Três nomes ganham força para presidir a AL-CE

Entre os cotados para presidir a Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE) a partir do ano que vem, três nomes ganharam força nas últimas semanas: os deputados estaduais Evandro Leitão, Tin Gomes e o atual chefe da Casa, Zezinho Albuquerque – todos do PDT, partido com a maior bancada.

A cerca de dois meses da eleição, marcada para 1º de fevereiro de 2019, os postulantes já trabalham articulação com os parlamentares para se cacifarem na corrida pela chefia da mesa.

Nessas negociações, dois pré-candidatos reuniriam mais condições para chegar ao comando da Assembleia: Tin, que teria bom trânsito entre os colegas; e o próprio Zezinho, pelo capital construído ao longo de três mandatos na presidência.

A longa permanência nesse posto, no entanto, é definida como um entrave aos planos do pedetista. Em conversa com a reportagem, Zezinho disse que as discussões ainda estão se iniciando.

“Precisamos conversar muito com os presidentes de partidos, o governador, saber qual o pensamento de cada um”, respondeu o deputado. “Estou procurando amigos, lideranças, pra ver se o melhor é eu continuar. Não há nada definido.”

Nessa briga silenciosa, deputados ouvidos pela reportagem apontaram vantagem para Tin. “O governador disse que acolheria o nome consensualmente indicado pela Assembleia”, falou um deles. “O Tin é o que tem mais proximidade entre a gente. É o mais simpático aos deputados.”

Uma parlamentar ressalvou ainda que, para que Zezinho retirasse seu nome da disputa pela presidência da AL-CE, teria de ser compensado. “E seria uma recompensa alta”, sugeriu, em seguida acrescentando que o pedetista poderia assumir uma secretaria no segundo mandato de Camilo. “Tudo depende da conversa”, resumiu.

Tin admite que tem procurado deputados para tratar sobre a sua candidatura e que a reação “tem sido muito receptiva”. Segundo ele, o mais importante é chegar a um nome que represente não apenas o PDT, mas a maioria da Casa.

“A intenção é evitar divisão, como aconteceu naquela outra vez”, enfatizou, referindo-se à última eleição, quando a postulação do deputado Sérgio Aguiar (PDT) contra Zezinho abriu uma crise na base que teria como efeito direto a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) pela AL.

Desde a última segunda-feira, Camilo tem recebido os deputados da base  para diálogos. Na próxima semana, o governador tem reunião acertada com o presidente estadual do PSD e deputado federal, Domingos Neto. Na pauta, está o espaço que a legenda pode vir a ter no novo desenho do secretariado do petista.

Atual presidente da sigla, Neto vai ceder o comando do PSD no Ceará para o pai, Domingos Filho.

Tentamos contato com o deputado Evandro Leitão, mas não obtivemos retorno.

 

Com informações: O Povo

Diplomação: Última etapa do processo eleitoral. Dia 10 em Brasília, e 19 no Ceará

No próximo dia 10 de dezembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará a sessão solene de diplomação do presidente da República eleito em 2018, Jair Bolsonaro, e de seu vice, general Hamilton Mourão. Na ocasião, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, entregará a ambos os respectivos diplomas eleitorais, documentos que os habilitarão a tomar posse para exercer os mandatos para os quais foram eleitos pela maioria dos brasileiros no pleito geral deste ano.

No Ceará, a diplomação dos eleitos acontecerá no próximo dia 19, no Centro do Eventos, segundo definição dos integrantes do  Tribunal Regional Eleitoral. Serão diplomados o governador Camilo Santana (PT) e a vice Izolda Cela (PDT), os senadores Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (PROS), 22 deputados federais e 46 deputados estaduais. A posse do governador e da vice-governadora acontecerá no dia primeiro de janeiro, enquanto a dos senadores, deputados federais e estaduais será no dia primeiro de fevereiro.

De acordo com o Glossário Eleitoral, a diplomação é o ato por meio do qual a Justiça Eleitoral, com a entrega dos diplomas devidamente assinados, atesta quem são, efetivamente, os eleitos e seus suplentes. É somente a partir da diplomação que os candidatos se tornam aptos a tomar posse no cargo para o qual foram eleitos.

O diploma é confeccionado e emitido pela Justiça Eleitoral após o encerramento da eleição com a confirmação do resultado das urnas. O documento legaliza, portanto, a posse do candidato no cargo para o qual concorreu e foi eleito, e o legitima a representar a população da circunscrição eleitoral pela qual foi escolhido.

