Tasso e Eduardo Girão devem definir trabalho conjunto na bancada

O senador Tasso Jereissati (PSDB) e o senador eleito Eduardo Girão (PROS) deverão ter encontro para discutir um trabalho integrado na bancada cearense no Senado, a partir de fevereiro de 2019. No início da semana, eles conversaram pelo telefone, quando Tasso parabenizou Eduardo pela vitória. Nestas eleições, PSDB e PROS integraram a aliança de oposição no Estado.

Eduardo tem mantido encontros com lideranças do PROS, nos quais avalia a sua eleição. Em entrevistas, Capitão Wagner – eleito deputado federal – tem admitido a necessidade de um trabalho estratégico das oposições com vistas às eleições municipais de 2020, em especial na sucessão de Fortaleza.

 

Com informações: Eliomar de Lima

 

Tasso rebate críticas de Camilo e acusa petista de “falsidade” e “deslealdade”

O senador tucano Tasso Jereissati rebateu nesta quarta-feira as críticas do governador Camilo Santana (PT), a quem acusa de “falsidade” e “deslealdade”.

Durante debate entre os candidatos ao Governo do Estado realizado ontem pela TV Verdes Mares, Camilo, que disputa a reeleição, disse que Tasso “não me ajudou objetivamente com nenhum investimento para o Estado do Ceará ao longo dos três anos e nove meses em que sou governador”.

Por nota, Tasso afirma ter considerado “lamentável a atitude do governador Camilo ao referir-se à atuação dos senadores do Ceará”.

O tucano prossegue: “Em relação à minha pessoa, o governador revelou falsidade. Em relação ao senador José Pimentel, seu companheiro de partido, revelou deslealdade”.

O parlamentar então relata que, desde 2015, recebeu Camilo “por inúmeras vezes em meu gabinete, sendo absolutamente solidário a todos os seus pleitos em relação ao Ceará”.

“Ao mesmo tempo”, continua, “sou testemunha da atuação do senador Pimentel, que igualmente se mostrou inteiramente comprometido com tais interesses e projetos”.

Ex-governador do Ceará, Tasso acrescenta ainda que a atitude do petista no debate, o último entre os candidatos ao Abolição, “revela uma fraqueza de caráter com o objetivo de defender uma aliança inexplicável”.

O senador se refere indiretamente ao companheiro de casa legislativa Eunício Oliveira, do MDB, candidato à reeleição.

Na mesma nota, o tucano diz que a “leviandade das afirmações do governador me obriga a trazer a público conversas particulares que mantivemos”.

Nessas conversas com o chefe do Executivo do Ceará, escreve Tasso, Camilo, “pessoalmente, me relatava que um outro senador do Ceará, seu então adversário e agora aliado, em tudo tentava obstaculizar projetos do interesse do Ceará, apenas para prejudicar seu governo”.

Aliado a Tasso e Capitão Wagner em 2014, Eunício enfrentou Camilo na corrida pelo Governo, mas foi derrotado no segundo turno.

O emedebista já vinha ensaiando reaproximação com o petista desde o fim do ano passado.

Na convenção que lançou Eunício ao Senado, no início de agosto, Camilo declarou que o presidente do Congresso “era o meu candidato”.

De acordo com a pesquisa Ibope mais recente para o Governo, o governador tem 69% das intenções de voto ante 7% do General Theophilo, do PSDB.

Com informações: Blog Política de O Povo

Camilo sobe o tom contra Tasso: “nunca ajudou em nada”

O governador Camilo Santana (PT) subiu o tom contra o senador Tasso Jereissati (PSDB) no último debate realizado pela TV Verdes Mares, na noite de ontem. Questionado pelo candidato General Theophilo (PSDB) sobre a ampla aliança, composta por 24 partidos, o petista afirmou que procurou todos os senadores para ajudar o Estado, mas que o único de quem não recebeu retorno foi o tucano.

“Nunca ajudou em nada no período em que eu estou no Governo”, disparou o governador Camilo.

Em resposta, o militar reformado contra-atacou argumentando que o senador do PSDB “levou” o governador para conhecer todos os ministros da gestão do presidente Michel Temer (MDB) e que ajudaram o Ceará.

A declaração do governador foi uma das mais fortes em relação ao senador. Ainda em 2016, em agendas conjuntas, Tasso chegou a afirmar que o petista tinha um “jeitão de tucano”.

O principal questionamento do primeiro bloco do debate foi a mudança de lado do senador Eunício Oliveira (MDB), que em 2014 disputou a cadeira de chefe do Palácio da Abolição, mas que agora segue ao lado do governo estadual.

