“Ou me esquece, ou me convida para jantar”, diz Ciro sobre Haddad

O candidato derrotado à presidência da República, Ciro Gomes (PDT), disse, em entrevista concedida ao Valor Econômico, que ainda não conversou com o também derrotado Fernando Haddad (PT) após a eleição. Esta foi a primeira entrevista de Ciro após cirurgia na próstata à qual foi submetido.

Questionado sobre a relação com o petista, disse ser “excelente”, apesar de não saber se restaram ou não mágoas no petista em razão do comportamento pouco participativo na campanha do segundo turno. “Não misturo pessoalidades com meus adversários, todos eu cumprimento.”.

Em seguida, mencionou entrevista à Folha de S. Paulo em que o petista “falando de mim toda hora”. “Desse jeito, ele tem de me esquecer. Ou me esquece, ou me convida pra jantar!”.

Na entrevista referida, a primeira depois da derrota, Haddad fala que Ciro não soube fazer a coalizão com o PT, vista por ele como a única que o levaria à vitória.

O ex-ministro da Educação disse que o filósofo Mangabeira Unger, um dos mentores intelectuais do ex-governador do Ceará, afirmou que Ciro não poderia dar continuidade ao lulismo,  nem receber o “bastão” do ex-presidente. Na conversa, Haddad também diz que o PDT é um partido de esquerda, “pero no mucho”.

Sobre o futuro do PT, Ciro projetou que, enquanto a “grande tese” for a campanha Lula Livre, a sigla irá definhar. Entretanto, ressaltou que é um partido importante, que tem base.

Bolsonaro

Ainda na conversa com o Valor Econômico, o pedetista disse que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), não representa uma ruptura democrática. Avaliou este argumento como incitação petista ao terror. Apesar disso, não amenizou o tom ao falar do militar. “Eu o considero, como já falei na campanha, uma cédula de 3 reais. Ele é qualquer coisa e é nada”.

 

Com informações: O Povo

Com força política e contas do Estado em dia, Camilo sonha alto e quer herdar espólio de Lula

Com a posse marcada para o dia primeiro de janeiro de 2019 quando começa o segundo mandato, o Governador Camilo Santana (PT) vai trabalhar para ocupar espaços no cenário político nacional e disputará o espólio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Camilo se sente credenciado para essa missão por ter sido reeleito com quase 80% (79,94%) dos votos dos cearenses – percentual bem acima da média dos demais governadores eleitos ou reeleitos. A estratégia de Camilo Santana começou a ser executada a partir da reunião dos governadores do Nordeste, na semana passada, em Brasília.

Os articuladores políticos e assessores mais próximos ao governador cearense o venderam como o articulador do encontro dos Chefes dos Executivos do Nordeste – uma divulgação para expor Camilo como o protagonista da relação com o presidente eleito Jair Bolsonaro. Após o encontro, os tentaram, mas não conseguiram uma audiência com Bolsonaro.

Além do resultado das eleições, que precisa ser atribuído, principalmente, a força dos irmãos Cid e Ciro Gomes que o apoiaram, Camilo Santana soma a seu favor outros dois fatores: a votação do candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, no Ceará que, no segundo turno, somou 3.407.526 votos – 71,11% dos votos válidos, e o equilíbrio fiscal e financeiro do Estado que o projeta entre os poucos governadores que, nos últimos quatro anos, mantiveram a folha salarial dos servidores e o compromisso com fornecedores em dia. ‘’Ele tem força, tem boa vontade, mas é preciso saber que, dentro do PT, tem uma fila e, nessa fila, temos o ex-candidato Haddad, que atraiu o apoio, no segundo turno, de 47.040.906 de eleitores’’, disse, nessa terça-feira, 27, nos bastidores da Assembleia Legislativa, um petista que se divide entre cargos na administração estadual e a fidelidade ao alto comando nacional do PT, ao se referir as pretensões desenhadas na agenda de Camilo Santana.

Com informações: Ceará Agora

“Bolsonaro tem apoio e vai durar anos”, diz José Dirceu

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) afirmou, durante lançamento do seu livro de memórias do Palácio do Planalto, no teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na segunda-feira (12), que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) deve durar muitos anos, pois tem base popular.

— É uma luta de longo prazo, não nos iludamos, não é de curto prazo. É um governo que tem base social, muita força e muito tempo.

Dirceu classificou o momento pelo qual o país passa como uma “uma regressão cultural e política”.  Para ele, as forças de oposição não devem se perder em debates que as dividem.

