‘Não é a política que vai mudar esta nação, é a igreja’, diz Damares Alves

Pastora e advogada, Damares Alves é conhecida no meio evangélico por ser crítica à chamada “ideologia de gênero” e ao feminismo. Também já disse que é a igreja evangélica, e não a política, que “vai mudar a nação”. Nas palestras disponíveis na internet ou nas entrevistas que costuma conceder a sites, ela costuma criticar ainda a “guerra” entre homens e mulheres.

Damares Alves foi confirmada nesta quinta-feira, 6, como futura ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo Jair Bolsonaro.

“As feministas promovem uma guerra entre homens e mulheres. Me preocupo com a ausência da mulher de casa. Hoje, a mulher tem estado muito fora de casa. (Me preocupam) funções que a mulher tinha no passado, principalmente em relação às crianças”, afirmou em entrevista a um veículo identificado como Expresso Nacional. “Eu costumo brincar o seguinte: como eu gostaria de ficar em casa, toda tarde, numa rede, me balançando, e meu marido ralando muito para me sustentar e me encher de joias e presente. Esse seria o padrão ideal da sociedade. Mas, infelizmente, não é possível, temos de ir para o mercado de trabalho.”

Na mesma entrevista, ela chama a ideologia de gênero de “morte”. Desconhecida entre movimentos de direitos humanos ou de mulheres, Damares está na política há três anos. Desde 2015, ela ocupa o cargo de auxiliar parlamentar júnior, cuja remuneração é, atualmente, de R$ 5.488,95, sem os descontos, e está lotada no gabinete do senador Magno Malta.

Lagoinha

Pastora voluntária na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), uma comunidade evangélica que reúne cerca de 30 mil pessoas na capital mineira, Damares costuma reunir 6 mil pessoas nos cultos que ministra na cidade. “A visão dela é dentro dos princípios bíblicos”, diz o assessor parlamentar Ricardo Coutinho, que há trinta anos frequenta a igreja. A futura ministra é contra o aborto e defende a chamada Escola Sem Partido.

“Damares tem forte atuação na área da proteção à criança e adolescente. Em seus cultos, afirma ter sido violentada aos seis anos de idade por um integrante da igreja que frequentava. “Isso a impediu de ter filhos”, afirma o pastor Washington Sá. Em suas aparições públicas, Damares aborda ainda a questão indígena. A futura auxiliar de Bolsonaro apoia a atuação de missionários que trabalham em aldeias tentando acolher crianças banidas de tribos por terem nascido com algum tipo de deficiência.”

Em uma pregação de 2013 na Igreja Primeira Batista, em Campo Grande (MS), ela afirmou que é a igreja evangélica que “vai mudar a nação”, não a política. Além disso, disse que não é verdade que o aborto é questão de saúde pública, como defendem especialistas, e que “ninguém nasce gay”. Reservou a parte final de sua palestra para criticar frontalmente o infanticídio indígena.

“Naquele dia, Deus renovou nossas forças. Porque Deus nos disse que não são os deputados que vão mudar essa nação, não é o governo que vai mudar essa nação, não é a política que vai mudar essa nação, que é a Igreja Evangélica, quando clama. É a igreja evangélica, quando se levanta, que muda a nação”, disse a futura ministra.

 

Com informações: O Estado de Minas

Falta apenas um ministro ser nomeado por Bolsonaro

A equipe de ministros que comporão o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), está quase formada. No início da tarde desta quinta-feira, 6, a assessora do senador não reeleito Magno Malta (PR-ES), a pastora Damares Alves foi nomeada futura ministra dos Direitos Humanos.

Agora, o capitão da reserva tem de anunciar o futuro titular do Meio Ambiente. São especulados alguns nomes para a função. A pretensão de Bolsonaro é nomear alguém que tenha bom trânsito no setor ruralista.

O agrônomo Evaristo de Miranda, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foi o primeiro nome a ser ventilado, mas já afirmou que não aceitaria o convite por razões pessoais.

O delegado Alexandre Silva Saraiva, superintendente da Polícia Federal no Amazonas foi sondado por Bolsonaro. Na lista de cotados, está ainda o ex-secretário do Meio Ambiente de Geraldo Alckmin, em São Paulo, o advogado Ricardo Salles, filiado ao partido Novo.