Como dispõe o parágrafo único do art. 215 da Lei nº 4.737/1965 (Código Eleitoral), as seguintes informações deverão constar nos diplomas: o nome do candidato; a indicação da legenda do partido político ou da coligação pela qual o candidato concorreu; o cargo para o qual foi eleito ou a sua classificação como suplente; e, facultativamente, outros dados a critério da Justiça Eleitoral. O documento emitido deverá apresentar código de autenticidade gerado pelo Sistema de Candidaturas após o registro da diplomação.

A sessão de diplomação

A sessão solene de diplomação deve ocorrer até o dia 19 de dezembro do ano da eleição, após a análise das prestações de contas dos candidatos eleitos, porém antes do início do recesso forense, que vai de 20 de dezembro a 6 de janeiro.

A cerimônia é realizada pelo órgão eleitoral competente. Os candidatos eleitos aos cargos de presidente e vice-presidente da República receberão diplomas assinados pelo presidente do TSE. Os eleitos aos demais cargos federais, estaduais e distritais, assim como os vices e suplentes, receberão diplomas assinados pelos presidentes do respectivos tribunais regionais eleitorais.

Por sua vez, nas eleições municipais, a competência para realizar a diplomação é da Junta Eleitoral (se houver mais de uma junta no município, será aquela presidida pelo juiz mais antigo), e o diploma é assinado pelo juiz-presidente.

Conforme explica o assessor-chefe substituto de Cerimonial do TSE, Diego Silva de Oliveira, a entrega dos diplomas aos eleitos marca não só a abertura de prazos importantes para a Justiça Eleitoral – como o início do prazo para o ajuizamento de ações de impugnação da diplomação e de impugnação do mandato eletivo –, mas também o encerramento dos trabalhos da Justiça Eleitoral relativos à eleição recém-concluída.

“A sessão solene de diplomação é o coroamento do trabalho da Justiça Eleitoral. Após a diplomação, temos o sentimento de dever cumprido. É um evento que, quando realizado com êxito, nos deixa muito felizes e satisfeitos. A partir daí, a Justiça Eleitoral cumpriu a sua função de conduzir todo o processo eleitoral brasileiro e pode passar a responsabilidade para os poderes competentes pela cerimônia de posse dos eleitos”, destaca.

 

Com informações: Edison Silva / TSE

Falta apenas um ministro ser nomeado por Bolsonaro

A equipe de ministros que comporão o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), está quase formada. No início da tarde desta quinta-feira, 6, a assessora do senador não reeleito Magno Malta (PR-ES), a pastora Damares Alves foi nomeada futura ministra dos Direitos Humanos.

Agora, o capitão da reserva tem de anunciar o futuro titular do Meio Ambiente. São especulados alguns nomes para a função. A pretensão de Bolsonaro é nomear alguém que tenha bom trânsito no setor ruralista.

O agrônomo Evaristo de Miranda, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foi o primeiro nome a ser ventilado, mas já afirmou que não aceitaria o convite por razões pessoais.

O delegado Alexandre Silva Saraiva, superintendente da Polícia Federal no Amazonas foi sondado por Bolsonaro. Na lista de cotados, está ainda o ex-secretário do Meio Ambiente de Geraldo Alckmin, em São Paulo, o advogado Ricardo Salles, filiado ao partido Novo.

O engenheiro agrônomo Xico Graziano é outro nome que integra a lista. Não agrada o núcleo militar do governo, entretanto, a relação que Graziano já manteve com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Confira ministros já anunciados:

  1. Paulo Guedes (Economia)
  2. Onyx Lorenzoni (Casa Civil)
  3. Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública)
  4. General Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional)
  5. Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia)
  6. Tereza Cristina (Agricultura)
  7. General Fernando Azevedo e Silva (Defesa)
  8. Ernesto Araújo (Relações Exteriores)
  9. Wagner Rosário (Controladoria Geral da União)
  10. André Luiz de Almeida Mendonça (Advocacia Geral da União)
  11. Roberto Campos Neto (Banco Central)
  12. Luiz Henrique Mandetta (Saúde)
  13. Gustavo Bebianno (Secretaria Geral da Presidência)
  14. Ricardo Vélez Rodríguez (Educação)
  15. Carlos Alberto dos Santos (Secretaria do Governo)
  16. Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura)
  17. Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto (Desenvolvimento Regional)
  18. Osmar Terra (Cidadania)
  19. Marcelo Álvaro Antonio (Turismo)
  20. Bento Costa de Albuquerque (Minas e Energia)
  21. Damares Alves (Direitos Humanos)

 

Com informações: Blog de Política O Povo

Presidente do TCE apresenta números da atuação da Corte

O conselheiro Edilberto Pontes, presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Ceará, apresentou ontem, como vem fazendo nos últimos anos, uma prestação de contas das atividades da Corte de Contas estadual no decorrer deste ano. Os números são bem maiores, em relação aos anteriores, em razão de já haver completado um ano da absorção pelo TCE das competências atribuídas ao extinto Tribunal de Contas dos Municípios, responsável, quando da sua existência, pelo controle externo das atividades municipais.