— Cada um tem de cumprir seu papel. Lá na frente a gente se encontra — afirma.

O livro do ex-ministro, Zé Dirceu Memórias Volume I., apresenta, entre outros cenários, a trajetória política do petista, a construção do PT, o impeachment de Collor e a eleição de Lula à Presidência. Dirceu, no entanto, durante o lançamento assumiu a postura de autocrítica ao falar de erros. Disse que o partido se distanciou do cotidiano da população nos 13 anos em que esteve no poder e afirmou que é “preciso ter coragem para dizer isso”.

Dirceu está condenado 30 anos e 9 meses de prisão no âmbito Lava-Jato. Ele foi preso pela primeira vez no final de 2013, após ser condenado no escândalo do mensalão.

 

Com informações: Zero Hora

PT pede à militância ajuda para poder quitar contas da campanha

O PT pediu nesta sexta-feira, 2, em seu perfil oficial no Twitter, ajuda da militância para quitar as contas da campanha presidencial de Fernando Haddad e de sua candidata a vice, Manuela d’Ávila (PCdoB). De acordo com a publicação, as doações podem ser feitas até o dia 15 de novembro.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as doações para campanhas podem ser feitas por pessoas físicas, por meio das chamadas “vaquinhas” virtuais. O financiamento coletivo foi incluído como nova modalidade de arrecadação de recursos para campanhas eleitorais após a reforma eleitoral de 2017.

De acordo com dados de prestação de contas da campanha petista atualizados até sexta-feira no site da Corte Eleitoral, a campanha petista declarou despesas de R$ 36.988.826,09, frente a um total de R$ 32.674.099,94 de recursos recebidos, o que configura um déficit de mais de R$ 4 milhões.

As informações do TSE dizem respeito a movimentação financeira da campanha desde o primeiro turno. Ainda não estão descritos os gastos do segundo turno. Pelo calendário eleitoral, as receitas e despesas da campanha devem ser declaradas pelos candidatos e seus respectivos partidos à Justiça Eleitoral até 6 de novembro para primeiro turno e 17 de novembro para segundo turno.

Adversário

A campanha de Fernando Haddad gastou 15 vezes a mais do que a do seu principal adversário, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que gastou R$ 2,4 milhões. Os candidatos que participaram do primeiro turno da eleição deste ano arrecadaram R$ 2,82 bilhões, dos quais R$ 2,06 bilhões (73%) saíram dos cofres públicos por meio dos fundos eleitoral e partidário.

 

Com informações: O Estado de Minas / O Estado de S. Paulo.

Fomos miseravelmente traídos por Lula, não farei mais campanha para o PT, diz Ciro

Terceiro colocado na eleição presidencial, Ciro Gomes (PDT) afirmou, em entrevista à Folha, que foi “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Lula e seus “asseclas”.

Em seu apartamento, onde concedeu nesta terça-feira (30) sua primeira entrevista desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), Ciro nega ter lavado as mãos ao ter viajado para a Europa depois do primeiro turno. “A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto”.

“Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT”, disse.

O pedetista critica a atuação do PT para impedir o apoio do PSB à sua candidatura e diz que considerou um insulto convite de Lula para assumir o papel de seu vice no lugar Fernando Haddad (PT).

No primeiro turno, o senhor afirmou que choraria e deixaria a política se Bolsonaro ganhasse. Deixará a vida pública?

Eu disse isso comovidamente porque um país que elege o Bolsonaro eu não compreendo tanto mais, o que me recomenda não querer ser seu intérprete. Entretanto, do exato momento que disse isso até hoje, ouvi um milhão de apelos de gente muito querida. E, depois de tudo o que acabou acontecendo, a minha responsabilidade é muito grande. Não sei se serei mais candidato, mas não posso me afastar agora da luta. O país ficou órfão.

E não tomou uma decisão se será candidato em 2022?

Não. Quem conhece o Brasil sabe que você afirmar uma candidatura a 2022 é um mero exercício de especulação, porque a adrenalina não pacificou. Só essa cúpula exacerbada do PT é que já começou a campanha de agressão. Eu não. Tenho sobriedade e modéstia. Acho que o país precisa se renovar.

O senhor disse que deixaria a vida pública porque a razão de estar na política é confiar no povo brasileiro. Deixou de confiar?

