Dúvidas sobre o futuro do PSDB nacional e cearense

O noticiário nacional dá conta de que praticamente a metade da bancada tucana na Câmara dos Deputados, eleita no último pleito, está propensa a apoiar o Governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, seguindo as pegadas do governador eleito de São Paulo, aliado de Bolsonaro desde o segundo turno da disputa, encerrado no dia 28 de outubro passado. O PSDB, mesmo tendo um candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin, foi um dos grandes derrotados na disputa nacional deste ano.

Doria, que já indisposto com Alckmin desde a campanha, agora está defendendo a antecipação da mudança da direção do partido, um movimento explícito para afastar o tucano derrotado na disputa presidencial do comando da sigla nacionalmente. Alckmin foi eleito presidente do PSDB nacional para garantir sua postulação à Presidência da República, sob protestos do prefeito de Manaus, Artur Virgílio.

Confirmada a posição dos novos deputados em favor de Jair Bolsonaro, a situação nacional do PSDB fica muito difícil. Não é caso de extinção, mas reclama uma urgente tomada de posição no sentido de reinventar-se. Mudar não apenas a sua direção, mas o modo de fazer política, como era a proposta que lhe deu origem. Precisa começar tudo novamente, modestamente, desprovido das vaidades dos atuais caciques, e com um projeto novo de governança para o Brasil.

No Ceará, neste ano, o partido só conseguiu eleger um deputado estadual, com pouco mais de 40 mil votos. E não é nenhum tucano conhecido, daqueles que sempre estiveram ao lado do senador Tasso Jereissati, o principal liderança do partido no Estado. Como no espaço nacional, o PSDB terá que fazer esforço mais que redobrado, para voltar a ser realmente uma agremiação em condições de verdadeiramente disputar e conquistar espaços.

 

Com informações: Edison Silva

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.

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