“Se for o Tasso, ganho mais fácil ainda, inclusive dentro do PSDB”, diz Renan sobre Tasso Jereissati

Renan Calheiros (MDB), candidato a presidente do Senado, garante ter 30 colegas da Casa na sua base de votação. Ele, no entanto, evita dar mais detalhes, informa a Veja Online.

A propósito, Renan Calheiros é o entrevistado desta noite de sexta-feira do jornalista Roberto D’Avila, na GloboNews. Perguntado sobre sua candidatura, o emedebista mandou essa:

— Vou decidir se sou candidato na última hora. Mas seu eu for, ganho. E se for contra o Tasso, ganho mais fácil ainda. Inclusive dentro do PSDB.

 

Com informações: Eliomar de Lima

Avança apoio a Tasso para presidir o Senado

Em uma tentativa de quebrar a hegemonia do MDB no comando do Senado e frear a articulação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para voltar à presidência da Casa, senadores eleitos do PSDB, PDT, PPS, Rede e setores do PSL avaliam apoiar a candidatura do cearense Tasso Jereissati (PSDB).

O nome do tucano conta com a simpatia do senador eleito Cid Gomes (PDT-CE), que foi adversário político de Tasso no Ceará, e também do bloco PPS, PDT e Rede, que soma 14 senadores.

“Tasso é um nome excelente, tem o perfil. Uma das nossas preocupações é termos alguém respeitável, que possa elevar o nome do Senado, mas não podemos ter um nome só. Nosso objetivo é compor uma maioria e, para isso, é preciso abrir portas”, disse Cid Gomes.

A bancada do PSDB, que conta com oito senadores (e deve receber mais uma parlamentar, Maisa Gomez, do Acre), apoia Tasso, o que daria a ele, na largada, 23 votos.

A movimentação ocorre no momento em que aliados do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), vislumbram dificuldades no Senado devido à fragmentação partidária registrada na eleição.

A pedido de Bolsonaro, o PSL não deve disputar a presidência da Casa e o presidente eleito tem dito não pretender atuar na disputa. A sigla, porém, rejeita Renan. Um cenário avaliado pelo PSL é o de apoiar o senador David Alcolumbre (DEM-AP), mas, se ele não se viabilizar, Tasso é visto como uma opção “moderada”.

O senador tucano se reuniu na semana passada com a deputada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP). Quando questionado sobre sua candidatura, Tasso disse que, se for apoiado por um conjunto de partidos, aceita o “desafio”.

O PT até agora não fez uma discussão formal sobre a posição do partido na escolha do presidente do Senado. Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), líder da legenda na Casa, a sigla defende a manutenção da regra da proporcionalidade – pela qual o MDB, que tem a maior bancada, indica o presidente – como forma de blindar o Senado de um possível avanço do Executivo.

“Tem de ser alguém com autonomia e independência. Viemos de dois períodos com o Executivo fraco (Dilma Rousseff e Michel Temer), Legislativo fraco por causa da Lava Jato e Judiciário forte. Agora, precisamos de alguém para enfrentar o Executivo e até o Judiciário”, disse Costa.

O líder petista não quis falar em nomes, mas outros senadores da sigla, em conversas reservadas, disseram que, caso Renan não se viabilize, o PT pode apoiar um outro nome, como o de Tasso, já que os petistas não ficariam em hipótese alguma ao lado de Simone Tebet (MDB-MS).

 

Com informações: O Povo

Bloco de oposição a Bolsonaro sem o PT avança

A articulação para formar uma frente de esquerda sem o PT avançou na Câmara e também no Senado. A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira.

Entre os deputados, as conversas entre PDT e PSB estão nos ajustes finais, e o PC do B, que ainda era dúvida, caminha para fechar com eles.

No Senado, as tratativas se desenrolam entre PDT, PSB, PPS e Rede. Líderes desses partidos marcaram uma reunião para o dia 5 de dezembro, no apartamento de Katia Abreu (PDT-TO). Na ocasião, pretendem discutir os termos de um manifesto.

Cid Gomes, senador eleito pelo PDT, é um dos articuladores desse bloco.

Os idealizadores da frente dizem que não se trata de um movimento para a simples exclusão do PT, mas de criar um grupo que possa atuar de maneira independente do governo, sem que isso seja vinculado aos partidários de Lula, vistos como pontas de lança de uma oposição sistemática e acrítica.