Camilo também teve que responder às críticas do candidato Ailton Lopes (Psol) em relação ao apoio do petista ao presidente do Congresso Nacional. “Não faço política com ódio. Procurei todos os senadores, deputados. O Estado sofre muitos problemas. O Eunício ajudou a destravar recursos”, respondeu o governador.

Colocando o chefe do Executivo estadual no centro das críticas, o candidato do PSDB apontou ainda o agrupamento de partidos em torno do Governo e condenou a troca de apoio por cargos na gestão. “É o toma lá dá cá. É o balcão de negócios”, criticou o tucano ao relembrar que o senador Eunício doou R$ 600 mil à campanha do PT.

O segundo bloco foi marcado pelos temas de saneamento básico, turismo e meio ambiente. O governador, que lidera as pesquisas de intenção de voto, foi o alvo mais uma vez. O candidato Ailton Lopes (Psol) criticou a política ambiental e de saneamento básico do Governo. “O Ceará é o quarto Estado do Nordeste com esgoto a céu aberto. Por isso que a gente precisa entender que (os avanços) passa pela coleta de lixo”, cobrou o psolista.

Um dos pontos altos do debate foi a troca de farpas entre Hélio Gois (PSL) e general Theophilo (PSDB). O professor universitário afirmou que o general não era um militar “raiz” porque estava ligado ao socialismo e era a favor do desarmamento. “Um militar raiz não apoiaria Alckmin, e sim Bolsonaro”, disse.

Em resposta, o tucano chamou o adversário de “garoto” e disse que ele não sabia o que estava dizendo. “Tome vergonha. Vem querer falar de militar raiz para um general de quatro estrelas?”, retrucou. Classificando o adversário como “lunático”, e que falava “asneiras”, o tucano disse sentir “vergonha” de ter Hélio como adversário na corrida ao Palácio da Abolição.

Bastidores

Pré-debate

Militantes dos candidatos ao Governo do Estado ficaram do lado de fora da emissora. Bandeiras do Camilo e do General tomavam conta do local.

Entre as bandeiras favoráveis ao petista, a relação do governador era feita com o presidenciável Ciro Gomes (PDT), e não com Fernando Haddad (PT), adversário do cearense.

O governador Camilo Santana (PT) foi o último candidato a chegar ao debate. O petista chegou dirigindo o próprio veículo ao lado da vice-governadora Izolda Cela (PDT).

Com informações: O Povo

General critica ‘infiéis’ e admite sair da política

O candidato do PSDB ao Governo do Estado, General Theophilo, disse em entrevista, ontem, que, caso seja derrotado nas eleições deste ano, encerrará a carreira política e será professor universitário. Ele afirmou ainda que está desiludido com “infiéis” do seu próprio partido, assim como com parte do eleitorado que, em sua opinião, não quer mudança na realidade do Ceará.

O tucano reconheceu ter sentido dificuldade de adaptação à vida de homem público, em comparação com a atuação militar, e demonstrou descontentamento com a situação da política cearense, inclusive no PSDB. “Tenho encontrado pessoas que não são fiéis ao partido, que, apesar de serem do PSDB, não apoiam o candidato a governador. Acho isso uma grande infidelidade e tenho que ser coerente com tudo o que aprendi. Se sou PSDB, apoio o candidato do PSDB”.

General Theophilo preferiu não nominar os “infiéis” no partido, mas relatou que, em diálogo com o senador Tasso Jereissati (PSDB), estrategista político da campanha, foi alertado que, “por condições políticas, por apoio a A, B ou C, não adianta a gente ir para determinado município, porque ali a pessoa, apesar de ser do PSDB, não está votando no candidato a governador, no General”, disse.

“Isso me dói profundamente, porque não faz parte do meu aprendizado. Não foi assim que fui formado, e acho que a população brasileira também não foi formada assim, mas com transparência, honestidade e sendo disciplinada”, argumentou. Na primeira pesquisa Ibope divulgada pelo Sistema Verdes Mares no primeiro dia da campanha, em 16 de agosto, Theophilo teve 4% das intenções de voto, atrás de Camilo Santana (PT), que atingiu 64%.

Filiado ao PSDB desde abril deste ano, o postulante disse que, caso não vença a eleição, não tem “nenhuma vontade de continuar político”. “Não passava pela minha cabeça, o que eu gosto é de dar aula”, citou. Theophilo pretende ser professor de Relações Internacionais. “A minha carreira começou agora, mas a gente tem visto muita coisa e o meu crédito é que o povo queira mudar. Se o povo não quer, se não vota em mim, não vou ficar insistindo num povo que prefere isso aí. Se prefere isso daí, que tenha isso daí”.

