Funceme identifica degradação em 11,45% do território cearense. Irauçuba é atingida

Ontem, dia 17, foi o Dia Mundial de Combate à Desertificação. A data é instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar as pessoas quanto ao processo de desertificação e os efeitos negativos que a seca pode provocar regional e mundialmente. Hoje, mais de 15% do território brasileiro está suscetível à desertificação, incluindo 100% do Ceará.

O mapeamento de 2016 da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) identificou forte degradação em 11,45% do território do Estado. As regiões mais prejudicadas são Inhamuns, Irauçuba e Médio Jaguaribe. A chefe do Núcleo de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Funceme, Margareth Benício, explica que essas áreas são as mais vulneráveis, mas ainda não chegaram à desertificação.

De acordo com ela, há duas causas principais para essa degradação. A primeira delas é o clima. Cerca de 98,7% da área total do Estado é semiárido, clima que agrava o processo de erosão (desgaste do solo).

Outro fator justifica-se pela ação humana. Margareth ressalta que a maneira como o ser humano realiza o manuseia do solo também agrava esse processo. “Desmatamentos, queimadas, pastoreio e a agricultura contribuem para a degradação da terra”, explica.

Conforme ela, a principal forma de atenuar o problema seria o manejo adequado e a conservação do solo. Para que isso funcione, a sociedade precisaria seguir a forma correta do manejo, principalmente os produtores rurais. Dessa forma, é necessária uma política de educação ambiental para que a população esteja ciente e orientada deste processo.

A partir de terça-feira, dia 19, será realizada a II Conferência da Caatinga, desta vez com o tema “Desenvolvimento Humano e Sustentabilidade”. O evento pretende colocar em discussão os problemas que envolvem a caatinga, com ênfase na crise hídrica, na sustentabilidade e no processo de desertificação.

II Conferência da Caatinga 

De 19 a 21 de junho de 2018, às 18h30min, no auditório Murilo Aguiar, da Assembleia Legislativa (Avenida Desembargador Moreira, 2807)

Com informações: O Povo

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