Cortes são “medievais” e jogarão Brasil em “era de obscurantismo”, diz Cid

Ex-ministro da Educação, o senador Cid Gomes (PDT-CE) classificou nesta sexta-feira, 31, decisão do governo federal de contingenciar recursos do ensino superior como “medieval e que irá introduzir o Brasil em uma era de obscurantismo”.

Presente em audiência na Assembleia com reitores de instituições federais de ensino do Ceará, Cid disse que a área deveria ser a menos atingida por cortes. “Se você passa por um momento de crise em casa (…), é razoável que corte o restaurante, a cervejinha no fim de semana, o cinema. Mas certamente você não vai tirar o filho da escola, não vai sacrificar material didático”.

Segundo Cid, polêmica em torno do tema ocorre porque “ainda não caiu a ficha” de Bolsonaro de que as eleições passaram. “O Governo atual entende que continua em campanha e se afirma pela negação. Eles identificaram um inimigo e procuram se manter a partir de teses, geralmente polêmicas, que acirram os ânimos entre os brasileiros. “Não se governa assim”.

O presidente da Assembleia, José Sarto (PDT), também lamentou cortes e destacou papel da Casa em manter articulação para reverter prejuízos. “A crise econômica é uma verdade que se impõe a nós todos, entretanto, gerenciar recursos vai demandar prioridades e este governo (federal) tem dado pouca prioridade para a inteligência, para a educação, para o conhecimento”, diz.

“É uma questão importante. São tempos de intolerância, em que vemos pouca compreensão quanto às nuances da sociedade e pouca generosidade. Hoje a nossa proposta é ser uma caixa de ressonância e ouvir a preocupação justa dos reitores”, continua. No evento desta sexta, o reitor do IFCE, Virgílio Araripe, afirmou que, caso mantidos os cortes, instituição só conseguirá se manter até agosto.

 

Com informações: O Povo

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