“Se for o Tasso, ganho mais fácil ainda, inclusive dentro do PSDB”, diz Renan sobre Tasso Jereissati

Renan Calheiros (MDB), candidato a presidente do Senado, garante ter 30 colegas da Casa na sua base de votação. Ele, no entanto, evita dar mais detalhes, informa a Veja Online.

A propósito, Renan Calheiros é o entrevistado desta noite de sexta-feira do jornalista Roberto D’Avila, na GloboNews. Perguntado sobre sua candidatura, o emedebista mandou essa:

— Vou decidir se sou candidato na última hora. Mas seu eu for, ganho. E se for contra o Tasso, ganho mais fácil ainda. Inclusive dentro do PSDB.

 

Com informações: Eliomar de Lima

Avança apoio a Tasso para presidir o Senado

Em uma tentativa de quebrar a hegemonia do MDB no comando do Senado e frear a articulação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para voltar à presidência da Casa, senadores eleitos do PSDB, PDT, PPS, Rede e setores do PSL avaliam apoiar a candidatura do cearense Tasso Jereissati (PSDB).

O nome do tucano conta com a simpatia do senador eleito Cid Gomes (PDT-CE), que foi adversário político de Tasso no Ceará, e também do bloco PPS, PDT e Rede, que soma 14 senadores.

“Tasso é um nome excelente, tem o perfil. Uma das nossas preocupações é termos alguém respeitável, que possa elevar o nome do Senado, mas não podemos ter um nome só. Nosso objetivo é compor uma maioria e, para isso, é preciso abrir portas”, disse Cid Gomes.

A bancada do PSDB, que conta com oito senadores (e deve receber mais uma parlamentar, Maisa Gomez, do Acre), apoia Tasso, o que daria a ele, na largada, 23 votos.

A movimentação ocorre no momento em que aliados do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), vislumbram dificuldades no Senado devido à fragmentação partidária registrada na eleição.

A pedido de Bolsonaro, o PSL não deve disputar a presidência da Casa e o presidente eleito tem dito não pretender atuar na disputa. A sigla, porém, rejeita Renan. Um cenário avaliado pelo PSL é o de apoiar o senador David Alcolumbre (DEM-AP), mas, se ele não se viabilizar, Tasso é visto como uma opção “moderada”.

O senador tucano se reuniu na semana passada com a deputada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP). Quando questionado sobre sua candidatura, Tasso disse que, se for apoiado por um conjunto de partidos, aceita o “desafio”.

O PT até agora não fez uma discussão formal sobre a posição do partido na escolha do presidente do Senado. Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), líder da legenda na Casa, a sigla defende a manutenção da regra da proporcionalidade – pela qual o MDB, que tem a maior bancada, indica o presidente – como forma de blindar o Senado de um possível avanço do Executivo.

“Tem de ser alguém com autonomia e independência. Viemos de dois períodos com o Executivo fraco (Dilma Rousseff e Michel Temer), Legislativo fraco por causa da Lava Jato e Judiciário forte. Agora, precisamos de alguém para enfrentar o Executivo e até o Judiciário”, disse Costa.

O líder petista não quis falar em nomes, mas outros senadores da sigla, em conversas reservadas, disseram que, caso Renan não se viabilize, o PT pode apoiar um outro nome, como o de Tasso, já que os petistas não ficariam em hipótese alguma ao lado de Simone Tebet (MDB-MS).

 

Com informações: O Povo

Ciro dispara críticas contra superministros

Ao tecer duras críticas às escolhas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para os ministérios, o candidato derrotado ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes (PDT), caracterizou a relação entre Paulo Guedes, futuro superministro de Economia, e Sérgio Moro, que ocupará o superministério da Justiça e Segurança Pública, como “filho de jabuti com macaco prego”.

“A gente não sabe o que é que vem da cabeça do Paulo Guedes e do Sérgio Moro arbitrado pelo Bolsonaro”, reforçou. Na opinião dele, o presidente eleito agirá como uma “espécie de relações públicas do governo”, enquanto está “feudalizando” o governo em superministérios “com funções absolutamente estanques”.

