Falta apenas um ministro ser nomeado por Bolsonaro

A equipe de ministros que comporão o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), está quase formada. No início da tarde desta quinta-feira, 6, a assessora do senador não reeleito Magno Malta (PR-ES), a pastora Damares Alves foi nomeada futura ministra dos Direitos Humanos.

Agora, o capitão da reserva tem de anunciar o futuro titular do Meio Ambiente. São especulados alguns nomes para a função. A pretensão de Bolsonaro é nomear alguém que tenha bom trânsito no setor ruralista.

O agrônomo Evaristo de Miranda, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foi o primeiro nome a ser ventilado, mas já afirmou que não aceitaria o convite por razões pessoais.

O delegado Alexandre Silva Saraiva, superintendente da Polícia Federal no Amazonas foi sondado por Bolsonaro. Na lista de cotados, está ainda o ex-secretário do Meio Ambiente de Geraldo Alckmin, em São Paulo, o advogado Ricardo Salles, filiado ao partido Novo.

O engenheiro agrônomo Xico Graziano é outro nome que integra a lista. Não agrada o núcleo militar do governo, entretanto, a relação que Graziano já manteve com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Confira ministros já anunciados:

  1. Paulo Guedes (Economia)
  2. Onyx Lorenzoni (Casa Civil)
  3. Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública)
  4. General Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional)
  5. Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia)
  6. Tereza Cristina (Agricultura)
  7. General Fernando Azevedo e Silva (Defesa)
  8. Ernesto Araújo (Relações Exteriores)
  9. Wagner Rosário (Controladoria Geral da União)
  10. André Luiz de Almeida Mendonça (Advocacia Geral da União)
  11. Roberto Campos Neto (Banco Central)
  12. Luiz Henrique Mandetta (Saúde)
  13. Gustavo Bebianno (Secretaria Geral da Presidência)
  14. Ricardo Vélez Rodríguez (Educação)
  15. Carlos Alberto dos Santos (Secretaria do Governo)
  16. Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura)
  17. Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto (Desenvolvimento Regional)
  18. Osmar Terra (Cidadania)
  19. Marcelo Álvaro Antonio (Turismo)
  20. Bento Costa de Albuquerque (Minas e Energia)
  21. Damares Alves (Direitos Humanos)

 

Com informações: Blog de Política O Povo

Tentativa de assalto a bancos com reféns deixa 13 mortos após tiroteio com a polícia no Ceará

Um grupo de criminosos armados e com reféns tentou assaltar duas agências bancárias da cidade de Milagres, na Região do Cariri do Ceará, na madrugada desta sexta-feira (7). Houve intensa troca de tiros e pelo menos 13 pessoas morreram, segundo informou a Coordenadoria de Medicina Legal (Comel) da Perícia Forense (antigo IML) da cidade de Juazeiro do Norte, que recolheu os corpos.

De acordo o prefeito de Milagres, Lielson Landim, entre os mortos estão duas crianças, entre 10 e 13 anos, que eram feitas reféns pelo grupo criminoso. No total, seis reféns morreram no confronto, sendo cinco da mesma família, conforme a polícia. A polícia ainda não conseguiu identificar todos os mortos no confronto.

A família vítima dos bandidos vinha da cidade de Serra Talhada, em Pernambuco, quando foi abordada na rodovia BR-116. A quadrilha utilizou um caminhão para bloquear a via e parar o veículo das vítimas.

A tentativa de roubo aconteceu por volta de 2h17 da madrugada. Houve confronto entre os policiais e os criminosos. Diversos carros da PM foram usados para conter a quadrilha. Devido à ação da Polícia Militar, o grupo criminoso não conseguiu levar o dinheiro de nenhum dos estabelecimentos bancários. Os dois bancos ficam na Rua Presidente Vargas, no Centro do município, que tem 28 mil habitantes.

Agentes da Perícia Forense do Ceará informaram que dois veículos foram acionados para recolher os corpos e, em seguida, realizar a identificação das pessoas. A Polícia Militar acrescentou que equipes realizam investigações na região, com objetivo de identificar e prender o restante do grupo, que conseguiu fugir.

Durante essas buscas, um homem com um colete balístico foi encontrado morto dentro de uma caminhonete. Ele ainda não foi identificado, mas a polícia suspeita que ele seja um dos assaltantes que tentou fugir.

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido. O titular da pasta, delegado André Costa, deve falar sobre o assunto nesta manhã, durante um evento de lançamento de um equipamento de segurança.

10 corpos foram recolhidos após o confronto entre a polícia e os criminosos — Foto: Edson Freitas
‘Madrugada de horror’

Segundo o comerciante e agricultor Mendonça de Santa Helena, a troca de tiros durou cerca de 20 minutos. “Nunca tinha visto algo parecido. Eu fiquei dentro de casa abaixado e com medo. Ouvi gritaria e pessoas chorando. Foi horrível”, relatou o comerciante.

Ainda segundo Mendonça, depois que o grupo fugiu, deu para perceber que, pelo menos, seis pessoas estavam no chão e apresentando sangramentos. No início do dia, segundo o comerciante, policiais que realizam a segurança da cidade, afirmaram que dez pessoas deram entrada no Hospital Municipal de Milagres, vítimas do tiroteio.

“Um policial afirmou para gente que, pelo menos, dez pessoas estavam no hospital. Pelo menos uns sete já tinham morrido e outros em estado muito grave”, disse.

Tiroteio deixou 13 pessoas mortas durante confronto em Milagres. — Foto: Arte/G1

Rodovia bloqueada

A Polícia Rodoviária Federal do Ceará (PRF-CE) solicitou que os motoristas evitassem a rodovia BR-116, que dá acesso à entrada ao município de Milagres. Conforme a PRF, um caminhão foi abandonado pelo grupo na via para impedir o tráfego de veículos.

Uma das alternativas é a CE-384. Ainda não há confirmação de que esse bloqueio tenha ligação com a tentativa de assalto às agências bancárias da cidade.

2º ataque na madrugada

Ainda durante a madrugada, um outro grupo armado explodiu uma agência bancária no município de Itatira, que fica no Sertão Central do Ceará. Segundo informações da Polícia Militar, cerca de 15 homens participaram do crime. A polícia informou que o grupo estava armado de fuzis, pistolas, espingardas e explodiram a agência por volta da 3 horas.

Com informações: G1 Ceará

Presidente do TCE apresenta números da atuação da Corte

O conselheiro Edilberto Pontes, presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Ceará, apresentou ontem, como vem fazendo nos últimos anos, uma prestação de contas das atividades da Corte de Contas estadual no decorrer deste ano. Os números são bem maiores, em relação aos anteriores, em razão de já haver completado um ano da absorção pelo TCE das competências atribuídas ao extinto Tribunal de Contas dos Municípios, responsável, quando da sua existência, pelo controle externo das atividades municipais.

O Tribunal de Contas do Ceará, no contexto nacional, é um dos mais modernos e eficientes, também em razão das suas parcerias com o fim de melhor exercer o seu mister, no caso, a fiscalização quanto à boa aplicação dos recursos públicos, sem descuidar da devida orientação aos gestores municipais e estaduais, muitos deles até com bons propósitos, mas sem o devido preparo para o cumprimento das normas legais.

No encontro de hoje do presidente do TCE, outros conselheiros e procuradores com jornalistas, quando os números foram apresentados, Edilberto anunciou a criação de um Conselho, dentro do novo projeto de Governança daquele Tribunal, integrado por pessoas representativas da sociedade cearense, como mais um canal de transparência, assim como poder  discutir  ações da Corte de Contas e sugerir medidas para mais abrangente ainda ser o controle externo que o Tribunal executa.

 

Com informações: Edison Silva

“Se for o Tasso, ganho mais fácil ainda, inclusive dentro do PSDB”, diz Renan sobre Tasso Jereissati

Renan Calheiros (MDB), candidato a presidente do Senado, garante ter 30 colegas da Casa na sua base de votação. Ele, no entanto, evita dar mais detalhes, informa a Veja Online.

A propósito, Renan Calheiros é o entrevistado desta noite de sexta-feira do jornalista Roberto D’Avila, na GloboNews. Perguntado sobre sua candidatura, o emedebista mandou essa:

— Vou decidir se sou candidato na última hora. Mas seu eu for, ganho. E se for contra o Tasso, ganho mais fácil ainda. Inclusive dentro do PSDB.

 

Com informações: Eliomar de Lima

Caucaia é beneficiada com projeto nacional de iluminação pública

O município de Caucaia foi contemplado por um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério da Segurança Pública (MSP) e o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), que tem o objetivo de ampliar a iluminação pública da cidade. Em todo o País, 19 cidades foram contempladas pelo projeto, que visa, sobretudo, melhorar a sensação de segurança em pontos com atividades urbanas noturnas.

