Fortaleza pode ter o maior piso salarial para professor em todo o Brasil, diz presidente do Sindiute

Em assembleia geral realizada no pátio da Câmara Municipal de Fortaleza, na manhã desta quinta-feira (06), dezenas de professores acataram proposta do prefeito Roberto Cláudio de reajuste para a categoria. De acordo com a presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), Ana Cristina Guilherme, caso a Prefeitura conceda os 12,84% de reajuste solicitado pela categoria, a Capital cearense pagará o maior piso salarial do Brasil.

De acordo com a proposta encaminhada para os professores, ainda na manhã de quinta-feira, os educadores passam a receber os 4.31%, a partir de janeiro, que está em processo de tramitação na Câmara Municipal de Fortaleza, e no mês de setembro, passariam a receber novo reajuste de 8.17%% chegando aos 12.84%. Apesar do que foi negociado, os professores municipais manterão o estado de greve visando colocar na pauta de reivindicações outras demandas da categoria.

Diversos professores e sindicalistas foram até o Paço Municipal na tarde de quarta-feira (05), para pressionar por mais melhorias para os servidores públicos da educação. “Eu nunca vi uma proposta sair tão rápido”, comemorou Ana Cristina durante votação da proposta do Governo. Segundo ela, além dos funcionários da ativa, aposentados e assistentes da educação infantil também foram incluídos na proposta.

Durante a fala, Cristina ressaltou que o Município de Fortaleza gasta cerca de 100% do Fundo Nacional da Educação Básica, o Fundeb. No entanto, ela ressaltou que isso é feito de forma inadequada, visto que os recursos são utilizados para pagar aqueles que estão foram da sala de aula. “São superintendentes, diretores de escola, coordenadores pedagógicos, a Secretaria de Educação lotada, as regionais lotadas, pessoas fora do lugar. Coloque todo mundo na sala de aula e pague nosso piso”, apontou.

As negociações na Câmara Municipal de Fortaleza foram acompanhadas pelos vereadores Larissa Gaspar (PT), Guilherme Sampaio (PT) e Didi Mangueira (PDT). O pedetista comemorou a decisão da assembleia geral dos educadores sobre a proposta acordada com o prefeito Roberto Cláudio.

A vereadora Larissa Gaspar defendeu que os recursos do Fundeb sejam utilizados na reestruturação das escolas e qualificação dos professores. Guilherme Sampaio ressaltou que a proposta da Prefeitura não foi a ideal, mas já é um avanço para a categoria.

Sindiute

“A proposta vai garantir, ainda neste ano, o piso integral dos professores, o que será reajustado no percentual definido pelo Ministério da Educação. Óbvio que isso tem a ver com o ano eleitoral, mas também com a capacidade de mobilização da categoria que exigiu uma resposta e não poderia ser diferente”, disse Guilherme Sampaio.

Segundo Didi Mangueira, o prefeito Roberto Cláudio demonstrou responsabilidade com a luta dos professores da cidade. “Gostaria de parabenizar o poder de mobilização que essa categoria tem, e parabenizar a ideia de ter trazido essa discussão para a Câmara, que é a casa do povo”, disse. “Parabéns à gestão do PDT, ao Sindiute, aos professores. Não é a melhor proposta do mundo, mas a que o Governo tem no momento”, frisou.

Estado de greve

Durante votação na assembleia geral dos professores, os presentes, em sua quase totalidade, resolveram manter o estado de greve acatando a proposta do prefeito Roberto Cláudio. Ainda existem outras pautas com a Secretaria Municipal de Educação e demais demandas. Por esse motivo os professores resolveram manter o estado de greve.

 

Com informações: Edison Silva

 

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