso foi apresentado pela pré-candidata ao partido, que deve apreciá-lo amanhã. Hoje, a executiva do PT em Pernambuco tem encontro para oficializar ou rejeitar a candidatura própria.

Em entrevista o deputado federal pelo Ceará José Guimarães (PT) disse que a tratativa selada entre PT e PSB “foi a construção possível” no esforço de reaglutinar o “campo progressista” em torno da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência.

“A esquerda precisa se reunificar”, respondeu o parlamentar. “Não vai dar para unificar tudo agora, mas unifica uma parcela. Esse gesto que fizemos sinaliza para esse caminho.”

De acordo com Guimarães, o partido espera agora que o PCdoB também faça parte da composição. “Temos até o dia 15 para isso (negociar com os comunistas). O diálogo continua.”

Deputado federal por Minas e um dos defensores da aliança com Ciro, Júlio Delgado (PSB) admitiu ontem que, feito o acerto com o PT, o “partido vai caminhar naturalmente para a neutralidade” nas eleições e liberar os diretórios estaduais.

À reportagem, a deputada estadual em Pernambuco Teresa Leitão (PT) lamentou a costura que resultou no acordo entre as duas agremiações. “Essa decisão é muito prejudicial ao fortalecimento do PT e não traz nada para a candidatura de Lula. Ao contrário, atrapalha”, criticou.

Com informações: O Povo

Izolda Cela permanecerá como vice de Camilo Santana

Nada de mudança na posição de vice da chapa pró-reeleição do governador Camilo Santana.

A professora Izolda Cela, ex-secretária estadual da Educação, continuará nessa condição. Fontes do PDT asseguram ainda que a foto dela ao lado do governador já está até feita e será uma das peças da decoração que o partido vai expor durante a convenção de domingo, no Ginásio da Faculdade Ari de Sá.

Discreta, Izolda foi, aos poucos, ganhando não só a confiança do governador, mas de toda a equipe e de lideranças dos partidos aliados. Camilo sempre deu a entender que gostaria de manter essa parceria.

Em entrevista, ele chegou a dizer que a manutenção de Izola na vice será algo “natural”.

Com informações: Eliomar de Lima

A cinco dias do fim do prazo, Camilo e General não definiram vices

A menos de uma semana do fim das convenções partidárias, as duas principais candidaturas ao Palácio da Abolição ainda não bateram o martelo sobre os nomes dos vices na disputa.

Candidato à reeleição, o governador Camilo Santana (PT) participou de convenção do PT no fim de semana. O posto de vice na chapa do petista, todavia, permanece incerto.

A depender de PT e PDT, porém, a atual vice de Camilo, Izolda Cela, deve ocupar a vaga. Presidente da executiva petista no Ceará, o deputado estadual Moisés Braz afirmou que a vice-governadora é “uma opção excelente”.

Presidente do PDT no Estado, o deputado federal André Figueiredo endossa a avaliação de Braz. Para ele, “a probabilidade é que Izolda se mantenha, sim”, ao lado do governador.

Figueiredo também negou que o economista Mauro Filho seja cotado para a vaga. Um dos assessores econômicos do presidenciável Ciro Gomes (PDT), o ex-secretário estadual deve concorrer a assento na Câmara dos Deputados.

Questionado sobre a escolha do nome para a segunda vaga na chapa encabeçada por Camilo, o ex-governador do Estado Cid Gomes respondeu que “em time que está ganhando não se mexe”.

Um dos participantes de encontro realizado ontem em Fortaleza entre o governador e líderes das 24 legendas que formam o bloco de apoiadores, Cid acrescentou: “Defendo que a chapa inteira seja candidata à reeleição, Camilo e Izolda”.

Oposição

Se do lado governista as tratativas para a vaga de vice parecem se definir, no campo da oposição as conversas estão mais abertas. Ontem, PSDB e Pros se reuniram para acertar detalhes da programação da campanha do candidato General Theophilo em Fortaleza. Entre os tópicos, estava o debate sobre o melhor nome para o posto.

O presidente estadual tucano, Francini Guedes, afirmou que o partido já convidou duas pessoas para a função: o médico cardiologista Carlos Roberto Martins, conhecido como Cabeto, e o ex-deputado Vasques Landim.

Cabeto chegou a aceitar a proposta, mas, como não havia se desincompatibilizado a tempo, não pode formalizá-la. Já Landim, que também considerava concorrer a deputado federal, desistiu de pleitear qualquer cargo nestas eleições.

Agora, de acordo com Guedes, o partido não descarta uma solução caseira. Um dos nomes cogitados para a vaga é o do ex-presidente da sigla no Ceará e ex-senador Luiz Pontes.

“Não temos pressa. Procuramos uma pessoa de nossa inteira confiança, que tenha um passado limpo. É possível que esse nome saia do próprio partido”, falou.

Com informações: O Povo