O projeto chegará a 12 estados, cujos municípios foram escolhidos por meio de “um mapeamento das áreas críticas e realizado através das informações recolhidas no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), uma plataforma de informações integradas que possibilita consultas operacionais, investigativas e estratégicas sobre segurança pública, em parceria com os entes federados”, de acordo com o MSP.

A Secretaria de Desenvolvimento e Infraestrutura do Ministério do Planejamento realizou um chamamento público dos municípios através de dados que são encaminhados pelos estados, a exemplo de números relativos a Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que englobam homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.

De janeiro até o dia 4 de dezembro deste ano, foram registrados 325 CVLIs em Caucaia, segundo estatísticas publicadas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS).

“O chamamento público se deve ao Fundo Federal de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessões e Parcerias Público-Privadas (PPP) para a ampliação do atendimento, o incremento da eficiência e a melhoria de qualidade dos serviços prestados à população, em áreas mais sensíveis”, destacou a Pasta de Planejamento e Gestão. O projeto prioriza outras áreas, como o esgotamento básico. As cidades escolhidas têm, no mínimo, 100 mil habitantes.

“Para se trazer mais segurança, a ação deve ser em conjunto. Não adianta iluminar a praça sem asfaltar as ruas. A Colômbia fez assim, mostrando que são políticas públicas que não devem ser pensadas isoladamente”, destacou a pesquisadora do Laboratório de Estudos da Violência (LEV) da Universidade Federal do Ceará (UFC), Celina Lima.

O titular da Secretaria Municipal de Patrimônio Serviços Públicos e Transporte (SPSPTrans) de Caucaia, Assis Medeiros, disse que a maior estratégia no que tange ao aperfeiçoamento da iluminação pública é a substituição de lâmpadas que emitem fachos de luz mais quentes (amarelas) por lâmpadas de teor mais frio (brancas). “Isso já proporciona mais qualidade de vida, porque a qualidade da luz azul é superior. Somente este ano, já trocamos aproximadamente 3 mil luminárias em pontos principais, como BRs e ainda em locais da periferia”, reforça o gestor.

“Hoje a gente passa pelas ruas, e percebe que as pessoas voltaram a sentar nas calçadas; que as crianças voltaram a brincar de noite”, complementa o secretário Assis.

A SPSPTrans está instalando um novo parque de iluminação pública na rodovia Presidente Juscelino Kubitschek (BR-020). A obra trará uma maior sensação de segurança a todos: motoristas, pedestres e moradores dos arredores.

O investimento é de R$ 4.497.766,60. Serão, ao todo, 488 unidades de luminárias de LED com suporte de 480 braços ornamentais simples e outros quatro duplos, além de 484 postes divididos entre concreto tubular (468), ferro galvanizado (12) e de concreto duplo (4). Do sertão à praia, o município de Caucaia contemplado tem cerca de 33 mil pontos luminosos.

Com informações: Diário do Nordeste

Naumi Amorim decreta medidas de contingenciamento de despesas

O prefeito Naumi Amorim decretou para a administração pública municipal direta e indireta de Caucaia uma série de medidas temporárias de contingenciamento de despesas com pessoal e custeio. A primeira delas incide sobre o próprio gestor, que renuncia ao salário.
“Abri mão do subsídio para ajudar a gente a sair do limite prudencial (estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal) e não ter as contas desaprovadas. Quem trabalha com administração pública sabe que isso é algo que tem que ser feito”, sintetiza Naumi.
O pacote (Decreto nº 1.004/2018) consta no Diário Oficial desta quinta-feira (6/12) e visa “a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro” do município. As medidas têm efeito imediato e valerão pelos próximos 85 dias. A vigência vai, portanto, até 28 de fevereiro de 2019.
“Caucaia tem enfrentado uma crise financeira em razão do comportamento das receitas no Brasil, que fizeram a arrecadação não ter sido a esperada. Além disso, a Lei de Responsabilidade Fiscal define e estabelece limites para despesas”, detalha o prefeito.
O decreto suspende ainda a concessão de vantagens, aumento, reajustes ou adequações de remuneração; a criação de cargos ou funções públicas; a contratação de hora extra; a concessão de afastamentos de servidores para realização de capacitações que demandem substituição; a disponibilização de pessoal para outros entes da Federação e a recepção de pessoal de outros poderes com ônus para a Prefeitura.
Além disso, estão proibidas/suspensas: a aquisição de imóveis e de veículos automotores; a contratação de consultoria; a assinatura de quaisquer periódicos; a contratação de cursos, seminários, congressos e simpósios; e o fornecimento de passagens aéreas, hospedagem e apoio estrutural.
Secretários e gestores municipais também terão de reduzir despesas de pessoal e de custeio em relação a combustíveis, lubrificantes, aquisição de material de consumo/serviços, água, esgoto, energia elétrica, telefonia fixa, telefonia móvel e Internet.
As despesas com programas, projetos e atividades consideradas essenciais ou indispensáveis, no entanto, não serão afetadas pelo contingenciamento. “As medidas deverão ser implementadas sem prejuízo da qualidade dos serviços prestados à população, diretamente ou por meio de entidades parceiras, devendo ter como prioridade os gastos mais expressivos de cada unidade”, diz o documento.
Com informações: ASCOM da Prefeitura de Caucaia

