Lisca projeta Ceará brigando por Libertadores em 2019: “sonhar não custa nada”

Quando o celular tocou, no início da madrugada do dia 4 de junho de 2018, Lisca não demorou a atender. Do outro lado da linha, Robinson de Castro, presidente do Ceará, convocou para uma missão quase impossível. O dirigente alvinegro sabia que, àquela altura, era preciso um milagre para fazer o então lanterna da Série A do Campeonato Brasileiro reagir e escapar do rebaixamento. Milagre que só um “doido” seria capaz de fazer. E ele fez.

Revivendo a façanha que já havia conquistado em 2015, quando ignorou os 97% de chances de rebaixamento e evitou a queda do Alvinegro à Série C, Luiz Carlos Cirne Lima de Lorenzi assumiu o comando e fez o que talvez nenhum outro técnico fosse capaz naquele momento, protagonizando uma das reações mais memoráveis no Brasileirão e garantindo o Vovô na Série A do ano que vem.

O feito colocou Lisca entre os maiores treinadores da história do clube. No dia em que acertou sua renovação de contrato para a próxima temporada, o gaúcho de 46 anos, que revelou ter recusado propostas para seguir no Vovô, recebeu O POVO em Porangabuçu e, com exclusividade, falou sobre desafios de 2018, erros do passado, planejamento do futuro e garantiu: em 2019, o foco é brigar por vaga na Libertadores.

Sonho distante? Não para quem, como diz a música, “saiu do hospício”. “Lisca Doido é Ceará”, e já provou: “tem que respeitar”.

O POVO – Qual o sentimento após conquistar, mais uma vez, o que muitos achavam ser impossível? Livrar o Ceará do rebaixamento.

Lisca – Sensação de trabalho bem feito, de aproveitar uma oportunidade dentro de uma grande dificuldade. Já tinha sido assim em 2015. Acho que isso também motivou o Robinson a me convidar a voltar nesse momento difícil. É uma sensação de valorização também quando o clube te chama num momento tão complicado. No Ceará é uma sensação de dever cumprido, não deixa de ser, mas vai além. É de amor, de paixão, de unidade com o torcedor, o carinho que eles passam pra mim já transcendeu o lado profissional, pessoal. Principalmente nesse final. O que eu vivi no Ceará, principalmente quando garantimos a permanência, foi muita gratidão. É uma sensação que não tem cheiro, não tem tato, mas tá ali. Sentimento de entrega total e busca por um objetivo, e tenho muito prazer de ser o comandante disso. Principalmente porque estava todo mundo muito desacreditado.

OP – Quais as diferenças entre 2018 e 2015?

Lisca – As dificuldades eram grandes nos dois cenários, mas com características diferentes. Não cair pra Série C tinha todo o folclore envolvendo o adversário (Fortaleza)… Qual é o grande mote do torcedor do Ceará? Nós nunca fomos pra Série C. Mas era mais curto, tinha um adversário que nós estávamos buscando, que era o Macaé, e tinha um confronto direto na última rodada. A qualidade dos adversários também era diferente. Ali, nós jogamos com Boa, ABC, Bragantino, Mogi Mirim. A tabela era boa pra nós. E foram 60 dias. Agora foram seis meses. E na Série A é bem diferente. São os 20 mais fortes, é a elite, foi uma caminhada muito mais longa, a situação da tabela era muito ruim no início, e principalmente o desempenho. Além de termos só três pontos na tabela, nosso desempenho era pífio. Eu olhava o time do Ceará e não tinha organização defensiva, organização ofensiva, os jogadores mal sabiam o que fazer quando pegavam a bola. Isso me assustou muito. Porque isso? O que tava acontecendo? Parece que o clube não se preparou pra jogar uma Série A, no sentido do revés, achou que as coisas iriam acontecer ao natural, e não se deram conta que Série A é um outro nível. E quando começou a ter dificuldades, o clube se assustou. Mas a gente conseguiu transformar nosso ambiente. Foi um trabalho mais longo, mais motivacional, intenso. Eu não trouxe coach, motivador, psicólogo, nada. Quem trabalhou a cabeça dos jogadores foi o Lisca e a diretoria do Ceará. Confiamos na nossa metodologia de treinamento, e isso foi um diferencial também. A gente teve mais tempo pra treinar. Eu sabia ainda que a parada pra Copa (do Mundo da Rússia) iria mudar muito, tanto pra nós como pra outros times, e isso nos ajudou.

