Dos 5 pedetistas apenas dois serão realmente observados pelo quarteto que escolherá o candidato do partido a prefeito de Fortaleza

O prefeito Roberto Cláudio, na qualidade de presidente do diretório municipal do PDT de Fortaleza, depois do acerto que teve com o senador Cid Gomes e o ex-ministro Ciro Gomes, e da conversa com o governador Camilo Santana, tratou com o presidente estadual do seu partido, deputado federal André Figueiredo, sobre a estratégia acertada para a escolha do candidato pedetista à Prefeitura da Capital cearense, e só então falou, individualmente, com cada um dos cinco nomes escolhidos (Ferruccio Feitosa, Idilvan Alencar, José Sarto, Salmito Filho e Samuel Dias) para um debate interno sobre as ideias deles para a próxima administração de Fortaleza. O candidato governista a ser apresentado aos dirigentes dos partidos aliados será um deles. O PDT, por conta do seu projeto nacional, com Ciro candidato a presidente da República, não abrirá mão de ter um dos seus filiados disputando a sucessão de Roberto Cláudio.

De há muito nós falamos sobre a nacionalização da disputa pela Prefeitura de Fortaleza, em razão do envolvimento do presidenciável Ciro Gomes. Todos os políticos nacionais, e ele, em particular, sabe da importância que esta eleição na Capital representa para o seu projeto. Agora, a decisão de ceder a posição de candidato a prefeito para qualquer um outro aliado, como foi feito em relação à candidatura do petista Camilo Santana, em 2014, não seria recebida como uma demonstração de desprendimento, mas como um ato de insegurança quanto ao sucesso eleitoral importante para continuar demonstrando sua força eleitoral no Estado.

A movimentação programada pelo PDT para escolher o seu candidato até meados de agosto, embora o nome ao final seja definido por quatro pessoas: Roberto Cláudio, Cid e Ciro Gomes, e o governador Camilo Santana, além de ter o sentido de mobilização das bases partidárias, até aqui um tanto preocupada com a desenvoltura dos pretensos adversários na disputa, servirá também para o comando governista obter mais informações das pesquisas de opinião que têm contratado para nortear suas ações no curso da própria campanha. Até o momento todas as pesquisas foram feitas sobre as avaliações das administrações da Capital e do Estado, assim como a influência do governador e do prefeito na disputa em Fortaleza, sem apresentação de nomes de prováveis candidatos. Agora, as pesquisas qualitativas e quantitativas especificarão aqueles nomes.

Dois dos cinco pedetistas expostos, escolhidos por critérios pessoais das lideranças do PDT, têm a preferência dos que os indicaram, embora o discurso de não preferência por qualquer deles seja unânime. Se todos estão partindo do mesmo patamar, vai pesar na escolha final, após os vários resultados das pesquisas, a desenvoltura nos debates dos dois preferidos. Estão cientes os líderes pedetistas de que não haverá restrições dos partidos aliados ao nome apresentado como o cabeça da futura coligação, até pelo fato de o escolhido candidato garantir, no caso de eleito, os compromissos assumidos com os dirigentes de todas as agremiações coligadas. Nessa fase de escolha do nome a representar o PDT na disputa pela Prefeitura de Fortaleza, não há espaço para manifestação de políticos aliados. O processo é intimamente pedetista.

Paralelamente ao processo interno do PDT, Roberto Cláudio e Cid Gomes cuidam da consolidação e ampliação da coligação partidária. Extraoficialmente, segundo consta, eles contam com partidos aliados que dizem somar aproximadamente 200 deputados federais, resultando em um bom tempo para a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. A divisão do tempo do horário eleitoral é feita de acordo com o número de deputados eleitos por cada partido. Assim, é importante agrupar o maior número de partidos com grandes bancadas eleitas em 2018. Qualquer candidato competitivo persegue esse mesmo objetivo, pois é o espaço da propaganda eleitoral, com todas as restrições feitas por alguns, o grande palanque das últimas campanhas eleitorais no Brasil.

 

Com informações: Edison Silva

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