Expectativa

Ele relatou que, em algumas localidades do Estado, a realidade é “do voto de cabresto”. O tucano disse ainda que não sobe em palanques ou faz carreatas com candidatos investigados na Operação Lava-Jato. “Várias vezes já tive divergência com o Tasso, mas quando vejo uma coisa que não está de acordo com minhas posições, eu me retiro”, disse. “Já me retirei de carreatas e mantenho incólume meu pensamento de fazer política séria com o povo cearense”, completou.

No entanto, General Theophilo sustentou que há segmentos da sociedade que querem mudança, que acreditam que o Ceará está sem rumo, e são essas pessoas que o motivam na campanha. “Estamos há dez dias de campanha na televisão, intensificando carreatas, participando de entrevistas, e acredito que a popularidade crescerá”, disse ele, acreditando que estará no segundo turno da disputa.

Com informações: Edison Silva

“O Governo do Ceará é frouxo e não tem coragem”, diz Tasso sobre as facções

Com um discurso de franco-atirador, o PSDB do Ceará lançou ontem a chapa de candidatos para as eleições majoritárias deste ano. Durante a convenção do PSDB, que oficializou o general Guilherme Theophilo (PSDB) candidato ao Governo do Estado, ainda sem vice definido, a principal liderança do partido, o senador Tasso Jereissati (PSDB) fez duro discurso contra o governador Camilo Santana (PT).

“Temos hoje o Estado do Ceará dominado pelas facções criminosas. E não é que elas estejam em toda parte. Elas dominaram o Estado do Ceará. E são mais fortes do que o Governo do Ceará porque o Governo do Ceará é frouxo e não tem coragem”, disparou. A convenção foi realizada no ginásio do colégio Ari de Sá no Centro de Fortaleza.

Na avaliação do senador, há “omissão” e falta da “valentia necessária” para enfrentar as facções. “Governo que tem autoridade não deixa o Estado ficar dominado pelas facções. Tem bairros que você precisa baixar o vidro, pedir a autorização de traficantes para entrar. A questão das chacinas, da queima de ônibus, que acontece e volta a acontecer, e o Governo fica omisso. Se tivesse um governo mais ativo, mais agressivo em relação a isso, com certeza, as circunstâncias seriam diferentes”, criticou.

Os ataques, contudo, não ficaram somente na segurança. Tasso também acusou o governador Camilo Santana de oferecer vantagens em troca de apoio eleitoral, chamando de “armação” as articulações realizadas pelo Palácio Iracema, anulando a oposição e culminando em um “fato inédito” na história do Ceará.

“Estamos numa situação tal de negociação de acordos que não era para ter dois lados. Era para ter um lado só. Usam o poder de uma maneira deslavada. A máquina do Governo Estadual, a máquina do Governo Federal, para cooptar, trazer para um lado só, o lado do Governo, todos os políticos, praticamente todos. Todos os partidos políticos, de maneira que não houvesse competição e democracia”, disparou.

Por causa dos acertos, conforme o senador, restaram somente “três ou quatro prefeitos” no Interior do Estado que apoiarão a chapa PSDB-Pros. Ele afirma, contudo, que isso não será problema, pois coligação tem “candidatos do povo e não dos políticos”. Segundo ele, será uma luta entre Davi e Golias.

“Felizmente, tiveram alguns que resistiram. Estamos para enfrentar, talvez, o grupo mais poderoso que já se fez aqui no Estado do Ceará. 24 partidos estão do lado de lá. A máquina do Governo do Estado e os recursos, captando, dando cargos, dando lugares, dando verbas”, insistiu. “É muita vantagem que o Governo dá. O Governo usa recurso público. Nós não temos recursos públicos. E, se tivéssemos, não íamos usar porque não é ético fazer isso”, emendou.

Tasso encerrou o discurso com uma convocação, recordando o ano em que foi eleito governador pela primeira vez, e afirmando que, se eleito, Theophilo acabará com o problema das facções e da mentalidade política da troca de cargos por favores e do poder pelo poder.

“Cearense, é hora de fazer como em 86. Levantar a cabeça e dizer: nós somos um Estado. Esse Estado tem uma história. Nós não vamos aceitar isso. Isso não é normal! Isso não é natural! vamos enfrentar isso. Vamos acabar com isso! (…) Deus nos iluminou e nos trouxe alguém que tem coragem para enfrentar o Governo Temer e o Governo Camilo. Esse é o cara! O general que vai botar moral”, concluiu.

Bastidores

O evento teve início com a exibição de vídeo enviado pelo candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, que se dirigiu ao general como “boa semente que cairá em terra fértil”.

No mural onde foi exibido o vídeo de Alckmin, um cronômetro foi iniciado, marcando 69 dias para o início da “renovação” e o “fim da corrupção”.

Candidato a deputado federal, Capitão Wagner (Pros) voltou a afirmar que “o cearense está cansado da velha política” e que a chapa representa a renovação.