OP – Com essas duas experiências, o Ceará o proporcionou os maiores desafios da sua carreira?

Lisca – É verdade. Eu gosto de desafio, né?! Se disser pro Lisca: “Vai lá, tá tudo certo”, aí não me atrai. Mas quando me fala: “tá difícil, tu não vai conseguir”, isso mexe mais comigo. Foram (os maiores desafios), mas minha carreira tá sempre envolvida nisso, desde quando eu comecei, no Brasil de Pelotas, em 2008. E depois foi sempre assim. Pra mim, geralmente, as oportunidades aparecem nas dificuldades, talvez tenha me acostumado com isso. Eu realmente gosto de desafios.

OP – O que demandou mais energia e trabalho nessa reação?

Lisca – Desenvolver o potencial dos jogadores. Mostrar pra eles que tinham condições de jogar uma Série A com qualidade, em nível igual ou até superior aos adversários. Todo mundo falava no início da competição que o Ceará não tinha jogadores habilitados pra jogar uma Série A. E como sou um melhorador de performance, meu trabalho é esse, fazer o jogador evoluir, crescer, foi o principal desafio. Saber da qualidade que tinha aqui dentro e desabrochar ela.

OP – Em algum momento você desanimou? Achou que não iria conseguir?

Lisca – No jogo contra o Bahia eu senti. Tinha uma expectativa grande, porque depois iríamos jogar contra Flamengo e Corinthians. E já vínhamos muito atrás na pontuação. Era um jogo em casa em que fomos muito mal, e eu fiquei preocupado com a sequência. Naquele momento eu titubeei. E aí foi muito importante a presença do presidente Robinson. Naquele dia, que ele também reparou na entrevista da minha desilusão, desmotivação e tristeza no momento, e foi lá em casa. E ele não deixou eu titubear nenhum momento. Quando eu fui falar pra ele “acho que?” ele disse: “Não tem acho nada. Nós vamos juntos até o final, é tu que vai fazer essa recuperação, é você que assumiu, nós confiamos muito em você. Não temos perspectiva nenhuma de trazer outro profissional. Nós vamos é com você, eu não abro mão”. E se eu pensei em algum momento em desistir, naquele um minuto que falei com Robinson ele foi muito firme, muito positivo e eu agradeço a ele também, porque no momento que eu dei uma baqueada, que é normal na nossa profissão, tinha que ter alguém pra levantar. E esse cara foi o Robinson.

OP – Qual foi o ponto da virada na campanha? O jogo que você sentiu que ali o time ia forte pra brigar pela saída.

Lisca – Teve alguns, mas o momento foi o pós-Copa. Porque eu mostrava sempre pros jogadores a tabela normal, mas também a produção deles no pós-Copa. E aquilo mostrava pra ele que tínhamos condições de brigar. Estávamos sempre entre 6º, 7º, 5º… nunca saímos daí. E eu fui mostrando pra eles a nossa regularidade e como estávamos brigando com times de alto nível na tabela. Óbvio que teve alguns jogos emblemáticos. Flamengo e Corinthians, a sequência dos dois, deu confiança pra todo mundo. A mídia começou a ver o Ceará de outra maneira. Já não era mais o patinho feio, aquele time que os três pontos eram garantidos. Os jogadores começaram a valorizar as oportunidades e não temer. Esses dois jogos e também a sequência contra Cruzeiro e Atlético-MG. Contra o Cruzeiro, fora, a gente tinha empatado contra o Botafogo em casa, perdido pênalti, numa situação complicada… mas a vitória contra o Cruzeiro, depois vencemos o Atlético-MG, chegamos aos 37 pontos, ali eu vi que era bem viável.

OP – E sua relação com a torcida do Ceará ficou ainda mais intensa. Como você descreveria essa relação?

