Votos dados a Lia Gomes vão ser aproveitados. Manhã de especulação na Assembleia

A médica Lia Gomes não teve a sua candidatura à Assembleia Legislativa cearense registrada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cearense, no pleito deste ano, sob a alegação de ela não ter feito o recadastramento biométrico no Município de Caucaia, onde tinha domicílio eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ontem à noite, reformou a decisão e considerou Lia apta a disputar a cadeira de deputado estadual. A decisão da Corte, em razão de já ter passado o período da disputa eleitoral, é inócua para Lia Gomes, mas pode alterar a composição da Assembleia, depois de feita a recontagem dos votos por ela conquistados, 6598 no total.

Na manhã passada, na Assembleia, onde a própria Lia esteve, mas por razões ligadas a um evento com a participação de representantes do Unicef, foi toda de especulação quanto à mudança ou não da composição já conhecida da próxima composição da Assembleia, em razão dos votos que seriam incorporados aos da coligação proporcional liderada pelo PDT, que chegou a eleger 19 deputados estaduais.

Para alguns, os votos dados a Lia tirariam um deputado do PROS (Soldado Noélio). Para outros, quem perderia uma vaga seria a coligação encabeçada pelo MDB (Nesse caso o atingido seria Walter Cavalcante), por fim, para outros, nada do resultado eleitoral para a Assembleia será alterado.

A decisão do TRE, sobre a recontagem, deve sair na próxima sexta-feira.

Antes de autorizar a candidatura de Lia, uma outra decisão proferida pelo plenário do TSE  validou a candidatura, também para a Assembleia, do conselheiro em disponibilidade do extinto Tribunal de Contas dos Municípios, Domingos Filho. O TRE cearense havia negado o registro da postulação de Domingos sob o argumento de que ele, por ser conselheiro, mesmo em disponibilidade, estava impedido de ter vinculação partidária.

 

Com informações: Edison Silva

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