Wagner ensaiou ainda um grito de “eu vim de graça”, insinuando ser paga a militância dos outros partidos, mas obteve silêncio de boa parte dos jovens que agitavam bandeiras no meio do ginásio.

A médica Mayra Pinheiro afirmou que a chapa apresentada é diferente de tudo que já foi visto no Ceará. “É formada por pessoas que não precisam da política de vida, mas escolheram a política como missão”.

O acesso do Fortaleza à Série B do Campeonato Brasileiro foi citado por Tasso Jeresissati como um dos atributos de Luís Eduardo Girão (Pros). “Até quem torce pelo Ceará sabe que foi ele quem salvou o Fortaleza”, brincou.

Na plateia, havia um grupo uniformizado de militantes do MBL, o Movimento Brasil Livre.

Com informações: O Povo

 

Há tucanos querendo Tasso na vice de Geraldo Alckmin

O senador Tasso Jereissati (PSDB) regressou nessa sexta-feira da Europa, após conferir, como convidado, a final da Copa da Rússia e estender alguns dias de temporada.

Na próxima semana, ele reunirá os partidos pró-General Theophilo para o Governo. Acertos sobre a a convenção conjunta PSDB-PROS, marcada para o dia 29, a partir das 9 horas, no ginásio da Faculdade Ari de Sá (Centro).

Falando em Tasso, um grupo de parlamentares tucanos estará em São Paulo, neste fim de semana, com Geraldo Alckmin.

De acordo com o deputado federal Raimundo Gomes de Matos, hora de sugerir ao presidenciável que chame Tasso para ser seu vice, no que atrairia apoios no Nordeste. Isso, depois de ter atraído o Centrão para seu lado e frustrado expectativas do também presidenciável Ciro Gomes (PDT).

Com informações: Eliomar de Lima

PSDB aguardará Tasso para fechar a chapa

O fechamento da chapa do PSDB para as próximas eleições no Ceará só se dará mesmo quando o senador Tasso Jereissati, líder maior da legenda no Estado, retornar da Rússia.

Ele foi convidado pela Coca-Cola para conferir a final da Copa do Mundo.

Com informações: Eliomar de Lima

PSDB cogita Tasso Jereissati para vice se Alckmin não conseguir ampliar coligação

Obrigados a traçar cenários alternativos para o caso de Geraldo Alckmin (PSDB) não conseguir atrair outros partidos do centro para sua coligação, tucanos começaram a cogitar como vice de seu presidenciável o senador Tasso Jereissati (CE). A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.,Paulo desta segunda-feira.

Tasso é do Nordeste, fez oposição ao governo Michel Temer e tentou afastar Aécio Neves (MG) da legenda após a delação da JBS.

Alckmin não deixa transparecer qualquer insegurança. Quando o centrão quis saber das especulações em torno da possibilidade de sua substituição por João Doria (PSDB), foi direto: “Daqui um mês ou dois, sou eu que vou estar puxando ele em São Paulo”.

Com informações: Eliomar de Lima

Política dinâmica – Lúcio pode ser senador com apoio de Tasso Jereissati

A perspectiva de Lúcio Alcântara se candidatar ao Senado pelo PSDB é uma enorme reviravolta na trajetória que a sigla percorreu desde a década passada. A saída dele da legenda, no começo de 2007, encerrou o que talvez tenha sido a maior crise da história do partido no Ceará, e também a com mais consequências. Lúcio era governador, foi acusado por Tasso Jereissati de tolerar “interferências domésticas” na administração. Fez alusão ainda a Lúcio como “duas caras” e falso. Lúcio repudiou as afirmações, ficou visivelmente abalado. Foi para a campanha como quem segue para o abate. A disputa contra Cid Gomes já seria difícil e se tornou inviável com a sigla dividida.

O racha marcou o fim de 20 anos de predomínio tucano no Estado. Encerrado o mandato, Lúcio deixou a sigla e se filiou ao PR. O PSDB se aliou a Cid e a então nova legenda de Lúcio se tornou raro resquício de oposição. Quatro anos depois, os tucanos romperam com Cid, Tasso foi derrotado na tentativa de se reeleger senador. Eles se reencontraram na oposição.

Orgulho em relação a brigas passadas talvez pareça fora de sentido uma vez que os envolvidos estão há tanto tempo distante do poder estadual. Naquele época, o pano de fundo era o controle do partido e os rumos da administração. Hoje, mesmo denúncias graves estão relativizadas.

O aspecto curioso é que, à época, Tasso fez oferta a Lúcio para que se candidatasse a senador, e não à reeleição como governador. Ele rejeitou naquele momento o cargo que pode postular este ano.

Com informações: Érico Firmo/Eliomar de Lima

Produzido por CriArt Agência Digital