Governadores do Nordeste discutem segurança pública e novos investimentos em Brasília

O governador Camilo Santana participou nesta terça-feira (4), em Brasília, da reunião do Fórum dos Governadores do Nordeste. Estiveram na pauta o bônus de assinatura das novas reservas de exploração do pré-sal, a securitização da dívida dos estados para o aumento da capacidade de investimento, a garantia federal de ações em Segurança Pública, dentre outros assuntos que serão tratados com a equipe do presidente da República eleito, Jair Bolsonaro. Para o encontro, também foram convidados os governadores da região Norte.

Além do chefe do Executivo no Ceará, estiveram presentes o governador do Pernambuco, Paulo Câmara, o governador do Piauí, Wellington Dias, o governador eleito da Paraíba, João Azevedo, o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, a governadora eleita do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, o governador do Alagoas, Renan Filho, o governador da Bahia, Rui Costa, e o governador do Amapá, Waldez Goes.

Camilo Santana destacou a importância de juntar as pautas dos estados do Nordeste e do Norte, no intuito de evoluir na aprovação de mais benefícios para a população das regiões. “Nós compreendemos que são duas regiões com muitos temas em comum. O nosso fórum tem se reunido todos os anos para discutir temas importantes. Consideramos que unificar as pautas é importante, exatamente para que a gente possa pensar nos mandatos dos próximos quatro anos. Todos nós queremos contribuir com o melhor para o país”, afirmou.

Demandas

A primeira pauta discutida entre os governadores foi o bônus de assinatura das novas reservas do pré-sal, que atualmente está no Senado Federal. “Compreendemos ser importante distribuir esse bônus com os estados e municípios, dentro do princípio federativo da divisão. Teremos audiência com o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira, para tratar desse tema. É uma negociação entre o Congresso, o atual governo e o novo governo”, explicou Camilo.

Além disso, os governadores se empenharam em buscar a garantia de resolução para o projeto de securitização das dívidas dos estados do Brasil, reivindicação antiga dos estados, além de organizar as questões que serão tratadas em reunião no próximo dia 12 junto ao futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro. “Queremos apresentar uma proposta do Nordeste brasileiro para melhorias em Segurança Pública”, revelou o governador cearense.

Pedido por prioridades

No último dia 21, Camilo já havia participado de uma reunião em Brasília com os governadores do Nordeste, para listar reivindicações dos estados e municípios por investimento e auxílio da União em áreas prioritárias. O encontro resultou em carta destinada ao presidente da República eleito, assinada por todas as autoridades nordestinas. O documento solicitou ainda uma audiência para tratar de temas relacionados à liberação de investimentos federais, além de ações em Segurança Pública, Saúde e Educação.

 

Com informações: ASCOM do Governo do Estado do Ceará

Eunício Oliveira vende sua parte na Corpvs Segurança

Depois de vender a Confederal, uma das maiores empresas do ramo de transporte de valores do Pais, com sede em Brasília, o senador Eunício Oliveira (MDB) resolveu vender agora sua parte noutra empresa de peso no Nordeste.

Foi negociada a Corpvs Segurança, com sede em Fortaleza e filiais em Pernambuco e São Paulo. A transação foi consolidada nas últimas semanas e a parte do emedebista acabou adquirida por seus sócios, os irmãos Gaudêncio Lucena e Carlos Guálter. Os valores da transação não foram divulgados.

Segundo a imprensa sulista, a Confederal, vendida em julho deste ano para a multinacional espanhola Prosegur, teria envolvido a bagatela de US$ 150 milhões. Assessores de Eunício não falam em números.

Bem, e o senador, que não foi reeleito, o que vai fazer? Ele já avisou que deverá continuar na política. Em fevereiro, inclusive, reassumirá o comando do MDB cearense. Pelo visto, com direito a viver de rendas.