Há 55 anos, pai do senador Fernando Collor matava colega no Congresso

No dia 4 de dezembro de 1963, o senador Arnon de Mello (Foto acima), pai do senador e ex-presidente do Brasil, Fernando Collor de Melo, matou um colega no Senado durante discussão com seu desafeto,  o também senador à época Silvestre Péricles de Goés. Ambos representavam o Estado de Alagoas e estavam armados. Durante discurso na tribuna, Arnon desafiou Péricles, afirmando que seu adversário o havia ameaçado de morte, o que fez com que o inimigo político revidasse.

Durante as trocas de farpas, Arnon sacou um revólver e disparou contra o outro senador, que revidou. Os tiros, porém, não atingiram Silvestre, que também estava armado. Dois tiros, no entanto, acertaram José Kairala, senador do PSD do Acre, que tentava separar os brigões.

Kairala, de 39 anos, era suplente e substituía José Guiomard, também do PSD. Eram suas últimas horas como senador, pois ele devolveria o cargo no dia seguinte ao titular. O parlamentar, que nada tinha com a desavença entre os políticos de Alagoas, foi baleado no abdômen na frente do filho pequeno, da esposa e da mãe, que o prestigiavam no último dia de trabalho. Kailara morreu no mesmo dia, poucas horas depois.

Arnon e Péricles foram condenados à prisão, mas logo foram soltos e declarados inocentes, no ano seguinte pelo Tribunal do Júri de Brasília. Em 1970, o executor, pai de Fernando Collor de Melo, foi, mais uma vez, nomeado para o Senado Federal, onde representou Alagoas como senador até a data de sua morte, em 1983. Seis anos depois da morte de Arnon, seu filho foi eleito presidente da República Federativa do Brasil.

 