Ciro também criticou a maneira como as relações exteriores estão sendo tratadas pelo governo de transição. “É um negócio de doido. Com nove dias, já tem conflito com o Mercosul, conflito com a China e conflito com o mundo árabe”, citou. Ele disse não ver qual o objetivo de mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém e caracterizou de “pirado” o chanceler indicado por Bolsonaro. “Simples e puro despreparo, loucuras”, definiu.

As afirmações foram feitas ontem durante palestra de encerramento da semana de workshops PfoR Ceará: Aprendizados e Novos Desafios, realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), em parceria com o Banco Mundial, no Centro de Eventos.

Mesmo com todas as críticas, Ciro afirmou estar torcendo para que tudo funcione para o novo governo. “É claro que eu torço, quero que dê certo, mas não é provável”, aponta. Para ele, contudo, a eleição do capitão reformado não representa uma ruptura democrática, o que ele define como “o terror que o PT espalhou”. “Não houve nenhuma ruptura com a democracia. Cabe vigiar, porque democracia não é um regime de concessão, é um regime de conquista”, ressaltou.

Um dos nomes centrais de uma frente de oposição ao governo Bolsonaro, o pedetista afirma que não há intenção de isolar o PT, mas que a “meta é não deixar que o PT dê o tom da sua atitude desastrada, antinacional, antipública”.

Sobre uma possível candidatura, Ciro diz acreditar ainda ser muito cedo. “Para quem conhece o Brasil como eu conheço, 2022 está tão longe, tão improvável, tão cheio de improbabilidade, impossibilidades e possibilidades”, afirma.

O momento, segundo ele, é de “parar para pensar e fazer reflexões mais internas para entender como é que o pensamento progressista brasileiro se vulnerou ou vulnerou a sociedade civil brasileira a tal ponto para entrar uma coisa tão estranha quanto é o Bolsonaro”.

“Tosco”

Ciro afirmou que o governo de Jair Bolsonaro se baseia em um “direitismo tosco, rude”. “O que nós estamos assistindo é uma agenda retrospectiva aos piores e mais obscuros tempos da Idade Média”.

“Nunca nos agradou o distanciamento com o Tasso”

Sobre a aproximação entre o senador eleito Cid Gomes (PDT) e Tasso Jereissati (PSDB) visando à eleição para a presidência do Senado Federal, Ciro Gomes (PDT) afirmou que “nunca nos agradou o distanciamento com o Tasso”.

Para ele, a articulação entre os dois políticos cearenses, que estarão juntos na Casa a partir de 2019, “não é uma questão do Ceará, mas uma questão nacional”. Ele elogiou o tucano, afirmando se tratar de “um cara sério, um cara de nível”, embora “tenha visões diferentes das nossas”.

Cid Gomes havia dito ao O POVO, no último dia 21 de novembro, que Tasso Jereissati “atenderia a esse perfil” para a presidência do Senado, mas que o PSDB “precisaria querer”. Já o tucano reconheceu diálogo com Cid Gomes, também durante a última semana. “Tivemos uma longa conversa (há duas semanas). Acho que a articulação dele tem sentido”, disse o senador.

Ciro Gomes afirmou também que é um momento oportuno para unir forças com outros políticos que tenham “responsabilidade com o país independente das nossas percepções e diferenças”. O candidato derrotado à presidência afirmou estar fazendo articulações com ex-presidenciáveis.

Após reunião para discutir com a ex-presidenciável Marina Silva (REDE) para discutir a oposição ao governo Bolsonaro no começo de novembro, ele afirmou também ter entrado em contato com Geraldo Alckmin (PSDB), mas não deu maiores detalhes.

 

Com informações: O Povo 

Tasso tem apoio da articulação de Cid e amplia conversas com base de Bolsonaro

Tasso Jereissati (PSDB-CE) manteve nesta quarta-feira, 21, almoço com a deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) em Brasília. A informação é do site Poder 360. “Essa foi a primeira reunião de Tasso, que é cotado para a presidência do Senado, com uma representante do partido do presidente eleito Jair Bolsonaro”, lembra o texto.