O Tribunal de Contas do Ceará, no contexto nacional, é um dos mais modernos e eficientes, também em razão das suas parcerias com o fim de melhor exercer o seu mister, no caso, a fiscalização quanto à boa aplicação dos recursos públicos, sem descuidar da devida orientação aos gestores municipais e estaduais, muitos deles até com bons propósitos, mas sem o devido preparo para o cumprimento das normas legais.

No encontro de hoje do presidente do TCE, outros conselheiros e procuradores com jornalistas, quando os números foram apresentados, Edilberto anunciou a criação de um Conselho, dentro do novo projeto de Governança daquele Tribunal, integrado por pessoas representativas da sociedade cearense, como mais um canal de transparência, assim como poder  discutir  ações da Corte de Contas e sugerir medidas para mais abrangente ainda ser o controle externo que o Tribunal executa.

 

Com informações: Edison Silva

“Se for o Tasso, ganho mais fácil ainda, inclusive dentro do PSDB”, diz Renan sobre Tasso Jereissati

Renan Calheiros (MDB), candidato a presidente do Senado, garante ter 30 colegas da Casa na sua base de votação. Ele, no entanto, evita dar mais detalhes, informa a Veja Online.

A propósito, Renan Calheiros é o entrevistado desta noite de sexta-feira do jornalista Roberto D’Avila, na GloboNews. Perguntado sobre sua candidatura, o emedebista mandou essa:

— Vou decidir se sou candidato na última hora. Mas seu eu for, ganho. E se for contra o Tasso, ganho mais fácil ainda. Inclusive dentro do PSDB.

 

Com informações: Eliomar de Lima

Caucaia é beneficiada com projeto nacional de iluminação pública

O município de Caucaia foi contemplado por um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério da Segurança Pública (MSP) e o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), que tem o objetivo de ampliar a iluminação pública da cidade. Em todo o País, 19 cidades foram contempladas pelo projeto, que visa, sobretudo, melhorar a sensação de segurança em pontos com atividades urbanas noturnas.

O projeto chegará a 12 estados, cujos municípios foram escolhidos por meio de “um mapeamento das áreas críticas e realizado através das informações recolhidas no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), uma plataforma de informações integradas que possibilita consultas operacionais, investigativas e estratégicas sobre segurança pública, em parceria com os entes federados”, de acordo com o MSP.

A Secretaria de Desenvolvimento e Infraestrutura do Ministério do Planejamento realizou um chamamento público dos municípios através de dados que são encaminhados pelos estados, a exemplo de números relativos a Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que englobam homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.

De janeiro até o dia 4 de dezembro deste ano, foram registrados 325 CVLIs em Caucaia, segundo estatísticas publicadas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS).

“O chamamento público se deve ao Fundo Federal de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessões e Parcerias Público-Privadas (PPP) para a ampliação do atendimento, o incremento da eficiência e a melhoria de qualidade dos serviços prestados à população, em áreas mais sensíveis”, destacou a Pasta de Planejamento e Gestão. O projeto prioriza outras áreas, como o esgotamento básico. As cidades escolhidas têm, no mínimo, 100 mil habitantes.

“Para se trazer mais segurança, a ação deve ser em conjunto. Não adianta iluminar a praça sem asfaltar as ruas. A Colômbia fez assim, mostrando que são políticas públicas que não devem ser pensadas isoladamente”, destacou a pesquisadora do Laboratório de Estudos da Violência (LEV) da Universidade Federal do Ceará (UFC), Celina Lima.

O titular da Secretaria Municipal de Patrimônio Serviços Públicos e Transporte (SPSPTrans) de Caucaia, Assis Medeiros, disse que a maior estratégia no que tange ao aperfeiçoamento da iluminação pública é a substituição de lâmpadas que emitem fachos de luz mais quentes (amarelas) por lâmpadas de teor mais frio (brancas). “Isso já proporciona mais qualidade de vida, porque a qualidade da luz azul é superior. Somente este ano, já trocamos aproximadamente 3 mil luminárias em pontos principais, como BRs e ainda em locais da periferia”, reforça o gestor.