 

Com informações: Eliomar de Lima / Folha de São Paulo

Tasso tem apoio da articulação de Cid e amplia conversas com base de Bolsonaro

Tasso Jereissati (PSDB-CE) manteve nesta quarta-feira, 21, almoço com a deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) em Brasília. A informação é do site Poder 360. “Essa foi a primeira reunião de Tasso, que é cotado para a presidência do Senado, com uma representante do partido do presidente eleito Jair Bolsonaro”, lembra o texto.

Segundo o site, Joice e Tasso são amigos de longa data, desde quando a deputada era jornalista em São Paulo. A deputada tem participado das discussões sobre a presidência da Câmara e do Senado. O PSL quer apoiar nomes de outros partidos para ampliar sua base de apoio no Congresso.

Durante evento na noite da última segunda-feira,19, o senador eleito pelo Ceará, Cid Gomes (PDT), disse ao auditório que uma articulação que inclui 17 senadores (PDT, PSB, Podemos, Rede, PPS, PHS e mais o senador Reguffe – sem partido)) fecha com a possível candidatura de Tasso ao Senado. A platéia reagiu com aplausos à fala que tinha Tasso entre os presentes.

O texto do Poder 360 afirma ainda que “Tasso é visto por parte do PSL, grupo que inclui Joice, como conciliador e com capacidade de bom diálogo, inclusive com a oposição. Além disso, conta pontos para o seu nome o fato de defender uma agenda reformista, o que interessa ao novo governo”.

 

Com informações: Fábio Campos

Grupo no Senado tenta votar projeto que enfraquece a Ficha Limpa e reduz inelegibilidade de político condenado

O Senado aprovou, na semana passada, incluir na pauta de votações da Casa um projeto que enfraquece a Lei da Ficha Limpa e diminui o período de inelegibilidade para políticos condenados antes de 2010.

O texto, de autoria do senador Dalírio Beber (PSDB-SC), foi apresentado em outubro de 2017, dias depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter decidido que políticos condenados antes de 2010 deveriam cumprir oito anos de inelegibilidade, e não três, como ocorria anteriormente.

Na época, o tribunal discutia se a punição determinada pela Lei da Ficha Limpa, que entrou em vigor em 2010, valeria também para casos anteriores a essa data. Por maioria de seis votos, os ministros entenderam que sim.

Pelo texto de Beber, os políticos que cumpriram os três anos de inelegibilidade já estariam aptos a concorrer novamente em eleições.

Em dezembro de 2017, sete líderes de partidos no Senado apresentaram um requerimento para que o projeto pulasse à frente de outros e fosse votado com urgência. O requerimento ficou meses parado.

Só em novembro de 2018 é que a urgência foi aprovada e o projeto foi colocado na pauta de votação. Alguns senadores criticaram a medida na sessão em que foi votada a urgência.

“Essa matéria colocada em pauta para hoje foi feita ardilosamente na noite passada, sem tempo para conhecimento da quase totalidade dos senadores, aquilo que se costumar dizer ‘na calada da noite’ “, afirmou o senador Lasier Martins (PSD-RS). “Está-se querendo trazer gente que era inelegível para poder ser agora elegível com a ficha meio limpa, meio suja. Ora, isso não existe. Ou a ficha é limpa, ou é suja. Não há meio termo”, concluiu o senador.

O senador José Reguffe (sem partido-DF) também se manifestou na sessão que era contra o projeto.

“A Lei da Ficha Limpa foi uma conquista deste país, uma conquista da sociedade brasileira, e há uma decisão do Supremo, já tomada, que não deve ser alterada por esta Casa, na minha opinião. Portanto, sou contra esse projeto”, afirmou.

O senador Dalírio Beber explicou que apresentou o projeto porque considera injusto um condenado que já cumpriu os três anos sem poder ocupar cargo, função ou mandato público tenha a pena estendida.

“E esta decisão, por ter transitado em julgado, se cumprida, faz com que esse punido não mais se sujeita a qualquer outro tipo de punição. É muito claro. Não existe nada no projeto de lei que apresentei, que vise alterar o projeto de Ficha Limpa que existe no Brasil, em vigor, e que deve continuar vigorando para tornar, digamos, a política com certeza, digamos, muito mais limpa e permitir que todos sejam bem representados”, argumentou Beber.