 

Com informações: Eliomar de Lima

RC reage à acusação de traição e eleva tom contra Eunício

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) reagiu ontem às acusações de traição feitas pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), e elevou o tom das críticas ao emedebista. “Eu teria um longo tratado sobre lealdade, traição e lado político para falar do Eunício e do MDB, mas não farei. Isso não ajudará na resolução desse impasse”, disse Roberto Cláudio durante reunião com secretariado na manhã de ontem.O impasse citado pelo prefeito se refere ao trâmite para o empréstimo do Banco Mundial a Fortaleza, recurso que seria destinado a obras e ações para preservação ambiental. Para ser liberada, a concessão de US$ 150 milhões precisa passar por votação no Senado. Roberto Cláudio detalha que o processo estava bem encaminhado até pouco antes das eleições, mas, após os resultados e consequente derrota de Eunício, houve uma regressão.

O assunto pautou a Câmara Municipal na última terça-feira, quando vereadores da base aliada do prefeito teceram críticas ao senador. No dia seguinte, Eunício negou que tenha barrado a tramitação do processo e acusou Roberto Cláudio de traição, responsabilizando-o pela votação pouco expressiva que obteve na Capital. “Ele disse que ia me apoiar (nas eleições) e depois fez um acordo paralelo com meus adversários”, afirmou o senador. “Jamais farei vingança política, mesmo com os traidores”, continuou.

De acordo com Roberto Cláudio, no último dia 4 de outubro, documento assinado foi encaminhado da Casa Civil para o Senado. “A eleição foi domingo (7 de outubro). A partir de segunda-feira, depois do resultado, o financiamento simplesmente não andou, parou, voltou para o Tesouro. Nós fizemos um esforço para voltar para a Casa Civil e não foi resolvido”, afirmou.

Caso não seja votado até o fim do ano, todo o processo para pedido de empréstimo, iniciado em 2014, teria que ser reiniciado, explica a titular da Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente, Águeda Muniz.

“A pergunta é bem simples: o senador Eunício vai se vingar da rejeição eleitoral que sofreu em Fortaleza atrapalhando o povo ou ele vai cumprir sua obrigação de senador?”, questionou o prefeito.

Entre as obras previstas para aplicação do recurso, está a construção de complexos ecológicos no Passaré e na Lagoa Parque da Viúva, a urbanização do Parque Rachel de Queiroz e da foz da Barra do Ceará, além da garantia de balneabilidade em toda a orla.

Apesar do embate, o prefeito afirmou preferir não “nutrir qualquer tipo de rivalidade pessoal ou ataques pessoais” com Eunício. Ele ressalta que está pedindo “mediação, conciliação, bom senso e responsabilidade para cumprir as obrigações de mandato de senador”. “Mas irei brigar até o último momento, porque não deixarei isso barato. É obrigação do mandato do senador trabalhar pela Cidade e não atrapalhá-la”, reforçou.

Também ontem, o presidente do Congresso Nacional divulgou uma certidão que atesta que todas as mensagens solicitando autorização de empréstimo para o Estado do Ceará e seus municípios, que chegaram durante sua gestão, já foram aprovadas.

O documento, assinado pelo secretário-geral da Mesa do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Melo Filho, afirma que nenhuma outra mensagem (além das já aprovadas) foi protocolada na Casa.

Com o documento, Eunício assegura que o empréstimo a que se refere Roberto Cláudio, nem sequer chegou ao Legislativo. “Quaisquer informações divulgadas de forma contrária têm a única intenção de confundir a população. Estarei como sempre estive, até o fim do meu mandato, à disposição de Ceará e seus municípios para tudo o que for destinado a melhorar a vida das pessoas, especialmente as que mais precisam”.

Eleições

Em Fortaleza, Eunício ficou em quarto lugar na disputa pelas duas vagas ao Senado. atrás de Cid Gomes (PDT), Eduardo Girão (Pros) e Mayra Pinheiro (PSDB). No Ceará, ele ficou na terceira posição.

 

Com informações: O Povo

Eunício diz que Roberto Cláudio fez acordo com adversários e o acusa de traição

Alvo de acusações de aliados do prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (PDT), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), contra-atacou ontem. “Não julgo nem julgarei ninguém, mas não aceito que alguém transfira sua incompetência de gestão para alguém que só contribuiu com Fortaleza”, disse o parlamentar. “Jamais farei vingança política, mesmo com os traidores.”