Lisca – É uma coisa doida, né (risos). Difícil de acontecer. E é paixão mesmo, cara. Daqui pra lá e de lá pra cá. Reconhecimento de grandeza, de respeito pela torcida do Ceará. E eu posso dizer que o maior patrimônio que um clube pode ter, o Ceará tem. Uma torcida fiel, apaixonada, histórica, que vem de geração pra geração. O que eu vejo no estádio é pai, filho, avô, neto… uma mistura de gente com mais condições com os que têm menos condições. Ali, somos todos iguais. Não tem diferença. Dentro do estádio o torcedor vai mostrar sua paixão e o torcedor vê que o Lisca, em relação ao Ceará, tem isso. Sabe da grandeza do clube, tem uma identificação, um prazer e orgulho muito grande de ser o treinador do Ceará. Trabalhei muito pra isso, foi muito difícil, chegar aqui e ter todo esse reconhecimento. Vejo como uma coisa muito legal. Cara, eu recebi um busto da diretoria do Ceará! Camisa de torcedor, muitos presentes, boneco, máscara. São coisas que eu jamais imaginei que iria passar e o Ceará está na minha história, no meu coração. Claro que muito por causa dos resultados. Não tem treinador perdedor que a torcida gosta. Nas duas vezes que estivemos aqui, conquistamos os objetivos. E essa relação é do fundo do coração. Eu adoro o torcedor do Ceará. Me tornei torcedor do Ceará.

OP – Nunca treinaria o Fortaleza, então?

Lisca – Ficou inviável trabalhar do outro lado, no rival. Por tudo que aconteceu, eu declarei isso. Não por falta de respeito ao Fortaleza, pelo contrário, eu assisti esse ano às festas lindas que eles fizeram. E eu falo pros nossos jogadores que nosso adversário é gigante. E nós também somos gigantes. Um puxa o outro.

OP – Você é conhecido por “Lisca Doido”, um personagem folclórico. Mas por trás do personagem, tem muita ideia de jogo. Acha que isso fica em segundo plano e falam mais do personagem que do treinador?

Lisca – É verdade. Acho que a grande mídia às vezes pode atrapalhar. Mas a mídia especializada, que eu tô vendo que é o seu caso, já faz essa análise. Hoje temos muita análise dissecando tudo que acontece no jogo. Tem muito mais mesa redonda em que se fala taticamente do jogo, do trabalho, mas ainda tem um pouco do negócio do folclore do “Lisca Doido” e que direciona muito pra isso. Atrapalha um pouco. Mas às vezes acho que eu mesmo me atrapalho (risos). Vou te dar um exemplo. Quando eu subi no ônibus, não se falou do jogo, da recuperação. Só que eu subi no ônibus. Mas eu vou continuar assim porque é emoção. O coração muitas vezes fala mais alto que a razão. E esse episódio do ônibus foi muito isso. Eu vi muita paixão ali fora, muito torcedor chorando, cartaz, camisa… e eu quis dar um retorno pra eles ali. Eu não me aguentei dentro do ônibus, tive que sair pra festejar com eles. Muitas vezes me atrapalha? Me atrapalha. Mas as pessoas me conhecem. Sabem o meu sentimento e o que eu tô pensando. Eu tô trabalhando isso, melhorando, a mídia tá me ajudando a desmistificar o “doido” mais pejorativo, mas mostrando um “doido” mais positivo, que é apaixonado por aquilo que faz, que tem conhecimento, que tem método de trabalho, tem ideia de jogo. Vou me polindo um pouco mais e canalizando mais as peripécias que eu faço, e tô evoluído, melhorando, e vou procurar melhorar ainda mais.

OP – Você é visto por muitos como um treinador de trabalhos curtos. A que você acha que isso se atribui?