O engenheiro agrônomo Xico Graziano é outro nome que integra a lista. Não agrada o núcleo militar do governo, entretanto, a relação que Graziano já manteve com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Confira ministros já anunciados:

  1. Paulo Guedes (Economia)
  2. Onyx Lorenzoni (Casa Civil)
  3. Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública)
  4. General Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional)
  5. Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia)
  6. Tereza Cristina (Agricultura)
  7. General Fernando Azevedo e Silva (Defesa)
  8. Ernesto Araújo (Relações Exteriores)
  9. Wagner Rosário (Controladoria Geral da União)
  10. André Luiz de Almeida Mendonça (Advocacia Geral da União)
  11. Roberto Campos Neto (Banco Central)
  12. Luiz Henrique Mandetta (Saúde)
  13. Gustavo Bebianno (Secretaria Geral da Presidência)
  14. Ricardo Vélez Rodríguez (Educação)
  15. Carlos Alberto dos Santos (Secretaria do Governo)
  16. Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura)
  17. Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto (Desenvolvimento Regional)
  18. Osmar Terra (Cidadania)
  19. Marcelo Álvaro Antonio (Turismo)
  20. Bento Costa de Albuquerque (Minas e Energia)
  21. Damares Alves (Direitos Humanos)

 

Com informações: Blog de Política O Povo

Mourão expõe embate entre militares e Lorenzoni na equipe de transição

As divergências na equipe de transição do governo Jair Bolsonaro (PSL) ficaram mais evidentes nesta quarta-feira, 5, quando o general Hamilton Mourão, vice-presidente eleito, expôs o embate entre o grupo de militares da nova administração e o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Nos bastidores, há uma disputa pelo comando da coordenação de governo e reclamações sobre a forma como Lorenzoni tem buscado protagonismo.
Em Belo Horizonte, onde esteve para participar de um encontro com empresários, Mourão disse que, se forem encontradas irregularidades na investigação aberta contra Lorenzoni, ele terá de deixar o governo.
Relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin atendeu a pedido da
Procuradoria-Geral da República e determinou a abertura de petição autônoma (fase anterior ao inquérito) para apurar denúncias de pagamentos de caixa 2 da J&F ao deputado Lorenzoni nas campanhas de 2012 e 2014. “Uma vez que seja comprovado que houve ilicitude, é óbvio que terá que se retirar do governo. Mas, por enquanto, é uma investigação”, afirmou Mourão.
As declarações do general esquentaram ainda mais o clima com Lorenzoni, que nega as acusações e chegou a dizer que a investigação era uma “bênção” para que o caso fosse esclarecido.
Em Brasília, questionado sobre as afirmações de Mourão, Bolsonaro titubeou antes de responder. “Em havendo qualquer comprovação de uma denúncia robusta, contra quem quer que esteja no governo, ao alcance da minha caneta BIC, ela será usada”, disse o presidente eleito.
Na prática, há uma avaliação do núcleo militar – hoje com sete integrantes indicados para o primeiro escalão – de que será impossível Lorenzoni conduzir negociações com o Congresso e ainda acumular a coordenação da equipe ministerial. Essa constatação se baseia no fato de as duas tarefas exigirem muito trabalho e dedicação para ficarem sob a responsabilidade de um só ministro.
A ideia da criação de um centro de monitoramento do governo, que seria chefiado por Mourão, foi deixada de lado. Ninguém, no entanto, arrisca um palpite sobre quanto tempo durará a decisão, já que os anúncios dos últimos dias sobre a configuração da Esplanada foram marcados por idas e vindas.
O novo embate no núcleo da transição é para que o controle das ações administrativas fique com a Secretaria de Governo, nas mãos do general Carlos Alberto dos Santos Cruz, designado para fazer a interlocução com Estados e municípios, além de cuidar do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Nesta semana, porém, o próprio Lorenzoni assegurou que a coordenação de governo permaneceria na Casa Civil.
Mourão afirmou nesta quarta que ao menos parte da articulação política do Palácio do Planalto poderá ficar sob comando dos militares. O vice disse que ele mesmo poderá participar, assim como Santos Cruz, e repetiu que será “o escudo e a espada” de Bolsonaro. “O escudo defende e a espada ataca antes de ele ser atacado”, comparou.
Problemas
O desgaste de Lorenzoni também é sentido no Congresso, onde, a portas fechadas, dirigentes de vários partidos dizem que o futuro chefe da Casa Civil não tem jogo de cintura política. Insatisfeitos, integrantes de siglas como PP, PTB, Solidariedade, PRB, PSDB, PSB e até o DEM agem para formar um bloco que dê as cartas do poder na Câmara, a partir de 2019, isolando o PSL de Bolsonaro. O grupo defende a recondução de Rodrigo Maia à presidência da Casa.
O modelo de articulação política previsto por Lorenzoni terá a colaboração de políticos que não se elegeram neste ano. Já foram convidados para a tarefa o candidato derrotado ao governo do Espírito Santo Carlos Manato (PSL) e os deputados não reeleitos Leonardo Quintão (MDB-MG), Danilo Forte (PSDB-CE), Walter Ihoshi (PSD-SP), Milton Monti (PR-SP) e Marcelo Delaroli (PR-RJ). Após encontro com Bolsonaro nesta quarta, a bancada do PR anunciou que integrará oficialmente a base do futuro governo.
A escolha de Danilo Forte para fazer a “ponte” com o Nordeste, por exemplo, já provoca críticas. Políticos de Pernambuco se queixam da falta de nomes do Estado na equipe. O fato de Bolsonaro não ter chamado o deputado Mendonça Filho (DEM-PE) para nenhum cargo também causou contrariedade em políticos pernambucanos e é atribuído a uma rusga que Lorenzoni teria com ele. Mendonça Filho foi ministro da Educação no governo de Michel Temer, concorreu ao Senado, mas não se elegeu. Na quarta à noite, porém, o ex-governador do Estado Joaquim Francisco (PSDB) foi convidado para fazer parte da equipe de transição.
Com informações: O Estado de Minas