Apontado como responsável pelo atraso na liberação de empréstimo de US$ 150 milhões para o município, o emedebista acrescentou que chegou a “correr atrás (do empréstimo), mas depois não tive mais notícias dele porque o prefeito não fala mais comigo desde 20 de julho”.

Nesse dia, contou Eunício, “nós nos reunimos na casa do governador Camilo e fechamos um acordo sobre eleições, acordo de entendimento político”.

O presidente do Senado então assegurou que essa foi “a última vez que o prefeito esteve comigo, quando ele disse que ia me apoiar (nas eleições) e depois fez um acordo paralelo com meus adversários”.

Sobre o trâmite da operação de crédito no Parlamento, Eunício falou que “não tem informação” porque o prefeito não o atende mais. “Do dia 20 até agora, às 15h50min do dia 21 de novembro, ele não me atendeu mais e nem mais falou comigo. Muitas vezes cheguei a procurá-lo, e ele não me atendeu.”

Questionado se teria atuado para bloquear o repasse depois de perder a eleição, o parlamentar negou. “Jamais faria isso. Não tenho idade pra mentir. Não traio, não minto e não retalio, porque acho que isso não é da política. Querer escamotear a verdade colocando a culpa no Congresso é falta de respeito”, respondeu.

O processo de liberação dos recursos, contratados junto ao Banco Mundial e destinados a obras de preservação do meio ambiente em Fortaleza, já havia chegado ao Senado, última etapa antes da aprovação pelo governo. Sem razão aparente, todavia, o projeto voltou para a Casa Civil de Michel Temer (MDB).

Na última terça-feira, parlamentares da base de RC na Assembleia e na Câmara de Vereadores criticaram o senador. Para eles, Eunício teria barrado deliberadamente o dinheiro para retaliar o prefeito.

Terceiro colocado na disputa por duas das três vagas no Senado pelo Ceará, o emedebista não se reelegeu. Na Capital, ficou apenas em quarto lugar, atrás de Cid Gomes (PDT), Eduardo Girão (Pros) e Mayra Pinheiro (PSDB).

Eunício atribui a derrota ao prefeito. “O Ceará é detentor de um dos três poderes da República (o Legislativo, presidido pelo senador). Foi a traição do Roberto Cláudio que retirou esse poder que o estado tinha”, avaliou.

“O ministro das Cidades está aqui na minha casa”, continuou Eunício. “Nós estamos assinando mais 3,5 mil habitações em Fortaleza hoje. Isso tudo depois da traição e das eleições.”

O emedebista declarou ainda que, todas as vezes em que RC o contatou, ele atendeu. “Liberei R$ 448 milhões pro município. Fui despachante da Prefeitura, inclusive para o custeio da saúde da Capital, com R$ 3 milhões para a Santa Casa, que eu não sei se ele repassou.”

Procurada, a Prefeitura informou que não se pronunciaria sobre as críticas de Eunício Oliveira e que aguarda a aprovação do empréstimo de US$ 150 milhões, retido no governo.

 

Com informações: Eliomar de Lima

Grupo no Senado tenta votar projeto que enfraquece a Ficha Limpa e reduz inelegibilidade de político condenado

O Senado aprovou, na semana passada, incluir na pauta de votações da Casa um projeto que enfraquece a Lei da Ficha Limpa e diminui o período de inelegibilidade para políticos condenados antes de 2010.

O texto, de autoria do senador Dalírio Beber (PSDB-SC), foi apresentado em outubro de 2017, dias depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter decidido que políticos condenados antes de 2010 deveriam cumprir oito anos de inelegibilidade, e não três, como ocorria anteriormente.

Na época, o tribunal discutia se a punição determinada pela Lei da Ficha Limpa, que entrou em vigor em 2010, valeria também para casos anteriores a essa data. Por maioria de seis votos, os ministros entenderam que sim.

Pelo texto de Beber, os políticos que cumpriram os três anos de inelegibilidade já estariam aptos a concorrer novamente em eleições.

Em dezembro de 2017, sete líderes de partidos no Senado apresentaram um requerimento para que o projeto pulasse à frente de outros e fosse votado com urgência. O requerimento ficou meses parado.

