Camilo não descarta mudanças nos comandos da Segurança

O governador Camilo Santana reafirmou, na tarde de segunda-feira (2), que não pretende anistiar policiais militares envolvidos no motim. Um Projeto de Lei é discutido na Assembleia Legislativa e a discussão deve ser levada ao Congresso Nacional. A paralisação ainda pode trazer consequência aos comandos da corporação. Camilo não descarta a troca de lideranças, mas sinaliza que reuniões com a equipe deverão definir os próximos rumos.

“Vou reunir todas as áreas do Governo com influência na Segurança Pública”, afirmou Camilo, que pretende retomar os bons índices que o Ceará apresentava antes da crise desencadeada pela paralisação dos servidores. Sobre novas mudanças, o governador enfatizou que tudo “será dentro dos limites orçamentários”. 

Nas últimas horas, uma série de publicações entre Ciro Gomes, Sérgio Moro e Jair Bolsonaro repercutiram nas redes sociais. O ministro da Justiça e Segurança Pública defendeu a atuação da União como determinante para o fim da crise. Camilo tentou apaziguar os ânimos. “Foi uma união de forças“, afirmou, citando o trabalho de policiais civis, parte dos militares que não participaram dos motins, Força Nacional e Exército Brasileiro.

Camilo Santana ainda comentou a decisão judicial que concedeu liberdade a 46 policiais militares que participaram da mobilização. “Foi decisão da Justiça”, respondeu o governador, ressaltando, mais uma vez, não anistiar os envolvidos. “A sociedade não pode ficar refém de atos criminosos como esse”, pontuou.

Sobre o episódio envolvendo o senador licenciado Cid Gomes, que foi baleado ao tentar invadir um batalhão com uma retroescavadeira, o aliado político afirmou que a atitude foi uma maneira de manifestar indignação pela crise. Durante a tarde do mesmo dia, um grupo de homens mascarados, supostamente policiais militares, circulou por Sobral, determinando que o comércio fechasse as portas. “[Cid] é um homem do bem. Foi um dos grandes governadores da história do Ceará”, disse.

Por fim, Camilo Santana criticou o uso do movimento por políticos. “Todas as lideranças [dos policiais militares] estão em mandato ou são filiados a partidos políticos”, disse.

 

Com informações: CNews

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *