Políticos e empresários cearenses precisam ficar atentos quanto ao futuro do BNB

A primeira notícia da coluna Política do jornal o Estado de S. Paulo, deste domingo, fala de um estudo que chegou às mãos de Paulo Guedes, o próximo ministro da área econômica do Governo do presidente Bolsonaro, a partir do próximo mês, sugerindo a fusão com o BNDES, do BNB e o seu congênere BASA, o banco da Amazônia. A mesma nota acrescenta que Guedes não gosta da ideia.

Gostando ou não o senhor Paulo Guedes dessa ideia, o fato é que esse estudo é deveras estranho, merecendo, por isso, atenção redobrada dos políticos e empresários nordestinos, a começar pelos cearenses, por conta da localização do banco, primeiro para repudiar essa proposta de acabar com a instituição, e depois para cobrar o seu fortalecimento, ou restabelecer as funções que anteriormente exercia, no fomento do desenvolvimento da Região. Os nortistas, em defesa do BASA, deveriam fazer o mesmo.

Para o Nordeste, hoje, com o esfacelamento da Sudene e outros órgãos importantes que tinha a Região, como o próprio Dnocs, no Ceará sediado, o BNB é a instituição mais importante, mesmo esvaziado, e ainda servindo para satisfação de alguns políticos que rateiam sua direção. Sem ele perdem todos, mais ainda o empresariado e a economia nordestina. E no Norte, com o BASA, idem. Por isso, é importante estarem todos atentos, aqui e lá.

Na mesma coluna Política do Estadão, tem uma segunda informação relacionada ao BNB, tratando do nome do seu ex-presidente, Marcos Holanda, indicado para o cargo pelo senador Eunício Oliveira. Ele durou pouco, saiu sem dizer as razões da renúncia ao cargo, embora o senador, posteriormente, tenha feito reclamações da administração de Holanda, por não ter satisfeito todos os seus pleitos.

Marcos Holanda foi um dos assessores do candidato a governador do Ceará, general Guilherme Theophilo (PSDB), e também do candidato a presidente da República Geraldo Alckmin (PSDB).

Leia a nota:

Paulo Guedes, tem recebido sugestões para fundir o Banco do Nordeste (BNB) e o Banco da Amazônia (Basa) com o BNDES, mas afirmou a interlocutores que não gosta da ideia. Como as três instituições têm a mesma atribuição, embora duas delas com foco regional, os defensores dizem que a fusão geraria economia de despesas com o funcionamento. Os cargos no BNB e no Basa são tradicionalmente loteados por políticos. O comando dos dois bancos, por exemplo, está nas mãos de indicados do MDB do Senado. O economista Marcos Holanda, ex-presidente do BNB no governo Dilma Rousseff, é cotado para voltar ao cargo. Ele é colega de Joaquim Levy, futuro presidente do BNDES. Ambos tem mestrado em economia pela FGV.

 

Com informações: Edison Silva

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *