Polícia Federal investiga vídeos com ameaças a Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) investiga vídeos divulgados na internet em que homens ameaçam de forma ostensiva o presidente eleito, Jair Bolsonaro. As imagens estão sendo submetidas à análise do Departamento de Inteligência da PF. Os detalhes são mantidos sob sigilo por questão de segurança.

Bolsonaro já havia também relatado ameaças. Agentes responsáveis pela inteligência da PF confirmaram que, no fim de semana, houve a divulgação de vídeos suspeitos.
Desde que sofreu oatentado, em setembro, em Juiz de Fora, Minas Gerais, quando foi atingido por uma faca no abdômen, Bolsonaro passou a andar com uma escolta policial reforçada.Apesar do esquema rigoroso de segurança, uma manifestante conseguiu se aproximar ontem (20) do local de desembarque de autoridades no gabinete de transição no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e agredir verbalmente o presidente eleito, com xingamentos.


Reuniões
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), esteve hoje (21) por cerca de meia hora com Bolsonaro. Após o encontro, Fux saiu sem falar com a imprensa. O encontro ocorre no momento em que o presidente Michel Temer avalia a possibilidade de reajuste para os ministros do STF.Fux é o relator das liminares concedidas por ele, em 2014, que garantiram o pagamento de auxílio-moradia a juízes federais. O tema deverá entrar em pauta nos próximos dias.

Pela manhã, o futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi o primeiro a chegar ao gabinete de transição.

Em seguida, Bolsonaro desembarcou no local com o general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). O secretário-geral da equipe transição de governo, Gustavo Bebbiano, também estava no local.

Com informações: O Estado de Minas

Propina foi entregue em caixa de sabão para primo de Aécio, diz empresário

Dono de um supermercado de Belo Horizonte usado pela JBS para pagar propina a políticos, o empresário Waldir Rocha Pena revelou, em depoimento sigiloso obtido pelo jornal “O Globo”, que fez entregas de dinheiro vivo a um primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco, e a um ex-assessor do senador Zezé Perrella (MDB-MG), Mendherson Souza. Essas entregas, afirmou o empresário, foram feitas em caixas de sabão em pó. Os citados negam as acusações.

O relato corrobora a delação da JBS e constitui mais uma prova de pagamento de propina aos políticos. O depoimento foi dado por Waldir à Receita Federal e enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), a quem cabe investigar Aécio e Perrella no caso.

As informações prestadas por Waldir também foram compartilhadas com a Polícia Federal de Minas Gerais e usadas na deflagração da Operação Capitu, que apura corrupção no Ministério da Agricultura e prendeu temporariamente o dono da JBS, Joesley Batista, e outros envolvidos no caso.

Em sua delação premiada, o ex-diretor da J&F Ricardo Saud relatou que operacionalizou repasses para Aécio Neves por meio de operações financeiras com um supermercado de Belo Horizonte e a consequente entrega em dinheiro para Frederico. Na delação, Saud revelou ter repassado cerca de R$ 4 milhões para o tucano nessas operações.

Waldir Pena, um dos sócios da empresa Supermercado BH Comércio de Alimentos, confirmou as informações delatadas por Saud e deu novos detalhes ao caso. Embora o empresário não cite valores, a investigação obteve documentos contábeis que apontam que as entregas em dinheiro vivo totalizaram cerca de R$ 6 milhões. As operações foram feitas em 2014, ano eleitoral.

Segundo Waldir, a operação acertada com a JBS “consistiria na disponibilização de recursos em espécie”. Em troca, a JBS emitia certificados de quitações de débitos do supermercado. Ou seja: o supermercado entregava o dinheiro vivo a representantes do grupo, e a JBS abatia esses valores da venda de suas mercadorias para o supermercado.

Frederico e Mendherson se apresentaram para receber o dinheiro como “representantes da JBS”, segundo o empresário. Waldir afirmou que foram feitas quatro entregas de valores.

Segundo o empresário, após a JBS informar a data da entrega, o dinheiro vivo era retirado das lojas dos Supermercados BH e, por meio de transportadoras de valores, levado ao centro de distribuição, onde ficava guardado em um cofre. “No dia das entregas, o dinheiro em espécie era acondicionado em uma caixa de sabão em pó e repassado ao enviado da JBS”, afirmou.