Na semana passada, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) pediu que os líderes retirassem a urgência do projeto. Até agora não houve resposta. Eunício afirmou que se algum líder apresentar requerimento para que a proposta seja retirada da pauta, o pedido será colocado em votação.

O senador Randolfe Rodrigues, líder da Rede, disse que vai recolher assinaturas para derrubar a urgência.

“[O projeto] Abre uma porta inteira. Ele, na verdade, dá um jeitinho na Lei da Ficha Limpa. É um jeitinho para beneficiar condenados anteriormente a 2010. É a vulnerabilização da Lei da Ficha Limpa. É para beneficiar condenados a concorrerem nas próximas eleições”, afirmou.

 

Com informações: G1

Bolsonaro terá uma base consistente de 222 deputados e 23 senadores

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), deve iniciar a gestão com o apoio de 222 deputados federais e 23 senadores, de acordo com a Queiroz Assessoria Parlamentar e Sindical. A consultoria Arko Advice coloca um cenário melhor, com 260 votos favoráveis na Câmara e 39 no Senado. De qualquer forma, os números apontam para muitos desafios que precisarão ser superados. Afinal, o pesselista ainda não dispõe de votos para aprovar nem um Projeto de Lei Complementar, que exige a maioria absoluta, ou seja, de 257 deputados e 41 senadores. O apoio também é insuficiente para aprovar Propostas de Emenda à Constituição (PEC), como a da reforma previdenciária, que necessitam de 60% dos congressistas em ambas as Casas.

A ampliação da base no Parlamento exigirá muito traquejo político. Afinal, a base calculada de 222 votos inclui deputados que foram eleitos propondo pautas que têm afinidade com o discurso de Bolsonaro durante a campanha, como defesa da segurança pública, combate à corrupção e resgate dos valores da “família tradicional” e dos “bons costumes”. A proximidade com a retórica bolsonarista, no entanto, não garante o embarque de todos os parlamentares à base.

Para consolidar a compatibilidade programática e ideológica de agendas entre governo e congressistas da chamada base de apoio consistente será fundamental apostar em uma boa capacidade de articulação. Para especialistas, Bolsonaro precisará entender que governar também é distribuir e descentralizar as tomadas de decisão, para que possa acomodar os diversos pontos de vista e interesses. É o que sustenta o cientista político Enrico Ribeiro, coordenador legislativo da Queiroz. “Se quiser fazer reformas grandes, precisará ter capacidade de negociar e pensar em qual país vai propor e até onde pode ceder”, advertiu.
O alerta vale, sobretudo, para parlamentares do Centrão, bloco político composto pelos maiores partidos no Congresso que não estão na oposição: PP, DEM, PR, PRB e PSD. A afinidade e a adesão à pauta governista de políticos dessas legendas pode garantir votos contra ou a favor, a depender da articulação do Executivo. Deputados e senadores do MDB e do PSD, por sinal, podem compor a chamada base de apoio condicionada, que tem afinidade, mas tende a apoiar conforme o tema e a conveniência.
A base condicionada aponta para um apoio de 105 deputados e 28 senadores. Na soma com a base consistente, garante votos suficientes para aprovar uma PEC. A margem, entretanto, é apertada. Para solidificar condições favoráveis de aprovar até emendas à Constituição com folga, será necessário articular com PSDB e Novo, no caso da Câmara. Ambos os partidos são considerados independentes.
Prévias
Os primeiros sinais para construir uma boa relação com o Congresso foram dados. A articulação política do governo trabalha junto aos integrantes do PSL a abdicação da Presidência da Câmara e do Senado. Mas a chave para o namoro ser duradouro passa por negociações prévias com o Parlamento. O analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), alerta para o risco de encaminhar propostas sem dialogar anteriormente.
As apostas atuais de integrantes do próprio PSL apontam para a vitória do deputado Rodrigo Maia (DEM – RJ) e do senador Renan Calheiros (MDB-AL) na disputa pela Presidência de ambas as Casas. A perspectiva de sucesso dos dois sugere cuidado para o trato do governo com o Parlamento, uma vez que são pouco propensos a aceitar mandos e desmandos do Palácio do Planalto sem articulação prévia. “Não adianta hostilizar e ‘prensar’. Vai ter que saber que tem hora para negociar, recuar e não falar alto. E, antes de indicar uma prioridade, chamar não apenas frentes, mas também partidos”, alertou Queiroz.
O empenho dos responsáveis pela articulação política de Bolsonaro será primordial para o sucesso da aprovação de pelo menos 16 projetos de interesse do presidente eleito e equipe. Desses, quatro são mais complexos, sendo três projetos de lei complementar e uma PEC. O cientista político Cristiano Noronha, sócio e vice-presidente da consultoria Arko Advice, calcula um cenário mais favorável para a base de apoio no Congresso. Nas contas dele, são 260 votos favoráveis na Câmara e 39 no Senado.
Apesar da previsão de uma base mais robusta para o início de governo, Noronha admite que as conversas com os congressistas precisarão ser cirúrgicas, e as prioridades, objetivas. Para ele, não seria inteligente encaminhar pautas conservadoras no início do relacionamento com o Congresso. “Questões ideológicas, de valores e costumes podem ser mais difíceis de aprovar. Entre algumas pautas, não há consenso nem dentro da equipe ministerial. A agenda econômica é mais definida e tem respaldo dos próprios governadores”, ponderou.
Dupla articulação
No caso dos tucanos, o cientista político Enrico Ribeiro ressalta que o partido é rachado internamente, com alas que são oposição, neutras e outras de apoio. “E provavelmente o partido batalhará para ter um presidenciável em 2022. Os parlamentares votariam conforme o tema e os interesses próprios, independentemente de cargos e emendas”, justificou. Já os liberais do Novo são propensos a votar de acordo com pautas que apontem para as liberdades econômicas e individuais.
Com informações: Correio Braziliense

Senado pode votar hoje restrição da Ficha Limpa

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A matéria que trata da restrição da Ficha Limpa foi incluída na pauta do plenário do Senado Federal nesta terca-feira (13) em razão de um requerimento de líderes do PP, PT DEM, PDT, PSDB, PSB. O texto de autoria senador Delírio Beber (PSDB/SC) limita os efeitos da Lei da Ficha Limpa, que prevê oito anos de inelegibilidade para políticos condenados pela Justiça Eleitoral por abuso de poder.

Em outubro de 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que essa pena pode ser imposta inclusive a pessoas condenadas antes da entrada em vigor da Lei da Ficha Limpa. O projeto está como segundo item da pauta de votação no Senado Federal.

Com informações: Diário do Nordeste / Agência Senado

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Tasso ganha força na disputa pela presidência do Senado

A eleição para a presidência do Senado é apenas em fevereiro do ano que vem, mas as negociações ganharam ritmo acelerado na última semana. Nessa briga, o nome do senador Tasso Jereissati (PSDB) se fortaleceu.

O tucano lidera hoje as articulações para uma candidatura de oposição à de Simone Tebet (MDB-MS). Antes cotado para a disputa, o ex-presidente do Congresso Renan Calheiros (MDB-AL) desistiu de sua postulação para apoiar a correligionária.

Pelas redes sociais, o presidente nacional da sigla, senador Romero Jucá, disse que o “MDB será a maior bancada do Senado e vamos trabalhar para fazer o próximo presidente da Casa”.

O ex-governador do Ceará conta com simpatia inclusive dentro do PDT de Cid Gomes, que conquistou cadeira no Senado em 2018 ? a terceira vaga será ocupada por Eduardo Girão (Pros), aliado do empresário.

Para apoiadores e mesmo adversários, o tucano teria perfil ideal para suceder o também cearense Eunício Oliveira (MDB) na cadeira de presidente. O emedebista, que não se reelegeu, deixa o comando da Casa em janeiro.

“Tasso tem duas coisas que vão contar muito ano que vem: um passado limpo e o peso da experiência”, disse uma fonte à reportagem.

“Ele é um nome de independência”, acrescentou o presidente do PSDB no Ceará, o ex-prefeito de Jaguaribara Francini Guedes. De acordo com o dirigente, o fato de o senador haver liderado o partido “em direção a uma autocrítica” também o cacifa para a corrida presidencial.

Guedes se refere à pressão que Tasso fez, quando presidiu interinamente a legenda, para que o PSDB reconhecesse os próprios erros, entre os quais ele inclui a aliança com o governo de Michel Temer (MDB).

Para o deputado federal Danilo Forte (PSDB), a candidatura de Tasso tem viabilidade caso o tucano consiga “atingir um caráter suprapartidário”, apresentando-se como um nome que reúne as melhores condições de presidir o Legislativo. Nessa hipótese, afirma o parlamentar, “Tasso teria chances”.