Não, procurei entender o que aconteceu. Esse distanciamento me permitiu isso. O que aconteceu foi uma reação impensada, espécie de histeria coletiva a um conjunto muito grave de fatores que dão razão a uma fração importante dessa maioria que votou no Bolsonaro. O lulopetismo virou um caudilhismo corrupto e corruptor que criou uma força antagônica que é a maior força política no Brasil hoje. E o Bolsonaro estava no lugar certo, na hora certa. Só o petismo fanático vai chamar os 60% do povo brasileiro de fascista. Eu não, de forma nenhuma.

Naquele momento do país, uma viagem à Europa não passou uma impressão de descaso? [Ciro viajou para Portugal, Itália e França após o 1º turno] 

Descaso não, rapaz, é de impotência. De absoluta impotência. Se tem um brasileiro que lutou, fui eu. Passei três anos lutando.

Com a sua postura de neutralidade, não lavou as mãos em um momento importante para o país?

Não foi neutralidade. Quem declara o que eu declarei não está neutro. Agora, o que estava dizendo, por uma razão prática, não iria com eles se fossem vitoriosos, já estaria na oposição. Mas estava flagrante que já estava perdida a eleição.

Por não ter declarado voto, não teme ser visto como um traidor pelos eleitores de esquerda?

A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto. Quem tiver prestado a atenção no que falei, está muito clara a minha posição de que com o PT eu não iria.

Não se aliará mais ao PT?

Não, se eu puder, não quero mais fazer campanha para o PT. Evidente, você acha que eu votei em quem?

No Haddad?

Vou continuar calado, mas você acha que votei em quem com a minha história? Eles podem inventar o que quiserem. Pega um bosta como esse Leonardo Boff [que criticou Ciro por não declarar voto a Haddad]. Estou com texto dele aqui. Aí porque não atendo o apelo dele, vai pelo lado inverso. Qual a opinião do Boff sobre o mensalão e petrolão? Ou ele achava que o Lula também não sabia da roubalheira da Petrobras? O Lula sabia porque eu disse a ele que, na Transpetro, Sérgio Machado estava roubando para Renan Calheiros. O Lula se corrompeu por isso, porque hoje está cercado de bajulador, com todo tipo de condescendências.

Quem são os bajuladores?

É tudo. Gleisi Hoffmann, Leonardo Boff, Frei Betto. Só a turma dele. Cadê os críticos? Quem disse a ele que não pode fazer o que ele fez? Que não pode fraudar a opinião pública do país, mentindo que era candidato?

Por que o senhor não aceitou ser candidato a vice-presidente de Lula?

Porque isso é uma fraude. Para essa fraude, fui convidado a praticá-la. Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. E não aceitei. Me considerei insultado.

Por que não declarou voto em Haddad?

Aquilo era trivial. O meu irmão foi a um ato de apoio a Haddad, depois de tudo o que viu acontecendo de mesquinho, pusilânime e inescrupuloso. É muito engraçado o petismo ululante. É igual o bolsominion, rigorosamente a mesma coisa. O Cid está lá tentando elaborar uma fórmula de subverter o quadro e é vaiado. Estou devendo o que ao PT?

Não declarou voto no Haddad por causa do Lula?

Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT. Agora, em uma eleição que tem só dois candidatos, na noite do primeiro turno, disse à imprensa: “Ele não”. O que ele quer mais agora?

Cid Gomes cobrou uma autocrítica dos petistas. E quais foram os erros cometidos pelos pedetistas?

Devemos ter cometido algum erro e merecemos a crítica. Mas, nesse contexto, simplesmente multiplicamos por um milhão as energias que nos restaram para trabalhar. Fomos miseravelmente traídos. Aí, é traição, traição mesmo. Palavra dada e não cumprida, clandestinidade, acertos espúrios, grana.

Isso por Lula?

Pelo ex-presidente Lula e seus asseclas. Você imagina conseguir do PSB neutralidade trocando o governo de Pernambuco e de Minas? Em nome de que foi feito isso? De qual espírito público, razão nacional, interesse popular? Projeto de poder miúdo. De poder e de ladroeira. O PT elegeu Bolsonaro. Todas as pesquisas, não sou eu quem estou dizendo, dizem isso. O Haddad é uma boa pessoa, mas ele, jamais, se fosse uma pessoa que tivesse mais fibra, deveria ter aceito esse papelão. Toda segunda ir lá [visitar Lula], rapaz. Quem acha que o povo vai eleger pessoa assim? Lula nunca permitiu nascer ninguém perto dele. E eles empurram para a direita, que é o querem fazer comigo.