Meu compromisso com Bolsonaro foi até dia 28 de outubro, diz Magno Malta

Preterido pelo governo de Jair Bolsonaro, o senador Magno Malta (PR-ES) tentou minimizar, nessa quarta-feira (5/12), qualquer sentimento de frustração. Ao voltar para o Senado, após o futuro governo escolher quase todos seus ministros, Malta disse que o compromisso dele com o presidente eleito se encerrou no dia 28 de outubro, data do segundo turno das eleições presidenciais. “Não sou homem de frustração.”

“Meu compromisso com o Bolsonaro foi até dia 28, às 19h30. Nós tínhamos um projeto de tirar o Brasil do viés ideológico e nosso compromisso acabou no dia 28. Bolsonaro não tem nenhum compromisso comigo”, afirmou ao deixar o Plenário do Senado, após o encerramento da sessão.

Magno não quis parar para responder as perguntas da imprensa sobre o assunto, caminhou em direção ao gabinete pessoal enquanto era questionado e, por isso, falou por apenas três minutos, aproximadamente. Gesticulando bastante, ele negou qualquer tipo de arrependimento.

“De jeito nenhum me arrependo de ter me dedicado. Continuo lutando por ele, defendendo ele, acredito nele, acredito no caráter dele. É o homem para o Brasil. Não me arrependo de nada. Faria tudo de novo”, afirmou. “Não sou homem de frustração. Sou homem de luta e luto por aquilo que acredito. Eu sou homem que depende de Deus, acredito nas coisas de Deus. Deus levantou Bolsonaro e pronto”, resumiu.

O senador também ouviu perguntas sobre a declaração de Bolsonaro, que, mais cedo, justificou dizendo que Magno Malta “não se enquadrou”. “Aí você tem que perguntar pra ele. Não interpretei (essa resposta de Bolsonaro). Ele é o presidente. Como eu montei meu gabinete, ele tem que montar o dele”, afirmou antes de tentar jogar a interpretação para o repórter que o questionou. “Se você não está entendendo, você tem que procurar, deduzir. Não sou eu que vou responder pra você. Entendo que ele é o presidente, mas quem tem que montar o gabinete dele é ele”, complementou.

O senador do PR ainda negou que tenha indicado sua assessora parlamentar e pastora evangélica Damares Alves para o comando do ministério dos Direitos Humanos, mas a classificou como uma “mulher completa”. “Ela foi convidada por competência própria. Não foi indicada por mim. Damares é uma mulher repleta, completa, conhece as questões dos índios, das crianças, de drogas, de automutilação. Todas as bandeiras que eu defendo, ela sabe muito. Não fui eu que indiquei e ela é preparada para tal”, disse.

