As eleições e as mentiras nas redes sociais

Em artigo no O POVO deste sábado (7), a jornalista Lucinthya Gomes alerta que “a mentira e a difamação como método para prejudicar adversários sempre permearam campanhas eleitorais. A prática é antiga, mas o meio e o alcance mudaram”. Confira:

A campanha eleitoral de 2018 conta com a certeza de ser mais curta, ter menos recursos e muitos desafios impostos pela ação dos candidatos e de seus simpatizantes na internet. Ainda mais do que em pleitos anteriores.

As eleições já estão na pauta das redes sociais com intensa polarização, que vem se agravando desde a última sucessão presidencial. Mas a preocupação maior é com a proliferação de notícias falsas. Hoje, quando se fala em eleições limpas, não se pode desconsiderar este fator.

Representantes de órgãos eleitorais têm expressado a preocupação com o tema. Recentemente, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, também ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a Justiça pode anular uma eleição, se o resultado for influenciado por fake news em massa.

O assunto é sério, teve papel importante em eleições de outros países, como nos Estados Unidos, e tem potencial para ser um problema no Brasil. Autoridades eleitorais no País têm discutido a questão com a finalidade de traçar estratégias de enfrentamento.

A mentira e a difamação como método para prejudicar adversários sempre permearam campanhas eleitorais. A prática é antiga, mas o meio e o alcance mudaram. Com um smartphone na mão, qualquer pessoa pode compartilhar conteúdos duvidosos e maliciosos prejudicando um candidato ou beneficiando outro, ainda que muitas vezes não seja essa a intenção de quem repassa. Com tantos temas sensíveis rondando os debates, mexer com as emoções do eleitor será forte estratégia para influenciar o voto.

Por este motivo, recai sobre o cidadão também a reflexão sobre que tipo de conteúdo será passado adiante. Este é um momento em que a ingenuidade de alguns se torna aliada de quem estará mal intencionado nas redes sociais. Recebeu uma notícia e não tem certeza da veracidade? Melhor não compartilhar.

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