Só em novembro de 2018 é que a urgência foi aprovada e o projeto foi colocado na pauta de votação. Alguns senadores criticaram a medida na sessão em que foi votada a urgência.

“Essa matéria colocada em pauta para hoje foi feita ardilosamente na noite passada, sem tempo para conhecimento da quase totalidade dos senadores, aquilo que se costumar dizer ‘na calada da noite’ “, afirmou o senador Lasier Martins (PSD-RS). “Está-se querendo trazer gente que era inelegível para poder ser agora elegível com a ficha meio limpa, meio suja. Ora, isso não existe. Ou a ficha é limpa, ou é suja. Não há meio termo”, concluiu o senador.

O senador José Reguffe (sem partido-DF) também se manifestou na sessão que era contra o projeto.

“A Lei da Ficha Limpa foi uma conquista deste país, uma conquista da sociedade brasileira, e há uma decisão do Supremo, já tomada, que não deve ser alterada por esta Casa, na minha opinião. Portanto, sou contra esse projeto”, afirmou.

O senador Dalírio Beber explicou que apresentou o projeto porque considera injusto um condenado que já cumpriu os três anos sem poder ocupar cargo, função ou mandato público tenha a pena estendida.

“E esta decisão, por ter transitado em julgado, se cumprida, faz com que esse punido não mais se sujeita a qualquer outro tipo de punição. É muito claro. Não existe nada no projeto de lei que apresentei, que vise alterar o projeto de Ficha Limpa que existe no Brasil, em vigor, e que deve continuar vigorando para tornar, digamos, a política com certeza, digamos, muito mais limpa e permitir que todos sejam bem representados”, argumentou Beber.

Na semana passada, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) pediu que os líderes retirassem a urgência do projeto. Até agora não houve resposta. Eunício afirmou que se algum líder apresentar requerimento para que a proposta seja retirada da pauta, o pedido será colocado em votação.

O senador Randolfe Rodrigues, líder da Rede, disse que vai recolher assinaturas para derrubar a urgência.

“[O projeto] Abre uma porta inteira. Ele, na verdade, dá um jeitinho na Lei da Ficha Limpa. É um jeitinho para beneficiar condenados anteriormente a 2010. É a vulnerabilização da Lei da Ficha Limpa. É para beneficiar condenados a concorrerem nas próximas eleições”, afirmou.

 

Com informações: G1

Eunício deve comandar Cidades no Governo de Camilo

Os dirigentes de partidos que apoiaram a reeleição de Camilo Santana (PT) ao governo do Ceará aguardam reuniões com o chefe do Executivo para definirem como vão participar do futuro governo. Uma viagem do governador ao exterior nesta semana sinaliza que as conversas devem ser intensificadas apenas em dezembro.

Contudo, a proximidade administrativa e eleitoral entre o governador Camilo Santana e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), pode render à sigla emedebista a Secretaria das Cidades. Danniel Oliveira (MDB), deputado estadual e sobrinho de Eunício, é cotado para comandar a Pasta.

Na reeleição, Camilo recebeu o apoio de 24 partidos e terá a missão de organizar a nova gestão com aliados que já sinalizam interesse em ajudá-lo no segundo mandato.

Com informações: Brasil 247

Posse de Jair Bolsonaro será às 15h de 1º de janeiro, diz Eunício Oliveira

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), confirmou que a solenidade de posse do presidente eleito Jair Bolsonaro foi antecipada em duas horas e ocorrerá às 15h, em 1º de janeiro. Segundo ele, a mudança foi para atender a um pedido do próprio Bolsonaro.

A cerimônia está sendo organizada por uma equipe multidisciplinar com integrantes do Congresso Nacional, da Presidência da República e do Ministério das Relações Exteriores. Há solenidades nos três locais.

Foto: Pedro França/Agência Senado

Orçamento

Eunício disse ainda que pretende se reunir com os integrantes da área econômica do governo eleito. De acordo com ele, na pauta está a possibilidade de mudanças na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019.

O senador afirmou que está à disposição para colaborar com a nova equipe. Segundo ele, é importante que o governo eleito tenha ciência do orçamento que vai implementar.