Em seu depoimento, Waldir afirmou que “não sabe a destinação e os beneficiários dos recursos” e que “essas operações foram atípicas e não ocorreram em nenhuma outra oportunidade”. Em conjunto com a Polícia Federal, a Receita Federal busca detectar possíveis ocorrências de crimes tributários e financeiros nas operações.

A PF também ouviu um funcionário da JBS responsável por acertar a operação com os supermercados. Trata-se de Renato Costa, presidente da divisão de carnes da JBS no Brasil. Renato, que não fez delação premiada, disse que apenas cumpriu ordens de um superior, Ricardo Saud, e que fazia questão de não saber os destinatários do dinheiro.

Na Operação Patmos, em maio de 2017, que monitorou entregas de dinheiro feitas pela JBS, os emissários para receber recursos foram também Frederico e Mendherson – ambos chegaram a ser presos pela PF.

Por meio de sua assessoria, Aécio Neves afirmou que “desconhece o assunto”. “Todas as doações recebidas pela campanha nacional do PSDB em 2014 foram legais e estão devidamente declaradas junto à Justiça Eleitoral. As acusações formuladas pelos executivos da JBS já se mostraram mentirosas, o que levou inclusive a PGR a solicitar a rescisão de seus acordos de colaboração”, diz a nota.

O advogado Carlos Alberto Arges, que representas os acionistas majoritários do Supermercados BH, afirmou que as declarações de Waldir, classificado como sócio minoritário, “não procedem” e que “jamais houve qualquer tipo de pagamento de valores ao senhor Frederico Pacheco”.

A assessoria de Zezé Perrella afirmou que não foram encontradas provas que liguem pagamentos da JBS ao senador. Procurada, a defesa de Mendherson classificou de “mentira estúpida” a declaração de Waldir e negou as acusações. A defesa de Frederico Pacheco não respondeu.

 

Com informações: Diário do Nordeste

Morte de Roni, mascote Tutuba, do Ferroviário, foi por agressão policial, dizem testemunhas

A morte de Ronierbson Gomes e Silva, que trabalhava como o mascote do Ferroviário, o Tutuba, teria sido motivada por agressão policial, e não por um acidente de carro. As informações são de moradores dos arredores de onde Ronierbson bateu o carro, no bairro Cristo Redentor.

O acidente aconteceu na segunda-feira (5), quando o a vítima voltava da comemoração do título da Taça Fares Lopes, conquistada pelo time. Ronierbson colidiu com um poste.

Nova Versão

Segundo moradores que optaram por não se identificar, Ronierbson saiu do veículo andando, caminhou cerca de 150 metros e parou em uma pizzaria, onde teria pedido ajuda. Logo uma viatura da Polícia Militar chegou, mas Ronierbson, que estava alcoolizado, negou a ajuda dos PMs.

Os oficiais, então, segundo as testemunhas, começaram a agredir Robierson com pontapés. “Quando chegou na pizzaria, arrastaram ele para fora e começou a agressão. Eu e outros populares pedimos pra não bater no rapaz. Mas, eles não deram a mínima”, conta uma mulher que presenciou a violência.

Após alguns minutos de agressão, os agentes o colocaram dentro da viatura. Tutuba foi levado para o Instituto Doutor José Frota (IJF), onde chegou sangrando bastante e com fortes dores abdominais.

Um fato inusitado é que o veículo onde Ronierbson estava na hora do acidente não teve nenhuma marca de sangue.

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) instaurou procedimento disciplinar referente à denúncia citada.

 

Com informações: Diário do Nordeste

Ex-prefeito de Baraúna é morto pelo pai após ser confundido com assaltante, na PB

O ex-prefeito da cidade de Baraúna, no Curimataú da Paraíba, foi morto pelo pai após ser confundido com um assaltante na noite desta segunda-feira (12). De acordo com a Polícia Civil, Alyson Azevedo tinha 37 anos e foi até a casa do pai, Adilson Azevedo, também ex-prefeito da cidade, depois de ser chamado por vizinhos porque uma fumaça estava saindo da casa dele e ninguém conseguia acordá-lo.

Alyson correu até a casa do pai e tentou arrombar a porta. Nesse momento, o pai atirou de dentro da casa contra o filho achando que se tratava de um assalto. Alyson Azevedo foi baleado no peito, chegou a ser levado para o Hospital de Picuí, mas não resistiu e morreu.

