Flávio Bolsonaro sobre suspeitas contra ex-assessor: ‘Não fiz nada de errado’

Em meio ao silêncio do ex-assessor Fabrício Queiroz, citado no relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre movimentações financeiras suspeitas, o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro(PSL) negou que tenha feito algo de errado. No Instagram, ele afirmou que é o maior interessado em que tudo se esclareça e que não pode se pronunciar sobre algo que não sabe.

“A mídia está fazendo uma força descomunal para desconstruir minha reputação e tentar atingir Jair Bolsonaro”, acrescentou.


O senador eleito se defendeu, disse que há suspeitas nas movimentações financeiras de assessores de vários partidos, mas que apenas ele é atacado.

“Fico angustiado, querendo que tudo se esclareça logo e não paire mais nenhuma dúvida sobre minha idoneidade, pois garanto a todos que não dei e nunca darei motivos para isso.”

Não vou decepcionar ninguém, confiem em mim. Se Deus quiser, tudo será esclarecido em breve.”

Na quarta-feira (12), o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que nem ele e o filho são investigados, mas que irá pagar a conta se algo estiver errado.

“Agora, se algo estiver errado -que seja comigo, com meu filho, com o Queiroz -, que paguemos a conta deste erro, porque não podemos comungar com o erro de ninguém”, disse o presidente eleito.

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro movimentou de forma atípica em um ano R$ 1,2 milhão, de acordo com o Coaf. O valor é considerado pelo conselho incompatível com a renda de Queiroz.

Segundo informações do Jornal Nacional, a maior parte dos valores depositados na conta de Fabrício Queiroz ocorreram nas datas de pagamento da Assembleia Legislativa do Rio.

Os saques feitos por Fabrício também coincidem os dias e dias seguintes aos do depósito. Os saques foram, na maioria, de R$ 5 mil — limite diário da agência do ex-assessor.

A suspeita do Coaf é de que os saques e os depósitos tenham sido feitos para ocultar a origem e o destino do dinheiro. O Ministério Público do Rio de Janeiro apura o caso em sigilo.

 

Com informações: Huffpost Brasil

 

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