 

Com informações: O Estado do Ceará

Bolsonaro cancela encontros com presidentes do Senado e da Câmara

Após divulgar a agenda que terá em Brasília na terça-feira, o presidente eleito Jair Bolsonaro cancelou as visitas programadas ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). As mudanças denotam o mal-estar que surgiu entre a equipe de transição e o Congresso Nacional. Na semana passada, o Senado contrariou Bolsonaro ao aprovar o reajuste de 16,38% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A remuneração passará de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil mensais e deve provocar um efeito cascata, elevando o teto do funcionalismo público. O custo extra no Orçamento ficará em R$ 4,1 bilhões por ano apenas no Judiciário e na Procuradoria-Geral. Com o efeito cascata, o rombo pode chegar a R$ 6 bilhões por ano.

O projeto de reajuste do Judiciário foi aprovado horas depois de o presidente eleito afirmar que não era o momento e alertar para o fato de o país estar fechando o ano com déficit fiscal e vai iniciar o próximo também com perspectiva de déficit. Além do reajuste dos ministros do STF, o Senado aprovou de forma relâmpago o Rota 2030, regime tributário especial do setor automotivo, contrariando mais uma vez os interesses do futuro governo, que tem defendido uma política econômica sem a concessão de benefícios fiscais a setores específicos.

Os parlamentares também encaminharam a votação de outras medidas que podem gerar um rombo de R$ 259 bilhões nos quatro anos do próximo governo. Apenas o reajuste do Judiciário vai significar um rombo de mais de R$ 20 bilhões ao longo do mandato do presidente eleito. Reinclusão de empresas no Supersimples e aumento da compensação aos estados pelas perdas com as exportações tramitam no Congresso e se aprovadas vão representar mais gastos fiscais para o próximo governo.

Atrito

A indisposição entre Eunício Oliveira e a equipe de transição do presidente eleito, porém, começou um pouco antes das votações no plenário do Senado. O presidente do Congresso procurou discutir o Orçamento – que receberia a inclusão do benefício aos magistrados e membros do Ministério Público – com Paulo Guedes. Porém, o futuro ministro da Economia declarou que o importante seria a aprovação da reforma da Previdência.

Em seguida, em entrevista, Eunício disse não se preocupar se Bolsonaro “vai gostar ou não” das medidas tomadas pelo Congresso. “Qual é o motivo de eu, como presidente de um poder, procurar o presidente eleito de outro poder para perguntar o que ele quer? Parece um oferecimento, disposição para se credenciar para alguma coisa. Zero”, afirmou ele, que não conseguiu se reeleger no pleito de outubro. Em vídeo no Facebook, Bolsonaro se queixou das medidas. Dentro da equipe de Bolsonaro há uma preocupação de que os parlamentares que não foram reeleitos utilizem o resto do ano para votar as chamadas “pautas-bomba”, com impacto fiscal.

Pelo seu canal no Facebook, Bolsonaro criticou a aprovação do reajuste para os ministros do STF, que tem efeito cascata sobre estados e municípios e impacta as contas públicas. “Querem colocar na minha conta para eu começar com problemas junto às instituições. A decisão cabe agora ao presidente Michel Temer, como estava na mão do senhor Eunício Oliveira a votação desse projeto”, dando a entender que o presidente Temer deveria vetar o projeto de aumento do Judiciário.

Também na semana passada, Paulo Guedes defendeu uma “prensa” no Congresso para que os parlamentares votassem a reforma da Previdência ainda neste ano. Com o incômodo criado, Bolsonaro colocou panos quentes: “A palavra não é prensa, é convencimento”. Até o fechamento desta edição, assessoria de imprensa da transição de governo não explicou o motivo das modificações na agenda. O primeiro compromisso previsto de Bolsonaro em Brasília, na terça-feira, será um encontro com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber.

Turismo junto com preservação ambiental

Bolsonaro voltou a defender ontem o “turismo associado ao meio ambiente”, como forma de preservação. Pelo Twitter, ele sinalizou que a preservação, da forma como é feita hoje, trava o desenvolvimento econômico. “O turismo associado ao meio ambiente é uma ótima fórmula comprovada para a preservação. A alegação do intocável age em prol de pequenos grupos, suga a mente de inocentes, enche o bolso de poucos e domina a grande maioria envolvida, travando o verdadeiro desenvolvimento!”, afirmou na rede social.