Lisca – Sou meio nômade, não gosto de fincar muitas raízes assim. É um ano, vai, troca, passa seis meses, sabe? Essa nova construção, novos ambientes, conhecer gente nova, conhecer o Brasil inteiro, que a minha profissão me deu essa possibilidade. Buscar novos desafios. E é bem isso. Eu sou um cara que gosta disso, de conhecer novas experiências, e sempre quando têm desafios diferentes eu me sinto muito motivado. É uma questão de perfil e também de mercado. Nossa média de permanência é de três meses? não é uma questão só do Lisca. Por exemplo, o Claudinei Oliveira, que salvou a Chapecoense (do rebaixamento), nesse ano passou por Paraná, Avaí e Sport. Tá no quarto time no ano. É ruim pra nós, é ruim pra todo mundo. Mas acho que isso precisa partir dos treinadores. É dois clubes por ano! Que aí tem mais condições de ser analisado, na hora da sua contratação também vai ser uma coisa mais pesquisada, em que você vai poder desenvolver um trabalho de médio, longo prazo. Mas não é nossa realidade. Nossa realidade é ser vencedor, só assim você consegue mais tempo. Eu não esquento a cabeça com isso.

OP – Quando você chegou ao Ceará, seu nome não era unanimidade. Isso foi um combustível a mais? Provar o seu valor ao torcedor?

Lisca – Meu combustível foi vir treinar o Ceará e corresponder ao convite do Robinson. É um cara que conhece bem o meu trabalho, presidente atuante – diferente de outros -, que acompanha o dia a dia, conhece sobre treinamento, e eu vi como uma convocação. Não poderia dar as costas pra ele. Como em 2016 foi um (Campeonato) Estadual muito ruim, alguns torcedores ficaram com aquela imagem. Mas eu não pude participar daquele processo. Foi um processo equivocado do clube. E eu queria também poder voltar aqui e fazer o processo desde o início, dentro da minha cabeça. Claro que não só minha, mas numa unidade com a diretoria e a gestão executiva. Então o combustível veio pra mostrar que aquela última imagem estava errada, e não era a concepção do trabalho do Lisca. Então por isso até que eu renovei contrato. Vou permanecer pra gente poder fazer esse trabalho desde o início, e agora bem feito.

OP – Sobre aqueles erros em 2016, o que você pretende fazer diferente?

Lisca – O planejamento, porque o gestor executivo que estava aqui na época (Rodrigo Pastana) não escutava ninguém e fez tudo pela cabeça dele, prejudicando o clube, a mim e até a ele mesmo. Então eu entendo o torcedor, entendo boa parte da diretoria também, porque eles não sabem o que realmente aconteceu naquele episódio. Paguei a conta por um erro na montagem, e eu fiquei muito frustrado com aquilo, porque quando o time entrava em campo, eu não conseguia me identificar com o time. E aí complicou todo o trabalho. E as pessoas acham que eu fui demitido, mas eu não fui demitido, eu pedi demissão do Ceará. Pedi porque não estava me sentindo bem, me sentindo à vontade, e não estava tendo condições de trabalhar com o gerente-executivo do momento. E como eu tinha uma história muito legal no Ceará, antes que acontecessem maiores problemas, e estava caminhando pra isso, eu pedi pro Robinson me liberar. Ele não queria me liberar, mas o problema era de ambiente e montagem. Ceará limpou o grupo, contratou outro grupo, houve uma situação financeira bem complicada. E eu me responsabilizei por isso porque eu fui conivente. Eu aceitei. E isso agora não se repetirá.

OP – Tem garantias disso?

Lisca – Sim. Tivemos ótimas reuniões, boas conversas com o Marcelo Segurado (atual gerente de futebol do clube), um cara de alto nível. Fizemos algumas reuniões e tô satisfeito com o que eles mapearam. Gostei muito do que vi. Eles sabem das minhas ideias e não vai se repetir o que aconteceu em 2016.

OP – Tem garantias de que, caso os resultados não venham no início, terá tranquilidade pra continuar o trabalho?

Lisca – Acho que tenho um pouquinho de gordura, né? (risos) A gente conseguiu isso, e sabemos que nossa principal competição é a Série A. Obviamente não vamos abrir mão do tricampeonato cearense, de brigar por isso, de fazer uma boa Copa do Nordeste, mas não podemos repetir o erro de 2018, que é negligenciar na preparação para a Série A, acelerando o processo de preparação. Se não, iremos começar a Série A desgastados, sem a preparação física adequada, sem estar nas melhores condições, que foi o que aconteceu esse ano. Não podemos repetir. Vamos tentar ganhas as competições e fazer o melhor, mas nosso foco principal é na Série A, brigar na parte de cima da tabela dessa vez.

