Economista é o segundo cearense a integrar equipe de Bolsonaro

Mais um cearense está na equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL): o economista Waldery Rodrigues Júnior, natural de Missão Velha. Além do especialista em energia, Luciano Irineu de Castro Filho, que também integra a equipe, Waldery Rodrigues, foi escolhido pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. Atualmente, ele é consultor de política econômica do Senado Federal.

O economista disse não estar autorizado por Paulo Guedes para falar sobre o trabalho na equipe de transição, no entanto, ele detalhou a trajetória dele no Ceará, onde nasceu e tem parentes.

Waldery é de um distrito de Missão Velha chamado Jandacaru. Ele ficou lá até os 6 anos de idade. Depois, se mudou para Fortaleza com os pais, onde ele diz que “se projetou”.

Na escola, Waldery já gostava de cálculo. Ele participou de olimpíadas cearenses de matemática e foi campeão em duas. Na faculdade, ingressou no curso de Engenharia Civil e em um ano foi selecionado para o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).

O cearense foi para a Universidade de Brasília (UNB), onde fez mestrado em Economia e emendou doutorado na área também pela Universidade de Michigan, nos Estadados Unidos.

De volta ao Brasil, o cearense passou no concurso público para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), onde ficou 18 anos. Atualmente, ele é consultor de políticas econômicas do Senado Federal, mas teve que se licenciar para compor a equipe de transição do Governo Bolsonaro.

 

Com informações: Diário do Nordeste

Cearense especialista em energia integra equipe de transição de Bolsonaro

A equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) conta com a participação de um cearense especialista em energia, que atualmente mora nos Estados Unidos. Em entrevista, Luciano Irineu de Castro Filho informou que foi convidado pelo próprio futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, braço direito do militar reformado, e já participa de reuniões em Brasília com o restante do grupo, para o alinhamento das ações durante a troca de comando. Luciano foi um dos primeiros nomes anunciados para a equipe de Bolsonaro, que pode chegar a 50 integrantes.

O convite para auxiliar no processo de transição surgiu de uma apresentação que fez para Guedes sobre os problemas do setor de energia e as possíveis soluções. Com uma série de pesquisas e trabalhos realizados nos Estados Unidos, Espanha, Colômbia e Brasil, Luciano foi chamado por um integrante da campanha presidencial. “Ele gostou (Paulo Guedes) e me convidou para integrar a equipe, apontando-me o responsável por esta área”, conta o especialista.

Luciano de Castro será o responsável por preparar a transição para o novo governo na área de energia, mapeando as fragilidades e as estratégias para evolução do setor. Alguns nomes da equipe transitória devem permanecer atuando junto ao Palácio do Planalto. O engenheiro acredita que definições devem sair nas próximas semanas e não descarta permanecer ao lado de Paulo Guedes. “É possível sim, mas será uma decisão do presidente, no seu momento oportuno”, afirma.

Bairro José Walter

Luciano de Castro nasceu na capital cearense, quando a família morava no bairro José Walter, até se mudar para o município de Cascavel. Estudou sete anos no Colégio Militar de Fortaleza e foi o primeiro cearense a representar o Brasil em uma Olimpíada Internacional de Matemática, na China, em 1990. Engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), serviu por cinco anos no Comando da Aeronáutica, fez mestrado e doutorado em economia matemática no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).

Fora do Brasil

A saída do Brasil aconteceu após os cinco anos obrigatórios na Força Aérea Brasileira (FAB), quando pediu demissão para seguir carreira acadêmica. “Fui primeiro professor visitante na Universidad Carlos III de Madrid. Depois, consegui ir para o mercado acadêmico nos Estados Unidos. Em 2007, recebi ofertas dos departamentos de economia da University of Illinois e da Pennsylvania State University, e acabei optando pela primeira”, diz.

Em 2009, recebeu oferta para lecionar na University of Pennsylvania e na Northwestern University (Kellog School of Management) e optou pela última. Cinco anos depois, migrou para a University of Iowa como professor associado no Departamento de Economia na University of Iowa, onde está até hoje.

 

Com informações: Diário do Nordeste