Na sexta-feira, em transmissão ao vivo no Facebook, ele já havia sugerido que o turismo em áreas protegidas impede que esses locais sejam abandonados. E defendeu que, com hotéis em áreas protegidas, esses locais estariam preservados. Além disso, emendou que a forma de preservação adotada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é “xiita”. Bolsonaro sinalizou, ainda, a intenção de fazer acordos com alguns países – sem deixar claro quais – para explorar a Amazônia. Sempre reiterando o discurso de que a exploração e as medidas de preservação devem ser feitas “sem viés ideológico”.

 

Com informações: O Estado de Minas

Eunício quer deixar boa herança para o CE no Orçamento da União de 2019

O presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB), que, nesta quarta-feira, 7, participa, em Fortaleza, da solenidade de assinatura da ordem de serviço para retomada das obras do Metrô, quer deixar uma boa herança no Orçamento da União de 2019 para o Estado do Ceará.

A lista de prioridades, com as bênçãos do Governador Camilo Santana (PT), tem as obras do Cinturão das Águas, Anel Viário de Fortaleza, transposição de águas do Rio São Francisco e, também, a manutenção da rede de saúde, principalmente, dos hospitais regionais do Sertão Central (Quixeramobim), Cariri (Juazeiro do Norte) e Norte (Sobral).

O Orçamento da União para o próximo ano será aprovado pelo Congresso Nacional até o dia 22 de dezembro. A proposta foi enviada pelo presidente Michel Temer, mas, antes de ser apreciada em plenário, terá uma atenção especial da equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro. Caberá, porém, aos atuais deputados federais e senadores – muitos ficarão sem mandatos a partir de fevereiro, a aprovação do Orçamento.

A interlocução entre o Congresso Nacional e o presidente eleito Jair Bolsonaro começa, nesta quarta-feira, com uma reunião do senador Eunício Oliveira com o economista Paulo Guedes, principal nome da equipe do sucessor de Michel Temer. Eunício e Guedes conversarão sobre o trâmite da proposta orçamentária, especialmente, quanto ao tempo necessário para a equipe do novo presidente da República encaminhar sugestões e pedidos de prioridade.

Os 22 deputados federais e os três senadores do Ceará já trabalham, também, na definição das emendas individuais e de bancada a serem apresentar ao Orçamento da União de 2019. O senador Eunício Oliveira  e o governador Camilo Santana  conversaram sobre as prioridades que o Governo do Estado tem para o próximo ano no Orçamento do Governo Federal. Camilo tem mobilizado deputados federais aliados sobre a importância do Estado do Ceará garantir uma boa fatia de recursos da União em 2019.

 

Com informações: Ceará Agora

Reforma da Previdência deve ser tocada por próximo governo, diz Eunício

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), afirmou nesta terça-feira (6) ver muita dificuldade em o Congresso aprovar algo da reforma da Previdência ainda em 2018.

“A reforma tem que ser encaminhada pelo presidente eleito, por sua equipe, traduzindo qual o sentimento que vem das ruas”, afirmou Eunício, lembrando o curto prazo de atividades do Congresso em 2018, cerca de um mês e meio.

Jair Bolsonaro (PSL) disse, em entrevistas, acalentar a esperança de que algo da reforma fosse aprovado ainda na gestão de Michel Temer (MDB). Ele citou como exemplo uma leve alteração na idade mínima para aposentadoria.

Eunício, que não foi reeleito e deixa o Senado em janeiro, afirmou que alterações na Constituição devem ser feitas com parcimônia para que ela não se transforme em uma colcha de retalhos.

“É preciso paciência.”

As declarações do presidente do Senado foram dadas na chegada ao Congresso, onde ele participa, ao lado de Bolsonaro e de outras autoridades, de sessão comemorativa dos 30 anos da Constituição.

 

Com informações: Ceará Agora / Folha de S.Paulo