O segundo turno de qualquer disputa é sempre bem mais tenso em qualquer situação

No passado, não tão distante, dizia-se que de barriga de mulher, de dentro da urna e da cabeça de juiz, não se sabia o que iria sair. Hoje, tal afirmativa não tem mais qualquer sentido, embora da cabeça de juiz, por muitas das sentenças proferidas, ainda tenhamos dúvidas quanto ao deslinde de algumas ações. Das barrigas de nossas mães, filhas e companheiras, logo muito cedo da gravidez, com a ajuda da tecnologia, já é possível comemorar, inclusive o sexo do embrião. E da urna, também já se tem uma ideia muito evidente do que virá, graças à precisão de pesquisas feitas na proximidade do dia da votação.

Com todas as restrições conhecidas, os poucos e respeitados institutos de pesquisas brasileiros são a principal fonte de informações sobre a posição dos eleitores ao longo do curso das campanhas eleitorais. Todo comitê de candidato competitivo investe considerável parcela dos recursos da campanha em pesquisas. Elas dão o norte para o postulante orientar suas ações e saber da posição do concorrente. São bem mais abrangentes, porém, que as pesquisas contratadas pelos órgãos de comunicação para efeito de publicação. Estas só precisam indicar a intenção de votos dos eleitores, tanto que nas proximidades do dia da votação é bem maior o número de entrevistas.

As duas últimas pesquisas publicadas sobre a intenção de votos dos fortalezenses, neste segundo turno da disputa, pelo distanciamento do dia da votação, próximo domingo, dia 29, (elas foram conhecidas na sexta-feira da semana passada e na última segunda-feira, 23), não podem ser apresentadas como o espelho do resultado final da campanha, mas as próximas que conheceremos até domingo, estas sim, dirão quem será o vencedor da disputa. Elas, contudo, dão uma indicação clara de estar o candidato Sarto (PDT) bem melhor situado. Em toda reta final de campanha, principalmente num segundo turno, quando os candidatos vão para o tudo ou nada, apesar dos cuidados adotados, sempre pode acontecer o inusitado, motivando a que o eleitor, não entendendo o fenômeno, atribua a erro das pesquisas, o resultado das consequências do tal inusitado.

Neste momento, os candidatos Sarto (PDT) e Wagner (PROS) só estão focados nos seus últimos programas da propaganda eleitoral, agora bem mais atraentes para o eleitorado, assim como no último debate, programado pela TV Verdes Mares, na sexta-feira (27). Os programas da propaganda e o debate podem consolidar ou modificar o posicionamento dos candidatos. Em razão disso é que os coordenadores das campanhas cuidam da estruturação da equipe para as ações finais a serem executadas na véspera e no dia da votação, buscando conquistarem os poucos eleitores ainda indecisos.

Ambos, Wagner e Sarto, terão os seus batalhões nas ruas de Fortaleza no próximo domingo, também para fiscalizarem-se. Como na última disputa, o amarelo e o azul predominarão em todos os pontos da cidade. Sarto tem uma estrutura maior de campanha, aumentada com as adesões recebidas dos postulantes derrotados no primeiro turno. A articulação feita pelo senador Cid Gomes, repetindo 2016, arregimentará um contingente mais expressivo ainda de correligionários, vindos do Interior, tanto para pedir votos aos familiares para Sarto, como para mostrar a força governista em favor do seu candidato. Wagner, em bem menor escala, tentará fazer o mesmo. É possível que tenhamos uma bonita festa cívica no próximo dia 29.

 

Com informações: Edison Silva

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