Segundo o site, Joice e Tasso são amigos de longa data, desde quando a deputada era jornalista em São Paulo. A deputada tem participado das discussões sobre a presidência da Câmara e do Senado. O PSL quer apoiar nomes de outros partidos para ampliar sua base de apoio no Congresso.

Durante evento na noite da última segunda-feira,19, o senador eleito pelo Ceará, Cid Gomes (PDT), disse ao auditório que uma articulação que inclui 17 senadores (PDT, PSB, Podemos, Rede, PPS, PHS e mais o senador Reguffe – sem partido)) fecha com a possível candidatura de Tasso ao Senado. A platéia reagiu com aplausos à fala que tinha Tasso entre os presentes.

O texto do Poder 360 afirma ainda que “Tasso é visto por parte do PSL, grupo que inclui Joice, como conciliador e com capacidade de bom diálogo, inclusive com a oposição. Além disso, conta pontos para o seu nome o fato de defender uma agenda reformista, o que interessa ao novo governo”.

 

Com informações: Fábio Campos

Camilo diz se preparar para pior cenário

O governador do Ceará Camilo Santana (PT) afirmou ontem, em entrevista durante a inauguração da rádio O POVO/CBN Cariri, que fará reestruturação da máquina pública logo no início de seu novo mandato. A reforma, disse, vem em função da eleição de Jair Bolsonaro (PSL) e o quadro que se apresenta a partir disso. “Estou me preparando para o pior cenário”, afirmou.

Conforme já noticiado, o secretário do Planejamento e Gestão, Maia Junior, já havia apresentado proposta de ajuste fiscal no Ceará. Havia a indicação de que 11 pastas poderiam ser extintas.

Para o líder do Governo do Estado na Assembleia Legislativa, Evandro Leitão (PDT), com a declaração, o governador quis dizer que será um ano difícil para todos os estados do Brasil, interpretação que o deputado compartilha. “Temos que ter muita prudência para tomar decisões acertadas”.

Ele afirma ainda que a saída do senador Eunício Oliveira (MDB) do Congresso Nacional será um desafio na tentativa de construir um bom trânsito com Brasília. Assim, ele diz esperar atuação participativa não só dos senadores eleitos, mas dos deputados federais que estarão na Câmara dos Deputados.

Sobre o convívio de Camilo Santana (PT) com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), Leitão diz acreditar que se dará de modo respeitoso, “em busca de melhorias para o nosso Estado”.

Já o secretário Maia Junior afirma que Camilo quis expressar que o alinhamento de qualquer governador do Nordeste com o Governo Federal é difícil. Em relação a Bolsonaro, adicionou que o que ele fará com o Nordeste é uma “incógnita”.

Ponderou, entretanto, que de toda a cadeia federativa espera-se espírito republicano, além de classificar o chefe do Executivo estadual como pessoa tranquila. “O que não quer dizer que tenhamos alinhamentos do ponto de vista político”. Além da incompatibilidade política, Maia acredita que a expressão “pior cenário” se deve aos quadros econômicos nacional e internacional, que “não animam ninguém”.

Com a saída de Eunício – considerada grande perda por Camilo – e de José Pimentel (PT), que “prestaram grandes serviços ao Ceará”, Maia diz esperar que os eleitos Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (Pros) adquiram rapidamente experiência e conhecimento dos mecanismos de funcionamento do Senado para que mediem a relação entre governo Estadual e Federal. “Somado ao espírito público de Tasso, o Ceará terá boa representatividade”.

Por meio de nota, o senador eleito Eduardo Girão (Pros), que declarou voto em Bolsonaro na reta final da campanha, afirmou que não é hora para ter uma atitude derrotista. “Entendo que cada um precisa fazer a sua parte em todos os níveis, inclusive através de uma gestão que busca a racionalização e otimização dos recursos públicos, sem desperdícios”, defendeu.

