O POVO/Datafolha aponta aprovações altas de Camilo e RC, favorecendo Sarto

A última pesquisa O POVO/Datafolha, que começou a ser divulgada no sábado, dia 21, avaliou as gestões em Fortaleza, no Ceará e no Brasil. Os dados revelam que o governador Camilo Santana (PT) comanda uma administração avaliada como “ótima” ou “boa” por 57% dos eleitores da Capital. Com a entrada do segundo turno em Fortaleza e o acirramento da disputa pela prefeitura, os números tornam ainda mais importantes o “apoio incondicional” do petista, demonstrado na última semana, à campanha do candidato do PDT, José Sarto.

A baixa rejeição também demonstra o peso do governador petista na disputa, como apoiador. Os que têm o desempenho do gestor como “regular” somam 26%, enquanto apenas 15% o consideram “ruim” ou “péssimo”, enquanto. 2% dos entrevistados não opinaram a respeito. A alta nos números de aprovação refletiu na disputa pela imagem de Camilo no primeiro turno, entre Sarto e a correligionária do governador, Luizianne Lins (PT).

Autorizado a fazê-lo, porque a lei permite e o PT oficializou apoio a Sarto, Camilo já entrou de cabeça na campanha do pedetista, cumprindo no último sábado sua primeira agenda pública ao lado dele. O governador esteve em visita às obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza, acompanhado de Sarto e de seu aliado de muitos anos, o atual prefeito Roberto Cláudio, também do PDT.

Procurado pelo O POVO, o governador classificou como natural que seu índice de aprovação nas pesquisas reflita positivamente para campanha de Sarto. “É o candidato que acredito que terá condições de dar prosseguimento a essa boa parceria. Faço questão de deixar muito claro. Acredito no trabalho do Sarto”, considerou.

O prefeito Roberto Cláudio, por sua vez, finaliza o segundo mandato com uma aprovação em patamar também alto, próximo do que apresenta Camilo. A pesquisa O POVO/Datafolha aponta 54% dos fortalezenses avaliando a gestão como boa ou ótima. Praticamente um terço (31%) dos entrevistados ouvidos pela pesquisa avaliam o desempenho de RC como regular e 12% como péssimo. 2% não opinou. Perguntados sobre quem influencia mais na felicidade dos fortalezenses, os gestores municipais (35%) e estaduais (26%) também totalizam as maiores porcentagens, estando na frente do presidente Jair Bolsonaro (17%) e do Congresso Nacional (7%).

Para o presidente estadual do PDT, André Figueiredo, os dados da pesquisa sobre a aprovação dos gestores foram um norte para a estratégia de união de ambos, elemento que reflete, diretamente, na campanha pedetista. “É uma parceria que vem dando certo. Eles são referência em termos de gestão e dão ao Sarto hoje a liderança nas pesquisas. Infelizmente existe um componente político de apologia ao ódio na política que impede que as pessoas verifiquem como a cidade está bem cuidada. estamos trabalhando para que domingo que vem tenhamos certeza da continuação de uma grande gestão”, avalia.

O presidente do diretório estadual do PT, Antônio Filho, o Conin, afirma que a aprovação do chefe do Executivo estadual baseou parte das discussões da executiva municipal do partido, realizadas ao longo da última semana, e que decidiu pelo apoio oficial ao PDT na disputa eleitoral. ” Houve um desempenho muito adequado e a população reconhece isso”, diz.

Já o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é avaliado como “ótimo” ou “bom” por 29% dos entrevistados, “regular” por 23% e como “ruim” ou “péssimo” por 46% dos eleitores ouvidos pelo levantamento. O governo do presidente é mais bem avaliado entre homens (33%), na faixa de idade entre 45 a 59 anos (35%). A maior reprovação permanece entre os mais jovens (66%). Com o apoio presidencial declarado pelas redes sociais, o Capitão Wagner experimenta queda nas intenções de voto.

O deputado estadual e integrante do bloco de apoio à campanha de Wagner, Delgado Cavalcante (PSL), nega engajamento de Bolsonaro na candidatura do Pros em Fortaleza, colocando o postulante como “candidato independente”, apesar das manifestações de JB. “Eu vejo que o presidente tem uma simpatia pelo Wagner, mas não se engajou, diferente do Camilo que está no palanque de Sarto desde o primeiro turno”, disse.

O coordenador de campanha de Wagner (Pros), senador Eduardo Girão (Podemos) também tenta distanciar Wagner de Bolsonaro, alegando que o postulante sofre com “um grande equívoco de nacionalizar” a disputa. “Eu vejo isso como uma estratégia do outro lado para não olhar os problemas graves da vida real. Do lado do Sarto tem uma oligarquia com o poder desse grupo que domina a política há muitos anos no Ceará”, conta.

O parlamentar mantém críticas ao grupo de políticos que considera “integrar uma oligarquia” na política cearense e questiona “o nível de independência” de Sarto. Se você pegar a atividade parlamentar dele (Wagner), desde que assumiu, teve muitos votos orientados pelo presidente que ele foi contra. E Sarto em relação a oligarquia que domina? Faz o que quer ou é independente? Essa é a grande questão”, finaliza.

 

Com informações: O Povo

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