OP – Prevê muitas mudanças no elenco? Qual modelo de jogo pensa em implementar?

Lisca – Difícil falar sobre elenco. Alguns jogadores estavam emprestados e isso tá sendo definido ainda, mas o que mudará mesmo é na parte ofensiva. Temos uma estrutura boa do meio pra trás, em que não há tendências de muitas saídas. Do meio pra frente, sim. As mexidas então serão ali. Vamos dar uma revigorada no time e nas opções. Sobre modelo de jogo, acho que se pode ter só um modelo de jogo. Deve ter o plano A e, no mínimo, o plano B. O modelo é de competitividade, de marcação forte, transições rápidas, de organização defensiva. Vamos manter o que teve de bom e aprimorar principalmente a nossa chegada no último terço (do campo). É isso que vamos buscar.

OP – O objetivo é brigar por vaga na Libertadores?

Lisca – Sonhar não custa nada, né? E essas 26 rodadas pós-Copa mostram que o Ceará brigou o tempo inteiro entre os primeiros, ficando perto da zona de Libertadores. Não foram em três, em dez ou 15 rodadas. Foram 26, é quase um campeonato inteiro. E vamos ver se a gente consegue em 2019 brigar no meio pra cima da tabela. Principalmente tendo cuidado com o início da competição, que é muito importante. Indo bem no início, você baliza pra cima. Então a ideia é essa e nosso sonho é esse: colocar o clube na Libertadores.

OP – Você acha que entrou para a história do Ceará como um dos melhores treinadores que já comandaram o clube?

Lisca – Acho que sim. Não como um dos melhores, isso não. Mas acho que na história, entrei. Por tudo que fizemos aqui, pela atmosfera, pelo carinho do torcedor, da própria diretoria, que me entregou até um busto, uma homenagem que nunca imaginei receber. E hoje tô numa galeria junto com vários personagens que contribuíram pra história do Ceará. Acho que apesar de ter sido um tempo curto, foi marcante. E me considero como um treinador que está na história do Ceará, como o Ceará está na minha história. Lisca é Ceará!

OP – Esse trabalho com o Ceará em 2018 abriu portas? Você recebeu propostas para deixar o clube?

Lisca – Abriu, com certeza. Se conheceu mais do Lisca como treinador, despertou interesse de alguns clubes. Eu recebi duas propostas de times de Série A e um time da Série B, agora, até antes de terminar o campeonato, já visando o ano que vem. E sempre falei que a prioridade é o Ceará e quero fazer esse trabalho de início, diferente daquele de 2016. É um desafio pra mim. E acho que ainda temos aqui muita coisa boa pra colher em 2019.

OP – O que representa o Ceará Sporting Club para o Lisca?

Lisca – Mais que uma parceria profissional grande, é uma paixão, um amor muito grande. Um crescimento. Juntos. É uma alegria, uma honra, um orgulho enorme de ser treinador do Ceará. Nossa vida é muito dinâmica e um dia não vou mais ser treinador do Ceará, então quero aproveitar todos os momentos, todos os segundos, todos os dias. O Ceará, pro Lisca, é uma vida. Um capítulo que sempre vai fazer parte da minha vida. As histórias vão ficar pra sempre e eu vou contar pros meus netos.

Bastidores 

A entrevista estava marcada para se iniciar às 10h30min da segunda-feira, dia 3, mas atrasou duas horas. A demora foi decorrente de problemas na adequação de horários do departamento de comunicação do Ceará. Mesmo assim, Lisca foi extremamente solícito e respondeu todas as perguntas.

Solidariedade 

No mesmo dia da entrevista, o treinador havia comprado várias bolas de futebol para doar a um projeto social que ajuda crianças carentes no Titanzinho. Ele fez questão de ir pessoalmente realizar a entrega aos garotos, antes de viajar para aproveitar as férias com a família.

 

Com informações: O Povo

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