Na opinião de Girão, o grande aliado do governador, diante da liberação de recursos ao Estado, foi o atual presidente Michel Temer, “desafeto do partido dele”. Por isso, acrescenta que a articulação no Congresso pode ser feita por qualquer senador ou deputado federal. “Se o governador quer a aproximação com o novo Governo Federal, poderia já estar participando das reuniões de governadores com o presidente eleito, por exemplo”, alfinetou. O senador eleito afirmou ainda ser importante “moderar o discurso, pacificar e unir esforços olhando pra frente”.

Braço direito de Bolsonaro no Ceará, o deputado federal eleito Heitor Freire (PSL) atendeu duas vezes as chamadas da reportagem, mas disse que estava ocupado, em reunião. Um dos compromissos de Freire foi a presença no anúncio do futuro ministro da Saúde, o deputado Henrique Mandetta (DEM-MS). Capitão Wagner (Pros) não atendeu as ligações.

O governador Camilo Santana também foi procurado por meio da assessoria de comunicação e do gabinete, que não se manifestaram sobre a declaração de Camilo até o fechamento desta matéria. A assessoria de Eunício também não retornou.

 

Com informações: O Povo

General Theophilo deixa o PSDB e deve colaborar no futuro governo de Bolsonaro

O General Theophilo, que disputou o Governo do Ceará pelo PSDB, deixou o ninho tucano. Foi no último dia 19.

“Quando me filiei ao PSDB, eu queria ser uma novidade na disputa. Aceitei o convite do dr. Tasso, mas política partidária não é muito a minha praia”, disse o general.

Ele assegurou que sempre ocupou cargos técnicos, que são sua vocação, e que disputou mais para atender a um pedido do senador Tasso Jereissati, devendo agora ficar sem filiação partidária.

Ele, no entanto, admitiu que poderá colaborar com o futuro governo de Jair Bolsonaro, onde tem vários amigos como o vice-presidente eleito General Mourão.

Nesta quinta-feira, Theofilo viajará para Manaus, onde estará com o prefeito de Manuas, Artur Virgílio e com um grupo de empresários em clima de almoço em sua homenagem. “Fui comandante Militar da Amazônia por seis anos”, destacou.

Detalhe – Na disputa pelo Governo do Ceará, ele conseguiu 488.438 mil votos. Já Camilo Santana (PT) foi reeleito com 79% da votação.

 

Com informações: Eliomar de Lima

Cid se aproxima do PSDB em busca de uma aliança de centro-esquerda

Uma parceria que durou duas décadas pode estar prestes a ser reatada. Os irmãos Ferreira Gomes romperam em 2010 uma aliança com o senador Tasso Jereissati (PSDB). Desde então caminharam por vias opostas.  O gelo foi quebrado na semana passada, quando Tasso e o senador eleito Cid Gomes (PDT) se reuniram em Brasília para discutir sucessão para a presidência do Senado, que acontece em fevereiro do próximo ano. O PDT tem reforçado o movimento de afastamento do PT, e busca se integrar com  outros partidos da centro-esquerda.

A ideia é formar uma nova força de oposição ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) que ser protagonista de um novo tempo, em vez de continuar a reboque do PT, que terá 53 deputados federais e seis senadores a partir de 2019. A primeira medida é a disputa de espaços nas duas Casas Legislativas.

O presidente do PDT Carlos Lupi, adianta que o partido não será inimigo do PT, mas não será liderado por ele. “Vamos construir o nosso caminho”, disse.

O senador eleito Cid Gomes tomou para si a missão de articular com os tucanos a parceria. Ele observa que o objetivo é construir um grupo que não será oposição sistemática ao presidente Jair Bolsonaro, mas ao mesmo também não integrará a base aliada.

A formação grupo deverá ocorrer em duas etapas. Inicialmente a criação de bloco de centro-esquerda no Congresso Nacional com PSB, Rede e PPS. A segunda etapa será construir uma frente de blocos partidários que possam atuar de forma conjunta em pautas específicas e em disputas internas — como na eleição para a presidência das Câmara e Senado. Para comnsolidar esse projeto, o PDT quer a adesão de partidos como PSDB, Solidariedade, Podemos, PHS e até mesmo legendas próximas a Bolsonaro como DEM e PP.