Por fim, Magno Malta foi questionado sobre qual avaliação o eleitorado faria da sua ausência no governo. “Isso é normal. Eu cruzei o Brasil inteiro levando a mensagem juntamente com ele. As pessoas me conheceram, as pessoas sabem, mas as coisas não são assim. As coisas não dependem de mim, dependem de Deus”, disse.

 

Com informações: Correio Braziliense

Governadores do Nordeste discutem segurança pública e novos investimentos em Brasília

O governador Camilo Santana participou nesta terça-feira (4), em Brasília, da reunião do Fórum dos Governadores do Nordeste. Estiveram na pauta o bônus de assinatura das novas reservas de exploração do pré-sal, a securitização da dívida dos estados para o aumento da capacidade de investimento, a garantia federal de ações em Segurança Pública, dentre outros assuntos que serão tratados com a equipe do presidente da República eleito, Jair Bolsonaro. Para o encontro, também foram convidados os governadores da região Norte.

Além do chefe do Executivo no Ceará, estiveram presentes o governador do Pernambuco, Paulo Câmara, o governador do Piauí, Wellington Dias, o governador eleito da Paraíba, João Azevedo, o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, a governadora eleita do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, o governador do Alagoas, Renan Filho, o governador da Bahia, Rui Costa, e o governador do Amapá, Waldez Goes.

Camilo Santana destacou a importância de juntar as pautas dos estados do Nordeste e do Norte, no intuito de evoluir na aprovação de mais benefícios para a população das regiões. “Nós compreendemos que são duas regiões com muitos temas em comum. O nosso fórum tem se reunido todos os anos para discutir temas importantes. Consideramos que unificar as pautas é importante, exatamente para que a gente possa pensar nos mandatos dos próximos quatro anos. Todos nós queremos contribuir com o melhor para o país”, afirmou.

Demandas

A primeira pauta discutida entre os governadores foi o bônus de assinatura das novas reservas do pré-sal, que atualmente está no Senado Federal. “Compreendemos ser importante distribuir esse bônus com os estados e municípios, dentro do princípio federativo da divisão. Teremos audiência com o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira, para tratar desse tema. É uma negociação entre o Congresso, o atual governo e o novo governo”, explicou Camilo.

Além disso, os governadores se empenharam em buscar a garantia de resolução para o projeto de securitização das dívidas dos estados do Brasil, reivindicação antiga dos estados, além de organizar as questões que serão tratadas em reunião no próximo dia 12 junto ao futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro. “Queremos apresentar uma proposta do Nordeste brasileiro para melhorias em Segurança Pública”, revelou o governador cearense.

Pedido por prioridades

No último dia 21, Camilo já havia participado de uma reunião em Brasília com os governadores do Nordeste, para listar reivindicações dos estados e municípios por investimento e auxílio da União em áreas prioritárias. O encontro resultou em carta destinada ao presidente da República eleito, assinada por todas as autoridades nordestinas. O documento solicitou ainda uma audiência para tratar de temas relacionados à liberação de investimentos federais, além de ações em Segurança Pública, Saúde e Educação.

 

Com informações: ASCOM do Governo do Estado do Ceará

Danilo Forte deve ocupar a Secretaria do Nordeste no Governo Bolsonaro

O Ceará vai aos poucos conseguindo um lugar de destaque no Governo de Jair Bolsonaro. O deputado federal Danilo Forte, deve ocupar o cargo de Secretário do Assuntos para o Nordeste, pasta ligada a Casa Civil e que será responsável pelo encaminhamento dos pleitos da região e do diálogo com os governos e bancadas nordestinas. O convite foi oficializado pelo futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, durante a reunião com a bancada do PSDB. Danilo será o quarto cearense a ser confirmado no Governo. Antes, haviam sido confirmados o General Theophilo (Secretaria da Segurança Pública), Mayra Pinheiro (Secretaria da Gestão do Trabalho e da Educação da Saúde) e Mansueto de Almeida (Secretaria do Tesouro).