Com informações: Diário do Nordeste

Mourão expõe embate entre militares e Lorenzoni na equipe de transição

As divergências na equipe de transição do governo Jair Bolsonaro (PSL) ficaram mais evidentes nesta quarta-feira, 5, quando o general Hamilton Mourão, vice-presidente eleito, expôs o embate entre o grupo de militares da nova administração e o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Nos bastidores, há uma disputa pelo comando da coordenação de governo e reclamações sobre a forma como Lorenzoni tem buscado protagonismo.
Em Belo Horizonte, onde esteve para participar de um encontro com empresários, Mourão disse que, se forem encontradas irregularidades na investigação aberta contra Lorenzoni, ele terá de deixar o governo.
Relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin atendeu a pedido da
Procuradoria-Geral da República e determinou a abertura de petição autônoma (fase anterior ao inquérito) para apurar denúncias de pagamentos de caixa 2 da J&F ao deputado Lorenzoni nas campanhas de 2012 e 2014. “Uma vez que seja comprovado que houve ilicitude, é óbvio que terá que se retirar do governo. Mas, por enquanto, é uma investigação”, afirmou Mourão.
As declarações do general esquentaram ainda mais o clima com Lorenzoni, que nega as acusações e chegou a dizer que a investigação era uma “bênção” para que o caso fosse esclarecido.
Em Brasília, questionado sobre as afirmações de Mourão, Bolsonaro titubeou antes de responder. “Em havendo qualquer comprovação de uma denúncia robusta, contra quem quer que esteja no governo, ao alcance da minha caneta BIC, ela será usada”, disse o presidente eleito.
Na prática, há uma avaliação do núcleo militar – hoje com sete integrantes indicados para o primeiro escalão – de que será impossível Lorenzoni conduzir negociações com o Congresso e ainda acumular a coordenação da equipe ministerial. Essa constatação se baseia no fato de as duas tarefas exigirem muito trabalho e dedicação para ficarem sob a responsabilidade de um só ministro.
A ideia da criação de um centro de monitoramento do governo, que seria chefiado por Mourão, foi deixada de lado. Ninguém, no entanto, arrisca um palpite sobre quanto tempo durará a decisão, já que os anúncios dos últimos dias sobre a configuração da Esplanada foram marcados por idas e vindas.
O novo embate no núcleo da transição é para que o controle das ações administrativas fique com a Secretaria de Governo, nas mãos do general Carlos Alberto dos Santos Cruz, designado para fazer a interlocução com Estados e municípios, além de cuidar do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Nesta semana, porém, o próprio Lorenzoni assegurou que a coordenação de governo permaneceria na Casa Civil.
Mourão afirmou nesta quarta que ao menos parte da articulação política do Palácio do Planalto poderá ficar sob comando dos militares. O vice disse que ele mesmo poderá participar, assim como Santos Cruz, e repetiu que será “o escudo e a espada” de Bolsonaro. “O escudo defende e a espada ataca antes de ele ser atacado”, comparou.
Problemas
O desgaste de Lorenzoni também é sentido no Congresso, onde, a portas fechadas, dirigentes de vários partidos dizem que o futuro chefe da Casa Civil não tem jogo de cintura política. Insatisfeitos, integrantes de siglas como PP, PTB, Solidariedade, PRB, PSDB, PSB e até o DEM agem para formar um bloco que dê as cartas do poder na Câmara, a partir de 2019, isolando o PSL de Bolsonaro. O grupo defende a recondução de Rodrigo Maia à presidência da Casa.
O modelo de articulação política previsto por Lorenzoni terá a colaboração de políticos que não se elegeram neste ano. Já foram convidados para a tarefa o candidato derrotado ao governo do Espírito Santo Carlos Manato (PSL) e os deputados não reeleitos Leonardo Quintão (MDB-MG), Danilo Forte (PSDB-CE), Walter Ihoshi (PSD-SP), Milton Monti (PR-SP) e Marcelo Delaroli (PR-RJ). Após encontro com Bolsonaro nesta quarta, a bancada do PR anunciou que integrará oficialmente a base do futuro governo.
A escolha de Danilo Forte para fazer a “ponte” com o Nordeste, por exemplo, já provoca críticas. Políticos de Pernambuco se queixam da falta de nomes do Estado na equipe. O fato de Bolsonaro não ter chamado o deputado Mendonça Filho (DEM-PE) para nenhum cargo também causou contrariedade em políticos pernambucanos e é atribuído a uma rusga que Lorenzoni teria com ele. Mendonça Filho foi ministro da Educação no governo de Michel Temer, concorreu ao Senado, mas não se elegeu. Na quarta à noite, porém, o ex-governador do Estado Joaquim Francisco (PSDB) foi convidado para fazer parte da equipe de transição.
Com informações: O Estado de Minas

Número de mortes violentas no Ceará cai pelo oitavo mês consecutivo

O total de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) apresentou redução de 30,6% em novembro no Ceará, configurando o oitavo mês consecutivo de queda de mortes violentas no Estado. No mês, foram 326 casos. No mesmo período do ano passado, foram 470. O acumulado do ano, de janeiro a novembro, também é considerado positivo, com redução de 10,5%. Esta é a maior redução do

Com esta atualização, novembro se torna o mês que mais reduziu homicídios em 2018. A redução foi puxada pela Capital, com 42,6%. Fortaleza também foi o local de maior queda no acumulado dos 11 meses, com 1.799 mortes em novembro de 2017 ante 1.387 neste ano.  Apenas o Interior Norte do Estado não reduziu CVLIs, aumentando em 3,8% os homicídios no penúltimo mês do ano e em 13,8% no acumulado.

O Estado tem registrado quedas seguidas de homicídios desde abril. No último levantamento, sobre outubro, a redução foi de 29,8%, até então a mais significativa.