Com relação ao Senado, Tasso Jereissati é um nome apontado como uma opção que agradaria o grupo. Cid destaca que a conversa com o PSDB é buscar uma aproximação estratégica no cenário nacional. “Estivemos em lados diferentes, mas o respeito sempre foi mútuo”, disse.

 

Com informações: Ceará Agora / Folha de S. Paulo

Roberto Pessoa trabalha para comandar PSDB no Ceará

Espremido nas urnas, com menos governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais, o PSDB começa a redefinir o futuro e, no novo cenário, o governador eleito de São Paulo, João Doria, herdará o comando nacional da agremiação. A eleição para renovação do Diretório Nacional do PSDB está marcada para o mês de maio de 2019.

Após a eleição nacional, os diretórios estaduais também passarão por mudanças e, no Ceará, o ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, único deputado federal eleito pelo PSDB, trabalha para dirigir a sigla. Hoje, o PSDB tem como presidente regional o ex-deputado estadual Francini Guedes, ligado ao senador Tasso Jereissati.

Com pouco mais de  um ano filiado ao PSDB, Roberto Pessoa passa, a partir de 2019, a ser o único representante tucano do Ceará na Câmara Federal e, por essa razão, ganha holofotes para conquistar a Presidência da Executiva Regional do partido. Dois outros deputados federais – Danilo Forte e Raimundo Gomes de Matos, concorreram à reeleição, mas não obtiveram êxito nas urnas.

O PSDB terá, a partir de primeiro de fevereiro do próximo ano, menos deputados federais e senadores. A bancada na Câmara Federal que, em 2015, tenha 54 parlamentares fica, a partir de 2019, com 29 integrantes. O PSDB também emagrece no Senado, passando dos atuais 12 senadores para 9. Mesmo com apenas 9 senadores, o PSDB tem, hoje, o senador Tasso Jereissati como opção à sucessão de Eunício Oliveira (MDB). Tasso tem, porém, chances remotas para chegar ao comando do Senado.

Quanto ao comando nacional do partido, o  governador eleito de São Paulo, João Doria, deu um passo importante para assumir o controle do PSDB nacional e alinhar o partido à base de apoio ao futuro presidente Jair Bolsonaro (PSL). Após um período de distanciamento e ruídos na relação, Doria almoçou com Geraldo Alckmin e teve com ele uma conversa reservada de duas horas em um tradicional restaurante da capital paulista. Derrotado na disputa presidencial, Alckmin sinalizou que não vai oferecer resistência ao avanço de Doria e deve deixar a presidência do PSDB em maio, quando será rea lizada uma convenção da legenda.

Tasso ganha força na disputa pela presidência do Senado

A eleição para a presidência do Senado é apenas em fevereiro do ano que vem, mas as negociações ganharam ritmo acelerado na última semana. Nessa briga, o nome do senador Tasso Jereissati (PSDB) se fortaleceu.

O tucano lidera hoje as articulações para uma candidatura de oposição à de Simone Tebet (MDB-MS). Antes cotado para a disputa, o ex-presidente do Congresso Renan Calheiros (MDB-AL) desistiu de sua postulação para apoiar a correligionária.

Pelas redes sociais, o presidente nacional da sigla, senador Romero Jucá, disse que o “MDB será a maior bancada do Senado e vamos trabalhar para fazer o próximo presidente da Casa”.

O ex-governador do Ceará conta com simpatia inclusive dentro do PDT de Cid Gomes, que conquistou cadeira no Senado em 2018 ? a terceira vaga será ocupada por Eduardo Girão (Pros), aliado do empresário.

Para apoiadores e mesmo adversários, o tucano teria perfil ideal para suceder o também cearense Eunício Oliveira (MDB) na cadeira de presidente. O emedebista, que não se reelegeu, deixa o comando da Casa em janeiro.

“Tasso tem duas coisas que vão contar muito ano que vem: um passado limpo e o peso da experiência”, disse uma fonte à reportagem.