 

Com informações: Focus

Candidatos do PSDB do Ceará são indicados e já são 3 os cearenses na equipe de Bolsonaro

Foram confirmados nesta terça-feira, 4, dois indicados para cargos estratégicos no governo Jair Bolsonaro (PSL) que foram candidatos nas últimas eleições pelo PSDB no Ceará.

Candidato derrotado por Camilo Santana (PT) na eleição para o Governo do Estado, General Theophilo estará à frente da Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão ligado ao ex-juiz Moro, futuro ministro da Justiça e Segurança Pública. A função será uma das mais relevantes na pasta que ganhou dimensão de superministério. Hoje, o órgão a ser comandado por Theophilo é ele próprio o Ministério da Segurança Pública, ocupado por Raul Jungmann.

Já a médica pediatra Mayra Pinheiro (PSDB) será secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (STGES) do Ministério da Saúde. Ele foi candidata ao Senado pelo PSDB e ficou na quarta colocação.

Presença cearense no governo Bolsonaro 

Theophilo não é cearense. Nasceu no Rio de Janeiro, mas a família é do Estado. Contando com ele, são três os nomes do Estado que integrarão o futuro governo em posições estratégicas. Isso porque a permanência do cearense Mansueto Almeida na secretaria do Tesouro Nacional foi confirmada para 2019.

 

Com informações: O Povo

PPL e PCdoB decidem se unir contra Governo Bolsonaro

O Partido Comunista do Partido Brasil (PCdoB) e o Partido Pátria Livre (PPL) realizaram ato no domingo passado (02), em São Paulo, celebrando a união das duas legendas. A junção foi aprovada por aclamação, e segundo as lideranças presentes, tem como objetivo fortalecer a resistência democrática e empreender oposição ao Governo Jair Bolsonaro.

O ato político se constituiu de uma sessão conjunta do Comitê Central do PCdoB e do Congresso Extraordinário do PPL e se realizou, na cidade de São Paulo, na sede do Sindicato dos Eletricitários, no bairro da Liberdade. No dia anterior, 1º de dezembro, o Congresso Extraordinário do PPL aprovou sua incorporação ao PCdoB e indicou, também, um elenco de 40 lideranças para compor a direção nacional comunista.

Por sua vez, a direção do PCdoB aprovou a incorporação do PPL e convocou um Congresso Extraordinário para 17 de março do ano próximo, que terá como pauta a eleição de um novo Comitê Central para concluir o processo. Nesse sentido, foi aprovado documento de 170 nomes, dos quais 130 são os atuais membros do PCdoB e 40 indicados pelo PPL.

 

Com informações: Jornal Floripa

Onyx confirma que governo de Bolsonaro terá 22 ministérios

Principal articulador do futuro governo e futuro titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni confirmou, em entrevista nesta segunda-feira (3), que o primeiro escalão do governo Bolsonaro terá 22 pastas — sete a mais do que o capitão da reserva prometeu durante a campanha. Onyx afirmou ainda que o Ministério do Trabalho deixará de existir, ao menos no formato atual, tendo suas funções distribuídas entre outras três pastas: Justiça, Economia e Cidadania.

— Serão 20 ministérios funcionais e dois eventuais — resumiu.

Segundo ele, dois deles — o Banco Central e a Advocacia-Geral da União (AGU) —, que já tiveram os futuros titulares anunciados, perderão status de ministério. Para isso, será necessário aprovar Propostas de Emenda à Constituição (PECs).

Até agora, Jair Bolsonaro já anunciou, no total, 20 ministros. Conforme Onyx, só resta divulgar quem vai comandar as pastas de Meio Ambiente e de Direitos Humanos, Família e Mulheres, para a qual já foi convidada a advogada e pastora Damares Alves.

O futuro ministro da Casa Civil fez questão de reforçar que o próximo governo será diferente dos anteriores dos últimos 30 anos, quando ocorreu um “famigerado presidencialismo de coalizão”:

— O Brasil construiu a relação entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo com base no toma lá dá cá. Esse é um compromisso do presidente Bolsonaro, de que não vamos fazer.

Quanto às indicações do segundo e terceiro escalão, que reflete em cargo federais no Rio Grande do Sul, Onyx disse que será uma “mescla” entre nomes técnicos e políticos.