O norte do Ceará também teve índices negativos de Crimes Violentos Contra o Patrimônio tipo 2 (CVP-02), que engloba roubos a banco, a residência,  de carga, de veículo e roubo com restrição de liberdade. De 97 crimes desta natureza no ano passado o número passou para 143, um aumento de 47,4%. No geral, as ocorrências de CVP-02 caíram em 18,9% em novembro e 15,6% no acumulado.

As informações foram divulgadas pelo secretário da segurança André Costa em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira, 6 na sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e incluem estatísticas de homicídios, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios.

Latrocínio 

Casos de roubo seguido de morte, latrocínio, um dos componentes dos CVLIs, diminuíram em 50%. Neste mês foram 42 casos enquanto o mesmo período do ano passado teve 84 ocorrências.

 

Com informações: O Povo

Palocci diz que Lula renovou MP em troca de dinheiro para filho

Em depoimento à Justiça Federal nesta quinta-feira (6), o ex-ministro da Fazenda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Antonio Palocci, afirmou que o ex-presidente renovou uma medida provisória em troca de dinheiro para o filho Luís Claudio Lula da Silva.

A compra de medidas provisórias é investigada na Operação Zelotes, deflagrada em 2015, que também apura irregularidades em decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que julga processos das empresas envolvendo questões tributárias.

A defesa do ex-presidente Lula disse que as declarações de Palocci tem “nítido objetivo de atacar a honra e a reputação” dele e de seu filho, Luís Claudio. Ainda segundo a defesa de Lula, Palocci sabe que suas afirmações “são mentirosas” e “não poderão ser confirmadas por qualquer testemunha”.

No depoimento desta quinta, Palocci disse que recebeu o filho do ex-presidente em seu escritório de consultoria entre o final de 2013 e o início de 2014.

Segundo o ex-ministro, ele pediu apoio para fechar o orçamento de um evento que organizaria em 2014. O valor pedido seria em torno de R$ 2 e R$ 3 milhões. “Tenho testemunhas, registro de telefonema dele, agendas”, afirmou o ex-ministro.

Palocci disse que sempre falava com Lula quando alguém o procurava com pedidos. E que, neste caso, Lula disse que já estava resolvido porque já tinha falado com Mauro Marcondes.

Mauro Marcondes era dono da Marcondes e Mautoni que, segundo relatório da Polícia Federal (PF), repassou R$ 2,5 milhões à LFT Marketing Esportivo, empresa de Luís Claudio Lula da Silva, por uma consultoria. Ainda segunda a PF, o conteúdo da consultoria foi copiado da internet. Esse pagamento está sendo investigado na Operação Zelotes.

“Eu fui falar com o ex-presidente Lula para ver se ele me autorizava a fazer isso. Sempre que alguém pedia em nome do ex-presidente Lula eu consultava o ex-presidente Lula. Aí que o presidente Lula me falou que não precisa atender o Luís Claudio, porque eu já resolvi esse problema com o Mauro Marcondes”, explicou Palocci. Marcondes chegou a ser preso, em 2016, em uma das fases da Operação Zelotes.

“Aí eu perguntei inclusive: Mas então porque ele me procurou? Ai o ex-presidente disse: porque ele não sabe que eu fiz isso. Mas pode esquecer que eu já resolvi o problema”, completou.

“Aí ele e me contou que foi através da renovação da 471 [medida provisória], que foi feita através de uma emenda parlamentar, na Câmara dos Deputados, que renovou os benefícios da Caoa e da Mitsibushi a partir daquele ano. E que ele tinha pedido uma contribuição, para que o Mauro Marcondes pedisse uma contribuição às empresas, e essa contribuição seria transferida ao filho dele”, concluiu Palocci durante depoimento à Justiça Federal.

Operação Zelotes

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Lula editou a medida provisória para favorecer empresas do setor automotivo em troca de recebimento de propina.

Ele é réu por corrupção passiva nesta ação penal desde setembro de 2017. Também são réus o ex-ministro e chefe do gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, e outras cinco pessoas.

A defesa do ex-presidente afirmou que o petista jamais praticou qualquer ato ilícito e que é alvo de perseguição política.

Em novembro do ano passado, o Ministério Público Federal de Brasília pediu para a Justiça o bloqueio de R$ 24 milhões em bens e valores do ex-presidente e de seu filho, Luís Cláudio.

 

Com informações: G1