“Hoje a gente passa pelas ruas, e percebe que as pessoas voltaram a sentar nas calçadas; que as crianças voltaram a brincar de noite”, complementa o secretário Assis.

A SPSPTrans está instalando um novo parque de iluminação pública na rodovia Presidente Juscelino Kubitschek (BR-020). A obra trará uma maior sensação de segurança a todos: motoristas, pedestres e moradores dos arredores.

O investimento é de R$ 4.497.766,60. Serão, ao todo, 488 unidades de luminárias de LED com suporte de 480 braços ornamentais simples e outros quatro duplos, além de 484 postes divididos entre concreto tubular (468), ferro galvanizado (12) e de concreto duplo (4). Do sertão à praia, o município de Caucaia contemplado tem cerca de 33 mil pontos luminosos.

Com informações: Diário do Nordeste

Naumi Amorim decreta medidas de contingenciamento de despesas

O prefeito Naumi Amorim decretou para a administração pública municipal direta e indireta de Caucaia uma série de medidas temporárias de contingenciamento de despesas com pessoal e custeio. A primeira delas incide sobre o próprio gestor, que renuncia ao salário.
“Abri mão do subsídio para ajudar a gente a sair do limite prudencial (estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal) e não ter as contas desaprovadas. Quem trabalha com administração pública sabe que isso é algo que tem que ser feito”, sintetiza Naumi.
O pacote (Decreto nº 1.004/2018) consta no Diário Oficial desta quinta-feira (6/12) e visa “a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro” do município. As medidas têm efeito imediato e valerão pelos próximos 85 dias. A vigência vai, portanto, até 28 de fevereiro de 2019.
“Caucaia tem enfrentado uma crise financeira em razão do comportamento das receitas no Brasil, que fizeram a arrecadação não ter sido a esperada. Além disso, a Lei de Responsabilidade Fiscal define e estabelece limites para despesas”, detalha o prefeito.
O decreto suspende ainda a concessão de vantagens, aumento, reajustes ou adequações de remuneração; a criação de cargos ou funções públicas; a contratação de hora extra; a concessão de afastamentos de servidores para realização de capacitações que demandem substituição; a disponibilização de pessoal para outros entes da Federação e a recepção de pessoal de outros poderes com ônus para a Prefeitura.
Além disso, estão proibidas/suspensas: a aquisição de imóveis e de veículos automotores; a contratação de consultoria; a assinatura de quaisquer periódicos; a contratação de cursos, seminários, congressos e simpósios; e o fornecimento de passagens aéreas, hospedagem e apoio estrutural.
Secretários e gestores municipais também terão de reduzir despesas de pessoal e de custeio em relação a combustíveis, lubrificantes, aquisição de material de consumo/serviços, água, esgoto, energia elétrica, telefonia fixa, telefonia móvel e Internet.
As despesas com programas, projetos e atividades consideradas essenciais ou indispensáveis, no entanto, não serão afetadas pelo contingenciamento. “As medidas deverão ser implementadas sem prejuízo da qualidade dos serviços prestados à população, diretamente ou por meio de entidades parceiras, devendo ter como prioridade os gastos mais expressivos de cada unidade”, diz o documento.
Com informações: ASCOM da Prefeitura de Caucaia

Há 55 anos, pai do senador Fernando Collor matava colega no Congresso

No dia 4 de dezembro de 1963, o senador Arnon de Mello (Foto acima), pai do senador e ex-presidente do Brasil, Fernando Collor de Melo, matou um colega no Senado durante discussão com seu desafeto,  o também senador à época Silvestre Péricles de Goés. Ambos representavam o Estado de Alagoas e estavam armados. Durante discurso na tribuna, Arnon desafiou Péricles, afirmando que seu adversário o havia ameaçado de morte, o que fez com que o inimigo político revidasse.

Durante as trocas de farpas, Arnon sacou um revólver e disparou contra o outro senador, que revidou. Os tiros, porém, não atingiram Silvestre, que também estava armado. Dois tiros, no entanto, acertaram José Kairala, senador do PSD do Acre, que tentava separar os brigões.

Kairala, de 39 anos, era suplente e substituía José Guiomard, também do PSD. Eram suas últimas horas como senador, pois ele devolveria o cargo no dia seguinte ao titular. O parlamentar, que nada tinha com a desavença entre os políticos de Alagoas, foi baleado no abdômen na frente do filho pequeno, da esposa e da mãe, que o prestigiavam no último dia de trabalho. Kailara morreu no mesmo dia, poucas horas depois.