A fumaça que saía da casa e chamou a atenção dos vizinhos era de uma panela que estava no fogão. O pai, Adilson Azevedo, vai prestar depoimento à polícia nesta terça-feira (13) sobre o caso.

Alyson Azevedo foi eleito prefeito da cidade de Baraúna em 2008, pelo MDB, enquanto seu pai, Adilson Azevedo, foi o candidato eleito das Eleições 2000, pelo mesmo partido, na época ainda PMDB.

Com informações: G1 Paraíba

Acidente com morte no Beach Park foi causado por ‘excesso de peso’, conclui laudo

O acidente que matou o radialista Ricardo José Hilário Silva no toboágua “Vainkará”, no Beach Park, foi ocasionado por “excesso de peso” e “distribuição irregular dos participantes” na boia em que quatro pessoas desciam no brinquedo, conforme conclui um laudo pericial da Coordenadoria de Perícia Criminal ligada à Secretaria da Segurança do Estado e obtido com exclusividade pelo G1.

O laudo, concluído em 29 de setembro , aponta que os quatro participantes fizeram uso correto do brinquedo, cumprindo as normas de se manterem na posição correta na boia. O “Vainkará” foi fechado logo após o acidente por tempo indeterminado e retirado da lista de brinquedos disponibilizada no site do parque aquático.

José Hilário morreu no trecho final do brinquedo, em 16 de julho, dois dias após a inauguração da atração. A vítima chegou a receber atendimento no local, mas não resistiu. Ele era turista de Sorocaba, em São Paulo, onde foi sepultado dois dias depois do acidente. A boia tombou após a última curva do “Vainkará”, e Hilário bateu com a cabeça no chão do brinquedo.

O toboágua é utilizado por quatro pessoas, que descem simultaneamente na mesma boia. O limite de peso do quatro participantes deve ser de 320 quilos, conforme as normas do brinquedo. José Hilário desceu com outras três pessoas que somavam 390 quilos, conforme o documento.

O documento diz que os fatores associados ao excesso de peso e a distribuição irregular dos ocupantes na boia são “de responsabilidade do operador/parque, tanto de avaliar o peso total como distribuição dos ocupantes na boia”. Na época do acidente, o Beach Park informou por meio de nota que checa o peso dos participantes; conforme os três sobreviventes que desceram na mesma boia que José Hilário, não houve essa aferição.

A reportagem voltou a entrar em contato com o Beach Park que em nota, afirmou que não irá se pronunciar sobre o laudo e também não respondeu se pretende reabrir a atração.

A reportagem  também procurou a ProSlide, empresa fabricante do brinquedo, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Vainkará, toboágua do Beach Park onde ocorreu acidente, tem 29,5 metros de altura — Foto: Arquivo pessoal – Eduardo Tchao/TV

A equipe composta por três peritos criminais do Governo do Estado do Ceará realizou testes de descida com pesos somando entre 350 e 425 quilos, incluindo testes com 390 quilos, o total somado pelos participantes envolvidos no acidente.

O excesso de peso e distribuição de peso das quatro pessoas fazem com que o “sistema boia-usuários descreve uma trajetória anormal, principalmente no percurso final, onde está compreendida a parte de correção do sistema ou região de frenagem”.

Um outro trecho do documento aponta que o excesso de peso “faz com que o sistema [as pessoas na boia] suba a barreira de contenção (borda lateral) próximo ao túnel de saída [local do acidente], caracterizando um comportamento não esperado, proporcionando o tombamento do sistema, sendo estes os fatores determinantes para o sinistro [acidente].

A defesa da família de Hilário afirmou que até o momento não houve nenhuma proposta do parque aquático relacionada à indenização pela morte.

Sem responsabilidade dos usuários

Brinquedo Vainkará, no Beach Park — Foto: Geraldo Jr.

O laudo afirma que os quatro participantes da descida não tiveram responsabilidade no acidente, mas é inconclusivo ao apontar um culpado. Os peritos afirmam que para avaliar a responsabilidade da empresa fabricante do toboágua é preciso que a ProSlide compartilhe informações sobre o desenvolvimento e montagem do Vainkará, “contudo, embora tenham sido realizadas solicitações formais, tais projetos não foram apresentados” até a conclusão da perícia.