A postura do senhor não inviabiliza uma reaglutinação das siglas de esquerda?

Não quero participar dessa aglutinação de esquerda. Isso sempre foi sinônimo oportunista de hegemonia petista. Quero fundar um novo campo, onde para ser de esquerda não tem de tapar o nariz com ladroeira, corrupção, falta de escrúpulo, oportunismo. Isso não é esquerda. É o velho caudilhismo populista sul-americano.

A liberdade de imprensa está ameaçada?

É muito epidérmica a nossa sensibilidade. Não acho que tem havido nenhuma ameaça à liberdade de imprensa até aqui. Por isso que digo que uma das centralidades do mundo político brasileiro deveria ser um entendimento amplo o suficiente para cumprir a guarda da institucionalidade democrática. E um dos elementos centrais disso é a liberdade de imprensa. A imprensa brasileira nepotista e plutocrata como é parte responsável também por essa tragédia.

A imprensa ajudou a eleger Bolsonaro?

A arrogância do [William] Bonner achando que podia tutelar a nação brasileira, falar pela nação brasileira. A Folha que repercute uma calúnia contra uma cidade inteira que é reconhecida mundialmente como um elemento de referência de educação para me alcançar [Ele se refere a reportagem sobre relatos de estudantes de fraudes em avaliações nas escolas de Sobral, no Ceará].

E os ataques feitos pelo Bolsonaro à Folha? É uma ameaça?

Não considero, não. A Folha tem capacidade de reagir a isso e precisa ter também um pouco de humildade, de respeitar a crítica dos outros.

 

Com informações: Folha de São Paulo

Haddad vai seguir em busca do apoio de Ciro Gomes até domingo

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (25), em Recife, que tem feito todos os acenos possíveis para que Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado no primeiro turno, declare apoio à sua candidatura. No último dia 7, Ciro disse que não votaria em Bolsonaro, mas em seguida viajou para a Europa e não chegou a participar da campanha de Haddad. Ele retorna ao país hoje (26). O PDT, partido de Ciro, declarou “apoio crítico” à candidatura de Haddad, também sem participar de atos de campanha do petista.

“Vou continuar fazendo aceno porque boto o país acima de tudo. Temos que ter humildade, tem que partir de mim o exemplo, esses gestos, para demonstrar que vamos fazer um governo amplo, de unidade nacional, democrático e popular, que vai ter que tomar medidas, mas sempre olhando quem mais precisa do Estado”, afirmou Haddad. O presidenciável disse ainda que conversou novamente com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e pediu para que eles compartilhem o que chamou de “momento da virada” nas eleições.

O petista também comentou outros apoios recebidos nos últimos dias, como os da candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (Rede), do ex-presidente nacional do PSDB Alberto Goldman e do senador eleito por Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB). “Essas pessoas se vêem obrigadas a demonstrar, por gestos, esse risco que estamos correndo. Eles sabem o que representa o Jair Bolsonaro, saído do porão da ditadura, uma pessoa que enaltece a tortura, a violência, em todo o discurso”, criticou Haddad.

O presidenciável também fez um apelo pelo voto dos indecisos e voltou a direcionar críticas ao adversário: “Entre erros e acertos, nossos governos mudaram a vida de dezenas de milhões de pessoas. Vamos corrigir os erros e manter os acertos. Agora o que eles querem é transformar acerto em erro. O Bolsonaro já se comprometeu com a política econômica do Temer. Por acaso está dando certo a política econômica do Temer? Antes da eleição ele já convidou o DEM para o governo. É o caminho do desastre”.

Nordeste

Após conceder entrevista à imprensa, Fernando Haddad participou de um comício na Pátio do Carmo, no centro do Recife. Ele estava acompanhado da esposa, Ana Estela, do senador Humberto Costa (PT-PE), além do governador de Pernambuco, o aliado Paulo Câmara e o prefeito da capital do estado, Geraldo Júlio, ambos do PSB.

Durante seu discurso aos apoiadores, Haddad comentou o resultado da pesquisa do Instituto Datafolha, divulgado na mesma noite e afirmou estar confiante em uma virada. “No Datafolha, em três dias, a distância entre nós caiu seis pontos. O Bolsonaro disse no domingo que vai varrer a oposição. Pois ele não vai ter oposição porque ele não vai ser governo. Nós vamos virar”, disse. Segundo o levantamento, considerando os votos válidos, Bolsonaro tem 56% da preferência, enquanto Haddad aparece com 44%. No levantamento anterior, os candidatos tinham 59% e 41%, respectivamente.