Arnon e Péricles foram condenados à prisão, mas logo foram soltos e declarados inocentes, no ano seguinte pelo Tribunal do Júri de Brasília. Em 1970, o executor, pai de Fernando Collor de Melo, foi, mais uma vez, nomeado para o Senado Federal, onde representou Alagoas como senador até a data de sua morte, em 1983. Seis anos depois da morte de Arnon, seu filho foi eleito presidente da República Federativa do Brasil.

 

Com informações: Diário do Nordeste

Mourão expõe embate entre militares e Lorenzoni na equipe de transição

As divergências na equipe de transição do governo Jair Bolsonaro (PSL) ficaram mais evidentes nesta quarta-feira, 5, quando o general Hamilton Mourão, vice-presidente eleito, expôs o embate entre o grupo de militares da nova administração e o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Nos bastidores, há uma disputa pelo comando da coordenação de governo e reclamações sobre a forma como Lorenzoni tem buscado protagonismo.
Em Belo Horizonte, onde esteve para participar de um encontro com empresários, Mourão disse que, se forem encontradas irregularidades na investigação aberta contra Lorenzoni, ele terá de deixar o governo.
Relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin atendeu a pedido da
Procuradoria-Geral da República e determinou a abertura de petição autônoma (fase anterior ao inquérito) para apurar denúncias de pagamentos de caixa 2 da J&F ao deputado Lorenzoni nas campanhas de 2012 e 2014. “Uma vez que seja comprovado que houve ilicitude, é óbvio que terá que se retirar do governo. Mas, por enquanto, é uma investigação”, afirmou Mourão.
As declarações do general esquentaram ainda mais o clima com Lorenzoni, que nega as acusações e chegou a dizer que a investigação era uma “bênção” para que o caso fosse esclarecido.
Em Brasília, questionado sobre as afirmações de Mourão, Bolsonaro titubeou antes de responder. “Em havendo qualquer comprovação de uma denúncia robusta, contra quem quer que esteja no governo, ao alcance da minha caneta BIC, ela será usada”, disse o presidente eleito.
Na prática, há uma avaliação do núcleo militar – hoje com sete integrantes indicados para o primeiro escalão – de que será impossível Lorenzoni conduzir negociações com o Congresso e ainda acumular a coordenação da equipe ministerial. Essa constatação se baseia no fato de as duas tarefas exigirem muito trabalho e dedicação para ficarem sob a responsabilidade de um só ministro.
A ideia da criação de um centro de monitoramento do governo, que seria chefiado por Mourão, foi deixada de lado. Ninguém, no entanto, arrisca um palpite sobre quanto tempo durará a decisão, já que os anúncios dos últimos dias sobre a configuração da Esplanada foram marcados por idas e vindas.
O novo embate no núcleo da transição é para que o controle das ações administrativas fique com a Secretaria de Governo, nas mãos do general Carlos Alberto dos Santos Cruz, designado para fazer a interlocução com Estados e municípios, além de cuidar do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Nesta semana, porém, o próprio Lorenzoni assegurou que a coordenação de governo permaneceria na Casa Civil.
Mourão afirmou nesta quarta que ao menos parte da articulação política do Palácio do Planalto poderá ficar sob comando dos militares. O vice disse que ele mesmo poderá participar, assim como Santos Cruz, e repetiu que será “o escudo e a espada” de Bolsonaro. “O escudo defende e a espada ataca antes de ele ser atacado”, comparou.
Problemas
O desgaste de Lorenzoni também é sentido no Congresso, onde, a portas fechadas, dirigentes de vários partidos dizem que o futuro chefe da Casa Civil não tem jogo de cintura política. Insatisfeitos, integrantes de siglas como PP, PTB, Solidariedade, PRB, PSDB, PSB e até o DEM agem para formar um bloco que dê as cartas do poder na Câmara, a partir de 2019, isolando o PSL de Bolsonaro. O grupo defende a recondução de Rodrigo Maia à presidência da Casa.
O modelo de articulação política previsto por Lorenzoni terá a colaboração de políticos que não se elegeram neste ano. Já foram convidados para a tarefa o candidato derrotado ao governo do Espírito Santo Carlos Manato (PSL) e os deputados não reeleitos Leonardo Quintão (MDB-MG), Danilo Forte (PSDB-CE), Walter Ihoshi (PSD-SP), Milton Monti (PR-SP) e Marcelo Delaroli (PR-RJ). Após encontro com Bolsonaro nesta quarta, a bancada do PR anunciou que integrará oficialmente a base do futuro governo.
A escolha de Danilo Forte para fazer a “ponte” com o Nordeste, por exemplo, já provoca críticas. Políticos de Pernambuco se queixam da falta de nomes do Estado na equipe. O fato de Bolsonaro não ter chamado o deputado Mendonça Filho (DEM-PE) para nenhum cargo também causou contrariedade em políticos pernambucanos e é atribuído a uma rusga que Lorenzoni teria com ele. Mendonça Filho foi ministro da Educação no governo de Michel Temer, concorreu ao Senado, mas não se elegeu. Na quarta à noite, porém, o ex-governador do Estado Joaquim Francisco (PSDB) foi convidado para fazer parte da equipe de transição.
Com informações: O Estado de Minas

Palocci diz que Lula renovou MP em troca de dinheiro para filho

Em depoimento à Justiça Federal nesta quinta-feira (6), o ex-ministro da Fazenda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Antonio Palocci, afirmou que o ex-presidente renovou uma medida provisória em troca de dinheiro para o filho Luís Claudio Lula da Silva.

A compra de medidas provisórias é investigada na Operação Zelotes, deflagrada em 2015, que também apura irregularidades em decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que julga processos das empresas envolvendo questões tributárias.

A defesa do ex-presidente Lula disse que as declarações de Palocci tem “nítido objetivo de atacar a honra e a reputação” dele e de seu filho, Luís Claudio. Ainda segundo a defesa de Lula, Palocci sabe que suas afirmações “são mentirosas” e “não poderão ser confirmadas por qualquer testemunha”.

No depoimento desta quinta, Palocci disse que recebeu o filho do ex-presidente em seu escritório de consultoria entre o final de 2013 e o início de 2014.

Segundo o ex-ministro, ele pediu apoio para fechar o orçamento de um evento que organizaria em 2014. O valor pedido seria em torno de R$ 2 e R$ 3 milhões. “Tenho testemunhas, registro de telefonema dele, agendas”, afirmou o ex-ministro.

Palocci disse que sempre falava com Lula quando alguém o procurava com pedidos. E que, neste caso, Lula disse que já estava resolvido porque já tinha falado com Mauro Marcondes.

Mauro Marcondes era dono da Marcondes e Mautoni que, segundo relatório da Polícia Federal (PF), repassou R$ 2,5 milhões à LFT Marketing Esportivo, empresa de Luís Claudio Lula da Silva, por uma consultoria. Ainda segunda a PF, o conteúdo da consultoria foi copiado da internet. Esse pagamento está sendo investigado na Operação Zelotes.

“Eu fui falar com o ex-presidente Lula para ver se ele me autorizava a fazer isso. Sempre que alguém pedia em nome do ex-presidente Lula eu consultava o ex-presidente Lula. Aí que o presidente Lula me falou que não precisa atender o Luís Claudio, porque eu já resolvi esse problema com o Mauro Marcondes”, explicou Palocci. Marcondes chegou a ser preso, em 2016, em uma das fases da Operação Zelotes.

“Aí eu perguntei inclusive: Mas então porque ele me procurou? Ai o ex-presidente disse: porque ele não sabe que eu fiz isso. Mas pode esquecer que eu já resolvi o problema”, completou.

“Aí ele e me contou que foi através da renovação da 471 [medida provisória], que foi feita através de uma emenda parlamentar, na Câmara dos Deputados, que renovou os benefícios da Caoa e da Mitsibushi a partir daquele ano. E que ele tinha pedido uma contribuição, para que o Mauro Marcondes pedisse uma contribuição às empresas, e essa contribuição seria transferida ao filho dele”, concluiu Palocci durante depoimento à Justiça Federal.

Operação Zelotes

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Lula editou a medida provisória para favorecer empresas do setor automotivo em troca de recebimento de propina.

Ele é réu por corrupção passiva nesta ação penal desde setembro de 2017. Também são réus o ex-ministro e chefe do gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, e outras cinco pessoas.

A defesa do ex-presidente afirmou que o petista jamais praticou qualquer ato ilícito e que é alvo de perseguição política.

Em novembro do ano passado, o Ministério Público Federal de Brasília pediu para a Justiça o bloqueio de R$ 24 milhões em bens e valores do ex-presidente e de seu filho, Luís Cláudio.

 

Com informações: G1