 

Com informações: Gaúcha ZH

Ciro dispara críticas contra superministros

Ao tecer duras críticas às escolhas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para os ministérios, o candidato derrotado ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes (PDT), caracterizou a relação entre Paulo Guedes, futuro superministro de Economia, e Sérgio Moro, que ocupará o superministério da Justiça e Segurança Pública, como “filho de jabuti com macaco prego”.

“A gente não sabe o que é que vem da cabeça do Paulo Guedes e do Sérgio Moro arbitrado pelo Bolsonaro”, reforçou. Na opinião dele, o presidente eleito agirá como uma “espécie de relações públicas do governo”, enquanto está “feudalizando” o governo em superministérios “com funções absolutamente estanques”.

Ciro também criticou a maneira como as relações exteriores estão sendo tratadas pelo governo de transição. “É um negócio de doido. Com nove dias, já tem conflito com o Mercosul, conflito com a China e conflito com o mundo árabe”, citou. Ele disse não ver qual o objetivo de mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém e caracterizou de “pirado” o chanceler indicado por Bolsonaro. “Simples e puro despreparo, loucuras”, definiu.

As afirmações foram feitas ontem durante palestra de encerramento da semana de workshops PfoR Ceará: Aprendizados e Novos Desafios, realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), em parceria com o Banco Mundial, no Centro de Eventos.

Mesmo com todas as críticas, Ciro afirmou estar torcendo para que tudo funcione para o novo governo. “É claro que eu torço, quero que dê certo, mas não é provável”, aponta. Para ele, contudo, a eleição do capitão reformado não representa uma ruptura democrática, o que ele define como “o terror que o PT espalhou”. “Não houve nenhuma ruptura com a democracia. Cabe vigiar, porque democracia não é um regime de concessão, é um regime de conquista”, ressaltou.

Um dos nomes centrais de uma frente de oposição ao governo Bolsonaro, o pedetista afirma que não há intenção de isolar o PT, mas que a “meta é não deixar que o PT dê o tom da sua atitude desastrada, antinacional, antipública”.

Sobre uma possível candidatura, Ciro diz acreditar ainda ser muito cedo. “Para quem conhece o Brasil como eu conheço, 2022 está tão longe, tão improvável, tão cheio de improbabilidade, impossibilidades e possibilidades”, afirma.

O momento, segundo ele, é de “parar para pensar e fazer reflexões mais internas para entender como é que o pensamento progressista brasileiro se vulnerou ou vulnerou a sociedade civil brasileira a tal ponto para entrar uma coisa tão estranha quanto é o Bolsonaro”.

“Tosco”

Ciro afirmou que o governo de Jair Bolsonaro se baseia em um “direitismo tosco, rude”. “O que nós estamos assistindo é uma agenda retrospectiva aos piores e mais obscuros tempos da Idade Média”.

“Nunca nos agradou o distanciamento com o Tasso”

Sobre a aproximação entre o senador eleito Cid Gomes (PDT) e Tasso Jereissati (PSDB) visando à eleição para a presidência do Senado Federal, Ciro Gomes (PDT) afirmou que “nunca nos agradou o distanciamento com o Tasso”.

Para ele, a articulação entre os dois políticos cearenses, que estarão juntos na Casa a partir de 2019, “não é uma questão do Ceará, mas uma questão nacional”. Ele elogiou o tucano, afirmando se tratar de “um cara sério, um cara de nível”, embora “tenha visões diferentes das nossas”.

Cid Gomes havia dito ao O POVO, no último dia 21 de novembro, que Tasso Jereissati “atenderia a esse perfil” para a presidência do Senado, mas que o PSDB “precisaria querer”. Já o tucano reconheceu diálogo com Cid Gomes, também durante a última semana. “Tivemos uma longa conversa (há duas semanas). Acho que a articulação dele tem sentido”, disse o senador.

Ciro Gomes afirmou também que é um momento oportuno para unir forças com outros políticos que tenham “responsabilidade com o país independente das nossas percepções e diferenças”. O candidato derrotado à presidência afirmou estar fazendo articulações com ex-presidenciáveis.

Após reunião para discutir com a ex-presidenciável Marina Silva (REDE) para discutir a oposição ao governo Bolsonaro no começo de novembro, ele afirmou também ter entrado em contato com Geraldo Alckmin (PSDB), mas não deu maiores detalhes.

 

Com informações: O Povo