Haddad segue em agenda pelo Nordeste durante esta sexta-feira. Pela manhã, participa de uma caminhada no centro de João Pessoa. À tarde, embarca para Salvador onde terá um encontro, a partir das 16h, com artistas, no bairro de Ondina e depois também faz uma caminhada na região. Às 20h, participa da última sabatina antes das eleições, na TVE da Bahia, com transmissão simultânea pela Rádio Educadora da Bahia e redes sociais.

 

Com informações: O Estada de Minas

Haddad apela novamente ao PDT e diz que gesto de Ciro pode ser decisivo para virada

Candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad fez um último apelo à cúpula nacional do PDT por um aceno público e enfático de Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado nas eleições presidenciais deste ano, à sua candidatura e contra seu adversário no segundo turno das eleições, Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas de intenção de votos.

Ainda segundo a coluna Painel do Jornal Folha de São Paulo, em telefonema na tarde dessa quarta, 24, para Carlos Lupi, presidente do PDT, Haddad rogou pela unidade da esquerda, citou riscos à pauta progressista e disse que um gesto do PDT teria significado histórico. Ciro, que foi para a Europa após o primeiro turno, chegará no Brasil nesta sexta, 26, e vai avaliar novo posicionamento. Na conversa com Lupi, Haddad demonstrou otimismo com as pesquisas desta semana e reforçou que o aceno de Ciro seria crucial para uma virada.

Com informações: Ceará Agora / Folha de São Paulo

PT tem de ‘voltar à periferia’; diz Haddad após críticas de Mano Brown

Um dia depois de ter ouvido críticas do rapper Mano Brown sobre a dificuldade de o PT dialogar com bases populares, o candidato do partido à Presidência da República, Fernando Haddad, admitiu nesta quarta-feira, 24, que o partido precisa se reconectar com a população da periferia. “O que ele falou é a pura verdade. A gente tem de se reconectar com a periferia, com a dor que as pessoas estão sofrendo”, disse Haddad.

Em ato político realizado, na noite de terça-feira (23/10), no Rio, o rapper rompeu o clima festivo ao afirmar que, se o PT “não conseguiu falar a língua do povo, tem de perder mesmo” a eleição. “Não gosto do clima de festa. A cegueira que atinge lá (referência à campanha de Jair Bolsonaro), atinge aqui também. Isso é perigoso. Não está tendo clima para comemorar”, completou Mano Brown, que chegou a ser vaiado por parte da plateia.

Haddad tem sido alvo de críticas dentro do próprio PT por ter supostamente dado pouca atenção a periferia, base histórica do partido, em sua passagem pela Prefeitura de São Paulo.

Em entrevista antes de evento organizado nesta quarta-feira à noite no Largo da Batata, zona oeste de São Paulo, o presidenciável petista comemorou o resultado da mais recente pesquisa Ibope/Estado/Globo, que mostrou queda de quatro pontos porcentuais em relação a Bolsonaro – a quem chamou de “frouxo” por ter se recusado a participar de debates no segundo turno das eleições.

Goldman

O ex-presidente do PSDB, Alberto Goldman anunciou nesta quarta-feira, 24, em um vídeo postado em seu perfil no Facebook, que votará em Haddad no segundo turno das eleições. Segundo o tucano, a decisão se dá porque o presidenciável do PSL “passou dos limites aceitáveis no último domingo, com um discurso que nos traz de volta os momentos mais dramáticos da nossa história”.

“Acho que ninguém duvida da minha história política. Minhas posições foram muito fortemente antipetistas”, disse ele, que acrescentou: “Nunca pensei que um dia poderia votar neles. Agora, me sinto diante dessa dificuldade, porque, do outro lado, está esta direita raivosa. Cheguei à conclusão que não estou disposto a pagar para ver e vou, contra a minha vontade, acabar votando em Haddad.”

Goldman fez referência a declarações dadas por Bolsonaro no último domingo, prometendo fazer uma “faxina” e banir os “vermelhos” do Brasil . As declarações foram feitas via transmissão de vídeo e exibida a apoiadores do candidato concentrados na Avenida Paulista.

Após o primeiro turno, o diretório municipal do partido, presidido pelo vereador João Jorge, decidiu expulsar Goldman por supostamente ter feito campanha a favor de Paulo Skaf (MDB) ao governo do Estado e contra João Doria, seu desafeto. A executiva nacional, no entanto, divulgou nota declarando que a decisão era inócua porque o ex-governador ocupa o cargo de secretário de Relações Internacionais do PSDB nacional.

Agenda

Haddad terá agenda, nesta quinta (25/10) e sexta (26/10), no Nordeste, única região em que teve votação superior à do concorrente no primeiro turno. Ele visita na quinta Recife (PE) e vai na sexta a Salvador (BA). O PT ainda avalia o local do encerramento da campanha – se na favela de Heliópolis, na zona sul de São Paulo, ou em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

 

Com informações: Correio Braziliense / O Estado de S. Paulo. 

Haddad defende que petistas que enriqueceram na política sejam punidos de forma exemplar

Em entrevista ao programa Roda Viva na noite dessa segunda-feira, 22, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, voltou a admitir a hipótese de petistas e aliados terem cometido crimes. Na entrevista, Haddad também reafirmou que não iria negar sua relação partidária quando foi questionado na possibilidade de ocorrência de crime. “Houve crime? Na minha opinião, provavelmente, sim”.

Definindo-se como constitucionalista, o candidato voltou a defender a conclusão dos processos. Ele disse acreditar que teve gente que usou de caixa 2 para enriquecer. “Certamente, teve pessoas que usaram o financiamento de caixa dois, financiamento ilegal de campanha, para enriquecer. São dois crimes: financiamento de caixa dois e o enriquecimento, que ainda é mais grave. Por isso, tem uma pena maior. Acredito que teve gente que se valeu disso para enriquecer. Só a favor de punição exemplar dessas pessoas.”

O petista admitiu erros na condução da política econômica do governo Dilma. Ele lembrou, porém, que o Congresso Nacional impediu a reorganização da economia às custas da chamada pauta bomba. Haddad relatou ter conversado, nessa segunda-feira, 22, com o senador tucano Tasso Jereissati (PSDB-CE). Segundo ele, Tasso repetiu que, mesmo apontando falhas de Dilma, considera um erro o PSDB ter apoiado a pauta bomba liderada pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Questionado, ao final do programa, se tem um ídolo na História do Brasil, Fernando Haddad hesitou e disse que seria difícil citar apenas um nome. Encorajado a falar mais de um, Haddad limitou-se, porém, a citar o ex-presidente Juscelino Kubitscheck. Ele não falou de Lula, embora tenha dito anteriormente que o petista foi o melhor presidente que o país já teve.

Com informações: Ceará Agora / Folha de São Paulo

Presidenciável Fernando Haddad participa de caminhada no Centro de Fortaleza

O Presidenciável Fernando Haddad (PT), participou de caminhada com militantes na manhã deste sábado, 20, no Centro da Capital cearense. Além de apoiadores, o ato conta com a presença de lideranças políticas como o vereador Guilherme Sampaio (PT), e do ex-vereador João Alfredo (PSOL), em seguida todos estarão reunidos em prol da candidatura do petista que acontecerá na Praça do Ferreira.
Os manifestantes que acompanham o candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) já estão reunidos na Praça do Ferreira na Capital cearense. Neste momento militantes que defendem a candidatura do petista estão discursando.
(Foto: Mateus Dantas/ O POVO)
A primeira a subir no palanque foi Gleisi Hoffmann, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT). Além de palavras de ordem, a ex-senadora chamou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) de covarde e medroso por não comparecer a nenhum debate.
Além de Hoffmann, o ex-candidato à Presidência Guilherme Boulos (Psol), a vice-governadora do Estado Izolda Cela e o deputado federal reeleito José Guimarães também estão no palco. Metade da praça já está ocupada por militantes.
Em discurso aos militantes e apoiadores o candidato à Presidência da República, Fernando Haddad (PT) relembrou quando veio ao Ceará como Ministro da Educação para a inauguração da Universidade Regional do Cariri (Urca) e Unilab. Haddad exaltou o trabalho desenvolvido pelo governador reeleto Camilo Santana (PT) e pela vice-governadora Izolda Cela. O Presidenciável encerrou o discurso criticando a ausência de Jair Bolsonaro (PSL) nos debates, frisando a falta de coragem que o candidato tem de não falar sobre as mentiras espalhadas por “Fake News”. O Petista citou a abertura do processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a contratação de pacotes de mensagens em massa para prejudicar sua candidatura.
Com informações: O Povo