“Essa dinâmica [que levou ao acidente] não depende diretamente do posicionamento ou ações dos usuários ou de um deles especificamente, desde que eles estejam em suas posições originais no momento do evento”, diz um trecho do documento.

Imagens de dois segundos antes do ocorrido confirmam que os quatro ocupantes da boia estavam em posições adequadas.

Imagem obtida pelo G1 feita dois segundos antes de acidente mostra radialista (à direita) com outras três pessoas na descida de brinquedo do Beach Park onde houve acidente — Foto: Reprodução

De acordo com o advogado da família da vítima, João Vicente Leitão, a conclusão do laudo “não deixa dúvidas” de que houve uma série de falhas por parte do estabelecimento. Dentre elas, ausência da verificação dos pesos dos quatro ocupantes da boia.

“Na placa da entrada do brinquedo falava que o limite era de 320 quilos. A cada descida teria que haver essa pesagem. Se os pesos dos quatro não ultrapassaria. Isso não foi feito. Também deveriam intercalar pesos entre os mais leves e os mais pesados. Não aconteceu esse trabalho de prevenção por parte Beach Park. O laudo é bem técnico. A família irá contratar um perito também e vamos tomar os caminhos jurídicos”, afirmou João Vicente Leitão, advogado da família de José Hilário.

O laudo apontou ainda que “a responsabilidade do usuário se restringe ao posicionamento correto e em manter a posição adequada no veículo de escorregamento durante o percurso”. Os peritos afirmam que a energia adquirida no momento do tombamento poderia causar lesões fatais ao usuário localizado no ponto mais crítico da boia, posição onde estava José Hilário.

“É oportuno mencionar que a análise do critério de risco é de fundamental importância para saber se o comportamento descrito (anormal) que foi observado na prática teria sido previsto no momento do projeto, ou se houve falha de previsão desse comportamento, ou se houve determinação equivocada do coeficiente de segurança”, conclui a perícia.

Em nome da esposa de José Hilário, João Leitão informou que a família da vítima busca voltar à rotina e permanece sem condições psicológicas de conversar acerca do caso. Adriano Castor, amigo de profissão do radialista, disse que espera que as “autoridades tomem conta do caso e a Justiça faça a lei prevalecer”.

Secretaria se nega a divulgar o laudo

Contactada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS) se limitou a informar que há um inquérito policial sob a responsabilidade da Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE).

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) complementou que por o inquérito ainda estar tramitando, o procedimento não chegou ao órgão, sendo assim, incapaz de ofertar a denúncia. A defesa de Hilário acrescentou que, até o momento, o inquérito vem sendo acompanhado, mas não houve nenhuma proposta do parque aquático relacionada à indenização devido a morte.

Com informações: G1 Ceará

Família de ex-funcionário morto por prefeito protesta em sessão da Câmara

A família de Augusto César do Nascimento compareceu à primeira sessão da Câmara Municipal de Santana do Acaraú após o retorno do prefeito Marcelo Arcanjo (MDB). O gestor é apontado como autor do assassinato de Nascimento, ex-funcionário da Prefeitura. O crime aconteceu no dia 29 de setembro. Nesta sexta-feira, 9, parentes usaram a tribuna da Câmara para protestar contra o retorno do prefeito ao cargo.

Após se apresentar no dia 4 de outubro na Delegacia Geral de Polícia Civil, no Centro de Fortaleza, o prefeito permaneceu preso, mas foi liberado e reassumiu as funções na administração municipal. Em Fortaleza, ao chegar para depor na delegacia, ele descobriu que havia mandado de prisão temporária em aberto contra ele.

Como teria sido o crime:

Familiares da vítima afirmam que Arcanjo, que é policial federal aposentado, chegou à residência do funcionário e houve discussão entre os dois. O gestor acreditaria que o ex-funcionário estaria fazendo críticas a ele. O prefeito ainda teria dado um abraço na vítima antes de atirar.

Depois que se entregou à Justiça, o prefeito alegou legítima defesa e contou ter ido tomar satisfação de boatos que a vítima estaria espalhando. Segundo ele, ao encontrar César, o prefeito disse ter sido agredido. A versão dele é diferente da dinâmica do crime apontada por testemunhas.

Casado com uma prima da vítima, Ari de Assis diz que a família tem feito um apelo. “Estamos sensibilizando a Câmara de Vereadores”, relata.

De acordo com o vereador da oposição Domingos Sávio, a Polícia pediu a conversão da prisão temporária em preventiva e a cassação do prefeito. No entanto, o pedido ainda não foi julgado.

 

Com informações: O Povo

Santana do Acaraú: Prefeito investigado por homicídio reassume a Prefeitura do município

O Prefeito Raimundo Marcelo Arcanjo reassumiu a prefeitura de Santana do Acaraú, na região Norte do Estado, na manhã desta segunda-feira (05). O Prefeito é suspeito de ter assassinado um homem no dia 29 de agosto e, desde então, estava afastado do cargo. Em entrevista político informou apenas que reassumiu a função após uma licença de dois meses para “tratar de assuntos particulares” estar acabando.

Raimundo Arcanjo tem porte de arma de fogo por ser policial federal aposentado. Ele esteve foragido por seis dias após o homicídio do ex- funcionário da prefeitura Augusto César do Nascimento, mas se entregou no dia 4 de setembro. Apesar de evitar a prisão em flagrante, o prefeito tinha mandado de prisão em aberto e chegou ficar detido. Agora, ele responde em liberdade e, como não há condenação, a lei não o impede de exercer o mandato.

Em entrevista, por telefone, Raimundo Arcanjo disse que resolveu antecipar a volta – a licença concedida pela Câmara de Vereadores da cidade termina no sábado (10) – para cuidar das contas da Prefeitura. “A licença vence no próximo sábado e é por isso que estou voltando agora, para consultar as contas. Aquela burocracia toda”, explicou.

Perguntado sobre o crime do qual é investigado, ele se recusou a comentar. “Eu estou voltando para cumprir o meu mandato. Esse assunto eu me recuso a falar. Falo somente ao Juiz. Está entregue à Justiça. Estou à disposição da Justiça. Esse assunto eu trato somente com as autoridades e o Ministério Público”, afirmou.

Relembre o crime

No dia 29 de agosto, no bairro Retiro, Marcelo Arcanjo teria entrado na casa de Augusto César do Nascimento, conhecido como ‘César da Regina’, por volta das 18h30, e disparado várias vezes contra o homem, na cabeça. Após a execução, o prefeito fugiu.

Augusto trabalhou como motorista da Secretaria Municipal de Ação Social do município e, conforme a Polícia, foi exonerado do cargo no começo deste ano.

Na época do assassinato, o delegado chegou a dizer que o crime teve relação política. Em depoimento, o prefeito afirmou que o ex-servidor espalhava informações falsas sobre ele desde que havia sido exonerado do cargo que ocupava na gestão.

“Tem relação com a política. A vítima se sentia desprestigiada pelo tratamento que o gestor deu a ele. Achava que tinha sido injustiçado porque foi demitido. E por essa razão criticava a gestão. Além da crítica, havia o comentário da vítima de que a primeira dama teria recebido R$ 10 mil em propina. Isso enfureceu o autor e ele foi até a casa da vítima para tomar satisfações da crítica”, detalhou à época o delegado Marcos Aurélio.

 

Com informações: Diário do Nordeste

 

Denúncia de estupro contra universitária pode ser “motivação política”

A capital cearense acordou nesta sexta-feira, 26, com mais uma triste atualização para a série dos “possíveis casos de motivação política”. A denúncia de estupro de uma estudante da Universidade de Fortaleza (Unifor) nos arredores do campus, no bairro Edson Queiroz, tomou as redes sociais e está sendo atualmente investigada pela Polícia Civil através da da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

SSPDS

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) o caso teria sido comunicado à delegacia, na noite dessa quinta-feira (25). “Um inquérito policial foi instaurado na especializada para apurar o crime contra uma mulher de 33 anos. A vítima compareceu à Casa da Mulher Brasileira, onde foi acolhida no Centro de Referência da Mulher por uma equipe formada por assistentes sociais e psicológicos. A mulher foi encaminhada para realização de exame de corpo de delito, na sede da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e, em seguida, conduzida para uma unidade de saúde para ser medicada”, informou.

Ainda de acordo com a SSPDS, outros detalhes serão repassados em momento oportuno, para não comprometer os trabalhos policiais.