Embora negue que o assunto seja tratado dentro da sigla – o partido tem reunião amanhã para discutir os cenários nacional e local -, o deputado estadual Carlos Matos (PSDB) reconhece que “a candidatura de Tasso seria boa para o Brasil”. Segundo ele, porém, “isso é decisão pessoal do senador”.

Outro ponto que pode favorecer a candidatura de Tasso é a postura adotada por Eunício desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL). O ex-ministro tem demonstrado independência em relação ao militar, que tenta viabilizar uma candidatura mais flexível à agenda do novo governo, cujo principal item é a reforma da Previdência.

Nesta semana, Eunício contrariou interesses de Bolsonaro por duas vezes: a primeira, ao autorizar a presença de jornalistas em sessão conjunta da Câmara e Senado, na terça-feira, 6, durante solenidade de homenagem aos 30 anos da Constituição.

Um dia depois de o superministro da Economia Paulo Guedes afirmar que o Congresso precisaria de uma “prensa” para votar a Previdência ainda neste ano, o emedebista colocou em pauta o reajuste de 16,4% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A medida, levada à votação por iniciativa de Eunício, produz um efeito cascata nos vencimentos do funcionalismo, o que deve criar dificuldades para Bolsonaro. No Congresso, o gesto foi interpretado como uma resposta do senador ao futuro governo.

 

Com informações: O Povo

Veteranos e novatos já se movimentam para comandar o Senado a partir de 2019

Tão logo as eleições de outubro se encerraram e Jair Bolsonaro (PSL) venceu a corrida pelo Palácio do Planalto, o foco nos carpetes azuis do Senado se voltou para a disputa que definirá, em fevereiro de 2019, quem comandará a Casa pelos próximos dois anos.

A derrota de Eunício Oliveira (MDB-CE) nas urnas tirou do páreo o atual presidente do Senado e abriu caminho para nomes da velha guarda da Casa, como Renan Calheiros (MDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), e até mesmo novatos, como o ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT).

Porém, velhos rostos que voltam à Casa no ano que vem, como o senador eleito Esperidião Amin (PP-SC), pretendem pegar carona na onda conservadora para pleitear o posto número 1 do Senado.

Correndo por fora, a atual líder do MDB, senadora Simone Tebet (MS), aglutina votos da bancada ruralista e empolga quem gostaria de ver uma mulher comandando a Casa pela primeira vez.

A três meses da eleição interna, as movimentações no plenário, nos corredores e nos gabinetes do Senado ainda é silenciosa.

Embora alguns nomes sejam ventilados apenas para testar a viabilidade eleitoral, há quem pretenda aproveitar os meses de transição entre as legislaturas para consolidar uma candidatura e já começar a pedir votos.

Recém-reeleito para o quarto mandato consecutivo de senador, Renan Calheiros segue uma estratégia de se cacifar nos bastidores como opção para assumir, mais uma vez, o comando do Senado, posto que ele já ocupou em outras três oportunidades.

Relatos ouvidos no Senado dizem que Renan tem telefonado para senadores novatos em busca de apoio para uma eventual candidatura para a presidência da Casa. Emedebistas próximos ao parlamentar alagoano já estão, inclusive, atuando como cabos eleitorais, pedindo votos.

Em público, entretanto, ele desdenha da candidatura, afirma que há “excelentes” opções para assumir a cadeira de Eunício Oliveira em praticamente todos os partidos, mas, de forma cautelosa, destaca que não se pode “antecipar essa discussão” e é preciso “aguardar”.

“Eu tenho dito: ‘Eu não cogito, não quero’. Já fui presidente. Essa discussão deve ser levada para janeiro. Não podemos inverter os sinais, antecipar essa discussão (Renan Calheiros)

Renan é considerado pelos próprios colegas um dos mais hábeis articuladores políticos do Congresso. Sem assumir candidatura, ele voltou do recesso branco do período eleitoral e, imediatamente, começou a articular. No plenário, ele circula sorridente em todas as rodas de conversas, com as mãos nos ombros dos senadores.

Renan Calheiros conversa com senadores durante sessão do Senado — Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Renan Calheiros com senadores durante sessão do Senado — Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Há, entretanto, quem enxergue nas movimentações de Renan somente um “balão de ensaio” para, mais tarde, se não conseguir viabilizar a candidatura para o comando do Senado, ao menos assegurar a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal da Casa.

Apesar do bom trânsito com as diferentes correntes, o ex-presidente do Senado não é unanimidade. Caso venha a se lançar à sucessão de Eunício, deve sofrer oposição dos parlamentares mais ligados ao presidente eleito Jair Bolsonaro e de integrantes do seu próprio partido, o MDB.

Absolvido da acusação de desvio de dinheiro público no caso Mônica Veloso, Renan foi citado várias vezes em delações da Lava Jato e ainda é alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal.

“Eu teria muita dificuldade de votar em Renan Calheiros. Os senadores que se elegeram com o discurso da renovação e da ética também”, afirmou um senador reeleito. “Renan não dá. É o candidato do mais do mesmo”, declarou um novato.

“Defendo um esforço suprapartidário para uma agenda em favor do Brasil. Para que nós possamos retomar o crescimento da economia, gerar emprego, aliás, em primeiríssimo lugar, essa é a coisa que mais interessa aos brasileiros. Mas não uma frente contra o governo”, afirmou.

Candidato dos bolsonaristas

Até então sem representação no Senado, o PSL, partido de Bolsonaro, elegeu quatro senadores na eleição de outubro, entre os quais o mais votado da Casa, Major Olímpio (SP).

Com o apoio de Bolsonaro, o novo senador paulista obteve 9.039.717 votos. Um dos filhos do presidente eleito, Flávio Bolsonaro (RJ) também vai reforçar a bancada do PSL no Senado.

Apesar da força política que obteve ao vencer a disputa pela Presidência e conquistar a segunda maior bancada da Câmara, dirigentes do PSL, até o momento, têm afirmado que não há pretensões de lançar candidato para o comando das duas casas legislativas do Congresso.

O próprio Bolsonaro disse nesta semana, em entrevista coletiva concedida no Rio de Janeiro, que recomendou ao PSL não lançar candidatos à presidência das duas casas. Em troca, espera atrair apoio de deputados e senadores de outros partidos às propostas que pretende apresentar ao Legislativo a partir de janeiro, como a reforma da Previdência.

“O que eu conversei com o meu partido é de que poderíamos apoiar outro partido para angariar a simpatia de outras legendas para os nossos projetos” afirmou Jair Bolsonaro.

Major Olímpio afirmou que o PSL deve priorizar a governabilidade de Bolsonaro apoiando no Senado uma candidatura que possa dar maior sustentação ao presidente eleito. Ele reafirmou que não será candidato nesta eleição.

Figura influente há décadas na política de Santa Catarina – estado que deu uma das maiores votações proporcionais ao presidente eleito –, Amin manifestou voto em Bolsonaro durante a campanha e mantém bom trânsito com a ala mais conservadora do parlamento.

Ex-governador catarinense, o novo senador é filiado ao partido Progressista, sigla do Centrão que pode assegurar, no Senado, até cinco votos ao Planalto na análise de reformas e de leis ligadas a costumes, que devem ser apresentadas no ano que vem pelo novo governo.

Procurado, Amin disse que, atualmente, não tem nenhum vínculo com o futuro governo, apesar de ter apoiado a candidatura de Bolsonaro.

O senador eleito afirmou que não é candidato à presidência do Senado, mas admitiu que já foi procurado por futuros colegas que o sondaram para o posto como candidato do governo. “Eu sou candidato? Não. Não estou pedindo votos. Meu nome está sendo especulado? Bota pra frente, espalha”, disse Amin.

“Sempre digo: ‘não descarto’ [ser candidato à presidência do Senado]. Agradeço com muito carinho. Se o sujeito me diz que estou sendo cogitado, é uma pequena medalha que você recebe”, afirmou.

Dono da maior bancada do Senado, embora tenha encolhido de 18 para 12 senadores, o MDB está com receio de ficar de fora da presidência da Casa pela primeira vez nos últimos 11 anos.

Os emedebistas têm se reunido nos últimos dias para tratar da sucessão de Eunício Oliveira.

De acordo com integrantes do partido, a palavra de ordem nesses encontros é tentar convencer a bancada a votar no mesmo nome na eleição secreta que escolherá o novo presidente do Senado.

“Para a instituição, seria importante que uma mulher viesse a assumir esse honroso cargo. A líder do MDB Simone Tebet tem todas as condições. É mulher, muito preparada e experiente. […] Assim, o MDB daria mostra de contemporaneidade”, argumentou a senadora Ana Amélia (PP-RS).

Uma das lideranças da bancada ruralista, a senadora gaúcha não poderá votar em Simone Tebet caso se confirme a candidatura da colega porque abriu mão da tentativa de reeleição para disputar o cargo de vice-presidente da República na chapa derrotada do tucano Geraldo Alckmin.

Frente de esquerda e PT isolado

O nome de Renan Calheiros para a presidência do Senado agrada especialmente ao PT.

Na campanha deste ano, o emedebista – que comandava a Casa à época em que os senadores aprovaram o impeachement de Dilma Rousseff – se reconciliou com o PT mirando os votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste.

Ele chegou a subir no palanque ao lado de Fernando Haddad (PT) e criticou duramente o presidenciável do MDB, Henrique Meirelles.

Nas eleições de 2018, a participação do PT no Senado diminuiu (de nove para seis senadores). Entre os petistas que deixarão o Senado no ano que vem estão a presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann (PT-PR), eleita deputada federal, e o vice, Lindbergh Farias (PT-RJ), derrotado na disputa pela reeleição no Rio de Janeiro.

Ex-governador da Bahia e ex-chefe da Casa Civil do governo Dilma, o senador eleito Jacques Wagner deve se tornar a principal referência do PT no Senado a partir de 2019.

Ele, contudo, ainda não pretende entrar em uma disputa pelo comando da Casa, informou um dos interlocutores do petista.

Parceiros históricos como PDT e PSB se afastaram do PT após as eleições de outubro. As duas siglas de esquerda negociam a construção de uma frente parlamentar de oposição ao governo Bolsonaro na Câmara e no Senado, mas não querem contar com os petistas no bloco.

O PCdoB, legenda que integrou a coligação encabeçada por Fernando Haddad (PT), candidato derrotado a presidente, não elegeu senadores em 2018 e ficará fora da Casa a partir do ano que vem.

No Senado, há uma movimentação embrionária para tentar viabilizar a candidatura de Cid Gomes para a presidência.

O PDT conversa com PSB, Rede e PPS a fim de montar a frente parlamentar que daria musculatura à intenção de lançar o ex-governador do Ceará.

Irmão de Cid, o presidenciável derrotado do PDT, Ciro Gomes, saiu da disputa eleitoral ressentido com o PT e está disposto a liderar um movimento de oposição a Bolsonaro sem a participação de petistas.

“Não vamos formar frente com o PT nem na Câmara nem no Senado. O PT sempre quer tudo ao redor dele, e nós cansamos disso”, disse o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

“Vai ter muita coisa para acontecer até fevereiro. Ainda vamos ter muitas emoções”, declarou o dirigente pedetista.

A direção do PT convocou uma reunião para o final do mês a fim de discutir o cenário político. As eleições da Câmara e do Senado estarão em pauta.

Segundo integrantes do partido, há possibilidade de apoio a uma eventual candidatura do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), adversário histórico da sigla, mas considerado por petistas um parlamentar “com quem é possível dialogar”.

Petistas disseram que o partido priorizará no Senado o comando de comissões temáticas. Embora não acreditem que o diálogo com as outras legendas de esquerda esteja inviabilizado, o PT está disposto a fazer concessões e apoiar até mesmo um tucano, se for necessário, para garantir a presidência de comissões importantes.

“O PT quer tentar garantir protagonismo nas comissões, mas pode se juntar à frente de esquerda quando os ânimos da eleição se acalmarem”, destacou um petista da equipe de Jacques Wagner, referindo-se ao fato de que o PDT de Ciro Gomes se sentiu traído por Lula na disputa presidencial.

Com informações: G1

Quase metade da bancada federal do CE será oposição em 2019

Alguns partidos que compõem a bancada cearense no Congresso Nacional eleita para 2019 já iniciam articulações para definir posicionamento quanto ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). PDT e PT já delimitaram que serão oposição e buscam hegemonia junto aos oposicionistas, mas lideranças cearenses das duas legendas ainda avaliam como ficará a aliança local. Outros parlamentares aguardam orientação partidária.

Liderança do PT no Ceará, o deputado federal José Guimarães defende que o governo eleito deve preservar relações pelo bem maior dos cearenses. Para ele, o Nordeste não pode ser prejudicado, uma vez que existem projetos que precisam ser concluídos.

“Vamos atuar na oposição e impedir a votação de propostas que prejudiquem o Ceará e os direitos das pessoas”, disse. Ele sustenta que o PT tem legitimidade para representar a oposição, visto os 47 milhões de votos recebidos pelo presidenciável Fernando Haddad no segundo turno, além de ter eleito a maior bancada na Câmara dos Deputados e quatro governadores.

“A população deu ao PT o direito de representá-la como oposição. Quem não foi ao segundo turno, não o foi porque o povo quis assim”, afirmou, em alusão à derrota de Ciro Gomes (PDT).

Presidente estadual do PDT, o deputado federal André Figueiredo opina que o “hegemonismo do PT levou o Bolsonaro à vitória”. Segundo ele, o PDT fará uma junção com forças democráticas do PSB, PCdoB e PSOL para apresentar alternativas ao governo de Bolsonaro.

“Temos clareza da nossa responsabilidade com o Brasil e vamos trabalhar para que os direitos do povo brasileiro não sejam retirados. Vamos trabalhar no sentido de que os 22 deputados federais e os três senadores evitem que um mal maior seja dado ao nosso Estado”, argumentou.

O senador eleito Cid Gomes (PDT), por sua vez, afirma que não fará uma oposição a Bolsonaro “do quanto pior, melhor”. “Vamos ter postura de denúncia, de colocar a boca no trombone quando tiver alguma coisa equivocada para que possa ser transformada em acerto”, aponta. Ele destaca que tentará transformar projetos em medidas que sejam benéficas para a maioria do povo brasileiro.

Indefinição

Apesar de as duas siglas se colocarem como protagonistas da futura oposição, alguns partidos, porém, ainda não traçaram posição quanto ao governo de Jair Bolsonaro, o que deve ser definido nesta semana. O PP, por exemplo, vai definir situação amanhã, assim como o Patriotas (Patri).

Deputados eleitos para primeiro mandato, AJ Albuquerque (PP) e Mano Júnior (Patri) ainda não sabem que posicionamento terão em Brasília a partir de 2019. No Ceará, eles fazem parte da base de apoio a Camilo Santana.

Outro caso que chama atenção é o do deputado federal eleito Dr. Jaziel (PR). Ele e a esposa, a deputada Silvana Oliveira (PR), são da base de Camilo e declararam voto em Bolsonaro. Jaziel afirmou que será “um elo” entre o governador e o presidente eleito. “As disputas já passaram e agora somos Ceará e Brasil”, disse.

Apoio reafirmado

“Camilo provou imensa habilidade política ao se aproximar de Eunício Oliveira (MDB). Não terá dificuldade com Bolsonaro. Apoiei o Camilo e continuo apoiando, mais do que nunca”, afirmou Jaziel.

Já o senador eleito Eduardo Girão (PROS) afirma que fará oposição ao governo de Camilo Santana de forma responsável, buscando ajudar naquilo que for melhor para o Ceará. No entanto, ele defende que o Estado precisa se readequar. “Vou torcer por essa reflexão por parte do Governo do Ceará para que ele possa estar dentro de uma administração de vanguarda, que privilegie técnicos”, finalizou.

Como se posicionará a bancada do Ceará

Apoiadores de Bolsonaro 

Capitão Wagner (Pros)

Roberto Pessoa (PSDB)

Dr. Jaziel (PR)

Heitor Freire (PSL)

Moses Rodrigues (MDB)

Vaidon Oliveira (Pros)

Eduardo Girão (PROS) – Senador

Oposição a Bolsonaro  

Luizianne (PT)

Guimarães (PT)

Idilvan (PDT)

Mauro Filho (PDT)

Robério Monteiro (PDT)

André Figueiredo (PDT)

Leônidas Cristino (PDT)

Eduardo Bismarck (PDT)

José Airton (PT)

Denis Bezerra (PSB)

Pedro Bezerra (PTB)

Cid Gomes (PDT) – Senador

Aguardam definição partidária  

AJ Albuquerque (PP)

Júnior Mano (Patriotas)

Domingos Neto (PSD)

Não declararam  

Tasso Jereissati (PSDB) – Senador

Célio Studart (PV)

Genecias Noronha (SD)

 

Com informações: Diário do Nordeste