“Ele é um nome de independência”, acrescentou o presidente do PSDB no Ceará, o ex-prefeito de Jaguaribara Francini Guedes. De acordo com o dirigente, o fato de o senador haver liderado o partido “em direção a uma autocrítica” também o cacifa para a corrida presidencial.

Guedes se refere à pressão que Tasso fez, quando presidiu interinamente a legenda, para que o PSDB reconhecesse os próprios erros, entre os quais ele inclui a aliança com o governo de Michel Temer (MDB).

Para o deputado federal Danilo Forte (PSDB), a candidatura de Tasso tem viabilidade caso o tucano consiga “atingir um caráter suprapartidário”, apresentando-se como um nome que reúne as melhores condições de presidir o Legislativo. Nessa hipótese, afirma o parlamentar, “Tasso teria chances”.

Embora negue que o assunto seja tratado dentro da sigla – o partido tem reunião amanhã para discutir os cenários nacional e local -, o deputado estadual Carlos Matos (PSDB) reconhece que “a candidatura de Tasso seria boa para o Brasil”. Segundo ele, porém, “isso é decisão pessoal do senador”.

Outro ponto que pode favorecer a candidatura de Tasso é a postura adotada por Eunício desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL). O ex-ministro tem demonstrado independência em relação ao militar, que tenta viabilizar uma candidatura mais flexível à agenda do novo governo, cujo principal item é a reforma da Previdência.

Nesta semana, Eunício contrariou interesses de Bolsonaro por duas vezes: a primeira, ao autorizar a presença de jornalistas em sessão conjunta da Câmara e Senado, na terça-feira, 6, durante solenidade de homenagem aos 30 anos da Constituição.

Um dia depois de o superministro da Economia Paulo Guedes afirmar que o Congresso precisaria de uma “prensa” para votar a Previdência ainda neste ano, o emedebista colocou em pauta o reajuste de 16,4% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A medida, levada à votação por iniciativa de Eunício, produz um efeito cascata nos vencimentos do funcionalismo, o que deve criar dificuldades para Bolsonaro. No Congresso, o gesto foi interpretado como uma resposta do senador ao futuro governo.

 

Com informações: O Povo

Tasso e Cid se reúnem a sós para discutir eleição da Mesa do Senado

Tasso Jereissati (PSDB) e Cid Gomes (PDT) se reuniram na quarta-feira da semana passada no gabinete do senador tucano, em Brasília. A conversa entre os dois se deu no âmbito das articulações políticas em torno da eleição da futura Mesa diretora do Senado. O encontro foi pedido por Cid, senador eleito do PDT, a Tasso, que vai iniciar em janeiro a segunda metade do seu segundo mandato de senador.

A conversa durou cerca de 60 minutos. O encontro se caracterizou pelos ânimos desarmados.  Tanto um quanto o outro saíram satisfeitos. Há mais de oitos anos que Tasso e Cid não se reuniam em articulações políticas. Em 2010, se deu o rompimento político entre eles. Naquele ano, ao fim de seu primeiro mandato de senador, Tasso foi candidato à reeleição sem o apoio do grupo político de Cid e Ciro Gomes. Desde então, tornaram-se rivais na política do Ceará.

Agora, a dinâmica natural ao jogo político pode até fazer Cid e o bloco do qual o PDT dará parte apoiarem uma possível candidatura de Tasso a presidente da Casa. “Não haveria nenhuma restrição de nossa parte. Pelo contrário”, disse Cid em relação à possibilidade. O PDT articula no Senado a formação de um bloco partidário entre o PDT (4 senadores), a Rede (5), o PSB (2), o PPS (2) e mais o senador Reguffe, que está sem partido e foi convidado por Cid para se filiar a uma das siglas do novo bloco.

As negociações para as composições das Mesas da Câmara e do Senado estão em pleno andamento. Como é usual, a conversa entre os partidos considera que a negociação para a eleição em uma casa se relaciona com os acordos para a eleição da outra.

 

Com informações: Focus