Ministério Público

O Ministério Público do Estado do Ceará emitiu Nota Pública a respeito do possível caso de “racismo e estupro” envolvendo a estudante. No pronunciamento, o MPCE afirma que vem acompanhando o caso junto à Delegacia de Defesa da Mulher. Leia a nota na íntegra:

O Ministério Público, por meio do Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim), tem mantido contatos com a Polícia Civil, estando à inteira disposição para colaborar com o que for necessário para o pleno esclarecimento do caso e para garantir que os responsáveis respondam por seus atos na forma da lei. 

O MPCE repudia todas as formas de violência contra a mulher e reafirma seu compromisso na defesa e promoção dos direitos humanos.

OAB – Defensorias Públicas e Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos

O Observatório da Intolerância Política e Ideológica do Ceará está acompanhando o caso da estudante universitária vítima de violência na tarde desta quinta-feira (25/10), nos arredores da Universidade de Fortaleza (Unifor). Todos os procedimentos cabíveis (nas esferas legal e criminal) e medidas administrativas estão sendo adotados para identificação do autor, responsabilização e resguardo da integridade da estudante. Os detalhes do caso são sigilosos em respeito à privacidade e à segurança da vítima.

Formado pela Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPE-CE), Defensoria Pública da União no Ceará (DPU-CE), Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE) e pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CEDH), o Observatório da Intolerância Política e Ideológica do Ceará monitora denúncias e acompanha casos de violência relacionados a preconceitos, discriminações e intolerância.

UNIFOR

A Universidade de Fortaleza repudia qualquer ato de violência e se solidariza com as vítimas, em quaisquer circunstâncias, dentro ou fora do campus. “Sobre o caso exposto na mídia nas últimas horas envolvendo uma aluna, a Unifor está tomando as medidas cabíveis junto às autoridades competentes e coloca a sua estrutura de apoio jurídico e psicológico para acompanhamento, mesmo que o assunto em voga não tenha ocorrido no campus. Reiteramos o compromisso da instituição de preservar as identidades de todos os envolvidos até que as questões sejam esclarecidas.

UNIVERSIDADE DE FORTALEZA

Mobilização social

Ainda no fim da manhã de hoje, 26, estudantes realizaram caminhada pelo campus e avenida Washigton Soares em ato contra a violência e a intolerância política.

Estudo mostra que agressões por motivação política crescem nas redes sociais no 2º turno

Estudo da FGV mostra que comentários sobre agressões a gays, lésbicas e transexuais e outros casos de violência por motivação política geraram 2,7 milhões de postagens desde que 2º turno começou. Candidatos a presidente condenaram violência por parte de eleitores.

O estudo da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV mostra que os comentários sobre agressões por motivação política geraram 2,7 milhões de postagens desde que o segundo turno começou, contra 1,1 milhão nos 30 dias anteriores à eleição. Essas postagens repercutem denúncias de agressões que circulam nas redes ou são notícias nos jornais.

Haddad

O candidato do PT, Fernando Haddad, condena todo tipo de violência: “Veja bem, nós estamos conversando com todas as forças que queiram conter a barbárie, que está em escalada no país. Nós temos que botar um fim nessa violência. É demais o que está acontecendo”, disse Haddad.

Jair Bolsonaro

O candidato Jair Bolsonaro também repudia a violência e já disse que dispensa o voto de eleitores que cometem tais atos: “Dispensamos esse tipo de voto. Não queremos a violência de quem quer que seja, tenha votado em mim ou não, cometeu crime, vai ter que pagar”, disse.

 

Com informações: O Estado Ce

Governo do Ceará recebe dois novos helicópteros para a Ciopaer nesta sexta-feira (19)

A frota de aeronaves da segurança pública do Ceará passa a ocupar o terceiro lugar do Brasil em número de equipamentos com a entrega, na manhã desta sexta-feira (19), de dois novos helicópteros para a Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer). A solenidade de entrega ocorre a partir das 9h30, no Hangar da Ciopaer, na área operacional do Aeroporto Internacional Pinto Martins.

Adquiridos junto à Airbus e fabricados pela Helibras, os dois helicópteros multimissão de modelo H135 são os primeiros no mundo em configuração policial e reforçarão a segurança pública do Ceará, além de prestar apoio nas operações de salvamento, monitoramento ambiental e de recursos hídricos e aeromédicas em todo o Estado.

Participam do momento o governador Camilo Santana; o presidente da Helibras e Head of Country da Airbus no Brasil, Richard Marelli; e o diretor do Centro de Entregas da Airbus na Alemanha, Amaury Bastos.

Serviço

Entrega dos novos helicópteros da Ciopaer
Data: sexta-feira (19/10)
Hora: 9h30
Local: Hangar da Ciopaer (Avenida Senador Carlos Jereissati, 3000, área operacional do Aeroporto Internacional Pinto Martins)

Com informações: ASCOM do Governo do Estado do Ceará

Pentecoste: MPCE desarticula quadrilha que cometeu golpes em idosos para financiar campanha de prefeito

 

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio da Promotoria de Justiça de Pentecoste e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), com apoio da Polícia Civil, deflagrou nesta quinta-feira (18/10) a Operação “Caixa 2” visando a desarticular uma associação criminosa que arrecadou altas quantias para financiar a campanha eleitoral de 2016.

Segundo a investigação, até o momento, o valor acumulado ilicitamente foi de, aproximadamente, R$ 300 mil, utilizado para custear a campanha do atual prefeito de Pentecoste, João Bosco Pessoa Tabosa, e do presidente da Câmara, vereador Pedro Hermano Pinho Cardoso. Além do prefeito e do presidente da Câmara, o grupo contava com a participação da primeira-dama, Maria Clemilda Pinho de Souza, e da procuradora do Município, Maria Clara Rodrigues Pinho. Com o auxílio de Maria da Conceição Domingos Sousa, Moisés da Silva Gomes e dois funcionários do Banco do Brasil de Pentecoste, José Elierto Correia e Igor de Castro e Silva Marinho, foi realizada uma série de estelionatos em idosos, por meio de empréstimos e adiantamentos de 13º salários sem autorização.

De acordo com o promotor de Justiça de Pentecoste, Jairo Pereira Pequeno Neto, as funções eram bem definidas dentro do esquema: “As irmãs Clara Pinho e Clemilda Pinho eram as articuladoras da associação criminosa, tendo sido elas as responsáveis por contratar Maria da Conceição e sugerir-lhe a aplicação dos golpes. João Bosco e Pedro Cardoso foram os principais beneficiados do esquema, uma vez que todo o dinheiro angariado era destinado às suas campanhas eleitorais. Maria Conceição e Moisés ficaram responsáveis por ganharem a confiança dos idosos, contrair os empréstimos, efetuar os saques e entregar os valores às autoridades. Igor de Castro e José Elierto alteravam as biometrias dos idosos, a margem de contratação de empréstimos e saques nos caixas eletrônicos dos clientes do Banco do Brasil”, detalhou.

A operação evidenciou ainda um esquema de funcionários fantasmas na Câmara Municipal de Pentecoste, isto é, pessoas que nunca trabalharam no órgão legislativo estavam na folha de pagamento recebendo salário. Conforme o representante do MPCE, uma dessas pessoas “fantasmas” era Maria da Conceição que ganhava esse valor como forma de contraprestação pelos serviços prestados na campanha eleitoral do presidente da Câmara. “Pedro continuou a repassar o pagamento para Conceição mesmo depois que esta teve a sua prisão preventiva decretada, com o objetivo de evitar que a estelionatária fosse presa e citasse o seu nome no esquema”, declara o promotor.

Maria da Conceição foi a primeira do esquema criminoso a ser presa e, com a colaboração premiada dela, o órgão ministerial teve acesso a fotos e vídeos que demonstraram a participação das autoridades municipais e serviram como base para concessão das medidas judiciais autorizadas pelo juiz Caio Lima Barroso. A Justiça determinou a realização de busca e apreensão na Câmara dos Vereadores e na residência de Clara Pinho e Pedro Cardoso; o afastamento de Clemilda Pinho, Pedro Cardoso e Clara Pinho dos respectivos cargos públicos por 180 dias, vedando que estes se aproximassem de quaisquer órgãos públicos; o afastamento dos cargos dos bancários por 60 dias; o sequestro de bens do prefeito João Bosco; e a quebra do sigilo bancário dos envolvidos.

Com informações: ASCOM do Ministério Público do Estado do Ceará